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When "You" and "I" mess around with the hierarchy: a comparative study of Tupi-Guarani hierarchical indexing systems

Abstract: This paper deals with the person indexing system of Tupi-Guarani languages. Past literature has claimed that the relative position of the arguments of a transitive verb on a supposed person hierarchy 1 > 2 > 3 determines what argument is marked on the verb and how. It is also commonly believed that the morphosyntax of individual Tupi-Guarani languages is very comparable. This paper surveys in detail the encoding of arguments on transitive verbs in 28 Tupi-Guarani languages. It shows that the prior assumptions about indexing in Tupi-Guarani languages either do not hold strongly, or need to be stated in more nuanced ways. The study also shows that these languages are not as similar morphosyntactically as is often assumed. Importantly, they display a great variation in the domain of local configurations (i.e., when the two speech act participants interact), the arguments of which are often encoded in a non-transparent manner. This leads us to reject the 1 > 2 hierarchy as operative in governing indexing in all languages of the group.

Lexicología y fonología históricas del Aché

En este artículo se identifican unos 200 lexemas del aché (familia Tupí-Guaraní) con sus cognados en 20 de las demás lenguas de la familia. Este rastreo lexicológico no sólo muestra que la base del léxico aché es fundamentalmente tupí-guaraní (TG) - hasta ahora no se encontraron elementos de otra lengua no TG - sino que permite también elaborar aspectos de la fonología histórica del aché. Comparando la fonología del aché con la de las demás lenguas TG, se ve que las lenguas más cercanasson el mbyá y el xetá. Resulta de la comparación lexicológica y fonológica que el aché probablemente ha tenido en la historia de su formación contactos con varias lenguas TG como son el grupo siriono-yuki de Bolivia, el mbyá y/o xetá, el guaraní clásico y, en la actualidad, el guaraní paraguayo moderno.

The rise of number agreement in Nheengatu

Abstract: Number agreement systems often present traces of older elements common to different languages of the same family; thus, their emergence is difficult to reconstruct. One possible origin of such systems is the grammaticalization of plural words into bound morphemes, which, as a result of a long process, develop into agreement markers and may become obligatory. Various investigations have provided evidence for this hypothesis. However, the complete process of change from a system with no number as grammatical category into a number agreement system in a single language has not been documented. This paper analyses documents covering different stages of the development of the Nheengatu language from Tupinambá in order to observe how the number agreement system emerged in modern Nheengatu. By doing so, this paper supports the idea that grammaticalization may have occurred rapidly in intense contact situations.

News on the Jorá (Tupí-Guaraní): sociolinguistics, description, and classification

With 45 languages, the Tupí family is one of South America's largest families. However, several gaps still remain. Some languages are already extinct and there are others for which data can no longer be collected. The situation of Jorá has reached this point. This article aims to summarize all data concerning the Jorá people and their language, parts of which were collected by the anthropologists Hanke (1959) and Béghin (1980) and other parts by the authors. On the basis of sparse data from several sources of differing reliability we attempt to classify the Jorá language using the phoneme inventory, grammatical evidence and lexical comparison. Jorá is classified as Tupí-Guaraní, closely related to Siriono and Yuki.

Year

2015

Creators

Danielsen,Swintha Gasparini,Noé

Cartografia social e organização política das comunidades remanescentes de quilombos de Salvaterra, Marajó, Pará, Brasil

Resumo: As demandas das comunidades negras rurais, antes de 1988, estavam diluídas na agenda de lutas de categorias como a de trabalhadores rurais. Com a promulgação da Constituição, a emergência do termo "comunidade remanescentes de quilombos" faz também emergir uma pauta específica. Nesse quadro, o papel dos cientistas sociais na produção de laudos técnicos periciais e de trabalhos acadêmicos tornou-se um ponto central na discussão das percepções sobre o "quilombo". A partir disso, analisamos a relação entre os pesquisadores do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA) e as comunidades quilombolas de Salvaterra, Ilha do Marajó, Pará, participantes das oficinas de produção de mapas que geraram um fascículo intitulado: Quilombolas da Ilha de Marajó: Pará. Objetivamos investigar, a partir de levantamento de dados e de pesquisa de campo, como as relações entre os atores da cartografia converteram-se em ferramentas políticas na luta por direitos socioterritoriais das comunidades quilombolas. Apontamos que as relações sociais entre PNCSA e quilombolas configuram-se, de um lado, como formas de contestação das formas históricas de desrespeito e injustiça e como instrumento de politização do movimento quilombola e, de outro, como afirmação e consolidação acadêmica da prática de pesquisa do Projeto.

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2015

Creators

Bargas,Janine de Kássia Rocha Cardoso,Luís Fernando Cardoso e

Marcadores de estresse ocupacional, atividades cotidianas, ambiente e escolhas culturais: uma discussão sobre estilos de vida diferenciados em três sambaquis do litoral fluminense

Durante décadas a definição de uma unidade antropofísica, baseada principalmente em estudos descritivos e comparativos de morfologia craniana e pós-craniana, norteou o conhecimento sobre a biologia dos grupos sambaquieiros do litoral sul-sudeste do Brasil. Este conceito influenciou também os paradigmas que nortearam a compreensão de aspectos socioculturais desses grupos, tendo como diretriz as perspectivas da Escola Norte Americana. Esta perspectiva generalista, no entanto, vem demonstrando inoperância para elevar o conhecimento sobre os grupos sambaquieiros a um nível mais detalhado, a partir da identificação de particularidades que naturalmente permeiam qualquer sistema sociocultural e são o resultado de escolhas, e não apenas respostas adaptativas. Buscando-se avançar sobre esta perspectiva, este trabalho tem como objetivo conjugar os dados sobre marcadores de estresse ocupacional (osteoartrose, trauma acidental, espondilólise, nódulo de Schmorl e exostose auditiva) já publicados para três sambaquis localizados no estado do Rio de Janeiro, a fim de se verificar a possibilidade de identificar particularidades no estilo de vida destes grupos.

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2015

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Lessa,Andrea Carvalho,Claudia Rodrigues

Estudios bioarqueológicos en el sitio Los Tres Cerros 1 (Delta Superior del río Paraná, Entre Ríos, Argentina)

Resumen: En este trabajo se presentan los resultados de los estudios bioarqueológicos efectuados en la serie de esqueletos humanos del sitio Los Tres Cerros 1 (departamento de Victoria, Entre Ríos, Argentina), una estructura antropogénica monticular ocupada entre ca. 1227 y 560 años AP por cazadores, recolectores, pescadores y horticultores, asignados a la entidad arqueológica Goya-Malabrigo. Las investigaciones bioarqueológicas se enfocaron en determinar la estructura sexo-etaria de la muestra, estudiar las lesiones óseas y analizar las prácticas mortuorias. De acuerdo a estos estudios, en el sitio se enterraron al menos 16 individuos de distintos grupos etarios y ambos sexos. La variabilidad de modos de disponer a los muertos incluye entierros primarios, secundarios y elementos óseos dispersos. Algunos huesos presentaban termoalteración y ocre sobre la superficie. Se discuten estas evidencias a nivel regional con otros sitios del Delta del Paraná con presencia de esqueletos humanos asignados a la entidad Goya-Malabrigo.

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2015

Creators

Scabuzzo,Clara Raap,Agustina Ramos van Bonomo,Mariano Politis,Gustavo G.

Com vento a lagoa vira mar: uma etnoarqueologia da pesca no litoral norte do RS

Resumo: Diversas comunidades de pescadores se encontram atualmente distribuídas ao longo do litoral gaúcho, demonstrando que a pesca tradicional-artesanal ainda possui grande importância na região. Entretanto, apesar da riqueza histórica e sociocultural dessas comunidades, praticamente inexistem pesquisas etnoarqueológicas sobre essas populações. Neste caso, entende-se que a etnoarqueologia é um campo de estudo que possibilita a compreensão da materialidade das populações vivas. Busca-se, através desta, o estudo da mobilidade, da sazonalidade e do uso dos espaços de pesca (pesqueiros) nessa comunidade. Para tanto, a sócio-antropologia da pesca fornece o aporte necessário para compreender a dinâmica sociocultural destes grupos. Diante disso, adota-se a proposta de Antonio Carlos Diegues de que a pesca é um elemento de coesão social e que, portanto, constrói sociedades. Entende-se, nesse sentido, que a pesca não se trata apenas de uma questão produtiva, mas também da relação de vida que os pescadores possuem com estes espaços, sendo estes construídos socialmente através do conhecimento tradicional. Por meio das observações de campo realizadas até então, foi possível estabelecer um modelo de utilização dos espaços de pesca (pesqueiros) para a região em dois períodos distintos: a cheia (outono e inverno) e a vazante (primavera e verão).

Amazônia: paisagem e região na obra de Eidorfe Moreira

Resumo A produção intelectual de Eidorfe Moreira (1912-1989) é marcada por forte influência regionalista. Seu pensamento, avançado para o seu tempo, ocupou-se dos problemas da região amazônica, que nos anos 1950 passava por uma intervenção das políticas de planejamento regional, em uma tentativa de inseri-la na dinâmica da economia nacional. Este texto analisa os conceitos de ‘paisagem’ e ‘região’, ambos discutidos por Eidorfe Moreira, a partir das suas críticas ao modelo de planejamento estatal.

Eidorfe Moreira e o aspecto insular de Belém

Resumo Eidorfe Moreira (1912-1989) escreveu um dos mais densos capítulos sobre o aspecto insular de Belém do Pará e uma das contribuições mais efetivas para os que pensam e administram essa cidade. Partindo do passado, ancorado no presente e sutil, mas firmemente indicando o seu futuro, a obra deste intelectual marca, com sua força reflexiva, todos aqueles que a ela tiveram acesso. A qualidade da linguagem, em termos de clareza e coesão, tem se traduzido em propostas como a Escola Bosque Prof. Eidorfe Moreira, que leva o seu nome, e desloca os belenenses para os espaços que se articulam com a parte continental do município, tal como guirlandas, como diria ele mesmo, e não como apêndices ou penduricalhos isolados. O objetivo deste ensaio é apresentar a visão integradora de Eidorfe Moreira sobre as ilhas neste território municipal. Tem como base metodológica a leitura e interpretação de textos desse autor e de outros que utilizaram seus escritos para formulações a respeito do mencionado espaço.

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2015

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Guerra,Gutemberg Armando Diniz

Revisitando o Círio de Nazaré a partir da lente sociológica de Eidorfe Moreira

Resumo O ensaio pretende investigar o olhar sociológico de Eidorfe Moreira (1912-1989) sobre o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, realizado anualmente em Belém do Pará. Em obra sobre o assunto, o autor estabelece diálogos da geografia humana com a sociologia para explicar a paisagem da festa e a participação dos sujeitos nela envolvidos. Considera essa procissão católica no plano da geografia humana, como fenômeno de maior expressão da dinâmica paisagem amazônica. No campo sociológico, analisa o Círio como fato social, ao mesmo tempo em que o considera como culminação de uma transumância, ou seja, como clímax de uma migração periódica de fundo religioso, envolvendo uma fase de peregrinação, com romeiros interioranos a caminho da cidade, e outra fase litúrgica, já no âmbito urbano. Este ensaio parte das categorias teóricas utilizadas por Eidorfe em um período histórico determinado – a década de 1970 – para aplicá-las no tempo presente, com o intuito de detectar a vitalidade de suas reflexões.

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2015

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Almeida,Ivone Maria Xavier de Amorim

O olhar de Benedito Nunes sobre a obra de Eidorfe Moreira

Resumo Os professores e intelectuais da Amazônia Eidorfe Moreira (1912-1989), mais identificado como geógrafo, e Benedito Nunes (1929-2011), mais relacionado à filosofia e à crítica literária, apesar da diferença de idade, tiveram proficiente aproximação, consequência da dedicação ao magistério, da convivência profissional na Universidade Federal do Pará e na antiga Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, mas sobretudo por um atributo comum: o interesse radical por múltiplas áreas do conhecimento, suas relações e possibilidades de reconstrução crítica do saber. Benedito Nunes, em diferentes momentos de criação da sua vasta obra, faz referências ao pensamento e à ampla produção intelectual de Eidorfe Moreira. Com base nos ensaios de Benedito Nunes, este ensaio pretende interpretar esse olhar do filósofo sobre o geógrafo.

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2015

Creators

Guimarães,Maria Stella Faciola Pessôa Castro,Edna Maria Ramos de

Arte rupestre na província de Misiones/Argentina: o sítio Campo Yabebirí

Resumo Neste trabalho documentamos as gravuras do sítio Campo Yabebirí, localizado na margem direita do rio homônimo, no Departamento de São Inácio, província de Misiones (Argentina). O conjunto constitui, até o momento, o único registro publicado de gravuras rupestres existentes nesta província, cujos desenhos se constituem em círculos e linhas estilisticamente vinculados com outros conjuntos descritos especialmente no sul do Brasil.

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2015

Creators

Loponte,Daniel Carbonera,Mirian

Ler e copiar, ouvir e registrar: um dicionário jesuítico como instrumento de aprendizado da língua geral na amazônia setecentista

Resumo Este artigo tem como objetivo entender como um dicionário, escrito por um jesuíta alemão no século XVIII, foi utilizado como instrumento de aprendizado da língua geral na Amazônia. O documento analisado é entendido como parte da política linguística jesuítica, a partir da qual o aprendizado de línguas era de fundamental importância para a ação missionária. O conceito de mediação cultural será apropriado, pois o dicionário é interpretado como um instrumento linguístico essencial para o missionário, como mediador, aprender o idioma indígena e realizar seu trabalho de conversão. Primeiramente, buscou-se delinear, em linhas gerais, como se formou a política jesuítica de línguas na América portuguesa. Em seguida, foi realizada uma contextualização histórica do manuscrito. Por fim, foram analisados indícios encontrados nos verbetes que elucidam o processo de confecção do dicionário, a trajetória missionária do autor e seu aprendizado da língua geral.

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2015

Creators

Prudente,Gabriel de Cássio Pinheiro

Objetos indígenas para o mercado: produção, intercâmbio, comércio e suas transformações. Experiências Ka’apor e Mebêngôkre-Kayapó

Resumo Para muitos povos indígenas da Amazônia, a comercialização de objetos da sua cultura material se apresenta como uma importante possibilidade de geração de renda. Especialistas na arte e muitas famílias das aldeias dedicam parte do seu tempo a elaborar objetos especificamente para este fim. São diversas as práticas e os significados envolvidos na produção e no intercâmbio (monetário ou não) desses objetos. Ao mesmo tempo, são constantes as demandas de articulação ao mercado em nível regional e nacional, encontrando-se ainda muitas dificuldades para abrir espaço à produção artesanal indígena. Considerando os contextos etnográficos dos povos indígenas Ka’apor (Terra Indígena Alto Turiaçú, Maranhão) e Mebêngôkre-Kayapó (Terras Indígenas Las Casas e Kayapó, Pará), discutem-se os processos de produção, intercâmbio e comercialização de objetos indígenas e a relação com a lógica do mercado. Examinam-se também as interpretações e os posicionamentos indígenas sobre esses aspectos e os possíveis efeitos dos aspectos jurídicos que se propõem a revalorizar e proteger os conhecimentos e o patrimônio indígena e o meio ambiente provedor das matérias-primas, considerando os impactos sobre as próprias iniciativas indígenas no momento de se inserir nos mercados.

Year

2015

Creators

Garcés,Claudia Leonor López Pérez,Sol Elizabeth González Silva,Juliano Almeida da Araújo,Marluce Oliveira de Coelho-Ferreira,Márlia

Gentrificação e resistência popular nas feiras e portos públicos da Estrada Nova em Belém (PA)

Resumo Este artigo considera a resistência popular nas feiras e portos públicos da Estrada Nova, atual av. Bernardo Sayão. Interpreta a ocupação da parte sul da orla de Belém, analisada em termos da produção social do espaço urbano. A resistência popular busca manter os portos públicos da Palha e do Açaí como lugar de trocas econômicas e culturais múltiplas, contra a intenção do poder público municipal de ‘gentrificar’ ou enobrecer essa margem urbana da cidade, removendo os atuais usuários, mediante o projeto denominado Portal da Amazônia. A resistência de feirantes, trabalhadores e moradores contrapõe a metáfora ‘janelas para o rio’, que funciona como uma espécie de pensamento único na cidade, com outra metáfora, a de ‘portas para o rio’, que diz respeito à necessidade de ir e vir dos ribeirinhos, que reivindicam seu direito à cidade. O movimento de pessoas e mercadorias nos portos e redondezas configura um espaço de economia e vida popular em Belém. Esse movimento proporciona identidade aos bairros do Jurunas, Condor e Guamá e condiz com preceitos urbanísticos recomendados por autores como Jane Jacobs e Marshall Berman, que valorizam a vida cotidiana da rua. O projeto avança de forma obscura, sem qualquer critério de diálogo e transparência.

Year

2015

Creators

Silva,Jakson Silva da Peixoto,Rodrigo Corrêa Diniz

Socioeconomia e saúde dos pescadores de Mytella falcata da Lagoa Mundaú, Maceió-AL

Resumo Trata-se de estudo visando caracterizar a socioeconomia dos pescadores de sururu na Lagoa Mundaú; e diagnosticar suas percepções sobre saúde. Para isto, foram entrevistados 39 pescadores utilizando-se um questionário semi-estruturado. Sexo masculino, baixa escolaridade e renda máxima de um salário mínimo são características da maior parte destes pescadores. Cerca de 50% habitam residências improvisadas e sem saneamento básico (61,54%) e mais de 67% já se afastou do trabalho por doença ou acidente. Constatou-se que a pesca do sururu tem seus fatores de risco e agravos à saúde acentuados pela ação antrópica sobre o ambiente lagunar e pela ineficiência atemporal do Estado em agir no ordenamento do espaço urbano e na implementação do saneamento básico.

Year

2015

Creators

Tamano,Luana Tieko Omena Araujo,Daniel de Magalhães Lima,Beethoven Brandão Correia de Silva,Francisca Noelma Freitas da Silva,Joseane da

Análise socioeconômica e esforço de pesca na captura do caranguejo-uçá – Ucides cordatus (Crustacea: Ucididae) – na Reserva Extrativista Maracanã – costa amazônica do Brasil

Resumo Este artigo avalia social e economicamente a captura de caranguejo-uçá em Maracanã-PA. As informações foram adquiridas através de entrevistas semiestruturadas, conversas informais e acompanhamento da pescaria do caranguejo. Dos dados coletados foi feita uma análise estatística descritiva, utilizando a média como medida da tendência central e o coeficiente de variação foi empregado como medida de heterogeneidade dentro de cada variável amostrada. A renda total anual e o esforço de pesca dos caranguejeiros profissionais foram calculados. Cerca de 20% dos 5.000 usuários da Reserva Extrativista Maracanã trabalha com a captura do caranguejo. A CPUE variou de 20 a 400 caranguejos por homem-dia, com média de 92,2 (±39,2). Todos os pescadores entrevistados utilizam como técnica de pesca o método tradicional do braço (“braceamento”) combinado com o uso do gancho, empregado como instrumento prolongador do braço na captura. O esforço de pesca aumentou continuamente no período de 1995 a 2007, correspondendo a 68,93%, passando de 42.172 para 71.240 homens-dia.

Year

2015

Creators

Freitas,Ádria de Carvalho Furtado Júnior,Ivan Tavares,Márcia Cristina da Silva Borcem,Elielma Ribeiro

Los museos de arte como mecanismos de inclusión y exclusión social en el arte y en la sociedad: un estudio de caso en Chile

Resumen Este artículo busca delinear un marco teórico sociológico que otorgue sentido al modo en que los museos de arte responden a problemas de acceso y de inclusión social. Para ello asume la teoría de la diferenciación y la exclusión social desarrollada por Niklas Luhmann en el marco más general de su teoría de sistemas sociales. Se analizó el caso de un museo artístico ubicado en Chile, basándose en la realización de entrevistas en profundidad a personas ubicadas en las distintas posiciones de la organización. Confirmando estudios previos realizados por Paul J. DiMaggio, se observa que un museo de artes en Chile, ha generado coaliciones organizacionales internas, cada una de las cuales da sentido a los públicos del museo de un modo distinto. Usando la teoría de sistemas sociales, estas coaliciones son explicadas por alusión a tres aspectos de un sistema social del arte: a) cómo genera una memoria propia, b) cómo define condiciones de participación, y c) cómo se ve afectado por problemas de exclusión social característicos de una sociedad funcionalmente diferenciada. Tales coaliciones difieren entre sí respecto a los “esquemas de atribución causal” que adoptan para explicar la cantidad de público que el museo recibe.

Year

2015

Creators

Valenzuela,Fernando A. Espinosa,Alejandro Madero-Cabib,Ignacio Moyano,Camila Ortiz,Francisca

A “educação na reconstrução da pátria” e a imagem do indígena

Resumo O artigo busca entender as similaridades entre os pensamentos presentes no projeto educacional proposto por José Veríssimo em 1890; nas propostas surgidas na seção de etnografia do 1o Congresso Brasileiro de Geografia, realizado no Rio de Janeiro em 1909; e na fundação do Serviço de Proteção ao Índio e Localização de Trabalhadores Nacionais (SPILTN), em 1910. A análise de A educação nacional (1906 [1890]), de Veríssimo, das atas do 1º Congresso Brasileiro de Geografia, assim como das propostas do SPILTN, indica a recorrência do pensamento sobre permeabilidade do indígena à “civilização” por meio da educação, visando a transformação da identidade étnica do indígena a partir da assimilação dos hábitos e valores da sociedade dita civilizada. Destarte, a partir do exame desses documentos, percebe-se como as concepções de civilização, raça, educação, urbanidade e nação articularam-se em seus discursos na busca de uma identidade nacional e influíram na construção da imagem interdita do indígena. A conclusão é que a inserção do indígena no corpo nacional por meio da educação era admitida, desde que ele se despojasse de sua identidade étnica. Uma atitude que deveria representar respeito ao indígena, como homem, revela-se assim uma forma de desrespeito.