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Espécies lenhosas de Papilionoideae (Leguminosae) na Estação Ambiental de Volta Grande, Minas Gerais, Brasil
RESUMO Neste trabalho apresentamos o estudo taxonômico das Papilionoideae lenhosas em formações de cerrado e de floresta semidecidual na Estação Ambiental de Volta Grande. A área de estudo, localizada no Triângulo Mineiro, faz parte do complexo da Usina Hidrelétrica Estadual de Volta Grande, reúne 391ha e retrata 30 anos de regeneração natural. Foram registrados 14 táxons reunidos em 11 gêneros e quatro tribos: Dalbergieae, com Centrolobium, Dalbergia, Machaerium e Platypodium; e Sophoreae, com Acosmium, Bowdichia, Myroxylon e Ormosia foram as tribos mais representativas, enquanto Dipterygeae, está representada por Dipteryx e Pterodon; e Robinieae, apenas por Sesbania. O gênero mais expressivo foi Machaerium, com três espécies, seguido por Acosmium, com duas, enquanto que os demais gêneros foram representados por uma espécie cada. Chave para identificação, descrições e ilustrações dos táxons encontrados são apresentadas além de comentários sobre a distribuição geográfica dos mesmos.
2007
Filardi,Fabiana Luiza Ranzato Garcia,Flávia Cristina Pinto Carvalho-Okano,Rita Maria de
Diversidade de Leguminosae nas caatingas de Tucano, Bahia: implicações para a fitogeografia do semi-árido do Nordeste do Brasil
RESUMO A família Leguminosae é a mais diversa nas caatingas em termos de número de espécies, as quais apresentam diferentes padrões de distribuição geográfica que têm permitido inferir relações florísticas entre diferentes áreas. Este trabalho apresenta o levantamento das Leguminosae nas caatingas da região de Tucano com o objetivo de avaliar a similaridade florística entre essas caatingas com a de outras áreas do semi-árido brasileiro. Para tanto, foram realizadas 11 excursões para nove áreas de caatinga, de 2004 a 2006, e realizada uma análise de similaridade entre 24 áreas usando o índice de Sørensen e agrupamento por UPGMA. Foram amostradas 74 espécies pertencentes a 41 gêneros. As análises de similaridade mostraram que as caatingas de Tucano, apesar de geograficamente próximas, não foram agrupadas entre si, associandose, por outro lado, com outras áreas de caatinga localizadas sobre substratos semelhantes. Tais resultados mostram a importância do uso de uma escala local em estudos fitogeográficos e reforçam a hipótese de que a vegetação do semi-árido é constituída por duas biotas distintas, uma relacionada a áreas sobre sedimentos arenosos e outra a áreas em solos derivados do embasamento cristalino.
2007
Cardoso,Domingos Benício Oliveira Silva Queiroz,Luciano Paganucci de
Copaifera sabulicola (Leguminosae), uma nova espécie do cerrado brasileiro
RESUMO Uma nova espécie de Copaifera (Leguminosae, Caesalpinioideae, Tribo Detarieae) é proposta. Essa nova espécie é conhecida apenas do Brasil, ocorrendo no cerrado do centro-oeste da Bahia e extremo norte de Minas Gerais, e apresenta maior afinidade com Copaifera rondonii F.C. Hoehne. Copaifera sabulicola é descrita, ilustrada e suas afinidades taxonômicas são discutidas.
2007
Costa,Jorge Antonio Silva Queiroz,Luciano Paganucci de
Mudanças nomenclaturais no gênero Tachigali Aubl. (Leguminosae - Caesalpinioideae) no Brasil
RESUMO Estudos recentes sobre sistemática de leguminosas demonstraram que Sclerolobium deve ser tratado como sinônimo de Tachigali. Neste trabalho são apresentadas as novas combinações para 11 táxons ocorrentes no Brasil: T. beaurepairei (Harms) L. G. Silva & H. C. Lima, T. densiflora (Benth.) L. G. Silva & H. C. Lima, T. eriopetala (Ducke) L. G. Silva & H. C. Lima, T. friburgensis (Harms) L. G. Silva & H. C. Lima, T. froesii (Pires) L. G. Silva & H. C. Lima, T. goeldiana (Huber) L. G. Silva & H. C. Lima, T. leiocalyx (Ducke) L. G. Silva & H. C. Lima, T. macropetala (Ducke) L. G. Silva & H. C. Lima, T. prancei (H. S. Irwin & Arroyo) L. G. Silva & H. C. Lima, T. subullata (Ducke) L. G. Silva & H. C. Lima e T. urbaniana (Hams) L. G. Silva & H. C. Lima. Foi necessário propor um novo nome (T. vulgaris L. G. Silva & H. C. Lima) e dois novos sinônimos (S. glaziovii Taub. = T. denudata e S. striatum Dwyer = T. pilgeriana). São também fornecidos dados sobre os tipos e os nomes corretos de algumas espécies ocorrentes no Sudeste do Brasil: T. aurea Tul., T. denudata (Vogel) Oliveira-Filho, T. duckei (Dwyer) Oliveira-Filho, T. pilgeriana (Harms) Oliveira-Filho, T. rubiginosa (Tul.) Oliveira-Filho e T. subvelutina (Benth.) Oliveira-Filho.
2007
Silva,Luciana Fernandes Gomes da Lima,Haroldo Cavalcante de
Mimosoideae (Leguminosae) arbóreas do Parque Estadual do Rio Doce, Minas Gerais, Brasil: distribuição geográfica e similaridade florística na floresta atlântica no sudeste do Brasil
RESUMO O PERD, com 35.974 ha, localiza-se no leste de Minas Gerais (19º48' e 19º29'S; 42º38' e 42º28'W) no Domínio Atlântico, na formação da floresta estacional semidecídua submontana, onde Leguminosae é uma das famílias com maior importância na composição florística. Durante o inventário das espécies de Mimosoideae no PERD foram encontrados 26 táxons arbóreos, que neste trabalho são analisados quanto aos limites de distribuição geográfica e avaliados como indicadores das relações florísticas entre o PERD e outras áreas de floresta atlântica do sudeste brasileiro. Seis padrões de distribuição geográfica foram reconhecidos com base na literatura taxonômica e consultas a herbários: Neotropical (8 spp.), América do Sul Ocidental-Centro-Oriental (4 spp.), Brasil Centro-Oriental (3 spp.), Brasil Atlântico NordesteSudeste-Sul (3 spp.), Brasil Atlântico Nordeste-Sudeste (5 spp.), Brasil Atlântico Sudeste (3 spp.). Os táxons, quanto à preferência de habitat, foram tratados como elementos florísticos generalistas (73%) e especialistas do Domínio Atlântico (27%). Os resultados mostraram maior similaridade entre o PERD e trechos de floresta situados em baixas elevações. Existem similaridades florísticas entre florestas ombrófila densa e estacionais semidecíduas do sudeste, apoiando a proposição de origem comum dessas fitofisionomias.
2007
Nunes,Sânzia Romanova Duarte Ferreira da Silva Garcia,Flávia Cristina Pinto Lima,Haroldo Cavalcante de Carvalho-Okano,Rita Maria de
Leguminosae arbustivas e arbóreas da floresta atlântica do Parque Nacional do Itatiaia, sudeste do Brasil: subfamílias Caesalpinioideae e Mimosoideae
RESUMO O Parque Nacional do Itatiaia, com ca. 30.000 ha, está localizado na Serra da Mantiqueira, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais (22º19' e 22º45'S; 44º15' e 44º50'W). O objetivo deste trabalho é apresentar o tratamento taxonômico de 29 espécies de Leguminosae, subfamílias Caesapinioideae e Mimosoideae, presentes na formação florestal do PARNA. A metodologia abrangeu pesquisas bibliográficas, excursões e consultas a herbários. São tratados oito gêneros e 15 espécies de Caesalpinioideae e sete gêneros e 14 espécies de Mimosoideae. Apresentada-se uma chave para identificação bem como descrições, ilustrações e informações sobre fenologia, distribuição geográfica e habitat das espécies.
2007
Morim,Marli Pires Barroso,Graziela Maciel
O gênero Swartzia Schreb. (Leguminosae, Papilionoideae) no estado do Rio de Janeiro
RESUMO Este trabalho consiste do levantamento dos táxons de Swartzia ocorrentes no estado do Rio de Janeiro. Os táxons encontrados no Rio de Janeiro são: Swartzia apetala var. apetala, S. apetala var. glabra, S. glazioviana, S. langsdorffii, S. myrtifolia var. elegans, S. oblata, S. pilulifera, S. simplex var. continentalis, S. simplex var. grandiflora e S. submarginata var. submarginata. São apresentadas chave de identificação, descrições, ilustrações, mapas de distribuição geográfica e ainda informações sobre os ambientes preferenciais para cada um dos 10 táxons encontrados no estado.
2007
Mansano,Vidal de Freitas Lima,Jacira Rabelo
O gênero Casearia no estado do Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO O tratamento taxonômico das espécies do gênero Casearia ocorrentes no estado do Rio de Janeiro é apresentado. Foram realizadas observações de campo, coleta de material botânico e análise de coleções de herbários nacionais e internacionais. São apresentados chave de identificação, descrições, ilustrações, dados sobre distribuição geográfica, floração e frutificação, nomes vulgares e comentários a respeito de cada táxon. Doze espécies foram reconhecidas: Casearia arborea, C. commersoniana, C. decandra, C. lasiophylla, C. luetzelburgii, C. melliodora, C. obliqua, C. oblongifolia, C. pauciflora, C. selloana, C. sessiliflora e C. sylvestris. C. luetzelburgii e C. selloana são registradas como novas ocorrências no Rio de Janeiro, enquanto C. sessiliflora é endêmica para o estado. Casearia sylvestris var. lingua foi tratada como sinônimo de Casearia sylvestris.
2007
Marquete,Ronaldo Vaz,Angela Maria Studart da Fonseca
Uma nova espécie de Randia (Rubiaceae, Gardenieae) para o estado do Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO Uma nova espécie de Rubiaceae para a Floresta Atlântica do estado do Rio de Janeiro é descrita e ilustrada baseada em recentes coleções procedentes do Parque Nacional do Itatiaia.
2007
Silva Neto,Sebastião José da Ávila Jr.,Rubem Samuel de
O gênero ECHINODORUS (ALISMATACEAE) do domínio da Caatinga brasileira
RESUMO A família Alismataceae está representada por doze gêneros de plantas aquáticas. Existem apenas dois gêneros naturalmente encontrados na região neotropical: Echinodorus e Sagittaria. Este estudo analisa as espécies de Echinodorus do domínio da caatinga brasileira, uma região caracterizada pelo clima semi-árido e pelos sistemas aquáticos intermitentes. Foram identificados os seguintes táxons específicos e infra-específicos: E. tenellus, E. glandulosus, E. pubescens, E. subalatus subsp. subalatus, Echinodorus subalatus subsp. andrieuxii, E. palaefolius, E. macrophyllus subsp. scaber, E. grandiflorus subsp. aureus, E. reticulatus, E. lanceolatus e E. paniculatus. Descrições, observações, mapas de distribuição geográfica, ilustrações e a chave de identificação de espécies são apresentadas.
2007
Matias,Lígia Queiroz
Levantamento da flora do campo rupestre sobre canga hematítica couraçada remanescente na Mina do Brucutu, Barão de Cocais, Minas Gerais, Brasil
RESUMO A Mina do Brucutu é uma área de mineração da Companhia Vale do Rio Doce, situada no Quadrilátero Ferrífero. A vegetação predominante é o campo rupestre sobre canga couraçada, um encrave no bioma Mata Atlântica. Foram realizadas coletas em dois sítios amostrais durante o período de um ano. Foram listadas 117 espécies de angiospermas, distribuídas em 88 gêneros, pertencentes a 39 famílias. As famílias com maior riqueza específica foram Asteraceae (15), Fabaceae (9) e Poaceae (9). Os gêneros mais importantes, em número de espécies, foram Solanum e Panicum. Três espécies encontram-se citadas na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção da Flora de Minas Gerais, Guatteria villosissima, Lychnophora pinaster e Cinnamomum quadrangulum. Os resultados obtidos foram comparados com os de outros levantamentos realizados em campos rupestres, utilizando-se o índice de similaridade de Jaccard. A similaridade florística foi baixa na comparação com outras formações de campo rupestre (variando de 1 a 7%). Embora os estudos florísticos sobre campos rupestres sobre canga sejam escassos e utilizem esforços amostrais diferentes, os resultados obtidos evidenciam a grande heterogeneidade dessas formações e mostram a importância do campo rupestre do Brucutu para a conservação da diversidade biológica no Quadrilátero Ferrífero, uma região com poucas áreas protegidas.
2007
Mourão,Ana Stehmann,João Renato
Biogeografia de Baccharis sect. Caulopterae (Asteraceae) no Rio Grande do Sul, Brasil
RESUMO Baccharis estende-se do Canadá ao extremo sul da América do Sul e a seção Caulopterae é sul-americana, com maior diversificação nos estados sul-brasileiros. Com o objetivo de discutir os padrões de distribuição de Baccharis sect. Caulopterae no Rio Grande do Sul, dados de distribuição geográfica foram inseridos em matrizes de presença e ausência. Para cada matriz foi calculado o coeficiente de similaridade (Jaccard) que foi utilizado para elaboração dos dendrogramas por meio do método UPGMA (Unweighted Pair Group Main Average). Para este táxon, foi evidenciada a existência de duas unidades florísticas, uma ocidental e outra oriental. Também foram evidenciados dois padrões de distribuição, sendo que um dos padrões representa as espécies das regiões de altitude brasileiras e o outro as espécies das planícies argentinas.
2007
Heiden,Gustavo Iganci,João Ricardo Vieira Bobrowski,Vera Lucia Macias,Leila
Melastomataceae na Reserva Ecológica de Macaé de Cima, Nova Friburgo, Rio de Janeiro, Brasil: I - Tribos BERTOLONIEAE, MERIANIEAE E MICROLICIEAE
RESUMO Apresenta-se um estudo sobre a diversidade taxonômica das Melastomataceae na Reserva Ecológica de Macaé de Cima, com enfoque nos táxons das tribos Bertolonieae, Merianieae e Microlicieae. Foram abordados 11 espécies e uma variedade pertencentes a seis gêneros: Behuria (2 spp.), Bertolonia (1 sp. e 1 var.), Bisglaziovia (1 sp.), Huberia (4 spp.), Meriania (2 spp.) e Trembleya (1 sp.). Apresentam-se chaves para a identificação dos 13 gêneros ocorrentes na Reserva e dos táxons pertencentes aos gêneros estudados, além de descrições, ilustrações, dados de distribuição geográfica e comentários sobre particularidades morfológicas. Behuria glazioviana, Huberia parvifolia e H. triplinervis são endêmicas de Macaé de Cima e, juntamente com Bertolonia grazielae, Behuria corymbosa, Bisglaziovia behurioides e H. minor, são endêmicas do estado fluminense. Meriania claussenii e Trembleya parviflora representam novas ocorrências para a Reserva.
2007
Baumgratz,José Fernando A. Souza,Maria Leonor D'El Rei Tavares,Rafael dos Anjos Mendes
Passifloraceae na Reserva Biológica da Represa do Grama, Descoberto, Minas Gerais, Brasil
RESUMO Este trabalho trata do levantamento das espécies de Passifloraceae na Reserva Biológica da Represa do Grama, Zona da Mata de Minas Gerais, município de Descoberto. São encontradas na Reserva seis espécies de Passiflora: P. alata, P. amethystina, P. edulis, P. haematostigma, P. kermesina e P. speciosa. São apresentados chave de identificação, descrições, ilustrações e comentários para todas as espécies.
2007
Farinazzo,Nívea Maria Salimena,Fátima Regina Gonçalves
Assembléia de macroalgas de dois manguezais do núcleo Picinguaba – Parque Estadual da Serra do Mar, São Paulo, Brasil
RESUMO O presente trabalho caracteriza as assembléias de macroalgas de dois manguezais localizados no Parque Estadual da Serra do Mar (Ubatuba-São Paulo) avaliando a composição, a abundância, as variações espaço-temporais na biomassa e no estado reprodutivo das algas. Dez amostras foram coletadas aleatoriamente, em quatro campanhas, em três pontos de coleta ao longo dos Rios Picinguaba e Rio da Fazenda. Um total de 16 táxons foi identificado. Os táxons mais representativos em termos de freqüência de ocorrência e biomassa foram Bostrychia calliptera, Bostrychia moritziana e Bostrychia radicans. Os maiores valores de biomassa das amostras foram observados no ponto B do Rio Fazenda, em setembro (160,17 ± 75,51 g.m-2) e os menores no ponto C do rio Picinguaba, em março (24,85 ± 23,80 g.m-2). A ausência de uma tendência na distribuição das macroalgas indica que os rios apresentam condições semelhantes para o desenvolvimento das espécies típicas do "Bostrychietum", possivelmente, devido à alta vazão dos rios, aliada à ausência de um período de seca ao longo do ano.
2007
Machado,Gisa Eneida M. Nassar,Cristina A. G.
ADIANTUM (PTERIDACEAE) no arboreto do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO Apresenta-se o estudo das espécies do gênero Adiantum que ocorrem espontaneamente ou são cultivadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Foram encontradas 13 espécies e um cultivar. Verificou-se que 12 espécies são nativas do neotrópico, sendo uma endêmica do Brasil (Adiantum pentadactylon) e duas espécies são provenientes do Paleotrópico (A. caudatum e A. formosum). São apresentadas chave de identificação, descrições, ilustrações e comentários sobre as espécies estudadas.
2007
Winter,Sara Lopes de Sousa Mynssen,Claudine Massi Prado,Jefferson
Guatteria (Annonaceae) do estado do Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO São apresentadas as espécies de Guatteria do estado do Rio de Janeiro. Guateria é o maior gênero das Annonaceae, com cerca de 265 espécies, e apresenta problemas taxonômicos complexos pelas dificuldades de delimitação das espécies e seções, consequência da uniformidade dos caracteres florais e da variabilidade dos caracteres vegetativos. São consideradas 13 espécies: Guatteria burchellii, G. candolleana, G. elliptica, G. ferruginea, G. glabrescens, G. latifolia, G. mexiae, G. nigrescens, G. pohliana, G. pubens, G. reflexa, G. villosissima e G. xylopioides, e 16 nomes são considerados sinônimos. São apresentados chave analítica, descrições das espécies, comentários taxonômicos, informações sobre floração, frutificação, distribuição geográfica, hábitats de ocorrência e ilustrações.
2007
Lobão,Adriana Quintella Mello-Silva,Renato de
SIMILARIDADE ENTRE OS HABITATS DA VEGETAÇÃO DO MORRO DO IMPERADOR, JUIZ DE FORA, MINAS GERAIS, COM BASE NA COMPOSIÇÃO DE SUA FLORA FANEROGÂMICA
RESUMO Os objetivos deste estudo foram descrever a composição da flora fanerogâmica de um remanescente de vegetação do Domínio Atlântico situado no município de Juiz de Fora, Minas Gerais, utilizar análises de similaridade florística para relacionar suas variações com os três habitats de vegetação reconhecidos: Inselberg (afloramento rochoso), Interior e Borda da Floresta e comparar floristicamente os resultados encontrados com outras áreas de Mata Atlântica contempladas com levantamentos florísticos. Foram feitas coletas aleatórias de amostras de material botânico fértil em toda a área durante campanhas quinzenais que ocorreram entre abril de 2001 e janeiro de 2004, enriquecendo a coleção do herbário CESJ da Universidade Federal de Juiz de Fora. Foram registradas 373 espécies distribuídas em 255 gêneros e 87 famílias. A família Fabaceae foi a mais representativa em números de espécies (38), seguida de Asteraceae e Rubiaceae (24), além de Melastomataceae (20) e Solanaceae (17). O habitat com maior riqueza de espécies foi o Interior da Floresta, com 251; seguida pela Borda, com 211; e o Inselberg, com apenas dez. Os índices de similaridade mostraram que os três habitats têm composição florística muito distinta. Os resultados realçaram o grande valor do remanescente na manutenção da biodiversidade local.
2007
Pifano,Daniel Salgado Valente,Arthur Sérgio Mouço Castro,Ricardo Montianele de Pivari,Marco Otávio Dias Salimena,Fátima Regina Gonçalves Oliveira-Filho,Ary Teixeira de
BROMELIACEAE NA REGIÃO DE MACAÉ DE CIMA, NOVA FRIBURGO, RIO DE JANEIRO, BRASIL
RESUMO São apresentadas as espécies de Bromeliaceae da região de Macaé de Cima, localizada em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, abrangendo uma área de ca. 7.000 hectares de Floresta Pluvial Atlântica montana e alto-montana. São encontradas 51 espécies subordinadas a 14 gêneros, dentre as quais se destacam: Vriesea (19 spp.), Neoregelia (5 spp.), Aechmea, Nidularium e Tillandsia (com 4 spp. cada). São apresentadas chave de identificação das espécies, descrições, e informações sobre floração, frutificação, distribuição geográfica e hábitats.
2007
Costa,Andrea Ferreira da Wendt,Tânia
DISTRIBUITION OF CRUSTOSE CORALLINE ALGAE (CORALLINALES, RHODOPHYTA) IN THE ABROLHOS REEFS, BAHIA, BRAZIL
ABSTRACT The crustose coralline algae have an important structural role in coral reef crests, as observed for some Atlantic reefs. In this work the distribution and abundance of crustose coralline algae and their relation to other benthic reef organisms were described for the Abrolhos Archipelago. The quantification of sessile organisms was made by SCUBA diving along replicated transect lines in different habitats and sites. Anovas were performed to test differences on algae abundance among sites and habitats. Coralline crusts did not show significant differences on abundance among sites (Anova, p>0,05), neither other benthic organisms (Anovas, p=0,634 invertebrates, p=0,767 filamentous algae, p=0,581 foliose algae, p=0,070 leathery algae and p=0,616 non calcareous crusts). Invertebrates and filamentous algae were the most abundant organisms on all sites and most habitats, contrasting with the low cover of coralline algae. In sheltered sites and on reef base it was observed a trend for an increase of fleshy foliose algae and leathery algae, contrasting with wave exposed sites. The distribution of coralline growth forms was characterized by a higher abundance of flat in relation to branched thalli. Branched coralline crusts are apparently more abundant within cryptic reef areas, not necessarily because of light limitation, but probably due to less herbivore pressure.
2007
Tâmega,Frederico Tapajós de Souza Figueiredo,Marcia A. O.