RCAAP Repository
Fungos causadores de ferrugens (Uredinales) em áreas de cerrado no estado de São Paulo, Brasil
RESUMO O estudo das Uredinales de tres áreas de cerrado, nas Estações Experimentais de Moji-Mirim-SP, de Moji-Guaçu-SP e de Luís Antonio-SP, foi realizado com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre esse importante grupo de patógenos vegetais. Estas áreas contêm remanescentes de vegetação de cerrados no estado de São Paulo e representam uma amostra importante da biodiversidade deste ecossistema. Com base em 1.176 espécimes de Uredinales coletados entre 1975 e 1999, foram identificados 128 gêneros de plantas hospedeiras, distribuídas em 49 famílias botânicas. A partir deste material foram identificadas 157 espécies de patógenos distribuídas em 36 gêneros, sendo os mais freqüentes as especies de Puccinia (53), Uromyces (19), Aecidium e Phakopsora (10), Prospodium (8), Uredo (6), Crossopsora e Ravenelia (5) e Coleosporium (4). O trabalho inclui uma listagem em ordem alfabética das espécies de Uredinales seguidas da citação original e do tipo nomenclatural de cada binômio quando disponível, novas notações para os ciclos de vida baseadas na escola ontogênica, os sinônimos e os dados dos espécimes coletados, bem como um índice de hospedeiros. Espécimes foram depositados nos herbários do Instituto Biológico (IBI), do Botanical Research Institute of Texas, USA (BRIT) e do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB).
2008
Carvalho Júnior,Aníbal A. de Hennen,Joe F. Hennen,Mary M. Figueiredo,Mário B.
Myrtaceae dos campos de altitude do Parque Nacional do Caparaó - Espírito Santo/Minas Gerais, Brasil
RESUMO O presente trabalho visa a identificação e caracterização das espécies de Myrtaceae ocorrentes nos campos de altitude do Parque Nacional do Caparaó, localizado na divisa dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, sendo sua vegetação formada por florestas e campos de altitude. Apresenta em geral altitudes em torno de 2.000 m, sendo seu ponto culminante o Pico da Bandeira, com 2.890 metros, representando o ponto de maior altitude da Região Sudeste. Myrtaceae está representada na área por 10 espécies, pertencentes a seis gêneros: Blepharocalyx salicifolius, Gomidesia affinis, Gomidesia clausseniana, Marlierea angustifolia, Myrceugenia alpigena, Myrceugenia ovata, Myrcia obovata, Myrcia subcordata, Myrcia venulosa e Pimenta pseudocaryophyllus.
2008
Mazine,Fiorella Fernanda Souza,Vinicius Castro
Aspectos taxonômicos de três espécies de CORALINÁCEAS não geniculadas do litoral do estado da Bahia, Brasil
RESUMO As algas calcárias não articuladas, representadas pela ordem Corallinales são amplamente distribuídas pelos oceanos, ocorrem desde a zona das marés até regiões profundas e apresentam extrema importância ecológica e econômica. Apesar destes aspectos, as algas calcárias não articuladas ainda são pouco conhecidas no Brasil. Com o intuito de contribuir para o conhecimento taxonômico desse grupo, neste trabalho são apresentadas descrições de três espécies algas de calcárias não articuladas encontradas no litoral do estado da Bahia: Sporolithon episporum, Mesophyllum erubescens e Lithophyllum stictaeforme.
2008
Nunes,José Marcos de Castro Guimarães,Silvia Maria Pita de Beauclair Donnangelo,Alejandro Farias,Julyana Horta,Paulo Antunes
Apocynaceae s.l. na Reserva Biológica da Represa do Grama, Descoberto, Minas Gerais, Brasil
RESUMO A Reserva Biológica da Represa do Grama está localizada no município de Descoberto, Zona da Mata do estado de Minas Gerais. A Reserva abrange uma área de 263,8 hectares com a predominância de florestas estacionais semideciduais baixo-montanas. Apocynaceae s.l. está representada na área por 12 espécies, distribuídas nos gêneros Asclepias, Aspidosperma, Condylocarpon, Ditassa, Forsteronia, Himatanthus, Macroditassa, Matelea, Rauvolfia, Secondatia e Tabernaemontana. Neste trabalho, são fornecidos chaves de identificação, descrições, ilustrações, distribuição geográfica e comentários para cada espécie.
2008
Matozinhos,Carolina Nazareth Konno,Tatiana Ungaretti Paleo
A família Orchidaceae na Serra do Japi, São Paulo, Brasil
RESUMO Este estudo apresenta o inventário das espécies de orquídeas ocorrentes na Serra do Japi, no estado de São Paulo. A região é composta por áreas de floresta mesófila estacional semidecídua baixo montana e de altitude e afloramentos rochosos. A família está representada por 125 espécies, distribuídas em 61 gêneros. O gênero mais representativo é Epidendrum (10 spp.), seguido de Oncidium e Habenaria (9 spp. cada). A maioria das espécies (79 spp., 63,2%) é epífita, sendo que 40 espécies (32%) são terrícolas, 31 espécies. (24,8%) são rupícolas, duas são hemiepífitas e apenas uma é saprofítica. A floresta mesófila estacional semidecídua é o tipo de vegetação que abriga o maior número de espécies (88 spp., 70,9%). A maioria das espécies floresce no verão, entre dezembro e março. Duas espécies, Habenaria sp. e Acianthera sp. provavelmente são novas para a ciência. A Serra do Japi, por estar em uma zona de transição entre a as florestas ombrófilas (Serra do Mar) e as florestas estacionais semideciduais do planalto paulista, abriga espécies de ambas as formações. Apesar da grande diversidade de Orchidaceae na Serra do Japi, a região sofre com a intervenção humana. A preservação e o estudo integrado da Serra do Japi é uma urgente necessidade científica, com reflexos sociais, econômicos e preservacionistas.
2008
Pansarin,Emerson Ricardo Pansarin,Ludmila Mickeliunas
Rhizome and root anatomy of 14 species of Bromeliaceae
ABSTRACT The anatomy of rhizomes and roots of 14 species of Bromeliaceae that occur in the cerrado biome were studied with the aim of pointing out particular anatomical features of the family and possible adaptations related to the environment. All the rhizomes are similar although some have root regions growing inside the cortex. In some species the vascular cylinder of the rhizome is clearly limited from the cortex. The roots are also very similar, although the coating tissue differs in roots growing inside the rhizome or externally to it and the cortex has a variable organization according to the region. The studied species present anatomical features that are associated to water absorption and storage, showing that they are adapted to the cerrado environment.
2008
Proença,Suzana Lúcia Sajo,Maria das Graças
Pfaffia cipoana e Pfaffia rupestris (Amaranthaceae), duas novas espécies para o Brasil
RESUMO Pfaffia cipoana e Pfaffia rupestris (Amaranthaceae) constituem-se novas espécies para a flora brasileira, inseridas na secção Pfaffia, a qual inclui o maior número de espécies no Brasil. Pfaffia cipoana é próxima de P. denudata diferenciando-se desta, principalmente, por apresentar folhas de comprimento e largura maiores e sépalas oblongas. Pfaffia rupestris diferencia-se por ser extremamente foliosa, com folhas diminutas, opostas e verticiladas. As referidas espécies foram reconhecidas no decorrer da revisão taxonômica do gênero Pfaffia para o Brasil. São apresentadas descrições, ilustrações, observações sobre o hábitat e a distribuição geográfica.
2008
Marchioretto,Maria Salete Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia Siqueira,Josafá Carlos de
Factors limiting seed germination of terrestrial bromeliads in the sandy coastal plains (restinga) of Maricá, Rio de Janeiro, Brazil
ABSTRACT Vegetation islands surrounded by bare sand are one of the most characteristic features of the sandy plains (restinga) of the Brazilian coastline. Abiotic conditions outside the islands are too harsh for the establishment of plants. Bromeliads are frequent both inside and at the borders of islands, but infrequent outside the islands in the restinga of Maricá. We hypothesized that the rarity of bromeliad seedlings in the restinga is due to high mortality during the seed and/or seedling stages. In this study, we assessed the potential limiting factors for germination and seedling survival of three terrestrial bromeliads Neoregelia cruenta, Aechmea nudicaulis and Vriesea neoglutinosa. Seed viability, water balance during dry-wet cycles, germination under different water potentials and the susceptibility of seedlings to high temperatures, desiccation and sand burial were analyzed. The tested seeds were nondormant, and they germinated to >70% even after exposure to 60ºC and desiccation. At temperatures > 27ºC, seeds lost water faster than imbibited it, and drywet cycles and water potentials of -0.4 MPa decreased germination. Thus, low water availability is likely limiting factor for bromeliad seed germination in the restinga of Maricá. Seedlings were extremely sensitive to high temperatures and sand burial. Shoots failed to emerge if seed depth exceeded 10 mm. We suggest that unequal temporal distribution of rainfall, low water retention capacity of the soil, and high temperatures inhibit germination and seedling establishment through water stress. Consequently, bromeliads are not likely to act as pioneer plants in the barren regions that separate restinga islands.
2008
Mantovani,André Iglesias,Ricardo Rios
Taxonomic considerations and amended description of Humiriastrum spiritu-sancti, Humiriaceae
ABSTRACT An amended description of Humiriastrum spiritu-sancti is presented, highlighting characters of the ovary, style, stigmatic surface, intrastaminal disk and fruit, alongside with the analysis of the pollen morphology. The species is illustrated and several new records increase the extent of its distribution.
2008
Giordano,Luiz Carlos da Silva Bove,Claudia Petean
Duas novas espécies de Begonia (Begoniaceae) do Espírito Santo, Brasil
RESUMO São descritas duas novas espécies de Begonia da seção Pritzelia, B. aguiabrancensis L. Kollmann, proveniente da localidade de Santa Luzia, município de Águia Branca, no noroeste do Espírito Santo e B. lossiae L.Kollmann proveniente da localidade de Alto Perdido do município de Santa Teresa, no centro do estado. São fornecidos descrições, ilustrações e comentários sobre afinidades taxonômicas, estado de conservação e distribuição geográfica.
2008
Kollmann,Ludovic Jean Charles
Flora do Parque Nacional do Itatiaia - Brasil: Peperomia (Piperaceae)
RESUMO O Parque Nacional do Itatiaia tem sido objeto de estudo mesmo antes de ser designado como parque em junho de 1937. Localizado em terras fluminenses e mineiras, protege atualmente cerca de 30.000 hectares de patrimônio biótico e geomorfológico da Serra da Mantiqueira. A pesquisa teve como objetivo conhecer e descrever os táxons de Peperomia ocorrentes na região, averiguando suas preferências ambientais, além de ampliar o conhecimento sobre espécies raras e endêmicas e gerar subsídios para o conhecimento da flora do estado. Peperomia, o segundo maior gênero das Piperaceae, apresenta cerca de 1.500 espécies, das quais aproximadamente 200 ocorrem no Brasil, habitando preferencialmente locais úmidos e sombreados. O levantamento realizado levou ao reconhecimento de 34 taxa, dos quais seis constituíram novas ocorrências para a região. Estes táxons, que ocorrem no interior da floresta e nos campos de altitude, são encontrados em gradientes altitudinais de 600 a 2.700 m, como epífitos, saxícolos ou terrestres e são diferenciados principalmente pela filotaxia, forma, tamanho e nervação foliares, pilosidade, comprimento do pecíolo e pedúnculo e forma dos frutos.
2008
Monteiro,Daniele Guimarães,Elsie Franklin
ESTUDIOS EN LAS APOCYNACEAE NEOTROPICALES XXXIV: UNA NUEVA ESPECIE DE ECHITES (APOCYNOIDEAE, ECHITEAE) PARA COSTA RICA
RESUMEN Se describe y ilustra Echites candelarianus, una nueva especie endémica al Valle del río Candelaria en Costa Rica y se discuten sus relaciones con E. turbinatus, la especie más relacionada.
2008
Morales,J. Francisco
Thelypteris subg. Amauropelta (Thelypteridaceae) da Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil
RESUMO O presente trabalho apresenta o tratamento taxonômico para as espécies de Thelypteris subgênero Amauropelta que ocorrem na Estação Ecológica do Panga. Thelypteridaceae mostrou-se uma das mais representativas da pteridoflora local, com 14 espécies de Thelypteris segregadas em quatro subgêneros (Amauropelta, Cyclosorus, Goniopteris e Meniscium). Na área de estudo, o subgênero Amauropelta está representado por quatro espécies, Thelypteris heineri, T. mosenii, T. opposita e T. rivularioides. São apresentadas descrições, chave para identificação das espécies, comentários, distribuição geográfica e ilustrações dos caracteres diagnósticos.
2008
Arantes,Adriana A. Prado,Jefferson Ranal,Marli A.
BROMELIACEAE DA MATA ATLÂNTICA BRASILEIRA: LISTA DE ESPÉCIES, DISTRIBUIÇÃO E CONSERVAÇÃO
RESUMO A Mata Atlântica está entre as mais importantes florestas tropicais do mundo, sendo considerada prioridade em termos de conservação devido a seu grau de ameaça e megadiversidade. Nesta floresta, Bromeliaceae é um dos grupos taxonômicos mais relevantes, devido ao alto grau de endemismo e expressivo valor ecológico decorrente principalmente de sua interação com a fauna. O presente trabalho tem por objetivo disponibilizar a lista de táxons de Bromeliaceae ocorrentes no domínio da Mata Atlântica no Brasil e o status de conservação de cada espécie de acordo com as listas oficias, bem como a distribuição destas nos estados e nos corredores da biodiversidade. Foram registrados 31 gêneros, 803 espécies e 150 táxons infraespecíficos. Os gêneros Andrea, Canistropsis, Canistrum, Edmundoa, Fernseea, Lymania, Nidularium, Portea, Quesnelia e Wittrockia são endêmicos do domínio e Vriesea (166 spp.), Aechmea (136 spp.) e Neoregelia (97 spp.) são os mais diversos. Também merecem destaque Alcantarea, Cryptanthus, Orthophytum e Neoregelia, que não são exclusivos da Mata Atlântica, porém, apresentam neste domínio seu centro de diversidade. Os estados da Região Sudeste somados ao sul da Bahia são os que abrigam a maior riqueza de espécies. Quanto ao status de ameaça, constatou-se que 338 táxons de Bromeliaceae encontram-se citados em listas oficiais de espécies ameaçadas. Os corredores da biodiversidade se mostraram de extrema relevância para a conservação da família, abrigando um grande número de espécies ameaçadas e endêmicas.
2008
Martinelli,Gustavo Vieira,Cláudia Magalhães Gonzalez,Marcos Leitman,Paula Piratininga,Andréa Costa,Andrea Ferreira da Forzza,Rafaela Campostrini
BEGONIA LUNARIS E. L. JACQUES (BEGONIACEAE), UMA NOVA ESPÉCIE PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL
RESUMO Uma nova espécie de Begonia, endêmica da mata atlântica do Brasil, é descrita e ilustrada. Begonia lunaris é conhecida somente da sua localidade típica, Estação Ecológica Estadual do Paraíso, localizada nos municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, Brasil (22º2'-22º32'S e 42º50'-42º56'W), crescendo próxima às margens dos rios. Destaca-se prontamente das demais espécies brasileiras do gênero por apresentar alas da cápsula inflexas, flores alaranjadas a vermelho-alaranjadas e folhas semi-lunares. Caracteres diagnósticos, descrição, ilustração detalhada e comentários taxonômicos são fornecidos e suas afinidades são discutidas.
2008
Jacques,Eliane de Lima
Estudos taxonômicos da tribo Tecomeae (Bignoniaceae) no Parque Nacional do Itatiaia, Brasil
RESUMO Este trabalho tem como objetivo um estudo taxonômico da tribo Tecomeae (Bignoniaceae) no Parque Nacional do Itatiaia. O Parque está localizado na Região Sudeste do Brasil e apresenta ampla variação do gradiente altitudinal e por conseqüência grande diversificação de formações vegetacionais, caracterizando-se como uma área de grande diversidade biológica. A tribo Tecomeae está representada na área por 13 espécies, distribuídas em quatro gêneros: Tabebuia com seis espécies, Jacaranda com cinco espécies, Cybstax e Sparattosperma, ambos com uma espécie. São apresentadas chaves para identificação dos táxons, descrições, ilustrações e comentários sobre distribuição geográfica.
2008
Pereira,Pedro Habibe Mansano,Vidal de Freitas
Efeito do gradiente de salinidade na taxa fotossintética de Polysiphonia subtilissima, Cladophora vagabunda e Ulva flexuosa subsp. flexuosa na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO Este estudo tem o intuito de testar o desempenho fotossintético das espécies de algas bentônicas mais representativas da Lagoa Rodrigo de Freitas (Polysiphonia subtilissima, Cladophora vagabunda e Ulva flexuosa subsp. flexuosa) em diferentes salinidades, a fim de verificar seus limites de tolerância. Cada amostra foi incubada nas salinidades 10, 15 e 25. Para cada salinidade foram realizadas quatro repetições (luz e escuro). Amostras de 10 mg foram utilizadas para cada espécie, durante aproximadamente 30 minutos de incubação, sob irradiância de 500 ± 5 mmol.m-2·s-1. Polysiphonia subtilissima e Cladophora vagabunda tiveram maior produção fotossintética na salinidade de 15 (P < 0,05). Ulva flexuosa subsp. flexuosa não apresentou diferença em sua taxa fotossintética nas três salinidades (P = 0,09). Os resultados obtidos sugerem que alterações futuras na salinidade da lagoa poderão causar modificações na dinâmica das populações das algas locais.
2008
Loureiro,Rafael R. Reis,Renata P.
Distribuição espacial, fenologia da floração e síndrome floral de espécies de Bignonieae (Bignoniaceae)
RESUMO No Brasil, 85% das Bignoniaceae são representadas pela tribo Bignonieae, caracterizada pelo hábito trepador e arbustivo escandente. No Parque Estadual do Rio Doce (PERD), um dos últimos remanescente de Mata Atlântica em Minas Gerais, foram registradas 37 espécies dessa tribo. O presente estudo teve como objetivos: descrever a distribuição vertical das espécies de Bignonieae do PERD; reconhecer os padrões fenológicos de floração apresentados por elas; e associar os padrões morfológicos de corola e síndromes florais já estabelecidos com aqueles encontrados no PERD. As 37 espécies de Bignonieae foram observadas periodicamente, no período de 15 meses e 32 visitas. A distribuição vertical ocorreu em três estratos: dossel (75,7%), entre-copa (16,2%) e sub-bosque (8,1%), significando que 24,3% dessas espécies difundiram-se para outros nichos ecológicos, além do estrato superior da mata. Os padrões fenológicos de floração foram: floração maciça em 40,6% das espécies, várias florações maciças em 21,6%, estacionário modificado em 16,2% e cornucópia em 13,5%. O tipo de corola Anemopaegma foi o mais representativo (44,1% das espécies estudadas), seguido do tipo Stizophyllum e Cydista (14,7%, cada), Pithecoctenium e Pyrostegia (11,8%, cada) e Tynnanthus (2,9%). Associando a morfologia da corola ao possível polinizador, verificou-se que 83,8% das espécies apresentam tipos florais relacionados à melitofilia, reforçando a importância das Bignonieae na manutenção de abelhas médias e grandes em florestas tropicais.
2008
Scudeller,Veridiana Vizoni Vieira,Milene Faria Carvalho-Okano,Rita Maria de
Diatomáceas em sedimentos superficiais na planície de maré da Praia de Itupanema, estado do Pará, Amazônia
RESUMO O objetivo deste artigo é avaliar a composição, abundância e riqueza das diatomáceas presentes na zona intermaré da Praia de Itupanema e relacionar esses atributos à hidrodinâmica atual, evidenciada pela textura do sedimento. Foram coletadas 10 amostras em duas transecções perpendiculares, em intervalos de 5 m nas coordenadas 01º31'03"S e 48º43'28"W em março de 2006, sendo analisadas segundo as técnicas convencionais no estudo de diatomáceas. Os resultados mostraram a ocorrência de 58 espécies, 82,75% bentônicas/epifíticas e 17,25% planctônicas, comuns em águas doces a oligo-mesohalinas, as mais abundantes e freqüentes em ordem decrescente foram Staurosirella pinnata, Aulacoseira granulata, Thalassiosira sp., Staurosira obtusa, Encyonema silesiacum, Gomphonema parvulum, Planothidium lanceolatum, Thalassiosira eccentrica, Cyclotella meneghiniana, Encyonema minutum, Nitzschia amphibia e Frustulia sp. Os dados também revelaram a influência da relação areia/argila sobre a composição e a abundância das diatomáceas, o que pode explicar a prevalência local de agrupamentos de espécies ora planctônicas, ora bentônicas na zona intermaré, como resposta aos processos hidrodinâmicos atuais. Há de se salientar a provável contribuição da vegetação herbácea, atenuando a energia das ondas e marés, retendo os sedimentos finos argilosos, promovendo assim, a redução de processos de abrasão na zona intermaré e a conseqüente preservação dos táxons planctônicos.
2008
Ribeiro,Fábio Campos Pamplona Senna,Cristina do Socorro Fernandes de Torgan,Lezilda Carvalho
Diatomáceas epilíticas em riacho de altitude no sul do Brasil
RESUMO São apresentados os resultados do levantamento florístico das diatomáceas epilíticas no curso superior do rio das Antas, estado do Rio Grande do Sul. As coletas foram realizadas mensalmente, de julho de 2005 a fevereiro de 2006, em quatro estações amostrais entre 1.030 e 1.005 m de altitude. Um total de 38 espécies distribuídas em 25 gêneros e 16 famílias foram identificadas e ilustradas. A maioria das espécies é cosmopolita, porém foram encontrados táxons com preferência por ambientes oligotróficos e/ou de altitude, sem que os mesmos fossem restritos a esses ambientes, como Cocconeis placentula var. acuta, Meridion circulare var. constrictum e Psammothidium subatomoides. Cabe ressaltar a ocorrência de três novas citações para o estado do Rio Grande do Sul, Gomphonema tenuissimum, Luticola costei e Pinnularia parvulissima, sendo a primeira registrada em microscópio eletrônico de varredura (MEV).
2008
Schneck,Fabiana Torgan,Lezilda Carvalho Schwarzbold,Albano