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PALINOTAXONOMIA DE ESPÉCIES DE ACACIA (LEGUMINOSAE-MIMOSOIDEAE) NO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO

RESUMO (Palinotaxonomia de espécies do gênero Acacia (Leguminosae-Mimosoideae) no semi-árido brasileiro) Foi realizado o estudo palinológico de 12 espécies de Acacia: A. farnesiana (Acacia subg. Acacia) e A. bahiensis, A. globosa, A. kallunkiae, A. langsdorffii, A. martiusiana, A. monacantha, A. piauhiensis, A. polyphylla, A. riparia, A. tenuifolia e A. velutina (Acacia subg. Aculeiferum). Os grãos de pólen foram acetolisados, medidos, descritos e ilustrados sob microscópio de luz e eletrônico de varredura. Os grãos de pólen em Acacia são reunidos em políades calimadas, médias ou grandes, de contorno esferoidal, em vista frontal e elíptico, em vista lateral, com 16 grãos de pólen, organizados de forma regular, com oito grãos de pólen em cada face, 4-porados. Em A. farnesiana, são observados 24-32 grãos de pólen organizados de forma irregular, 3-sulcados. Os grãos de pólen da políade são pequenos, subquadrados na face distal e piramidal, quando em vista equatorial. A sexina é granulada ou rugulada, na maioria das espécies. Conclui-se que as espécies não podem ser separadas através das suas características palinológicas, com exceção de A. farnesiana.

Year

2008

Creators

Bocage,Ana Luiza Du Souza,Mariana Albuquerque de Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia Gonçalves-Esteves,Vania

CHECKLIST DA FLORA DE MIRANDIBA, PERNAMBUCO: LEGUMINOSAE

RESUMO (Checklist da Flora de Mirandiba, Pernambuco: Leguminosae) A família Leguminosae é a mais representativa da caatinga, compreendendo cerca de um terço da riqueza de espécies catalogadas. Devido à importância das Leguminosae no bioma, foi realizado um inventário florístico no município de Mirandiba-PE, área considerada prioritária para investigação científica devido à carência de informação sobre a flora e a fauna. A coleta de material botânico foi realizada entre março de 2006 e janeiro de 2008. Foram registradas 81 espécies distribuídas em 42 gêneros representando cerca de 25 % das leguminosas já citadas para o bioma. Destas, 17 são endêmicas da caatinga, representando 25% do total de espécies amostradas. A subfamília Caesalpinioideae contribuiu com 22 espécies distribuídas em sete gêneros, Mimosoideae com 23 espécies distribuídas em 13 gêneros e Papilionoideae com 36 espécies distribuídas em 22 gêneros. Os gêneros mais representativos foram Senna (8 spp.), Mimosa (7 spp.), Chamaecrista (6 spp.), Macroptilium (4 spp.), Aeschynomene, Caesalpinia, Centrosema, Senegalia e Zornia (3 spp. cada), Bauhinia, Chloroleucon, Crotalaria, Desmodium, Dioclea, Indigofera, Piptadenia e Stylosanthes (2 spp. cada), e os demais com uma espécie cada.

Year

2008

Creators

Córdula,Elisabeth Queiroz,Luciano Paganucci de Alves,Marccus

Melastomataceae das serras do município de Delfinópolis, Minas Gerais, Brasil

RESUMO Um inventário florístico foi realizado entre abril de 2002 a novembro de 2003, e mais duas expedições em novembro de 2005 e outubro de 2006 nas serras do município de Delfinópolis, a sudoeste de Minas Gerais. Todos os espécimes coletados estão depositados no Herbarium Uberlandense (HUFU). As Melastomataceae são representadas por 52 espécies distribuídas em 17 gêneros. Miconia (17 spp.) é o gênero com o maior número de espécies, seguido por Microlicia (7 spp.), Leandra e Tibouchina (5 spp. cada), Svitramia (4 spp.) e Cambessedesia (3 spp.). Os gêneros Acisanthera, Chaetostoma, Clidemia, Comolia, Lavoisiera, Lithobium, Macairea, Marcetia, Ossaea, Pterolepis e Trembleya estão representados por uma espécie cada. É apresentada uma chave de identificação para as espécies, descrições, ilustrações e dados de distribuição geográfica das espécies.

Year

2008

Creators

Silva,Marina Aparecida de Oliveira e Romero,Rosana

Chuva de sementes em uma área de vegetação de Caatinga no estado de Pernambuco

RESUMO Este estudo descreve a composição e a densidade da chuva de sementes em um hectare de vegetação de Caatinga. Quarenta coletores de semente, de 0,25 m2 cada, foram instalados e visitados mensalmente por um ano. Foram depositadas 76 sementes/m2 e 26 espécies. Os indivíduos de Tillandsia spp. (Bromeliaceae) contribuíram com a maioria (49%) das sementes. Não houve correlação estatística entre a densidade de deposição de sementes e a precipitação mensal. A autocoria prevaleceu nas sementes de plantas lenhosas (árvores e arbustos).

Year

2008

Creators

Lima,Aurenívia Bonifácio de Rodal,Maria Jesus Nogueira Silva,Ana Carolina Borges Lins e

Composição, espectro biológico e síndromes de dispersão da vegetação de um inselbergue no domínio da caatinga, Ceará

RESUMO Comunidades de plantas sobre afloramentos rochosos no semi-árido brasileiro ainda são pouco conhecidas para a ciência. O município de Quixadá, no semi-árido cearense, destaca-se pela grande concentração de elevações de ilhas rochosas. Este estudo tem por objetivos levantar e analisar a composição, o espectro biológico e as síndromes de dispersão das espécies que ocorrem em um inselbergue no município de Quixadá, Ceará, e a similaridade florística deste com as espécies da vegetação circundante. Em 2000, foram realizadas coletas mensais de espécies e classificadas quanto às formas de vida e síndromes de dispersão em uma área situada a 4º 57'S e 39º 01'W e 270 m de altitude. A similaridade da flora com o entorno foi analisada através do índice de Jaccard. Foram inventariadas 77 espécies, 66 gêneros e 36 famílias. As porcentagens do espectro biológico foram: terófitos (44,2), fanerófitos (24,7), caméfitos (14,6), hemicriptófitos (13,4), geófitos (2,6) e aerófitos (1,2) e as do espectro de dispersão: anemocoria (49), autocoria (35) e zoocoria (16). A similaridade com flora do entorno foi de 13% (21 espécies), demonstrando que a caatinga local é a potencial fonte de propágulos. Os terófitos são as formas de vida dominante nos inselbergues de regiões áridas e semiáridas, cuja flora também é predominantemente dispersa por fatores abióticos, principalmente o vento. Assim, este estudo confirma o padrão esperado para os atributos síndromes de dispersão e espectro biológico da vegetação sob climas áridos e semi-áridos.

Year

2008

Creators

Araújo,Francisca Soares Oliveira,Rosilane Ferreira Lima-Verde,Luiz Wilson

Organização estrutural e ultra-estrutural das células vegetativas e da estrutura plurilocular de Hincksia mitchelliae (Harvey) P. C. Silva (Ectocarpales, Phaeophyceae)

RESUMO O presente estudo tem por objetivo contribuir para o estudo de caracteres sub-celulares que poderão ser utilizados na taxonomia das Phaeophyceae filamentosas, fornecendo dados sobre a estrutura e ultra-estrutura das células vegetativas e do estágio reprodutivo plurilocular de H. mitchelliae. Para tanto, estudos de microscopia de luz e eletrônica de transmissão foram realizados. As células vegetativas e reprodutivas de H. mitchelliae são uninucleadas, revestidas por uma parede celulósica, outros polissacarídeos e proteínas. A presença de um núcleo por célula, a organização dos tilacóides nos cloroplastos, formando bandas com três tilacóides, dispostos longitudinalmente ao eixo maior da organela e ausência de tilacóide no pirenóide foram similares a outras Phaeophyceae. H. mitchelliae também exibiu características ultra-estruturais que estão geralmente associadas a outras espécies, de ordens menos avançadas de Phaeophyceae como a presença de um proeminente pirenóide, dictiossomos perinucleares e plasmodesmos. A morfologia e a organização dos cloroplastos, bem como a presença ou ausência de pirenóide são características importantes dentro das Phaeophyceae. A formação de um novo pirenóide, em estágio de diferenciação, foi observada nos cloroplastos das células vegetativas. Ambas as células apresentaram núcleo com um grande nucléolo, sugerindo uma alta atividade metabólica. Muitos corpos osmiofílicos, os fisóides, foram vistos no citoplasma das células vegetativas e reprodutivas. As células da estrutura plurilocular madura de H. mitchelliae diferiram das células vegetativas por apresentar tamanho reduzido, citoplasma denso e desprovidas de vacúolos.

Year

2008

Creators

Ouriques,Luciane C. Bouzon,Zenilda L.

A Família Asteraceae na Estação de Pesquisa e desenvolvimento Ambiental Galheiro, Perdizes, Minas Gerais, Brasil

RESUMO A família Asteraceae é uma das maiores famílias de Angiospermas, com cerca de 1.600 gêneros e 25.000 espécies aproximadamente. Para o estado de Minas Gerais, os únicos estudos com a família como um todo são os levantamentos realizados na Serra do Cipó, na Serra da Canastra, e em Grão-Mogol. O objetivo do presente estudo é o de apresentar as espécies de Asteraceae ocorrentes na Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental Galheiro, Perdizes. Foram realizadas coletas mensais nesta estação, entre maio de 2002 e abril de 2004. O tratamento taxonômico inclui uma chave de identificação, descrições das espécies e comentários sobre distribuição geográfica, hábitat e características diagnósticas. Para os gêneros Eupatorium e Vernonia foram utilizados os conceitos tradicionais de classificação, uma vez que as novas propostas de classificação ainda necessitam de estudos taxonômicos mais aprofundados, particularmente para os táxons brasileiros. Foram encontradas 107 espécies em 34 gêneros. Os gêneros mais representativos foram Vernonia (24 spp.), Eupatorium (19 spp.), Mikania (10 spp.) e Baccharis (8 spp.). As espécies encontradas na área de estudo ocorrem principalmente nas formações campestres, o que explica a existência de aproximadamente 75% (81 de 107) das espécies encontradas na área de estudo em comum com a lista compilada da família para a flora do Cerrado.

Year

2008

Creators

Hattori,Eric Koiti Okiyama Nakajima,Jimi Naoki

Effects of pH, temperature and light intensity on spore germination and growth analysis of young sporophytes of Polypodium lepidopteris (Pteridophyta, Polypodiaceae)

ABSTRACT Polypodium lepidopteris is a terrestrial fern from coastal vegetation, and is used as medicinal. This work analyzed the effects of pH, temperature and light levels on the spore germination and the relative growth rate (RGR) of young sporophytes. Fertile fronds were collected in Florianópolis, SC, Brazil. The effect of pH (4.0 to 6.7) on spore germinability was observed in a growing room at 25 ± 2ºC (22 mmol m-2s-1) under a 16h photoperiod. No statistical differences between treatments were found. The effect of different temperatures on the germinability was analyzed (20, 25 and 30ºC). The test was carried out in a germination chamber (17 mmol m-2s-1) under a 16h photoperiod. The germination was inhibited at 30ºC. The effect of natural light levels (54, 38, 22 and 8%) was analyzed. The highest germination percentages were verified at 22 and 8% of natural light. The growth analyses show statistical differences in the number of fronds and height of the longest frond between time 1 (283 days of spore inoculation) and time 2 (343 days of spore inoculation). Sporophytes of P. lepidopteris produced 1.33 ± 0.09 fronds per month. The RGR (relative growth rate) was 0.15 ± 0,009 cm cm-1month-1.

Year

2008

Creators

Viviani,Daniela Randi,Áurea Maria

A new species of Begonia (Begoniaceae) from the Atlantic Forest of Espírito Santo, Brazil

ABSTRACT Begonia mysteriosa L.Kollmann & A.P.Fontana, a new species known only from the municipality of São Roque do Canaã in the Atlantic Forest of the state of Espírito Santo, Brazil, is described and illustrated. This new species is probably related to Begonia barckleyana L.B.Sm., section Knesebeckia, from which it differs by its leaf shape, stipule size, stigma more than two branches and pistillate flowers with six tepals. Description, diagnose, illustration and comments about the geographic distribution are provided.

Year

2008

Creators

Kollmann,Ludovic Jean Charles Fontana,André Paviotti

Sinopse de Pilotrichaceae (Bryophyta) no Brasil

RESUMO A família Pilotrichaceae no Brasil apresenta 11 gêneros e 51 espécies, ocorre principalmente nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, com maior riqueza de espécies concentradas nas Regiões Sudeste e Sul. Trinta e quatro táxons são neotropicais e 10 endêmicos do Brasil. Quatro táxons são considerados Vulneráveis, um Em Perigo e dois Criticamente em Perigo no país. Neste estudo foram aceitos os vinte oito sinônimos recentemente realizados no tratamento para o estado do Rio de Janeiro e nas revisões dos gêneros Lepidopilum e Hypnella. Foram estudados materiais tipos de seis espécies. É apresentada uma chave para gêneros e espécies, e para cada táxom são fornecidas informação sobre o tipo, material examinado, distribuição geográfica no Brasil e no mundo, substrato, variação altitudinal, status de conservação dos táxons no país e comentários taxonômicos quando necessários. São apresentadas ao final do trabalho três listas, uma de sinônimos e duas de táxons excluídos. São fornecidas também ilustrações para aqueles táxons que representam novos registros ou que se encontram ameaçados no país ou que não possuem ilustrações. Este estudo permitiu uma redução de 20% do número total de táxons citados para o Brasil.

Year

2008

Creators

Vaz-Imbassahy,Thaís de Freitas Imbassahy,Caio Amitrano de Alencar Costa,Denise Pinheiro da

Espécies de restinga conhecidas pela comunidade do Pântano do Sul, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

RESUMO O objetivo deste trabalho foi efetuar um estudo etnobotânico com ênfase em espécies de restinga, um ambiente frágil e ameaçado pela expansão urbana. O estudo foi realizado na comunidade do Pântano do Sul (Florianópolis, SC, Brasil), bairro com traços da cultura açoriana trazida por imigrantes das ilhas dos Açores durante o século 18. Foram utilizadas duas metodologias: entrevistas através de check list e entrevistas com informantes-chave em turnês guiadas. Na primeira foram realizadas 43 entrevistas com moradores selecionados ao acaso, compreendendo cerca de 20% das residências do bairro, sendo entrevistado um morador por residência, nas quais foram efetuadas perguntas sobre o conhecimento sobre 10 espécies previamente selecionadas. A segunda foi realizada através de listagem livre de espécies, percorrendo-se uma trilha na restinga, com cinco entrevistados separadamente; foram relacionados 69 nomes populares, 47 gêneros e 39 espécies identificadas, distribuídas em 31 famílias. As três categorias de uso mais citadas nas duas metodologias foram: medicinal, seguida por alimentar e artesanal. Verificou-se que a comunidade tem conhecimento sobre a utilização das plantas de restinga e que este conhecimento está concentrado principalmente entre as pessoas mais idosas.

Year

2008

Creators

Melo,Sara Lacerda,Victoria Duarte Hanazaki,Natalia

A família Myrsinaceae nos contrafortes do Maciço da Tijuca e entorno do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO Myrsinaceae está representada no Brasil pelos gêneros Ardisia, Cybianthus, Myrsine e Stylogyne. Como parte dos estudos para a flora do estado do Rio de Janeiro, o presente trabalho apresenta o levantamento das espécies de Myrsinaceae ocorrentes nos contrafores do Maciço da Tijuca, incluindo os trechos de floresta urbana adjacentes ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro. São descritas e ilustradas as seguintes espécies: Ardisia compressa, A. humilis, A. solanacea, Cybianthus cuneifolius, Myrsine coriacea, M. guianensis, M. hermogenesii, M. umbellata, M. venosa, Stylogyne depauperata e S. laevigata.

Year

2008

Creators

Freitas,Maria de Fátima Carrijo,Tatiana Tavares

Duas espécies novas de Anthurium (Araceae) endêmicas do litoral de São Paulo, Brasil

RESUMO Duas espécies novas do gênero Anthurium (seção Urospadix) são descritas para o litoral do estado de São Paulo. Anthurium alcatrazense é endêmica da Ilha de Alcatrazes (Estação Ecológica Tupinambás), município de São Sebastião, e pertence à subseção Obscureviridia. Anthurium navicularis pertence à subseção Flavescentiviridia, sendo endêmica da Estação Ecológica Juréia-Itatins, município de Peruíbe. Ambas ocorrem no bioma Mata Atlântica, em áreas rochosas litorâneas. São fornecidas diagnoses, ilustrações e comentários sobre distribuição geográfica, ecologia, fenologia e estado de conservação das espécies.

Year

2008

Creators

Coelho,Marcus A. Nadruz Catharino,Eduardo Luís Martins

FENOLOGIA E BIOLOGIA FLORAL DE NEOGLAZIOVIA VARIEGATA (BROMELIACEAE) NA CAATINGA PARAIBANA

RESUMO Este trabalho tem como objetivo conhecer o padrão fenológico e a biologia floral de N. variegata. Foram realizadas observações em três populações na fazenda Aragão, município de Campina Grande, PB, no período de maio/ de 2004 a abril de 2005. Foram registrados dados de intensidade e duração das fenofases brotamento, floração e frutificação, e a morfologia das flores, seqüência e duração da antese, concentração e volume de néctar. O comportamento dos visitantes foi descrito através de observações diretas no campo. Neoglaziovia variegata possui flores autocompatíveis e a estratégia de floração é do tipo explosiva. O volume de néctar acumulado foi de 5µl, com concentração média de açúcares de 39%. O beija-flor Chlorostilbon aureoventris foi considerado o polinizador efetivo desta espécie. A ornitofilia em Bromeliaceae tem sido interpretada como possível mecanismo de evolução paralela entre bromélias e beija-flores. Neoglaziovia variegata caracteriza-se como mais um exemplo desta estreita relação.

Year

2008

Creators

Pereira,Flavio Robson de Lemos Quirino,Zelma Glebya Maciel

SAMAMBAIAS DA ESTAÇÃO ECOLÓGICA DO PANGA, UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS, BRASIL: ANEMIACEAE, ASPLENIACEAE, CYATHEACEAE E LYGODIACEAE

RESUMO O presente trabalho apresenta o levantamento das famílias Anemiaceae, Aspleniaceae, Cyatheaceae e Lygodiaceae da Estação Ecológica do Panga e traz o tratamento taxonômico de suas espécies. A Estação Ecológica do Panga abrange 409,5 ha e está situada a 30 km ao sul de Uberlândia, MG, entre as coordenadas 19º09'20"-19º11'10" S e 48º23'20"-48º24'35" W, entre 740-840 m de altitude. A área apresenta grande importância ecológica por ser uma das poucas formações de vegetação natural da região e por possuir diferentes fisionomias do bioma Cerrado, como campestres, savânicas e florestais. São tratadas neste artigo quatro famílias e oito espécies. São apresentadas chaves para as famílias, bem como ilustrações, distribuição geográfica e comentários dos táxons.

Year

2008

Creators

Arantes,Adriana A. Prado,Jefferson Ranal,Marli A.

COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E DISTRIBUIÇÃO DE EPÍFITAS VASCULARES EM UM REMANESCENTE ALTERADO DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL NO PARANÁ, BRASIL

RESUMO Estudos em várias regiões do globo têm demonstrado que a abundância, riqueza e estrutura das comunidades de epífitas vasculares, importantes elementos das florestas tropicais, mostram relevantes modificações de acordo com o grau de interferência sobre a estrutura das florestas. Este estudo teve como objetivo o levantamento e análise da distribuição da flora epifítica vascular do Parque do Ingá (Maringá, PR), verificando a existência de mudanças nesta sinúsia em zonas alteradas ao longo do fragmento estudado. Foram registradas 29 espécies de epífitas vasculares, representadas pelas famílias Bromeliaceae (7), Cactaceae (6), Polypodiaceae (4), Viscaceae (4), Orchidaceae (3), Araceae (2), Piperaceae (2) e Commelinaceae (1). A maioria das espécies são epífitas verdadeiras e as síndromes de dispersão predominantes são a endozoocoria e anemocoria. Em estudo quantitativo, foram amostradas 22 espécies, sendo as famílias mais importantes, quanto ao valor de importância epifítico, Polypodiaceae, Cactaceae e Bromeliaceae, ocupando preferencialmente o fuste alto e a copa. O índice de diversidade de Shannon para o Parque do Ingá foi de 1,106. Nas áreas de zoneamento do Parque há uma distribuição diferenciada das espécies epifíticas, de acordo com a umidade e oferta de luminosidade e nas áreas com maior impacto antrópico a riqueza de espécies foi menor, confirmando estudos anteriores em outras regiões de florestas tropicais.

Year

2008

Creators

Dettke,Greta Aline Orfrini,Andréa Cristina Milaneze-Gutierre,Maria Auxiliadora

ESTUDO PALINOTAXONÔMICO DE ESPÉCIES DE SCHEFFLERA (ARALIACEAE) DA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL

RESUMO Foi estudada a morfologia dos grãos de pólen de 18 espécies de Schefflera ocorrentes na Região Sudeste do Brasil: S. angustissima, S. calva, S. capixaba, S. cordata, S. fruticosa, S. gardneri, S. glaziovii, S. longipetiolata, S. lucumoides, S. macrocarpa, S. malmei, S. morototoni, S. selloi, S. spruceana, S. succinea, S. villosissima, S. vinosa e Schefflera aff. varisiana. Os grãos de pólen estudados são geralmente médios, raramente pequenos, com âmbito triangular a subtriangular, anguloaperturados, oblato-esferoidais a prolato-esferoidais, 3colporados, exina reticulada heterobrocada ou rugulado-reticulada. Relações filogenéticas entre algumas das espécies estudadas são discutidas com base nos resultados obtidos.

Year

2008

Creators

Fiaschi,Pedro Cruz-Barros,Maria Amelia Vitorino da Correa,Angela Maria da Silva

HENRIETTEA E HENRIETTELLA (MELASTOMATACEAE, MICONIEAE) NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL

RESUMO É apresentado o tratamento taxonômico dos gêneros Henriettea e Henriettella na flora do estado do Rio de Janeiro. Cada gênero está representado por uma só espécie: Henriettea saldanhaei e Henriettella glabra, Os dois táxons ocorrem em floresta atlântica. Apresenta-se uma chave para identificação dos gêneros que integram a tribo Miconieae e as espécies estudadas, além de descrições, ilustrações, dados de distribuição geográfica e comentários sobre particularidades nomenclaturais e morfológicas. São propostos três lectótipos e Henriettea glazioviana, H. glazioviana var. verruculosa e Henriettella glazioviana são sinonimizadas. Registra-se a nova ocorrência de Henriettea saladanhaei e Henriettella glabra no estado do Espírito Santo.

Year

2008

Creators

Silva,Kelly Cristina da Baumgratz,José Fernando A.

MERIANIA (MELASTOMATACEAE; MERIANIEAE) NO RIO DE JANEIRO, BRASIL

RESUMO Apresenta-se o estudo taxonômico do gênero Meriania no Rio de Janeiro, com chave para identificação das espécies, descrições, ilustrações e comentários sobre distribuição geográfica e afinidades, bem como novos sinônimos. O gênero está representado por oito espécies, todas encontradas em formações de mata atlântica de altitude: M. claussenii, M. excelsa, M. glabra, M. glazioviana, M. longipes, M. paniculata, M. robusta e Meriania sp., uma nova espécie recentemente coletada no sul do estado. Excetuando-se M. claussenii, M. glabra e M. paniculata, as demais são endêmicas do Rio de Janeiro. Características do indumento, das folhas e das inflorescências se mostram como as mais diagnósticas para o reconhecimento das espécies.

Year

2008

Creators

Chiavegatto,Berenice Baumgratz,José Fernando A.

MORFOANATOMIA DE ESPÉCIES BRASILEIRAS DE OXYPETALUM (ASCLEPIADOIDEAE-APOCYNACEAE)

RESUMO É apresentado o estudo morfoanatômico dos 25 táxons do gênero Oxypetalum, que reúne cerca de 130 espécies distribuídas na América Central e América do Sul. O presente trabalho apresenta a morfologia externa da flor juntamente com aspectos anatômicos, sob microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Presença de feixes bicolaterais, idioblastos cristalíferos e, nas regiões intersepalares, de coléteres são assinaladas. A corona consiste de cinco segmentos parenquimatosos vascularizados ou não. No que concerne ao estabelecimento dos transladores (retináculo e caudículas), verifica-se que são formados pela substância viscosa exsudada pelas células secretoras que revestem a cabeça estilar. Esses resultados possibilitam uma melhor compreensão das características florais e reconhecimento dos táxons dentro do gênero, principalmente a partir das variações observadas na corona, polinários e apêndices estilares.

Year

2008

Creators

Silva,Nilda Marquete F. Valente,Maria da Conceição Pereira,Jorge Fontella Amado Filho,Gilberto Menezes Andrade,Leonardo R.