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Florística e síndromes de dispersão de espécies arbóreas em remanescentes de Chaco de Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, Brasil

RESUMO O Chaco brasileiro se situa na borda oeste do estado de Mato Grosso do Sul, ocupando cerca de 7% da sub-região do Pantanal do Nabileque. O objetivo deste estudo foi efetuar o levantamento florístico de espécies arbóreas em remanescentes de Chaco no município de Porto Murtinho, investigando os tipos de frutos, a ocorrência e a distribuição das síndromes de dispersão. Foram amostrados 24 famílias, 40 gêneros e 49 espécies. As famílias mais representativas em número de espécies foram Leguminosae (21 espécies), seguida por Bignoniaceae (três espécies), Anacardiaceae, Myrtaceae e Sapindaceae (com duas espécies cada). Os tipos de frutos predominantes foram cápsulas, legume s.s. e drupóides. Quanto às síndromes de dispersão, a zoocoria (52%) foi a predominante, seguida pela anemocoria (26%) e a autocoria (22%). O estrato arbóreo mostrou-se bastante dependente da fauna para a dispersão, o que pode resultar em lacunas de distribuição caso seus dispersores se tornem raros ou extintos.

Year

2009

Creators

Noguchi,Douglas Keiti Nunes,Graziela Petine Sartori,Ângela Lúcia Bagnatori

Redescrição de Heteropterys bahiensis (Malpighiaceae)

RESUMO Uma descrição completa, com ilustração e comentários taxonômicos são apresentados para Heteropterys bahiensis Nied. (Malpighiaceae), até então conhecida somente da coleção tipo. As amostras recentemente analisadas são os primeiros registros da espécie após ca. 160 anos, ampliando sua área de ocorrência no estado do Espírito Santo.

Year

2009

Creators

Amorim,André M. São-Mateus,Wallace M. B.

Fenologia reprodutiva, síndromes de polinização e dispersão em espécies de Leguminosae dos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi, Minas Gerais, Brasil

RESUMO A fenologia reprodutiva e as síndromes florais e de dispersão em 45 táxons de Leguminosae foram estudadas nos campos rupestres do Parque Estadual do Itacolomi (PEI), Minas Gerais, Brasil, entre setembro/2003 e outubro/2004. A floração na comunidade ocorreu durante todo o período de estudo, com o maior pico observado em março (66,6% dos táxons), havendo correlação positiva com a precipitação e a temperatura. A maioria dos táxons estudados (88,8%) apresentou características florais da síndrome de melitofilia. Foram descritos, para as espécies de Chamaecrista, dois padrões de deposição de pólen no corpo do polinizador, o direto e o indireto. Houve frutificação durante todo o período de estudo, com o maior pico em abril (57,7%), havendo correlação significativa dessa fenofase com a temperatura. A autocoria foi a síndrome de dispersão mais frequente (66,6%), associada principalmente aos frutos dos tipos legume e folículo. Os resultados indicam que a sazonalidade climática é importante para a floração, frutificação e dispersão dos diásporos nos campos rupestres do PEI e reforçam a importância das espécies de Leguminosae como uma importante fonte de recursos alimentares (pólen e néctar) para as abelhas.

Year

2009

Creators

Dutra,Valquíria Ferreira Vieira,Milene Faria Garcia,Flávia Cristina Pinto Lima,Haroldo Cavalcante de

Diversidade e densidade de espécies vegetais da caatinga com diferentes graus de degradação no município de Floresta, Pernambuco, Brasil

RESUMO Foram identificados padrões florísticos e estruturais relacionados à degradação pelo uso antrópico da caatinga a partir da seleção de comunidades vegetais em três ambientes: degradado, medianamente degradado e conservado. As plantas foram amostradas em três estratos verticais: lenhosas altas (altura ≥ 3 m), lenhosas baixas (50 cm ≤ alt. < 3 m) e regeneração (alt. < 50 cm). Foram estimadas riqueza, densidade e diversidade, e analisadas as curvas densidade-espécie e espécies-área. Como efeito da degradação, a vegetação apresentou menor número de espécies no estrato das lenhosas baixas: foram três espécies no ambiente degradado e 10 no conservado. Diversidade e densidade também foram menores no ambiente degradado (0,56 e 2.328 ind/ha), do que no conservado (1,32 e 26.557 ind/ha). Dominaram o estrato das lenhosas baixas Malvastrum coromandellianum no ambiente degradado, e Cordia leucocephala e Croton mucronifolius no conservado. Não se detectou influência da degradação no estrato da regeneração, exceto pelo menor número de espécies no ambiente degradado, estimado pelo modelo espécie-área. São condições favoráveis ao desenvolvimento desse estrato: maior densidade dos estratos superiores e maior espessura do horizonte A do solo.

Year

2009

Creators

Santos,Maria de Fátima de Araújo Vieira Guerra,Tassiane Novacosque Feitosa Sotero,Maria Carolina Santos,Jamile Inácio Noronha dos

Características químicas do solo e estrutura de um fragmento de floresta estacional semidecidual em Ipiaçu, Minas Gerais, Brasil

RESUMO As florestas estacionais semideciduais comportam grande biodiversidade e encontramse altamente ameaçadas pelo processo de fragmentação. O presente trabalho descreve a estrutura fitossociológica das espécies arbóreas, assim como as classifica pelas síndromes de dispersão e grupos sucessionais, em um fragmento de floresta estacional semidecidual no município de Ipiaçu, MG. Para tanto foram alocadas 25 parcelas de 20 x 20 m, a partir das quais foram amostrados 837 indivíduos, distribuídos em 25 famílias e 50 espécies, sendo Fabaceae a família mais representativa, com 15 espécies. Hymenaea courbaril foi a espécie com maior VI (18%), seguida por Piptadenia gonoacantha (10,7%) e Luehea grandiflora (10,6%). Das espécies listadas, 58% são pioneiras, 21% secundárias iniciais e 21% secundárias tardias; 58% zoocóricas, 33% anemocóricas e 17% autocóricas. No fragmento constatou-se que o solo é ácido, com alto teor de Fe e Mn, com saturação por bases abaixo de 50%. A baixa riqueza de espécies (50 spp.) e o valor reduzido de área basal (15,15 m2.ha-1), aliados à alta densidade de espécies pioneiras e/ou oportunistas e às inúmeras clareiras formadas devido a ações antrópicas ao longo do tempo, principalmente o corte seletivo para extração de madeira, são forte indicadores de perturbação na área de estudo.

Year

2009

Creators

Gusson,André Eduardo Lopes,Sérgio de Faria Dias Neto,Olavo Custódio Vale,Vagner Santiago do Oliveira,Ana Paula de Schiavini,Ivan

Composição florística de trepadeiras ocorrentes em bordas de fragmentos de floresta estacional, Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil

RESUMO Foi realizado o levantamento das espécies de trepadeiras ocorrentes em bordas de fragmentos de floresta estacional em Santa Maria, RS. As coletas foram quinzenais, durante o período de março de 2006 a março de 2007, e se restringiram às margens dos fragmentos florestais que se estendem ao longo das principais rodovias de acesso ao município. Com base no modo de ascensão, hábito e ocorrência, as espécies foram classificadas respectivamente em: trepadeiras volúveis, com gavinhas ou apoiantes; herbáceas ou lenhosas; raras, ocasionais ou abundantes. Foram registradas 73 espécies, distribuídas em 47 gêneros e 24 famílias. Apocynaceae (nove espécies), Sapindaceae (oito), Bignoniaceae (sete), Convolvulaceae (sete) e Passifloraceae (seis) foram as famílias de maior riqueza específica. Constatou-se o predomínio de trepadeiras volúveis, seguido pelas formas dotadas de gavinhas e das apoiantes. O hábito herbáceo prevaleceu sobre o lenhoso e, quanto à ocorrência, a maioria das espécies foi abundante, seguida pelas ocasionais e raras.

Year

2009

Creators

Durigon,Jaqueline Canto-Dorow,Thais Scotti do Eisinger,Sônia Maria

Revisão taxonômica do gênero Curtia (Gentianaceae)

RESUMO A presente revisão do gênero Curtia (Gentianaceae) a qual inclui chave de identificação, descrições, ilustrações e sinônimos, reconheceu oito espécies: C. ayangannae, C. conferta, C. diffusa, C. obtusifolia, C. quadrifolia, C. tenella, C. tenuifolia e C. verticillaris. Curtia é um gênero neotropical, tendo o Brasil como seu centro de diversidade. Curtia tenella e C. tenuifolia têm ampla distribuição geográfica, ocorrendo nas Américas Central e do Sul, C. obtusifolia e C. quadrifolia concentram-se na região amazônica e C. ayangannae está restrita à Guiana. As demais espécies ocorrem no Brasil, distribuídas desde a Região Nordeste até a Região Sul. A distilia foi confirmada em C. obtusifolia e a tristilia em C. tenuifolia.

Year

2009

Creators

Crespo,Sônia Regina de Melo Marcondes-Ferreira,Washington

Lauraceae no Morro dos Perdidos (Floresta Atlântica), Paraná, Brasil

RESUMO O Morro dos Perdidos está localizado no município de Guaratuba, estado do Paraná (25º45'-25º50'S e 49º03'-49º06'O), abrange uma área de 1440 hectares de Floresta Ombrófila Densa, com altitudes entre 767 a 1439 m. Na área, a família Lauraceae está representada por 15 espécies: Cinnamomum hatschbachii; Cryptocarya aschersoniana; Endlicheria paniculata; Nectandra puberula; Ocotea bicolor; O. catharinensis; O. elegans; O. nunesiana; O. odorifera; O. porosa; O. pulchella; O. tristis; O. vaccinioides; Ocotea sp e Persea willdenovii. São apresentados chave, descrições, ilustrações e comentários sobre as espécies.

Year

2009

Creators

Brotto,Marcelo Leandro Santos,Élide Pereira dos Baitello,João Batista

Redescoberta e tipificação de Octomeria leptophylla Barb. Rodr. (Orchidaceae), micro-orquídea endêmica de Minas Gerais, Brasil

RESUMO A redescoberta de Octomeria leptophylla, micro-orquídea endêmica do estado de Minas Gerais, previamente considerada extinta, é aqui relatada. João Barbosa Rodrigues, em 1877, descreveu O. leptophylla baseado em material proveniente da Serra de Caldas (município de Caldas), sul de Minas Gerais. Desde então, não houve novos registros da espécie em herbários ou coleções particulares. Após 127 anos de sua descrição, expedições recentes localizaram populações de O. leptophylla nos municípios de Andradas e Poços de Caldas, adjacentes à localidade-tipo. Tal fato, contudo, não diminui a urgência de sua conservação. A perda de habitats e o endemismo extremo contribuem para sua categorização como espécie criticamente em perigo com base nos critérios da IUCN.

Year

2009

Creators

Menini Neto,Luiz Docha Neto,Americo

Análise da Rodriguésia ao longo de sua trajetória de publicação científica em botânica

Resumo A revista Rodriguésia foi influenciada pelas transformações da ciência ao longo da última década, advindas em parte com a globalização, a indexação usando níveis de impacto, bem como com a crescente preocupação pela biodiversidade. O presente estudo analisa a evolução da Rodriguésia, com base em seus artigos publicados de 1935 até 2008. Os mesmos são avaliados quanto aos temas contemplados, à língua em que foram redigidos e à nacionalidade e instituição dos autores e co-autores, a quantidade de citações recebidas pela revista e por fim, quanto ao fator de impacto e o índice-h. Os temas mais abordados variaram ao longo de sua história, entre taxonomia, flora, florística e botânica estrutural. Com relação aos autores que publicaram na revista, 86% deles eram de instituições brasileiras. Ao longo de sua existência a revista recebeu 483 citações de acordo com o ISI Web of Knowledge, sendo 83,7% destas por artigos redigidos em inglês contra 10,6% em português. Anais da Academia Brasileira de Ciências e Annals of the Missouri Botanical Garden estão entre os periódicos cujos artigos mais citaram a Rodriguésia. O fator de impacto estimado a partir das citações computadas na base ISI Web of Knowledge para 2008 foi igual 0,152 e o índice-h da revista é igual a 7. O artigo discute como o potencial de citação de áreas clássicas da botânica, como aquelas veiculadas pela revista, poderia ser elevado em qualidade e relevância, através da reestruturação das normas da revista. Acreditamos que com contextualização e discussão, estes trabalhos irão atrair mais citações e aperfeiçoar o conhecimento sobre a diversidade vegetal brasileira e sua conservação.

Year

2009

Creators

Toni,Karen L. G. De Mantovani,André Amarante,Cristiana V. G.

Antóceros (Anthocerotophyta) e hepáticas talosas (Marchantiophyta) da Chapada da Ibiapaba, Ceará, Brasil

RESUMO A Chapada da Ibiapaba localiza-se ao norte do estado do Ceará, possuindo uma área total de 5.071,142 km2 com altitudes variando entre 800 e 1.100 m. No inventário florístico de briófitas realizado na área, foram encontradas duas espécies pertencentes à Divisão Anthocerotophyta distribuídas em duas famílias e dois gêneros. As hepáticas talosas ocorreram com 10 espécies distribuídas em quatro famílias e seis gêneros. Das espécies encontradas, Aneura pinguis (L.) Dumort., Riccardia cataractarum (Spruce) K.G. Hell, Riccia fruchartii Steph. e Symphyogyna podophylla (Thunb.) Mont. & Nees representam novos registros para a região Nordeste do Brasil. São fornecidas chaves de identificação para as espécies, distribuição geográfica, comentários referentes à ambiente, substratos e caracteres taxonômicos pertinentes.

Year

2009

Creators

Oliveira,Hermeson Cassiano de Bastos,Cid José Passos

Sapindaceae da Restinga da Marambaia, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO Este trabalho apresenta um estudo florístico de Sapindaceae na Restinga da Marambaia, Rio de Janeiro (entre 23°04'S, 44°00'W e 23°02'S, 44°34'W). Foram identificados 6 gêneros e 14 espécies: uma arbustivo-arbórea Allophylus puberulus (Cambess.) Radlk.; duas arbóreas Cupania emarginata Cambess. e Matayba intermedia Radlk.; uma erva escandente Cardiospermum corindum L. e dez trepadeiras, Paullinia coriacea Casar., Paullinia meliifolia Juss., Paullinia racemosa Wawra, Paullinia revoluta Radlk., Paullinia trigonia Vell., Serjania cuspidata Cambess., Serjania dentata (Vell.) Radlk., Serjania eucardia Radlk., Serjania ichthyoctona Radlk. e Urvillea rufescens Cambess. Dentre os táxons registrados, destacam-se Paullinia coriacea, espécie exclusiva de restingas; Paullinia revoluta, como nova ocorrência para o estado do Rio de Janeiro e Cardiospermum corindum, espécie registrada por um único exemplar coletado há 32 anos e sem novos registros desde então.

Year

2009

Creators

Somner,Genise Vieira Carvalho,André Luiz Gomes de Siqueira,Clarice Tavares

Asclepiadoideae (Apocynaceae) no município de Santa Teresa, Espírito Santo, Brasil

RESUMO São apresentadas as espécies da subfamília Asclepiadoideae (Apocynaceae) ocorrentes no município de Santa Teresa, Espírito Santo, Brasil, em uma área de 71.100 ha de floresta pluvial atlântica submontana. São encontrados 26 táxons específicos e infraespecíficos, incluídos em 13 gêneros: Oxypetalum(cinco espécies), Ditassa (quatro espécies), Marsdenia e Orthosia (três espécies cada), Macroditassa e Matelea (duas espécies cada) e Asclepias, Blepharodon, Calotropis, Gomphocarpus, Jobinia, Peplonia e Tassadia (com uma espécie cada). São apresentadas chave para identificação dos táxons, ilustrações, informações sobre a distribuição geográfica e comentários.

Year

2009

Creators

Goes,Monique Britto de Pereira,Jorge Fontella

Caesalpinioideae (Leguminosae) de um remanescente de Chaco em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul, Brasil

RESUMO Leguminosae apresenta-se como uma das famílias mais representativas do Chaco brasileiro, com destaque para Caesalpinioideae, segunda subfamília em número de espécies. Ainda assim, existem poucos levantamentos para essa região. Este estudo consiste no levantamento florístico de Caesalpinioideae em um remanescente de Chaco em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul. Foram realizadas coletas nas estações seca e chuvosa, para a obtenção de materiais férteis, por meio de caminhadas aleatórias. O presente estudo fornece chave de identificação dos táxons, descrições, ilustrações, comentários taxonômicos e dos ambientes preferenciais. Caesalpinioideae está representada por três tribos e 12 táxons: Bauhinia hagenbeckii, Caesalpinia paraguariensis, C. pluviosa, Chamaecrista nictitans subsp. disadena var. pilosa, C. rotundifolia var. rotundifolia, Parkinsonia praecox, Peltophorum dubium var. dubium, Pterogyne nitens , Senna pendula var. paludicola, S. pilifera var. pilifera, S. obtusifolia e S. occidentalis. Como espécies possivelmente restritas ao Chaco destacam-se Bauhinia hagenbeckii e Caesalpinia paraguariensis.

Year

2009

Creators

Alves,Fábio de Matos Sartori,Ângela Lúcia B.

Heliantheae (Asteraceae) na bacia do rio Paranã, (Goiás, Tocantins), Brasil

RESUMO O estudo da tribo Heliantheae Cass. foi realizado na bacia do rio Paranã, nordeste de Goiás e sudeste de Tocantins, baseado em coletas e em coleções de herbários. Foram registrados 20 gêneros, 49 espécies, cinco variedades e o grupo de Calea teucriifolia. São apresentados chave de identificação, comentários para os táxons e ilustrações dos caracteres diagnósticos. Dentre os gêneros mais diversos, estão Calea (10 espécies, além do grupo de C. teucriifolia), Bidens (7) e Viguiera (6). São registrados táxons de ampla distribuição geográfica, incluindo espécies ruderais, e outros restritos à Bacia do Paranã e regiões adjacentes: Bidens edentula, Calea abbreviata, Ichthiothere connata e Wedelia souzae, endêmicos da Chapada dos Veadeiros, e Dimerostemma bishoppii, endêmica do vão do Paranã.

Year

2009

Creators

Bringel Jr.,João Bernardo de A. Cavalcanti,Taciana Barbosa

Abarema (Leguminosae, Mimosideae) no estado do Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO O gênero Abarema possui 49 espécies neotropicais, com centro de diversidade na floresta Amazônica e no Domínio Atlântico brasileiro. Para a flora do estado do Rio de Janeiro foram encontradas cinco espécies em formações de floresta pluvial densa e de restinga: Abarema brachystachya, A. cochliacarpos, A. langsdorffii, A. limae e A. villosa. O presente trabalho apresenta uma chave para identificação das espécies que ocorrem no estado do Rio de Janeiro, juntamente com descrições, ilustrações e comentários sobre morfologia, taxonomia e conservação.

Year

2009

Creators

Iganci,João Ricardo Vieira Morim,Marli Pires

O gênero Leandra, seções Carassanae, Chaetodon, Niangae, Oxymeris e Secundiflorae (Melastomataceae) no estado do Paraná

RESUMO O gênero Leandra pode ser reconhecido pelas folhas destituídas de formicários, inflorescências terminais e/ou pseudo-axilares, pétalas florais com ápice agudo/acuminado e frutos carnosos. Na última revisão do gênero, o mesmo foi dividido em sete seções, reconhecidas com base na posição e tipo da inflorescência, presença e tipo de tricomas e morfologia das sementes. Neste trabalho são apresentadas chave de identificação, descrições, ilustrações e dados sobre a distribuição geográfica das 43 espécies ocorrentes no Paraná, e pertencentes a cinco seções de Leandra: Carassanae, Chaetodon, Niangae, Oxymeris e Secundiflorae.

Year

2009

Creators

Camargo,Eduardo Antonio de Souza,Caroline M. Fogaça de Caddah,Mayara Krasinski Goldenberg,Renato

Nomenclatural notes on the Neotropical species of the genus Bulbophyllum Thouars (Orchidaceae)

ABSTRACT In the course of a taxonomic revision of Neotropical Bulbophyllum species nomenclatural notes for 29 of the 117 names published are necessary, as well as new lecto- and neotypifications. The holotype of 24 names are lost but original drawings exist and were chosen as lectotypes. In the case of four others, more than one material was indicated in the protologue, for which we choose the lectotypes herein. B. chloropterum requires the choice of a neotype. We also provide two new synonyms for B. napellii.

Year

2009

Creators

Smidt,Eric C. Borba,Eduardo L.

Three new species of Ocotea (Lauraceae) from Brazilian Atlantic forest

ABSTRACT Three new species of Ocotea - O. calliscypha L. C. S. Assis & Mello-Silva, from the state of Minas Gerais, O. ciliata L. C. S. Assis & Mello-Silva, from the state of Espírito Santo, and O. marcescens L. C. S. Assis & Mello-Silva, from the states of Bahia, Espírito Santo and Rio de Janeiro - are described. The species are illustrated, and comments on their relationships to other species of Ocotea, distribution, habitat, and phenology are provided.

Year

2009

Creators

Assis,Leandro C. S. Mello-Silva,Renato de

Variação cambial em Serjania caracasana (Sapindaceae): enfoque na adequação terminológica

RESUMO O corpus lignosum compositum, típico para as lianas da família Sapindaceae, é designado neste trabalho como "cilindro vascular composto". No caule de Serjania caracasana (Jacq.) Willd. essa variação cambial está representada por um cilindro vascular central circundado por oito cilindros vasculares periféricos. Não existe consenso quanto à terminologia que envolve essa estrutura, o que torna difícil uma abordagem anatômica desagregada de uma adequação terminológica. Nesse estudo, por meio da análise anatômica do caule, verificou-se que mesmo antes da vascularização há indícios do aspecto composto, com a formação de oito lobos que circundam a região central. Com o início da vascularização, cada lobo e a região central são denominados "cilindro vascular". O termo aqui adotado "cilindro vascular composto" é adequado, pois reflete a homologia entre os cilindros vasculares em S. caracasana através da origem procambial. Esse termo exibe um caráter descritivo que facilita a compreensão do conceito e mantém a relação de equivalência lingüística com o termo original - corpus lignosum compositum. Rejeita-se o termo "caule poliestélico" ou "caule multiestelar", pois os resultados aqui apresentados indicam a presença de um único estelo no caule.

Year

2009

Creators

Tamaio,Neusa Angyalossy,Veronica