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El nacional-sindicalismo portugués y la ola fascista de los años treinta

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Year

2025-10-28T12:23:01Z

Creators

Pinto, Antonio Costa

Design and testing of serotonergic-based therapies to decrease the impact of moderate to severe psoriasis

A psoríase é uma doença inflamatória crónica que afeta cerca de 2 a 3% da população mundial. Esta doença tem uma forte componente genética e imunológica, envolvendo uma complexa interação entre os queratinócitos e as células do sistema imunitário inato e adaptativo. A psoríase é uma doença dermatológica que se manifesta através de uma hiperplasia epidérmica que forma uma placa psoriática caracterizada pela sua rigidez e espessura. Para além dos seus efeitos na pele, esta doença afeta também outros sistemas, estando associada a doenças cardiovasculares, artrite psoriática, osteoporose, entre outras. A psoríase tem também um forte impacto a nível psicossocial, com stress, ansiedade e depressão descritos como alguns dos sintomas associados. As atuais abordagens terapêuticas à psoríase envolvem tratamentos sistémicos, fototerapêuticos e tópicos, sendo que estes podem ser administrados isoladamente ou como adjuvantes. A escolha da formulação tópica a aplicar deve ser feita de acordo com a localização das lesões e a preferência do doente, uma vez que o tipo de formulação tem um enorme impacto na adesão e eficiência da terapêutica. Os tratamentos tópicos convencionais (geles, espumas, pomadas e cremes) encontram no estrato córneo, especialmente de uma pele psoriática, uma barreira importante à penetração da formulação e, consequentemente, à eficácia da terapêutica. Os sistemas avançados de libertação de fármacos, que podem ser divididos em micro e nanoemulsões, sistemas de partículas (“solid lipid nanoparticles” e “nanostructured lipid carriers”), sistemas vesiculares ( lipossomas, “permeation enhancer vesicles”, entre outras) e sistemas poliméricos, promovem a solubilidade e estabilidade do fármaco enquanto aumentam a sua entrada e a retenção na pele, evitando o seu efeito sistémico e, consequentemente, estão associados a um aumento da eficácia e adesão à terapêutica. Vários estudos têm mostrado um possível papel da serotonina, uma hormona e neurotransmissor do sistema nervoso central e periférico, na patogénese desta doença. A serotonina é maioritariamente produzida nas células enterocromafins, e transportada pelas plaquetas sanguíneas, mas está também presente em algumas células da pele como os queratinócitos, melanócitos e fibroblastos. Na presença de um estímulo, como danos do endotélio ou variação da hemóstase, a serotonina é libertada na corrente sanguínea exercendo um papel na ativação de células do sistema imunitário e, dependendo do recetor a que se liga nas células cutâneas, poderá ter efeitos contrários, resultando num efeito indutor da proliferação dos queratinócitos ou num efeito anti-inflamatório. Vários estudos mostram que, na psoríase, há uma maior expressão da serotonina nas zonas com placa psoriática, estando também associada uma maior expressão da proteína responsável pelo transporte da serotonina (SERT), cuja síntese é estimulada por citocinas predominantes na patogénese da psoríase e cujo efeito se relaciona com um aumento da apoptose das células imunitárias, tornando-se assim um ponto de interesse no estudo de futuras abordagens terapêuticas. Os fármacos inibidores da recaptação da serotonina parecem reduzir os níveis de citocinas e suprimir a ativação das células dendríticas na apresentação de antigénios em doentes com depressão tratados com os mesmos. Porém, na área da psoríase, ainda há poucos estudos realizados, sendo que existem resultados contraditórios quanto aos efeitos destes fármacos. Alguns estudos referem uma exacerbação da psoríase, enquanto outros relatam uma melhoria da mesma, sugerindo um efeito protetor dos inibidores da recaptação da serotonina na psoríase, associando a sua administração sistémica a uma diminuição da necessidade de tratamento sistémico específico para esta doença. Apesar dos efeitos benéficos, a administração sistémica dos inibidores da recaptação da serotonina está associada a efeitos adversos, pelo que se torna um ponto de interesse um estudo da aplicação tópica dos mesmos na psoríase. A incorporação de inibidores da recaptação da serotonina em sistemas avançados de libertação de fármacos para aplicação tópica é ainda uma área pouco explorada pelo que este trabalho de campo pretende estudar a incorporação destes fármacos em nanosistemas como “solid lipid nanoparticles”, “nanostructured lipid carriers” e “permeation enhancer vesicles”, para aplicação tópica. Os fármacos estudados foram: sertralina, fluvoxamina, escitalopram, fluoxetina e paroxetina. Inicialmente, realizaram-se testes de solubilidade dos fármacos em diferentes lípidos, de forma a escolher os lípidos a serem utilizados nas formulações. Adicionalmente, foram formuladas partículas vazias de forma a perceber quais os lípidos que resultavam em partículas com melhores características (tamanho e homogeneidade da distribuição). Os lípidos escolhidos, Precirol®, no caso das “solid lipid nanoparticles”, e Precirol® e Transcutol®, no caso das “nanostructured lipid carriers”, foram incorporados na formulação juntamente com os diferentes fármacos e o tensioativo, Tween® 80, através do processo de homogeneização a quente seguida de arrefecimento rápido das partículas. No caso das “permeation enhancer vesicles” foi utilizado um método de agitação mecânica à temperatura ambiente para formular vesículas contendo fosfatidilcolina de soja, Transcutol®, Ácido Oleico®, água e os diferentes fármacos. Todas as formulações foram caracterizadas em termos do tamanho das partículas e homogeneidade da distribuição das mesmas e foi realizado, como exemplo, um estudo da eficiência de encapsulação de quantidades crescentes de escitalopram em “permeation enhancer vesicles”, visto que no momento em que os estudos foram efectuados, este era o único fármaco com um método de quantificação desenvolvido. No final deste trabalho de campo, os resultados obtidos mostraram que as “solid lipid nanoparticles” e as “nanostructured lipid carriers” formuladas não eram estáveis nas condições estudadas uma vez que, 2 meses pós-formulação, se apresentavam precipitadas, sugerindo uma possivel não encapsulação do fármaco ou a necessidade de adição de uma maior percentagem de tensioativo. As “permeation enhancer vesicles”, por outro lado, apesar de não terem estudos de estabilidade, mostraram resultados promissores em termos de tamanho e homogeneidade da dispersão, bem como em termos de textura, uma vez que formaram um gel sem a adição de excipientes específicos para o efeito. Estas vesículas são mais versáteis tanto em termos de encapsulação de fármacos hidrofóbicos, como é o caso dos inibidores da recaptação da serotonina, como em termos do seu potencial de permeação através da pele, uma vez que, na sua constituição apresentam agentes estabilizadores (fosfolípidos) e destabilizadores (indutores de permeação) que tornam a vesicula mais elástica e deformável, facilitando assim a sua passagem através das várias camadas da pele. Como perspetivas futuras, dada a facilidade e sustentabilidade do processo de formulação das vesiculas (formulação simples, com poucos constituintes, preparada à temperatura ambiente, sem necessidade de remover solventes) fica a possibilidade de estudo deste método para um aumento de escala. Para além disso, poderá ser feito um estudo mais aprofundado da incorporação dos fármacos inibidores seletivos da recaptação da serotonina nestas vesiculas, com foco na otimização da formulação e estudo das características da mesma, como medição do potencial zeta, eficiência de encapsulação, reologia, estudos de libertação in vitro e de permeação e, estudos de estabilidade. Dos fármacos estudados, destaca-se a fluvoxamina, que obteve bons resultados tanto em estudos in vivo como em termos de tamanho e homogeneidade da dispersão sendo, por isso, uma molécula promissora para estudos futuros.

Year

2025-10-28T12:15:53Z

Creators

Sécio, Simone Agostinho

O papel das células de glia nas doenças neurodegenerativas

As doenças neurodegenerativas são condições incuráveis e debilitantes com grande impacto ao nível da sociedade, afetando mais de 1000 milhões de pessoas em todo o mundo. A principal característica patológica destas doenças é representada pela morte neuronal, resultante de uma complexa cascata de eventos que leva a degeneração seletiva de uma população de neurónios. Apesar dos mecanismos que levam à neurodegeneração não estarem totalmente compreendidos, estudos realizados ao longo das últimas décadas mostraram o forte envolvimento das células de glia em várias doenças neurodegenerativas, levando a considerar o papel que estas possam ter nas patologias destas doenças. Os astrócitos e a microglia são elementos celulares chave para o bom funcionamento das atividades neuronais no SNC, desempenhando uma extensa variedade de funções tanto em condições fisiológicas como em situações de lesão ou doença. Os astrócitos, a maior população de células de glia, são responsáveis pela manutenção da homeostasia do microambiente cerebral e da barreira hematoencefálica, com papel chave na regulação iónica e de neurotransmissores, sendo responsáveis pela libertação de fatores neutróficos e pelo suporte metabólico e energético dos neurónios. A microglia representa a população de células imunocompetentes do SNC, são responsáveis pela vigilância do microambiente cerebral, pela remoção e manutenção de sinapses e pela resposta inflamatória a lesões ou estímulos agressores. Apesar de ainda não serem conhecidos os mecanismos envolvidos nos processos neurodegenerativos, novos estudos sobre a patologia de várias doenças neurodegenerativas, permitiram relacionar a ocorrência da disfunção ou ganho de toxicidade destas células com a progressão das degeneração e consequente morte dos neurónios, levando a considerar o papel das células de glia nas doenças neurodegenerativas. Nesta monografia, será abordado o papel dos astrócitos e da microglia na fisiologia do SNC e o papel que estas células em condições patológicas de doenças neurodegenerativas, tendo como referências o envolvimento na doença de Parkinson e na doença de Alzheimer.

Year

2025-10-28T12:13:20Z

Creators

Branco, Joana Ferreira

Farmacocinética e monitorização das concentrações séricas do tacrolimus

O tacrolimus é um inibidor da calcineurina e um dos principais fármacos utilizados na terapêutica imunossupressora após transplante. Contudo, apresenta marcados efeitos adversos, variabilidade farmacocinética e farmacodinâmica intra e interindividual e índice terapêutico estreito, pelo que é alvo de monitorização farmacoterapêutica para assegurar que a concentração do fármaco no sangue se encontra dentro da margem terapêutica. Esta monitorização é essencial para garantir a eficácia da ação imunossupressora do tacrolimus, prevenindo a rejeição do órgão transplantado, e minimizar a sua toxicidade. Atualmente, a monitorização do tacrolimus é realizada através do doseamento do fármaco no sangue, numa frequência que depende do tempo após o transplante e das características do doente, sendo as doses subsequentes definidas com base nos resultados obtidos. A presente dissertação teve como objetivo realizar uma revisão da bibliografia existente acerca da farmacocinética e monitorização do tacrolimus, procurando identificar as principais problemáticas atuais e desafios futuros, no que diz respeito à utilização deste fármaco. Devido à sua elevada variabilidade farmacocinética e farmacodinâmica, é difícil definir a dose mais adequada de tacrolimus a administrar a cada doente para que as concentrações séricas do fármaco se encontrem dentro da margem terapêutica. Sabe-se que os principais fatores relacionados com a variabilidade deste fármaco são a idade, etnia, género, função renal e hepática, terapêutica concomitante e fatores genéticos, como os polimorfismos associados às isoenzimas do CYP450, especialmente o CYP3A5. Deste modo, concluiu-se que a caracterização dos doentes sob terapêutica com tacrolimus, recorrendo nomeadamente à farmacogenética para otimizar e individualizar a dose a administrar, tem um papel extremamente importante na minimização da toxicidade do fármaco e prevenção de concentrações subterapêuticas e, consequentemente, na prevenção da rejeição e perda do órgão transplantado. As estratégias que integram algoritmos baseados em indicadores farmacogenéticos e outros, como o tipo de formulação e características dos doentes, devem ser implementadas de forma a reduzir a rejeição do órgão transplantado.

Year

2025-10-28T12:11:44Z

Creators

Ferreira, Inês Sousa Pinto

Abordagem da multimorbilidade e polimedicação em farmácia Comunitária

Introdução: O envelhecimento da população está cada vez mais acentuado nos países desenvolvidos, no qual Portugal não é exceção. Devido a este fenómeno, o número de idosos com multimorbilidade é cada vez maior, o que causa um aumento concomitante do uso de diversos medicamentos, levando à polimedicação. A multimorbilidade e concomitante polimedicação, levam a um maior risco de reações adversas e a uma dificuldade acrescida na gestão da medicação. Objetivo: Este estudo exploratório teve como objetivo caracterizar uma população de doentes polimedicados e com multimorbilidades quanto ao seu perfil clínico e terapêutico e padrão sócio-demográfico. Material e Métodos: O estudo com delineamento transversal, foi realizado por aplicação de um questionário durante a visita do utente à farmácia. Foi composto por uma amostra de 150 doentes, que tinham duas ou mais doenças crónicas, tomavam cinco ou mais medicamentos por dia de forma contínua e declaravam ser autónomos na administração da medicação. Resultados: A amostra foi constituída por 83 mulheres e 67 homens com idades compreendidas entre os 55 e os 95 anos. O número médio de doenças e de fármacos administrados diariamente foi de 3,7 e 7,03, respetivamente. As três doenças mais prevalentes foram a Hipertensão, Hipercolestrolémia e Diabetes. Verificou-se que um dos fatores influenciadores da polimedicação excessiva é o número de médicos que cada doente visita regularmente e que um aumento da multimorbilidade leva a um aumento na polimedicação (p-value <0,05). Com exceção deste fator, não foram encontradas relações estatisticamente significativas entre multimorbilidade e polimedicação e as variáveis sexo e idade. Conclusão: Neste estudo realizou-se uma caracterização de doentes com multimorbilidades e polimedicados em Portugal que deve ser melhorada expandindo o tamanho amostral. Pela frequência que a polimedicação assume na população estudada, é desejável que, através da intervenção farmacêutica, se minimizem os potenciais problemas de segurança associados a uma polimedicação inadequada. Assume-se assim, que o farmacêutico poderá ter um papel determinante na revisão e gestão da terapêutica de cada doente crónico, contribuindo para uma diminuição da ocorrência de reações adversas bem como na deteção de erros de medicação.

Year

2025-10-28T12:15:39Z

Creators

Malagueira, Mariana Centeio Falcão

Characterization of different formulations for buccal drug delivery in pediatric patients

A população pediátrica representa uma porção da sociedade que varia desde o nascimento até ao início da idade adulta, sendo considerada como sendo um grupo bastante heterogéneo. Neste grupo etário são frequentemente descritas dificuldades relacionadas com adesão à terapêutica. Deste modo, películas bucais podem representar uma forma nova e mais simples de administração, que poderá ter também uma aplicação em idosos ou pacientes que não conseguem engolir comprimidos ou cápsulas. Para além disso, em termos de formulação, películas bucais podem resolver problemas relacionados com a substância ativa dado terem a capacidade de libertar fármacos pouco solúveis. No presente trabalho o objetivo foi produzir diferentes películas bucais para administração pediátrica de furosemida e avaliar se este fármaco atravessa as células pela via paracelular ou transcelular, usando coumarin-6 como um modelo lipofílico do fármaco, com propriedades fluorescentes. Com este propósito, diferentes películas foram produzidas usando o método de solvent casting: películas com nanopartículas lipídicas vazias, ou nanopartículas lipídicas contendo coumarin-6 ou furosemida; películas com o polímero solubilizante e formador de películas Soluplus®; e películas com ciclodextrinas e Soluplus®. O polímero Soluplus® foi usado como matriz para a película e também como solubilizador da furosemida, incorporando-a em micelas poliméricas. Para a película contendo ciclodextrinas, estas formam um complexo de inclusão com o fármaco que é então incorporado nas micelas de Soluplus®, com o intuito de aumentar a estabilidade e diminuir o sabor e sensação bucal desagradáveis. De entre as diferentes formulações, a melhor película aparentou ser a formulação que continha complexos de inclusão de ciclodextrinas-furosemida dentro de micelas de Soluplus®. As partículas criadas eram pequenas e homogéneas, que quando adicionadas à hidroxipropil metilcelulose para criar uma película sólida após secagem, demonstraram criar uma película com tamanho, forma, espessura e pH após dispersão aceitáveis, assim como um perfil de turgescência e erosão adequado e propriedades mucoadesivas (que possivelmente contrariam a baixa permeabilidade do fármaco). Adicionalmente, a adição de ciclodextrinas à formulação de Soluplus® não demonstrou ter impacto no perfil de dissolução do fármaco, fazendo desta formulação uma possibilidade de administração bucal de furosemida em pediatria.

Year

2025-10-28T12:15:24Z

Creators

Sousa, Alexandra Sofia Antunes de

Nanopartículas como sistemas de veiculação de fármacos para a via ocular

A administração ocular de fármacos constitui, ainda nos dias de hoje, um desafio devido à complexa arquitetura do olho. Atualmente, grande parte das formulações comercializadas apresentam-se sob a forma de colírio, não só devido à sua simplicidade de utilização e pela elevada adesão por parte do doente, mas também pelo facto de se tratar de uma solução terapêutica não invasiva. No entanto, a biodisponibilidade ocular dos fármacos administrados topicamente é limitada, tanto pelas propriedades físico-químicas pouco favoráveis das substâncias ativas, como pelos diversos mecanismos de proteção do olho, que são responsáveis por impedir a entrada de xenobióticos. Se por um lado, os tratamentos tópicos convencionais não conseguem entregar o fármaco no local de ação pretendido, por outro, as injeções intravítreas entregam o fármaco diretamente na cavidade vítrea. Contudo, injeções frequentes podem provocar efeitos adversos como por exemplo, descolamento da retina, endoftalmite e hemorragia na retina. Deste modo, torna-se urgente continuar a investigar formas para melhorar a penetração na estrutura ocular, aumentar a biodisponibilidade do fármaco e prolongar o tempo de retenção na superfície ocular. Nos últimos anos, novos sistemas de veiculação de fármacos foram propostos para contornar os principais problemas das formulações oftálmicas convencionais. As nanopartículas surgiram como transportadores promissores, dando origem a colírios e soluções injetáveis “modificados” com o objetivo de melhorar a eficácia do medicamento, sem comprometer a sua segurança e a adesão do doente. Esta revisão aborda não só os diferentes fatores envolvidos no desenvolvimento de nanopartículas como sistemas veiculadores de fármacos, com especial ênfase nas nanopartículas poliméricas, lipídicas e nas de ouro, como também os desafios regulamentares implicados no desenvolvimento das nanopartículas. Por fim, são apresentadas algumas orientações adicionais publicadas pela Agência Europeia do Medicamento, de forma a ultrapassar determinadas questões regulamentares devido à natureza multidisciplinar dos sistemas nanoparticulados com aplicações no campo terapêutico de determinadas patologias oculares.

Year

2025-10-28T12:23:14Z

Creators

Lima, Jennifer Antunes

Plantas e produtos vegetais com ação no sistema digestivo: distúrbios funcionais gastrointestinais: dispepsia funcional e síndrome do intestino irritável

As patologias do trato gastrointestinal são consideradas um importante problema de saúde pública que acomete grande parte da população mundial. Estas doenças podem ser subdivididas em: distúrbios funcionais gastrointestinais, como a dispepsia funcional e a síndrome do intestino irritável, doenças inflamatórias intestinais, doenças do esófago e doenças ácido-pépticas. No diagnóstico dos distúrbios funcionais gastrointestinais utilizam-se os Critérios de Roma IV, estes têm por base a presença de sintomas característicos e resultados objetivos de um número limitado de testes e investigações diagnósticas padrão. Estes critérios definem distúrbios funcionais gastrointestinais como condições da interação intestino-cérebro. A dispepsia funcional é uma condição que apresenta sintomas crónicos ou recorrentes ao nível da região gastroduodenal. Os sintomas geralmente incluem dor ou desconforto epigástrico, náuseas, eructações, saciedade precoce e inchaço. A dispepsia funcional classifica-se em dois subtipos, a síndrome do desconforto pós-prandial e a síndrome da dor epigástrica. A síndrome do intestino irritável é definida como um distúrbio intestinal funcional caracterizado por apresentar dor ou desconforto abdominal e alterações no fluxo intestinal sem a identificação de anormalidades estruturais. Com uma relativa escassez de opções farmacológicas e um número reduzido de estudos sobre estas doenças gastrointestinais, torna-se necessário o desenvolvimento de medidas terapêuticas para estas doenças, sendo a fitoterapia uma das alternativas mais utilizadas. As plantas medicinais com valor terapêutico nos distúrbios funcionais gastrointestinais agrupam-se, tendo em conta os seus constituintes mais proeminentes e os seus efeitos farmacológicos, em: amara, amara-aromática, amara-acria, plantas com alcaloides espasmolíticos e plantas com outros constituintes. A combinação de preparações à base de plantas é uma característica típica da fitoterapia, destas destacam-se o STW-5 e o Rikkunshi-to. Com base na evidência científica é possível concluir que o óleo de hortelã-pimenta é eficaz no tratamento da dispepsia funcional (em combinação com o óleo de alcaravia) e da síndrome do intestino irritável (óleo utilizado isoladamente), uma vez que proporciona uma melhoria global dos sintomas característicos destas patologias.

Year

2025-10-28T12:18:41Z

Creators

Anísio, Adriana Marisa Gomes

Doença de Wilson: abordagem terapêutica

O cobre é um oligoelemento essencial para o funcionamento do organismo humano. É um metal imprescindível para a atividade de várias enzimas envolvidas em diversos processos fisiológicos importantes, atuando como cofator catalítico. A incorporação de cobre no organismo é feita maioritariamente por via oral, através da alimentação. No intestino, a absorção do cobre é realizada por uma ATPase, a ATP7A, localizada na membrana dos enterócitos. Após entrar na circulação portal, o cobre chega rapidamente ao fígado, que é o principal órgão responsável pela sua metabolização. Nos hepatócitos, a proteína ATP7B é responsável por incorporar o cobre na ceruloplasmina, e está envolvida no processo de excreção biliar de cobre. Assim, a inativação de ATP7B resulta num distúrbio grave da homeostase do cobre e na inativação de enzimas dependentes deste metal, manifestando-se clinicamente como a Doença de Wilson. Esta doença caracteriza-se por uma mutação rara no cromossoma 13 que codifica para a proteína ATP7B, resultando numa acumulação de cobre em vários tecidos e órgãos, nomeadamente no fígado e no cérebro. Esta patologia apresenta uma ampla heterogeneidade de sintomas, pelo que as manifestações clínicas podem ser predominantemente hepáticas, neurológicas ou psiquiátricas. Uma das características, mais comuns, é o anel Kayser-Fleischer presente na maioria dos pacientes com sintomas neurológicos. O diagnóstico desta patologia é baseado numa ampla combinação de testes laboratoriais e características clínicas, como a análise da concentração hepática de cobre e da ceruloplasmina sérica. Antes do desenvolvimento de terapêuticas farmacológicas, a doença de Wilson era inevitavelmente uma doença fatal, contudo, atualmente o prognóstico dos pacientes é bastante favorável. O tratamento farmacológico da Doença de Wilson fundamenta-se na remoção do excesso de cobre através da utilização de agentes quelantes, como a D-penicilamina e a trientina, e na diminuição da absorção de cobre com o auxílio de sais de zinco. O tratamento farmacológico disponível geralmente é bastante eficaz, contudo as opções terapêuticas ainda são limitadas e possuem inúmeros efeitos secundários que não favorecem a sua adesão. Inúmeros avanços estão a ser feitos no sentido de desenvolver novos compostos e terapêuticas inovadoras. A terapia genética representa um futuro tratamento curativo para esta patologia.

Year

2025-10-28T12:16:21Z

Creators

Arsénio, Sílvia Inês Sustelo

Prolonged drug release from hot melt extruded solid dosage forms for oral application

A via de administração oral é a mais conveniente e utilizada para a administração de diversos fármacos. É ainda a via preferencial dos pacientes devido às suas numerosas vantagens. Contudo, a baixa biodisponibilidade demonstrada (que é altamente dependente da solubilidade em água e permeabilidade intestinal) consiste na maior dificuldade relativamente à formulação de formas farmacêuticas para aplicação oral. Isto, aliado ao facto de aproximadamente 90% das substâncias ativas nos primeiros estádios de desenvolvimento estarem incluídas nas classes II e IV do Sistema de Classificação Biofarmacêutico (significando que são fracamente solúveis em água e apresentam ou elevada ou reduzida permeabilidade), torna essencial criar ou melhorar métodos capazes de contrariar esta tendência. Como exemplo, cita-se a preparação de dispersões sólidas amorfas. Estas consistem num sistema no qual uma ou mais substâncias ativas, normalmente hidrofóbicas, estão dispersas, preferencialmente a nível molecular, numa matriz polimérica amorfa inerte, comummente hidrofílica, no estado sólido. As dispersões sólidas aumentam a área superficial disponível para a dissolução, aumentando ainda a molhabilidade das partículas e porosidade, permitindo o aumento da biodisponibilidade do fármaco. Adicionalmente, um outro desafio é a preparação de formulações de libertação prolongada de substâncias ativas fracamente solúveis em água. Para tal, pode proceder-se à incorporação da substância ativa num polímero solúvel ao qual poderão ser adicionados outros excipientes de modo a controlar a libertação. De entre as técnicas de preparação das dispersões sólidas, inclui-se a extrusão por fusão. Esta técnica permite a incorporação de substâncias ativas num transportador polimérico termoplástico, podendo ainda conter outros excipientes. Após a extrusão, obtém-se uma solução ou dispersão, conduzindo à conversão dos elementos iniciais num produto amorfo. Este produto é, então, expelido através da fieira (“die”) de modo a produzir um extrudido de densidade e forma uniformes. Assim, aumenta-se o perfil de dissolução da substância ativa com baixa solubilidade aquosa e portanto, a sua biodisponibilidade. Resumidamente, o presente estudo focar-se-á nos polímeros empregues na formulação de dispersões sólidas de libertação prolongada para administração oral, através da extrusão por fusão.

Year

2025-10-28T12:22:08Z

Creators

Ramos, Filipa do Nascimento

Doença inflamatória intestinal: o papel dos medicamentos biológicos na terapêutica

A Doença Inflamatória Intestinal (DII) é uma doença crónica idiopática que afeta o trato gastrointestinal. Compreende essencialmente dois tipos: a Colite Ulcerosa (CU) e a Doença de Crohn (DC). Os doentes podem apresentar recidivas que contribuem para o dano estrutural da mucosa, sintomas condicionantes e, em casos mais graves, complicações extraintestinais que afetam por completo a sua qualidade de vida e bem-estar. No que diz respeito ao arsenal terapêutico para estas doenças, existem diversos fármacos disponíveis, tais como: aminossalicilatos, corticosteroides, alguns antibióticos e modeladores do SI responsáveis pela sua supressão (imunossupressores). Para além destes, também a imunoterapia desempenha um papel fundamental na terapêutica da DC e da CU, sobretudo os medicamentos anti TNF-α. Contudo, nos últimos anos têm surgido novos fármacos e estratégias para lidar com as recidivas e prolongar os estados de remissão clínica e endoscópica da doença. A evolução da mesma depende de vários fatores, porém, sabe-se que uma intervenção precoce e efetiva pode evitar situações complexas e irreversíveis. Têm sido explorados novos biomarcadores e estabelecidos targets que permitem perceber a gravidade da doença no momento antes de iniciar o tratamento e controlar a progressão da mesma ao longo do tempo. Neste trabalho é feita uma revisão das várias opções existentes na DII, sobretudo no que diz respeito a medicamentos biológicos e o seu papel na terapêutica. São apresentados os seus mecanismos de ação, doses habituais e reações adversas que poderão surgir. Há alturas em que o doente perde a resposta a determinado fármaco, por diversos motivos, sendo que um deles é o aparecimento de imunogenicidade. Neste caso, deve ser analisada a situação e consideradas várias hipóteses, tais como a troca ou a suspensão do medicamento em causa. O estudo de fatores preditivos e de risco possibilita ao médico fazer a escolha mais acertada no que toca à prescrição do fármaco e à decisão da estratégia a adotar (step up ou top down). No fundo, o ideal é conseguir personalizar o esquema terapêutico e adequá-lo o mais possível a cada doente.

Year

2025-10-28T12:18:55Z

Creators

Martins, Mariana Duarte

Hipertensão primária: abordagem terapêutica

A hipertensão arterial (HTA) é reconhecida há vários anos como um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares e mortalidade. A hipertensão é definida como uma pressão arterial superior a 140/90 mmHg, em adultos. Pode ser classificada como primária (essencial) ou secundária, de acordo com a causa subjacente. A hipertensão primária representa a maioria dos casos de hipertensão e não apresenta uma causa clara identificável. Contudo, existem fatores modificáveis que podem promover o aparecimento desta condição: obesidade, elevada ingestão de sódio e álcool e atividade física reduzida. A correção de comportamentos relacionados com os fatores referidos é fundamental para o tratamento da hipertensão. A nível farmacológico, as classes terapêuticas de primeira-linha são: inibidores da enzima de conversão de angiotensina, antagonistas do recetor da angiotensina, diuréticos tiazídicos e análogos e bloqueadores dos canais de cálcio. A decisão terapêutica deverá ser baseada em guidelines suportadas por evidência clínica e dependerá das caraterísticas do indivíduo, da presença de outras doenças e do risco cardiovascular que apresenta. Apesar do arsenal terapêutico disponível para tratar a hipertensão, os valores de pressão arterial revelam um pobre controlo desta doença, que poderá ser explicado pela baixa adesão à terapêutica. Este fenómeno poderá ser causado pelos regimes terapêuticos complexos, baixa literacia em saúde, falsas crenças, presença de reações adversas, entre outros fatores. Neste âmbito, o papel do farmacêutico comunitário torna-se importante devido à proximidade que tem com a população, permitindolhe atuar de forma a promover a adesão à terapêutica e monitorizar o controlo dos valores tensionais. Estas intervenções poderão levar à redução de eventos cardiovasculares e à melhoria do estado de saúde da população hipertensa. Com o aparecimento da COVID-19 e com o seu envolvimento no eixo renina-angiotensina-aldosterona, têm surgido questões acerca da segurança da utilização dos inibidores do eixo renina-angiotensina-aldosterona em indivíduos hipertensos infetados com o vírus SARS-CoV-2. A Sociedade Europeia de Hipertensão bem como a Sociedade Europeia de Cardiologia já emitiram várias recomendações no que concerne aos procedimentos a tomar nesta situação.

Year

2025-10-28T12:10:18Z

Creators

Custódio, Patrícia Luís Santos Cordeiro

Plantas utilizadas no tratamento da alopécia androgenética: inibidores naturais da via 5-alfa-redutase

A alopécia androgenética é a principal patologia do cabelo, cujos primeiros sintomas podem surgir na puberdade e que afectam metade dos homens aos 50 anos e 40% das mulheres aos 70 anos, e que possui um impacto psicossocial importante sobretudo na auto-imagem e na aparência social. A conversão da testosterona em di-hidrotestosterona pela enzima 5-alfa-redutase parece desempenhar um papel central na patologia sendo que um dos fármacos aprovados nos países ocidentais para a inibição desta enzima é a finasterida. A sua utilização levanta alguns problemas relacionados com os potenciais efeitos secundários, sobretudo ao nível da esfera sexual, efeitos esses que podem perdurar mesmo após a suspensão da sua utilização, no chamado sindrome pós-finasterida, pelo que tem crescido uma reputação negativa que contraria a sua utilização e que leva à procura de alternativas naturais que não apresentem este tipo de efeitos. O mercado dos produtos naturais apresenta dezenas de plantas cuja utilização tradicional reclama efeitos positivos sobre a evolução e reversão da alopécia androgenética mas a sua utilização nem sempre se traduz nas expectativas geradas. No presente trabalho efetuamos uma revisão dos estudos efetuados com plantas que reclamam a sua utilização tradicional com efeitos sobre a alopécia androgenética. Dada a grande variedade de mecanismos de ação possíveis, centrámos a pesquisa em plantas que possuam potencial como inibidores naturais da via 5-alfa-redutase. Foram selecionados 6 artigos de revisão através do motor de busca PUBMED publicados nos últimos 5 anos e os dados foram revistos e sistematizados de forma a avaliar a qualidade dos dados científicos disponíveis e os resultados obtidos. A maioria dos estudos encontrados são estudos in vitro e in vivo, sendo que apenas 6 plantas apresentam estudos em humanos. A revisão de estudos científicos nesta área levanta alguns problemas como a falta de elucidação sobre os fitoconstituintes ativos, os seus mecanismos de ação e a escassez de ensaios humanos aliados à comparação com as terapêuticas convencionais, problemas estes que não permitem validar a utilização de plantas como alternativas não inferiores aos tratamentos convencionais.

Year

2025-10-28T12:21:14Z

Creators

Oliveira, Fernando Patrício Pedro de

Contributo dos doentes para a avaliação da relação benefício/risco dos medicamentos na fase pós-comercialização: comparação do perfil de notificação dos doentes e dos profissionais de saúde na terapêutica da esclerose múltipla

Introdução: A notificação espontânea é o principal método utilizado na farmacovigilância que permite fornecer informação relativa às reações adversas a medicamentos na sua fase de pós-comercialização. Tradicionalmente, baseia-se nas notificações dos Profissionais de Saúde, contudo, tem tido cada vez maior o contributo dos doentes. dos doentes. Objetivos: Pretende-se analisar as principais semelhanças e diferenças das notificações de reações adversas a medicamentos por parte dos doentes e por parte dos Profissionais de Saúde para a terapêutica da esclerose múltipla em Portugal e no mundo. Métodos: Escolheu-se oito fármacos utilizados na terapêutica da esclerose múltipla. Foi retirado da Vigibase os dados das notificações provenientes de doentes e de profissionais para Portugal e para o mundo, relativos ao período de tempo compreendido entre 01 de janeiro de 2015 e 23 de julho de 2020. Resultados: A nível global os doentes foram os principais notificadores para os fármacos em estudo durante os últimos cinco anos, sendo os doentes dos EUA os que mais contribuíram. Os SOC mais frequentemente reportados foram as perturbações gerais e alterações no local de administração, seguidas das doenças do sistema nervoso. Oito dos dez PT mais notificados pelos doentes são comuns aos PT mais notificados pelos PS do mundo e o mesmo acontece com dois dos quatro SOC mais notificados. Conclusão: Os doentes são um contributo positivo para a deteção de reações adversas a medicamentos e podem vir a incluir informação que os profissionais de saúde não têm tanta tendência a notificar. As notificações dos doentes não vêm substituir as dos profissionais. O ideal é que cada vez mais países invistam na sensibilização para a importância da notificação espontânea para que ambos os tipos de notificador consigam contribuir para a avaliação da relação benefício risco dos medicamentos e que as informações das notificações se complementem para uma deteção mais rápida das reações adversas a medicamentos.

Year

2025-10-28T12:29:40Z

Creators

Lopes, Diana Catarina dos Santos

Plantas e produtos de origem vegetal no tratamento da doença de Parkinson

Nos últimos séculos houve uma grande evolução na saúde e uma crescente melhoria na qualidade de vida, com um consequente aumento da esperança média de vida e, por sua vez, um aumento da prevalência das doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson. A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa, crónica e progressiva que se caracteriza pela disfunção e, consequente perda seletiva dos neurónios dopaminérgicos da substância nigra pars compacta, bem como, pela anormal acumulação de inclusões proteicas de alfa-sinucleína, conhecidas como corpos de Lewy, nos neurónios sobreviventes. Estão associados a esta doença sintomas característicos e muito restritivos como: o tremor de repouso, a rigidez, a acinesia ou bradicinesia e a instabilidade postural. Os fármacos convencionais fornecem um alívio sintomático limitado, com um elevado número de reações adversas associadas e sem a capacidade de evitar a progressão da doença, daí que os doentes recorram a terapias alternativas, onde se incluem as plantas medicinais. Os produtos naturais concedem uma alternativa promissora, uma vez que a maior parte dos metabolitos secundários das plantas apresentam efeitos moleculares ou farmacológicos específicos com efeito neuro protetor na doença de Parkinson. Este efeito neuro protetor referese aos mecanismos envolvidos na proteção do sistema nervoso central contra as lesões neuronais, preservando a integridade neuronal e a sua função, o qual só é possível devido a capacidade de os componentes atravessarem a barreira hematoencefálica. A presente revisão bibliográfica aborda três plantas medicinais designadas por: Camellia sinensis e Curcuma longa, as quais apresentam como principais componentes a epigalocatequina 3-galato e a curcumina I, respetivamente, bem como Ginkgo biloba, mais especificamente o extrato de Ginkgo biloba 761. É a estes componentes e extracto que é associada a maior parte das propriedades medicinais destas plantas que exercem a sua ação neuro-protetora através de uma variedade de mecanismos biológicos, entre os quais: a atividade anti-oxidante, a ação anti-quelante, a atividade anti-inflamatória, a modulação das vias de sinalização celular e a inibição da alfa-agregação.

Year

2025-10-28T12:09:36Z

Creators

Pereira, Filipa Maria Sá

Development of a tumour-selective self-immolative system: umbelliferone probe and triazene prodrugs

O conhecimento que temos sobre o cancro tem evoluído, desde a sua primeira definição por Hipócrates, em 400 AC. Atualmente, o cancro é compreendido a um nível molecular, o que permite o desenvolvimento de meios de diagnóstico e terapêuticas. Apesar de muito se conhecer, problemas com os atuais métodos de diagnóstico e terapêuticas ainda subsistem. Um destes problemas é a falta de seletividade dos fármacos ou sondas utilizadas, o que frequentemente leva a diagnósticos ou tratamentos ineficazes, ao aparecimento de efeitos sistémicos e ao desenvolvimento de resistência aos fármacos. Para combater estes problemas diversas estratégias têm sido desenvolvidas. Uma destas estratégias é a fotofarmacologia, a qual permite um controlo preciso e seletivo de onde e quando é libertado um fármaco ou sonda. Outra estratégia é o desenvolvimento de pró-fármacos que apenas possam ser ativados na presença de um estímulo (pró-fármacos auto-imolativos) fornecido pelas células cancerígenas ou pelo seu ambiente. Com base na literatura, o grupo 6-nitroveratrilo suscitou interesse por permitir explorar ambas as estratégias ao funcionar tanto como grupo fotoprotetor como grupo auto-imolativo. Neste trabalho, primeiro foi explorada a fotofarmacologia, ao ser sintetizado um composto que liberta um grupo fluorescente após ser exposto a luz UV de um comprimento de onda específico (funcionando como sonda). A sua síntese e purificação foram otimizadas, e o composto foi caracterizado (espectroscopia de ressonância magnética nuclear de hidrogénio e carbono, espetroscopia ultravioleta, e ponto de fusão). Foi realizado um estudo de fotoativação deste composto, sendo demonstrada a libertação do grupo fluorescente após exposição à luz UV. Em segundo lugar, sabendo que o grupo era capaz de libertar a função acoplada, foram explorados os pró-fármacos auto-imolativos. Foram sintetizados conjugados de arilmonometiltriazenos (espécies ativas de medicamentos usados no cancro) com o grupo 6-nitroveratrilo e foram feitas tentativas de otimizar a sua síntese e purificação (ao testar diferentes técnicas de purificação e misturas de eluentes). Um destes conjugados foi sintetizado com sucesso. Durante estas tentativas, ao usarmos a espetroscopia de massa para analisar os produtos da reação, obtivemos informação sobre os compostos que se formam durante a reação e sobre a possível influência do substituinte do arilmonometiltriazeno (no anel aromático) no produto da reação.

Year

2025-10-28T12:22:08Z

Creators

Vaz, João Miguel Ferreira

Introduction to Part V: From the independence of Brazil to portuguese global emigration

No summary/description provided

Year

2025-10-28T12:22:21Z

Creators

Pinto, Antonio Costa

Agentes químicos de guerra: agentes químicos emergentes

Ao longo dos séculos, o uso de armas químicas tem feito parte da evolução do ser humano. Acompanhando a inovação tecnológica, tem sido vasto o desenvolvimento de novos agentes químicos, mais eficientes e letais. Da mesma forma, também a produção de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) e de diferentes tipos de armamento se foi revelando essencial na denominada “Guerra Química”. São vários os momentos da História em que se recorreu aos agentes químicos, especialmente em contexto bélico, como são os casos da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e da Guerra Irão-Iraque (1980-1988), mas também em situações de terrorismo, como se verificou em Matsumoto (1994) e em Tóquio (1995), através das ações do grupo Aum Shinrikyo. Tendo em conta o risco que este tipo de armas apresenta para a saúde da população devido aos seus efeitos nefastos, e também o seu baixo custo e facilidade de produção, torna-se pertinente estudar os vários tipos de agentes e as suas características principais e determinar o contexto das diversas utilizações. É ainda importante perceber a legislação que regulamenta o seu uso e os vários métodos de deteção e proteção que têm vindo a ser desenvolvidos ao longo dos anos. Desta forma, estes temas são abordados ao longo do presente trabalho, dando especial ênfase aos Agentes Neurotóxicos, pois são considerados os mais letais, para além de serem aqueles que mais continuam a ser usados no contexto atual. Dentro deste grupo, será dado destaque ao novo agente neurotóxico denominado de “Novichok”, que tem sido utilizado várias vezes nos últimos anos, particularmente em situações do denominado “Terrorismo patrocinado pelo Estado”, como é o caso do ataque ao antigo espião russo Sergei Skripal e à sua filha Yulia, em 2018. São ainda abordadas as perspetivas futuras em relação a um possível uso de armas químicas em contexto militar, mas especialmente em situações de ataques terroristas, tendo em conta eventos recentes, como é o caso do uso de gás mostarda na Síria em 2015, por parte do Estado Islâmico.

Year

2025-10-28T12:24:20Z

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Cruz, Inês da Silva

Abordagem terapêutica do hemangioma coroideu difuso : a propósito de um caso clínico

Hemangioma coroideu difuso (DCH) é um tumor vascular benigno, que é caracteristicamente associado à síndrome de Sturge-Weber (SWS). O diagnóstico é estabelecido recorrendo a métodos complementares, com destaque para as novas modalidades de tomografia de coerência óptica (modos swept-source e spectral-domain), que permitem uma visualização mais detalhada da coroideia e facilitam o diagnóstico precoce. O DCH é geralmente assintomático nos primeiros anos de vida, podendo causar mais tarde descolamento exsudativo da retina (ERD), com perda de visão associada. O tratamento é difícil devido ao mau prognóstico visual, sendo apenas realizado em casos sintomáticos. O principal objetivo é a involução do tumor, com reabsorção do líquido subretiniano e resolução do ERD. A modalidade terapêutica mais utilizada é a radioterapia, sob forma de feixe externo, feixe de protões e braquiterapia de placa. Uma modalidade alternativa recente é a terapia fotodinâmica (PDT), cada vez mais usada no tratamento do hemangioma coroideu difuso, por ser menos invasiva e apresentar uma menor taxa de complicações. A abordagem terapêutica destas lesões implica vigilância ativa e tratamento adequado, para resolução das lesões exsudativas, preservando a acuidade visual dos doentes. Descreve-se um caso de um doente de 23 anos, sexo masculino, com diagnóstico de SWS e DCH no olho direito, manifestando-se por diminuição da acuidade visual associada a ERD superior. Realizou PDT, com boa eficácia na resolução do ERD referido. Posteriormente ocorreu o desenvolvimento de um ERD inferior, com progressão para ERD total e foi por isso submetido a cirurgia de drenagem de líquido subretiniano e vitrectomia, retomando as sessões de PDT após a cirurgia. Na última reavaliação, a retina encontrava-se aplicada, observando-se ainda uma pequena área de descolamento com líquido subretiniano.

Year

2025-10-28T12:09:36Z

Creators

Mascarenhas, João Nuno Teixeira

1933 - Salazarism and the Interwar Dictatorships

No summary/description provided

Year

2025-10-28T12:12:26Z

Creators

Carvalho, Rita Almeida de