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Segregações gaméticas de locos isoenzímicos em porta-enxertos de citros e suas contribuições alélicas na formação de híbridos
Estudaram-se os porta-enxertos de citros, Citrus limonia (limão Cravo), C. sunki, (tangerina Sunki), C. aurantium (laranja Azeda) e Poncirus trifoliata (Trifoliata) por meio de eletroforese horizontal descontínua em gel de amido quanto aos seus genótipos e suas segregações dos locos isoenzímicos Pgi-1, Pgm-1, Got-1, Got-2, Prxa-1, Aps-1 e Me-1, bem como às suas contribuições alélicas a mais de 400 híbridos entre eles. Os locos Me-1 e Aps-1, embora úteis para identificação de híbridos, são homozigotos nos genitores, portanto, inadequados às análises de segregações gaméticas nos genitores e das contribuições alélicas a seus híbridos e foram, por esta razão, desconsiderados. Em Trifoliata, o loco duplicado Got-2, anteriormente descrito com genótipo MT.SS, é na verdade SS.MT, em que S é um alelo de F em Sunki (FF.MM) e de F e M em Azeda (FM.MM), enquanto os alelos M e T da duplicação são alelos de M do loco homozigoto MM de Azeda e Sunki, assim determinados pelo padrão de bandas dos híbridos e pela formação dos correspondentes heterodímeros intraloco. Considerando-se 27 segregações para os cinco locos estudados verificou-se a ocorrência de distorções estatisticamente significativas em seis (22%) delas. Assumindo-se a ausência de seleção, haja vista as condições ideais de germinação em placas de Petri, a separação dos embriões e a determinação dos genótipos já no primeiro ou segundo par de folhas, os resultados refletem, provavelmente, distorção na proporção dos alelos nos gametas dos genitores, ou transmissão diferencial dos alelos, ou ainda, distinta viabilidade de seus portadores nos zigotos híbridos. Devido à co-dominância dos alelos de isoenzimas, foi possível deduzir a contribuição relativa de cada alelo dos locos heterozigotos dos genitores a partir dos genótipos das progênies híbridas. Não se observaram distorções genotípicas oriundas do genitor Trifoliata, porém ocorreram em um loco de Azeda e de Sunki e nos três locos testados de Cravo. Tais distorções acentuadas são congruentes com uma possível origem híbrida interespecífica do limão Cravo e também ilustram a dificuldade de trabalhos de genética que envolvem quantificações de genótipos em progênies zigóticas de citros.
2022-12-06T13:20:00Z
Medina Filho,Herculano Penna Bordignon,Rita Siqueira,Walter José
Qualidade tecnológica de grãos de genótipos de feijoeiro cultivados em diferentes ambientes
No procedimento de registro e muitas vezes de proteção de novo cultivar de feijão, certas exigências de mercado têm de ser atendidas e, entre elas, tão importantes quanto à produtividade e à resistência a doenças, está a qualidade tecnológica do produto (grão) comercializado, que vai chegar ao consumidor final. Desse modo, em um programa de melhoramento, visando ao processo de aceitação do novo cultivar no comércio, deve-se observar a importância da seleção de genótipos que apresentem tanto o tempo de cocção reduzido, com tegumentos que não se partam durante o cozimento, como também a alta expansão volumétrica após o cozimento. O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade tecnológica de dezenove genótipos de feijoeiro que compuseram os experimentos regionais (7 locais; 12 experimentos) para determinar o Valor de Cultivo e Uso (VCU), nas épocas da seca, de inverno e das águas em 2000, no Estado de São Paulo, bem como as diferenças entre os genótipos e as correlações existentes nos caracteres avaliados. As avaliações revelaram que as condições locais de obtenção dos grãos para análise de qualidade tecnológica influenciam nos resultados e na diferenciação entre os genótipos, indicando alta interação Genótipo x Ambiente. Também reportaram que os genótipos FT-Porto Real, IAPAR-80, PF902998, FT901909 e o GenC97-10 foram superiores aos padrões correspondentes quanto ao tempo de cocção. O uso de seleção precoce com base em correlações fenotípicas existentes entre os caracteres não é expressiva devido a sua baixa/média magnitude.
2022-12-06T13:20:00Z
Carbonell,Sérgio Augusto Morais Carvalho,Cássia Regina Limonta Pereira,Valéria Russo
Características da laranjeira 'Valência' sobre clones e híbridos de porta-enxertos tolerantes à tristeza
Estudou-se a variabilidade e o potencial de seleção de 396 híbridos entre os porta-enxertos limão Cravo 'Limeira' (Citrus limonia) (C), tangerina Sunki (C. sunki) (S), laranja Azeda 'São Paulo' (C. aurantium) (A) e Trifoliata 'Davis A' (Poncirus trifoliata) (T) tolerantes à tristeza, comparativamente aos genitores Cravo, Sunki e Trifoliata. Foram investigados os híbridos T x A, T x S, S x T, C x S, S x C, C x A e S x A quanto à produção das três primeiras colheitas, produtividade e várias características vegetativas e industriais da laranjeira 'Valência' neles enxertada. Cravo, Trifoliata e os híbridos T x S, S x T, T x A e C x A iniciaram a produção precocemente comparado à Sunki, S x C, C x S e S x A, denotando a dominância da produção precoce do Trifoliata, mesmo nos híbridos com Sunki, e a tendência dos híbridos de Sunki em induzir produção tardia, exceto na combinação com o Trifoliata. A produtividade por área de projeção da copa do Trifoliata foi baixa, ao contrário do Cravo, Sunki e híbridos T x S e S x T. Observou-se boa associação entre os diâmetros dos enxertos e também dos porta-enxertos logo após o plantio no campo e nos quatro anos subseqüentes. Altura, diâmetro da copa, dos troncos do enxerto e porta-enxertos são altamente relacionados e úteis para compor um índice caracterizando o vigor. Trifoliata e Sunki foram os mais divergentes quanto ao vigor e os híbridos entre eles, os que apresentaram maior variabilidade para essa característica. Em 2000, vigor e produção correlacionaram-se com o diâmetro do enxerto em 1996, mostrando ser acertada a prática corrente de se escolherem as mudas mais vigorosas para o plantio comercial, indicando sua utilidade na pré-seleção de mudas de híbridos para o plantio de campos de seleção. A incompatibilidade parcial enxerto/porta-enxerto, observada em 'Valência'/Trifoliata, manifestou-se em seus híbridos, mas não se correlacionou com os atributos produção precoce e elevadosºBrix e ratio desse genitor, tratando-se de determinantes genéticos independentes. Trifoliata induziu altos valores de ratio do suco e, todos os seus grupos de híbridos foram superiores à Sunki e ao Cravo. Quanto à produção, verificou-se a superioridade do Cravo em relação à Sunki e esta em relação ao Trifoliata, enquanto nos híbridos constatou-se ampla variabilidade genética, sendo 228 significativamente mais produtivos que o Trifoliata, 100 superiores à Sunki e 47 ao Cravo. Os resultados evidenciaram alto potencial de seleção desses híbridos.
2022-12-06T13:20:00Z
Bordignon,Rita Medina Filho,Herculano Penna Siqueira,Walter José Pio,Rose Mary
Análise econômica comparativa após um ano de cultivo do feijoeiro irrigado, no inverno, em sistemas de plantio convencional e direto, com diferentes fontes e doses de nitrogênio
Realizou-se a análise comparativa de custos de produção de feijão, após um ano em sistemas de plantio direto e convencional, no período de inverno, com irrigação por pivô central. Os experimentos foram desenvolvidos na Fazenda Dois Irmãos, em Pereira Barreto (SP), em delineamento experimental de blocos ao acaso, com 11 tratamentos e quatro repetições, para cada sistema de plantio. Os tratamentos constaram de uma testemunha sem N, duas fontes de N (uréia e nitrato de amônio) e cinco dosagens (20, 40, 60, 80 e 100 kg.ha-1 de N), aplicados em cobertura aos 27 dias após a emergência das plantas. Utilizou-se densidade de 15 plantas por metro de linha e 0,50 m entre sulcos, com semeadura realizada em 20/5/2001. Na área do sistema de plantio direto, as plantas daninhas foram dessecadas após o cultivo do milho, e na de plantio convencional, realizaram uma aração e duas gradagens, sendo uma pesada e uma niveladora, no preparo do solo. Durante o desenvolvimento da cultura foram aplicados herbicidas em pós-emergência para o controle do mato. As duas fontes de nitrogênio mostraram efeito positivo na produção de grãos. A análise econômica revelou melhor resultado para uréia, na dose de 60 kg.ha-1 de N, em preparo convencional do solo, com índice de lucratividade de 40,6%. Para o plantio direto, o nitrato de amônio, na base de 40 kg.ha-1 de N, mostrou maior acréscimo na receita e lucratividade de 25,6%.
2022-12-06T13:20:00Z
Rapassi,Rosalina Maria Alves Sá,Marco Eustáquio de Tarsitano,Maria Aparecida Anselmo Carvalho,Marco Antonio Camillo de Proença,Ércio Roberto Neves,Célia Matilde Tegon de Castro Colombo,Edgar Carlos Martins
Influência da época de semeadura e do manejo da parte aérea de milheto sobre a soja em sucessão em plantio direto
Uma das grandes limitações do plantio direto é a produção e manutenção da cobertura vegetal. Por esse motivo, o milheto tem-se constituído em boa opção de cultivo no inverno, gerando palhada com decomposição mais lenta viabilizando esse sistema de produção. O objetivo do experimento foi estudar a cultura do milheto em três épocas de semeadura (5/3, 25/3 e 19/4/99), sob condições de sequeiro, e a ceifa da parte aérea (ceifa a cada florescimento e retirada do resíduo vegetal; ceifa a cada florescimento e permanência do resíduo vegetal; ceifa no florescimento e retirada do resíduo vegetal; ceifa no florescimento e permanência do resíduo vegetal e livre crescimento, sem ceifar), bem como seu efeito na produção da soja cultivada na seqüência. Pode-se concluir que o milheto semeado em março e submetido à ceifa na época de cada emissão da panícula proporcionou as maiores produções de matéria seca dessa espécie. Tal cultura demonstrou grande capacidade na produção de matéria seca e, quando semeada em 5 de março e 19 de abril, propiciou as maiores produtividades da soja cultivada em sucessão.
2022-12-06T13:20:00Z
Lemos,Leandro Borges Nakagawa,João Crusciol,Carlos Alexandre Costa Chignoli Júnior,Warlei Silva,Tiago Roque Benetoli da
Sucessão de cultivo de feijão-arroz com doses de adubação nitrogenada após adubação verde, em semeadura direta
O trabalho objetivou avaliar a viabilidade agronômica do cultivo de feijão bravo do Ceará (Canavalia brasiliensis), Crotalaria juncea cv IAC-KR1, milheto cv. BN-2 (Pennisetum glaucum), sorgo cv. AG-2501C e sorgo guiné (Sorghum bicolor tipo guinea), semeados no período de safrinha, em comparação com a área mantida no limpo. Após a dessecação, efetuada aos 70 dias de semeadura e posterior manejo dos adubos verdes, foram cultivados em semeadura direta, o feijoeiro de inverno e em sucessão, o arroz de terras altas, ambos associados às adubações nitrogenadas de 0, 25, 50 e 75 kg.ha-1 de N. Concluiu-se que as gramíneas possibilitaram maior produção de matéria seca e cobertura de solo. Com relação à cultura do feijão, a maior produtividade de grãos e componentes da produção foram obtidos nos tratamentos com leguminosas e doses de 50 e 75 kg.ha-1 de N. A C. juncea e a C. brasiliensis influenciaram positivamente na produtividade de arroz, juntamente com doses de 50 e 75 kg.ha-1 de N. Dentre as gramíneas, a sucessão com o milheto foi a que proporcionou maiores produtividades para o feijão e o arroz. A utilização dos sorgos AG-2501C e guiné ocasionaram diminuição dos componentes da produção e da produtividade de arroz.
2022-12-06T13:20:00Z
Bordin,Luciano Farinelli,Rogério Penariol,Fernando Guido Fornasieri Filho,Domingos
Crescimento e produtividade de duas cultivares de milho de alta qualidade protéica em solo de baixa fertilidade
As cultivares de milho com proteína de alto valor biológico (QPM), lançadas pela EMBRAPA, podem-se constituir em boa alternativa para a agricultura familiar brasileira. No trópico úmido seu desempenho dever ser confirmado nas condições prevalentes entre os agricultores. Diante disso, foi instalado, em janeiro de 1999, em Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico arênico e sob sistema de cultivo em aléias, um experimento em blocos ao acaso, com parcelas de 4 x 6 m² e quatro repetições, para avaliar o crescimento e a produtividade de duas cultivares de milho de alto valor protéico (BR 473 e BR 2121), em comparação com outras três utilizadas na agricultura maranhense: Ferro (cultivar tradicional, recolhida junto aos agricultores), BR 106 e AG 1051 (de baixo e médio nível tecnológico respectivamente). Foram avaliados o índice de área foliar, a taxa de assimilação líquida, o número de espigas, grãos por espiga, massa da espiga e de 100 grãos e o índice de colheita. Concluiu-se que a cultivar BR 473 pode ser recomendada para condições de solos ácidos de baixa fertilidade e para temperaturas altas, exceto BR 2121. A cultivar AG 1051 apresentou produtividade muito superior em relação às demais cultivares. O uso generalizado da cultivar Ferro pela agricultura familiar só se justifica pela possibilidade de armazenamento na lavoura, que consiste em deixar o milho no campo, vários meses após a maturação, pela sua alta resistência às pragas de pós-colheita; ademais sua produtividade foi menor que todas as outras cultivares testadas.
2022-12-06T13:20:00Z
Aguiar,Alana das Chagas Ferreira Moura,Emanoel Gomes de
Contaminação fúngica do amendoim em função das doses de calcário e épocas de amostragem
A população de fungos no solo varia de acordo com os fatores abióticos e bióticos, e, no caso do amendoim, podem contaminar as sementes, comprometendo sua qualidade. O objetivo do trabalho foi o de avaliar o efeito da calagem e da época de amostragem do solo e das vagens do amendoim na população de fungos, visando analisar a contaminação por Aspergillus spp., Rhizopus spp. e Penicillium spp. O experimento foi efetuado em Planassolo, no período das águas (outubro de 2001 a fevereiro de 2002), empregando o amendoim, cv. Botutatu. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso em parcela subdividida, com quatro repetições. As doses de calcário dolomítico (0,0 e 1,8 t.ha-1) foram aplicadas nas parcelas, em dezembro de 2000 e, as subparcelas, em quatro épocas de amostragem, com intervalos de 10 dias, a partir de 104.º dia após a semeadura (DAS). Nas amostras, foram realizadas a avaliação da população de fungos no solo e sua incidência nos pericarpos das vagens e nas sementes. Os resultados permitiram concluir que nas condições deste experimento, a época de amostragem e a aplicação de calcário não interferiram na população de Aspergillus spp. nas amostras de solo e sua incidência nos pericarpos das vagens. Nas amostras efetuadas aos 104 e 114 DAS, período com menores teores de água no solo, houve maior número de isolados pertencentes ao grupo Aspergillus flavus no solo e maiores incidências desses fungos nas vagens e sementes.
2022-12-06T13:20:00Z
Rossetto,Claudia Antonia Vieira Viegas,Élson de Carvalho Lima,Tatiana de Moraes
Resposta de fêmeas de Encarsia formosa Gahan (Hymenoptera: Aphelinidae) aos odores do hospedeiro e da planta-hospedeira em olfatômetro de quatro vias
A crescente importância da mosca-branca Bemisia tabaci raça B (Hemiptera: Aleyrodidae) como praga agrícola tem incentivado a busca de inimigos naturais que possam ser utilizados em programas de controle biológico. Estudou-se a atração de fêmeas de Encarsia formosa (Hymenoptera: Aphelinidae) aos odores emanados pelo seu hospedeiro - a mosca-branca B. tabaci raça B - em plantas de tomate, em olfatômetro de quatro vias. O parasitóide não apresentou atração aos odores da planta de tomate nem ao complexo planta de tomate-ninfas de B. tabaci.
2022-12-06T13:20:00Z
Siqueira,Kátia Maria Medeiros de Farias,Angela Maria Isidro de
Influência da matéria orgânica e de formas de ferro na reflectância de solos tropicais
Este trabalho teve por objetivo analisar o efeito dos conteúdos de matéria orgânica e de ferro cristalino e amorfo na reflectância espectral de solos tropicais ocorrentes no Brasil, pela utilização de um espectrorradiômetro em condições de laboratório, na faixa espectral entre 400 e 2500 nm. Os solos estudados foram: a) Nitossolo Vermelho, designado como TR (Typic Argiudoll); b) Latossolo Vermelho Eutroférrico, LR (Typic Eutrorthox); c) Argissolo Vermelho, PE (Typic Argiudoll); d) Latossolo Vermelho, LE (Typic Haplortox), sudividido em três categorias de acordo com a textura; e) Neossolo Quartzarênico, AQ (Ty.pic Quartzipsamment) e f) Argissolo Vermelho-Amarelo, PV (Typic Paleudalf). Foram coletadas amostras superficiais e subsuperficiais, e analisadas quanto a características químicas, físicas e mineralógicas. As amostras de terra receberam quatro tratamentos químicos de dissolução seletiva: a) Testemunha; b) H2O2 para remoção de matéria orgânica; c) H2O2 + Oxalato Ácido de Amônio para remoção de matéria orgânica e de ferro amorfo; d) H2O2 e Ditionito-Citrato-Bicarbonato de Sódio para remoção de matéria orgânica, de ferro amorfo e de ferro cristalino. Esses tratamentos foram comparados utilizando suas respectivas curvas espectrais e simulação de dados do sensor TM (Thematic Mapper)/Landsat. A remoção da matéria orgânica promoveu aumento da reflectância em todo o espectro analisado, para todos os solos. A remoção da matéria orgânica e do ferro amorfo causou aumento geral da reflectância para todos os solos, mas sem modificar o formato das curvas espectrais. A remoção do ferro cristalino provocou aumento da reflectância na região inicial do espectro (até 1.000 nm), mas não nas regiões intermediárias (entre 1.000 e 1.900 nm) e final do espectro (acima de 1.900 nm). O ferro cristalino mostrou-se responsável pelas concavidades formadas em 400 nm e em 850nm. Os dados orbitais simulados mostraram que é possível discriminar diferenças relativas à matéria orgânica e às formas de ferro. O uso de radiometria de laboratório mostrou-se uma técnica rápida, não destrutiva, e pouco exigente em preparo para analisar feições de absorção por ferro e efeitos de matéria orgânica em curvas especiais de solos.
2022-12-06T13:20:00Z
Demattê,José Alexandre M. Epiphanio,José Carlos Neves Formaggio,Antonio Roberto
Manejo de irrigação por aspersão com base no "Kc" e adubação mineral na cultura de arroz de terras altas
A irrigação por aspersão diminui bastante o risco de perda da lavoura por deficiência hídrica e aumenta a produtividade de grãos, incentivando maior uso de tecnologias como adubação mineral. Com o objetivo de avaliar o efeito de diferentes manejos da água da irrigação por aspersão com base no coeficiente de cultura (Kc) e da adubação mineral sobre a cultura do arroz cv. IAC 201, foram instalados dois experimentos em Latossolo Vermelho Distrófico, em Selvíria (MS). O delineamento foi em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos constituíram-se de precipitação pluvial natural e três manejos de água fornecidos por aspersão. O manejo (M2) foi realizado com base no Kc do arroz de terras altas. Os manejos M1 e M3 foram definidos como 0,5 e 1,5 vezes os Kcs utilizados em M2 respectivamente. Em 1995/96, utilizou-se o esquema de parcelas subdivididas, sendo as subparcelas constituídas por dois níveis de adubação: AD1 - 12 kg de N, 90 kg de P2O5 e 30 kg de K2O ha-1, e AD2 - 24 kg de N, 180 kg de P2O5 e 60 kg de K2O ha-1. A deficiência hídrica da emergência da plântula até a diferenciação do primórdio da panícula provocou aumento do ciclo e redução do porte da planta. A deficiência hídrica entre os estádios de diferenciação do primórdio da panícula e os de emborrachamento reduziu o número de espiguetas por panícula. A utilização de 1,5 vezes os valores de Kc recomendados, no manejo da irrigação por aspersão proporcionou maior produtividade de grãos. Os níveis de adubação utilizados não influenciaram a resposta da cultura ao manejo da irrigação por aspersão.
2022-12-06T13:20:00Z
Crusciol,Carlos Alexandre Costa Arf,Orivaldo Soratto,Rogério Peres Rodrigues,Ricardo Antonio Ferreira Machado,José Ricardo
Avaliação do padrão de distribuição de bicos para aplicação de herbicidas: efeitos da altura do alvo nos padrões de distribuição
A avaliação do desempenho de barras de pulverização pode ser feita com base no padrão de distribuição ou deposição do líquido de cada bico individual em mesa de prova. Neste trabalho, compararam-se os padrões de deposição produzidos por diversos bicos em várias alturas. Os resultados mostraram melhor desempenho para os bicos TF e XR, seguido por TJ60-8010, TJ60-8006 e FL. Os bicos TJ60-11006 e TQ mostraram problemas localizados e TK foi considerado o pior entre os testados. Foram propostos modelos para representar as relações entre estatísticas obtidas no padrão e na altura do alvo.
2022-12-06T13:20:00Z
Peressin,Valdemir Antonio Perecin,Dilermando
Escala para avaliação de estádios fenológicos do cafeeiro arábica
É proposta uma escala de avaliação de desenvolvimento de estádios fenológicos do cafeeiro arábica, com base em fotografias das 12 fases, do período reprodutivo, compreendidas entre o estádio de gemas dormentes e o de grão seco. Durante a safra de 2001/2002, a escala foi utilizada em diferentes cultivares de café em experimentos localizados em Campinas e Mococa, onde se mostrou útil para estudos que vão possibilitar a identificação das variáveis climáticas relacionadas ao desenvolvimento, à expansão e à maturação dos frutos para as diferentes cultivares de café arábica nas diversas regiões de cultivo.
2022-12-06T13:20:00Z
Pezzopane,José Ricardo Macedo Pedro Júnior,Mário José Thomaziello,Roberto Antônio Camargo,Marcelo Bento Paes de
Florística e fitossociologia de área de cerrado S.S. no município de Patrocínio Paulista, nordeste do Estado de São Paulo
A necessidade de se conhecer mais sobre o Bioma Cerrado torna-se cada vez mais urgente, devido à sua destruição acelerada. Este trabalho realizou o levantamento florístico-fitossociológico de uma área de cerrado sensu stricto na Fazenda Santa Cecília, município de Patrocínio Paulista, nordeste do Estado de São Paulo (20º 46' 2" S e 47º 14' 24" W, 836 m de altitude e Neossolo Quartzarênico). Em 30 parcelas de 10 x 10 m, foram amostrados 511 indivíduos arbustivo-arbóreos de PAP > 15 cm, pertencentes a 30 famílias, 38 gêneros e 53 espécies. As famílias com maior riqueza específica foram Fabaceae (sete espécies), Myrtaceae (cinco espécies), Vochysiaceae (quatro espécies), Annonaceae (três espécies) e Caesalpiniaceae (três espécies), totalizando 45% das espécies. As espécies de maior valor de importância (IVI) foram: Qualea grandiflora (62,38), Dalbergia miscolobium (22,24), Styrax camporum (21,86), Ocotea corymbosa (18,02), Qualea parviflora (14,97) e Qualea multiflora (11,46). A comunidade arbórea apresentou densidade de 1.703 indivíduos por hectare, índice de Shannon (H') de 3,05 e índice de similaridade de Jaccard (ISj) de 45% quando comparado com área próxima de cerrado.
2022-12-06T13:20:00Z
Teixeira,Maria Inês Junqueira Garcia Araujo,Alba Regina Barbosa Valeri,Sergio Valiengo Rodrigues,Ricardo Ribeiro
Germinação de sementes de guandu sob efeito da disponibilidade hídrica e de doses subletais de alumínio
O objetivo deste trabalho foi verificar a germinação de sementes das cultivares de guandu, IAPAR 43-Aratã e IAC Fava Larga, sob efeito da disponibilidade hídrica e de doses subletais de alumínio. Os experimentos foram instalados na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias-UNESP, em Jaboticabal (SP), no período de março a maio de 2002. As sementes foram colocadas em caixas de germinação, previamente esterilizadas, revestidas com uma folha de papel germitest umedecido com diferentes concentrações de PEG 6000 (0,0; -0,6; -0,9; -1,2 e -1,5 MPa) e de sulfato de alumínio (0,0; 2,5; 5,0; 7,5; e 10,0 mmol.dm-3). O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado em arranjo fatorial 2 x 5 x 5 (cultivares x disponibilidades hídricas x alumínio), com quatro repetições de 50 sementes. Para complementar a análise estatística foram realizadas análises multivariadas de agrupamento e componentes principais. O experimento foi desenvolvido em câmara de germinação, na temperatura de 25 ºC. A porcentagem de germinação foi verificada no 4.º e 10.º dias após a semeadura. No 10.º dia, as plântulas foram separadas em plúmulas e raízes primárias, para determinar a massa seca. A disponibilidade hídrica foi limitante para a germinação e o crescimento inicial. O efeito do alumínio associado ao estresse hídrico foi evidenciado somente até -0,9 MPa. As concentrações menos elevadas de alumínio estimularam o desenvolvimento das plântulas em condições de estresse hídrico até -0,6 MPa. Os efeitos simultâneos da disponibilidade hídrica e do alumínio reduziram a germinação de sementes da cv. IAC Fava Larga e o crescimento das raízes da cv. IAPAR 43-Aratã.
2022-12-06T13:20:00Z
Marin,Adão Santos,Durvalina Maria Mathias dos Banzatto,David Ariovaldo Ferraudo,Antonio Sergio
Pegamento de frutos em pepino caipira não partenocárpio sob cultivo protegido com aplicação de ácido naftaleno acético
Os experimentos foram realizados para verificar a possibilidade de aumentar o pegamento de frutos de pepino caipira (Cucumis sativus) ginóico não partenocárpico (híbrido Guarani AG - 370), cultivado sob ambiente protegido, através da aplicação de ácido naftaleno acético (ANA). No primeiro experimento foram avaliados sete tratamentos resultantes da combinação de dois fatores: doses de ANA (25, 50 e 100 mg.L-1) e dois intervalos de aplicação na planta inteira (a cada sete ou quatorze dias), além da testemunha sem aplicação de qualquer produto. O delineamento foi em blocos ao acaso, com seis repetições e quatro plantas por parcela. No segundo experimento foram avaliados quatro tratamentos, sendo aplicação na flor no dia de sua antese com diferentes doses de ANA (25, 50 e 100 mg.L-1), além da testemunha sem aplicação de qualquer produto. O delineamento foi em blocos ao acaso, com seis repetições e quatro plantas por parcela. No terceiro experimento foram avaliados quatro tratamentos, sendo aplicação na flor no dia de sua antese com diferentes doses de ANA (100, 200 e 400 mg.L-1), além da testemunha sem aplicação de qualquer produto. O delineamento foi em blocos ao acaso, com cinco repetições e cinco plantas por parcela. Os resultados mostraram que nos tratamentos com aplicação na planta inteira não houve pegamento de frutos, independentemente da dose e do intervalo de aplicação, e nos tratamentos com aplicação na flor houve aumento no pegamento de frutos, sendo crescente com o aumento da dose até 200 mg.L-1 de ANA, quando se obteve 38% de pegamento das flores tratadas.
2022-12-06T13:20:00Z
Godoy,Amanda Regina Cardoso,Antonio Ismael Inácio
Avaliação de sete famílias S2 prolíficas de minimilho para a produção de híbridos
Sete famílias S2 de minimilho foram cruzadas entre si em esquema dialélico completo. Os híbridos simples obtidos foram avaliados na Estação Experimental de São Manuel, da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade de São Paulo (UNESP-Botucatu). O experimento foi delineado em blocos casualizados com três repetições. As parcelas consistiram de fileiras de 5 m espaçadas entre si por 0,90 m, com 50 plantas cada uma. Avaliaram-se as seguintes características: número de espigas por parcela (NE), massa de espigas com palha (MECP) e sem palha (MESP), comprimento de espigas com palha (CECP) e sem palha (CESP), diâmetro de espigas com palha (DECP) e sem palha (DESP), altura da planta (AP) e da espiga (AE). Estimaram-se os efeitos da capacidade geral e específica de combinação das famílias pelo método 4, modelo estatístico 1, proposto por Griffing. Houve predominância dos efeitos gênicos aditivos para a massa de espigas com palha e sem palha. Entretanto, para o comprimento de espigas sem palha, diâmetro de espigas com palha e sem palha, altura de planta e altura de espigas, os efeitos gênicos aditivos e não aditivos foram equivalentes. Pelas estimativas das capacidades combinatórias para o número de espigas por parcela, massa de espigas com palha e sem palha, a família 27 é a indicada para obter genótipos superiores.
2022-12-06T13:20:00Z
Rodrigues,Luís Roberto Franco Silva,Norberto da Mori,Edson Seizo
Variabilidade genética do rendimento intrínseco de grãos em germoplasma de Coffea
O rendimento intrínseco do café, relação percentual entre a massa de dois grãos normais tipo chato e do respectivo fruto que os contém, foi estudado em seis grupos de germoplasma de Coffea, com o objetivo de se conhecer a variabilidade genética para essa característica. Investigou-se o rendimento intrínseco de Coffea arabica em um grupo de cinco cultivares de porte baixo, em outro contendo 22 cultivares e seleções e, ainda, em outro grupo com 79 cultivares, variedades e formas botânicas, mutantes e acessos da Etiópia. Em C. canephora, foram analisados três acessos da variedade kouilou e 10 acessos da variedade robusta. Investigaram-se ainda, outras oito espécies do gênero Coffea. Observou-se considerável variabilidade genética tanto entre representantes de C. arabica quanto de C. canephora, assim como entre as diferentes espécies do gênero Coffea. A amplitude de variação nos valores de rendimento intrínseco referente ao último grupo foi bem maior que a de qualquer outro grupo estudado. A magnitude das variações observadas e as implicações econômicas do rendimento intrínseco indicam que essa característica pode ser utilizada como um critério adicional de seleção no melhoramento de C. arabica e C. canephora.
2022-12-06T13:20:00Z
Gaspari-Pezzopane,Cristiana de Medina Filho,Herculano Penna Bordignon,Rita
Depressão por endogamia em populações de milho-pipoca
Oito populações de milho-pipoca (CMS-42, CMS-43, Zélia, RS-20, Catedral, Zaeli, UEM-J1 e UEM-M2) foram avaliadas com o objetivo de obter estimativas de depressão por endogamia, componentes genéticos de média e comparar essas estimativas por grupos de populações. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso em esquema de parcelas subdivididas, cujos tratamentos primários foram os níveis de endogamia (S1 e S0) e os tratamentos secundários, as populações, com três repetições, em dois anos agrícolas (1998/99 e 1999/00). Foram avaliadas várias características, com ênfase no rendimento de grãos (RG) e na capacidade de expansão (CE). O método de GARDNER (1965) foi empregado para obter as estimativas dos componentes genéticos de médias. Observaram-se menores valores de depressão por endogamia e predominância de efeitos gênicos aditivos para CE em relação ao RG. A depressão endogâmica para rendimento de grãos foi maior no grupo dos compostos em relação às populações não melhoradas e à população melhorada. A probabilidade de sucesso na obtenção de linhagens vigorosas e de alta capacidade de expansão é baixa para todas as populações.
2022-12-06T13:20:00Z
Simon,Gustavo André Scapim,Carlos Alberto Pacheco,Cleso Antônio Patto Pinto,Ronald José Barth Braccini,Alessandro de Lucca e Tonet,Aelton
Comportamiento de familias S1 de maíz en distintos pH del suelo
La investigación se realizó en tres localidades del Estado de Veracruz, México, durante primavera-verano de 1997. Los objetivos del trabajo fueron medir la respuesta de familias S1 de maíz (Zea mays L.) en localidades con y sin problemas de acidez del suelo, estimar parámetros genéticos en tales familias, y seleccionar familias S1 con base en su comportamiento medio. Se evaluaron 129 familias S1 derivadas de la población de maíz SA-6 del Centro Internacional de Mejoramiento de Maíz y Trigo (CIMMYT) en dos repeticiones por ambiente. Se midieron la floración masculina (FM), la floración femenina (FF), la altura de planta (AP), la altura de mazorca (AM), la sincronía de la floración (ASI), la prolificidad (PRO), el número de mazorcas podridas (MP) y el rendimiento de grano (RG). Se encontraron diferencias entre localidades (L), familias (F) y localidades x familias (L x F) en todos los caracteres estudiados. Las variables medidas fueron más afectadas en el CEPAP (suelo ácido), que en el CBTA # 36 (suelo ligeramente ácido) y CECOT (suelo normal). Los valores de heredabilidad fueron altos: AP (0,65), AM (0,65), RG (0,58) y FM (0,52). Las estimaciones de los límites inferior y superior de los intervalos de confianza para la heredabilidad de cada una de las variables estudiadas fueron diferentes de cero. Los mayores coeficientes de variación genética (CV) fueron observados para RG (18,29%) y MP (20,95 %). Las familias seleccionadas superaron a la media de la población en seis variables, por lo que mediante recombinación de ellas puede continuarse mejorando la población y para tolerancia a la acidez del suelo.
2022-12-06T13:20:00Z
Nájera,Guillermo Castañón Moreno,Luis Latournerie