RCAAP Repository
Uma boa prática de integração do Moodle nas escolas
Não vamos começar com "Era uma vez" mas pretende-se contar uma história, contextualizada num dado momento no tempo e no espaço, mas que revela, na verdade, a capacidade de poder situarse em vários espaços (escolares) e em diferentes "tempos", passados, presentes ou futuro... A “boa-prática”, ou antes, “a-experiência-prática-que-vive-e-viveudificuldades- mas-onde-se-têm-vindo-a-conseguir-bons-resultados” que a seguir se apresenta foi estruturada com base no relato do um elemento do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Ribamar, no concelho da Lourinhã. As frases que aparecem em itálico são, na verdade, o discurso directo dessa professora.
2025-10-28T12:21:54Z
Pedro, N. Santos, Madalena Soares, Francisca Matos, J.F.
Cyclodextrins in pulmonary drug delivery
A veiculação de fármacos via pulmonar é relevante devido ao seu elevado índice terapêutico, maior seletividade, menor dose administrada e efeitos adversos sistémicos reduzidos em comparação com outras vias de administração. Os principais desafios por esta via de administração são os mecanismos de depuração e a administração eficiente de fármacos pouco solúveis em água. As ciclodextrinas são oligossacáridos cíclicos não redutores que se têm demonstrado promissores portadores de fármacos para diversas indicações, como cancro do pulmão, fibrose pulmonar, entre outras. As ciclodextrinas naturais e os seus derivados são utilizadas em formulações administradas via oral, bucal, retal, dérmica, ocular, parentérica e, menos frequentemente, via pulmonar. As principais vantagens destas moléculas como transportadoras de fármacos são o aumento da solubilidade e estabilidade do fármaco, assim como a diminuição da toxicidade local e sistémica. Neste trabalho, foi realizada uma revisão da investigação feita sobre as características dos complexos fármaco-ciclodextrina para libertação pulmonar. As características físicas e químicas de diversas nanopartículas contendo fármaco-ciclodextrina revelaram que as ciclodextrinas diminuíram o tamanho e aumentaram a estabilidade das nanopartículas. Os resultados sobre o desempenho in vitro e in vivo de formulações contendo fármaco-ciclodextrinas revelaram uma libertação in vivo eficaz e biodisponibilidade sistémica com baixa toxicidade. A maioria das formulações selecionadas para veiculação pulmonar contêm ciclodextrinas destinadas à libertação de extratos e produtos químicos e foram encontrados apenas alguns estudos com ciclodextrinas para libertação de proteínas. Foi encontrado apenas um medicamento com ciclodextrinas aprovado para libertação pulmonar – Aerodiol – com estradiol como substância ativa e metil-ß-ciclodextrina como um dos excipientes da formulação. Até onde sabemos, não há nenhum medicamento em ensaios clínicos para aplicação pulmonar que contenha ciclodextrinas como excipiente, apesar de ter sido encontrado um estudo piloto não registado, realizado no Chipre. Em suma, com este trabalho, focado nos avanços mais recentes do desenvolvimento de formulações contendo ciclodextrinas, é possível concluir que há ainda um longo caminho a percorrer no desenvolvimento de medicamentos para administração pulmonar com ciclodextrinas.
3D & 4D printing for health application: new insights into printed formulations and bioprinted organs is the topical route on this way?: topical printed formulations and skin bioprinting 3D and 4D printing
A impressão 3D é uma tecnologia inovadora com um vasto campo de aplicações. Engloba um grupo de tecnologias versáteis capazes de revolucionar várias áreas ao oferecer soluções a certos desafios. A sua versatilidade é devida à natureza de additive mannufacturing, fácil acesso, vasta variedade de técnicas e materiais que podem ser utilizados. Aqui as técnicas de impressão 3D e 4D e de bioimpressão são revistas com o objectivo de providenciar as mais recentes aplicações na área da saúde. Tanto a indústria médica como a farmacêutica partilham desvantagens, tais como baixa adesão à terapêutica devida à polimedicação, falta de formulações farmacêuticas para populações específicas que levam a um baixo sucesso terapêutico, escassez e falta de dadores de órgãos, próteses à medida do doente, modelos de estudo insuficientes e o decréscimo no processo de cicatrização de feridas. Com a tecnologia de impressão 3D, a formulação de medicação personalizada que inclui comprimidos, hidrogeles, entre outras formulações farmacêuticas contendo uma ou mais substâncias activas, é possível com o uso de tintas específicas onde as substâncias activas e os excipientes são combinados. Evita o uso de vários equipamentos enquanto providencia uma variedade de perfis de libertação através da manipulação da forma das formulações. Juntamente com a impressão 3D, novas tecnologias surgem, tais como a impressão 4D e a bioimpressão 3D, uma evolução da primeira. A técnica de bioimpressão permite a impressão de componentes biológicos ao usar bioinks, abrindo novos caminhos na engenharia de tecidos e medicina regenerativa. A impressão de tecidos e órgãos tornou-se uma realidade com uma taxa de sucesso promissora. Em particular, a bioimpressão de pele é um dos investimentos mais promissores para o melhoramento do tratamento e cicatrização de lesões e queimaduras, ao oferecer uma solução à medida com uma taxa de sucesso aumentada e com menos sofrimento. Em resumo, esta revisão sobre o uso de impressão 3D e bioimpressão no desenvolvimento de formulações farmacêuticas e bioimpressão claramente evidencia o impacto positivo desta tecnologia de ponta nesta área e os seus resultados promissores no bem-estar.
2025-10-28T12:29:54Z
Quitéria, Rafaela Alexandra Dias
Potencial terapêutico do óleo de peixe nas doenças cardiovasculares
O óleo de peixe é um produto derivado dos tecidos de organismos aquáticos, especialmente peixes marinhos com um elevado teor de gordura, sendo rico em ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa ómega-3 (n-3 PUFAs), como o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). O óleo de peixe é estudado há muito pelos efeitos benéficos que os seus compostos apresentam na saúde humana, nomeadamente a nível cardiovascular. Estudos experimentais, ensaios clínicos e revisões sistemáticas mostram que o consumo de peixe e a suplementação com óleo de peixe rico em EPA e DHA contribuem para o menor risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, nomeadamente para a redução da progressão da aterosclerose e prevenção e controlo da hipertensão arterial. Está demonstrado que o óleo de peixe pode acrescentar estes benefícios alterando o perfil lipídico, principalmente com a redução dos níveis plasmáticos de triglicéridos, melhorando a função endotelial, regulando a resposta inflamatória, bem como a função cardíaca. Os mecanismos subjacentes a estas atividades são variados, tendo surgido evidências de que o EPA e o DHA intervêm em diversas vias metabólicas, como na inibição e ativação de várias enzimas, na modulação da atividade de vários fatores de transcrição, na inibição da produção de citocinas inflamatórias, na organização, composição e fluidez da membrana celular, bem como na modulação da atividade de vários canais iónicos membranares. Contudo, são reportados efeitos clínicos contraditórios na literatura, principalmente nos estudos que relacionam o óleo de peixe com o controlo da pressão arterial e com a função cardíaca. Estas diferenças poderão estar relacionadas com a diversidade de desenhos experimentais, nomeadamente com a variabilidade de fontes de óleo de peixe consumidas, com as doses diárias utilizadas, com os tipos e proporção de n-3 PUFAs ingeridos, bem como com os fatores inerentes aos próprios indivíduos, nomeadamente o sexo e a idade. Portanto, é necessária a realização de novos estudos com o objetivo de clarificar os efeitos e otimizar a posologia de forma a obter o maior benefício cardiovascular através do consumo de óleo de peixe.
2025-10-28T12:22:21Z
Filipe, Ana Catarina Pinheiro
The impact of adult neurogenesis in mood disorders
A neurogénese adulta consiste na síntese de novos neurónios em zonas específicas do cérebro adulto. As células estaminais neuronais, presentes quer no sistema nervoso central em desenvolvimento, quer no adulto, são classificadas como células multipotentes e atuam como ponto de partida para a neurogénese. Os neurónios recém-sintetizados no cérebro adulto parecem atuar em funções importantes, como o olfato, a reparação tecidular, a memória, a aprendizagem e a regulação do humor. Curiosamente, fatores como a idade, o stress, a dieta rica em gorduras, o exercício físico, a restrição calórica, o enriquecimento ambiental e a interação/suporte social influenciam fortemente o processo de neurogénese adulta. As doenças de humor são um grupo de doenças psiquiátricas, das quais se destaca a depressão major. De facto, a depressão major afeta mundialmente um número significativo de indivíduos, sendo que parte deles não responde aos tratamentos atuais. Além disso, esta doença encontra-se associada a uma morbilidade elevada. São várias as hipóteses que pretendem explicar a fisiopatologia da depressão major, nomeadamente a hipótese monoaminérgica, inflamatória e neurotrófica. Nos últimos anos a hipótese neurogénica tem emergido, na qual a depressão pode resultar da redução do processo de neurogénese adulta. Efetivamente, estudos post-mortem revelaram a existência de menor proliferação celular, que constitui uma das etapas da neurogénese adulta, no hipocampo de doentes deprimidos. Adicionalmente, tem-se verificado que os fatores que afetam a neurogénese adulta, como o stress, os hábitos alimentares, o exercício físico, a restrição calórica, o enriquecimento ambiental e a interação social, impactam de forma semelhante a depressão. A descoberta de que terapêutica antidepressiva crónica estimula a neurogénese hipocampal adulta e que esta é requerida para parte das melhorias comportamentais dos antidepressivos fortalece a hipótese neurogénica da depressão, permitindo estabelecer uma ligação entre a neurogénese adulta e a depressão major. No entanto, os mecanismos subjacentes à relação neurogénese adulta-depressão não estão ainda esclarecidos. Nesta monografia irei abordar o papel de vias de sinalização, nomeadamente a via de sinalização Wnt, JNK e CREB na regulação da neurogénese adulta durante a depressão major. O esclarecimento futuro destes mecanismos moleculares será um passo importante nesta área da ciência, permitindo a identificação de alvos terapêuticos inovadores e mais eficazes para o tratamento da depressão major.
2025-10-28T12:08:41Z
Santos, Mafalda Ferreira dos
O papel dos inibidores de checkpoint na terapêutica oncológica: situação atual e perspectivas para o futuro
O avanço na Ciência e investigação na área do Cancro, uma doença capaz de causar elevadas taxas de morbilidade e mortalidade, permitiu determinar o papel do sistema imunitário no combate neoplásico, potenciando a sua resposta antitumoral com recurso às várias estratégias do âmbito da imunoterapia. Os inibidores dos checkpoints imunitários incluem-se nesta classe e apresentam-se como medicamentos dirigidos aos recetores da superfície celular cujo balanço entre sinais coestimuladores e coinibidores medeia a resposta imune em vários contextos, nomeadamente o tumoral; tendo como alvos principais as vias CTLA-4 e PD-1/PD-L1, estes fármacos são, assim, capazes de modular a atividade antineoplásica imunitária, favorecendo-a através de efeitos como a promoção da ativação linfocitária e reversão da exaustão celular T. Encontram-se atualmente aprovados em Portugal seis fármacos dirigidos ao recetor PD-1 e ligando PD-L1 – Atezolizumab, Avelumab, Cemiplimab, Durvalumab, Nivolumab e Pembrolizumab – e o Ipilimumab, inibidor do CTLA-4; estes têm indicação em várias neoplasias em monoterapia ou combinação com outros agentes farmacológicos, como melanoma, cancro do pulmão, carcinoma das células renais, urotelial, colorretal, das células de Merkel, das células escamosas da cabeça e pescoço, Linfoma de Hodgkin, entre outras. A sua utilização tem demonstrado outcomes clínicos favoráveis, com duração de resposta mais prolongada, aumento da sobrevivência global e livre de progressão associadas a toxicidade aceitável; em parte deve-se ao uso de biomarcadores, que determinam previamente que doentes beneficiarão desta terapêutica e monitorizam a sua eficácia. Ainda assim, o número de doentes com resultados positivos é reduzido, não só pelo desenvolvimento de resistências, mas também pelo aparecimento de reações adversas, ainda que mais toleráveis que as associadas à terapêutica convencional; mediadas pelo sistema imunitário, podem ser controladas com imunomoduladores, ou suspensão e descontinuação da administração dos inibidores dos checkpoints imunitários em casos mais graves. O futuro destes fármacos é promissor, e passa pela otimização da utilização dos medicamentos já aprovados, aplicando o seu mecanismo de ação a outras indicações e combinando com várias abordagens terapêuticas, pela aprovação de fármacos dirigidos aos diferentes checkpoints imunitários e pela investigação de diferentes biomarcadores e modelos pré-clínicos.
Anemia nos idosos: um problema de saúde pública
As atuais alterações demográficas com o progressivo envelhecimento da população tornam a anemia nos idosos um problema de saúde pública. A nível mundial, a Organização Mundial de Saúde estima que a anemia alcance os 17% em adultos com idade ≥ 65 anos. Já em Portugal, segundo um estudo EMPIRE conduzido pelo Anemia Working Group Portugal (AWGP) a prevalência da anemia em indivíduos com idade ≥ 65 anos foi de 21%. Com o aumento da idade esta prevalência tende a aumentar, atingindo os 31,4% nos idosos com idade ≥ 80 anos. Para além disso, em idosos com comorbidades associadas a anemia torna-se mais prevalente. A etiologia desta condição nos idosos é bastante complexa. Pode surgir por défices nutricionais de ferro, ácido fólico ou vitamina B12, por doenças crónicas ou até mesmo por causas inexplicáveis. As anemias por défices nutricionais correspondem a cerca de um terço das anemias nos idosos, sendo a anemia por défice de ferro a mais prevalente, alcançando os 10,6%, segundo o AWGP. Também a anemia das doenças crónicas é comum nesta faixa etária e geralmente está associada a infeções agudas, infeções crónicas, doenças inflamatórias crónicas e condições malignas. Quando não é possível classificar a anemia dentro destes parâmetros considera-se que se trata de uma anemia de causas inexplicáveis e tanto a deficiência renal, deficiência endócrina, como a deficiência androgénica e mielodisplasias podem contribuir para esta condição. A anemia nos idosos está associada a um risco aumentado de morbilidade e mortalidade, com aumento de doenças neurológicas e cardiovasculares e diminuição do desempenho físico e da qualidade de vida, por isso é essencial tomar algumas medidas para minimizar este problema, nomeadamente a implementação de melhores estratégias de diagnóstico, prevenção e tratamento.
2025-10-28T12:18:14Z
Pereira , Andreia Filipa Rodrigues
p53 activators in clinical trials for the treatment of cancer
O cancro continua a ser um dos maiores desafios da história do Homem, motivo da morte de milhões de pessoas ao longo da toda a história humana. Arranjar maneiras de tratar e prevenir os mais variados cancros tem sido um grande foco da medicina moderna, algo que se alcançado pode expandir os horizontes da medicina como a conhecemos, salvar e melhorar a vida de uma percentagem significativa da população mundial. A p53 foi descoberta em 1979 e é conhecida como a “guardiã do genoma humano”, uma vez que integra diversas respostas celulares responsáveis por travar um cancro antes que este chegue a um ponto sem retorno. A grande maioria dos cancros desenvolve-se quando a resposta celular da p53 se encontra diminuída, podendo-se dever à perca da ação supressora de tumores da p53 ou através da interação com reguladores negativos que impedem a proteína funcional de atuar. Fármacos que contrariam estas duas causas de disfunção da p53 tem sido os mais estudados até agora na busca de uma terapêutica eficaz. Dos poucos que restauram a função selvagem da p53 mutante apenas PRIMA-1MET e COTI-2 atingiram a fase clínica, dos que inibem os reguladores negativos da p53 apenas RG7112, RG7388, RG7775, SAR405838, AMG 232, DS-3032b, CGM097, HDM201 e ALRN-6924 estão em fase clínica. De todos estes, apenas PRIMA-1MET, RG7388, AMG 232 e DS-3032b estão em ensaios de fase 3. Combinações destes com fármacos anticancerígenos já em uso tem sido um dos pontos pesquisados pelos investigadores, uma vez que permitirá a abertura de novas terapêuticas futuras. Dos ensaios já realizados estes fármacos exibem no geral efeitos adversos gastrointestinais e hematológicos que ainda terão de ser superados para permitir uma boa adesão terapêutica dos pacientes. Os ensaios revelam, no entanto, sinais positivos, com restauração da atividade da p53 e dos seus alvos terapêuticos em diversos tipos de cancro. Trabalho futuro incidente em vias terapêuticas diferentes para tratar a p53, como por exemplo o uso da tecnologia PROTAC, também deve ser realizado uma vez que possibilitará potenciais novas terapias e alternativas caso os métodos terapêuticos em estudo provem ser inadequados para terapia humana.
Design of innovative formulations baby size for individualized therapy
Os recém-nascidos são uma das populações com menos medicamentos aprovados. A sua fisiologia e farmacodinâmica tão específicas, dificulta o estudo e previsão da forma como os fármacos vão atuar no seu organismo. Além disso, por serem tão diferentes dos adultos, é necessário ter em atenção muito mais pormenores aquando do desenvolvimento de uma formulação para esta população. Os carateres organolépticos, a osmolaridade e os próprios excipientes utilizados devem ser cuidadosamente estudados para que não constituam um risco para os recém-nascidos e ao mesmo tempo apresentem compatibilidade com as suas caraterísticas fisiológicas e farmacológicas. Nos últimos anos, tem havido um esforço coletivo para que o desenvolvimento e aprovação de novas formas farmacêuticas, especificamente desenhadas e pensadas para esta população, tenha uma maior aposta por parte da indústria farmacêutica. Ainda assim, ainda são poucos os casos em que estes incentivos levaram a uma aprovação real de medicamentos apropriados para os recém-nascidos. Apesar de algumas formas farmacêuticas como as suspensões, soluções e supositórios serem ainda a grande maioria das apresentações disponíveis para esta faixa etária, tem- se vindo a estudar a sua adequação a esta. As suas desvantagens fazem com que, por vezes, sejam desaconselhadas, mas ainda assim, na prática clínica, ainda se vê um amplo uso destas, por falta de formulações apropriadas para os recém-nascidos. A manipulação, muitas vezes utilizada para cobrir a falta de especialidades farmacêuticas, é também uma área que deve ser estudada e atualizada. É necessário reunir as evidências disponíveis para que globalmente haja a maior uniformidade possível e, assim, permitir o tratamento igual a todas as crianças. Novas formas farmacêuticas em neonatologia, como mini comprimidos, filmes e comprimidos orodispersíveis, geles, entre outros, podem ser algumas hipóteses viáveis para administração de fármacos a recém-nascidos pela sua dose precisa, baixo custo, fácil transporte e por não necessitarem de ser deglutidos.
2025-10-28T12:19:23Z
Domingues, Sara Maria Castelo
Variações epigenéticas transgeracionais
Existe evidência que as experiências vividas e a ambiência podem alterar os perfis psicológicos e comportamentais, de modo a que os seres vivos se adaptem às novas ambiências. Um ponto importante que tem sido discutido é se estas alterações podem ser transmitidas ao longo de várias gerações, através da transmissão epigenética. A epigenética é o conjunto de modificações químicas no DNA, que não alteram a sua sequência, mas codificam informação que, por sua vez, influencia a expressão génica. Nova evidência tem desvendado os mecanismos responsáveis pelas marcas epigenéticas, tais como a metilação do DNA, as modificações das histonas e os RNA não codificantes. Outra questão pertinente que tem sido levantada é como conseguem estas marcas do DNA escapar à reprogramação epigenética que ocorre no feto e nas células germinativas primordiais. A reprogramação epigenética é responsável por eliminar as modificações epigenéticas nos mesmos, permitindo o desenvolvimento de células totipotentes e pluripotentes. Vários estudos têm identificado falhas neste processo que permitem a passagem da informação para a gerações futuras. Todos estes mecanismos mencionados anteriormente podem alterar a regulação génica devido à plasticidade do DNA e dar origem a respostas adaptativas e não-adaptativas que, por sua vez, irão ser transmitidas às próximas gerações devido à acomodação genética. O stress e as experiências traumáticas são responsáveis por modificações epigenéticas no DNA, que podem aumentar a suscetibilidade para a síndroma do stress pós-traumático (PTSD) e outras alterações no organismo. Nesta monografia são analisados vários estudos sobre PTSD, que mostram a transmissão de alterações fisiológicas ou comportamentais, tais como o aumento de suscetibilidade para a PTSD, durante várias gerações. Também é aqui mencionado o potencial efeito das toxinas ambienciais, tais como o álcool, o tabaco e a morfina, na transmissão de marcas epigenéticas. Por fim, este trabalho refere o conceito de environmental enrichment, que consiste na estimulação do cérebro através do contexto social positivo e da atividade física. Este environmental enrichment pode estimular marcas epigenéticas positivas e, deste modo, reverter as modificações feitas pelo stress traumático, surgindo assim, como uma possibilidade de tratamento para os indivíduos afetados.
2025-10-28T12:10:48Z
Favita, Marta Sofia Almeida
CAR-T cells no tratamento do HIV
Os esforços realizados ao longo das últimas décadas aproximaram a esperança média de vida de um indivíduo infetado com HIV à de um individuo saudável. Os estudos da estrutura e mecanismo de replicação do vírus permitiram identificar potenciais alvos farmacológicos e, com a descoberta dos primeiros fármacos antirretrovirais iniciaram-se os primeiros regimes de terapêutica antirretroviral (TAR), e subsequentemente TAR combinada. A infeção por HIV, e potencial progressão para SIDA, tornou-se uma patologia crónica, mas controlável, ao invés de uma doença potencialmente fatal. No entanto, as características do vírus, nomeadamente a sua variabilidade genética e evasão ao sistema imunitário, estabelecendo um perfil de infeção latente, tornaram as estratégias atuais inapropriadas para o controlo desta infeção. A tecnologia CAR-T, que combina o linfócito T com recetores quiméricos de antigénio, representa uma alternativa promissora para o tratamento da infeção por HIV, que permite complementar a ação das restantes estratégias, sem o risco de desenvolvimento de resistências. Algumas das preocupações que rodeiam a utilização destas células, como a possibilidade de síndrome de libertação de citocinas e neurotoxicidade, condicionam o seu estudo e utilização. Contudo, estudos de índole in vitro e in vivo demonstram elevada especificidade e reatividade seletiva para células infetadas, o que permite inferir acerca do seu grau de segurança. Além disso, o aprofundamento do estudo desta tecnologia, e a descoberta de novas moléculas, capazes de desempenhar funções de recetores de superfície, concedem uma enorme versatilidade às células CAR-T e permitem ainda o reconhecimento de novas estirpes multirresistentes de HIV. Apesar dos seus resultados favoráveis no tratamento da infeção por HIV, a utilização destas células a longo termo, especialmente em situações de TAR interrompida, revela ser insuficiente, evidenciando assim a necessidade de melhorar o arsenal terapêutico contra esta infeção. Neste sentido, têm sido estudadas células duoCAR-T, que possuem um CAR adicional que potencia o seu efeito terapêutico e reconhecimento de antigénios de superfície. Através de vários estudos que comprovam o benefício acrescido da sua utilização comparativamente às células monoCAR-T, o objetivo desta revisão é elucidar sobre o excelente desempenho das células duoCAR-T como estratégia terapêutica para o tratamento de indivíduos infetados com HIV.
Tornar-se professora no ensino superior
O presente artigo baseia-se numa investigação realizada por duas professoras, uma experiente e outra principiante, durante o primeiro ano em que esta deu aulas no ensino superior e teve como principais objetivos compreender como é que o pensamento e a prática estão inter-relacionados e como é que estes podem explicar o processo de construção do conhecimento profissional. Para além disso, sendo uma investigação-ação, teve ainda como objetivo estimular a reflexão da professora principiante como forma de promover o seu desenvolvimento profissional.
2025-10-28T12:20:34Z
Galvão, Cecília Freire, Sofia
Intoxicações por ferro e alumínio: abordagem terapêutica
O ferro é um elemento essencial para a maioria dos organismos, já que participa em diversos processos metabólicos. Contudo, a desregulação da sua homeostasia está associada a diversas condições patológicas. A sobrecarga de ferro pode ter origem genética, quando estão associados a defeitos hereditários na regulação do metabolismo do ferro, ou adquirida, quando resulta de anemias associadas a sobrecarga de ferro, como a talassémia, administração parentérica de ferro ou doenças hepáticas. A hemocromatose hereditária é uma das condições genéticas mais comuns, sendo caracterizada por uma excessiva absorção de ferro, devido a uma deficiência na principal hormona reguladora do metabolismo do ferro, a hepcidina. O alumínio é um dos metais mais abundantes da Terra, embora não apresente quaisquer funções fisiológicas no organismo humano, sendo considerado um perigo sem qualquer benefício. A baixa absorção e eficiente excreção renal diminuem o risco de toxicidade. No entanto, a função renal comprometida e a hemodiálise tornam estes doentes particularmente suscetíveis ao desenvolvimento de intoxicação por este metal. A flebotomia é uma das principais formas de tratamento da hemocromatose hereditária, uma vez que é altamente eficaz e relativamente livre de efeitos adversos. Contudo, o seu uso é limitado, principalmente em doentes com anemia ou doenças cardíacas graves. Para estes doentes a eritrocitaferese pode ser uma opção viável, estando associada a uma maior eficácia na remoção do ferro em excesso e a uma diminuição dos eventos hemodinâmicos associados à flebotomia. O objetivo da terapêutica por quelação é a remoção de iões metálicos tóxicos através da formação de um complexo inerte e hidrossolúvel, passível de ser excretado. A desferroxamina, a deferriprona e o deferasirox são atualmente os agentes utilizados na prática clínica no tratamento da sobrecarga de ferro. As semelhanças químicas entre o ferro e o alumínio justificam a utilização da desferroxamina no tratamento das intoxicações por alumínio. Os problemas associados à utilização destes agentes quelantes juntamente com a elevada prevalência e as manifestações clínicas associadas às intoxicações por ferro e alumínio justificam a constante procura de novos agentes quelantes e de novas abordagens terapêuticas cada vez mais eficazes e seguras, por forma a melhor a qualidade de vida destes doentes.
2025-10-28T12:29:40Z
Conceição, Joana Inês dos Santos
Síndrome de Burnout em profissionais de saúde
A Síndrome Burnout foi definida pela primeira vez por Freudenberger em 1974, como a exaustão física e mental fruto do stress ocupacional. Mais tarde, em 2001, Maslach, Schaufeil e Leiter definiram-na como uma síndrome com três dimensões principais: a Exaustão Emocional, a Despersonalização e a Falta de Realização Pessoal no Trabalho. A Síndrome de Burnout é um problema de saúde prevalente e de extrema relevância no quotidiano dos profissionais de saúde, tendo um forte impacto na saúde física e mental dos mesmos, na qualidade de vida, na qualidade dos serviços de saúde prestados e na produtividade laboral e económica. Esta tese constitui uma revisão selectiva da literatura sobre as intervenções utilizadas pelas instituições de saúde para prevenção e intervenção na Síndrome de Burnout.
2025-10-28T12:13:20Z
Narciso, Mariana Heloísa Andrade
Relação entre fístulas arteriovenosas durais e trombose venosa cerebral : revisão sistemática
Contextualização e Objetivo - A frequência e as características da associação entre as FAVd e TVC ainda não são claras. Esta revisão sistemática visa analisar a evidência disponível sobre a relação entre estas condições. Métodos - Pesquisa sistemática no MEDLINE, desde o início até novembro de 2020, e listas de referência de estudos e artigos de revisão incluídos. Foram considerados estudos observacionais, que relatam dados originais de pacientes com diagnóstico de FAVd e TVC, prévia ou posterior, com um número mínimo de 5 participantes. Foram também incluídos relatos de casos de TVC com desenvolvimento subsequente de FAVd. Resultados - Foram identificados 699 estudos. Foram incluídos 41, dos quais 24 são séries de casos (1210 pacientes) e 17 relatos de casos (18 pacientes). Nas séries de casos, foi encontrada a presença de FAVd e TVC em 426 participantes (35%). A sequência temporal dos diagnósticos estava estabelecida em 12 pacientes, dos quais 7 tinham o diagnóstico inicial de FAVd seguido de TVC, e 5 tinham TVC como evento inaugural, com identificação de FAVd durante o seguimento. Foram revistos 18 relatos de casos de pacientes que desenvolveram FAVd após o diagnóstico inicial de TVC. O tempo médio entre o diagnóstico de TVC e subsequente FAVd foi de 24 meses. O diagnóstico de FAVd foi estabelecido nos primeiros 6 meses em dois pacientes (12,5%), entre 6 e 12 meses em quatro (25%), entre 12 e 24 meses em seis (37,5%), e após 24 meses em quatro casos (25%). Conclusões - Os nossos resultados indicam que a FAVd é uma complicação rara da TVC, que ocorre mais frequentemente entre os 6 e 24 meses após o evento trombótico. A escassez de dados sobre esta relação não nos permite concluir com segurança qual dos eventos ocorre, mais frequentemente, como o evento inaugural.
2025-10-28T12:12:52Z
Silva, Mariana Inês Pereira
Gestão de medicamentos na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados
O presente trabalho de investigação pretende realizar uma abordagem a um tema pouco desenvolvido e explorado na área dos Cuidados Continuados: a intervenção do farmacêutico na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados e a mais-valia dessa intervenção. Assim, este estudo assume como objetivos a descrição da importância da correta gestão da medicação e o papel do farmacêutico no uso racional de medicamentos nos doentes pertencentes às Unidades de Cuidados Continuados Integrados e a elaboração de uma Proposta de Protocolos de Administração de Medicamentos nas Unidades de Cuidados Continuados Integrados. Os Cuidados Continuados Integrados são os cuidados de convalescença, recuperação e reintegração de doentes crónicos e pessoas em situação de dependência. A Rede Nacional de Cuidados Continuados é constituída por instituições públicas ou privadas, com diferentes tipologias de atuação, que surgiram no âmbito da necessidade de promoção desses cuidados, cuja missão principal é o desenvolvimento da autonomia e da melhoria da funcionalidade dos doentes. A metodologia utilizada integrou uma revisão bibliográfica e a opção por um desenho descritivo, utilizando técnicas qualitativas. A recolha de dados foi desenvolvida através de entrevistas a seis profissionais de saúde que integram ou que já integraram uma posição neste tipo de unidades. A análise do conteúdo das entrevistas permitiu a elaboração da Proposta de Protocolos de Administração de Medicamentos na Unidade de Cuidados Continuados Integrados. Os resultados indicam que o farmacêutico apresenta as competências requeridas para integrar estas unidades, embora a sua integração e o reconhecimento do seu trabalho por parte dos restantes profissionais de saúde ainda esteja longe de ser alcançada.
2025-10-28T12:24:07Z
Martins, Catarina Matias Ramos
Alterações na frequência e qualidade da utilização de videojogos nas patologias do espectro psicótico
Introdução: As perturbações psicóticas representam formas graves de psicopatologia, que se caracterizam sobretudo pela presença de sintomas como delírio, alucinações, desorganização do pensamento e do discurso, alterações motoras e sintomas negativos, como a anedonia e o embotamento afetivo. Estas perturbações estão frequentemente associadas a declínio académico, ocupacional e funcional, e têm início sintomático frequente durante a adolescência, um período crítico na definição da personalidade e no desenvolvimento das capacidades funcionais e criativas do indivíduo. A utilização de videojogos é uma prática muito comum entre adolescentes e adultos jovens, com interesse crescente na investigação em Psiquiatria. A alteração dos padrões de utilização de videojogos poderá refletir alterações psicopatológicas dos jogadores, nomeadamente sintomas psicóticos. A avaliação dos padrões de jogo destes indivíduos poderá permitir desenvolver novas estratégias de diagnóstico, monitorização e intervenção clínica. Métodos: Foi feita uma revisão teórica, recorrendo a bases de dados de investigação clínica, de modo a descrever a evidência existente acerca dos padrões de utilização de videojogos de indivíduos com experiências psicóticas, perturbação esquizotípica, psicose estabelecida e esquizofrenia. Conclusão: Os estudos sobre os padrões de utilização de videojogos em indivíduos com perturbação psicótica são escassos e de nível reduzido de evidência. Parece haver aumento da frequência da utilização de videojogos em indivíduos com experiências psicóticas e com perturbação esquizotípica, mas são necessários estudos maiores e em maior quantidade para concluir esta relação.
2025-10-28T12:22:48Z
Almeida, Mariana Isabel Pestana Teixeira de
Química e toxicidade do mercúrio
O mercúrio é uma substância conhecida há vários anos pelas suas propriedades tóxicas para o ser humano. O mercúrio pode apresentar-se em três formas distintas na atmosfera, mercúrio elementar, compostos inorgânicos de mercúrio e compostos inorgânicos de mercúrio, estes apresentam diferentes propriedades físico-químicas que consequentemente lhes confere diferentes perfis toxicológicos. Ao longo dos tempos o mercúrio foi utilizado pelo homem para diferentes finalidades, e mesmo havendo consciência dos efeitos deste metal para a saúde humana, serem aplicadas diversas medidas de controlo, a sua utilização continua a ter um peso significativo. No decurso desta monografia acerca do mercúrio são descritas as suas propriedades físico-químicas. As fontes principais de emissão de mercúrio para o meio ambiente, bem como as formas de contaminação são abordadas neste documento, que resultam nas várias fontes de exposição humana, nomeadamente a ingestão de peixes e marisco contaminado, amálgamas dentárias e a exposição ocupacional. Após a exposição humana foi importante referir a toxicocinética deste metal assim como os efeitos toxicológicos resultantes da exposição do ser humano às diferentes formas de mercúrio. É abordado também o tratamento da intoxicação por mercúrio, nomeadamente a terapêutica de quelação. Por fim é revisto algumas estratégias importantes a ter em conta para a prevenção das emissões de mercúrio assim como as possíveis medidas de controlo já adaptadas, como é o caso da convenção de Minamata.
2025-10-28T12:29:27Z
Francisco, Ana Rita Correia
Electrochemical oxidation of abietanes
Os pinheiros são coníferos, dos quais se pode adquirir a madeira e extrair o “tall oil” bruto, a resina e a goma da madeira. Através da destilação da resina podemos adquirir a colofónia e terebintina. A colofónia consiste numa mistura complexa de terpenos neutros e diterpenos ácidos, onde se incluem os abietanos, que são diterpenoides tricíclicos aos quais o ácido abiético (AA) e dehidroabiético (DHA) pertencem. A eletroquímica combina a transferência de eletrões no elétrodo com uma reação química, sendo que podem ser controladas utilizando corrente ou potencial constante. Acabam por ser reações “mais verdes”, seguras, eficientes e económicas. A eletrólise pode ser direta, onde se oxida/reduz diretamente a molécula, ou indireta, onde um se utiliza mediadores, reagentes capazes de oxidar/reduzir seletivamente a molécula. A eletroquímica em fluxo é uma técnica que permite o scale up industrial da eletroquímica, tendo vantagens sobre esta como o oferecer uma maior proximidade entre elétrodos e uma maior área de superfície do elétrodo, o que diminui o tempo de reação e permite a dispensa do uso de eletrólitos de suporte. Neste contexto, o principal objetivo desta investigação assentou em acrescentar valor biossintético à colofónia e aos seus abietanos, utilizando reações orgânicas clássicas, eletroquímica e química em fluxo para sintetizar novos derivados e estudar os potenciais de oxidação destes compostos. Relativamente ao trabalho experimental, começou se por preparar os derivados metil éster do AA e do DHA, pois seriam compostos mais estáveis. Estudamos os potenciais de oxidação destes compostos. Desenvolvemos e otimizamos protocolos para a oxidação eletroquímica, onde conseguimos alcançar a oxidação benzílica direta tanto do DHA como do MDHA com bons rendimentos, a oxidação indireta do MDHA (utilizando Cl4NHPI como mediador) e também conseguimos alcançar a oxidação de AA e MAA com rendimentos moderados. Por fim estudou-se o uso de eletroquímica em fluxo para realizar estas oxidações, usando-se o DHA como material de partida.
2025-10-28T12:10:18Z
Martins, Inês Alexandra de Sá
Plantas medicinais com ação na hiperplasia benigna da próstata
A hiperplasia benigna da próstata é uma condição patológica que hoje em dia leva uma grande preocupação a nível mundial pela sua elevada incidência e complicações associadas que tendem a aumentar com o avanço da idade do homem. Esta patologia é caracterizada por alta morbilidade e baixa taxa de mortalidade, sendo considerada um problema de saúde pública por condicionar significativamente a qualidade de vida do homem e do seu bem-estar. A terapêutica atual da doença mostra um grande impacto na melhoria dos sintomas e aumento da qualidade de vida do doente, mas por outro lado, com o uso de medicamentos por um período prolongado pode provocar efeitos adversos graves e comorbilidades. A terapêutica não invasiva ou invasiva (cirúrgica) só é recomendada nos casos graves ou pela preferência do doente, mas essa também pode levar alguns riscos e complicações. Em alternativa a pesquisa mostra que as plantas medicinais podem contribuir para o desenvolvimento de métodos da cura e da prevenção das várias patologias. O uso de plantas para curar diversos tipos de doenças humanas tem uma longa história. A consciência de uso de plantas medicinais é o resultado de muitos anos de lutas contra doenças devido às quais o homem aprendeu como encontrar cura utilizando cascas, sementes, frutos, raízes e outras partes das plantas. Os agentes fitoterápicos têm vindo a ganhar popularidade, principalmente devido a menores efeitos secundários e melhores estratégias de formulação. Segundo dados da OMS, cerca de 80% da população mundial faz uso de algum tipo de planta medicinal na busca de alívio para alguma sintomatologia dolorosa ou desagradável. O presente trabalho tem por finalidade abordar as características de algumas plantas medicinais, sua origem, aplicações, ensaios pré-clínicos e clínicos, toxicidade, efeitos secundários e indicações terapêuticas no tratamento de hiperplasia benigna da próstata. Com o intuito de se obter um profundo entendimento do tema, neste trabalho foram pesquisados os aspetos anatômicos e fisiopatológicos da doença. Além disso, foram investigados os fatores de risco, as manifestações clínicas, as complicações, os meios de diagnósticos e atual terapêutica medicamentosa e cirúrgica bem como a vigilância ativa do paciente.