RCAAP Repository

Compostos iodados utilizados em imagiologia no diagnóstico e na terapêutica

Esta monografia consiste numa revisão bibliográfica das aplicações de variados compostos iodados no diagnóstico e na terapêutica de diferentes patologias. O iodo (I) é um elemento químico não-metálico pertencente ao grupo 17 e ao período 5 da Tabela Periódica. Este elemento é essencial ao ser humano por ter como função a biossíntese das hormonas da tiroide, a triiodotironina (T3) e a tiroxina (T4). A deficiência de iodo poderá causar diversas patologias, tais como, o bócio, o hipotiroidismo e a hipotiroxinemia. Por outro lado, na maioria das situações, a tiroide consegue compensar os períodos agudos de excesso de iodo. No entanto, em certos indivíduos, esta sobrecarga de iodo pode aumentar a suscetibilidade para desenvolver patologias da tiroide nomeadamente, o hipertiroidismo e doenças autoimunes. No decurso desta revisão bibliográfica, o iodo será abordado como elemento químico, com especial relevância para os seus radioisótopos (123I, 124I, 125I e 131I). As suas características possibilitam o desenvolvimento de diferentes radiofármacos, que permitem a obtenção de imagens de processos biológicos e fisiopatológicos, ou direcionar doses terapêuticas de radioatividade no tratamento de determinadas doenças A presente revisão bibliográfica irá descrever os fundamentos da utilização destes radioisótopos de iodo em diagnóstico na tomografia por emissão de positrões e na tomografia computorizada por emissão de fotão único. Neste contexto, serão abordadas patologias da tiroide, Doença de Parkinson e Tumores Cerebrais. Os radiofármacos mencionados são o NaI-[131I] e o NaI-[123I], para as patologias da tiroide; o β-CIT-[123I] e FP-CIT-[123I], para a Doença de Parkinson; e o IMT-[123I], para os tumores cerebrais. No âmbito da aplicação do iodo para terapêutica, será descrita a utilização do radioisótopo 131I no tratamento do hipertiroidismo e do cancro diferenciado da tiroide, assim como a sua utilização em radioimunoterapia.

Year

2025-10-28T12:23:27Z

Creators

Silva, Maria Tavares Marques da

Long‐term efficacy of opicapone in fluctuating Parkinson's disease patients: a pooled analysis of data from two phase 3 clinical trials and their open‐label extensions

Background and purpose: The aim was to evaluate the efficacy of the catechol-O-methyltransferase inhibitor opicapone (25 and 50 mg) as adjunct therapy to levodopa in a pooled population of Parkinson's disease patients who participated in the pivotal double-blind trials of opicapone and their 1-year open-label extensions. Methods: Data (placebo, opicapone 25 mg and opicapone 50 mg) from the BIPARK-1 and BIPARK-2 double-blind and open-label studies were combined. The studies had similar designs, eligibility criteria and assessment methods. The primary efficacy variable in both double-blind studies was the change from baseline in absolute OFF time based on patient diaries. Results: Double-blind treatment with opicapone (25 and 50 mg) significantly reduced absolute daily OFF time from a baseline of 6.1-6.6 h. The mean (and 95% confidence interval) treatment effect versus placebo was -35.1 (-62.1, -8.2) min (P = 0.0106) for the 25 mg dose and -58.1 (-84.5, -31.7) min (P < 0.0001) for the 50 mg dose. Reductions in OFF time were mirrored by significant increases in ON time without troublesome dyskinesia (P < 0.05 and P < 0.0001 for the 25 and 50 mg doses, respectively). No significant differences were observed for ON time with troublesome dyskinesia. Patient diary results from the open-label phase indicated a maintenance of effect for patients previously treated with opicapone 50 mg. The group previously treated with the 25 mg dose benefitted with further optimization of therapy during the open-label phase, whilst switching from placebo to opicapone led to significant reductions in OFF time and increased ON time. Conclusions: Over at least 1 year of open-label therapy, opicapone consistently reduced OFF time and increased ON time without increasing the frequency of troublesome dyskinesia.

Year

2025-10-28T12:29:27Z

Creators

Ferreira, Joaquim J Lees, A. Rocha, J.‐F. Poewe, W. Rascol, O. Soares‐da‐Silva, P.

Um olhar sobre a inclusão

Nos últimos anos, os princípios ligados à educação inclusiva assumiram proporções hegemónicas na educação. Portugal abraçou os mesmos princípios ao ratificar a Declaração de Salamanca, em 1994. Não obstante, ainda depara com inúmeras dificuldades na implementação dos ideais defendidos a nível político. Uma das dificuldades prende-se com a definição pouco precisa do conceito de inclusão, que origina a tomada de medidas avulso e circunstanciais. Neste artigo pretende-se apresentar uma visão sobre conceito de inclusão, procurando distinguir entre os conceitos de integração e de inclusão. De acordo com a visão apresentada, a inclusão assenta em quatro eixos fundamentais: (1) é um direito fundamental, (2) obriga a repensar a diferença e a diversidade, (3) implica repensar a escola (e o sistema educativo) e (4) pode constituir um veículo de transformação da sociedade.

Year

2025-10-28T12:11:02Z

Creators

Freire, Sofia

Bioenergetics and metabolism in neural regeneration

De acordo com a evidência atual, o sistema nervoso e especialmente o cérebro, têm uma elevada procura energética. Em condições normais, a bioenergética neuronal está bem definida, sendo aceite que o cérebro recorre à glucose como principal fonte energética. No entanto, na ausência de glucose, é necessário recorrer a substratos diferentes, tais como lactato, glicogénio, corpos cetónicos e ácidos gordos. A regeneração neuronal no SNC é bastante limitada por mecanismos intrínsecos e por fatores externos, em comparação à regeneração no SNP. Após uma lesão, os neurónios danificados precisam de ser regenerados e os perdidos têm de ser repostos através da neurogénese. Ambos os processos requerem largas quantidades de energia, por isso é crucial esclarecer os mecanismos metabólicos que permitem uma produção suficiente de energia para suportar a regeneração e os fatores condicionantes desse processo. A neurogénese descreve a formação de novos neurónios, através da ativação, proliferação e diferenciação de células estaminais neuronais. Normalmente, econtramse quiescentes e dependentes de um perfil metabólico específico para manter as funções e características. Durante a neurogénese, os atributos e as necessidades metabólicas das células estaminais neuronais alteram-se, bem como as suas fontes energéticas. Um aspeto promissor das células estaminais neuronais é a sua utilização em enxertos para ajudar na recuperação de tecidos danificados, não só pela formação de novas células mas também pela secreção de fatores de crescimento e outras moléculas ativas que atuam nas células circundantes para promover a regeneração neuronal. A transferência recentemente descrita entre neurónios pode salvar células disfuncionais e potencialmente aumentar a regeneração. Nesta monografia, são abordadas as principais fontes de energeia no cérebro, os processos inerentes à regeneração neuronal e como são suportados metabolicamente. Por ultimo, é explicado o papel essencial das células estaminias neuronais e o seu perfil metabólico juntamente com alguns factores que afetam a plasticidade neuronal

Year

2025-10-28T12:23:27Z

Creators

Nogueira, Cláudia Veiga

Mixed invasive ductal and lobular carcinoma of the breast: prognosis and the importance of histologic grade

Background: The diagnosis of mixed invasive ductal and lobular carcinoma (IDC-L) in clinical practice is often associated with uncertainty related to its prognosis and response to systemic therapies. With the increasing recognition of invasive lobular carcinoma (ILC) as a distinct disease subtype, questions surrounding IDC-L become even more relevant. In this study, we took advantage of a detailed clinical database to compare IDC-L and ILC regarding clinicopathologic and treatment characteristics, prognostic power of histologic grade, and survival outcomes. Materials and methods: In this retrospective cohort study, we identified 811 patients diagnosed with early-stage breast cancer with IDC-L or ILC. Descriptive statistics were performed to compare baseline clinicopathologic characteristics and treatments. Survival rates were subsequently analyzed using the Kaplan-Meier method and compared using the Cox proportional hazards model. Results: Patients with ILC had more commonly multifocal disease, low to intermediate histologic grade, and HER2-negative disease. Histologic grade was prognostic for patients with IDC-L but had no significant discriminatory power in patients with ILC. Among postmenopausal women, those with IDC-L had significantly better outcomes when compared with those with ILC: disease-free survival (DFS) and overall survival (OS; adjusted hazard ratio [HR], 0.54; 95% confidence interval [CI] 0.31-0.95). Finally, postmenopausal women treated with an aromatase inhibitor had more favorable DFS and OS than those treated with tamoxifen only (OS adjusted HR, 0.50; 95% CI, 0.29-0.87), which was similar for both histologic types (p = .212). Conclusion: IDC-L tumors have a better prognosis than ILC tumors, particularly among postmenopausal women. Histologic grade is an important prognostic factor in IDC-L but not in ILC. Implications for practice: This study compared mixed invasive ductal and lobular carcinoma (IDC-L) with invasive lobular carcinomas (ILCs) to assess the overall prognosis, the prognostic role of histologic grade, and response to systemic therapy. It was found that patients with IDC-L tumors have a better prognosis than ILC, particularly among postmenopausal women, which may impact follow-up strategies. Moreover, although histologic grade failed to stratify the risk of ILC, it showed an important prognostic power in IDC-L, thus highlighting its clinical utility to guide treatment decisions of IDC-L. Finally, the disease-free survival advantage of adjuvant aromatase inhibitors over tamoxifen in ILC was consistent in IDC-L.

Year

2025-10-28T12:29:27Z

Creators

Metzger-Filho, Otto Ferreira, Arlindo Jeselsohn, Rinath Barry, William T. Dillon, Deborah A. Brock, Jane E. Vaz-Luis, Ines Hughes, Melissa E. Winer, Eric P. Lin, Nancy U.

Magnetic nanoparticles in diagnostics: a review of recent advances

As nanopartículas magnéticas (MNPs) têm sido estudadas para fins diagnósticos durante décadas. As suas características, nomeadamente, alta proporção superfície-volume, dispersibilidade, capacidade de interagirem com várias moléculas e propriedades superparamagnéticas estão no cerne do que torna as MNPs tão promissoras. As MNPs também podem ser revestidas com moléculas orgânicas ou inorgânicas, permitindo a síntese de nanopartículas que sofrem menor degradação e toxicidade. Têm sido utilizadas numa infinidade de áreas da medicina, no entanto, esta revisão terá foco sobre ressonância magnética (MRI), a mais comum, e separação magnética. MRI é uma técnica de imagem não invasiva, segura, eficaz e muito utilizada para o diagnóstico de várias patologias. Separação magnética é uma técnica promissora para o isolamento rápido e eficaz de determinadas biomoléculas (DNA, proteínas) ou células a partir de amostras complexas. As nanopartículas de óxido de ferro (IONPs) são as melhor aceites devido às suas excelentes propriedades superparamagnéticas e baixa toxicidade. Várias IONPs já se encontram aprovadas para uso clínico ou em ensaios clínicos. No entanto, as IONPs enfrentam muitos desafios que dificultam a sua entrada no mercado, principalmente na área de imagiologia, devido, em grande parte, à competição com os agentes de contraste de gadolínio habitualmente utilizados. Para superar esses desafios, a pesquisa científica tem-se focado no desenvolvimento de MNPs com melhores propriedades magnéticas e perfis de segurança. Por exemplo, a dopagem de MNPs com vários outros elementos metálicos (cobalto, manganês) permite reduzir o teor de ferro libertado para o corpo, ou transmitir propriedades que permitem a obtenção de nanopartículas polivalentes/multimodais. Outra abordagem inclui o desenvolvimento de MNPs usando outros metais, além do ferro, que possuam excelentes propriedades magnéticas ou outras úteis em imagiologia. No entanto, mais estudos de toxicidade devem ser realizados para validar a sua segurança. O futuro parece ser a produção de MNPs enquanto plataformas polivalentes que podem combinar a sua utilização em ressonância magnética ou em diferentes técnicas de imagem para o estabelecimento de testes de diagnóstico mais eficazes e completos.

Year

2025-10-28T12:28:46Z

Creators

Farinha, Pedro Daniel Franco

Cognitive functioning in chronic post-stroke aphasia

There is a minimal amount of knowledge regarding the cognitive abilities of people with aphasia. We evaluated the performance of individuals with chronic aphasia (AP) and control participants without aphasia (CP) with left hemisphere stroke in a battery of nonverbal cognitive tests and its relationship with aphasia severity, comprehension abilities, and speech fluency in a prospective cross-sectional study. Cognitive evaluation comprised 10 nonverbal tests. Scores were converted to age and education adjusted standard scores. Forty-eight AP and 32 CP were included. AP average scores were below normal range in three tests: Camel and Cactus Test, immediate recall of 5 Objects Test and Spatial Span. The mean test scores were significantly lower in AP than in CP, except in four tests. Aphasia severity and verbal comprehension ability correlated significantly with semantic memory, constructive abilities and attention/processing speed tests. Subjects with nonfluent aphasia had lower scores than CP in memory, executive functions and attention tests, while subjects with fluent aphasia showed lower scores in memory tests only. On average half of the individuals with aphasia exhibit results within the normal range. Nonetheless, their performance was worse than that of controls, despite the fact that many tests do not correlate with the severity of language disorder.

Year

2025-10-28T12:22:08Z

Creators

Fonseca, José Raposo, Ana Martins, Isabel Pavão

Clinical and laboratory factors associated with prolonged hospital stay among patients with cellulitis/erysipelas

Introduction: Cellulitis and erysipelas represent the most frequent cause of hospitalization in the dermatology department of Santa Maria Hospital in Lisbon, Portugal. The aim of this study was to investigate whether patient demographics, comorbidities, previous episodes of cellulitis/erysipelas, the presence of complications, laboratory markers at admission, microbial isolation or previous use of antibiotics, are associated with prolonged stays. Material and methods: Retrospective analysis, including patients admitted with cellulitis/erysipelas in the inpatient dermatology department of Santa Maria Hospital between July 1st 2012 and June 30th 2017. Results: There were 372 admissions, corresponding to 348 patients. The median length of stay was 11 days. Increased age (p = 0.002, OR 1.03, 95% CI 1.01 - 1.04), previous episode of cellulitis/erysipelas requiring hospitalization (p = 0.005, OR 4.81, 95% CI 1.63 - 14.23), the presence of cellulitis/erysipelas-associated complications (p = 0.001, OR 3.28, 95% CI 1.63 - 6.59), leukocytosis (p = 0.049, OR 1.81, 95% CI 1.00 - 3.30), high levels of C-reactive protein (p = 0.035, OR 1.03, 95% CI 1.00 - 1.06) and a positive culture result (p = 0.002, OR 2.59, 95% CI 1.41 - 4.79) were associated with prolonged hospitalization. Discussion: Prolonged hospitalization for cellulitis/erysipelas is associated with higher costs, additional clinical investigation, invasive treatments, prolonged courses of antibiotic therapy, risk of nosocomial infections, and delayed return to activities of daily living. Thus, the investigation of clinical-laboratory factors associated with prolonged hospitalization for cellulitis / erysipelas is essential and may be useful for the construction of a severity score. Conclusion: The knowledge of the characteristics that are associated with prolonged stay among patients with cellulitis/erysipelas may be relevant to improve health care, by reducing the length of hospital stay and associated risks and costs.

Year

2025-10-28T12:23:27Z

Creators

Roda, Ângela Pinto, Ana Marcos Filipe, Ana Rita Travassos, Ana Rita Freitas, João Pedro Filipe, Paulo

One hypervirulent clone, sequence type 283, accounts for a large proportion of invasive Streptococcus agalactiae isolated from humans and diseased tilapia in Southeast Asia

Background: In 2015, Singapore had the first and only reported foodborne outbreak of invasive disease caused by the group B Streptococcus (GBS; Streptococcus agalactiae). Disease, predominantly septic arthritis and meningitis, was associated with sequence type (ST)283, acquired from eating raw farmed freshwater fish. Although GBS sepsis is well-described in neonates and older adults with co-morbidities, this outbreak affected non-pregnant and younger adults with fewer co-morbidities, suggesting greater virulence. Before 2015 ST283 had only been reported from twenty humans in Hong Kong and two in France, and from one fish in Thailand. We hypothesised that ST283 was causing region-wide infection in Southeast Asia. Methodology/principal findings: We performed a literature review, whole genome sequencing on 145 GBS isolates collected from six Southeast Asian countries, and phylogenetic analysis on 7,468 GBS sequences including 227 variants of ST283 from humans and animals. Although almost absent outside Asia, ST283 was found in all invasive Asian collections analysed, from 1995 to 2017. It accounted for 29/38 (76%) human isolates in Lao PDR, 102/139 (73%) in Thailand, 4/13 (31%) in Vietnam, and 167/739 (23%) in Singapore. ST283 and its variants were found in 62/62 (100%) tilapia from 14 outbreak sites in Malaysia and Vietnam, in seven fish species in Singapore markets, and a diseased frog in China. Conclusions: GBS ST283 is widespread in Southeast Asia, where it accounts for a large proportion of bacteraemic GBS, and causes disease and economic loss in aquaculture. If human ST283 is fishborne, as in the Singapore outbreak, then GBS sepsis in Thailand and Lao PDR is predominantly a foodborne disease. However, whether transmission is from aquaculture to humans, or vice versa, or involves an unidentified reservoir remains unknown. Creation of cross-border collaborations in human and animal health are needed to complete the epidemiological picture.

Year

2025-10-28T12:18:41Z

Creators

Barkham, Timothy Zadoks, Ruth N. Azmai, Mohammad Noor Amal Baker, Stephen Bich, Vu Thi Ngoc Chalker, Victoria Chau, Man Ling Dance, David Deepak, Rama Narayana van Doorn, H. Rogier Gutierrez, Ramona A. Holmes, Mark A. Huong, Lan Nguyen Phu Koh, Tse Hsien Martins, Elisabete R. Mehershahi, Kurosh Newton, Paul Ng, Lee Ching Phuoc, Nguyen Ngoc Sangwichian, Ornuma Sawatwong, Pongpun Surin, Uraiwan Tan, Thean Yen Tang, Wen Ying Thuy, Nguyen Vu Turner, Paul Vongsouvath, Manivanh Zhang, Defeng Whistler, Toni Chen, Swaine L.

[Carta Dyce Duckworth a Miguel Bombarda, 19 de Maio de1906]

No summary/description provided

Year

2025-10-28T12:20:48Z

Creators

Duckworth, Dyce, 1840-1928 Bombarda, Miguel, 1851-1910 Congresso Internacional de Medicina, XV, Lisboa, 1906

Interactive multimedia experiences in higher education : gaming, augment and virtual reality, and research

This chapter presents experiences in using gaming and interactive media in higher education environments since 2017 culminating in the 2020/21 years when the COVID-19 pandemic forced teachers and students to adopt different work methodologies. Participatory design strategies merged with a tradition of critical and interdisciplinary studies in humanities mediated by online technologies helped shape these strategies enhanced by the cooperation from three different faculties from Lisbon University in Portugal (Universidade de Lisboa, UL), namely FBAUL, IST, and IGOT. The aim of these experiments was to augment the potential for innovation and research taking advantage of gaming research methodologies to involve teachers and students in a common context. This chapter also shows research done in interactive media, augmented and virtual reality, game art, and gender equity. The year 2020 showed how institutional collaboration can open learning spaces to a more focused approach on the interests of young people and to promote a more sustainable and dynamic future

Year

2025-10-28T12:15:24Z

Creators

Gouveia, Patrícia Lima, Luciana Unterholzner, Anna Rebecca

Digital Games and Mental Health : a scoping review on gaming disorder in the last decade

As more and more people worldwide play online games, identifying how games can help or harm players' mental health can be helpful for researchers and clinicians developing digital therapies through gaming. This chapter summarizes a scoping review focused on the relationship between digital games and mental health in the last decade. This type of review is designed to provide an overview of the existing evidence base on a particular topic. Of the 115 records selected after the first screening, 21 studies were included according to the inclusion criteria defined by the authors. From this scoping study, it is possible to recommend that even though video games are a real risk for addiction, they can work as digital therapies for psychosocial rehabilitation when administered with precaution in groups with mental disorders such as depression, high levels of anxiety, and ADHD. For this, a rigorous clinical assessment should be conducted that makes appropriate use of gamer typologies and evaluates the individual, emotional, and social factors that impact gamer behavior

Year

2025-10-28T12:10:18Z

Creators

Lima, Luciana Pinto, Camila Unterholzner, Anna Rebecca Gouveia, Patrícia

Safety of gold nanoparticles: a preliminary in vitro and in vivo toxicity assessment

A nanomedicina trouxe novas e melhorou técnicas de diagnóstico e terapias, e, concomitantemente, novos desafios. Tal como os medicamentos ditos convencionais, a segurança é um parâmetro crucial para avaliar minuciosamente, no entanto, devido à dimensão e versatilidade dos nanoprodutos, a avaliação da sua toxicidade é complexa. Devido à novidade desta área, não existe um procedimento standard de avaliação da segurança, fazendo com que os investigadores adaptem as normas de orientação existentes da medicina convencional. O nosso grupo desenvolveu formulações com nanopartículas de ouro destinadas a serem utilizadas em tumores superficiais como potenciadores da fototerapia térmica, tendo mostrado resultados promissores. Neste trabalho, pretende-se melhorar o conhecimento sobre a segurança das nanopartículas de ouro não revestidas e revestidas, com material polimérico-lípido. Foi realizado um conjunto de ensaios in vitro; a biocompatibilidade foi testada através de actividade hemolítica, citotoxicidade por MTT em células B16F10 e taxa de mortalidade no bioensaio da Artemia salina. Os resultados, no geral, mostram efeitos tóxicos e biocompatibilidade reduzida na formulação com revestimento. Um teste preliminar de toxicidade aguda in vivo foi realizado em murganhos CD-1 utilizando as concentrações mais elevadas testadas nos ensaios in vitro, 0.179 e 0.358 mg/mL. Não foram observadas alterações significativas relativamente ao comportamento e a histopatologia dos grupos testados, no entanto, ocorreu uma morte no grupo injectado com nanopartículas de ouro revestidas a uma concentração equivalente a 0.358 mg/mL, fazendo uma dosagem de 28.6 mg/kg por peso corporal. Tendo em conta que a análise histopatológica de cada grupo não mostrou sinais significativos de toxicidade, pensamos que um aglomerado pode ter sido a causa da morte do murganho. Em resumo, os resultados obtidos fazem reconsiderar o uso de revestimento de material polimérico-lípido ou que é necessária alguma optimização para assegurar uma formulação eficaz e segura.

Year

2025-10-28T12:28:59Z

Creators

Silvério, Inês Torres Pereira

O estatuto da matemática em Portugal nos séculos XVI e XVIII

Em Itália, no ano de 1547, Alessandro Piccolomini relançou uma discussão antiga sobre o estatuto epistemológico das ciências matemáticas e a sua relação com os outros ramos do conhecimento humano. Estes tópicos, que assentavam numa análise contrastiva entre a teoria da ciência aristotélica e a geometria euclidiana, já eram discutidos na Antiguidade Clássica, acabando por ser introduzidos nos currículos de filosofia das principais universidades europeias durante a Idade Média. Mais tarde, foram retomados no século XVI, com novo vigor e sob uma nova perspectiva renascentista. Nasceu assim um debate que ficou conhecido como a Quaestio de certitudine mathematicarum e enquadrou o processo de revisão da filosofia aristotélica e a construção da moderna cultura científica ocidental. Este trabalho pretende alcançar dois objectivos. Em primeiro lugar, procura-se reinterpretar a ideia que se tem do debate histórico sobre o estatuto científico da matemática; para tal, analisa-se o desenvolvimento do debate desde Aristóteles até ao século XVIII, procedendo-se a uma reorganização e reinterpretação de ideias que se encontram dispersas em diversos estudos modernos. Em segundo lugar, procura-se determinar o contributo dos autores nacionais para o debate. Ao longo do estudo, mostra-se que foram os Jesuítas os responsáveis pela divulgação do debate em Portugal, no final do século XVI, embora houvesse já uma discussão genérica e não sistemática sobre o estatuto científico da matemática no meio universitário e letrado português. Mostra-se, além disso, que o debate teve grande difusão no nosso país e estava presente nas mais reputadas estruturas de ensino jesuítas locais, como o Colégio das Artes (Coimbra), a Universidade de Évora ou ainda a Aula de Esfera (Lisboa). Esta última tem uma importância particular na construção do debate português, porque criou o único núcleo de matemáticos que pôde sustentar socialmente a oposição à argumentação antimatemática vinda de alguns filósofos. Finalmente, faz-se notar a significativa contribuição para a discussão a nível nacional e a nível internacional por parte dos Jesuítas portugueses.

Year

2025-10-28T12:24:33Z

Creators

Mota, Bernardo M., 1977-

Comunidades Educativas em Rede: Estudo Estratégico (Vol. I e II)

No summary/description provided

Year

2025-10-28T12:11:58Z

Creators

Pedro, N. Matos, J.F.

Infeções secundárias em doentes com COVID-19

Infeções secundárias são comumente observadas em consequência de pneumonias virais levando a complicações clínicas adicionais e ao aumento da morbimortalidade. Considerando o impacto mundial da infeção pelo vírus SARS-CoV-2 (Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus-2) e da respetiva doença, COVID-19 (coronavirus disease 2019), torna-se imperativo aumentar o conhecimento sobre as infeções secundárias nestes doentes. Este trabalho apresenta uma revisão sobre a COVID-19 e de que forma esta torna os doentes mais suscetíveis a desenvolver infeções secundárias. Foram analisados estudos observacionais de doentes hospitalizados com COVID-19, avaliando a incidência de infeções secundárias, bem como os fatores que favorecem o seu desenvolvimento. Particularmente, foram revistos dados clínicos e a literatura sobre infeções bacterianas secundárias, analisando-se a frequência, os microrganismos responsáveis e os mecanismos de desenvolvimento deste tipo de infeções. Analisaram-se e apresentam-se algumas medidas de controlo e gestão de infeções secundárias que devem ser adotadas, incluindo a terapêutica antibiótica utilizada. A COVID-19 é uma doença complexa, marcada, em certos casos, por dano pulmonar, inflamação exacerbada e desenvolvimento subsequente de um estado de imunossupressão. Este quadro, associado ao tipo de cuidados médicos necessários, tornam os doentes mais suscetíveis a contrair infeções secundárias. O tempo médio que os doentes demoram a desenvolver infeções secundárias após admissão hospitalar foi estimado em 11,6 dias, observando-se taxas de infeção entre 4,3 e 15%, associadas a pior prognóstico, maior letalidade e mortalidade. Entre os principais agentes causadores encontram-se as bactérias, nomeadamente Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, e, com menor frequência, infeções de origem fúngica por Aspergillus spp. e Candida spp., sendo pouco expressivas infeções secundárias por vírus. A maioria dos doentes hospitalizados receberam antibioterapia (67 – 100%), muitos em profilaxia, contrariamente ao recomendado. Doenças pulmonares causados por coronavírus vão constituir um desafio social e clínico por muitos anos, sendo por isso importante compreender não só a infeção primária como as infeções secundárias.

Year

2025-10-28T12:11:30Z

Creators

Monteiro, Sofia Maria Azevedo

Therapeutic advancements in the management of HIV/AIDS

A infeção pelo vírus da imunodeficiência humana tornou-se numa epidemia global que está a entrar na sua quarta década. Estima-se que, desde a descoberta deste vírus, 79,3 milhões (55,9- 110 milhões) de pessoas foram infetadas e que dessas, 36,3 milhões (27,2 milhões-47,8 milhões) perderam as suas vidas. Podemos dividir este retrovírus em dois tipos: tipo 1 e tipo 2. Ambas as espécies pertencem ao grupo dos Lentivirus, que por sua vez pertencem à família e subfamília Retroviridae e Orthoretrovirinae, respetivamente. Ambos possuem a mesma estrutura genética básica, o mesmo mecanismo de replicação intracelular, via de transmissão e progressão da doença; no entanto, eles pertencem a linhagens diferentes, ou seja, representam transmissões entre espécies distintas (zoonose). A síndrome da imunodeficiência humana adquirida é o estadio final da progressão viral e, se não for tratada, acaba com a morte do doente. Com um melhor entendimento da replicação viral e dos mecanismos utilizados para evadir a imunidade do nosso organismo, os alvos para interromper a produção viral também se tornaram mais claros. Atualmente, existe um arsenal de mais de 30 fármacos antirretrovirais, que possuem oito mecanismos de ação distintos. O vírus que antes era visto como uma sentença de morte para todos que o contraíam, é agora é uma doença crónica que pode ser controlada com terapia existente. Esta dissertação está dividida em 4 partes: origem e descoberta do HIV; mecanismo de replicação viral; Terapia antirretroviral; avanços na manutenção da terapêutica do HIV. O objetivo principal do trabalho é entender como uma zoonose com origem em África conseguiu espalhar-se pelo mundo e até hoje permanece sem cura. Será também abordada a progressão da terapêutica disponível e dos medicamentos aprovados ao longo dos anos, desde os primeiros medicamentos que causavam efeitos secundários graves e que eram facilmente suscetíveis à resistência viral devido à ocorrência de mutações no início dos anos 90 até 2021, onde é utilizada uma terapêutica dupla ou tripla, sem que exista toxicidade para o doente e com uma excelente relação benefício-risco. Também serão abordados fármacos e vacinas em ensaios clínicos para o tratamento deste retrovírus, que poderão vir a ser aprovados num futuro a médio/longo prazo.

Year

2025-10-28T12:22:48Z

Creators

Felicidade, João Francisco Alves Falcão

Anti-inflamatórios não esteroides: tratamento da água nas estações de tratamento da água e toxicidade

Os anti-inflamatórios não esteroides (AINE) são fármacos frequentemente dispensados devido principalmente às suas propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antipiréticas. Estes fármacos são eficazes no tratamento da pirexia, dor e estados inflamatórios e revelam ser particularmente utilizados em afeções musculosqueléticas, pericardite e dismenorreia primária. O ibuprofeno, o diclofenac e o naproxeno são AINE muito consumidos em Portugal, dispensados como medicamentos sujeitos a receita médica e também, como medicamentos não sujeitos a receita médica. O elevado consumo dos fármacos deste grupo terapêutico é nefasto para o meio ambiente devido à maior emissão dos seus resíduos, quer do composto inalterado, quer dos seus metabolitos. Estes fármacos já foram detetados nas águas superficiais (rios, lagos, oceanos), águas subterrâneas (lençóis freáticos) e nas águas para consumo humano. A contaminação aquática com fármacos é uma questão ambiental emergente e é essencial compreender os riscos para o ambiente e de forma direta ou indireta para a saúde humana. Isto porque os fármacos são compostos com atividade biológica e uma capacidade intrínseca de interferir com os organismos aquáticos, mesmo em concentrações vestigiais. O tratamento da água para consumo humano nas Estações de Tratamento de Água (ETA) tem por objetivo garantir o abastecimento de água potável à população. O tratamento da água bruta passa por várias etapas, sendo a desinfeção, uma etapa obrigatória. A cloração é o método de desinfeção da água mais usado e a reação do cloro (oxidante forte) com os subprodutos do metabolismo dos fármacos pode aumentar o perfil tóxico dos resíduos de fármacos.

Year

2025-10-28T12:11:16Z

Creators

Campos, Maria Mafalda Carvalho

Prevenção de doenças através da promoção de ambientes saudáveis: eliminação do tracoma: um problema de Saúde Pública

O tracoma é a principal causa infeciosa de cegueira no mundo. Causado pela bactéria Chlamydia trachomatis, episódios recorrentes de infeção durante a infância originam uma inflamação conjuntival severa, cicatrização e o consequente atrito das pestanas na córnea, que aumenta a probabilidade de cegueira na vida adulta. Estima-se que 137 milhões de pessoas se encontrem em risco de cegueira pelo tracoma, afetando principalmente os povos marginalizados do continente africano. De forma a reduzir a transmissão da infeção e eliminar globalmente o tracoma até 2020, a Organização Mundial da Saúde desenvolveu uma estratégia integrada que consiste na cirurgia para a correção de triquíase, administração de antibióticos, higiene facial e melhoria ambiental, conhecida como estratégia SAFE. Os fatores de risco do tracoma encontram-se intimamente ligados à falta de acesso a água e saneamento adequados e com práticas de higiene inadequadas nas comunidades, podendo esta ser transmitida por vias como contacto direto entre as pessoas, o vetor Musca sorbens, e o contacto com fómites, como panos e vestuário. Têm sido desenvolvidos grandes esforços para a implementação da estratégia de controlo do tracoma. No entanto, o papel importante que a promoção de um ambiente saudável tem no combate e na prevenção do tracoma, não tem a mesma valorização que a antibioterapia. Atualmente, o tracoma permanece endémico em 44 países, pelo que o investimento e a formação de parcerias intersetoriais para a promoção e educação em saúde de uma correta higiene do rosto e das mãos, aprovisionamento de latrinas e instalação de fontes de água nas comunidades em risco, associadas aos programas de distribuição de antibióticos e cirurgia em vigor, são essenciais para o sucesso da estratégia SAFE e para a eliminação do tracoma enquanto problema de Saúde Pública.

Year

2025-10-28T12:18:55Z

Creators

Pereira, Diana Rodrigues

Intervenção farmacêutica no doente diabético tipo 2 polimedicado

A diabetes mellitus do tipo 2 é uma doença cada vez mais prevalente em todo o mundo, aumentando com o desenvolvimento dos países e o envelhecimento da população. Para além do exigente regime terapêutico e de cuidados para controlo da doença, que só por si poderá contribuir para a diminuição da qualidade de vida (principalmente em doentes polimedicados e com outras comorbilidades), existe ainda o risco de complicações, muitas vezes, debilitantes ou até mesmo fatais. Todos estes aspetos resultam num grande encargo monetário, não só para a pessoa que vive com a doença, mas principalmente para o Sistema Nacional de Saúde. Como profissionais de saúde acessíveis e especialistas do medicamento, os farmacêuticos possuem competências, recursos e potencial para ajudar e acompanhar estas pessoas em todos os aspetos do seu tratamento. Seja pela prevenção do avanço da doença através do diagnóstico mais precoce; da análise e acompanhamento farmacoterapêutico (eficácia, reações adversas, interações medicamentosas…); educação dos utentes e da população acerca da doença e os autocuidados necessários e incentivo à adesão à terapêutica e mudanças de estilo de vida. Vários estudos analisados nesta revisão bibliográfica indicam haver evidências de benefício clínico, humanístico e económico na intervenção farmacêutica em todos estes processos. Mais concretamente, os resultados obtidos demonstram diminuição da hemoglobina glicada, mas também da glicémia, pressão arterial e colesterol, bem como aumento da qualidade de vida e diminuição da ocorrência de complicações e dos custos a elas associados. O maior acompanhamento ao doente para controlo e monitorização do seu estado de saúde, poderá ser mais facilitado em contexto de farmácia comunitária pela proximidade característica da mesma. É de máxima importância ressalvar que o foco é, e sempre será, o doente. Assim sendo, o tratamento e controlo da diabetes deverá ser centrado na pessoa diabética, com a participação da mesma e de uma equipa multidisciplinar ao seu serviço.

Year

2025-10-28T12:23:27Z

Creators

Resende, Bárbara Antunes