Repositório RCAAP

Situação epidemiológica da brucelose bovina no Estado de Sergipe

Para dar suporte à implementação do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose no Estado do Sergipe, foi realizado um estudo para caracterizar a situação epidemiológica da doença. Assim, o Estado foi estratificado em 2 circuitos produtores. Em cada circuito produtor foram amostradas aleatoriamente cerca de 300 propriedades e, dentro dessas foi escolhido de forma aleatória um número pré-estabelecido de animais, dos quais foi obtida uma amostra de sangue. No total foram amostrados 4.757 animais, provenientes de 590 propriedades. Em cada propriedade amostrada foi aplicado um questionário epidemiológico indagando sobre a tipologia da propriedade e sobre práticas zootécnicas e sanitárias que poderiam estar associadas ao risco de infecção pela doença. O protocolo de testes utilizado foi a triagem com o teste do Antígeno Acidificado Tamponado e confirmação dos positivos com o teste do 2-Mercaptoetanol. O rebanho foi considerado positivo, se pelo menos um animal fosse reagente às duas provas sorológicas. As prevalências de focos e nos animais do Estado foram de 12,60% [9,19 - 16,01%] e 3,36% [2,28 - 4,44 %]. As prevalências de focos e animais para os circuitos produtores foram: circuito 1: 11,07% [7,87 - 15,00 %] e 2,58% [1,62 - 3,54 %]. Circuito 2: 12,92% [9,12 - 17,59 %] e 6,25% [3,00 - 9,49 %]. Os fatores de risco associados à condição de foco foram: assistência veterinária (OR = 2,89; [1,15 - 7,23]), tamanho do rebanho ≥ 30 fêmeas adultas (OR = 1,88; [1,07 - 3,28]) e uso de inseminação artificial (OR = 1,92; [0,84 - 4,38]).

Ano

2008

Creators

Vicente Godoy de Salles Oliveira Silva

Formas de mitigar o estresse de leitões desmamados com 21 dias

Leitões desmamados em sistema comercial passam por um intenso estresse devido a separação materna, alteração brusca na alimentação e reagrupamento de leitegadas, exacerbado pelas intensas interações agonísticas. Nós investigamos se a presença de um suíno mais velho na baia da creche, logo após o desmame, seria capaz de diminuir as interações agonísticas e a concentração de cortisol, tornando os leitões mais adaptados para lidar com o desafio imposto. Noventa e seis leitões de 21 dias de vida foram desmamados e divididos em 8 baias, das quais, 4 tinham um suíno mais velho. Foram feitas coletas de saliva em 48 animais (24 de cada tratamento), filmagem de comportamentos para posterior análise de interações agonísticas (48 animais, sendo 24 de cada tratamento), contagem total de lesão (96 animais) e um desafio de LPS e coleta de sangue para testar a hipótese. A presença do suíno mais velho diminuiu interações agressivas (p = 0,0419), porcentagem de tempo total gasto em interações agonísticas (p = 0,0289) e quantidade de lesões ( p = 0,0001). Não houve diferença na concentração de cortisol na saliva nem no soro sanguíneo, em resposta ao desafio de LPS entre os tratamentos. O suíno mais velho diminuiu a quantidade de interações agoníticas e a somatória de lesões, podendo ter melhorado a adaptação dos leitões ao momento de desmame

Ano

2016

Creators

Beatrice Morrone Lima

Pesquisa de infecção por rickettsias do grupo da febre maculosa em humanos, cães e eqüídeos e em adultos de Amblyomma cajennense, em área endêmica e não endêmica do estado de São Paulo

A febre maculosa, doença de caráter endêmico, já foi diagnosticada em vários estados brasileiros. Em São Paulo a doença é considerada endêmica em algumas regiões e não endêmica ou desconhecida na maior parte do estado. Com o objetivo de estudar a epidemiologia da febre maculosa em regiões consideradas endêmica e não endêmica do estado de São Paulo, foram colhidos carrapatos das pastagens e amostras de sangue de seres humanos, cães e equídeos que viviam em propriedades rurais dos municípios de Pedreiras, (região endêmica); Pirassununga, Sorocaba e Cotia (não endêmica). A colheita de carrapato e de sangue foi efetuada no período de novembro de 2000 a março de 2001, época de predomínio do estágio adulto de ixodideos do gênero Amblyomma na região. Foram colhidos 686 amostras de carrapatos, 50 amostras de sangue de seres humanos, 28 eqüinos, quatro asininos e 16 caninos de região endêmica e 658 amostras de carrapatos, 16 amostras de sangue de seres humanos, 48 eqüinos e cinco caninos de região não endêmica. Os carrapatos foram examinados pelo teste de hemolinfa e pela nested reação em Cadeia da Polimerase (n-PCR). A amplificação de uma região do gene que codifica uma proteína interna de membrana de 17 kDa pela n-PCR, foi utilizada para a detecção do gênero Rickettsia spp nos carrapatos. De um total de 686 amostras de carrapatos de região endêmica, foram encontrados 34 amostras positivas (4,9%) e de 658 amostras de carrapatos de região não endêmica, foram encontrados seis amostras positivas (0,9%). O seqüenciamento de um fragmento de 232 pares de bases do gene 17 kDa efetuados em duas amostras de região endêmica e seis de região não endêmica demonstraram homologia em 100% com a Rickettsia felis. Foi realizada a reação de imunofluorescência indireta (IFI) nos soros sangüíneos utilizando-se antígenos brutos de superfície de Rickettsia rickettsii. Foram considerados positivos soros com títulos superiores a 64. Nenhuma amostra de soro de seres humanos de região endêmica e não endêmica apresentou sorologia positiva. 17 (65,3%) amostras de soros de eqüinos, de região endêmica, apresentaram sorologia positiva, com titulação máxima de 4096. Apenas uma (2,0%) amostra de soro eqüino de região não endêmica apresentou sorologia positiva, com titulação de 128. Cinco (31,2%) amostras de soros de cães de região endêmica apresentaram sorologia positiva, com titulação máxima de 512. Não foi detectada sorologia positiva para cães de região não endêmica. Os títulos elevados da sorologia de cães e eqüinos de região endêmica sugerem indiretamente a circulação de Rickettsia rickettsii nesta localidade. A vigilância epidemiológica em regiões não endêmicas é de grande importância visto que são consideradas vulneráveis a futuros casos de febre maculosa.

Ano

2003

Creators

Luís Antônio Sangioni

Isolamento e caracterização molecular e biológica de Toxoplasma gondii e pesquisa de Neospora caninum em roedores urbanos da Grande São Paulo (SP)

Com o objetivo de identificar Toxoplasma gondii e Neospora caninum em roedores urbanos da Grande São Paulo (SP) 217 roedores (quatro camundongos -Mus musculus, 20 ratazanas - Rattus norvegicus e 193 ratos de telhado - Rattus rattus) foram capturados entre abril de 2005 e fevereiro de 2008, para realização do diagnóstico biológico e molecular. Das 20 ratazanas (Rattus norvegicus) capturadas apenas uma foi positiva para T. gondii pelo bioensaio, correspondendo a 5% de positividade entre as ratazanas e 0,46% entre todos os roedores capturados. O isolado obtido dessa ratazana foi caracterizado como genótipo recombinante I, III e u-1 por PCR-RFLP, similar ao isolado previamente descrito e obtido de duas ovelhas e um gato, todos do Estado de São Paulo. Quatro amostras de roedores negativos ao bioensaio resultaram como positivas ao T. gondii pela nested PCR B1. Entretanto, quando submetidas à nested PCR ITS1 e à restrição enzimática (RFLP) não houve confirmação desse resultado em três delas. Em relação ao N. caninum, amostras de tecido cerebral e cardíaco de 121 roedores foram examinadas por nested PCR Nc5, tendo sido encontradas 12 amostras positivas, provenientes de 10 roedores. Quando submetidas à nested PCR ITS1 e à restrição enzimática (RFLP) N. caninum não foi confirmado em nenhuma das amostras. Este estudo conclui que a ocorrência de T. gondii e N. caninum em roedores urbanos da Grande São Paulo (SP) é baixa, sugerindo que estes animais não possuem papel importante na cadeia epidemiológica como reservatórios desses agentes para predadores como os cães e gatos urbanos.

Ano

2009

Creators

Vanessa Muradian

Avaliação de tratamento homeopático com Phytolacca decandra 30CH durante a lactação de vacas com mastite subclínica

O elevado custo dos tratamentos tradicionais da mastite bovina, associado à redução de produção e inviabilidade de tratamento das mastites subclínicas durante a lactação, bem como a exigência cada vez mais rigorosa da ausência de resíduos de antimicrobianos por parte de instituições nacionais e internacionais, impulsiona o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas que visem minimizar o impacto das medidas tradicionais de tratamento. A homeopatia surge como importante alternativa, sendo aceita nacional e internacionalmente. O objetivo do trabalho foi avaliar o tratamento homeopático com Phytolacca decandra 30CH durante a lactação de vacas com mastite subclínica, utilizando parâmetros de qualidade do leite como Califórnia Mastitis Test (CMT), contagem de células somáticas (CCS) totais, porcentagens de polimorfonucleares (PMN) e de mononucleares (MN), teores de proteína, lactose, gordura, sólidos totais (ST) e extrato seco desengordurado (ESD), além da mensuração da produção leiteira. Foram selecionadas 26 vacas, CMT 2+ e 3+ sem sinais de mastite clínica, entre o terceiro e sexto mês de lactação, pluríparas e divididas em dois grupos, um com tratamentos medicamentosos mensais e outro com tratamentos quinzenais. Mensalmente foram colhidas duas amostras de leite de cada glândula mamária (teto) que apresentava mastite subclínica. Uma das amostras foi utilizada para CCS e análise dos componentes do leite, e a outra para identificação microbiológica. Nos grupos tratados, foi administrado o medicamento homeopático Phytolaca decandra 30CH diluído em água e aspergido nas mucosas oro-nasais e vaginais, enquanto que nos grupos denominados controle foi administrado placebo da mesma maneira. A pesagem da produção láctea de ambos os grupos foi realizada quinzenalmente até o final do experimento. Verificou-se então que não houve diferença significativa entre a produção láctea, CCS e a presença de microrganismos na secreção láctea das glândulas quando comparadas antes e depois do tratamento homeopático, dentro de cada grupo, bem como quando comparados os grupos entre si. As medianas de CMT e porcentagens de PMN foram compatíveis com infecções mamárias agudas, embora os animais tenham sido diagnosticados como portadores de mastites crônicas e em nenhum momento desenvolveram sinais clínicos.

Ano

2009

Creators

Leslie Avila do Brasil Almeida

Monitoramento dos registros de condenações na população de frangos abatidos no SIF 2485, no período de 1995 a 2005: avaliação das séries históricas e análise crítica

Apesar do reconhecimento da relevante contribuição epidemiológica dos registros de condenação em abatedouros, é escassa a divulgação sobre estudos referentes às circunstâncias relacionadas com as apreensões em matadouros de frangos. Avaliaram-se dez anos de registros oficiais de condenação em um abatedouro sob inspeção federal no Estado de São Paulo, obtendo-se informações a respeito de 24 causas de apreensão. Análises de tendência, sazonalidade e de componente cíclico foram efetuadas para 21 variáveis. Isto é discutido frente às dificuldades na obtenção sistemática e fidedigna de dados, propondo-se a utilização de programas informatizados para análise dos registros mensais em tempo real, o que possibilita a reavaliação dos programas de controle para as enfermidades desencadeantes das apreensões. Abordaram-se aspectos legislativos da inspeção de aves, enfocando limitações internacionais e particularidades de alguns processos patológicos, sugerindo adequação em determinados procedimentos sanitários. Destacou-se a comparação de dados locais com apreensões de vários países e o impacto interpretativo de diferentes metodologias de análise na concepção das ocorrências. As avaliações permitiram concluir que abordagens informatizadas para sazonalidade e ciclicidade nas séries temporais de apreensões podem incrementar o poder da verificação de programas HACCP. Além disso, observou-se maior poder para revelação de padrões, pela associação dos dois tipos de análise.

Ano

2006

Creators

Leandro d'Arc Moretti

Investigação de infecções por Brucella e Morbillivirus em cetáceos e sirênios nas regiões Norte e Nordeste do Brasil

Os mamíferos aquáticos são susceptíveis a infecções por uma ampla variedade de microrganismos, incluindo bactérias, fungos, vírus e parasitas, com destaque às infecções por Brucella e Morbillivirus, as quais vêm sendo evidenciadas em uma ampla variedade de espécies de mamíferos marinhos em diversas localidades geográficas. Nos mamíferos marinhos, a brucelose é causada pelas espécies Brucella ceti e Brucella pinnipedialis, tendo os cetáceos e os pinípedes como hospedeiros preferenciais, respectivamente. A estirpe 27 (ST27) de Brucella ceti é considerada zoonótica. Nos cetáceos e pinípedes, os morbillivirus têm o potencial de causar grandes epidemias com mortalidade em massa das espécies acometidas, podendo ocasionar extinções locais em virtude da tendência cíclica desta infecção. Ambas as infecções já foram registradas em cetáceos marinhos no Brasil, incluindo a recente descrição de epizootia associada a alta mortalidade de botos-cinza (Sotalia guianensis) no Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Assim, o objetivo deste trabalho foi investigar a ocorrência de infecções por Brucella spp. e Morbillivirus em cetáceos e sirênios nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Foram analisados 57 peixes-boi marinhos (Trichechus manatus) incluindo animais cativos, reintroduzidos e de vida livre, 84 peixes-boi amazônicos cativos (Trichechus inunguis) e 23 cetáceos, compreendendo amostras de animais vivos e provenientes do banco de amostras de instituições. Foram obtidas amostras de tecidos, swabs nasais, genitais, orais e anais e sangue, as quais foram utilizadas para o diagnóstico direto das infecções, pela reação em cadeia da polimerase (PCR). Amostras de soro foram submetidas ao teste sorológico do antígeno acidificado tamponado (AAT) para detecção de anticorpos anti-Brucella. Os animais com resultados positivos nos testes sorológicos e/ou moleculares para brucelose, tiveram suas amostras analisadas pelo cultivo microbiológico. Amostras positivas nas reações moleculares foram submetidas à caracterização molecular para a confirmação do resultado e caracterização da estirpe bacteriana e/ou viral. Todos os sirênios analisados apresentaram resultado negativo no teste do AAT para sorodiagnóstico de Brucella, bem como nas reações moleculares para detecção de Brucella e morbilivírus em amostras de swabs, tecidos e sangue. Dentre os cetáceos analisados, um espécime de boto-cinza (Sotalia guianensis), macho, encontrado encalhado em Pernambuco, apresentou resultado positivo na PCR para detecção de Brucella spp. em amostra de rim, tendo sido identificada a espécie B. ceti. O isolamento bacteriano não foi bem-sucedido. Num segundo espécime de boto-cinza (S. guianensis), fêmea, encalhada em Alagoas, foi detectado morbilivírus em amostras de fígado e rim. De acordo com os resultados obtidos, não foram verificadas evidência de infecções por Brucella e Morbillivirus em sirênios no Brasil. Este corresponde ao segundo relato no Brasil de infecção por Brucella nessa espécie de cetáceo, sendo o primeiro relato de infecção por morbillivirus em boto-cinza na região nordeste. Estes resultados alertam para a importância do monitoramento sanitário sistemático desses patógenos, particularmente nesta espécie de golfinho, em especial devido ao potencial zoonótico da brucelose e do morbillivirus de causar imunossupressão, o que predispõe a infecções secundárias, e epizootias com alta mortalidade.

Ano

2019

Creators

Gláucia Pereira de Sousa

Caracterização de Salmonella enterica subespécie enterica sorovar Cholerasuis provenientes de suínos no Brasil

Salmonella Choleraesuis é o agente causador de um quadro septicêmico em suínos que pode apresentar altas taxas de mortalidade nos animais infectados. No presente estudo foram avaliadas 93 estirpes de S. Choleraesuis provenientes de suínos com sinais clínicos de infecção. Foram avaliadas estirpes originadas de sete granjas localizadas nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais obtidas durantes os anos de 2015, 2016 e 2017. As estirpes de Salmonella foram submetidas a reação em cadeia pela polimerase para confirmação do sorovar pela amplificação do gene fliC, em seguida foram caracterizadas quanto ao perfil de resistência a antimicrobianos e a caracterização genotípica pelo polimorfismo do comprimento de fragmentos amplificados (AFLP). A determinação do perfil de resistência a antimicrobianos revelou que as 93 estirpes foram resistentes a penicilina, doxiciclina, sulfadimetoxina, clindamicina, tilosina, tilmicosina e tiamulina, sendo, portanto, todas multirresistentes. Os antimicrobianos com menores taxas de resistência foram cefitiofur (0%), marbofloxacina (1,1%), neomicina (10,8%) e enrofloxacina (18,3%). As estirpes foram discriminadas em 17 perfis de resistência diferentes, o perfil mais frequente reuniu 39 estirpes (42%) resistentes a penicilina, ampicilina, doxiciclina, oxitetraciclina, florfenicol, sulfadimetoxina, gentamicina, tulatromicina, tilosina, tilmicosina, tiamulina e clindamicina. A análise das estirpes pelo AFLP indicou todas as 93 estirpes foram agrupadas em um único perfil com mais de 94% de similaridade. A partir dos dados obtidos é possível verificar que as estirpes de S. Choleraesuis isoladas de suínos apresentaram baixa variabilidade genética e alta frequência de resistência aos antimicrobianos mais usados em suinocultura.

Ano

2018

Creators

Pedro Henrique Nogueira de Lima Filsner

Desenvolvimento da reação em cadeia pela polimerase para detecção de Actinobaculum suis e caracterização fenotípica e genotípica dos isolados

O Actinobaculum suis é um dos principais micro-organismos relacionados a infecções de trato urinário em fêmeas suínas. As características de crescimento deste agente dificultam o isolamento bacteriano tradicional, o que pode tornar a sua prevalência subestimada. Este estudo teve por objetivos desenvolver a reação em cadeia pela polimerase (PCR) para detecção do A. suis, avaliar a sensibilidade e especificidade desta técnica e comparar seu desempenho com o isolamento bacteriano. Além disso, as cepas isoladas foram caracterizadas através do polimorfismo de comprimento de fragmentos amplificados (AFLP) e submetidas à determinação da concentração inibitória mínima para caracterização dos perfis de susceptibilidade antimicrobiana. Foram analisados 45 suabes prepuciais de machos e 192 urinas de fêmeas suínas provenientes de três granjas. Os resultados indicaram que a PCR desenvolvida foi específica para o A. suis e apresentou limiar de detecção entre 1,0 X 101 UF/mL e 1,0 X 102 UFC/mL. A frequência de A. suis encontrada através da PCR foi de 82,2% (37/45) nos suabes prepuciais e de 8,9% (17/192) nas urinas de fêmeas. No que se refere ao isolamento, nenhuma das amostras de urina foi positiva para o agente, enquanto 31,1% (14/45) dos suabes foram positivos. A partir das amostras positivas isoladas dos suabes prepuciais foram selecionadas 20 cepas de A. suis. Os perfis de susceptibilidade entre estas cepas foram semelhantes, no entanto diferiram dos isolados utilizados como controle e provenientes de uma fêmea com infecção urinária. A técnica de PCR foi mais eficiente que o isolamento na identificação de amostras positivas para A. suis. Através do AFLP com uma única enzima foi possível caracterizar todos os isolados e relacionar os dados obtidos com a origem das cepas e o perfil de resistência. Até o presente não há relatos na literatura de caracterização genotípica de A. suis através do AFLP ou detecção do agente através da PCR.

Ano

2012

Creators

Cristina Román Amigo

Caracterização fenotípica e molecular de estirpes de Haemophilus parasuis isoladas de suínos da região Centro-sul do Brasil

Haemophilus parasuis é o agente etiológico da Doença de Glässer, que causa artrite, pneumonia, meningite e poliserosite em suínos e tem assumido grande importância na suinocultura moderna, uma vez que sua ocorrência tem aumentado significativamente nos últimos anos em rebanhos afetados pelo circovirus suíno tipo 2. No presente estudo foram avaliadas 117 amostras de H. parasuis isoladas dentre os anos de 2009 a 2014, isoladas de suínos de diferentes estados do da região Centro-Sul do Brasil. As estirpes foram submetidas à sorotipificação, confirmação do gênero/espécie pela PCR, o perfil de resistência a antimicrobianos foi avaliado através da determinação da concentração inibitória mínima (CIM), foi realizada a caracterização genotípica das amostras por eletroforese em gel de campo pulsado (PFGE) e por sequenciamento de múltiplos sítios (multilocus sequence typing - MLST) e a presença de genes de virulência vtaA foi analisada. Os sorotipos mais frequentes foram: 4 (21,3%), seguido do 5 (12,9%), do 13 (9,4%), do 14 (7,7%) e do sorotipo 1 (1,7%), e em alguns casos mais de um sorotipo foi identificado na mesma granja e até no mesmo animal, resultado este parecido ao encontrado no restante do mundo. Em todas as amostras o gene vtaA estava presente, para alguns antibióticos os índices de resistência foram elevados, como para tilosina (98,29%), danofloxacina (95,72%), sulfadimetoxina (88,03%), penicilina (77,7%) e a multirrestencia atingiu o índice alarmente de 93,16% das estirpes. Foram identificados 67 perfis diferentes no PFGE e das 9 amostras analisadas pelo MLST foram identificados novos STs, até então, não descritos mundialmente. Quando os novos STs foram comparados com os previamente descritos, estas se dispersaram entre as descritas em diferentes países. Neste estudo foi possível observar que as estirpes de H. parasuis brasileiras possuem alta variabilidade, tanto nos sorotipos, perfis de resistência, análises genômicas de PFGE e MLST

Ano

2016

Creators

Givago Faria Ribeiro da Silva

Isolamento e caracterização de Enterococcus faecallis resistentes a vancomicina ou a altas concentrações de aminoglicosídeos provenientes de suínos no Brasil

Agentes causadores de infecções urinárias, endocardites, meningites e septicemias os membros do gênero Enterococcus ganharam grande importância epidemiológica nos últimos anos, já que possuem resistência, tanto intrínseca quanto adquirida, a uma ampla gama de antibióticos. Entre as trinta e seis espécies descritas atualmente, duas recebem maior destaque,E. fecalis e E. faecium devido à alta frequência de multirresistência a antimicrobianos e a sua maior participação nos casos de infecções humanas. Vários estudos tem associado o uso de facilitadores de crescimento em animais de produção com o aumento da frequência de multirresistência em várias espécies de Enterococcus. Diante do exposto, no presente estudo foram avaliadas 245 cepas de Enterococcus faecalis isoladas de 171 suínos comercias quanto ao perfil de resistência a antimicrobianos através da determinação da concentração inibitória mínima e quanto ao perfil genotípico através da eletroforese em campo pulsado. As maiores taxas de resistência observadas foram contra a tilosina (98,7%) e lincomicina (98,7%), seguidas pela tetraciclina (97,1%), eritromicina (96,7%), estreptomicina (96,3%), combinação quinupristinadalfopristina (95,5%), kanamicina (93,8%), gentamicina (85,3%), ciprofloxacina (76,7%) e cloranfenicol (71,8%). Não foram identificadas cepas resistentes a vancomicina e a taxa de resistência a princípios como daptomicina (0,4,%), nitrofurantoína (1,2%) e tigeciclina (1,6%) foi baixa. Através da eletroforese em campo pulsado as cepas foram agrupadas em 109 pulsotipos, não havendo grupamentos diretamente relacionados ao perfil de resistência. As cepas foram agrupadas em maior frequência, de acordo com o animal e a granja de origem. No Brasil, o uso de avoparcina em suinocultura não foi muito intensivo, o que provavelmente não contribuiu para a seleção de cepas resistentes a vancomicina, no entanto, a resistência a altos níveis de gentamicina e estreptomicina é alarmante, e devido à importância destes antimicrobianos no tratamento das infecções humanas por Enterococcus, estes níveis de resistência deveriam ser monitorados em isolados de origem animal e ambiental.

Ano

2014

Creators

Pedro Henrique Nogueira de Lima Filsner

Pesquisa da ocorrência de cisticercos e estudo histopatológico em amostras de coração bovino comercializado na cidade de São Paulo, SP

O presente trabalho teve por objetivos: 1) analisar corações bovinos obtidos no comércio varejista da cidade de São Paulo pesquisando a presença de cisticercos, a partir da técnica preconizada pelo Artigo 176 do RIISPOA Decreto-Lei 11.691\\1952, da técnica descrita por Santos (1976) e da técnica do fatiamento completo e 2) descrever a forma de apresentação destes quanto aos cortes existentes. Avaliaram-se dois grupos distintos de amostras: aquelas denominadas \"supostamente inspecionadas\", isto é, com identificação do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e aquelas denominadas \"não inspecionadas\", ou seja, comercializadas sem identificação de origem nem selo de serviço de inspeção. Foram examinados 100 corações bovinos, sendo 29 \"não inspecionados\" (completamente fechados) e 71 \"supostamente inspecionados\" (com cortes de inspeção). As amostras foram provenientes de Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo; 56% da região Oeste, 15% da região Sudeste e 29% de origem desconhecida. Não se identificou cisticercose em nenhuma das amostras, em ambos os grupos; o fatiamento dos corações bovinos é uma forma de avaliar mais minuciosamente o miocárdio em busca de alterações, porém sua utilização é viável para fins específicos de pesquisa devido à demanda de tempo gasto; já a técnica de Santos (1976) pode ser utilizada como complementar ao RIISPOA e pode ser aplicada nos Serviços de Inspeção Sanitária de Carnes; o presente estudo demonstrou que os órgãos considerados \"supostamente inspecionados\" encontravam-se todos isentos de cisticercos e de outras afecções, confirmando que a prática da inspeção veterinária de animais de açougue é eficaz na identificação e reconhecimento de alterações, é possível que o reduzido número de amostras de corações \"não inspecionados\" tenha interferido nos resultados. Sugere-se a realização de mais estudos aplicando-se as técnicas utilizadas neste trabalho avaliando maior número de corações da categoria \"não inspecionados\".

Ano

2010

Creators

Naassom Almeida Souza Ribeiro

Situação epidemiológica da brucelose bovina no Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil

Para dar suporte à implementação do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose no Estado do Mato Grosso do Sul, foi realizado um estudo para caracterizar a situação epidemiológica da brucelose bovina. Considerando as características regionais da produção pecuária, foram definidos três estratos a serem estudados no Estado: Pantanal corte, Planalto corte e Planalto leite, esse último subdividido em Bolsão, Campo Grande e Dourados . Em cada estrato foram amostradas aleatoriamente propriedades, e dentro dessas foi escolhido, também de forma aleatória, um número pré-estabelecido de animais, dos quais foi obtida uma amostra de sangue. No total foram amostrados 14.849 animais, provenientes de 1.004 propriedades. Em cada propriedade amostrada foi aplicado um questionário epidemiológico indagando sobre suas características e também sobre a observação de transtornos reprodutivos que poderiam estar associados à infecção brucélica. O teste utilizado foi o do Antígeno Acidificado Tamponado. O rebanho foi considerado positivo se pelo menos um animal fosse reagente à prova sorológica. Para o Estado, a prevalência de focos foi de 41,5% [36,5% - 44,7%]. As prevalências de focos e animais nos estratos foram respectivamente de: 59,0% [52,8% - 64,9%] e 12,6% [9,1% - 17,2%] para o estrato Pantanal corte, 40,6% [35,8% - 45,5%] e 4,5% [2,1% - 9,0%] para o Planalto corte. No estrato Planalto leite, a prevalência de focos foi de 33,1% [28,4% - 38,1%]. Os fatores associados à condição de foco foram: ter ≥ 500 vacas (OR = 2,46 [1,81 - 3,34]), a ocorrência de bezerros fracos (OR = 1,20 [0,87 - 1,65]) e a inseminação artificial (OR = 0,71 [0,50 - 1,01]).

Ano

2010

Creators

Sabrina Caruso Chate

Detecção de micoplasmas, bartonelas e vírus da leucemia felina em pequenos felídeos neotropicais mantidos em cativeiro no Refúgio Bela Vista, Foz do Iguaçu

Amostras de sangue total e suabes de orofaringe e conjuntiva foram coletadas de 57 felídeos Neotropicais (1 Leopardus geoffroyi, 17 L. wiedii, 22 L. tigrinus, 14 L. pardalis e 3 Puma yagouaroundi) mantidos em cativeiro no Refúgio Bela Vista, Foz do Iguaçu. Dados clínicos, hemograma e histórico dos animais foram disponibilizados. Materiais clínicos obtidos a partir dos suabes de orofaringe e conjuntiva foram submetidos ao cultivo para Mycoplasma spp em meio específico. DNA do sangue e suabes foram extraídos por meio de um kit comercial e pelo método de fervura, respectivamente. DNA extraído de amostras de sangue foram submetidos à PCR para detecção de Mycoplasma haemofelis (Mhf), Candidatus M. haemominutum (CMhm), DNA proviral do vírus da leucemia felina (FeLV) e Bartonella spp. DNA extraído dos suabes foram submetidos à PCR para detecção de Mollicutes e M. felis. Foi realizada uma análise de associação entre alterações clínicas e a infecção por Bartonella spp e um estudo de fator de risco da infecção por esse microrganismo. Apenas 1 (1,75%) animal foi positivo a reação para Mhf e nenhum foi positivo a reação para CMhm. Dois (3,5%) animais foram positivos a reação para FeLV e 6 (10,52%) foram positivos para Bartonella spp. Não houve co-infecção entre os agentes pesquisados nas amostras de sangue. Foram obtidos 5 (8,77%) isolados de Mycoplasma spp da orofaringe e nenhum de conjuntiva. DNA de Mollicutes foi detectado em 53 (93%) e 27 (47,36%) amostras de orofaringe e conjuntiva, respectivamente. Nenhuma amostra apresentou resultado positivo na detecção de DNA alvo de M. felis. Não houve associação entre as alterações hematológicas (anemia, desidratação, leucocitose, leucopenia, histórico de anemia) e a infecção por Bartonella spp. Machos apresentam maior risco de adquirir bartonelose do que fêmeas. Este é o primeiro relato da presença de DNA proviral de FeLV em L. tigrinus e L. pardalis no sul do aís, de DNA de B. henselae em L. tigrinus, L. pardalis, L. geoffroyii e P. yagouaroundi, e de um estudo de fator de risco associado a infecção por Bartonella spp em felídeos neotropicais.

Ano

2008

Creators

Ana Marcia de Sá Guimarães

Vírus da bronquite infecciosa das galinhas (IBV): distribuição, diversidade molecular e genealogia a partir de amostras de múltiplos órgãos de diversos tipos de criação do plantel avícola brasileiro

A bronquite infecciosa das galinhas (BIG) é uma doença altamente contagiosa causada por múltiplos genotipos/sorotipos do vírus da bronquite infecciosa das galinhas (IBV), um coronavirus do grupo 3. Embora classicamente associado ao trato respiratório, alguns tipos de IBV têm sido descritos com tropismo pelos rins e pelos tratos reprodutivos e entéricos, o IBV pode ser detectado em diversos tipos de tecidos, e também pode acometer aves de todas as idades. Este estudo tem como objetivo verificar a freqüência do IBV em amostras de diversos órgãos e conteúdo entérico de avós, matrizes, poedeiras comerciais e frangos de corte, genotipar as amostras detectadas e estudar a diversidade molecular entre as amostras brasileiras de IBV. Um total de 844 pools de diversos órgãos e conteúdos entéricos provenientes de 200 lotes de avós, matrizes, poedeiras comerciais e frangos de corte, das regiões Sul, Sudeste, Centro-oeste e Nordeste do Brasil, colhidas durante o período de 2007 a 2009 foram testadas para a presença de IBV com um RT-PCR dirigido à região não traduzida 3′(3′UTR). As aves amostradas apresentaram sinais clínicos compatíveis com a BIG. Todas as amostras de IBV detectadas foram tipificadas utilizando uma RT-PCR dirigida ao gene de espícula do vírus. Dezenove amostras tipificadas como variante foram submetidas ao seqüenciamento parcial da região codificadora da subunidade S1 e à análise genealógica. Considerando os pools de órgãos e de conteúdo entérico, 45,50% foram positivos para a presença de IBV, dos quais, 84,63% pertencem ao genotipo Variante e 9,89% ao sorotipo/genotipo Massachusetts. Considerando os lotes, 73,50% foram positivos para IBV, sendo 77,55% variantes e 6,12% Massachusetts. A análise genealógica revelou quatro linhagens virais, todas agrupadas em um exclusivo grupamento de genotipo brasileiro. Estes resultados demonstram que o IBV está disseminado em todas as regiões avícolas brasileiras, com um predomínio massivo de genotipos não Massachusetts e uma elevada diversidade molecular, que deve ser levada em consideração para desenvolver medidas preventivas contra o IBV.

Ano

2010

Creators

Thaisa Lucas Sandri

Estudo sobre a participação do cahorro-do-mato (Cerdocyon thous) como hospedeiro definitivo de organismos da sub-família toxoplasmatinae

Neospora caninum e Hammondia heydorni são coccídeos formadores de cistos proximamente relacionados com outros organismos heteroxenos pertencentes ao filo Apicomplexa, como Toxoplasma gondii e Hammondia hammondi. Para saber se o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), um canídeo silvestre comumente encontrado do nordeste da Argentina ao nordeste da América do Sul, pode ser hospedeiro definitivo de N. caninum, exemplares de cachorro-do-mato foram alimentados com tecidos de bovinos e bubalinos naturalmente infectados por N. caninum. As fezes dos cachorros-do-mato foram colhidas e examinadas diariamente para pesquisa de oocistos. No primeiro experimento, masseter e cérebro (peça inteira dos dois órgãos) colhidos de dois bovinos de aproximadamente dois anos de idade, foram picados, misturados e fornecidos às quatro raposas em dois dias consecutivos. Duas raposas eliminaram oocistos sub-esféricos não esporulados medindo 10-13µm no oitavo e nono dias pós-infecção, respectivamente. Uma das raposas eliminou oocistos por cinco e a outra nove dias. Amostras de DNA extraída dos de oocistos de cada dia de eliminação foram analisadas por PCR com primers grupo-específicos PCR-ITS-1 e espécie-especificos Nc5-NPCR. Todas as amostras foram positivas por PCR-HSP-70 e PCR-ITS-1, mas negativas por Nc5-NPCR. A sequência de nucleotídeos PCR-ITS-1 revelou 100% de identidade com seqüências homólogas de H. Heydorni. Concluímos que H. heydorni também utiliza o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) como hospedeiro definitivo. O cachorro-do-mato é usualmente reportado em contato com rebanhos em diversas regiões do Brasil. Então, é razoável inferir que estes carnívoros possam exercer um importante papel nos ciclos silvestre e doméstico da infecção por H. heydorni. Em um segundo experimento, sete exemplares de cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) foram alimentados com tecidos de 3 búfalos (Bubalus bubalis) naturalmente infectados por N. caninum. As fezes das raposas foram analisadas 30 dias antes e trinta depois da infecção experimental e nenhuma das raposas eliminou oocistos N. caninum-like nas fezes. Estes resultados sugerem que o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) não é hospedeiro definitivo de N. caninum, entretanto estudos adicionais são necessários.

Ano

2009

Creators

Luiz Ricardo Paes de Barros Cortez

Avaliação do Teste Cervical Comparativo no diagnóstico imunoalérgico da tuberculose em caprinos (Capra hircus)

O crescimento da caprinocultura no Brasil e a necessidade de controle sanitário dessas criações justificam o estudo de avaliação do teste tuberculinico na espécie caprina. Utilizando os parâmetros de Silva et al. (2006) foram avaliados 600 caprinos procedentes dos Estados de Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Paraíba e São Paulo. Baseados nos valores do Teste Cervical Comparativo (TCC) 60 animais foram selecionados e submetidos a exame clínico, eutanásia e colheita de material para exames microbiológicos, histopatológicos e moleculares. Dos 36 caprinos positivos, 27 (72%) resultaram em isolamento de micobactérias tipificadas como sendo do complexo M. tuberculosis. Foram identificados focos de tuberculose em caprinos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraíba. Além do isolamento de micobactérias do complexo M. tuberculosis, foram identificados em alguns animais outras bactérias como M. kansasii, M. flavescens, M. avium, complexo M. florentinum M. lentiflavum M. simiae, Corynebacterium pseudotuberculosis e C. bovis. Em um caso houve o isolamento de C. bovis concomitante com micobactéria do complexo M. tuberculosis. As lesões macroscópicas e histopatológicas não diferenciaram a infecção provocada por C. bovis. ou por micobactéria do complexo M. tuberculosis. Os resultados bacteriológicos, histopatológicos e de identificação genética validam a utilização do padrão de interpretação de Silva et al. (2006) no TCC para o diagnóstico da tuberculose em caprinos.

Ano

2009

Creators

Carlos Augusto Scacchetti de Almeida

Identificação de assinaturas genéticas em região codificadora da menor unidade ribossômica de Cryptosporidium spp: caracterização molecular de amostras de mamíferos e aves

Este trabalho teve como objetivos a identificação de sequências 18S rDNA amplificadas de Cryptosporidium spp. de diversas espécies de hospedeiros e avaliar variabilidade em sequências gênicas deste lócus, com vistas ao desenho de sondas moleculares com melhor eficiência diagnóstica para detecção e identificação deste parasito. Foram coletadas 392 amostras de animais domésticos (bovinos, eqüinos, suínos, ovinos, cães e felinos) de 98 propriedades rurais do município de Teodoro Sampaio, Estado de São Paulo, 474 de aves silvestres de cativeiro de diversas famílias, provenientes de criadouros comerciais do Estado de São Paulo e criadas como estimação, 141 de sagüis de cativeiro do Estado de São Paulo, e 24 de humanos imunodeprimidos provenientes de hospital do município de São Paulo. As amostras foram submetidas a prova coproparasitológica e molecular para detecção e identificação de Cryptosporidium. Alinhamentos múltiplos obtidos de seqüências 18S rDNA de Cryptosporidium spp. determinadas neste estudo e de sequências recuperadas do Genbank foram analisados visualmente para a definição das regiões polimórficas. Após a definição das regiões polimórficas, foram realizadas análises filogenéticas empregando-se separadamente cada uma delas. Pelo exame coproparasitológico foi encontrado positividade em amostras de nove (4,57%) bovinos, três (11,11%) cães, 41 (8,64%) aves silvestres, 13 (9,20%) sagüis e todas as de humanos. As outras espécies de animais domésticos não apresentaram positividade para o parasita no exame coproparasitológico. Nos bovinos foi encontrado o Cryptosporidium Andersoni, em cães o Cryptosporidium canis, em sagüis o Cryptosporidium parvum e em humanos, C. parvum, Cryptosporidium hominis, Cryptosporidium felis e C. canis. Dentre as amostras de aves nenhuma foi identificada como Cryptosporidium meleagridis. As amostras de curiós (Oryzoborus angolensis) foram classificadas como Cryptosporidium galli, com exceção de uma, identificada como Cryptosporidium baileyi. C. galli foi encontrado também em um Sabiá Laranjeira (Turdus rufiventris), um Picharro (Saltator similis), dois canários e um Pintassilgo (C. carduelis). C. baileyi foi encontrado em um pintassilgo (Carduelis carduelis) um Pichochó (Sporophila frontalis), um Galo da Campina (Paroaria dominicana) e dois Canários (Sicalis flaveola). Pelos resultados, duas regiões polimórficas em sequência 18S rDNA de Cryptosporidium spp. (denominadas regiões 1 e 3) permitiram discriminar as diferentes espécies neste gênero de parasita, podendo ser utilizadas isoladamente como marcadores moleculares para identificação molecular dentro deste gênero. Saguis (Chalitrix spp.) de cativeiro são espécies susceptíveis a infecção por Cryptosporidium parvum apresentando-se como um hospedeiro de importância epidemiológica para esta zoonose. Curiós (O. angolensis) de cativeiro são espécies susceptíveis a infecção por Cryptosporidium galli apresentando-se como hospedeiro de importância epidemiológica para esta espécie de parasito. A não detecção de Cryptosporidium parvum em animais domésticos na região de Teodoro Sampaio, Estado de São Paulo, mostra uma condição sanitária favorável, já que este agente é causador de importante zoonose. A presença de espécies de Cryptosporidium spp. adaptadas a animais domésticos (como o C. felis e o C. canis) em humanos na cidade de São Paulo mostra que estes animais podem desempenhar importante papel na cadeia epidemiológica da criptosporidiose humana.

Ano

2009

Creators

Anaiá da Paixão Sevá

Caracterização espacial da brucelose bovina no Estado do Tocantins

Para dar suporte à implantação do PNCEBT no Estado do Tocantins, foi realizado um estudo para caracterizar a situação epidemiológica da doença, entre fevereiro de 2002 e agosto de 2003. O Estado foi divido em seis áreas com características produtivas homogêneas (circuitos produtores). Para cada área, foi calculada uma amostragem simples aleatória de 300 propriedades, com o objetivo de estimar a prevalência de focos de brucelose além da prevalência de fêmeas bovinas adultas soropositivas. Para isso, foram amostradas de 10 a 15 vacas com idade superior a dois anos em cada propriedade. Um total de 20.908 soros foi obtido de 1.842 propriedades. Verificou-se uma prevalência de focos de brucelose (propriedades com, ao menos, um animal positivo) de 21,22% [19,33;23,11] e uma prevalência de fêmeas bovinas adultas soropositivas de 4,43% [3,57;5,29] para o Estado. Quando considerados os circuitos produtores, observou-se que os circuitos 1, 2, 3 e 5 tiveram prevalências de focos significativamente maiores que os demais, respectivamente 16,01% [12,08;20,61], 37,63% [32,08;43,43], 26,38% [21,54;31,69] e 29,26% [24,26;34,66]. Nos circuitos 4 e 6, as prevalências foram 5,84% [3,50;9,08] e 8,57% [5,72;12,23], respectivamente. Em cada propriedade, foi aplicado um questionário epidemiológico, com o objetivo de avaliar o grau de associação de possíveis fatores de risco a doença. A análise dos fatores de risco teve como resultado: rebanho de bovinos fêmeas > 24 meses acima de 120 animais (OR=2.00); vacinar contra brucelose ou vacinar fêmeas de qualquer idade (OR=0.37); presença de piquetes de parição (OR=0.72); exploração de leite (OR=0.63) e abate de reprodutores na fazenda (OR=1.52).

Ano

2009

Creators

Renato Akio Ogata

Perfil de eliminação de agentes infecciosos envolvidos em rinite na espécie suína

As doenças respiratórias estão entre as maiores causas de prejuízo para a indústria suinícola, seja pelo retardo no crescimento e ganho de peso, mortalidade de animais ou pelos gastos com vacinas, medicamentos e assistência veterinária. Neste contexto os quadros de rinite têm apresentado uma contribuição significativa. O presente estudo propõe a determinação dos perfis de eliminação de agentes envolvidos em rinite nos suínos avaliando diferentes faixas etárias em nove propriedades de ciclo completo com histórico de lesão em cornetos e que utilizem diferentes formas de prevenção e controle destas manifestações. Foram avaliados suabes de tonsilas de 12 animais, nas seguintes faixas etárias: matrizes, leitões de 20, 40 e 60 dias, suínos de 90, 110 e 140 dias, totalizando 84 animais por propriedade e 756 amostras em todo o estudo. As amostras foram submetidas à pesquisa de P. multocida tipo capsular A e D, gene codificador de toxina dermonecrótica de P. multocida, B. bronchiseptica e cytomegalovirus suíno através da reação em cadeia pela polimerase (PCR). Apesar do histórico de lesões em corneto em todas as propriedades apenas um animal foi positivo para presença de P. multocida tipo A e todos foram negativos para a presença do gene codificador da toxina dermonecrótica. Dentre os 756 animais 22 (2,9%) foram positivos para presença de B. bronchiseptica e 198 (26,1%) para detecção cytomegalovirus suíno. A presença B. bronchiseptica apresentou associação estatisticamente significativa com as fases de maternidade e terminação. A maior freqüência de cytomegalovirus suíno apresentou associação estatisticamente significativa com a fase de creche. Observaram-se matrizes eliminando B. bronchiseptica nos três tipos de granjas avaliadas, indicando que a fêmeas tem participação ativa na infecção dos leitões pelo agente. O mesmo não foi detectado na disseminação do cytomegalovirus suíno. Maiores estudos devem ser realizados para esclarecer a baixa eliminação de P. multocida e o verdadeiro impacto do cytomegalovirus nos rebanhos suínos.

Ano

2009

Creators

Mauricio Cabral Dutra