Repositório RCAAP
Favela olímpica e pós-olímpica:dinâmicas demográficas e no mercado imobiliário do Vidigal
Resumo Neste artigo, lançamos um olhar atualizado sobre as novas dinâmicas demográficas e imobiliárias instauradas na favela do Vidigal, Rio de Janeiro, dentro do que chamamos aqui de período olímpico (2007-2016) e pós-olímpico (2016-2018). Apoiados em uma amostra probabilística sistemática de questionários semiestruturados aplicados a 364 domicílios, analisamos os impactos desse período no perfil socioeconômico da população dessa favela e no mercado imobiliário local, avaliando em que medida esses impactos permaneceram ou não após o fim do período de megaeventos. Como resultado, apontamos para a formação de um novo fluxo migratório em direção a essa favela após a sua pacificação, fluxo este que apresenta sinais de retração após o fim do período de megaeventos.
2022-12-06T14:16:13Z
Bonamichi,Nayana Corrêa
Indicadores habitacionais brasileiros: análise comparativa da série histórica 1995-2018
Resumo Desde 1995, o Brasil publica estudos sobre os indicadores déficit habitacional e inadequação de domicílios a partir do Censo Demográfico e da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios. Este artigo apresenta uma pesquisa histórica desses indicadores, disponíveis em 13 publicações, com o objetivo de identificar as alterações conceituais e metodológicas ocorridas ao longo da série temporal 1995-2018. O delineamento da pesquisa configura-se em três enfoques: os conceitos envolvidos; a metodologia adotada para a obtenção dos indicadores; e suas métricas e resultados numéricos. A correlação temporal entre as alterações metodológicas, as conceituais e as políticas públicas habitacionais do período revela um panorama das necessidades habitacionais e seus desdobramentos ocorridos ao longo do processo, alertando para as iminentes mudanças no Censo 2020 (com data adiada).
2022-12-06T14:16:13Z
Santana,Rhaiana Bandeira Zanoni,Vanda Alice Garcia
Editorial
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2022-12-06T14:16:13Z
Brait,Beth Pistori,Maria Helena Cruz
O, 5 mm: a nova edição brasileira de problemas da poética de Dostoiévski
Neste artigo, retomo brevemente a história da recepção de Problemas da poética de Dostoiévski, de Mikhail Bakhtin, no Brasil, estabelecendo alguns paralelos com aspectos da recepção da obra na Itália, na França e nos Estados Unidos, para, então, descrever os acréscimos da nova edição brasileira e analisar, considerando a relevância da obra para os estudos da linguagem, algumas modificações efetuadas pelo tradutor Paulo Bezerra na quarta edição da obra, lançada em 2008.
2022-12-06T14:16:13Z
Silva,Adriana Pucci Penteado de Faria e
O encontro privilegiado entre Bakhtin e Dostoiévski num subsolo
O objetivo deste trabalho é discutir a importância da novela Memórias do subsolo, de Fiódor Dostoiévski, no conjunto da obra Problemas da poética de Dostoiévski, de M. M. Bakhtin. Espera-se, com isso, compreender os procedimentos artísticos aí destacados e as consequências para a concepção da polifonia, do gênero romance polifônico e de outros importantes conceitos cujas ressonâncias extrapolam os estudos do discurso artístico, alcançando a receptividade em reflexões sobre a linguagem em geral. Esse é o caso do discurso com evasivas, com qual o homem do subsolo interage, ao mesmo tempo em que luta contra todos os discursos que possam dizer sobre si a última palavra.
2022-12-06T14:16:13Z
Brait,Beth Machado,Irene
Bernardo Santareno e as possíveis reverberações das palavras de Ivan Karamázovi
Na peça teatral O inferno, escrita por Bernardo Santareno, o serial killer Orfeu Wilson, à beira da cova de suas vítimas, declama frases de Ivan Karamázovi, conhecidas por meio do texto de Dostoiévski e pelo ensaio O homem revoltado, de Camus. O presente artigo tem como objetivo analisar os elementos constitutivos dessa relação entre os enunciados de Orfeu e os de Ivan.
2022-12-06T14:16:13Z
Botton,Fernanda Verdasca
Prolegômenos dostoievskianos para uma reaproximação entre a polifonia de Mikhail Bakhtin e a dialética
Bakhtin analisou a poética de Dostoiévski não por meio de uma síntese parcial em função do discurso do escritor ou de uma de suas personagens, mas através do diálogo que deixaria de ser contingente para assumir um papel estrutural. Bakhtin, porém, não pôde demonstrar como a obra de Dostoiévski constituiria uma totalidade polifônica integral. Com o aporte da teoria crítica, procuraremos reaproximar a polifonia bakhtiniana da noção contraditória de totalidade por meio do método dialético.
2022-12-06T14:16:13Z
Vassoler,Flávio Ricardo
O discurso da memória: um ensaio bakhtiniano a partir de Infância e São Bernardo de Graciliano Ramos
Em Problemas da poética de Dostoiévski, Bakhtin, para afirmar as características da estética polifônica, infirma essa possibilidade em vários outros gêneros do romance. Na análise que segue, aproveitamos a reflexão do autor russo para pensar, no contraponto com o romance polifônico, as características do discurso romanesco da autobiografia presente em Infância e São Bernardo de Graciliano Ramos.
2022-12-06T14:16:13Z
Castro,Gilberto de
Jogadores de roleta e amores
Este estudo discute duas diferentes avaliações da novela Um jogador: uma, que o surpreende no contexto da obra dostoievskiniana, em que é considerado um trabalho menor; outra, no "mosaico de citações" da literatura francesa que nele se encontra.
2022-12-06T14:16:13Z
Amaral,Glória Carneiro do
A função transgressiva dos múltiplos sujeitos nos gêneros discursivos
Este artigo propõe uma reflexão sobre o sujeito e sua funcionalidade no gênero. Busca refletir acerca do efeito polifônico na multiplicidade enunciativa que aponta para uma transgressão de gêneros. Para fundamentar nosso argumento, tomamos as ideias sobre gênero, polifonia e sujeito vindos dos teóricos M. Bakhtin (1988), J. Authier-Revuz (2001) e J. Lacan (1998), e apontamos que é o efeito da transgressão pela polifonia que permite a coabitação de diversos sujeitos linguageiros nos discursos.
2022-12-06T14:16:13Z
Sousa,João Marcos Cardoso de Machado,Ida Lucia
Dostoiévski e Bakhtin: a filosofia da composição e a composição da filosofia
Este trabalho procura demonstrar as afinidades existentes entre a obra de Dostoiévski e a filosofia de Mikhail Bakhtin. Por meio de uma análise comparativa, conclui-se que a polifonia, característica fundamental do romance de Dostoiévski segundo Bakhtin, realiza-se como uma síntese artística de conceitos filosóficos como singularidade, responsabilidade, inacabamento e dialogismo.
2022-12-06T14:16:13Z
Nuto,João Vianney Cavalcanti
Polifonia e "realismo no sentido superior": o epilogo de Crime e castigo
O presente artigo tem por objetivo apresentar uma análise do epílogo de Crime e castigo que leve em conta a elaboração bakhtiniana acerca do romance dostoievskiano, bem como outras vertentes críticas, mais ou menos congruentes com essa elaboração. Considerando o conceito de romance polifônico e as ressalvas de Bakhtin sobre sua aplicabilidade aos desfechos dos romances de Dostoiévski, buscaremos verificar a força desse conceito nesse epílogo em particular, por meio de um diálogo com diferentes posições críticas.
2022-12-06T14:16:13Z
Marques,Priscila Nascimento
Análise da polifonia e estudos do Self em Dostoiévski
Este estudo propõe apresentar discussões do Self (autoconsciência) da personagem na obra Crime e castigo de Dostoiévski, a partir da noção de polifonia proposta por Bakhtin. Uma análise de polifonia e seus aspectos em torno dos personagens dostoievskianos é realizada, verificando-se a questão da equipolência das vozes dos personagens, a sua simultaneidade e interação, bem como a noção de autoconsciência como elementos que compõem o espectro da polifonia de Bakhtin. Tais concepções podem ser ampliadas para a compreensão do Self na relação eu-outro.
2022-12-06T14:16:13Z
Oliveira,Robson Santos de
A personagem dostoievskiana e a relação autor/herói em Grande sertão: veredas
O trabalho tece considerações sobre o enfoque da personagem pelo autor no romance de Dostoiévski a partir da obra Problemas da poética de Dostoiévski de Bakhtin, estabelecendo uma analogia entre a relação autor/herói na obra de Dostoiévski e a relação autor/herói no romance Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Segundo Bakhtin, Dostoiévski inaugura o romance polifônico, dialógico, apresentando um herói cuja voz está equiparada à voz do autor. É nesse mesmo contexto que se analisa, no romance rosiano, o narrador Riobaldo.
2022-12-06T14:16:13Z
Lima,Sandra Mara Moraes
Dialogismo, polifonia e carnavalização em Dostoiévski
Dostoiévski é o criador, na literatura, de três novas formas artísticas: o dialogismo, a polifonia e a carnavalização. Dostoiévski é o artista. Bakhtin vê com clareza como esse escritor conseguiu conservar em sua criação as tendências históricas da antiga sátira menipeia e, ao mesmo tempo, renová-las. Bakhtin é o crítico. O presente artigo procura mostrar a criação de Dostoiévski através da crítica de Bakhtin.
2022-12-06T14:16:13Z
Schaefer,Sérgio
Entre Napoleón y Jesucristo: las peripecias del "alma rusa" en la obra de Dostoievski
Dos componentes del "alma rusa" que se destacan en la obra de Dostoievski - el napoleonismo y la cristología - resultan de la interacción de la cultura rusa con la historia y la civilización occidental. Paradójicamente, la evolución de las dos líneas en las novelas del gran escritor ruso conduce a una determinada, en algunos aspectos, de los dos tipos, en particular, en El idiota. La revisión del manoseado tópico del "alma rusa" a la luz de las recientes investigaciones de los especialistas rusos pone de manifiesto nuevas intertextualidades y abre la obra a un diálogo renovado acerca de la identidad. El trabajo se inspira en la antropología filosófica y la filosofía del lenguaje de M. M. Bajtín.
2022-12-06T14:16:13Z
Bubnova,Tatiana
O diálogo na linguística soviética dos anos 1920-1930
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2022-12-06T14:16:13Z
Ivanova,Irina Cunha,Dóris Arruda C. da Silva,Heber de O. Costa e
Voz, sentido e diálogo em Bakhtin
O artigo destaca a relação que os principais conceitos bakhtinianos vinculados ao diálogo, tais como: voz, audição, escuta, tom, tonalidade, entonação, acento, etc., mantêm com o oral. Diferentemente de outros teóricos, Bakhtin não faz uma separação drástica entre a cultura oral e a escrita. Ao contrário, vincula toda comunicação à ideia do ato ético e da responsabilidade. Assim, a literatura é resultado de um ato responsável que tem qualidade sonora. A voz tem conotações subjetivas e responsáveis.
2022-12-06T14:16:13Z
Bubnova,Tatiana Baronas,Roberto Leiser Tonelli,Fernanda
Navette Literária França-Brasil - A crítica de Roger Bastide
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2022-12-06T14:16:13Z
Atik,Maria Luiza Guarnieri
Literatura e outras linguagens. Sobre diálogos discursivos
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2022-12-06T14:16:13Z
Citelli,Adilson