Repositório RCAAP

Verbenaceae no Parque Nacional do Itatiaia, Brasil

Resumo Este estudo compreende a flora de Verbenaceae no Parque Nacional do Itatiaia, um importante remanescente de Floresta Atlântica no Complexo da Serra da Mantiqueira. O trabalho foi realizado em toda a extensão do parque com base em materiais coletados em campo e espécimes depositados em herbários. Foram encontrados seis gêneros: Glandularia, Lantana, Lippia, Petrea, Stachytarpheta e Verbena e nove espécies, destacando-se Lippia pubescens e Stachytarpheta speciosa com ocorrência restrita ao Parque. As espécies ocorrem nas diversas fitofisionomias do Parque, desde sub-bosque de florestas ombrófilas a campos de altitude. São fornecidas descrições, chave de identificação, fotografias e comentários sobre ecologia, taxonomia e distribuição geográfica das espécies.

Ano

2020

Creators

Santiago,Ananda de Oliveira Cardoso,Pedro Henrique Salimena,Fátima Regina Gonçalves Trovó,Marcelo

Sinopse taxonômica de Caesalpinioideae (Leguminosae) na Floresta Nacional de Caxiuanã, Pará, Brasil¹

Resumo A Floresta Nacional (Flona) de Caxiuanã localiza-se no estado do Pará, norte do Brasil e abrange os municípios de Portel e Melgaço. Inserida no domínio fitogeográfico da Amazônia, a Flona abrange os tipos de vegetação floresta de Terra Firme, Várzea, Igapó, Campinarana e Capoeira. O objetivo do estudo é uma sinopse das espécies de Caesalpinioideae (exceto o gênero Inga) que ocorrem na Flona de Caxiuanã. O trabalho de campo e a consulta aos herbários MG, IAN e RB foram realizados entre agosto de 2014 e julho de 2015. No presente trabalho são tratados 21 gêneros, dentre os 22 que ocorrem na Flona de Caxiuanã, e 35 espécies de Caesalpionioideae. A análise de distribuição das espécies estudadas revela que 77% estão restritas ao domínio fitogeográfico da Amazônia e 2,8% são endêmicas da Amazônia brasileira. Os gêneros representados pelo maior número de espécies são Parkia (sete spp.), Abarema (três spp.) e Zygia (três spp.). A maioria das espécies ocorrem na floresta de Terra Firme (79%). A presente sinopse inclui uma chave de identificação para as espécies, ilustrações, diagnósticos e comentários para cada espécie.

Ano

2020

Creators

Carvalho,Catarina Silva de Morim,Marli Pires Santos,João Ubiratan Moreira dos

O gênero Gongora (Orchidaceae, Stanhopeinae) no estado de Mato Grosso, Brasil

Resumo É apresentado o estudo taxonômico de Gongora para o estado de Mato Grosso. Foi constatada apenas a ocorrência de Gongora nigrita, registro inédito para o estado, bem como para a Região Centro-Oeste brasileira e ampliação do limite austral da distribuição geográfica conhecida da espécie. No estado, G. nigrita foi encontrada em quatro municípios, nas bacias dos rios Juruena e Teles Pires, em domínio Amazônico. Foi verificado que há consideravel variação na coloração das flores, sendo comumente castanhas, mas podendo ser alvos-amarelas com pintas castanhas. O aroma floral se assemelha a cravo-da-india, e uma análise das essências revelou que o eugenol é a substânica química predominante. São fornecidos a descrição, comentários taxonômicos e ecológicos, dados de distribuição geográfica, pranchas fotográfica e a nanquim, além do estudo químico das essências florais da espécie.

Ano

2020

Creators

Engels,Mathias Erich Rocha,Lilien Cristhiane Ferneda Koch,Ana Kelly Gerlach,Günter

A tribo Bignonieae (Bignoniaceae) no Parque Nacional do Itatiaia, sudeste do Brasil

Resumo Este estudo consiste no levantamento florístico das espécies de Bignonieae (Bignoniaceae) registradas no Parque Nacional do Itatiaia, Rio de Janeiro, Brasil. A tribo está representada na região por 12 gêneros e 18 espécies: Fridericia (4 spp.), Adenocalymma (2 spp.), Anemopaegma (2 spp.), Dolichandra (2 spp.), Amphilophium (1 sp.), Bignonia (1 sp.), Callichlamys (1 sp.), Lundia (1 sp.), Mansoa (1 sp.), Pleonotoma (1 sp.), Pyrostegia (1 sp.) e Xylophragma (1 sp.). Apresentamos chaves para a identificação de gêneros e espécies, descrições, comentários taxonômicos e ilustrações. Quatro espécies representam novos registros para a localidade, i.e., Anemopaegma prostratum, Callichlamys latifolia, Dolichandra unguiculata e Pleonotoma tetraquetra. Comparamos a similaridade florística entre as Bignonieae do Parque Nacional do Itatiaia e áreas próximas utilizando o coeficiente de similaridade de Jaccard e análise de agrupamento através do método UPGMA. A flora de Bignonieae de Itatiaia é mais similar a áreas de Mata Atlântica, tais como Picinguaba e Rio Doce, do que a áreas de Cerrado, como Serra do Cipó e Grão Mogol. Os resultados sugerem que a formação vegetacional é mais importante do que a proximidade geográfica na composição florística de Bignonieae em Itatiaia.

Ano

2020

Creators

Reiche,Acácia Pedrazza Mansano,Vidal de Freitas Heiden,Gustavo Lohmann,Lúcia G.

Dalechampia (Acalyphoideae, Euphorbiaceae) em Pernambuco (Brasil)1

Resumo Os limites interespecíficos de diversos táxons de Dalechampia foram analisados e esclarecidos. Foram reconhecidas 14 espécies para o gênero, dentre as quais dez são endêmicas do Brasil. A maioria apresenta ampla distribuição, sendo registradas em diversas sub-regiões do estado de Pernambuco, ocorrendo principalmente na Zona da Mata e no Agreste, em ambientes ensolarados. Os caracteres mais utilizados para a diferenciação das espécies foram o fomato da folha, da coluna estilar e das estípulas bracteais, além do número de sépalas pistiladas. Neste trabalho, são fornecidos chave para identificação, descrições, comentários sobre afinidades morfológicas, distribuição geográfica das espécies e ilustrações.

Ano

2020

Creators

Pereira-Silva,Rafaela Alves Athiê-Souza,Sarah Maria Secco,Ricardo de Souza Melo,André Laurênio de Sales,Margareth Ferreira de

Flora fanerogâmica do Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora, Minas Gerais, Brasil1

Resumo O Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (JB-UFJF) compreende significativo remanescente de Floresta Atlântica em área urbana no município de Juiz de Fora. Objetivando conhecer sua flora, foram realizadas coletas quinzenais na área de 80 hectares delimitada pelo JB-UFJF nos anos de 2011 a 2014. A coleção está depositada no Herbário CESJ da Universidade Federal de Juiz de Fora. Foram registradas 436 espécies, distribuídas em 270 gêneros e 96 famílias. As famílias mais ricas foram Fabaceae (35 spp.), Melastomataceae (27 spp.), Rubiaceae (27 spp.), Solanaceae (21 spp.) e Asteraceae (21 spp.). Os gêneros mais ricos foram Miconia (15 spp.), Piper (12 spp.), Psychotria (9 spp.) e Solanum (8 spp.). Seis espécies encontradas na área estão em alguma categoria de ameaça na Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção. A composição florística mostrou ser similar a outros levantamentos na região tanto na flora geral quanto por estratos, porém também evidenciou regionalismos florísticos tanto em escala local quanto regional. A alta riqueza de espécies e outras particularidades encontradas revelam a importância da área para conservação, enfatizando sua posição como corredor ecológico na Zona da Mata, no contexto do Corredor Ecológico da Serra da Mantiqueira.

Ano

2020

Creators

Silva,Camila Neves Salimena,Fátima Regina Gonçalves Carvalho,Fabrício Alvim Neto,Luiz Menini Ribeiro,José Hugo Campos Fonseca,Cassiano Ribeiro Moreira,Breno Valente,Arthur Sérgio Mouço Pifano,Daniel Salgado

Navicula (Naviculaceae) no perifíton de riachos e novas ocorrências para o estado de Goiás

Resumo Este trabalho teve como objetivo inventariar e descrever as espécies de Navicula encontradas no perifíton em riachos do estado de Goiás, e contribuir com novos registros para o estado com a identificação de novas características taxonômicas. Amostras foram coletadas em nove ambientes lóticos, dos quais o material perifítico foi removido de gramíneas e seixos submersos. Foram preparadas lâminas permanentes com o material oxidado para observação, identificação e descrição dos espécimes. Como resultado, foram identificadas 10 espécies, das quais quatro são novos registros para o estado: Navicula leptostriata, Navicula symmetrica, Navicula neomundana e Navicula parablis. Os táxons mais frequentes foram Navicula leptostriata e Navicula parablis.

Ano

2020

Creators

Ruwer,Daiane Trevisan França,Alline Alves Felisberto,Sirlene Aparecida

An efficient method for total RNA extraction from leaves of arboreal species from the Brazilian Cerrado

Abstract Considering the lack of information on RNA extraction from arboreal species, specially from the Brazilian Cerrado, the aim of this study was to test RNA extraction methods for a wide variety of native plant species from this biome. The methods tested consisted of: (i) TRIzol® reagent, (ii) TRIzol® reagent with modifications, (iii) CTAB buffer, and (iv) Modified CTAB buffer, initially for leaf samples of Xylopia aromatica and Piper arboreum. Later the procedure with the best results was used to obtain purified RNA from 17 other native species. Based on A260/A280 absorbance ratio the Modified CTAB method was the best for total RNA extraction for those woody species. Ten out of eleven species tested through RT-PCR generated fragments of the expected size from the total RNA extracted by the selected method, confirming it as the best option to obtain high-quality RNA for molecular analyses and for use in the detection of viruses infecting these tree species.

Ano

2020

Creators

Rocha,Geisiane Alves Dias,Vanessa Duarte Carrer-Filho,Renato Cunha,Marcos Gomes da Dianese,Érico de Campos

Flora do Espírito Santo: Banisteriopsis (Malpighiaceae)

Resumo Banisteriopsis é um dos gêneros de Malpighiaceae mais diversificados em território brasileiro com ca. 45 espécies. Após seis anos de coletas em campo e análises de materiais herborizados foi possível reconhecer oito espécies de Banisteriopsis para o estado do Espírito Santo. Apresentamos descrições morfológicas, chave de identificação, ilustrações, mapas de distribuição e comentários sobre distribuição, ecologia, fenologia e taxonomia de todas as espécies.

Ano

2020

Creators

Almeida,Rafael Felipe de Mamede,Maria Candida Henrique

Flora da Paraíba, Brasil: Subfamília Nepetoideae (Lamiaceae)

Resumo O presente trabalho é um levantamento florístico-taxonômico de Lamiaceae subfam. Nepetoideae para o estado da Paraíba, Brasil. O estudo baseou-se em excursões de campo para coleta de material fértil e na análise de espécimes depositados nos herbários da Paraíba e Pernambuco, com consultas ao SpeciesLink, Herbário Virtual da Flora e dos Fungos (Reflora). As determinações foram fundamentadas na literatura especializada, com exames críticos de tipos e protólogos. São apresentadas chaves para a identificação de gêneros e espécies, bem como descrições, ilustrações, comentários sobre afinidades taxonômicas, dados de distribuição geográfica, ambientes, floração e ou frutificação das espécies. Dezesseis espécies agrupadas em nove gêneros são aqui reconhecidas. Hyptis ramosa é um novo registro para a flora do estado da Paraíba.

Ano

2020

Creators

Monteiro,Fernanda Kalina da Silva Melo,José Iranildo Miranda de

Sinopse de Licófitas e Samambaias do Parque Nacional da Amazônia, Pará, Brasil

Resumo Neste trabalho é apresentado um levantamento das samambaias e licófitas do Parque Nacional da Amazônia, Pará, Brasil. Este é um dos maiores Parques da bacia amazônica e agrega os principais tipos vegetacionais das terras baixas da Amazônia. Coletas foram realizadas entre 2015 e 2016, e os espécimes estão depositados no herbário INPA, UPCB e HSTM. Registrou-se 83 espécies, das quais uma é um novo registro para o Pará (Selaginella cabrerensis). As famílias com maior riqueza de espécies são Pteridaceae (19 spp.), Polypodiaceae (12 spp.), Hymenophyllaceae (8 spp.), Selaginellaceae (6 spp.) e Aspleniaceae (5 spp). Dentre os gêneros, Adiantum apresenta maior riqueza, com 13 espécies, seguido por Microgramma e Selaginella (6 spp., cada), e Asplenium e Trichomanes (5 spp., cada). A maioria das espécies é terrícola, em ambientes de terra-firme. Neste trabalho apresentamos chaves de identificação para famílias, gêneros e espécies, lista de material examinado, comentários e ilustrações.

Ano

2020

Creators

Menezes,Edson Alves Labiak,Paulo Henrique

Trichocline minuana (Compositae, Mutisieae), a new species endemic to the Pampas in Southern Brazil and Uruguay

Abstract A new species of the genus Trichocline is described. Trichocline minuana is restricted to the state of Rio Grande do Sul, Brazil and northern Uruguay, where is found in lowland pampean grasslands, generally associated to rocky and dry soils. The main characters that distinguish this species from the other sympatric and morphologically close species T. humilis and T. incana are the presence of a small scape and strongly pinnatisect leaves that have lobes with acute apex, and a large, lanceolate terminal lobe. This study provides a detailed description of the species, information about distribution, conservation status assessment and information about its ecological aspects.

Ano

2020

Creators

Pasini,Eduardo Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia

Biologia reprodutiva e polinização de Palicourea crocea (Rubiaceae), uma espécie distílica e ornitófila no Cerrado de Goiás, Brasil

Resumo A heterostilia é um polimorfismo floral geneticamente controlado onde populações de plantas apresentam dois ou três morfos com peças reprodutivas em alturas recíprocas entre os morfos. Em populações naturais, espera-se encontrar uma razão igual entre os morfos (isopletia). O objetivo do estudo foi caracterizar o sistema reprodutivo, a biologia floral, as características heterostílicas, incluindo reciprocidade das peças reprodutivas, fenologia e polinização em Palicourea crocea, uma espécie arbustiva do sub bosque de formações florestais do Cerrado. Para tal foram medidas estruturas florais, realizados cruzamentos controlados, observados os visitantes florais, além de acompanhamento fenológico. Palicourea crocea é uma espécie distílica típica, autoincompatível, com altos índices de hercogamia recíproca entre os morfos. Polinizada preferencialmente por beija-flores, além de mariposas e abelhas. Houve formação maior de frutos em polinização cruzada intermorfo (> 50%) e menor formação em polinização intramorfo (< 20%) e autopolinização (< 13%). Esses dados foram confirmados pelo não crescimento de tubos polínicos em pistilos autopolinizados e polinizados de forma intramorfo. A floração é anual, e ocorre entre os meses de novembro e fevereiro, com pico de floração em dezembro e janeiro. Os dados reprodutivos avaliados se mostram similares a outras espécies de Rubiaceae do sub bosque de ambientes florestais do Cerrado.

Ano

2020

Creators

Coelho,Christiano Peres Consolaro,Hélder Nagai Oliveira,Paulo Eugênio

Moquiniastrum (Asteraceae, Gochnatioideae, Gochnatieae) na Região Sul do Brasil

Resumo Moquiniastrum, originalmente descrito por Cabrera como uma seção de Gochnatia, após análises moleculares e morfológicas mais detalhadas foi elevado à categoria de gênero. Moquiniastrum diferencia-se de Gochnatia pela presença de ginodioicia, indumento de tricomas com 2-5-raios e capitulescências paniculiformes. Atualmente é constituído por 21 espécies, distribuídas principalmente no Brasil. Pouco se conhece sobre a taxonomia do gênero Moquiniastrum e ainda há escassez de estudos sobre o arranjo sexual das flores no capítulo, necessitando de análises aprofundadas destas estruturas. O objetivo geral deste trabalho foi realizar um estudo taxonômico de Moquiniastrum na Região Sul do Brasil, além de avaliar e enquadrar os táxons em categorias de ameaça de extinção. Este estudo foi realizado através de revisões de herbários e expedições de campo nos três estados da Região Sul do Brasil. Foram encontradas 10 espécies de Moquiniastrum, além de três subespécies de M. polymorphum. São fornecidos chave de identificação para os táxons confirmados, descrições morfológicas, comentários sobre habitats, conservação e períodos de floração e de frutificação das espécies, além de observações taxonômicas e imagens.

Ano

2020

Creators

Freitas,Karen Araújo de Christ,Anderson Luiz Ritter,Mara Rejane Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia

Cactaceae na Serra da Mantiqueira, Brasil

Resumo A Serra da Mantiqueira, na Região Sudeste do Brasil, estende-se ao longo das divisas dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. O presente trabalho apresenta o tratamento florístico das espécies de Cactaceae ocorrentes na Serra da Mantiqueira. Para isso foram realizadas expedições para coleta e observação de exemplares em campo e análise de espécimes depositados em coleções científicas. As análises morfológicas possibilitaram a elaboração de descrições, preparação de chave para identificação e ilustrações. Foram registrados 33 táxons de Cactaceae, dos quais sete são endêmicos da Serra da Mantiqueira e sete estão ameaçados de extinção. Rhipsalis é o gênero mais representativo na área, com 14 espécies, enquanto cinco gêneros são representados por apenas um táxon. Os táxons estão distribuídos em altitudes entre 100-2.897 m.

Ano

2020

Creators

Gonzaga,Diego Rafael Menini Neto,Luiz Peixoto,Ariane Luna

Sinopse de Marantaceae no estado de Pernambuco, Brasil

Resumo O território de Pernambuco engloba partes da Caatinga e da Mata Atlântica, abrigando áreas de extrema importância biológica, ricas em espécies de Marantaceae. Este estudo apresenta uma sinopse taxonômica de Marantaceae ocorrentes no estado, sendo baseada na análise morfológica de materiais herborizados depositados em herbários nacionais e de espécimes provenientes de excursões de campo realizadas no período de 2013 a 2018. Foram encontradas 26 espécies pertencentes a 10 gêneros, sendo Maranta (sete spp.) e Goeppertia (cinco spp.) os mais representativos. Dentre as espécies, Ctenanthe casupoides e Hylaeanthe hexantha são novos registros para o estado, e Goeppertia yoshida-arnsiae, G. widgrenii, e Maranta gigantea são espécies que se encontram sob algum grau de ameaça. Dez espécies são endêmicas da Mata Atlântica e quatro restritas a região Nordeste. Com relação à distribuição local, 22 spp. (85%) ocorrem na Floresta Estacional Semidecidual de Terras Baixas. São apresentadas descrições, chaves de identificação, comentários sobre distribuição geográfica e habitats, e mapas de distribuição local, juntamente com prancha de fotos das espécies.

Ano

2020

Creators

Luna,Naédja Kaliére Marques de Pessoa,Edlley Alves,Marccus

Turneraceae (Passifloraceae s.l.) na Região Sul do Brasil

Resumo Este trabalho compreende o levantamento florístico da família Turneraceae na Região Sul do Brasil. Foram confirmados 17 táxons, sendo cinco pertencentes ao gênero Piriqueta (P. cistoides subsp. cistoides, P. sidifoliavar. sidifolia, P. pampeana, P. suborbicularis e P. taubatensis), e 12 correspondentes ao gênero Turnera (T. capitata, T. hilaireana, T. oblongifolia var. oblongifolia, T. orientalis, T. serrata var. brevifolia, T. sidoides subsp. carnea, T. sidoides subsp. holosericea, T. sidoides subsp. integrifolia, T. sidoides subsp. pinnatifida, T. sidoides subsp. sidoides, T. subulata e T. weddelliana). São fornecidas descrições com ilustrações, fotografias, chaves de identificação para os gêneros e para as espécies, considerações sobre distribuição geográfica, habitat, floração e frutificação.

Ano

2020

Creators

Cabreira,Thaíssa Nunes Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia

Frutas nativas do Rio Grande do Sul, Brasil: riqueza e potencial alimentício

Resumo O Brasil é o país com a maior biodiversidade conhecida no mundo, mas sua flora alimentícia ainda carece de estudos. No presente trabalho, apresentamos um levantamento de plantas frutíferas nativas do estado do Rio Grande do Sul com base em consultas bibliográficas e experimentação de campo. Dados adicionais de cada espécie, como nome popular, forma biológica, distribuição geográfica, hábitat, fenologia, tamanho da fruta e forma de uso também são apresentados. Reportamos 213 espécies frutíferas nativas distribuídas em 48 famílias e 102 gêneros, sendo Myrtaceae a família com o maior número de espécies. A maioria das espécies é constituída por árvores que ocorrem em ambientes florestais, distribuídas ao longo de todo território do estado. Mais de 90% das frutas são para consumo in natura ou derivados, enquanto uma pequena parte é utilizada após processamento, e outra parte é utilizada como condimento. Cerca de 20% das espécies são apresentadas de maneira inédita como frutíferas. Ressalta-se a elevada riqueza de espécies frutíferas encontrada no estado e a importância da valorização da flora nativa alimentícia com potencial de uso sustentável, incrementando a fruticultura local e agregando valor à produção agrícola.

Ano

2020

Creators

Brack,Paulo Köhler,Matias Corrêa,Claudine Abreu Ardissone,Rodrigo Endres Sobral,Marcos Eduardo Guerra Kinupp,Valdely Ferreira

Small Parmeliaceae (liquenized Ascomycota) of Ilhabela State Park and nearby areas, São Paulo state, Brazil

Abstract A survey of lichens at Ilhabela State Park and nearby areas in São Sebastião Island revealed the occurrence of 12 taxa belonging to six genera of small foliose Parmeliaceae, which are characterized by usually small thalli (hardly > 10 cm in diameter) with narrow lobes or laciniae less than 1 cm wide. Comments are provided for the species registered.

Ano

2020

Creators

Benatti,Michel Navarro Honda,Neli Kika

Estratégias adaptativas foliares de Miconia nervosa (Melastomataceae) na Amazônia Matogrossense

Resumo A plasticidade fenotípica geralmente observada em caracteres morfológicos e anatômicos foliares pode ser influenciada por diversos fatores, como luminosidade, disponibilidade de nutrientes no solo, umidade e herbivoria, entre outros. Testamos essa plasticidade em Miconia nervosa (Melastomataceae) em um fragmento florestal no sul da Amazônia, Mato Grosso - Brasil, buscando verificar possíveis estratégias de aclimatação morfoanatômica à luminosidade. Coletamos folhas totalmente expandidas de 15 indivíduos adultos expostos diretamente à luz solar, nas margens de um lago, e 15 sob o sombreamento do dossel. Avaliamos quantitativamente oito variáveis morfológicas e seis anatômicas, das quais seis e quatro, respectivamente, diferiram significativamente entre folhas de sol e sombra. Morfologicamente, as folhas de sol apresentaram maior tamanho da lâmina foliar e do pecíolo e, anatomicamente, células epidérmicas com paredes levemente mais espessadas, maiores densidades e índice estomático. Folhas de sombra apresentaram epiderme significativamente mais espessa em ambas as faces. As folhas de M. nervosa apresentaram grau mediano a alto de plasticidade nas variáveis morfoanatômicas conforme índice de plasticidade fenotípica, com caracteres mistos de ambientes de sol e sombra. Sugerimos que a distribuição dos indivíduos de M. nervosa na floresta está relacionada à disponibilidade de luz e umidade do solo.

Ano

2020

Creators

Müller,Angélica Oliveira Franco,Andréia Aparecida Ribeiro Júnior,Norberto Gomes Gressler,Eliana Rocha,Vera Lúcia Pegorini Silva,Ivone Vieira da