Repositório RCAAP

Avaliação físico-química e sensorial de fermentado de acerola

O processamento de frutas para a obtenção de bebidas é uma forma de agregar valor a essa matéria-prima e remunerar melhor o produtor rural por meio do aumento de demanda. Tendo essa ideia como premissa, o objetivo deste trabalho foi produzir fermentados de acerola e caracterizá-los físico-química e sensorialmente. A produção das bebidas foi baseada na legislação brasileira de fermentado de fruta e de vinho. Os fermentados foram produzidos a partir de suco (prensa) e polpa (despolpadora) de acerola, e adoçados com açúcar para a obtenção de três tipos de bebidas: seco, meio seco e suave. As bebidas foram analisadas físico-quimicamente quanto a pH, teor alcoólico, açúcar redutor, açúcar redutor total, acidez total, acidez volátil, acidez fixa, extrato seco, extrato seco reduzido, relação álcool/extrato seco reduzido, dióxido de enxofre livre, dióxido de enxofre total e turbidez. A análise sensorial das bebidas foi feita pelo teste de escala hedônica estruturada de nove pontos, sendo considerados aparência, odor, sabor e avaliação global. Os resultados das análises físico-químicas e sensorial foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (significância de 5%). Tanto as matérias-primas (suco e polpa) como as diferentes concentrações de açúcar (seco, semisseco e suave) interferiram nos parâmetros físico-químicos e sensoriais dos fermentados de acerola, sendo que os provadores demonstraram preferência pelas bebidas mais adocicadas.

Ano

2013

Creators

Segtowick,Edilene Cléa Dos Santos Brunelli,Luciana Trevisan Venturini Filho,Waldemar Gastoni

Tempo de cozimento e textura de raízes de mandioca

O objetivo deste trabalho foi avaliar a adequação de medidas instrumentais de textura como índice de qualidade de raízes da mandioca de mesa e sua correlação com o tempo de cozimento. Quinze raízes de mandioca foram colhidas no 11.º mês de cultivo na região noroeste fluminense. Pedaços de raízes foram cozidos em água, sendo o tempo de cozimento determinado, em triplicata, quando se observou pouca resistência à penetração do garfo. A resistência ao corte foi realizada nas polpas cruas e cozidas, em cinco a nove repetições, operando o texturômetro TA. XT Plus Texture Analyser com probe Warner-Bratzler Blade HDP/BSW, velocidades de pré-teste de 0,2 cm/s, de pós-teste e de teste de 0,5 cm/s, e distância de 5 cm. Os dados foram analisados por ANOVA e teste de média Tukey (tempo de cozimento); GLM, LSMEANS e PDIFF (resistência ao corte) e análise de correlação de Pearson (p < 0,05). A variedade Viçosa Martinha destacou-se por apresentar o menor tempo de cozimento (18 minutos) e menores valores de resistência ao corte das polpas crua (10,6 N) e cozida (0,7 N). Com exceção das variedades Aipim Pretinho, IAC Espeto e IAC 13, todas as demais podem ser consideradas adequadas como mandiocas de mesa por apresentarem tempos de cozimento iguais ou inferiores a 30 minutos. Verificou-se correlação significativa entre a resistência ao corte da polpa cozida e o tempo de cozimento (0,62), porém moderada, em razão dos altos valores de coeficiente de variação observados para as medidas de textura, evidenciando a heterogeneidade das raízes. Portanto, a determinação do tempo de cozimento, nas condições deste experimento, é mais adequada como índice da qualidade de raízes de mandioca associado à textura.

Ano

2013

Creators

Talma,Simone Vilela Almeida,Selma Bergara Lima,Rozana Moreira Pereira Vieira,Henrique Duarte Bebert,Pedro Amorim

Qualidade física, química e sensorial de biscoitos tipo cookies elaborados com a substituição parcial da farinha de trigo por farinha desengordurada de gergelim

Os objetivos deste trabalho foram o desenvolvimento e a avaliação sensorial e físico-química de biscoitos tipo cookies com farinha desengordurada de gergelim (FDG), que é um subproduto da extração de óleo de gergelim. A partir de uma formulação padrão (F0), foram feitas substituições da farinha de trigo por FDG nos níveis de 10 % (F1), 20 % (F2) e 30 % (F3). Foi realizado o teste de aceitação sensorial (textura, cor, sabor e aparência), bem como o teste de intenção de compra, para selecionar os cookies com maiores médias de aceitação, que foram analisados quanto às suas características tecnológicas e à composição centesimal. Para a avaliação sensorial, foi feita a análise de variância seguida de teste de Tukey (p < 0,05); para as demais análises, foi feito o teste de Student (p < 0,05). F0 e F1 foram selecionados pela avaliação sensorial, pois apresentaram significativamente os maiores valores para o sabor e a intenção de compra, em comparação com F2 e F3. Tecnologicamente, F0 e F1 não apresentaram diferença significativa em relação a densidade de massa, a w, firmeza e atributos de cor L* e b*, porém F0 apresentou os menores valores de volume específico e atributo de cor a*. A composição centesimal mostrou que o cookie F1 apresentou significativamente os maiores valores de cinzas (1,83 %), proteínas (10,88 %) e fibra alimentar (3,07 %), e menor teor de umidade (4,79 %), em comparação com F0. Foi possível obter biscoitos tipo cookies com substituição da farinha de trigo por até 10 % de FDG, o que propiciou o aumento do teor de proteínas e fibra alimentar, com aceitação sensorial e características tecnológicas semelhantes ao cookie usado como controle.

Ano

2013

Creators

Clerici,Maria Teresa Pedrosa Silva Oliveira,Maísa Estefânia de Nabeshima,Elizabeth Harumi

Efeito de inibidores da peroxidase sobre a conservação de raízes de mandioca in natura

A alta perecibilidade da mandioca (Manihot esculenta, Crantz) in natura faz com que o consumo seja feito dentro de um período curto após a colheita. A principal causa de perda se deve à deterioração fisiológica, atribuída à atividade da enzima peroxidase (E.C.1.11.1.7). Este trabalho objetivou avaliar o efeito combinado de diferentes inibidores da peroxidase nas concentrações de 1, 5 e 10 mM em raízes da variedade Cacau Amarela. As raízes foram tratadas por uma hora em soluções com ácido ascórbico, bissulfito de sódio, sódio, Na2-EDTA, L-cisteína e SDS, e armazenadas a 25 °C por seis dias. A cada dois dias, foram realizadas análises visuais e retiradas amostras para posterior avaliação da peroxidase. Todos os tratamentos foram eficientes em aumentar a vida de prateleira das raízes de mandioca in natura em até quatro dias. O tratamento com ácido ascórbico e bissulfito de sódio a 10 mM e L-cisteína a 5 mM foram eficientes em aumentar a vida de prateleira em até seis dias. No segundo dia de armazenamento, houve redução na atividade da peroxidase em relação ao controle, em todas as concentrações dos inibidores aplicados.

Ano

2013

Creators

Ramos,Paula Acácia Silva Sediyama,Tocio Viana,Anselmo Eloy Silveira Pereira,Danilo Manuel Finger,Fernando Luiz

Eficiência de materiais encapsulantes naturais e comerciais na liberação controlada de probiótico encapsulado

O probiótico composto por Saccharomyces cerevisiae foi encapsulado pelo método de imobilização em cubos de ágar-ágar, em diferentes gomas comerciais e mucilagens, com o objetivo de proporcionar liberação controlada do microrganismo durante simulação gastrointestinal in vitro. Foram utilizados ágar-ágar (A-A), alginato (ALG), iota-carragena (I-CAR), goma arábica (ARA), taro (TARO), inhame (INH), linhaça (LIN) e quiabo (QUI) como materiais encapsulantes. Durante a simulação, foi realizada a contagem da levedura liberada das diferentes matrizes e a viabilidade do probiótico não encapsulado. Para analisar e diferenciar os tratamentos, foram obtidas imagens por microscopia eletrônica de varredura. As células não encapsuladas apresentaram viabilidade de 94 % (p < 0,05). Os tratamentos apresentaram a seguinte ordem crescente de liberação da levedura: QUI<LIN<ALG<INH<ARA<I-CAR<A-A<TARO. Através das microfotografias, não foi possível diferenciar os tratamentos, porém todos os materiais encapsulantes envolveram as leveduras, conferindo proteção física. No exterior da matriz de encapsulação, foi possível observar a presença de poros e fissuras, o que pode ter favorecido a difusão das células para o meio externo. Concluiu-se que a mucilagem de quiabo demonstrou ser um material encapsulante alternativo natural e mais eficiente do que as gomas comumente usadas no mercado.

Ficus (Moraceae) da Serra da Mantiqueira, Brasil

A Serra da Mantiqueira, localizada na Região Sudeste do Brasil, encontra-se entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado, se estendendo pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Sua maior porção está no estado de Minas Gerais e a menor no Espírito Santo, na Serra do Caparaó. Ficus L. é o maior gênero da família Moraceae, com aproximadamente 800 espécies distribuídas na região tropical, incluindo espécies arbustivas, arbóreas, hemiepífitas e trepadeiras. As características mais marcantes do gênero são a inflorescência do tipo sicônio e a polinização por vespas. Para este estudo foram examinados materiais depositados em coleções científicas, além de coletas e observações das populações na natureza. Foram encontradas 25 espécies de Ficus, sendo 17 nativas e oito exóticas. São apresentadas descrições, observações sobre fenologia, distribuição geográfica, conservação, comentários taxonômicos e ilustrações. São descritas e ilustradas nesse trabalho as espécies nativas, dentre as quais seis encontram-se em perigo, devido à fragmentação do habitat e interferência antrópica.

Ano

2013

Creators

Pelissari,Gisela Romaniuc Neto,Sergio

Passiflora (Passifloraceae) na Província Petrolífera de Urucu, Coari, Amazonas, Brasil

Este trabalho trata do estudo taxonômico de Passiflora L. da Província Petrolífera de Urucu, Coari-AM. O gênero está representado na área por sete táxons: P. acuminata DC.; P. auriculata Kunth; P. coccinea Aubl.; P. glandulosa Cav.; P. laurifolia L.; P. mansoi (Mart.) Mast. e P. riparia Mart. ex Mast. São apresentadas chave de identificação, descrições e ilustrações dos táxons, bem como dados adicionais sobre distribuição geográfica, comentários e hábitat dos mesmos.

Ano

2013

Creators

Cruz,Ana Paula Oliveira Sousa,Julio dos Santos de Bastos,Maria de Nazaré do Carmo Barbosa,Camilo Veríssimo de Oliveira

Passifloraceae na Serra Negra, Minas Gerais, Brasil

Neste trabalho são apresentadas as espécies de Passifloraceae da Serra Negra, parte da Serra da Mantiqueira localizada no sul da Zona da Mata de Minas Gerais, nas coordenadas 21º58'11"S e 43º53'21"W. A vegetação é representada por um mosaico de campos rupestres e florestas semidecíduas e ombrófilas. A família está representada por 12 espécies pertencentes ao gênero Passiflora: P. alata Curtis, P. amethystina J.C.Mikan, P. campanulata Mast., P. capsularis L., P. edulis Sims, P. haematostigma Mart. ex Mast., P. marginata Mast., P. mediterranea Vell., P. porophylla Vell., P. sidifolia M.Roem., P. speciosa Gardner e uma espécie ainda não identificada, possivelmente tratando-se de um novo táxon. Para reconhecimento das espécies são apresentadas chave de identificação, descrições, ilustrações, distribuição geográfica e comentários taxonômicos das espécies.

Ano

2013

Creators

Mezzonato-Pires,Ana Carolina Salimena,Fátima Regina G. Bernacci,Luís Carlos

Melastomataceae na Área de Proteção Ambiental Tambaba, Litoral Sul da Paraíba, Brasil

Este trabalho apresenta um levantamento florístico da família Melastomataceae no Litoral Sul do estado da Paraíba. A área de estudo abrangeu os municípios do Conde, Pitimbu e Alhandra, localizados na microrregião do Litoral Sul Paraibano, incluindo os limites da APA Tambaba, uma unidade de conservação de uso sustentável, no Bioma Mata Atlântica. A família está representada na área por seis gêneros e dez espécies: Clidemia biserrata DC., C. hirta (L.) D. Don, Comolia villosa (Aubl.) Triana, Henriettea sp., Miconia albicans (Sw.) Triana, M. amoena Triana, M. ciliata (Rich.) DC., M. prasina (Sw.) DC., Nepsera aquatica Naudin e Pterolepis glomerata (Rottb.) Miq. São apresentadas chaves de identificação, descrições, ilustrações e comentários para as espécies.

Ano

2013

Creators

Araújo,Cínthia Menezes Lima Ramos Lima,Rita Baltazar de

A família Boraginaceae sensu lato na APA Serra Branca/Raso da Catarina, Bahia, Brasil

Este trabalho consiste no levantamento florístico da família Boraginaceae na APA Serra Branca/Raso da Catarina, localizada no município de Jeremoabo, Bahia. Foram analisados espécimes coletados no período de Agosto/2009 a Junho/2011 e coleções herborizadas depositadas nos Herbários ALCB, HRB e HUEFS. Foram encontrados quatro gêneros e dez espécies de Boraginaceae: Cordia rufescens A.DC., C. trichotoma (Vell.) Arráb. ex Steud., C. glabrata (Mart.) A.DC., Heliotropium angiospermum Murray, H. elongatum (Lehm.) I.M.Johnst., Tournefortia rubicunda Salzm. ex DC., T. salzmannii DC., Varronia curassavica Jacq., V. globosa Jacq. e V. leucocephala (Moric.) J.S.Mill. São apresentadas chaves para identificação de gêneros e espécies, descrições, ilustrações, comentários sobre distribuição geográfica e fenologia das espécies.

Ano

2013

Creators

Vieira,Diego Daltro Conceição,Adilva de Souza Melo,José Iranildo Miranda de Stapf,María Natividad Sánchez de

O gênero Chloris (Poaceae) em Pernambuco, Brasil

Com o objetivo de colaborar com o conhecimento da riqueza de Poaceae em Pernambuco, foi estudado o gênero Chloris Sw. As coletas foram realizadas no estado, bem como dados foram coligidos de levantamento em herbários da região. Foram registradas sete espécies de Chloris em Pernambuco: C. barbata Sw., C. elata Desv., C. exilis Renv., C. gayana Kunth, C. orthonoton Döll, C. pycnothrix Trin. e C. virgata Sw. O gênero apresenta distribuição ampla em todas as zonas fitogeográficas do estado. Chloris gayana, C. barbata e C. pycnothrix estão citadas na literatura como potenciais forrageiras.

Ano

2013

Creators

Maciel,Jefferson Rodrigues Silva,Wegliane Campelo da Costa-e-Silva,Maria Bernadete

Apocynaceae s. str. do Parque Nacional da Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil

Este trabalho apresenta o levantamento das espécies de Apocynaceae s. str. no Parque Nacional da Serra da Canastra, localizado no sudoeste de Minas Gerais. Foram encontradas 30 espécies, distribuídas em 13 gêneros. A subfamília Rauvolfioideae está representada por 11 espécies pertencentes a cinco gêneros: Aspidosperma, Condylocarpon, Hancornia, Himatanthus e Tabernaemontana, enquanto Apocynoideae está representada por 19 espécies distribuídas em oito gêneros: Forsteronia, Mandevilla, Mesechites, Odontadenia, Peltastes, Prestonia, Secondatia e Temnadenia. São apresentadas chaves analíticas para a identificação de gêneros e espécies, descrições, ilustrações e comentários sobre distribuição geográfica.

Ano

2013

Creators

Morokawa,Rosemeri Simões,André Olmos Kinoshita,Luiza Sumiko

Inventário florístico florestal de Santa Catarina: espécies da Floresta Ombrófila Mista

Este estudo é resultado da amostragem sistemática da flora da floresta ombrófila mista em Santa Catarina, realizada em 155 pontos amostrais em toda a sua extensão e permite atualizar o conhecimento sobre a ocorrência de espécies. Foram registradas 925 espécies de espermatófitas, distribuídas em 439 gêneros e 116 famílias botânicas. A família com a maior riqueza específica foi Asteraceae (119 espécies), seguida por Myrtaceae (88), Fabaceae (58) e Solanaceae (52). Dentre as famílias restantes, 34 apresentaram somente uma e outras 27 tiveram duas espécies registradas. Os gêneros com maior número de espécies foram Solanum (31 espécies), Baccharis (27), Eugenia (23), Ocotea (21) e Myrcia (19). Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze, Butia eriospatha (Mart. ex Drude) Becc., Ocotea odorifera (Vell.) Rohwer e O. porosa (Nees &amp; Mart.) Barroso são as espécies ameaçadas de extinção registradas. Entre todas as espécies do componente arbóreo ou arbustivo/subarbóreo, 56,5% são comuns a ambos os componentes e dentre as 194 espécies arbóreas citadas para o planalto catarinense, 157 foram amostradas pelo IFFSC. O levantamento florístico extra registrou 474 espécies de angiospermas a mais do que o levantamento nas unidades amostrais do IFFSC. O IFFSC amostrou um conjunto significativo das espécies do Domínio Floresta Atlântica. Estas coletas georreferenciadas e realizadas com uma amostragem sistemática e consistente, representam um importante avanço e atualização do conhecimento da flora de Santa Catarina. Inventários sistemáticos desta natureza são necessários às demais regiões no Sul do Brasil, para que se possa compor um banco de dados consistente e atualizado e possibilitar a implantação de políticas de conservação e manejo.

Ano

2013

Creators

Gasper,André Luís de Sevegnani,Lucia Vibrans,Alexander Christian Sobral,Marcos Uhlmann,Alexandre Lingner,Débora Vanessa Rigon-Júnior,Morilo José Verdi,Marcio Stival-Santos,Anita Dreveck,Susana Korte,Alexandre

Influência de agrupamentos de bambu na dinâmica pós-fogo da vegetação lenhosa de um cerrado típico, Mato Grosso, Brasil

Neste estudo foram avaliadas as mudanças na composição florística e na estrutura da vegetação lenhosa logo após incêndio acidental ocorrido em sítios de cerrado típico sem (SB, controle) e com (CB) agrupamentos do bambu Actinocladum verticillatum em Nova Xavantina/MT. Foram amostrados todos os indivíduos com diâmetro de base (Db30) ≥ 3 cm antes e após o fogo em ambos os sítios. A amostragem foi realizada em 30 parcelas de 10 × 10 m, sendo 15 parcelas em cada sítio. A ocorrência de fogo ocasionou mudanças na composição florística e reduções na riqueza e diversidade de espécies lenhosas mais evidentes no sítio CB (perda de 61% das espécies) em relação ao SB (perda de 20% das espécies). Entretanto, o incêndio ocasionou perda relativa de indivíduos (67,4% e 73,5%) e de área basal (75,6% e 55,2%) semelhante entre os sítios SB e CB, respectivamente, com exceção dos indivíduos de pequeno porte, os quais foram mais acentuadamente reduzidos no sítio CB. Queimadas em áreas de cerrado com agrupamentos de A. verticillatum podem criar condições de retroalimentação positiva e resultar na redução da densidade de indivíduos e na exclusão local de espécies menos tolerantes ao fogo.

Ano

2013

Creators

Mews,Henrique Augusto Silvério,Divino Vicente Lenza,Eddie Marimon,Beatriz Schwantes

O gênero Habenaria (Orchidaceae) na Serra da Canastra, Minas Gerais, Brasil

A Serra da Canastra está localizada no sudoeste de Minas Gerais e situa-se dentro do domínio do Cerrado. Os estudos florísticos na região começaram na década de 1990, mas ainda estão incompletos e Orchidaceae é uma das famílias que não foram estudadas. Neste trabalho é apresentado um inventário do gênero Habenaria na Serra da Canastra. Foram registradas 28 espécies para a região, sendo que H. canastrensis e H. pseudoculicina são endêmicas restritas a área de estudo. A Serra da Canastra, com 30% do total de espécies registradas para Minas Gerais é uma das cinco unidades de conservação com maior diversidade do gênero no estado. Ocorrem na área de estudo principalmente espécies de ampla distribuição, bem como algumas espécies típicas do planalto central e outras típicas do Espinhaço, mas nenhuma espécie típica dos campos de altitude do domínio da Mata Atlântica.

Ano

2013

Creators

Carvalho,Bruno Morais de Ramalho,Aline Joseph Batista,João Aguiar Nogueira

Flora da Usina São José, Igarassu, Pernambuco: Passifloraceae s.s.

Passifloraceae s.s. compreende cerca de 16 gêneros e 700 espécies. No Brasil ocorrem quatro gêneros. Destes, o mais representativo é Passiflora, com mais de 130 espécies. O presente estudo contribui com o conhecimento da flora dos remanescentes florestais ocorrentes na porção norte da Floresta Atlântica sendo parte da série de monografias elaboradas para a Usina São José (USJ), além de atualizar as informações sobre a diversidade da família na região. Foram registradas dez espécies pertencentes ao gênero Passiflora e são apresentadas chave de identificação, descrições, ilustrações e comentários para cada táxon.

A importância da luz na ocupação de árvores por lianas

Lianas interagem de forma negativa com as árvores, uma vez que aumentam suas taxas de mortalidade. Seria esperado, portanto, que árvores apresentassem possíveis caracteres que as defenderiam contra lianas. O objetivo desse estudo foi testar se os seguintes caracteres das árvores limitam sua infestação por lianas: 1) baixa altura; 2) tronco com ramificações altas (fuste alto); 3) casca lisa; 4) casca esfoliante, e 5) menor índice de iluminação da copa. O estudo foi realizado em um fragmento de Floresta Estacional Semidecídua no município de Alfenas (MG) no qual foi amostrado em 0,1 ha, todas as árvores com diâmetro na altura do peito maior do que 3 cm. Para cada árvore registrou-se os caracteres citados anteriormente, bem como foi estimada a porcentagem de cobertura de lianas na copa. Encontrou-se que quanto maior a altura e o índice de iluminação da copa, maior a sua ocupação por lianas. Essas árvores, apesar de atingirem o dossel da floresta e, portanto, adquirirem mais luz para crescimento e reprodução, estão também mais sujeitas à ocupação por lianas. Apesar disso, supõe-se que as árvores não investem em estruturas que poderiam diminuir a ocupação por lianas, provavelmente porque a competição com outras plantas da vizinhança pode ser também intensa.

Ano

2013

Creators

Sfair,Julia Caram Ribeiro,Bruno Roberto Pimenta,Erlon Pessoni Gonçalves,Tamires Ramos,Flavio Nunes

Sapotaceae das Restingas do Espírito Santo, Brasil

Sapotaceae, uma família de plantas lenhosas, está representada no Brasil por 11 gêneros e cerca de 230 espécies, muitas das quais com madeira e látex explorados comercialmente. As Restingas com grande variedade de formações vegetais ocupam quase toda a extensão da costa do Espírito Santo. O estudo procurou responder às seguintes questões: quais são as espécies de Sapotaceae estabelecidas sobre as Restingas do Espírito Santo e quais os ambientes preferenciais de ocorrência de suas populações? A pesquisa envolveu coletas e observações de exemplares, bem como a análise de coleções depositadas em herbários. Foram identificados 18 táxons pertencentes a cinco gêneros: Pouteria Aubl. (9), Manilkara Adans. (4), Chrysophyllum L. (3), Micropholis (Griseb.) Pierre (1) e Sideroxylon L. (1). São apresentadas descrições dos táxons, chave de identificação, caracteres diagnósticos em campo, comentários e ilustrações. Duas espécies são citadas pela primeira vez para o Espírito Santo e uma, conhecida até então para as Florestas de Tabuleiros, é citada para as Restingas. Frutos de três espécies até então desconhecidos são caracterizados e ilustrados. A família está representada em sete diferentes formações de Restinga, sendo a Floresta Arenosa Litorânea a que detém maior número de táxons (17) seguida das formações aberta de Ericaceae (3) e pós-praia (2). As Restingas do litoral Norte apresentam maior número de táxons (15), seguido do litoral Centro-sul (12) e Sul (6).

Ano

2013

Creators

Fabris,Luis Cláudio Peixoto,Ariane Luna

Leguminosae na Floresta Ombrófila Densa do Núcleo Santa Virgínia, Parque Estadual da Serra do Mar, São Paulo, Brasil

O presente estudo traz o levantamento florístico das espécies de Leguminosae que ocorrem em uma área de Floresta Ombrófila Densa do litoral norte do estado de São Paulo, em altitudes que variam de 16 a 1168 metros de altitude. O levantamento florístico envolveu coletas de plantas arbóreas, arbustivas, herbáceas e lianas. A família Leguminosae está representada na Floresta Ombrófila Densa do Núcleo Santa Virgínia por 82 espécies. Vinte e sete espécies encontradas são endêmicas da Floresta Atlântica. Além de uma lista de gêneros e espécies com suas respectivas chaves de identificação também são apresentadas ilustrações e informações sobre distribuição geográfica.

Ano

2013

Creators

Silva,Edson Dias da Tozzi,Ana Maria Goulart de Azevedo

Flora fanerogâmica da Serra Negra, Minas Gerais, Brasil

O presente estudo teve como objetivo caracterizar a flora fanerogâmica da região da Serra Negra localizada no sul da Zona da Mata de Minas Gerais, entre os municípios de Lima Duarte, Rio Preto, Santa Bárbara do Monte Verde e Olaria. Embora considerada de importância biológica alta, esta região não possui nenhum registro anterior de dados florísticos, o que levou ao desenvolvimento deste levantamento, durante o período de 2003 a 2010. A vegetação é caracterizada por um mosaico de formações florestais e campestres onde se destacam os campos rupestres e florestas nebulares em altitudes que variam de 1300 a ca. 1700 m. Um total de 1033 espécies foi encontrado, distribuídas em 469 gêneros e 121 famílias sendo as mais representativas Orchidaceae (115 spp.), Asteraceae 54 spp.), Melastomataceae (56 spp.), Myrtaceae (53 spp.), Fabaceae, Poaceae e Rubiaceae (48 spp. cada), Bromeliaceae (43 spp.), Solanaceae (38 spp.) e Piperaceae (33 spp). Novos registros e endemismos para a flora mineira foram encontrados e 58 espécies estão citadas na lista de espécies ameaçadas de Minas Gerais.

Ano

2013

Creators

Salimena,Fátima Regina Gonçalves Matozinhos,Carolina Nazareth Abreu,Narjara Lopes de Ribeiro,José Hugo Campos Souza,Filipe Soares de Menini Neto,Luiz