Repositório RCAAP
Contribuição ao conhecimento dos gêneros da tribo Ingeae ocorrentes em uma Floresta Nacional da Amazônia Brasileira¹
No trabalho apresenta-se tratamento taxonômico sobre as espécies dos gêneros Abarema Pittier, Calliandra Benth., Enterolobium Mart., Hydrochorea Barneby & J. W. Grimes, Macrosamanea Britton & Rose ex Britton & Killip e Zygia P. Brawne que ocorrem na Floresta Nacional de Caxiuanã, acompanhado de chave taxonômica, descrições, ilustrações e comentários morfológicos e taxonômicos, além de dados de distribuição geográfica e períodos de floração e frutificação das espécies estudadas. Abarema foi o gênero com maior riqueza de espécies (3 spp.), seguido por Zygia (2 spp.), sendo os demais gêneros representados por uma espécie cada. As espécies A. auriculata (Benth.) Barneby & J.W. Grimes, C. surinamensis Benth., H. corymbosa (Rich.) Barneby & J.W. Grimes, M. pubiramea (Steud.) Barneby & J.W. Grimes var. pubiramea e Z. latifolia var. lasiopus (Benth.) Barneby & J.W. Grimes são novas ocorrências para a área de estudo.
2013
Bonadeu,Francismeire Santos,João Ubiratan Moreira dos
Relação entre bromélias epifíticas e forófitos em diferentes estádios sucessionais
O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre as bromélias epifíticas e a vegetação arbustiva e arbórea registrada em diferentes estádios sucessionais da Floresta Ombrófila Densa, com o intuito de detectar forófitos potenciais à colonização por bromélias. Os forófitos foram selecionados por meio do método de quadrantes centrados, e verificada a relação entre as suas características morfológicas com a ocorrência de bromélias, por meio da análise de Correlação de Spearman e teste de qui-quadrado. Foram registradas 27 espécies bromélias epifíticas pertencentes a oito gêneros, e 85 espécies forofíticas. O diâmetro foi a variável que apresentou maior influência na riqueza das bromélias. Forófitos com cascas persistentes e com textura rugosa apresentaram maior frequência de bromélias.
2013
Hoeltgebaum,Marcia Patricia Queiroz,Maike Hering de Reis,Maurício Sedrez dos
Monodominância arbórea e diversidade de samambaias em florestas da transição Cerrado-Floresta Amazônica, Brasil
Testamos a hipótese de que a baixa diversidade de espécies lenhosas em uma floresta monodominante e possíveis fatores ambientais associados influenciam a ocorrência de samambaias na transição Cerrado-Floresta Amazônica. O objetivo foi analisar e comparar a riqueza florística, cobertura de dossel e aspectos ecológicos das samambaias em florestas de transição. As samambaias foram amostradas em uma floresta monodominante de Brosimum rubescens Taub. (MO) e uma floresta estacional mista (MI) em Nova Xavantina-MT. O substrato terrícola, a forma de vida hemicriptófita e o hábito herbáceo foram predominantes. A diversidade de espécies lenhosas foi superior à de samambaias, que apresentaram um total de 304 indivíduos, sete espécies, quatro gêneros e duas famílias. A família de maior riqueza foi Pteridaceae, representada por cinco espécies (71%). A floresta MI apresentou seis espécies, destacando-se Adiantum tetraphyllum Willd. com 209 indivíduos. Na MO foram encontradas apenas duas espécies, corroborando a hipótese de que a baixa diversidade de lenhosas influencia na diversidade de samambaias. Provavelmente, a cobertura do dossel, a qualidade da serapilheira e/ou fatores edáficos podem estar relacionados com a baixa diversidade de samambaias na MO, uma vez que tais condições podem atuar como filtro de espécies no ambiente monodominante, favorecendo somente as mais competitivas e adaptadas.
2013
Forsthofer,Mônica Marimon,Beatriz Schwantes Abreu,Mariângela Fernandes Oliveira-Santos,Claudinei Morandi,Paulo Sérgio Marimon-Junior,Ben Hur
Influência da distância geográfica na riqueza e composição de espécies arbóreas em uma Floresta Ombrófila Densa na Amazônia Oriental
Duas teorias em ecologia explicam a distribuição de espécies em florestas tropicais: a Teoria Neutra e a Teoria do Nicho. Na primeira a distribuição de espécies está relacionada a processos como dispersão, enquanto a segunda prediz que é devido às interações competitivas entre as espécies. Estudos demonstram que a similaridade de espécies de uma comunidade vegetal diminui com a distância geográfica nas regiões tropicais. O objetivo deste estudo foi identificar se a distância influencia nos padrões de riqueza e composição de espécies de árvores dentro e entre seis platôs em uma floresta ombrófila densa na Floresta Nacional Sacará-Taquera, Pará, Brasil. Esses platôs são explorados para a extração da bauxita, onde a cobertura florestal é totalmente removida. O número de parcelas (10 × 250 m) analisadas nesse estudo, em cada platô variou de 18 a 22. Houve uma correlação negativa da similaridade de espécies em relação à distância, tanto dentro como entre os platôs. Não houve correlação da riqueza de espécies em relação à distância, dentro e entre os platôs, com exceção do platô Aramã. Os resultados desse estudo corroboram a Teoria Neutra e têm grandes implicações para a conservação.
2013
Matos,Darley C. Leal Ferreira,Leandro Valle Salomão,Rafael de Paiva
O gênero Isabelia (Orchidaceae: Laeliinae) no estado do Paraná, Brasil
Isabelia Barb. Rodr. é endêmico da América do Sul, constituído por três espécies e um nototáxon. No Brasil, são encontrados todos os táxons, distribuídos nos domínios fitogeográficos do Cerrado e da Mata Atlântica, nas Regiões Sul, Sudeste, Centro-oeste e Nordeste. Um estudo taxonômico do gênero Isabelia foi realizado no Paraná e os resultados revelaram a ocorrência de todas as espécies descritas: Isabelia pulchella (Kraenzl.) Van den Berg & M.W. Chase; Isabelia violacea (Lindl.) Van den Berg & M.W. Chase, Isabelia virginalis Barb. Rodr. e do nototáxon Isabelia × pabstii (Leinig) Van den Berg & M.W. Chase. São apresentadas chave de identificação, descrições morfológicas, mapa de distribuição geográfica, comentários, status de conservação e ilustrações dos táxons estudados.
2013
Engels,Mathias Erich Tardivo,Rosângela Capuano
Piperaceae em um fragmento de floresta atlântica da Serra da Mantiqueira, Minas Gerais, Brasil
A Serra Negra localiza-se em Minas Gerais (21°58'24"S e 43°53'15"W), entre as Serras do Ibitipoca e o Maciço do Itatiaia, abrangendo uma área da Serra da Mantiqueira considerada prioritária para a conservação e investigação científica. Com o objetivo de ampliar o conhecimento florístico da região, foi realizado o tratamento florístico das Piperaceae ocorrentes. Foram registradas 34 espécies da família, a grande maioria em formações florestais, incluindo cânions. Contribuíram para a identificação dos táxons o hábito, presença ou ausência de tricomas, filotaxia, forma, dimensão e padrão de nervação foliar, tipo de inflorescência, número de estames e carpelos, presença de estilete, além da forma da bractéola e fruto. Piper pauciramosum, endêmico de Minas Gerais e até o momento conhecido apenas pelo material tipo, foi encontrado na região e precisa ter o estado de conservação reavaliado, assim como outras 10 espécies consideradas raras. A ocorrência desses táxons e de outros com distribuição restrita aumentam a importância de região e a necessidade de implantação de unidades de conservação.
2013
Monteiro,Daniele
Cyanobacteria de pesqueiros da região metropolitana de São Paulo, Brasil
As cianobactérias estão amplamente distribuídas em ambientes eutrofizados, onde comumente podem formar florações tóxicas, como em pesqueiros. O objetivo desse estudo foi avaliar a biodiversidade de cianobactérias em dez pesqueiros da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). As amostras foram coletadas na subsuperfície, através de arrasto horizontal com rede de plâncton, em dois períodos: setembro/outubro de 2001 e fevereiro/março de 2002, totalizando 20 amostras. As amostras foram preservadas em formol a 4-5% e estudadas ao microscópio fotônico. Foram identificadas 23 espécies de cianobactérias pertencentes a cinco ordens, sete famílias e 15 gêneros. Synechococcales foi a ordem com maior riqueza de espécies (8), seguida por Chroococcales (6), Pseudanabaenales (5), Oscillatoriales (2) e Nostocales (2). Aphanocapsa Nägeli e Microcystis Kützing ex Lemmermann foram os gêneros mais representativos, com cinco e quatro táxons respectivamente. Dos 23 táxons identificados, 22% foram considerados frequentes, 35% pouco frequentes e 43% raros. Aphanocapsa annulata G.B. McGregor, Aphanocapsa delicatissima W. West & G.S. West, Aphanocapsa incerta (Lemmermann) Cronberg & Komarek, Aphanocapsa holsatica (Lemmermann) Cronberg & Komarek e Microcystis aeruginosa (Kützing) Kützing estiveram presentes em sete pesqueiros Esta é a primeira citação de Aphanocapsa annulata para o estado de São Paulo.
2013
Rosini,Edna Ferreira Sant'Anna,Célia Leite Tucci,Andréa
Bromeliaceae epífitas de uma Área de Conservação da Amazônia brasileira
Neste trabalho faz-se um tratamento taxonômico das Bromeliaceae epífitas que ocorrem na Floresta Nacional de Caxiuanã (FLONA), distante 400 km de Belém, localizada nos municípios de Melgaço e Portel, estado do Pará. Para tanto, foram realizadas quatro coletas aleatórias de material fértil entre abril de 2009 e novembro de 2010. A família está representada na área por cinco espécies de epífitas, Aechmea bromeliifolia, A. mertensii, Araeococcus micranthus, Guzmania lingulata e Tillandsia bulbosa, distribuídas em quatro gêneros e duas subfamílias. São apresentadas chave de identificação, breves descrições, informações sobre fenologia e habitat, distribuição geográfica e comentários taxonômicos sobre as espécies.
2013
Koch,Ana Kelly Santos,João Ubiratan Moreira dos Ilkiu-Borges,Anna Luiza
Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina: espécies da Floresta Estacional Decidual
O presente trabalho visou apresentar e analisar a flora da Floresta Estacional Decidual em Santa Catarina, Brasil, tendo como fonte de dados os levantamentos realizados durante o Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina. Foram avaliadas as espécies de indivíduos lenhosos de 79 unidades amostrais de 4.000 m². Foram feitas coletas extras de indivíduos férteis, no entorno e nas unidades amostrais, das demais formas de vida. Este esforço amostral registrou 420 espécies, abrangendo 90 famílias e 275 gêneros. Nas unidades amostrais, registrou-se 233 espécies, sendo 204 com diâmetro na altura do peito (DAP) > 10 cm e 162 com diâmetro na altura do peito DAP < 10 cm e altura > 1,50 m, portanto com espécies em comuns. A coleta de material extra registrou 332 angiospermas e uma gimnosperma (Araucaria angustifolia), demonstrando a importância de coletas externas às áreas previamente delimitadas. Entre as ameaçadas de extinção foram registradas Ocotea odorifera e Araucaria angustifolia.
2013
Gasper,André Luís de Uhlmann,Alexandre Sevegnani,Lucia Lingner,Débora Vanessa Rigon-Júnior,Morilo José Verdi,Marcio Stival-Santos,Anita Dreveck,Susana Sobral,Marcos Vibrans,Alexander Christian
The Araceae in Ceará, Brazil: humid forest plants in a semi-arid region
The study consists of a taxonomic treatment of the Araceae of Ceará, a state lying within Brazil's semi-arid region. The aroid flora shows greater similarity to those of central Brazil and Amazonia than to the Atlantic forest. Most species occur in humid forest fragments - the "florestas serranas". Geophytes are also found in caatinga and dry forest (Taccarum ulei) and lithophytes on rock outcrops in dry forest (Philodendron acutatum). Floating aquatics occur in ponds and lakes throughout the state (Pistia stratiotes, Lemna aequinoctialis, Lemna minuta, Spirodela intermedia, Wolffia columbiana, Wolffiella welwitschii), and freshwater helophytes (Montrichardia linifera) along river margins. 28 taxa (species and varieties) in 19 genera are described and most are illustrated:Anthurium (three spp.), Caladium (one sp.), Dieffenbachia (one sp.), Dracontium (one sp.), Lemna (two spp.), Monstera (two spp., one with two varieties), Montrichardia (one sp.), Philodendron (four spp.), Pistia (one sp.), Scaphispatha (one sp.), Spathicarpa (one sp.), Spathiphyllum (one sp.), Spirodela (one sp.), Syngonium (one sp.), Taccarum (one sp.), Wolffia (one sp.), Wolffiella (one sp.), Xanthosoma (two spp.), Zomicarpa (one sp.). New records for Ceará are Dieffenbachia aglaonematifolia, Dracontium nivosum, Monstera adansonii var. laniata, Philodendron sp. aff. ruthianum and the naturalized exotic Typhonium roxburghii. An identification key and data on geographic distribution and conservation status are provided.
2013
Andrade,Ivanilza Moreira de Mayo,Simon Joseph Silva,Maria Francilene Souza Sousa,Danilo José Lima de Matias,Lígia Queiroz Ribeiro,Thales Alves
Bignoniaceae Juss. no Parque Nacional Vale do Catimbau, Pernambuco
O Parque Nacional Vale do Catimbau está localizado entre o agreste e o sertão pernambucano e apresenta grande diversidade florística. O tratamento taxonômico das espécies de Bignoniaceae foi realizado através da análise morfológica de materiais coletados e herborizados. Dez espécies foram reconhecidas e distribuídas em oito gêneros: Anemopaegma Mart. ex Meisn., Cuspidaria DC., Fridericia Mart., Handroanthus Mattos, Jacaranda Juss., Mansoa DC., Pyrostegia C. Presl e Tabebuia Gomes ex DC. As espécies distribuem-se, principalmente, em áreas de Caatinga, sendo P. venusta encontrada também em floresta úmida. Chave de identificação, ilustrações e comentários sobre as espécies são apresentados.
2013
Santos,Lucilene Lima dos Santos,Leidiana Lima dos Alves,Andrêsa Suana Argemiro Oliveira,Luciana dos Santos Dias de Sales,Margareth Ferreira de
O gênero Ocotea (Lauraceae) no estado do Paraná, Brasil
Este trabalho apresenta o estudo taxonômico das espécies de Ocotea (Aubl.) no estado do Paraná, Sul do Brasil. São fornecidos chave de identificação, descrições, ilustrações e comentários, que incluem distribuição geográfica, habitat, estado de conservação e época de floração e frutificação. O estudo confirmou 31 espécies de Ocotea no estado do Paraná. A Floresta Atlântica tem o maior número de espécies (26) sendo onze endêmicas, seguida pela Floresta com Araucária (14) com uma endêmica, Floresta Estacional (11), Cerrado (7) com duas endêmicas e Campos (1). Duas espécies correm risco de extinção local. Ocotea daphnifolia (Meisn.) Mez e Ocotea velutina (Nees) Rohwer são citadas pela primeira vez no Paraná.
2013
Brotto,Marcelo Leandro Cervi,Armando Carlos Santos,Élide Pereira dos
A vegetação de canga no Quadrilátero Ferrífero, Minas Gerais: caracterização e contexto fitogeográfico
A vegetação nas cangas (afloramentos ferruginosos) abriga dezenas de espécies raras, várias novidades taxonômicas e elevada diversidade alfa e beta. Utilizando um banco de dados constituído por 1.080 táxons de angiospermas, a vegetação associada às cangas no Quadrilátero Ferrífero foi caracterizada a partir dos elementos florísticos, das formas de crescimento e das fisionomias mais frequentes. Analisou-se a distribuição geográfica e os domínios fitogeográficos de 980 espécies. Ainda, com o objetivo de verificar se há distinção entre a vegetação das cangas em relação às de cinco áreas inseridas em sistemas rupestres de Minas Gerais e Bahia, analisou-se a similaridade a partir do número de espécies de 920 gêneros de angiospermas. Em comparação aos sistemas quartzíticos, principalmente os inseridos na Cadeia do Espinhaço, pode-se distinguir a vegetação das cangas pela maior influência de elementos florísticos do domínio Atlântico, maior frequência de sinúsias formadas por árvores e arbustos, riqueza elevada de espécies de gêneros como Solanum e Cattleya e pouca representatividade fisionômica de alguns gêneros típicos dos campos rupestres. Essa distinção parece correlacionar-se com a localização geográfica do Quadrilátero e com as características geomorfológicas e mineralógicas das cangas.
2013
Carmo,Flávio Fonseca do Jacobi,Claudia Maria
Flora da Usina São José, Igarassu, Pernambuco: Aristolochiaceae e Piperaceae
Piperales compreende cinco famílias, cerca de 25 gêneros e 4000 espécies, das quais apenas Aristolochiaceae e Piperaceae estão presentes no Nordeste do Brasil. Este trabalho é parte da série de monografias taxonômicas de famílias encontradas nos fragmentos de Floresta Atlântica da Usina São José, Igarassu, Pernambuco, Brasil. Coletas foram realizadas em nove fragmentos, entre os anos de 2007 e 2011, além de visita a herbários. Foram reconhecidos nove táxons: Aristolochia labiata Willd., A. papillaris Mast. (Aristolochiaceae); Peperomia magnoliifolia (Jacq.) A. Dietr., P. pellucida (L.) Kunth., Piper arboreum var. hirtellum Yunck., P. caldense C. DC., P. hispidum Sw., P. hostmannianum (Miq.) C.DC. e P. marginatum Jacq. (Piperaceae). São apresentados chave de identificação, descrições, comentários e ilustrações. Piper hostmannianum tem aqui seu primeiro registro para o Nordeste.
2013
Melo,Aline Araújo,Ariclenes A.M. Alves,Marccus
Xyris riopretensis (Xyridaceae): uma nova espécie para Minas Gerais, Brasil
Xyris é um gênero com ca. 400 espécies, distribuídas predominantemente na região tropical, podendo chegar em áreas temperadas das Américas e Austrália. A Cadeia do Espinhaço concentra grande riqueza de espécies de Xyris, gênero que figura entre os mais ricos dentre as monocotiledôneas ocorrentes nessa cadeia montanhosa. Este trabalho apresenta uma nova espécie de Xyris em homenagem à sua localidade tipo, o Parque Estadual do Rio Preto, localizado no extremo nordeste do Planalto de Diamantina, na Cadeia do Espinhaço (Minas Gerais). São fornecidas ilustrações dos caracteres diagnósticos, comparação com espécies morfologicamente relacionadas, assim como informações sobre ecologia e fenologia da nova espécie.
2013
Mota,Nara F.O. Wanderley,Maria G.L.
Comportamento reológico de suco misto elaborado com frutas tropicais
Neste trabalho, foi determinado o comportamento reológico do suco misto obtido a partir de uma mistura de frutas tropicais, mediante um viscosímetro de cilindros concêntricos, no intervalo de temperatura de 10 ºC a 60 ºC. Os modelos Lei da Potência e Mizrahi-Berk foram ajustados aos dados experimentais. Os modelos mostraram-se adequados para descrever o comportamento reológico do suco misto, de acordo com os parâmetros estatísticos de ajuste. O produto apresentou índice de comportamento menor do que 1 (um), caracterizando a pseudoplasticidade do suco. Os índices de comportamento de consistência decresceram com o aumento da temperatura. O efeito da temperatura no comportamento reológico do suco foi descrito por uma equação análoga à de Arrhenius e discutida em termos de energia de ativação (Ea). Os valores de Ea variaram de 4,27 a 4, 66 kcal.gmol-1, com o aumento da taxa de deformação.
2013
Bezerra,Carolina Vieira Silva,Luiza Helena Meller da Costa,Rebeca Desireé Sousa da Mattietto,Rafaella de Andrade Rodrigues,Antonio Manoel da Cruz
Influence of ageing time on yield and texture of marinated chicken breast cooked using a continuous process
The objective of this study was to evaluate the influence of different ageing times before deboning (deboning time) and ageing times after deboning (holding time) on the quality (sensory attributes and texture) and cooking loss of chicken breast marinated, cooked and frozen using a continuous process.The following3² experimental design was used (3 deboning times: zero, 6 and 12 hours; and 3 holding times: zero, 12 and 24 hours). Brine absorption, chicken breast pH and cooking loss were evaluated, a sensory analysis was carried out and the shear force was determined. The deboning and holding times did not significantly influence brine absorption and pH, but did significantly influence cooking loss, where the lowest value obtained was a mean of 19.72% for deboning times of 6 or 12 hours and a holding time of 24 hours. A deboning time of 6 hours was sufficient to improve tenderness as measured by a sensory analysis and shear force determination.
2014
Sartori,Tais Colpo Terra,Nelcindo Nascimento
Emulsifying and gelling properties of weakfish myofibrillar proteins as affected by squid mantle myofibrillar proteins in a model system
The aim of the present work was to investigate the physicochemical, biochemical and functional characteristics of both the myofibrils (MF) and actomyosin (AM) of squid mantle (Illex argentinus) and weakfish (Cynoscion guatucupa) muscles, and evaluate the influence of the addition of myofibrilar proteins from the squid mantle on the physicochemical and functional properties of those of the weakfish. After extraction, purification and characterization of the MF and AM of both species, emulsions of each protein fraction from each muscle were formulated. Mixtures of the MF or AM of both species were also analyzed. The emulsifying properties were monitoring using the Emulsifying Activity Index (EAI) and Emulsion Stability (ES). In addition, gel pastes were formulated from the squid mantle, weakfish muscle and the mixture of both species, and the following functional properties of the gels assessed: water holding capacity, colour, textural profile analysis (TPA) (hardness, elasticity, cohesiveness, gumminess) and gel strength. The EAI values of emulsions formulated with the MF of the mantle were significantly (p<0.05) higher than those formulated from those of weakfish. The incorporation of squid MF in the mixture increased the EAI values. Conversely, the highest ES values were obtained with weakfish MF, and the incorporation of MF weakfish in the mixture increased the ES values. Similar EAI and ES behaviours were observed for the AM of the corresponding species. Irrespective of the thermal treatment, the gel strength of the gelled paste of squid muscle was significantly (p<0.05) lower than that of weakfish muscle and of those obtained with the different mixtures. The behaviours of the expressible moisture (EM) from the gelled pastes were similar to those of gel strength. Irrespective of the thermal treatment, the pastes formulated with a high weakfish: mantle ratio showed less water loss. The gelled pastes of squid mantle showed the highest values for whiteness (WI) and the incorporation of squid muscle protein improved the WI of the mixtures.
2014
Suarez,Daniela Mariel Manca,Emilio Crupkin,Marcos Paredi,Maria Elida
Caracterização físico-química de cervejas elaboradas com mel
O objetivo do presente trabalho foi produzir e caracterizar físico-quimicamente cervejas elaboradas com mel. Os ensaios de produção de cerveja foram feitos com nove tratamentos, combinação de três concentrações de extrato original (11, 13 e 15 ºBrix) e três porcentagens de mel na formulação do mosto (0%, 20% e 40%). O experimento foi inteiramente casualizado com duas repetições, perfazendo dezoito parcelas experimentais. A mosturação foi realizada pelo processo de infusão, sendo o mel adicionado na etapa de fervura. Depois de clarificado, o mosto teve seu teor de extrato corrigido com água, sendo inoculado com levedura de baixa fermentação. A fermentação ocorreu a 10 ºC. A cerveja foi engarrafada manualmente e armazenada em freezer à temperatura de 0 ºC por 15 dias, para sua maturação. As cervejas foram analisadas quanto ao teor alcoólico, extrato real, extrato aparente, cor, amargor, turbidez, pH, acidez total e gás carbônico, densidade de espuma e total de espuma. Os resultados das análises físico-químicas das cervejas foram submetidos à análise de variância e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade. Todas as cervejas foram classificadas como claras. A presença de mel na formulação favoreceu a carbonatação, aumentou a densidade de espuma e total de espuma, mas, em contrapartida, as cervejas ficaram menos amargas e com menor acidez.
2014
Brunelli,Luciana Trevisan Mansano,Alexandre Rodrigues Venturini Filho,Waldemar Gastoni
Influência da granulometria da matéria-prima na expansão de extrusados de milho
Na produção de extrusados de milho, a indústria usualmente emprega o grits, que consiste no milho limpo, degerminado e moído em granulometria média. Entretanto, visando à redução dos custos de produção, fabricantes de snacks extrusados de milho vêm utilizando o fubá em substituição ao grits, devido ao menor custo apresentado por este. O objetivo deste trabalho foi verificar a influência da granulometria do milho sobre o índice de expansão dos snacks, sua textura e aceitação sensorial. Para isso, foram utilizadas três diferentes granulometrias do milho moído, sendo: grits, fubá mimoso e fubá mimoso fino. O índice de expansão radial foi analisado pela razão entre o diâmetro médio do snack e o diâmetro da matriz utilizada, a textura foi analisada em texturômetro, modelo Texture Analyser TA-XT Plus (Stable Micro Systens). A partir dos resultados obtidos, houve a confirmação da influência da granulometria nos parâmetros físicos, entretanto, não ocorreu alteração na aceitação do produto, indicando, desta forma, ser viável a substituição do grits pelo fubá na produção de snacks sob o ponto de vista do produto final.
2014
Mikalouski,Flavianny Brencis da Silva Monteiro,Antonio Roberto Giriboni Marques,Diego Rodrigues Monteiro,Claudia Cirineo Ferreira Benossi,Livia