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Imigração portuguesa e saúde: fundação da Beneficência Portuguesa em São Paulo
<p>O presente artigo pretende desenvolver a partir dos processos imigratórios da comunidade portuguesa para São Paulo a criação de instituições de prestação de assistências e socorros à p arcela carente desses agentes e outros necessitados, tratando a rigor dos primeiros anos da criação da Beneficência Portuguesa, fundada por esses imigrantes. Para tanto, é necessário que entendamos os processos transitórios e as condições históricas que envolveram a vinda desses agentes sociais para o Brasil, especificamente à cidade de São Paulo.</p>
Militarium Ordinum Analecta, n.º 12
<p>Partindo da análise prosopográfica do universo de 427 cavaleiros e comendadores das Ordens Militares Portuguesas, procedeu-se à identificação das respectivas linhagens, tendo sido apuradas neste conjunto 33 famílias. Entre a subida ao poder da Dinastia de Avis (1385) e os finais do reinado de D. Manuel (1521), verifica-se uma presença crescente deste grupo, mais expressiva durante este último reinado.</p> <p>Estas dinâmicas foram observadas no âmbito das relações entre as Ordens Militares e a Monarquia, desde o século XIV até ao final do primeiro quartel do século XVI, tendo sido constatada uma crescente influência da coroa nestas instituições (desde a ingerência na indigitação dos mestres à entrega dos mestrados a membros da Família Real e, por fim, ao assumir por parte da Coroa o governo destas milícias).</p> <p>Foram também consideradas as normas que regiam estas instituições e as reformas nelas ocorridas, nomeadamente aquelas que, relacionadas com os desígnios da Coroa, estão ligadas com a expansão tanto no Norte de África como no Oriente, tornando-as ao mesmo tempo mais atractivas ao sector da sociedade que importava cativar – a Nobreza.</p> <p>Ao longo do período em análise, este grupo nunca deixou de desenvolver estratégias várias em ordem ao crescimento dos seus proveitos, benesses e património. Finalmente, considera-se o interesse crescente de certas linhagens em colocar elementos seus nestas instituições, pelo prestígio social e pelas vantagens económicas e patrimoniais que daí podiam advir.</p> <p>Deste modo, o acréscimo de nobres presentes nas Ordens Militares proporcionou à Coroa, especialmente no reinado de D. Manuel, a possibilidade de controlar e manter sob sua dependência largas franjas deste sector, mediante a atribuição de privilégios e da concessão do património destas instituições colocando-os, ao mesmo tempo, ao seu serviço.</p>
2013
António Pestana de Vasconcelos
Os Franciscanos no Mundo Português III. O Legado Franciscano
<p>Esta obra resulta da compilação dos estudos apresentados durante o VI Seminário Luso-Brasileiro, realizado em Ponte de Lima, de 4 a 6 de Outubro de 2012. Graças a este trabalho, que reuniu investigadores de Portugal, Brasil, Espanha e Argentina, foi demonstrada a importância que os franciscanos, religiosos e leigos, tiveram ao longo dos tempos nas suas diversas valências, espiritual, assistencial e artística, contribuindo de forma significativa para a afirmação da mensagem cristã no mundo onde foi marcante a presença portuguesa. A visão polifacetada do mundo ibero-americano trouxe ao conhecimento público uma reflexão coletiva que, pela sua diversidade, aponta novas perspetivas para o estudo da espiritualidade franciscana e da arte produzida sob a sua égide.</p>
2013
Paula Cardona Alberto Darias Príncipe Ana Goy Diz Anna Maria Monteiro de Carvalho António Mourato António José de Oliveira Carla Sofia Queirós Cybele Vidal Fernandes Diana Gonçalves dos Santos Eugênio de Ávila Lins Eva Sofia Trindade Dias José Carlos Meneses Rodrigues Lúcia Rosas Luís Alberto Casimiro Luís Alexandre Rodrigues Luís Marino Ucha Magno Mello Manuel Engrácia Antunes Marcelo Almeida Oliveira Maria Berthilde Moura Filha Ivan Cavalcanti Filho Maria Hermínia Olivera Hernandez Maria del Mar Lozano Bartolozzi Mozart Alberto Bonazzi da Costa Patricia Fogelman Paula Bessa Regina Anacleto Sofia Nunes Vechina Sonia Gomes Pereira Susana Matos Abreu Alexandra Esteves Carme Lopez Calderón Carmen Diez González José Augusto Velho Dantas Maria Garganté Llanes Miriam Elena Cortés López
A composição social da Ordem Terceira de Ponte de Lima (séculos XVIII-XIX)
<p>Este trabalho visa analisar a composição social da Ordem Terceira de Ponte de Lima, com base nas profissões efetuadas pelos irmãos, no período compreendido entre 1752 e 1812. Procura-se mostrar a existência de uma homogeneidade do seu tecido humano, para a qual contribuíam vários fatores que nos propomos explicitar, nomeadamente a proveniência geográfica e as ligações familiares entre os seus membros.</p>
O complexo construtivo franciscano de Olinda no Brasil Colonial. Aspectos sócio-urbanos, arquitetônicos e artísticos
<p>O trabalho analisa o atual complexo edificativo franciscano de Olinda – a área conventual, a igreja de Nossa Senhora das Neves e a área da Ordem Terceira de São Roque – em seus aspectos sócio-urbanos, arquitetônicos e artísticos. Tem como objetivo mostrar que a reconstrução monumental e aparatosa que o conjunto sofreu após a retirada holandesa do território nordestino brasileiro foi fruto da vontade de uma aristocracia rural que, mesmo empobrecida e decadente face à ascensão da burguesia mercantil da vizinha vila do Recife, tinha ainda na visualidade religiosa a manifestação de sua hierarquia e poder, como fator determinante do seu grau de importância junto à monarquia portuguesa.</p>
O Retratista José Alberto Nunes (1829-1890)
<p>José Alberto Nunes nasceu no Porto, em 1829, tendo adquirido a sua formação artística na Academia de Belas Artes, estabelecimento que frequentou entre 1845 e 52. Concluído o curso de Pintura Histórica, instala-se em Guimarães, onde trabalha para a Câmara Municipal, Venerável Ordem Terceira de São Francisco e particulares. Casa, na cidade berço, com Emília das Dores Amélia e Freitas Nunes e vai morar para o largo da Igreja, na freguesia de São Sebastião. O seu primeiro filho, Adolfo, nasce em Novembro de 1861.</p> <p>Ao longo da década de sessenta consegue afirmar-se na invicta, onde se torna o retratista preferido das Irmandades e Ordens Terceiras. A sua pintura, visivelmente influenciada pelo estilo de Augusto Roquemont, manteve-se fiel à estética romântica, muito depois dela ter passado de moda.</p> <p>Nunes participou em muito poucas exposições, ao todo sete: trienais de 1848, 51, 54, 66 e 74; exposição portuguesa no Rio de Janeiro em 1879 e “Exposição d’Arte”, no Ateneu Comercial, em 1888. De entre as suas obras, destacamos os retratos dos Conde e Condessa de Samodães, de Arnaldo Ribeiro Barbosa e de sua esposa, D. Carolina Augusta da Costa, e de Alexandre Soares Pinto de Andrade.</p> <p>José Alberto Nunes faleceu a 25 de Fevereiro de 1890.</p>
2015
António Mourato
O Convento de São Francisco de Guimarães: artistas e obras (1679-1773)
<p>Neste artigo apresentamos seis ajustes de obra referentes à arte da talha, pedraria, carpintaria e ourivesaria. Estes contratos notariais existentes no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta referem-se a encomendas realizadas pelos religiosos do Convento de São Francisco, de Guimarães; e pela Irmandade de Santo António, ereta na mesma instituição conventual.</p> <p>A igreja do Convento de São Francisco é na História de Arte de Guimarães uma referência, nomeadamente pela contratação de artistas de nomeada e principalmente por aquilo que ainda nos nossos dias podemos admirar. Este templo assume-se como um dos imóveis de Guimarães, onde intervieram importantes mestres da cidade do Porto ligados à arte da talha.</p>
2015
António José de Oliveira
O Convento de Santo António de Ferreirim: da fundação às obras do século XVIII
<p>Sem a pretensão de querermos refazer a história do Convento de Santo António de Ferreirim, até porque os dados documentais até hoje revelados são escassos, propomo-nos trazer aqui uma breve cronologia das obras efetuadas neste edifício, desde a sua fundação até ao final do século XVIII.</p> <p>Limitámo-nos, porém, nesta abordagem, somente, à compilação dos atos notariais presentes no Arquivo Distrital de Viseu a que tivemos acesso e oportunidade de estudar aquando do doutoramento.</p> <p>Embora grande parte do acervo notarial respeitante ao Convento de Santo António de Ferreirim já seja do conhecimento público, a imprecisão com que algumas escrituras são referidas por alguns autores, assim como os nomes dos responsáveis por estas empreitadas e a própria datação das mesmas, carece de uma nova abordagem.</p> <p>Se até à data só demos conhecimento das escrituras referentes às obras da talha e madeiras, pretendemos agora fazê-lo no que toca às restantes obras.</p>
El impulso de la Orden Franciscana en la configuración del via crucis gallego
<p>El ejercicio devocional del Vía Crucis es una práctica que tiene su origen en los primeros años de la cristiandad. Aunque en los primeros siglos que sucedieron a la muerte de Cristo no existía, se sentó la base para su posterior desarrollo. En esta labor la Orden Franciscana Menor fue la gran protagonista. Ellos fueron los primeros en custodiar la Tierra Santa y a ellos se les concedió el privilegio de instaurar los primeros recorridos dolorosos que se crearon en Europa, especialmente desde el siglo XVI. La presencia de los frailes franciscanos en el territorio gallego, desde la fundación del convento de Santiago de Compostela por el propio San Francisco de Asís, promovió la creación de distintos tipos de Vía Crucis con los que se quería hacer ganar las Indulgencias. Estos recorridos devocionales presentaron unas características muy propias que en líneas generales se mantendrán hasta el propio siglo XX.</p>
2015
Miriam Elena Cortés López
A igreja conventual franciscana de Salvador: História, talha e arquitectura
<p>A Igreja do Convento de São Francisco de Assis de Salvador, Bahia, é considerada uma das mais importantes realizações artísticas e arquitetônicas do período colonial brasileiro e de todo o Mundo Português setecentista. No seu interior alternam-se a rica e profusa talha dourada e policromada, com painéis pintados em lacunários em meio a elaborados elementos emoldurados presentes nos forros e abóbadas, e conjuntos azulejares em tons de azul e branco. Com a invasão holandesa em 1624, os documentos franciscanos presentes no convento soteropolitano, foram destruídos, dificultando as pesquisas a respeito da história da Ordem Seráfica em Salvador. No entanto, outros documentos e informações sobreviveram em diferentes locais, embasando inúmeras pesquisas.</p> <p>O presente trabalho se dirige à apresentação de parte dessas informações com, o objetivo de subsidiar estudos a respeito da história desta igreja, assim como da riqueza conceitual, técnica e simbólica envolvida na sua realização. Nas obras de arte presentes no templo conventual franciscano de Salvador, é possível encontrar as tendências estéticas representativas do Estilo Nacional Português e os elementos ornamentais das duas fases de influência estilística vigentes durante o reinado de D. João V, em Portugal e em suas colônias de além-mar.</p>
2015
Mozart Alberto Bonazzi da Costa
A talha da fase final do Barroco e a escola regional do Alto-Minho. O caso da Ordem Terceira de Ponte de Lima
<p>Na fase final do Barroco, por todo o território do Alto-Minho, as igrejas paroquiais e conventuais e as capelas das casas nobres, são decoradas com retábulos de talha rococó, considerados pelas suas características tipológicas, como espécimes de uma escola regional, cuja origem e desenvolvimento se desconhecia. Esta problemática, à luz de investigações recentes, assume contornos mais definidos permitindo com substantiva segurança, vincular este conjunto de equipamentos retabulares à escola de talha bracarense. Artistas de topo das oficinas de Braga concebem e executam estas obras e os mestres autóctones são fortemente inspirados por aquelas.</p> <p>Por outro lado foi possível, analisando as obras documentadas, determinar que a primeira manifestação deste gosto tem lugar na igreja da Ordem Terceira de Ponte de Lima. A capilaridade desta nova estética, muito notada no Alto-Minho, deve ser igualmente medida pela forte adesão dos encomendantes a esta expressão artística.</p>
Pintura mural tardo-medieval em conventos franciscanos no Norte de Portugal
<p>Neste capítulo, dar-se-á particular atenção ao programa iconográfico do extenso e complexo programa de pintura mural na capela-mor da igreja do convento de S. Francisco de Bragança.</p>
O Hospital da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e a estruturação urbana do Rio de Janeiro nos séculos XVIII e XIX
<p>Este artigo toma como objeto de estudo o Hospital da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência do Rio de Janeiro, construído em meados do século XVIII e demolido no início do XX – durante a grande reforma urbana do prefeito Pereira Passos. Parte da análise da precária situação sanitária da cidade – assolada por freqüentes epidemias. Verifica a importância das ordens terceiras, irmandades e associações de beneficência numa época em que o Estado só começa a intervir na assistência hospitalar – e assim mesmo em pequena escala – a partir de meados do Oitocentos. Enfatiza a importância daquele Hospital por dois motivos. De um lado, o fato de ser um dos maiores e mais importantes hospitais da cidade, mesmo confrontado com os exemplos posteriores. Por outro lado, a verificação de que implanta uma tipologia arquitetônica, que será seguida, com pequenas variações, até o final do século XIX, constituindo uma longa duração do neoclassicismo de raiz portuguesa, que tem sido pouco estudado na historiografia brasileira da arquitetura.</p>
Arquiteturas franciscanas das Origens na Mais Estrita Observância portuguesa do século XVI: a lição de Vitrúvio
<p>A igreja franciscana Bom Jesus de Valverde (Évora) é uma das mais elevadas conquistas da arquitetura portuguesa de Quinhentos inspirada nos tratados renascentistas. Contrasta com outros edifícios coevos da Mais Estrita Observância (como por ex., os conventos franciscanos da Arrábida ou de Santa Cruz de Sintra), opondo a sua geometria erudita ao uso chão de materiais pobres em projetos orgânicos de carácter acidental. Considerando que não terá havido diferenças significativas de contexto, espiritual ou cultural, na formulação de ambos os tipos de arquitetura, o presente estudo questiona o seu eventual acordo teórico.</p> <p>Tal acordo é encontrado no tratado De Architectura de Vitrúvio, designadamente na sua narrativa principal acerca das origens da disciplina. Aqui sugerimos que a lição de Vitrúvio terá sido colhida, tanto da sua abordagem histórica ao desenvolvimento da arte da construção, quanto da sua formulação acerca objeto disciplinar do ponto de vista epistemológico. Alguns conceitos fundamentais da teoria vitruviana – distributio, symmetria, e decor – são ainda tidos em conta a fim de clarificar como aquela poderia ter sido entendida à luz da espiritualidade da Mais Estrita Observância e seu correlato estilo de vida.</p>
Militarium Ordinum Analecta, n.º 13
<p>Os quatro documentos que agora se publicam neste volume da Militarium Ordinum Analecta constituem fontes basilares para o estudo da formação das comendas novas da Ordem de Cristo, processo que tem início na segunda década do séc. XVI.</p> <p>Esta circunstância que assinala um momento de especial importância para a história desta instituição, já foi em distintas ocasiões por nós analisada, num primeiro momento no âmbito do nosso Doutoramento e, posteriormente, por ocasião de congressos ou em artigos de homenagem. Mais recentemente, por altura do Seminário Internacional sobre Comendas das Ordens Militares, realizado no Porto, no ano de 2008, voltamos a revisitá-lo. Parece-nos, assim, que a publicação destas fontes corresponde ao encerrar de um ciclo que, na nossa opinião, surge oportuno.</p>
2013
Isabel Morgado Sousa e Silva
Confrarias em Viana do Castelo. A encomenda artística dos séculos XVI a XIX
<p>Partindo do enquadramento dos movimentos político-religiosos em que se alicerçou o movimento confraternal e aproximando o fenómeno europeu e nacional à escala regional, foi feita a caracterização do meio em que a actividade devocional, exercida pelas confrarias, floresceu, considerando três índices de avaliação: o geográfico, o económico e o social.</p> <p>Dentro da comunidade urbana de Viana do Castelo, analisou-se detalhadamente a colegiada de Nossa Senhora da Assunção. Considerou-se a matriz devocional desse espaço e as mutações sofridas desde o século XVII até à segunda metade do século XIX, ilustrou-se a actividade artística desenvolvida pelas 8 confrarias seleccionadas, explicando-se o sistema de organização, as obrigações institucionais e os direitos e privilégios de cada uma destas instituições, seguindo-se a valiação da encomenda artística por elas fomentadas, tipificadas em três áreas: as obras de carácter arquitectónico, as encomendas dos programas decorativos e as políticas de aquisição das alfaias litúrgicas. Num subnível analítico, interpretámos o papel do governo local e as dinâmicas desenvolvidas na referida unidade paroquial. O fenómeno da encomenda artística foi também pesquisado num âmbito mais amplo: ambiente urbano e rural, identificando-se o destino da obra, os agentes das encomendas e os seus executantes. Finalmente avaliou-se o peso dos oficiais e das oficinas dos núcleos externos ao concelho analisado, a expressão dos oficiais e das oficinas locais, o grupo de ofícios mais representativo e o período que concentrou um maior volume de encomendas.</p>
2014
Paula Cardona
Dutch Nautical Sciences in the Golden Age: the Portuguese Influence
<p>A república Holandesa é fruto de uma revolta contra o rei de Espanha que, mais tarde, foi também rei de Portugal. Os diversos êxitos alcançados por mar através da aplicação de vários aspectos da ciência náutica, v.g. construção naval e navegação, deram lugar à sua prosperidade e asseguraram a sua sobrevivência. Os marinheiros e os construtores de navios Holandeses estavam, assim, em dívida com os seus parceiros Ibéricos. Apesar de ser conhecido que, entre os séculos XVI e XVII os avanços no conhecimento científico na Península Ibérica não acompanharam o ritmo que antes alcançaram, é certo que as bases da ciência náutica holandesa – ponto de partida para o progresso dos Países Baixos - têm as suas raízes em Espanha e, sobretudo em Portugal.</p>
2015
Richard W. Unger
Povoamento, Ocupação e Agricultura na Amazônia Colonial (1640-1706).
<p>In his article on the production of Brazilian colonial historiography, the late historian A.J.R. Russell-Wood lauded “Brazilian scholars [who] have developed a historiography that reflects … broader changes in historical studies, while pursuing them within a Brazilian context.”2 Rafael Chambouleyron’s Povoamento, Ocupação e Agricultura na Amazônia Colonial (1640-1706) exemplifies this statement. His work is based on extensive archival research carried out over many years in a wide range of both Brazilian and Portuguese archives. The crux of Chambouleyron’s book entails revised research from his 2005 doctoral dissertation, Portuguese Colonization of the Amazon region, 1640-1706, written while at Cambridge University.3 Chambouleyron’s book is a valuable contribution, offering new perspectives for scholars working on both colonial Amazonia and colonial history at large.</p>
2015
Daniella Nicole Mak
Os Governos Civis de Portugal. História e Memória (1835-2011)
<p>Em 2012, na sequência do concurso público internacional lançado pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, intitulado Os Governos Civis de Portugal. História, Memória e Cidadania, o CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade, no âmbito de tal Projeto, assumiu a responsabilidade de produzir e publicar um trabalho de investigação que desse a conhecer as origens e a evolução do Distrito e do seu magistrado, o Governador Civil; a estrutura de funcionamento da administração distrital; os poderes dos Governadores Civis; a enumeração daqueles que exerceram tais funções, assim como o seu perfil sociológico e político; e o papel que os Governadores Civis e os órgãos distritais assumiram enquanto produtores de fundos documentais e obras culturais.</p> <p>Tendo em consideração tais objetivos e os projetos de investigação já desenvolvidos pelo CEPESE sobre este tema, e sabendo nós que os Governadores Civis se encontram indelevelmente associados, desde as suas origens, a uma circunscrição administrativa territorial específica, o Distrito, decidimos estruturar a presente obra em seis partes.</p> <p>Na primeira parte, estudamos os Distritos, apresentando os antecedentes históricos dos mesmos, nomeadamente, a organização administrativa de Portugal em finais do Antigo Regime e a reforma de Mouzinho da Silveira, que instituiu as Prefeituras ou Províncias; a criação dos Distritos Administrativos em 1835 e sua evolução até 2011-2012, anos em que desapareceram os Governadores Civis e se encerraram os Governos Civis, enquanto estruturas que prestavam o apoio técnico e administrativo necessário ao exercício da atividade de tais magistrados.</p> <p>Na segunda parte, enunciamos, de forma exaustiva, as competências dos Governadores Civis entre 1835-2011; o papel político desenvolvido por estes no mesmo período; o seu perfil sociológico; e, por fim, o recente processo de extinção de facto destes magistrados e dos respetivos Governos Civis.</p> <p>Na terceira parte, fazemos uma primeira aproximação ao património histórico-cultural associado aos Governos</p> <p>Civis e aos órgãos distritais, tendo em consideração as fontes documentais que uns e outros produziram e as publicações que editaram; e ainda, as bibliotecas existentes nos Governos Civis à data da sua extinção.</p> <p>Na quarta parte, abordamos os arquivos dos Governos Civis de Portugal, enumerando as principais dificuldades e constrangimentos com que o CEPESE se deparou ao longo das diversas etapas de tratamento, inventariação e digitalização do seu espólio, apresentando em seguida as principais séries documentais de conservação permanente que existiam nos referidos arquivos.</p> <p>A quinta parte é constituída pelo quadro geral dos Governadores Civis de Portugal, entre 1835-2011, incluindo o nome, naturalidade, profissão, formação académica e outros cargos políticos exercidos por estes magistrados, e indicando ainda, para cada mandato, as datas de nomeação e exoneração, a duração do mandato e a idade do Governador à data da respetiva nomeação.</p> <p>Na sexta e última parte, chamamos a atenção para a principal legislação que, na nossa perspetiva, ajuda a compreender a criação e evolução dos Distritos, dos Governadores e respetivos Governos Civis, no período já referido.</p> <p>Segue-se a Conclusão, o resumo alargado da obra em inglês, a listagem das principais fontes e bibliografia consultadas durante a nossa investigação e, finalmente, o índice analítico com os topónimos e antropónimos referidos ao longo do texto.</p>
2015
Ana Luísa Fernandes António Viegas Bruno Rodrigues Catarina Oliveira Daniela Nogueira Diana Vila Pouca Diogo Ferreira Fernando de Sousa Isilda Monteiro Lúcia Matos Manuel Couto Marta Cadilhe Nuno Matias Paula Barros Paulo Amorim Pedro Mendes Ricardo Rocha Sérgio Pinto
Militarium Ordinum Analecta, n.º 14
<p>Este volume é resultado do projeto PTDC/HIS-HIS/102956/2008, aprovado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia em 2009. Foi desenvolvido entre 2010 e 2013, no âmbito das atividades do Grupo de Investigação de Estudos Medievais e do Renascimento do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE) da Universidade do Porto, e tem como objetivo desenvolver um estudo monográfico de duas comendas das Ordens Militares no Sul de Portugal (Noudar e Marmelar, a primeira da Ordem de Avis e a segunda da Ordem do Hospital), tendo em conta a sua contextualização, nomeadamente no âmbito Peninsular.</p> <p>Este volume reúne as fontes que foi possível coligir relativas à comenda de Noudar da Ordem de Avis, desde 1248 até 1554.</p>
2014
Luís Adão da Fonseca Maria Cristina Pimenta Joana Lencart