RCAAP Repository
Identité insulaire perdue les immigrants madériens au Pará-Brésil en 1886
<p>O presente artigo pretende dar uma contribuição histórica sobre uma parte pouco conhecida da história do Pará – a presença dos madeirenses na região bragantina, província do Pará no Brasil, em 1886. Até o momento, os estudos que relatam tais fatos, ao não utilizar as fontes históricas existentes em Portugal, tratam de maneira geral uma imigração tida por “açoriana”. Para entender melhor essa realidade, a perspetiva aqui utilizada coloca em relação, pela primeira vez, diversas fontes portuguesas e brasileiras, para se poder tomar em consideração o funcionamento das redes internacionais de recrutamento e de transporte e as razões do fracasso desse projeto de ocupação. Para tanto, apresentaremos em um primeiro momento a realidade do arquipélago de partida. A seguir, analisaremos a política de introdução de europeus no Pará, no final do século XIX, e apresentaremos um estudo estatístico sobre os madeirenses recrutados. Finalmente, concluiremos com a análise do destino dessas famílias da Madeira destinadas às colônias do Pará naquela época.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Nelly de Freitas
Regresso como exercício de desdobramento de pertença
<p>Para melhor compreender – e traduzir – como o regresso à terra natal ou ao país de origem constitui sempre um movimento de desvio da rota pretendida, ponho em diálogo dois discursos: exercícios artísticos da autoria de Marco Godinho, de Joe Lima e de Svetlana Boym; e entrevistas realizadas junto de luso-franceses e de luso-alemães.<br /> Ao regressar, tanto a primeira geração como os seus descendentes confrontam-se com uma outra realidade. De presumível pertencente, o ator do regresso torna-se estranho, transforma-se num outro corpo que terá de desenvolver estratégias, discursos, recursos conscientes ou já autoassimilados para construir um novo espaço de pertença. A experiência do regresso, desejado ou não, vivido individualmente ou com outra configuração familiar, narrada ao longo das entrevistas a luso-franceses e a luso-alemães3, independentemente das especificidades que cada um destes contextos referencia, demonstra que a casa é estranha, que o regresso “obriga” os atores nesse espaço dito de pertença e muitas vezes reivindicado como tal a reposicionarem-se enquanto atores de um desdobramento identitário.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Sofia Afonso
De jovem migrante a investigadora: percursos que se imbricam em jeito autobiográfico
<p>O texto que se segue conta a minha história a partir da dupla condição de migrante na Suíça e enquanto mestranda em relações interculturais. A narrativa em primeira pessoa dá a conhecer o meu percurso migratório que imbrica no percurso da pesquisa desenvolvida na minha dissertação de mestrado, Identidade cultural na (e em) rede: as redes sociais digitais (Facebook) como espaço de revivificação e afirmação da identidade cultural dos jovens migrantes portugueses na Suíça. Este texto propõe o exercício de autorreflexão, que subentende um olhar sobre a investigadora no processo da investigação, desvelando a dimensão oculta da investigação científica, na qual o olhar ético, crítico e científico se sobrepõe às reflexões, à inquietação pessoal e emocional. No fundo, pretende-se mostrar os bastidores da narrativa empírica. Esta autorreflexão em jeito (auto)biográfico tem, igualmente, como propósito (re)produzir significados e contribuir para uma melhor compreensão do jovem migrante à luz da tríade teórica: migração, redes sociais e identidade cultural.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Maria Carolina Pinto José da Silva Ribeiro
O enquadramento jurídico da emigração portuguesa para o Brasil (1855-1876)
<p>O presente trabalho apresenta o enquadramento jurídico da emigração portuguesa para o Brasil entre 1855 e 1876 – que corresponde basicamente ao período designado por Regeneração ou por Fontismo –, época caracterizada pelo triunfo do capitalismo em Portugal, pelo desaparecimento das guerras civis que tinham afetado o Reino na primeira metade do século XIX e pela atenuação dos conflitos sociais. Debruçando-se sobre os principais diplomas produzidos pelo Estado português diretamente relacionados com este fenómeno migratório, serão abordados temas como a dissuasão à emigração e a clandestinidade, as heranças dos portugueses falecidos no Brasil, a concessão de passaportes e as matrículas dos navios.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Bruno Rodrigues
Receptividade i(e)migracional comparada Brasil-América Hispânica: os espanhóis
<p>Este artigo lida com um problema crucial para o entendimento do fenômeno histórico experimentado pelos luso-hispânicos na primeira modernidade: o evento migracional. Propõe uma abordagem política para o problema, isto é, privilegia as relações políticas na pré e pós-independência dos impérios coloniais ibéricos, vis à vis a natureza da receptividade dos i(e)migrantes metropolitanos nos espaços coloniais. Neste artigo, privilegiamos a receptividade dos migrantes oriundos da Espanha num momento histórico crítico: a primeira descolonização que conduziu ao surgimento dos Estados Americanos na viragem do século XVIII, focando a diferença no comportamento dos colonos nas áreas de colonização hispânica em relação às portuguesas.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
José Jobson Arruda
O papel da diplomacia na extensão das plataformas continentais de Portugal e de Espanha
<p>É inegável a importância que a extensão da Plataforma Continental (PC) constitui para uma nação predominantemente marítima como Portugal. Ao analisar a recente controvérsia diplomática entre Portugal e Espanha, relativamente à extensão da PC portuguesa, importa destacar o papel da diplomacia. O conflito de interesses entre os dois países relativamente a uma zona que se sobrepõe e que está patente nos pedidos de ambos os países às Nações Unidas, leva-nos a entender que a diplomacia é um instrumento essencial de que as nações dispõem e que lhes permite ajudar a resolver conflitos que, por vezes, surgem do ponto de vista de relacionamento bilateral. Neste caso específico da proposta de extensão das respetivas plataformas continentais de Portugal e Espanha, estão em causa interesses divergentes que importa analisar à luz do direito internacional nesta matéria.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Teresa Cierco Renato Miguel Tavares
O Projeto de Escrita de Pedro de Barcelos
<p>Nunca até hoje foi levada a cabo uma tentativa de apurar que consistência haveria entre as várias obras – ou projetos de escrita – levados a cabo por D. Pedro, conde de Barcelos, nem se, do conjunto desses projetos, se destacaria um plano articulado, revelador de uma específica visão do mundo. É esse o propósito do presente estudo. As conclusões a que este estudo chega, só possíveis devido aos avanços mais recentes no conhecimento dos vários empreendimentos do conde, permitem formar uma ideia mais clara de quais os temas que sobretudo o motivaram, numa permanente combinação entre uma atenção acentuada ao funcionamento da sociedade do seu tempo, baseada na linhagem e nas hierarquias daí decorrentes, e uma perspetiva temporal, histórica e escatológica que forma o pano de fundo no qual o conjunto da sua obra se inscreve.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
José Carlos Ribeiro Miranda Maria do Rosário Ferreira
Portugal e a globalização das migrações. Desafios de segurança
<p>A globalização afeta hoje todos os moldes em que assenta a sociedade de risco na qual vivemos. As atuais migrações são reflexo de uma conjuntura internacional de desequilíbrios e das diferenças socioeconómicas e, por seu turno, a mobilidade da população questiona a segurança dos próprios migrantes, das sociedades e dos Estados. Historicamente Portugal pode ser definido como um país de emigração, mas desde o início da década de 1990 tornou-se um território atrativo para as migrações internacionais. Na atualidade, encontramos no nosso país uma maior variedade de dinâmicas migratórias, bem como perfis migratórios regionalmente distintos, facto que gera riscos, desafios e oportunidades para o futuro. Tendo por base o contexto migratório internacional e os desafios à segurança, pretendemos compreender a evolução das dinâmicas migratórias em Portugal; aferir os diferentes perfis migratórios atualmente existentes; e explorar o modo como diferentes perfis e tendências migratórias representam riscos e oportunidades para as próximas décadas.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Teresa Rodrigues Susana Ferreira
Novos media e novos emigrantes portugueses: uma proposta de reflexão
<p>Com este artigo apresentam-se contributos sobre o papel dos novos media, no contexto da atual emigração portuguesa. Num mundo globalizado, em que nada é certo e tudo se move, esta vaga de emigração assume particularidades. Propõe-se explorar o estado da arte sobre a utilização de canais digitais, incluindo as redes sociais, pelos jovens adultos emigrados. As identidades lusófonas encontram-se em rede, comunicando entre si os sujeitos, em qualquer lugar do mundo. Estamos na presença de uma geração inserida numa dinâmica de globalização, que vivencia as relações sociais à distância. Assiste-se à emergência de uma gama de plataformas digitais criadas em função destas vagas de emigração e que são uma tendência incontornável. Será que estes e-canais, palco de comunidades imaginárias, transformam as redes migratórias? De que forma o fazem? E que plataformas são estas, quais os conteúdos e níveis de adesão? Reforçar-se-á o sentimento de identidade de um povo, à distância de um clique?</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Ana Canavarro
A Sociedade estabelecida para a subsistência dos Teatros Públicos da Corte – uma “companhia pombalina”
<p>Este breve estudo incide sobre uma sociedade criada por iniciativa de homens de negócio, tendo como objetivo o financiamento e direção dos teatros públicos de Lisboa – teatros da Rua dos Condes, do Bairro Alto, da Graça e do Salitre. Procura-se identificar os acionistas desta sociedade, as suas motivações e os vários impactos da referida sociedade, que vigorou entre 1771 e 1775, reconhecendo-a como uma instituição “pombalina”. A ligação do futuro Marquês de Pombal a algumas famílias de comerciantes de grosso trato é um fator relevante, bem como a aspiração destes homens de negócio, acionistas de “companhias pombalinas”, a uma projeção social condicente com o seu estatuto económico, sendo decisivo o alargamento a este espaço de sociabilidade. Em termos de impacto artístico, o período sob análise correspondeu a um momento de intensa produção operática lisboeta protagonizado por estes mesmos teatros públicos, não obstante o possível fracasso financeiro que terá ditado o término do projeto.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Duarte Gonçalves
Da subsidiariedade da governação à importância do municipalismo em Portugal
<p>Portugal vive momentos complicados no plano nacional, regional e local. É facto inédito? Obviamente que não. Ao longo da nossa história, encontramos facilmente exemplos de períodos conturbados e de sucessos; de crise e ascensão; de derrotas e glórias; de mitos e realismo. Há um elemento que se tem constituído como fator de organização e equilíbrio do pais – o municipalismo. De facto, Portugal vingou muito por causa dos concelhos que, legitimados pelas cartas de foral, cultivaram o sentimento de pertença e de identidade à escala local. Por isso, não raras vezes, se afirma que o poder local é a escola da democracia em Portugal.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Agostinho Cardoso
População e Sociedade n.º 22
<p>O presente número da revista População e Sociedade, relativo ao ano de 2014, apresenta um dossier temático que aborda uma matéria de premente atualidade – a nova vaga de emigração portuguesa – que, nos últimos tempos, tem sido alvo de numerosas abordagens nos media e aqui é tratada por especialistas de vários domínios com investigação consagrada na área.</p> <p>Assim, sob coordenação dos professores Ana Canavarro, Manuel Laranjeira Areia e da diretora desta revista, este dossier compõe-se de oito estudos que, não obstante a pluralidade de aspetos de que o fenómeno se reveste, apresentam, no seu conjunto, algumas das linhas mestras da moderna diáspora portuguesa. A emigração, dado tradicional e estrutural do país, tem conhecido diversas conjunturas ao longo dos séculos e coloca-se, nos tempos atuais, com características específicas que urge compreender e analisar, inclusivamente à luz do passado, mas também de dados presentes e estudos prospetivos, recorrendo a metodologias diversas, tantas vezes complementares, com vista à produção de contributos inovadores e fundamentados.</p> <p>Ora numa perspetiva predominantemente teórica, ora através do estudo de casos, os artigos publicados fornecem dados quantitativos e qualitativos relativos ao recente fluxo emigratório, suas motivações e destinos, estratégias estatais e contextos comparativos de crise, questões de género e idade, grupos profissionais e atividades empreendedoras, segurança e novos meios de comunicação. Diversidade que comprova as múltiplas facetas e complexidade de um fenómeno em curso que permite já reflexões seguras e delas necessita num diálogo imprescindível entre as ciências sociais e uma sociedade em permanente transformação, num quadro de céleres mudanças económicas, políticas e técnicas.</p> <p>No que concerne à secção Varia, os três artigos que a compõem atestam a diversidade de cronologias e objetos no domínio das ciências sociais e humanidades que esta revista tem contemplado ao longo da sua existência.</p> <p>A direção da População e Sociedade, na observação dos parâmetros internacionais das publicações científicas que permitem a manutenção da sua indexação nas listas ERIH e Latindex, aproveita para agradecer a cooperação de todos quantos participaram no presente número, designadamente autores, mas também avaliadores científicos, reconhecendo o mérito e esforço do trabalho de ambos.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Pedro Candeias Bárbara Ferreira João Peixoto Helder Diogo José Carlos Marques Pedro Góis Marta Silva Yvette Santos João Teixeira Lopes Maria Ortelinda Gonçalves Judite Ferreira Coelho Michaël Pereira Teresa Rodrigues Susana Ferreira Ana Canavarro Paula Pinto Costa Lúcia Rosas Duarte Gonçalves Agostinho Cardoso
Las “ocurrencias revolucionarias” de 1846 en Galicia: exilio en Portugal y relaciones hispano-lusas
<p>Portugal era uno de los destinos tradicionales de la emigración laboral gallega, pero durante la primera mitad del siglo XIX, como consecuencia de la alternancia en el poder de absolutistas y de liberales y, con posterioridad, de moderados y de progresistas, se convirtió también en país de refugio para exilados realistas y liberales. Su llegada más numerosa se produjo, tras la derrota de la revuelta gallega de 1846, a finales del mes de abril, cuando en Portugal proseguía la revuelta de María da Fonte. Los gobiernos moderados de uno y otro reino, enfrentados a la amenaza de los “revolucionarios”, se prestaron mutua colaboración y apoyo hasta que la caída del gobierno de los hermanos Cabral y su sustitución, el 26 de mayo de 1846, por uno nuevo, presidido por Duque de Palmela y compuesto por algunos ministros setembristas, que marcó un nuevo rumbo en las relaciones hispano-portuguesas, a partir de ahora y hasta octubre del mismo año de tensión y en ocasiones de conflicto.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
José Cortizo Álvarez
A presença de obras de arte italiana em Portugal: contributos para a difusão de modelos. Uma variação da Sagrada Família de Alessandro Algardi, no Palácio Nacional de Sintra
<p>Sagrada Família de Alessandro Algardi, no Palácio Nacional de Sintra Tanto quanto nos é dado saber, nenhum autor se ocupou – quer no contexto nacional, quer no âmbito da historiografia da arte internacional – de um relevo marmóreo, de pequenas dimensões, figurando uma Sagrada Família, constante das coleções do Palácio Nacional de Sintra. Uma primeira observação da obra deixou-nos a convicção de que nos remetia para algo familiar e, com efeito, pudemos constatar tratar-se o relevo marmóreo do Palácio Nacional de Sintra de mais uma variação de uma celebrada obra de Alessandro Algardi, cujo original desapareceu mas que conheceu um notabilíssimo número de cópias e/ou variações ao longo dos séculos XVII e XVIII, sobretudo em bronze mas também em mármore (e ainda em cobre, prata, terracota e cera), sendo a mais conhecida a existente no Museu Nacional do Palácio Veneza, em Roma. Muito provavelmente produzido em contexto italiano, o relevo de Sintra evidencia, apesar do seu caráter tardio (eventualmente datável do século XVIII), uma grande proximidade ao que se acredita ser a original obra algardiana, tanto do ponto de vista compositivo, como do ponto de vista plástico, denotando as apreciáveis capacidades técnicas do seu autor, sobretudo nesse último domínio, ao contrário do verificado com muitas das outras variantes conhecidas.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Teresa Leonor M. Vale
Subsídios para a história do Mercado do Bolhão
<p>Subsídios para a história do Mercado do Bolhão Este artigo resulta de uma investigação conduzida pela Direcção Regional de Cultura do Norte no âmbito do Projeto de Reabilitação do Mercado do Bolhão e teve como objetivo dar cumprimento a um critério basilar de intervenção no património: conhecer o monumento antes de tomar decisões. A análise da documentação, constituída por muito material inédito, permitiu conhecer com grande detalhe a história construtiva do mercado e as suas características técnicas. A construção do novo Mercado do Bolhão, que decorreu entre 1914 e 1924, originou intensos debates e foi um dos projetos mais importantes do município no início do século XX. Foi criada uma nova centralidade e foi levada a cabo uma transformação urbanística, em grande medida responsável pela atual imagem da baixa. O Mercado tornou-se uma referência fundamental na vida da cidade. Suporte de memória para várias gerações de frequentadores, lugar de encontro e congregação social, palco político, é um sítio onde se pode sentir o pulsar da cidade e que, de certo modo, a representa.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
David José da Silva Ferreira
Sete mulheres para cada homem? Uma análise sobre relações de masculinidade
<p>O artigo analisa relações de masculinidade e tem como unidades de análise catorze recenseamentos efetuados em Portugal, refletindo situações que poderão explicar o desequilíbrio entre os sexos, no contexto social português. No cálculo das relações de masculinidade são utilizados diferentes agrupamentos de idades: agrupamentos quinquenais, agrupamentos baseados nos grandes grupos etários e o conjunto de todas as idades. Os recenseamentos da população permitem constatar que a relação de masculinidade à nascença favorável ao sexo masculino é um dado histórico observável em todos os recenseamentos. Contudo, apesar de nascerem mais indivíduos do sexo masculino e de estes serem em maior número nos primeiros anos de vida, a mortalidade diferenciada entre os sexos origina uma relação numericamente favorável ao sexo feminino nas idades mais maduras. Por outro lado, apesar de o equilíbrio entre os sexos nas idades maduras não estar espelhado nos diferentes recenseamentos, verificam-se mudanças visíveis, a partir do recenseamento de 1981, nomeadamente nas faixas etárias [15 a 19] e [20 a 24] anos, que podem indiciar uma homogeneização de comportamentos entre sexos com consequências na mortalidade.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Fernanda Daniel
A população portuguesa. Das longas permanências à conquista da modernidade
<p>Neste artigo apresentamos uma síntese das principais linhas orientadoras das dinâmicas da população portuguesa, das suas origens à actualidade. Retivemos a informação considerada relevante para: (a) conhecer numa perspectiva integrada as grandes tendências da história da população, baseando-nos em informação de carácter quantitativo e na sucessão de conjunturas políticas, económicas e sociais vividas; (b) caracterizar nas diferentes épocas os comportamentos colectivos das gentes nacionais; (c) identificar modelos globais de comportamento, as longas permanências, os tempos e factores de mudança e eventuais diversidades regionais.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Teresa Rodrigues
A emergência das políticas de população na contemporaneidade
<p>As Políticas de População ou Políticas Demográficas, como também poderiam ser designadas, enquanto área do saber apenas emergem no século XX. O conhecimento científico da população, através da Demografia, criou responsabilidades acrescidas a quem as define ou analisa e uma necessidade de perceber as diferentes implicações que determinam. O seu aprofundamento teórico constitui-se, assim, como área de interesse e desenvolvimento. A sua ligação à esfera do político e da política têm originado um campo do saber que se disputa em várias áreas científicas e que em Portugal tem sido, enquanto área, pouco trabalhado. O objectivo é, antes de mais, tentar precisar conceitos e definições que permitam uma delimitação operacional e, assim, uma abordagem posterior ao que se passa em Portugal de uma forma que ultrapasse a análise parcelar das medidas que são dirigidas ou afectam a população.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Maria Luís Rocha Pinto
Análise da população escolar do Ensino Secundário nos Açores (2000-2006)
<p>O Ensino Secundário constitui um percurso escolar de charneira, representando quer a transição de um regime obrigatório de estudo para um de natureza voluntária, quer uma ligação entre o sistema escolar e o sistema de emprego, aspectos estes que fazem com que a problemática do rendimento escolar assuma, neste ciclo, uma importância própria. Atendendo a esta realidade, o presente artigo tem como principal objectivo apresentar alguns resultados respeitantes à análise da população estudantil do Ensino Secundário nos Açores, ao longo do período 2000-2006, procurando destacar certos aspectos relativos tanto à sua dinâmica como ao desempenho escolar da mesma.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Gilberta Rocha Eduardo Ferreira
A evolução demográfica portuguesa entre a ausência de políticas de população e as medidas avulsas
<p>Este artigo constitui uma primeira reflexão sobre a temática enunciada em que se pretende defender o interesse e a pertinência da constituição de um interface de análise no âmbito da demografia e das políticas públicas. Com esta análise realça-se também a importância e centralidade da abordagem demográfica na actualidade. De facto, as mudanças na evolução populacional e as suas repercussões têm-se feito sentir a diferentes níveis e suscitado um debate crescente que naturalmente envolvem as políticas públicas ou a sua ausência. Mas do ponto de vista da análise, além de uma intervenção política directa, importa também considerar a omissão política, intencional ou não, os efeitos perversos ou paralelos, bem como a capacidade/incapacidade de intervenção com efeito(s) nas dinâmicas populacionais. Assim, e com base na realidade portuguesa do século XX e início do século XXI, pretende-se debater a evolução da população portuguesa e as políticas de população considerando alguns dos seus aspectos, nomeadamente: a dimensão populacional/ritmos de crescimento, a estrutura de idades e a interacção entre migração e fecundidade.</p>
2022-11-18T13:08:49Z
Maria Cristina Sousa Gomes