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DA CENTRALIDADE DA QUESTÃO AGRÁRIA À ATUALIDADE DA LUTA PELA TERRA E REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL/ From the centrality of the agrarian question to the current struggle for land and land reform in Brazil/ De la centralidad de la cuestión agraria a la actual lucha por la tierra y la reforma agraria en Brasil
A questão agrária brasileira é complexa e heterogênea, o que possibilita o despertar de diferentes interpretações - paradigmas, teorias, conceitos, ideologias e, até mesmo, políticas de desenvolvimento. Ao longo dessa apresentação, a questão agrária é interpretada como uma contradição estrutural do modo de produção capitalista que expropria, (re)cria e subordina o trabalho familiar camponês. Com o intuito de romper com as relações de sujeição ao capital, os camponeses, principalmente aqueles organizados em movimentos socioterritoriais, estão construindo práticas socioterritoriais autônomas e emancipatórias. A agroecologia e a proposta de soberania alimentar da Via Campesina são alguns exemplos. Todavia, essas práticas e propostas estão diretamente relacionadas à luta pela terra e reforma agrária. Isso porque elas são fundamentais para a existência e resistência da agricultura camponesa. Como citar este artigo:ORIGUÉLA, Camila Ferracini; COCA, Estevan Leopoldo de Freitas; PEREIRA, Lorena Izá. Da centralidade da questão agrária à atualidade da luta pela terra e reforma agrária no Brasil. Revista NERA, v. 23, n. 55, p. 09-20, set.-dez., 2020.
2020
Origuéla, Camila Ferracini Coca, Estevan Leopoldo de Freitas Iza Pereira, Lorena
Compêndio de autores
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Compêndio de edições
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PROPULSORES DO DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO EM ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL / Propulsors of the socioeconomic development in the agrarian reform settlements in Brazil / Propulsores del desarrollo socioeconómico en asentamientos de reforma agraria en Brasil
Apesar da política de assentamentos ter beneficiado cerca de um milhão de famílias desde 1985, são parcos os estudos que avaliam a sua implementação. Adicionalmente, existem lacunas na avaliação das próprias famílias sobre as suas situações de vida nos assentamentos. Este estudo procura identificar os fatores principais da política de implementação de assentamentos agrários que contribuem para o desenvolvimento socioeconômico das famílias assentadas. Foram utilizados dados amostrais da “Pesquisa sobre Qualidade de Vida, Produção e Renda nos Assentamentos da Reforma Agrária” para elaborar, por meio de regressão logística, a relação entre o acesso a políticas públicas e a satisfação das famílias assentadas. Os resultados demonstram a existência de diferentes respostas em abrangências nacional e regionais, que podem ser exploradas para o desenvolvimento dos assentamentos. Os principais achados desta pesquisa estão relacionados ao impacto das políticas de apoio técnico, habitação e a relevância do fator tempo no aumento da satisfação das famílias.Como citar este artigo:LEITE, Acácio Zuniga; SAUER, Sérgio; BRASILEIRO, Bruno Portela; LOMBARDI, Araê Claudinei. Propulsores do desenvolvimento socioeconômico em assentamentos de reforma agrária no Brasil. Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 48-72, set.-dez., 2021.
2021
Leite, Acácio Zuniga Sauer, Sergio Brasileiro, Bruno Portela Lombardi, Araê Claudinei
AGROEXTRATIVISTAS E AS CONTROVÉRSIAS NAS POLÍTICAS SOCIAIS E AMBIENTAIS NO ASSENTAMENTO DE MARACÁ, NO ESTADO DO AMAPÁ / Agroextractivists and controversies in social and environmental public policies in PAE- Maracá, Amapá / Agroextractivistas y las controversias de las políticas sociales y ambientales en el asentamiento de Maracá, en el estado de Amapá
A criação de Projeto de Assentamento de Agroextrativista – PAE – no sul do Amapá permitiu a instalação de uma parcela populacional vivendo de exploração da silvicultura. O Incra, responsável pela reforma agrária, reconheceu a existência de formas diferenciadas de ocupar o solo e de se relacionar com a natureza e criou uma modalidade de gestão conjunta, atribuindo às associações do PAE a participação na gestão. O objetivo deste artigo é analisar se a parceria causou o empoderamento dos assentados ou se foi uma estratégia para o autoritarismo do Incra, estudando o caso do PAE-Maracá. Os procedimentos metodológicos incluíram entrevistas aos gestores de associações e agroextrativistas aos professores, análise de documentos do Incra e da associação principal, complementando com leituras de teses e dissertações pertinentes ao assunto. Pode-se deduzir que desde o início o Incra adotou procedimentos inapropriados, visto que os assentados apresentam dissonância nas intenções, nas ações e mesmo na gestão. O Incra atua com autoritarismo, omissão, e seu descaso empobrece o Plano de Utilização, principal documento para a gestão do Assentamento. Como citar este artigo:ALMEIDA, Maria Geralda de. Agroextrativistas e as controvérsias nas políticas sociais e ambientais no assentamento de Maracá, no estado do Amapá. Revista NERA, v. 24, n. 58, p. 100-124, mai.-ago., 2021.
STATUS OF THE INTERACTION OF ATER'S TECHNICAL-SCIENTIFIC KNOWLEDGE AND THE TRADITIONAL KNOWLEDGE OF FAMILY FARMERS / Status da interação de conhecimentos técnico-científicos da ATER e o conhecimento tradicional dos agricultores familiares / Situación de la interacción entre los conocimientos técnico-científicos de ATER y los conocimientos tradicionales de los agricultores familiares
Resumo:The agricultural modernization, initiated after the Green Revolution, established the agricultural homogenization, helping to transfer technical and scientific knowledge, while neglecting the traditional practices of family farmers. This study aimed to analyze the knowledge interaction between ATER agents and family farmers in order to identify the valorization status of local or traditional knowledge in the practices developed by those farmers. The methods used in the study are characterized as exploratory, qualitative and case study. The research population was formed by family farmers in the municipality of Cascavel/PR, based on data provided by Emater, and 248 family farmers' properties involved in various projects aimed at enhancing local activities were identified. For data collection, 30 families from five different Districts were interviewed. The choice criteria was by convenience. As a result, we identified that the interaction and knowledge sharing between farmers occurs continuously, as farmers usually exchange information about their daily lives and their productive activities in informal conversations and community meetings. The relationship with ATER agents is positive, however it is clear that tacit and explicit knowledge have not been properly socialized. Even though there are economic and knowledge potentialities, commodity crops, which depend on large-scale production, are still predominant and not suitable for family farming.Como citar este artigo:TAGLIAPIETRA, Odacir Miguel; CARNIATTO, Irene; BERTOLINI, Geysler Rogis Flor. Knowledge Interaction between ATER agents and family farmers: status of valuing local or traditional knowledge. Revista NERA, v. 25, n. 62, p. 158-178, jan.-abr., 2022.
2022
Tagliapietra, Odacir Miguel Carniatto, Irene Bertolini, Geysler Rogis Flor
O "PASSAR A BOIADA" NA QUESTÃO AGRÁRIA BRASILEIRA EM TEMPOS DE PANDEMIA / The “passar a boiada” on the Brazilian agrarian question in times of pandemic / El "passar a boiada" sobre la cuestión agraria brasileña en tiempos de pandemia
A pandemia do novo Coronavírus tornou mais explícita uma questão estrutural no Brasil: o par inseparável concentração e desigualdade. Se não bastasse todas as dimensões da vida afetadas com as consequências da pandemia e o negacionismo em torno do vírus, o governo brasileiro aproveitou o momento para “passar a boiada”, isto é, para encaminhar/aprovar reformas que, ao menos teoricamente, necessitam de um amplo debate por parte da sociedade. Este cenário é marcado por contradições, pois ao mesmo tempo em que há o avanço do agronegócio, há o aumento da insegurança alimentar, sendo este último essencial no combate aos efeitos da pandemia. As resistências também são renovadas/recriadas e o poder da alimentação é, mais uma vez, colocado no centro. O objetivo deste texto é evidenciar as contradições da narrativa em torno da necessidade de expansão do agronegócio e como que em tempos de pandemia aproveita-se para encaminhar/aprovar medidas de interesse geral, especialmente relacionadas à questão ambiental/fundiária. Embora não estejam diretamente relacionados com o tema da pandemia, os artigos do número 56 da Revista NERA mostram a multiplicidade da questão agrária, para além do campesinato e em diferentes regiões deste país de dimensões continentais. Como citar este artigo: PEREIRA, Lorena Izá; COCA, Estevan Leopoldo de Freitas; ORIGUÉLA, Camila Ferracini. O “passar a boiada” na questão agrária brasileira em tempos de pandemia. Revista NERA, v. 24, n. 56, p. 08-23, jan.-abr., 2021.
2021
Izá Pereira, Lorena Coca, Estevan Leopoldo de Freitas Origuéla, Camila Ferracini
Folha de rosto
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Expediente
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Capa
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A LEGALIZAÇÃO NEFASTA DOS VENENOS NO BRASIL: AGROTÓXICOS, SEMENTES TRANSGÊNICAS E RISCOS À SAÚDE / The nocive legalization of poisons in Brazil: pesticides, transgenic seeds and health risks / La legalización nociva de venenos en Brasil: pesticidas, semillas transgénicas y riesgos para la salud
Parte-se do princípio da entrada do capital no campo, com o uso de agrotóxicos e das sementes transgênicas, a partir modernização da agricultura. Esse processo sendo um dos que auxiliou a legitimação da concentração fundiária, com a expropriação, sendo desigual e excludente e altamente danosa à saúde. No Brasil, a legislação e os governantes regulam e permitem uma política de incentivo ao aumento no uso de agrotóxicos e das sementes transgênicas, os quais, por consequência, infringem num acentuado número de casos de intoxicações, câncer, problemas respiratórios, reprodutivos, endócrinos, etc. Com isso, o artigo tem como objetivo apreender o processo de modernização da agricultura brasileira, compreendendo esse a partir do uso de agrotóxicos e destacando sua tipologia e os riscos à saúde e ao ambiente. Para isso, tem-se uma abordagem quantitativa, a partir de uma leitura crítica dos dados coletados junto aos órgãos fornecedores.Como citar este artigo:REGALA, Raisa Maria de Sousa. A legalização nefasta dos venenos no Brasil: agrotóxicos, sementes transgênicas e riscos à saúde. Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 73-96, set.-dez., 2021.
DESIGUALDADES SOCIOESPACIAIS NO ACESSO AO SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO TÉCNICA NO BRASIL E NO ESTADO DE GOIÁS: UMA ANÁLISE GEOGRÁFICA DOS DADOS DA AGRICULTURA FAMILIAR E NÃO FAMILIAR NOS CENSOS AGROPECUÁRIOS DE 2006 E 2017 / Socio-spatial inequalities in access to rural extension service in Brazil and in the State of Goiás: a geographic analysis of family farm and patronal agriculture data in the 2006 and 2017 Agricultural Censuses / Inégalités socio-spatiales d'accès aux services de vulgarization agricole au Brésil et dans l'État de Goiás: une analyse géographique des données de l’agriculture familiale et de l’agriculture patronale dans les recensements agricoles de 2006 et 2017
Não obstante a reinserção do serviço extensionista na agenda política nacional no início deste século XXI, a aquisição de novos conhecimentos e inovações científico-tecnológicas e a inclusão em políticas públicas têm sido limitadas no país. Neste sentido, buscou-se analisar, no presente artigo, um conjunto de dados dos Censos Agropecuários de 2006 e 2017 referentes ao acesso à orientação técnica por estabelecimentos de agricultura familiar e não familiar. O recorte espacial adotado na investigação compreendeu o Brasil, o estado de Goiás e suas cinco Mesorregiões Geográficas. A partir da interpretação e exame dos dados, constatou-se que ainda existem profundas desigualdades socioespaciais na obtenção deste serviço no campo brasileiro e goiano, além de se verificar o aumento do número de estabelecimentos que utilizam agrotóxicos e a diminuição daqueles que praticam a agricultura e/ou pecuária orgânica. Em um contexto de imposição de reformas econômicas neoliberais e de ascensão de um governo de natureza neofascista, cada vez mais o Estado brasileiro se ausenta e se omite na promoção do serviço extensionista à agricultura familiar, o que acentua as dificuldades enfrentadas por este segmento e aprofunda suas vulnerabilidades, intensificando sua dependência e subordinação às grandes empresas e organizações privadas.Como citar este artigo:DINIZ, Raphael Fernando; CLEMENTE, Evandro Cesar. Desigualdades socioespaciais no acesso ao serviço de orientação técnica no Brasil e no Estado de Goiás: uma análise geográfica dos dados da agricultura familiar e não familiar nos Censos Agropecuários de 2006 e 2017. Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 12-151, set.-dez., 2021.
2021
Diniz, Raphael Fernando Clemente, Evandro Cesar
A CRÍTICA AO PESQUISADOR E SEU EXEMPLO NA GEOGRAFIA REGIONAL: A PROPOSTA DE PASQUALE PETRONE PARA A VALE DO RIBEIRA / A critique of the researcher and its regional exemplary: the proposal of Pasquale Petrone to the Ribeira Valley / La critica al investigador y su ejemplo en la geografia regional: la propuesta de Pasquale Petrone para la Baixada do Ribeira
Apesar do atual absurdo cenário político brasileiro, em muito decorrente do deliberado descaso do presente governo federal, não nos focaremos em criticar tais negligentes práticas, mas sim, as concepções que veem como possível uma melhor gestão do capital. Tributárias da crença de um sujeito positivo (que delimita, classifica e equipara regiões), tais proposições acabam por obscurecer a exploração do trabalho e ontologizá-lo. Teremos, assim, por objetivo no artigo problematizar o sujeito planejador e que se pretende iluminar a sociedade: o pesquisador. Por meio da análise do doutorado de Pasquale Petrone (1966), no qual o geógrafo regionalista se debruça sobre os “problemas” do Vale do Ribeira, esperamos apresentar elementos que subsidiem uma crítica que vá além do momento histórico deste autor e recaia sobre nós mesmos, pesquisadores, sujeitos sujeitados pelo capital.Como citar este artigo: VECINA, Cecilia Cruz. A crítica ao pesquisador e seu exemplo na geografia regional: a proposta de Pasquale Petrone para a Vale do Ribeira. Revista NERA, v. 24, n. 60, p. 23-47, set.-dez., 2021.
COMPRA DE PRODUTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR PELOS RESTAURANTES UNIVERSITÁRIOS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS NO SUL DO BRASIL / Public food procurement from family farming by the university restaurants of the Federal Universities in southern Brazil / Compra de productos de la agricultura familiar por parte de restaurantes universitarios en Universidades Federales del sur de Brasil
Resumo:Este artigo buscou verificar a implementação das aquisições de alimentos da agricultura familiar (AF) nas Universidades Federais (IFES) no sul do país, identificando quais os processos de compras/contratação de serviços utilizados e as formas de gestão dos Restaurantes Universitários (RU), as vias utilizadas para compra de produtos da AF em cada Instituição/estado, as dificuldades relatadas pelos atores sociais envolvidos e os mecanismos de acesso a estes mercados. Para tanto se utilizou pesquisa quantiqualitativa em 19 IFES a partir de dados coletados por questionários e entrevistas com gestores, técnicos e agricultores. Das 51 Unidades analisadas, 47% já compraram da AF em algum momento, sendo o Rio Grande do Sul o estado com mais casos e a UFRGS a IFES com maior percentual de aquisições. Maciça terceirização, descomprometimento dos atores envolvidos, desconhecimento da legislação e mudança no cenário político foram problemas identificados. Como mecanismos de acesso, algumas IFES com gestão terceirizada buscaram por meio de clausulas em editais incentivar ou obrigar as empresas privadas a realizarem estas compras. Assim, o estudo demonstra que esta política não tem alcançado o seu objetivo, embora iniciativas tenham sido identificadas. Como citar este artigo:TRICHES, Rozane Marcia; RUIZ, Eliziane Francescato Nicolodi; TEO, Carla Rosane Paz Arruda; KIRSTEN, Vanessa Ramos. Compra de produtos da agricultura familiar pelos restaurantes universitários das Universidades Federais no sul do Brasil. Revista NERA, v. 25, n. 62, p. 70-89, jan.-abr., 2022.
2022
Triches, Rozane Marcia Ruiz, Eliziane Nicolodi Francescato Kirsten, Vanessa Ramos Teo, Carla Rosane Paz Arruda
TODO GRUPO SOCIAL ES UN MOVIMIENTO SOCIAL? EL CASO DE LOS PRODUCTORES Y PRODUCTORAS FAMILIARES “RAÍCES DEL SUDOESTE”. UN ESTUDIO COMPARATIVO A PARTIR DE UN TIPO IDEAL / Is every social group a social movement? The case of the family producers “Raíces del sudoeste”. A comparative study from an ideal type /Todo grupo social é um movimento social? O caso dos produtores familiares “Raíces del sudoeste”. Um estudo comparativo de um tipo ideal
Resumo:El presente trabajo se basará en la construcción de un tipo ideal sobre los movimientos sociales, socioespaciales y socioterritoriales para realizar un análisis comparativo con un grupo social de productores y productoras familiares del sudoeste de la Provincia de Buenos Aires y su límite con la Provincia de La Pampa, Argentina. El objetivo del trabajo es la construcción del tipo ideal de las categorías movimiento social, movimiento socioespacial y socioterritorial para analizar el caso concreto del grupo “Raíces del sudoeste”. La metodología utilizada será principalmente cualitativa basada en el método comparativo. Esta comparación permitirá definir a este grupo como movimiento social y analizarlo en su vinculación con el espacio. Como citar este artigo:HANG, Sofía; GONZALEZ, Edgardo Gabriel. ¿Todo grupo social es un movimiento social? El caso de los productores y productoras familiares “raíces del sudoeste”. Un estudio comparativo a partir de un tipo ideal. Revista NERA, v. 25, n. 62, p., jan.-abr., 2022.
2022
Hang, Sofía Gonzalez, Edgardo Gabriel
MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS NA LUTA CONTRA ESTRANGEIRIZAÇÃO DO TERRITÓRIO: O CASO DA LIGA NACIONAL DE CARPEROS NO PARAGUAI / Socio-territorial movements in the struggle against foreignization of the territory: the case of the Liga Nacional de Carperos in Paraguay / Movimientos socioterritoriales en la lucha contra la extranjerización del territorio: el caso de la Liga Nacional de Carperos en Paraguay
A estrangeirização corresponde ao controle do território, entendido na sua multidimensionalidade e multiescalaridade, pelo capital estrangeiro. Na América Latina o processo é histórico, bem como as resistências ao mesmo. O Paraguai, desde 1870, corresponde a um território formado para atender as necessidades de expansão do capital regional e, atualmente, estima-se que 35% do seu território esteja em posse de estrangeiros. Neste sentido, no Paraguai a luta pelo território é uma luta contra a estrangeirização. Este artigo tem como objetivo debater acerca de movimentos socioterritoriais considerados soberanistas, isto é, movimentos que atuam na luta contra a entrada do capital estrangeiro no território. Utilizamos como estudo de caso a Liga Nacional de Carperos (LNC), movimento criado em 2010 no Paraguai com o objetivo de recuperar a soberania. A LNC tem realizado importantes ações, atraindo a atenção não apenas nacional, mas também em âmbito internacional, visto que ocupa terras pertencentes a agentes estrangeiros. Assim, a LNC representa a recriação da luta pelo território no Paraguai.Como citar este artigo: PEREIRA, Lorena Izá. Movimentos socioterritoriais na luta contra a estrangeirização do território: o caso da Liga Nacional de Carperos no Paraguai. Revista NERA, v. 24, n. 57, p. 79-103, Dossiê I ELAMSS, 2021.
UMA GEOGRAFIA (I)MATERIAL VOLTADA PARA A PRÁXIS TERRITORIAL POPULAR E DESCOLONIAL / A (im)material Geography focused on popular and decolonial territorial praxis / Una geografía (in)material centrada en la praxis territorial popular y decolonial
Neste texto, que resulta das nossas inquietações, pesquisas e colaborações dentro e fora da universidade, ilustramos importantes aspectos da nossa práxis territorial popular e descolonial, por meio de alguns dos resultados do nosso trabalho de pesquisa e cooperação realizado com camponeses de diferentes municípios do Sudoeste do Paraná (sujeitos individuais e/ou associados) e com cidadãos da periferia da cidade de Francisco Beltrão, trabalhando em equipes interdisciplinares e interinstitucionais e, especialmente, com os sujeitos “estudados” em cada projeto. Nós optamos por uma abordagem territorial e popular de pesquisa e de trabalho solidário, centrado na participação social, no diálogo e na integração de conhecimentos acadêmicos e populares, práxis que efetivamos em três projetos nos quais experimentamos alguns processos de desenvolvimento territorial, no campo e na cidade, numa perspectiva contra-hegemônica e descolonial.Como citar este artigo: SAQUET, Marcos. Uma Geografia (i)material voltada para a práxis territorial popular e descolonial. Revista NERA, v. 24, n. 57, p. 54-78, Dossiê I ELAMSS, 2021.