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A POESIA “ARACHNÍDEA” DE ISABEL MENDES FERREIRA

O presente ensaio trabalha a poesia da autora portuguesa Isabel MendesFerreira, nascida em Montijo. Analisará, principalmente, o seu último livro “otempo é renda” (de 2014), tendo também como auxílio o livro “As Lágrimas estãotodas na Garganta do Mar” (de 2010). Dentre vários aspectos, ensaio proporá atese de que estamos diante de um estilo “arachnídeo”, assim digamos, pontuandoas oito (8) pegadas, ou características, da autora. Analisamos, assim, a sua “teiaescritural” e vemos até que ponto se produz o modo como enlaça, indistintamente,seu leitor-presa (tomado em uma postura reflexiva fundada na dimensão daarmadilha sublime). A questão obsessiva da fuga de uma linhagem literáriadefinida, onde acaba por mesclar-se com remotos estilos poéticos malditos etermina aproximando-se de um legado francês da descontinuidade.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Gomes, Daniel de Oliveira

FLORBELA ESPANCA E A CRIAÇÃO DA FANTASIA

Este estudo procura entender o conto “O dominó preto”, de FlorbelaEspanca, a partir de um objeto específico: a imagem do protagonista sentado nobanco de avenida à espera. A história do personagem masculino é, na verdade, ahistória de como ele é manipulado pela personagem feminina. O conto volta-se àsquestões femininas, defendendo um modelo de mulher que precisa ser afirmado,porque confronta os códigos patriarcais. O resultado é uma narrativa astuciosa,que coloca homem e mulher em papeis invertidos, convertendo o discurso emarma contra o patriarcado e como afirmação da autonomia da mulher.

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2022-12-06T15:49:37Z

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de Carvalho, Aline Alves

O IMAGINÁRIO FEMININO NA VOZ DA POETISA POTIGUAR ZILA MAMEDE

Zila Mamede (1928 – 1985) é uma poetisa do Rio Grande do Norte e umdos nomes mais importantes para a configuração da literatura modernista daqueleestado. A relação de amizade estabelecida com os poetas Manuel Bandeira e CarlosDrummond de Andrade muito contribuiu para o delineamento de sua obra. Mesmosendo uma intelectual atuante, é curioso como o imaginário feminino ainda épouco explorado em sua obra. Aqui se pretende, portanto, fazer uma apresentaçãogeral da vida e da obra de Zila Mamede, tomando como foco de observação motesreferentes à representação da mulher. Constata-se que, apesar das variadasmaneiras como é tratado, o tema adquire sempre um aspecto humanizador.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Pinheiro, André

FLORBELA ESPANCA: UM EXEMPLO EXTEMPORANEO NA SENDA DA MODERNIDADE

Pretendemos analisar a representação que Florbela Espanca viabiliza docorpo, tendo como leitmotiv os sonetos “Amiga”, “Os versosque te fiz” e "Passeioao Campo”. Este último soneto referenciado permite-nos estabelecer umparalelismo com o poema “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio” doheterónimo pessoano, Ricardo Reis. O diálogo que se estabel ece entre as duascomposições poéticas ajuda-nos a perceber o papel transgressor que esta mulherpoeta exerceu no campo social e também literário.No reconhecimento do papel interventivo assumido por Florbela recorremos aoscontributos de Cláudia Pazos Alonso, Isabel de Allegro Magalhães, Joaquim ManuelMagalhães, Maria Lúcia Dal Farra e Nuno Júdice.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Severino, Isa Margarida Vitória

MARIA AMÉLIA DE MELLO: A NARRATIVA FEMININA COMO RESISTÊNCIA À DITADURA MILITAR

O contexto político social brasileiro da ditadura militar manipulou anação por duas décadas e oprimiu os que ousassem discordar. Como resultado docerceamento da liberdade, ocorre a explosão, em espaço clandestino, de novasformas de manifestação da produção artística. Dentre elas, surge a escrita decunho feminino, que absorve os marcos desgastantes que vitimizaram a sociedadee, como consequência, geraram narrativas denunciadoras, apoiadas em umfeminismo que visava a desconstrução do papel histórico conferido à mulher. Esteartigo analisa a coletânea Às oito, em ponto, de Maria Amélia de Mello, paraverificar como a escritora constrói, figurativamente, as marcas da ditatura militarna escrita feminina a partir de tensões estabelecidas pelas relações humanas. Paratanto, o artigo fundamenta-se nas discussões tecidas, entre outras, por Ventura(1988), Lobo (1993), Swain (2000), Reimão (2011), Dalcastagnè (2012) e Rago(2013).

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2022-12-06T15:49:37Z

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Santos, Enedir Silva Grácia-Rodrigues, Kelcilene

O AMOR NAS POÉTICAS DE FLORBELA ESPANCA E RUBÉN DARÍO

Este artigo tece considerações sobre o amor nas poéticas de FlorbelaEspanca (1894-1930) e Rubén Dario (1867- 1930), a partir dos poemas “Amo,amas”, de Canto de vida y de esperanza e “Amar”, de Charneca em flor. Esse artigotem como base os resultados encontrados na pesquisa de doutorado intitulada AFlor e o Cisne: diálogos poéticos entre Florbela Espanca e Rubén Darío, queinvestigou comparativamente os poetas em questão, tendo como metodologia aLiteratura Comparada e como aportes teóricos basilares a Estética da recepção, aTeoria da linguagem segundo Bakhtin e a Teoria Pós-colonial.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Bomfim, Renata Oliveira

MULHERES NEGRAS NA CONTÍSTICA FEMININA AFRO-BRASILEIRA: CONCEIÇÃO EVARISTO E MIRIAM ALVES

O presente artigo pretendeu analisar a construção ficcional daidentidade de Ana Davenga e Alice, à luz da crítica feminista e da literatura afrobrasileira.Para isso, partiu-se da leitura dos contos e de referenciais teóricos quetematizam o feminino, Butler (2003) e Perrot (2012) os Estudos Culturais eidentidade, Hall (2014) e Glissant (2005) e a literatura afro-brasileira, Duarte (2011)e outros. O conto Ana Davenga é da escritora Conceição Evaristo e publicado nasérie Cadernos Negros. Já Miriam Alves, autora de Alice está morta, pertenceu aogrupo de escritoras da mesma série. Portanto, as representações femininasdemonstram que, embora cultivem marcas de pertencimento ao povo negro etenham a morte como desfecho de suas vidas, Ana Davenga é carregada deestereótipos que sensualizam a mulher negra, já Alice não reproduz os mesmosestereótipos no que tange à sexualidade.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Oliveira, Rubenil da Silva de Souza, Elio Ferreira

A VIOLENCIA COMO PROCEDIMENTO NA LITERATURA INFANTOJUVENIL AFRO-BRASILEIRA

Jussara Santos, Madu Costa e Patrícia Santana, autores afro-brasileiras,utilizam-se de diversas cenas e configurações da violência como procedimentofundamental para a construção de seus textos destinados a crianças e jovens.Pretende-se apontar que as escritoras, para além da dimensão estética, utilizamestas cenas para denunciar, por meio do texto literário, a incidência recorrente deatos violentos, de diversas ordens, sobre crianças, jovens, mulheres e sujeitos nãobrancos.Para tanto este trabalho se sustenta na teorização sobre violênciarealizada por Guerra e Azevedo (1997); Maria Cecília Minayo e Edinilsa Ramos deSouza (2003); Maria da Conceição de Oliveira Costa et alli (2007); Dalcastagnè(2005); e Cruz (2009). Entenderemos a literatura afro-brasileira a partir dateorização de Duarte (2008).

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2022-12-06T15:49:37Z

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de Oliveira, Luiz Henrique Silva

A FICÇÃO DE PAULINA CHIZIANE: LINGUAGEM E GÊNERO

O presente trabalho tem por objetivo a análise da ficção de PaulinaChiziane, primeira moçambicana a produzir romances. Nele se aborda aproblemática de gênero em sua relação com a sociedade nos romances Balada doamor ao vento e NIKETCHE: uma história de poligamia. No que se refere a gênero,atrelado a crítica feminista seguem-se os pressupostos de Louro (2011), Branco(1989), Beauvoir (1980), Moreira Alves e Pitanguy (1998), e Butler (2003), autorasque agregam gênero à crítica feminista e às questões sociais. Salienta-se tambémser a crítica realizada por Chiziane à situação de dependência e de submissão, emque vive o ser feminino no contexto sociocultural moçambicano, atenuada pelapoeticidade da linguagem.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Botelho, Amara Cristina de Barros e Silva dos Santos, Ilka Souza

OS DIÁRIOS DE MARIE BASHKIRTSEFF E DE FLORBELA ESPANCA

No universo da Escrita de Si a produção de diários tem se destacadoprincipalmente como uma atividade feminina. Nesse cenário, os Diários de MarieBashkirtseff (1887) e de Florbela Espanca (1930) encampam esta tradição deregistro da vida. Com base nisso, propomos, através de uma pesquisa bibliográfica,evidenciar as semelhanças que os dois diários compartilham para poder, assim,problematizar as diferenças – que são formais e temáticas, com a consciência deque se deve investigar os processos autobiográficos de constituição de perfiscalcados em uma realidade datada e apreensível, mas que se alar gam do ponto devista ficcional, resultando em personagens que se contrabalançam entre realidadee imaginação, consoante a função da Escrita de Si como mote para a tessitura deum “efeito autobiográfico” plasmado na forma diarística.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Leite, Jonas Jefferson de Souza

FLORBELA ESPANCA E O DIÁLOGO COM A TRADIÇÃO LÍRICA

Florbela Espanca, por meio de seus poemas, busca um intenso diálogocom a tradição lírica, especificamente com as cantigas de amigo e de amor e acabapor transgredir e inverter o ponto de vista feminino. A fundamentação teóricautilizada para nortear este estudo estará centrada em Ezra Pound , Paul Valéry eRoman Jakobson. O objetivo é demonstrar como a poeta por meio das cantigasportuguesas trovadorescas, dá uma nova configuração estética, redimensionando-as em arte poética e contribuindo para a emancipação da mulher portuguesa.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Xavier, Iracema Goor

APRESENTAÇÃO: O UNIVERSO FEMININO LUSO-AFRO-BRASILEIRO

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2022-12-06T15:49:37Z

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Duarte, Constância Gomes, Carlos Magno Pereira, Maria do Rosário Alves Barroca, Iara

Apresentação

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2022-12-06T15:49:37Z

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Apresentação, Apresentação

MARCAS DE AFRICANIA NO PORTUGUÊS DO BRASIL: O LEGADO NEGROAFRICANO NAS AMÉRICAS

O termo africania designa o legado linguístico-cultural negroafricano nas Américas que se converteu em matrizes partícipes da construção de um novo sistema cultural e linguístico que, no Brasil, nos identifica como brasileiros.  Esse legado estende-se a outras Nações Americanas e ao Caribe, e deve-se, sobretudo, ao falante banto de línguas angolanas pela sua prevalência no tempo, maior densidade populacional e larga distribuição humana naqueles territórios americanos sob domínio colonial e escravocrata. A consequência mais direta desse contato multicultural e linguístico foi a alteração da língua portuguesa na antiga colônia sulamericana, o que deu ao Português do Brasil um caráter próprio, diferenciado do Português de Portugal, e proporcionou a emergência das línguas crioulas na esfera afroeuropeia do Caribe e no dialeto Gullah dos Estados Unidos. Nesse processo, merece destaque a atuação da mulher negra na casa senhorial e a inserção dos aportes lexicais negroafricanos no português do Brasil que enriquecem o universo simbólico da língua portuguesa como um todo.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Castro, Yeda Pessoa de

A CONCORDÂNCIA VERBAL NOS CONTINUA SOCIOLINGUÍSTICOS DO PORTUGUÊS BRASILEIRO E DO LUANDENSE

Utilizando o arcabouço teórico-metodológico da Sociolinguística Variacionista, pesquisa-se a concordância verbal com a primeira pessoa do plural em duas variedades nacionais da língua portuguesa, a brasileira e a angolana. Investigam-se possíveis semelhanças ou dessemelhanças entre o português falado nessas duas ex-colônias portuguesas no que tange a esse fenômeno variável. Acolhendo a visão da bipolização de normas do português brasileiro, investiga-se também como se estrutura nessas duas variedades o continuum sociolinguístico. Os resultados da análise apontam para um uso preponderante da regra padrão de concordância no português popular luandense e, por outro lado, para um amplo quadro de variação na fala popular brasileira. Já os resultados com os dados da norma culta apontam para a concordância categórica nas duas variedades do português.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Araújo, Silvana Silva de Farias

A DISCRETA PRESENÇA AFRICANA NA TOPONÍMIA DA BAHIA

expõe-se uma amostra dos dados coletados na pesquisa envolvendo os topônimos dos municípios do Estado da Bahia presentes nos volumes XX e XXI da Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2 de julho de 1958. Neste artigo, são analisados os fatores históricos, econômicos, políticos e sociais responsáveis pela reduzida presença africana na toponímia da Bahia, região que recebeu grande número de traficados durante a diáspora negra que perdurou da Idade Moderna ao final do século XIX.  Entendendo que traços culturais da memória e da identidade de um povo podem ser revelados pelo termo toponímico, considera-se que estudar a Bahia através dos designativos de seus municípios significa promover uma viagem na história de sua terra e de sua gente e, assim, identificar os motivos da pouca representatividade toponímica desse importante contingente do mosaico étnico que se constitui o povo brasileiro e a cultura do Brasil.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Prudente, Clese Mary Abbade, Celina Márcia

OS DATIVOS EM LUANDA (ANGOLA) E EM PIRANGA (MINAS GERAIS)

Este texto explora o fenômeno da variação no uso de preposições em dativos, encontrado na fala de comunidades de algumas regiões brasileiras. Faz-se uma observação da referida variação em uma comunidade africana, Luanda, e estabelece-se uma comparação com uma comunidade de Minas Gerais, Piranga, buscando entender se o fenômeno variável em foco tem relação com a história de confronto do português com as línguas africanas. Os resultados indicam que em Piranga o dativo se expressa com preposição zero muito mais que em Luanda; e em Luanda o dativo se expressa mais com clíticos e com preposições, e muito menos com o apagamento da preposição. A observação feita nesses dados de Luanda parece enfraquecer a hipótese de que o fenômeno é resultante do contato entre o português e as línguas africanas que aqui chegaram. 

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2022-12-06T15:49:37Z

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Lopes, Norma da Silva Souza, Constância Maria Borges de Alvarenga, Viviane S.

ANALISANDO A PREPOSIÇÃO EM E A VARIANTE NI NA FALA POPULAR DOS CONQUISTENSES

Nesta pesquisa, investigamos, à luz do (sócio)funcionalismo, em uma amostra composta por doze entrevistas, extraídas do Corpus do Português Popular de Vitória da Conquista (Corpus PPVC): (i) qual é a forma, a preposição em ou a variante ni, mais utilizada na fala popular do informante conquistense; (ii) se os falantes de Vitória da Conquista utilizam a preposição em e a variante ni, referindo-se a ESPAÇO> TEMPO> TEXTO/PROCESSO; iii) em qual faixa etária e sexo estes itens são mais frequentes. Pelas análises, constatamos que: (i) em relação à variante ni, a preposição em foi a forma mais utilizada pelos falantes do português popular de Vitória da Conquista, na amostra analisada; (ii) os falantes também utilizam a variante ni utilizam, referindo-se a ESPAÇO> TEMPO> TEXTO/PROCESSO; (iii) as faixas I e II favoreceram o uso da variante ni ao contrário da faixa III, na qual houve um maior favorecimento do uso da preposição em.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Araújo, Evangeline Ferraz Cabral de Silva, Jorge Augusto Alves da

MINHA MÃE MORA NI FEIRA:O USO DA PREPOSIÇÃO NI NO BRASIL E SUA RELAÇÃO COM AS LÍNGUAS AFRICANAS

A substituição da preposição em por ni é recorrente fala e na escrita, desempenhando principalmente o papel de locativo, conforme abordou Souza (2012; 2015). A partir de comparações feitas entre variedades do português do Brasil e da África, conjectura-se que essa troca talvez tenha a ver com influências das línguas africanas, especificamente a língua iorubá, que também possui o ni como preposição locativa (ALMEIDA; BARAÚNA, 2001). A fim de mensurar e descrever o uso do ni no português brasileiro rural em relação à preposição canônica em, são analisadas falas da comunidade de Matinha, distrito de Feira de Santana-BA, que possui em sua história social marcas de um antigo quilombo. Esta pesquisa tem por base a metodologia laboviana, que utiliza programas estatísticos através dos quais as variáveis (in)dependentes selecionadas são cruzadas. Os resultados apontam que a preposição em, a mais utilizada na fala, é uma regra semi-categórica. Na rodada de dados do programa GoldVarb, considerando a aplicação da variante ni, dois grupos de fatores foram selecionados: Traço semântico do SN e Nível de escolaridade. O peso relativo de .62 do fator lugar demonstra que a preposição ni é mais usada em contextos locativos. O grupo de fatores Nível de escolaridade apontou que o uso o ni é favorecido na fala de pessoas analfabetas, com .62 de peso relativo.

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2022-12-06T15:49:37Z

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Souza, Emerson Santos de de Oliveira, Josane Moreira de Almeida, Norma Lúcia Fernandes

RELATIVAS LOCATIVAS COM “ONDE QUE”, EM TEXTOS DA INTERNET

Orações relativas no Português Brasileiro apresentam diferenças estruturais entre estratégias padrão e não-padrão. Neste artigo, discutem-se evidências de mudança linguística na estratégia de relativização, distintas daquelas normalmente encontradas na literatura referente a este assunto. Analisam-se orações relativas (coletadas em textos disponíveis na Internet) nas quais a relativização envolve um sintagma que funciona como adjunto de lugar ou como complemento de verbos locativos. Sentenças como (1) “Em uma vistoria pela rua onde que aconteceu o acidente” e (2) “minha alimentação depende da casa onde que eu for almoçar” são introduzidas por dois elementos — “onde” e “que” — e sugerem que um único item lexical parece não conseguir expressar os traços [+relativo] e [+locativo]. Esses dados parecem reforçar a ideia de que: (a) fenômenos de variação linguística podem fazer parte de um continuum, no qual, de um lado, fala e escrita são estáveis e, do outro, a mudança ocorre tanto na fala quanto na escrita; (b) na internet, textos escritos não estão necessariamente sujeitos à pressão normatizante que outros textos escritos sofrem e, destarte, tais textos permitem o registro de estruturas que não seguem o padrão normativo.

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2022-12-06T15:49:37Z

Creators

Júnior, Sinval Araújo de Medeiros Temponi, Cristiane Namiuti