RCAAP Repository
O PÓS-MODERNISMO E O FANTÁSTICO NA FICÇÃO DE PÉRICLES PRADE
Pretendemos com este artigo tratar dos contos de Péricles Prade, tentando mostrar sua feição pós-moderna, sobretudo, com o investimento do autor no non-sense e no fantástico, como forma de questionar a realidade banal, ao causar o efeito do estranhamento no leitor. Para o desenvolvimento deste tema, discutiremos primeiramente questões teóricas sobre a pós-modernidade, que serão depois aplicadas ao estudo dos contos do autor.
2022-12-06T15:49:37Z
Teixeira, Eliane de Alcântara
A CONSTRUÇÃO DO ETHOS EM A CASA DOS BUDAS DITOSOS
O romance A Casa dos Budas Ditosos é apresentado aos leitores como sendo a transcrição do depoimento oral de uma libertina sexagenária, identificada apenas pelas iniciais CLB. Ao criar uma gênese ficcional do livro, o escritor João Ubaldo Ribeiro joga com as fronteiras entre ficção e realidade. Ao longo de seu depoimento, a autora ficcional procura projetar uma determinada imagem de si e faz da sua narrativa um tipo de monumento a si mesma, a sua vida e aos ideais que ela encarna. Esse trabalho busca analisar as estratégias argumentativas e os recursos retóricos empregados pela narradora, ao longo do romance, para transmitir essa imagem grandiosa de si mesma. Para a análise da construção do ethos no romance, utilizaremos como base teórica a Retórica de Aristóteles, assim como obras contemporâneas como as de Amossy, Perelman e Olbrechts-Tyteca.
2022-12-06T15:49:37Z
Silva, Leonardo Alexander do Carmo
DIÁLOGO ENTRE TEORIAS NA ANÁLISE DE “COMO ÁGUA PARA CHOCOLATE"
Este artigo compreende uma interface entre uma teoria do texto e os estudos literários, respectivamente, a Semiótica Greimasiana e a Crítica Feminista. Nele, analisamos o romance mexicano Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel (1989), por meio dessas duas perspectivas teóricas. Com a Crítica feminista percebemos que a história retrata o embate de duas forças sociais: a independência feminina versus o patriarcalismo. Por sua vez, os estudos de Greimas (1977), Fiorin (2012) e Barros (2005) permitem uma análise estrutural do texto, demonstrando que o romance opõe os valores de liberdade e submissão, e ancora isso em dois actantes: um que representa a mulher simbolizando a busca pela liberdade e outro que representa a repressão. O trabalho demonstra que um diálogo entre teorias distintas, além de possível, é profícuo, contribuindo com o aprofundamento e enriquecimento da análise textual.
2022-12-06T15:49:37Z
Burlamaque, Fabiane Verardi Crestani, Luciana Maria Barth, Pedro Afonso
REVISÃO DE TEXTOS NAS AULAS DE GRAMÁTICA: UMA PRÁTICA EFICIENTE
O presente artigo propõe a adoção de fundamentos da linguística como ferramenta útil para contribuir com a melhoria do ensino de gramática na Educação Básica. Para tanto, assumimos uma “abordagem científica das línguas naturais” com base nas concepções teórico-metodológicas apresentadas por Pilati et al. (2011) e Pilati (2014) Partindo dos pressupostos dessa nova abordagem, o artigo apresenta uma sequência didática a ser adotada na Educação Básica: a revisão de textos. Consideramos que a atividade de revisão de textos é uma técnica capaz de levar o aluno a reconhecer o “sistema invisível da língua portuguesa”, ou seja, de auxiliar o aluno no reconhecimento dos padrões da estrutura gramatical da língua, além de contribuir para ativar o senso crítico e linguístico dos alunos, promovendo a criatividade linguística, a independência e a autoconfiança em relação à escrita.
2022-12-06T15:49:37Z
Pilati, Eloisa Nascimento Silva Sandoval, Alzira Neves Zand, Stefania Caetano Martins de Rezende
THE WOMAN’S PLACE IN LISPECTOR’S AND VERÍSSIMO’S WRITING
Triggered by Robin Lakoff with the text "Language and Woman's Place", we conducted an analysis of short stories by Clarice Lispector and crônicas by Luis Fernando Veríssimo in order to reflect upon the possible existence of sexism in the Portuguese language. We focused on lexical choices in the representation of the characters regarding different gender, seeking to understand how women are linguistically depicted. We verified that Lispector’s instances of nouns/adjectives used for women’s representation were superior to Veríssimo’s, regarding the same gender. A more extensive study of linguistic representation should be carried out to reflect upon patriarchal culture impact on language and if this culture is yet reinforced by language.
2022-12-06T15:49:37Z
Regis, Halessa Fabiane Funck, Susana Bornéo
MULTILETRAMENTOS E O SUJEITO CRÍTICO
Este trabalho aborda o tema dos multiletramentos no contexto do Ensino Médio. Parte das ideias de Magda Soares, Ângela Kleiman, Guilherme Rios, Roxane Rojo, entre outros. O objetivo é evidenciar como a escola pode preparar os indivíduos para práticas sociais interativas envolvendo níveis elaborados e diferenciados de letramento na construção do sujeito crítico e multiletrado.
2022-12-06T15:49:37Z
Silva, Gislene Maria Barral Lima Felipe da
Expediente, Ficha Catalográfica e Sumário
No summary/description provided
2022-12-06T15:49:37Z
Expediente, Expediente
Apresentação
No summary/description provided
2022-12-06T15:49:37Z
Fontdevila, Aina Pérez Francés, Meri Torras
HOW DOES CONTEMPORARY BRAZILIAN WOMEN’S FICTION DEFY TRADITIONAL AUTHORSHIP AND NARRATION?
Este estudo investiga as peculiaridades dos romans noirs de autoria feminina da literatura brasileira dos anos 1990. Especificamente, destacam-se as formas usadas pelas escritoras para se apropriarem de técnicas masculinas por meio da troca dos narradores masculinos por protagonistas femininas e por pontos de vistas subjetivos presentes nas narrativas de Sonia Coutinho, Marcia Denser, Ana Miranda e Patrícia Melo.
2022-12-06T15:49:37Z
Lobo, Luiza
HACER EXCEPCIÓN. CUANDO SE HABLA LA LENGUA DE UN CONTINENTE OSCURO
Este artigo explora a relação entre literatura, arte e histeria, em alguns “casos” latino-americanos de mulheres que escrevem e pintam durante a primeira metade do século xx. O recorte histórico que as circunscrevem ocasiona uma significativa retomada do mal-estar que pulsa no corpo sobreposto da histérica. A violência se manifesta no traço pelo qual se inscreve, no simbólico, a singularidade do (não)saber das entranhas. Um (não)saber distinto acerca da abertura que faz a inconsistência estrutural do Sujeito, assim como do gozo-documento de sua existência precária e ambivalente, que antecipa, ali, sua escuta da Cultura. Nessa ordem de ideias, me refiro à escritora Clarice Lispector e sua maneira de escrever ao gozo, como ausência-de-si, na escritura.
2022-12-06T15:49:37Z
Pedrón, Eleonora Cróquer
“SOY, LUEGO SOY”: PROBLEMATIZACIÓN DE LA IMAGEN AUTORAL EN LAS CRONICAS DE CLARICE LISPECTOR
Este artigo analisa a imagem autoral problematizada pela escritora brasileira Clarice Lispector na sua incursão no jornalismo como cronista para o Jornal do Brasil. Com plena consciência da sua ligação à tradição de cronistas ‘literários’ modernos, Lispector trabalha formas de enunciação que despojarão ao ser cronista da sua configuração oitocentista mantida durante a primeira metade do século XX em Hispano América como no Brasil, ao tempo que ‘devora’ o que considera o gesto mais radical da herança do Modernismo brasileiro para dar lugar ao campo de identidade dum sujeito que escreve, não privativo do jornalismo nem da literatura. Na línea das manifestações artísticas radicais que, para a década de 70, contribuíram a transformar os estatutos da arte em América Latina e num Brasil cercado pelo ‘modernismo autoritário’, a configuração do “sou” que enuncia nestas crônicas desestima toda pulsão autobiográfica e se constrói na des-sujeição de limites genéricos e autoridades discursivas para que os textos ‘digam’ criticamente ao presente brasileiro desde uma tríade indissociável: linguagem, leitores, experiências de escritura.
2022-12-06T15:49:37Z
Rodríguez, Samanta
L'ÉVOLUTION DE LA PERCEPTION DE GENRE DANS ŒUVRE DE MANOELA SAWITZKI
Este ensaio pretende demonstrar como a produção textual da escritora brasileira Manoela Sawitzki é composta através dela mesma e de seu percurso. Ao questionar-se cada uma de suas obras, nota-se que a evolução da percepção de gênero é marcante, e vê-se que a autora ultrapassa códigos, inserindo-se adequadamente na literatura de resistência, seus personagens passando da mulher “normalizada” ao transexual, o crossdressing igualmente inapto. Cada uma de suas obras pode ser considerada como um múltiplo palimpsesto daquilo que a constitui, perturba e influencia.
2022-12-06T15:49:37Z
Azzolin, Luana
PROFISSÃO? AUTORA. NOVAS FIGURAS AUTORIAIS DA POESIA PORTUGUESA CONTEMPORÂNEA
O presente artigo pretende refletir sobre o conceito autoral perspetivado na atualidade e do seu tratamento pelas poetisas portuguesas contemporâneas, Adília Lopes e Filipa Leal. Focar-se-á, em particular, de que forma se é autora e as implicações decorrentes deste posicionamento social e profissional na obra escrita por mulheres.
2022-12-06T15:49:37Z
Melo, Sónia Rita
MARIA TERESA HORTA: ESCRITA FEMININA NA POESIA DE UM CORPO LIBERTO
A lírica de Maria Teresa Horta desempenha um papel importante nos estudos contemporâneos de literatura portuguesa, não só pelo seu valor literário, mas também por sua importância cultural e política no quadro dos estudos feministas. Maria Teresa Horta dá voz a uma eu lírica[1] que se constrói em uma escrita feminina (CIXOUS, 2007) a partir do corpo, dando aos seus poemas um teor erótico em que não há silenciamento da imanência da mulher. Diante de tal contexto, no presente trabalho analisaremos dois poemas eróticos de Maria Teresa Horta – “Canto o teu corpo” (1971) e “Propósito” (2012) – à luz da teoria da diferença sexual da crítica feminista, a fim de indagar os modos libertários de gozar e dizer o gozo em duas fases distintas da carreira da autora.[1] Eu lírica é o termo utilizado para não realizar o apagamento de uma voz literária feminina. O uso do termo eu lírico em nossos estudos representaria uma violência linguística e simbólica no processo de autorrepresentação na escrita feminina.
2022-12-06T15:49:37Z
Souza, Natália Salomé de Bertges, Lívia Ribeiro Pereira, Vinícius Carvalho
A CONSTRUÇÃO DO “ETHOS” AUTORAL LOSIANO ATRAVÉS DO DIÁLOGO EPISTOLAR ENTRE ILSE LOSA E MÁRIO DIONÍSIO
Os quase 40 anos de correspondência trocada com o já consagrado escritor português Mário Dionísio (1916-1993) exerceram um papel fundamental para a construção do “ethos” autoral de Ilse Losa (1913-2006), judia alemã exilada em Portugal. Essa relação epistolar permitiu o aperfeiçoamento da língua portuguesa e das técnicas narrativas pela escritora, contribuindo à sua legitimação no meio literário português, dominado por vozes masculinas. Através dessa correspondência, Ilse assume ainda um papel de articuladora cultural do eixo norte-sul de Portugal e das relações desse país com a Alemanha, expandindo o diálogo intelectual para além do círculo pessoal. Com base neste corpus, pretendo, portanto, observar a construção do “ethos” autoral losiano tomando o caso específico do gênero epistolar privado.
2022-12-06T15:49:37Z
Marques, Karina
O ESCRITOR IMAGINÁRIO EM ANTÓNIO LOBO ANTUNES: ENCENAÇÕES DA ESCRITA E AUTORREPRESENTAÇÃO
O presente estudo investiga a autorrepresentação de António Lobo Antunes, um dos mais significativos autores da literatura portuguesa contemporânea, a partir da constituição desse nome e de sua circulação. Almeja-se perscrutar a construção da imagem autoral que frequenta a obra Que cavalos são aqueles que fazem sombra no mar? (2009), a partir das concepções de escritor imaginário e cenografia autoral propostas por José-Luís Diaz, considerando, para isso, o romance em questão bem como algumas entrevistas concedidas por António Lobo Antunes, de forma a evidenciar como tais textos apresentam, muitas vezes, imagens e temas em comum.
2022-12-06T15:49:37Z
Navas, Diana
ÉTHOS, CORPO, IRONIA E UMA POLÍTICA DA ESCRITA DO DEFUNTO AUTOR DE MACHADO DE ASSIS
Este artigo apresenta uma leitura não tradicional da ironia machadiana, visando entrever, através da análise do manuscrito de Esaú e Jacob e do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, aspectos enunciativos que problematizam a ironia, contemplando-a como um efeito de leitura advindo de determinado éthos construído por uma voz narrativa que permite a suspensão de seu sentido. Tal movimento é possível a partir de uma relação específica com o literário vinda à tona nas encenações enunciativas presentes nas obras, que dão lugar ao famoso defunto autor, estudado por Baptista, propiciando reflexões acerca da presença do corpo, da voz da literatura e da autoria que questionam o estatuto do literário, esboçando-se uma política da escrita pautada em uma partilha do sensível, segundo as noções de Rancière.
2022-12-06T15:49:37Z
Schoeps, Luciana Antonini
O TÚMULO DO POETA, A RODA DA VIDA E O TEMPO QUE PASSA: SOBRE A POÉTICA COMPUTACIONAL DE ERTHOS ALBINO DE SOUZA
A Poesia Concreta fortaleceu no cenário artístico e cultural brasileiro, a partir dos anos 50 do século XX, uma postura criadora que tomou partido, de maneira integrada, das dimensões verbal, vocal e visual da palavra escrita. Nos anos 60 e 70, surge o advento da chamada “Poesia Intersemiótica” ou “Poesia Visual”, mormente a partir de grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, e através de diversas publicações independentes, as chamadas “Revistas de Invenção”. O engenheiro, pesquisador, bibliófilo e editor independente Erthos Albino de Souza, ligado por laços de amizade e colaboração ao núcleo original do Movimento da Poesia Concreta Brasileira, tornou-se nessa época o grande pioneiro da poesia visual computadorizada em nosso país, com seus poemas de caráter serial, em um processo de quase coautoria com as máquinas.
2022-12-06T15:49:37Z
Paros, Felipe Martins
Expediente, Ficha Catalográfica e Sumário
No summary/description provided
2022-12-06T15:49:37Z
e Sumário, Expediente, Ficha Catalográfica
Apresentação
No summary/description provided
2022-12-06T15:49:37Z
Ramalho, Christina Gomes, Carlos Magno