RCAAP Repository
Considerações sobre os artífices e os artistas portugueses em Minas Gerais
<p>Tratando-se do “mundo português” no Brasil, é necessária cada vez mais a busca de fontes primárias que contribuam para o esclarecimento das múltiplas relações ocorridas no luso mundo. Nesse sentido, alguns arquivos mineiros, como os da cidade de Mariana, funcionam como “cápsulas do tempo”, onde é possível a verificação de fontes documentais que possibilitam o apuro de temas pouco divulgados.</p> <p>A consulta aos catálogos do Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese da referida cidade sugere, por exemplo, as estreitas ligações sociocultural e religiosa estabelecidas entre a Capitania de Minas Gerais e o norte de Portugal, particularmente na segunda metade do século XVIII. Tal consideração encontra-se apoiada no conteúdo dos códices, em que se evidencia a origem de parte da população portuguesa que colonizou o território mineiro. Assim, destacam-se as referências de Braga, Vila Real, Barcelos, Guimarães, Porto, Miranda, Coimbra, além daquelas ligadas à realidade de África e dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira.</p> <p>No mencionado universo, situa-se um dos principais construtores de Mariana, José Pereira Arouca, “nascido e batizado na freguezia de São Bartolomeu, da Villa Arouca, do Bispado de Lamego, Comarca do Porto”, segundo Testamento do citado construtor do ano de 1723. Esse é um dos vários exemplos que se deve trabalhar para o entendimento das contribuições e influências ocorridas no período colonial, particularmente no ramo das artes.</p>
2015
Marcelo Almeida Oliveira
As encomendas de arte italiana de D. Fr. José Maria da Fonseca Évora (1690-1752)
<p>D. Fr. José Maria da Fonseca Évora (1690-1752) revela-se uma das mais relevantes fi guras da primeira metade da centúria de Setecentos para os interessados em temáticas tão diversifi cadas como sejam, desde logo, a diplomacia joanina e o ambiente político-cultural da Roma pontifícia, a aquisição e circulação de obras de arte italiana, o coleccionismo, os prelados do Porto e a sua actuação pastoral e/ ou mecenática, etc.</p> <p>Na nossa apresentação, após uma sumaríssima abordagem biográfi ca, propomo-nos ocupar do papel desempenhado por Fonseca Évora na aquisição de obras de arte italiana enquanto agente de D. João V – passo essencial para a sua familiarização com o ambiente artístico romano da primeira metade do settecento –, para seguidamente nos determos na construção da sua própria colecção, procurando reconhecer estratégias e preferências desse frade franciscano que, por vontade do Magnânimo, se viu feito embaixador de Portugal e bispo do Porto, diocese para onde se empenhou em trazer as suas aquisições romanas.</p>
2015
Teresa Leonor M. Vale
História da Indústria das Sedas em Trás-os-Montes
<p>Este trabalho, publicado em dois volumes, procura explicar como é que uma “indústria de luxo”, cuja produção se destinava essencialmente à aristocracia e à alta burguesia, se instalou e prosperou, durante o Antigo Regime, no Nordeste Trasmontano, uma região do interior, pobre e eminentemente rural, desprovida de transportes e comunicações aceitáveis, e tendo Bragança como seu principal centro. Quais os ciclos de prosperidade e decadência que esta indústria atravessou e que fatores contribuíram para tal? E como é que desapareceu, de tal modo que a maior parte da população de Trás-os-Montes desconhece a sua existência histórica?</p>
2012
Fernando de Sousa
Relatório de estágio profissional
A realização do presente Relatório surgiu no âmbito da unidade curricular de Estágio Profissional I, II e III, referentes ao Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (2.º Ciclo de Estudos – Modelo de Bolonha), da Escola Superior de Educação João de Deus. Na sua estrutura, este Relatório de Estágio Profissional está dividido em três partes, para além da Introdução, da Reflexão Final e das Referências Bibliográficas. Nesta Introdução, após descrição do período, do local e do grupo de Estágio, referir-me-ei à importância do Estágio Profissional e do respetivo Relatório e à metodologia utilizada; por fim, apresento um cronograma.
Relatório de estágio profissional
Este Relatório conta com a presente Introdução, a necessária Reflexão Final (bem como as Referências bibliográficas) e três capítulos. Na Introdução, para além a identificação do local de estágio acima feita e da descrição agora feita, referir-me-ei à importância da elaboração do Relatório, identificarei o grupo de estágio, focarei a metodologia utilizada, falando ainda sobre a pertinência do Estágio Profissional. Por último, darei notícia da distribuição do tempo de estágio. No primeiro capítulo, estão presentes os relatos das observações realizadas ao longo do estágio, nas diferentes salas de aula dos dois ciclos de ensino. Estes relatos são complementados por inferências e fundamentações das práticas observadas. As aulas ministradas pelas respetivas educadoras e professoras das turmas onde estagiei serão objeto dessa reflexão teórica, bem como algumas aulas programadas ou aulas surpresa dadas pelas minhas colegas de estágio. Se bem que consciente de que, também eu, estou em processo de aprendizagem, comento todas as aulas dadas por mim. A reflexão sobre a forma como me preparei e o que fiz, levar-me-ão a uma autocrítica que me parece indispensável. Algumas planificações de aulas realizadas surgem no segundo capítulo. No que respeita à educação Pré-Escolar, as planificações apresentadas são referentes à aula lecionada, junto de um grupo de crianças na faixa etária dos 5 anos, na Área de Expressão e Comunicação, Domínio da Matemática, e à aula lecionada, num grupo de crianças na faixa etária dos 4 anos, na mesma Área, mas no Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita. Quanto ao 1.º Ciclo do Ensino Básico, as planificações apresentadas referem-se a uma aula lecionada, numa turma de 2.º ano de escolaridade, de Estudo do Meio e, por fim, uma aula de Português que lecionei numa turma de 3.º ano. No terceiro capítulo, apresento os dispositivos de avaliação que realizei ao longo do meu Estágio Profissional. Para o Pré-Escolar, os dispositivos apresentados referem-se a: um dispositivo no Domínio da Matemática, aplicado a crianças com 5 anos de idade; um dispositivo na Área de Conhecimento do Mundo, aplicado também a crianças na faixa etária dos 5 anos. Posteriormente, apresenta-se um dispositivo de avaliação de Português, aplicada a uma turma de 4.º ano de escolaridade e, por último, um 5 dispositivo de avaliação de Estudo do Meio (especificamente sobre História de Portugal), que também foi aplicado a uma turma de 4.º ano. Na Reflexão Final, apresento algumas conclusões desta minha experiência de Estágio e da escrita deste Relatório, apontando algumas das limitações surgidas ao longo da elaboração do mesmo.
A inclusão de uma criança com limitações cognitivas/deficiência intelectual em contexto educativo regular - estudo de caso
A presente investigação resulta de uma preocupação pessoal e profissional relativa à Inclusão de crianças com Deficiência Intelectual no ensino regular. Na pesquisa bibliográfica, aferimos que a temática da inclusão é uma das mais pertinentes da atualidade educativa. Registámos que só poderá existir verdadeiramente uma inclusão de crianças com perturbações intelectuais, se existirem alguns procedimentos fundamentais ao nível da intervenção educativa com estas crianças, no currículo, na atitude dos profissionais de educação ao nível de ensino regular e especial entre outras. Assim, pesquisámos diversos autores para encontrar uma linha de pensamento útil e aplicável na realidade escolar. Constatámos que inserir alunos com necessidades educativas especiais, principalmente os portadores de deficiência nas turmas regulares e facultar-lhes os recursos humanos e materiais necessários para um pleno desenvolvimento e aproveitamento das suas capacidades, nem sempre é tarefa fácil, pois as escolas muitas vezes não estão ainda preparadas para dar resposta a essa heterogeneidade. Neste estudo de caso, investigámos a inclusão de uma menina denominada de Florbela (nome Fictício),com treze anos de idade, no âmbito do contexto educativo regular que realizámos a nossa investigação. Averiguámos se no âmbito das medidas educativas adotadas no seio do seu Plano Educativo Individual, concretamente, a medida “Adequações Curriculares Individuais” será a mais eficaz, depois de apurarmos algumas limitações e capacidades de aprendizagem da Florbela. Assim, no Plano de Intervenção propusemos que a aluna beneficie de outras medidas educativas, mais ajustadas às suas características. Na dimensão empírica, como abordagem metodológica empreendida tendo em conta os objetivos que norteiam este estudo e fundamentam este trabalho, utilizámos as entrevistas, a técnica de observação e a análise documental, sendo assim, a investigação é revestida de carácter qualitativo.
Influência da discriminação visual das sílabas na velocidade do reconhecimento das palavras
A aquisição de uma leitura fluente é um requisito fundamental para o domínio na íntegra desta competência. Atrasos na aquisição de uma leitura fluente implicam falhas ao nível da compreensão da leitura e de todas as competências transversais a esta habilidade. A escola e os agentes educativos têm dificuldade em prestar o apoio necessário a alunos com dificuldades no domínio de uma leitura fluente. Face à necessidade de encontrar alternativas que possibilitem uma intervenção eficaz as novas tecnologias assumem um papel relevante. A discriminação visual das silabas, uma das características do Método João de Deus, constitui um facilitador potenciador da fluência da leitura. Usar os computadores, nomeadamente os processadores de texto, para aplicar esta discriminação visual das sílabas parece acelerar a fluência da leitura.
Relatório de estágio profissional
Este Relatório de Estágio Profissional é composto pela introdução, em que se refere o local onde foi realizado o estágio, as turmas/grupos em que estagiei e as datas dos diferentes momentos de estágio. A introdução está dividida em seis itens, que integram a referência ao local de estágio, a descrição da estrutura do relatório de estágio, a importância da elaboração do relatório de estágio, a identificação do grupo de estágio, a metodologia utilizada, a pertinência do estágio e o cronograma, com as diversas atividades implícitas à sua conceção. O Relatório apresenta-se dividido em três capítulos. O primeiro capítulo é destinado aos Relatos Diários, com as respetivas inferências e fundamentação teórica. O segundo capítulo refere-se às Planificações feitas e à devida fundamentação teórica. Este capítulo é composto por quatro planificações, duas referentes à Educação Pré-Escolar e as outras duas referentes ao 1.º Ciclo do Ensino Básico. 5 Do terceiro capítulo fazem parte os Dispositivos de Avaliação e respetiva fundamentação teórica. Neste capítulo estão contemplados quatro dispositivos de avaliação, dois dizem respeito à Educação Pré-Escolar e os outros dois ao 1.º Ciclo do Ensino Básico. Por último, a Reflexão Final, com as considerações finais, as limitações do estágio e as novas pesquisas.
Relatório de estágio profissional
O presente relatório está organizado do seguinte modo: Introdução; Capítulo 1 – Relatos Diários; Capítulo 2 – Planificações; Capítulo 3 – Dispositivos de Avaliação, e a Reflexão Final. Primeiramente, foi apresentada a introdução que inclui a identificação do local de estágio, a descrição da estrutura do Relatório de Estágio Profissional, a importância da elaboração do Relatório de Estágio Profissional, a identificação do grupo de estágio, a metodologia utilizada, a pertinência do estágio e, por fim, o cronograma. O primeiro capítulo referente aos Relatos Diários, encontra-se dividido em sete secções. Cada secção corresponde a um momento de estágio, ou seja, o período de estágio nos três níveis da Educação Pré-Escolar e os quatro anos do Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Neste capítulo, será apresentada a caracterização de cada turma, as suas rotinas, assim como os relatos de todas as práticas observadas, em conjunto com as minhas inferências sobre o que observei. No segundo capítulo, exponho as Planificações em Modelo T referentes a duas aulas programadas na Educação Pré-Escolar, uma no domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita e outra na Área de Conhecimento do Mundo e a duas aulas programadas no Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico, uma de Português e uma aula de Matemática. Apresento as respetivas estratégias, assim como inferências e fundamentação científica relativa das mesmas. No terceiro capítulo, designado por Dispositivos de Avaliação, apresento duas avaliações, que elaborei durante o estágio efetuado na Educação Pré-Escolar e duas avaliações que realizei no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Na última parte do meu relatório apresento uma Reflexão Final sobre o estágio profissional e a sua importância na minha vida profissional, refiro algumas dificuldades sentidas na realização deste trabalho e a forma como todo o estágio evoluiu e como contribuiu para o meu crescimento a nível pessoal e profissional. Por último, seguemse as referências bibliográficas utilizadas no decorrer do presente relatório de estágio.
Relatório de estágio profissional
Este relatório está organizado do seguinte modo: Introdução; Capítulo 1 – Relatos Diários; Capítulo 2 – Planificações; Capítulo 3 – Dispositivos de Avaliação e Reflexão Final. Em primeiro lugar, será apresentada a introdução, que inclui a identificação do local de estágio, a descrição da estrutura do relatório de estágio profissional, a importância da elaboração do relatório de estágio profissional, a identificação do grupo de estágio, a metodologia utilizada, a pertinência do estágio e, por fim, a cronologia do mesmo. 2 De seguida, será exposto o Capítulo 1 – Relatos Diários – que se encontra dividido por secções. Cada secção corresponde a um momento de estágio. Será apresentada a mesma ordem de acontecimentos para cada um dos momentos de estágio. Irá ser efetuada a caracterização de cada turma, de cada espaço, a enunciação das suas rotinas, o horário da turma, assim como os relatos de todas as práticas observadas, que serão inferidas e sustentadas cientificamente. No Capítulo 2 – Planificações – serão apresentados os planos de aula elaborados com as respetivas estratégias, bem como inferências e fundamentação científica relativa às mesmas. No Capítulo 3 – Dispositivos de avaliação – encontram-se os dispositivos de avaliação elaborados durante a prática pedagógica. Neste capítulo, será também efetuada uma fundamentação científica respeitante à importância da avaliação. Por último, na Reflexão Final, serão referidas as considerações finais e as limitações na construção deste relatório, assim como as novas pesquisas para um futuro estudo.
Atitudes dos professores do ensino básico do agrupamento de escolas de Escariz-Arouca face à inclusão de alunos com autismo nas turmas regulares
O paradigma da escola ao serviço da preparação de elites está a ser substituído pelo da escola universal e para todos. O modelo de escola inclusiva trouxe uma nova visão de escola, na qual se promove a inserção dos alunos com necessidades educativas especiais, moderadas e severas, nas classes regulares, dando assim, a oportunidade de todos aprenderem juntos. É inquestionável o papel cada vez mais importante do professor no decorrer deste processo de inclusão. Assim sendo, a escolha do tema « As atitudes dos professores do ensino básico do Agrupamento de Escolas de Escariz - Arouca face à inclusão de alunos com autismo nas turmas regulares” surge pois da necessidade de alertar para a importância que a formação, o ciclo que lecionam e a pesquisa de informação que os professores fazem tem na inclusão e no desenvolvimento e aquisições futuras das crianças portadoras de autismo. Partindo de uma base teórica e analisando a opinião dos professores do 1º,2º e 3º ciclos do Ensino Básico do Agrupamento de Escolas de Escariz, em relação às problemáticas: a inclusão/formação de professores e inclusão/ciclo que lecionam, inclusão/tempo de serviço, pretendemos desenvolver este trabalho em duas vertentes distintas, sendo a primeira o enquadramento teórico onde se teve em conta tudo o que envolve a patologia do autismo, sentiu-se necessidade de fazer uma pesquisa bibliográfica exaustiva, de forma, a que todos os conhecimentos apreendidos contribuam para um maior esclarecimento para todos os que procurem estar informados e/ou saber mais sobre o Autismo. Na segunda vertente aplicou-se um inquérito por questionário aos professores do 1º, 2º e 3º ciclos do agrupamento, no sentido de aprofundar e recolher informação sobre o conhecimento do autismo pela classe docente e tentar perceber se estes professores estão ou não preparados para incluir esses alunos nas suas turmas. Depois de analisadas as repostas obtidas, tentaremos encontrar possíveis estratégias a implementar no agrupamento para dar a conhecer características, estratégias…destes meninos que nos acompanham diariamente. Os dados obtidos durante esta investigação permitiram compreender melhor a patologia do autismo e as diferenças de atitudes em função das variáveis selecionadas.
A importância da Biodanza no desenvolvimento de crianças com necessidades educativas especiais
O presente estudo, apresenta uma reflexão sobre a importância da biodança em crianças com necessidades educativas especiais. Para poder desenvolver o projeto, foi efetuada uma breve revisão bibliográfica sobre o tema. Ao longo do trabalho, faz-se uma abordagem a forma como a inclusão de crianças com necessidades educativas especiais deve ser desenvolvida nas escolas de ensino regular, como os docentes envolvidos nesse processo devem agir e como também, de que forma a biodança pode ser um canal de comunicação, facilitador em todo este processo. A metodologia de investigação teve uma abordagem quantitativa, tendo como instrumento o inquérito por questionário. Os dados recolhidos da amostra contribuíram para fazer uma análise de como a biodanza é vista no meio escolar e de que forma pode ser utilizada como instrumento para inclusão. O estudo sugere alguns caminhos que os docentes podem ter nesta área, tornando-se pois, importante ter a noção que existem alternativas de intervenção eficazes no processo de ensino-aprendizagem e na mediação de comportamentos.
Intervenção precoce e microcefalia:estratégias de intervenção eficazes
Este estudo tem como finalidade primordial proporcionar às crianças de risco estabelecido e às suas famílias um acesso eficaz, flexível e individualizado, sobre todos os recursos e apoios disponíveis. Sendo uma das premissas da Intervenção Precoce um “processo integrado de actuação dos serviços da educação, da saúde, da acção social e dos parceiros envolvidos, que requer: a) O envolvimento da família; b) O trabalho de equipa; c) O Plano Individual de Intervenção”, pretendemos, com o presente estudo de caso, debruçarmo-nos sobre uma problemática do foro neurológico – Microcefalia – realizando uma revisão de literatura que procura compreender em profundidade os contextos e as estratégias eficazes, num domínio tão específico de prestação de cuidados, ensino e aprendizagem e, que eventualmente, possa ser significativa a nível de uma prática educativa eficaz para todos aqueles que vivenciem situações semelhantes. Deste modo, cria-se espaço para a reflexão, em torno da Intervenção Precoce na Infância, e as estratégias de intervenção eficazes em casos de risco estabelecido. Tendo em conta a importância da comunicação e apoio, que certificam o desenvolvimento de relações de confiança entre os parceiros – famílias e os diferentes agentes envolvidos. Partimos das hipóteses de que “A intervenção educativa ao nível da intervenção precoce é, eficaz e ajustada se planificada e negociada com a família e restante equipa”, e que “Em casos de microcefalia, a implementação de Programas de educação precoce torna a intervenção, dos 0-3 anos mais eficaz.” Na procura de uma resposta aparente mente simples: a eficácia da intervenção. Constatámos que, numa primeira abordagem, estava em falta alguma informação considerada relevante e imprescindível para o conhecimento do desenvolvimento do aluno e para a implementação de estratégias de intervenção eficazes. Daí a necessidade de se revelar necessário dar ênfase a uma forte componente médica e de saúde, à necessidade de investigação e à articulação entre os diferentes agentes envolvidos, no sentido de diálogo e tomada de decisões partilhada.
Relatório de estágio profissional
O presente Relatório de Estágio Profissional é composto por uma introdução, três capítulos e a reflexão final. Na introdução podemos encontrar a caracterização do local de estágio, a descrição da estrutura do relatório e a importância do mesmo, a identificação do grupo de estágio, a metodologia que foi utilizada, a pertinência do Estágio Profissional, assim como o respetivo cronograma deste Relatório de Estágio Profissional. De seguida encontra-se o Capítulo 1. Este tem a caracterização das turmas nas quais estagiei ao longo deste Estágio Profissional, assim como as rotinas diárias, as quais se encontram descritas com as devidas inferências e fundamentações teóricas. No Capítulo 2 apresento as planificações das aulas que lecionei com as estratégias das mesmas fundamentadas cientificamente. O Capítulo 3 corresponde aos dispositivos de avaliação realizados ao longo do estágio profissional das seguintes Áreas Curriculares Disciplinares: Conhecimento do Mundo; Expressão e Comunicação (no Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita e Domínio da Matemática) e Estudo do Meio, seguidos da importância da avaliação e a respetiva fundamentação. Por fim, surge a Reflexão Final. Tal como o nome indica, é onde faço a reflexão do estágio profissional que realizei, as minhas limitações e as novas pesquisas que tenciono fazer.
Memória e aprendizagem na escola inclusiva
A escola é, por excelência, um contexto formal de aprendizagem e, nos últimos anos, uma das grandes lutas travadas foi a de universalizar o acesso à escola, ou seja, o de proporcionar uma educação para todos. Ao longo dos vários níveis de ensino é exigida a aprendizagem de um número significativo de novas informações e a sua posterior recordação, quer no decorrer das aulas ou na realização de provas, quer mesmo nas relações sociais e na resolução efetiva de problemas. Estas tarefas de aprendizagem e recordações estão diretamente relacionadas com a memória humana nos processos de aquisição, retenção e recuperação de conhecimento. A memória é uma das funções mais importantes do Homem, tendo um papel determinante na relação com o meio externo, na socialização, na construção da personalidade e do comportamento e no desempenho em geral. (Sprenger, 1999; Arándiga, 2010) Com este trabalho pretendemos verificar o aumento exponencial da memória através da aplicação de um programa de metamemória a alunos da escola inclusiva (10 sessões) em que se trabalharam as memórias: semântica, episódica, emocional, automática e procedimental nas quais os alunos foram levados a MEMORIZAR, RECORDAR para… APRENDER. Utilizámos um design experimental – aplicação de um pós-teste (igual ao pré-teste) em duas turmas (um grupo de controlo e um experimental), procurando avaliar se este tratamento influencia o resultado nos dois grupos. (Tuckman, 1994; Creswell, 2010) As dificuldades de aprendizagem (DA) estão relacionadas com alterações que se produzem tanto nas estruturas como nos processos centrais de aprendizagem. São reconhecidos como défices no processamento de informação ou cognitivo, cuja funcionalidade é determinada pelo seu potencial em retirar, dos estímulos sensoriais, informações com significado psicológico. O uso inadequado dos processos cognitivos: atenção, perceção e memória, implicados na aprendizagem escolar é uma característica fundamental das DA. As nossas conclusões apontam para a necessidade da exploração sistemática e consistente da metamemória no sentido de conduzir os alunos a aprendizagens efetivas, utilizando estratégias de organização, elaboração, associação, evocação, repetição e recordação de nomes, palavras, conceitos, imagens, sons, entre outros. Com esta investigação pretendemos evidenciar que o conhecimento metacognitivo permite ao sujeito tomar consciência dos processos que utiliza para aprender e tomar decisões adequadas sobre que estratégias utilizar em cada tarefa e, ainda, avaliar a eficácia dessas estratégias, alterando-as quando elas não deem os resultados esperados.
Relatório de estágio profissional
Este relatório é composto por quatro capítulos, devidamente subdivididos de acordo com a informação nela contida. Assim, o primeiro capítulo, de cariz introdutório, é composto por sete pontos distintos, que correspondem a: identificação do local de estágio; descrição da estrutura do relatório; importância deste relatório; identificação do grupo de estágio; metodologia utilizada; pertinência do estágio profissional; cronologia relativa ao relatório de estágio profissional. Os três capítulos subsequentes são de índole mais diretamente relacionada com o trabalho realizado. No primeiro destes caracterizam-se os três grupos, em que realizei o estágio com a minha colega Marisa Jorge: as rotinas diárias, os acontecimentos, os relatos diários e as devidas inferências, fundamentadas cientificamente. De seguida, apresentamos as planificações das aulas leccionadas para, num capítulo posterior, expormos os dispositivos de avaliação relativos às três 2 áreas/domínios de conteúdo: Área de Conhecimento do Mundo, Domínio da Matemática e o Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita. Em jeito de conclusão apresenta-se, num último ponto, uma reflexão final sobre o estágio realizado que se debruçará sobre os objetivos alcançados e as mais-valias que o mesmo trouxe para a nossa formação.
Relatório de estágio profissional
O presente relatório encontra-se dividido em 3 capítulos, sendo que, primariamente verificamos uma Introdução (que inclui a identificação do estágio, a descrição da estrutura do relatório, a sua importância, a identificação do grupo de estágio, a metodologia utilizada, a pertinência do estágio profissional e a cronologia relativa ao relatório de estágio profissional). O capítulo 1 é destinado aos Relatos Diários e encontra-se dividido por quatro secções, sendo que cada secção corresponde a um momento de estágio. Nas respectivas secções, podemos encontrar todos os relatos diários, tais como as inferências pessoais, cientificamente fundamentadas. A última secção diz respeito ao estágio intensivo realizado na sala dos 5 anos. O capítulo 2, nomeado por Planificações, é composto por três planos de aulas com a respectiva fundamentação científica e explicação das metodologias/estratégias utilizadas. O capítulo 3, designado Dispositivos de Avaliação, é constituído por três dispositivos que foram executados durante a prática, referentes à Área do Conhecimento do Mundo, ao Domínio da Matemática e ao Domínio da Linguagem Oral e Abordagem à Escrita pertencentes à Área de Expressão e Comunicação. Para finalizar, está reservada uma parte deste relatório para a reflexão final do trabalho elaborado.
Relatório de estágio profissional
O Relatório de Estágio Profissional está dividido em três capítulos, uma introdução e uma reflexão final. No 1.º Capítulo estão presentes os relatos diários onde são registadas as observações mais importantes, as inferências e as fundamentações teóricas devidamente fundamentadas por outros autores diversos. No Capítulo 2, designado por Planificações, estão descritas as atividades realizadas ao longo do período de estágio. Estas planificações têm como base o Modelo T de Aprendizagem. Neste estão expostas as fundamentações científicas, explicações das metodologias e estratégias utilizadas. 3 No 3.º Capítulo, denominado Dispositivos de Avaliação, coloco todas as avaliações que realizei durante as aulas que lecionei nas seguintes áreas: Estimulação à Leitura e Dinamização da Leitura e Escrita, Iniciação à Matemática e Conhecimento do Mundo na Educação Pré-Escolar e Português, Matemática e Estudo do Meio no 1.º Ciclo do Ensino Básico. Na reflexão final, descrevo a importância do estágio para a minha formação profissional como futura Educadora e Professora do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
A implementação de atividades lúdicas para a promoção da aprendizagem cooperativa
Os valores que aprendemos na nossa infância são os valores que permanecem ao longo da nossa vida. No entanto na sociedade de hoje existe muito individualismo e também perda de bons valores, acabando por serem esquecidos e não transmitidos às crianças. “Os valores não se “ensinam”, mas vivem-se na ação conjunta e nas relações com os outros” (ME, 1997, p.52). Através do valor cooperação pretende-se que as crianças se preocupem e pensem nos outros, comuniquem, partilhem e ajudem-se mutuamente. Todas as crianças que participem em atividades lúdicas adquirem novos conhecimentos e desenvolvem aptidões de forma natural e agradável, desta forma gera-se um forte interesse em aprender. A aprendizagem cooperativa é um método muito eficaz e eficiente, tanto no ensino, como na aprendizagem das crianças. Isto comparado com o ensino tradicional onde a criança tem um papel passivo e com poucas responsabilidades. No jardim-de-infância onde foi realizada a prática pedagógica observou-se que as crianças têm dificuldades em cooperar, ouvir o próximo, aceitar as ideias dos outros e trabalhar em conjunto de forma não conflituosa. Deste modo, foi decidido abordar a cooperação através de atividades lúdicas, incutindo, explorando, desenvolvendo e promovendo este valor e a importância do mesmo. Para isso, foram desenvolvidas cinco atividades com vista à promoção da aprendizagem cooperativa, numa sala de Educação Pré-Escolar com 25 crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 5 anos. Tendo sido os seus resultados bastante satisfatórios e ultrapassando as espectativas com a implementação da última atividade. Foi utilizada uma abordagem qualitativa como forma de recolha de dados, nomeadamente a investigação-ação, tendo sido realizadas grelhas de observação/avaliação, fotografias e entrevista à educadora. O investigador adotou o tipo de observação propriamente dita. As crianças empenharam-se na realização das atividades, adquiriam várias competências sociais e cognitivas, e segundo a educadora o grupo continua a colocar em prática o valor da cooperação. Deste modo, é de considerar que a aplicação do plano de ação possui consequências positivas para as mesmas.
O contributo da expressão dramática para a promoção da cooperação e da interação
De acordo com Aguilar (2001) “O jogo é, para a criança, o seu meio privilegiado de expressão” (p. 21), assumindo este, um papel primordial no desenvolvimento da personalidade, tornando-o uma atividade singular de aprendizagem ativa, de interação, de comunicação e de cooperação. Assim, o jogo dramático é defendido por alguns autores como uma atividade que para além de impulsionar o desenvolvimento social da criança, favorece simultaneamente a linguagem, chegando a ser considerado por Read, um dos críticos de arte mais conceituados a nível internacional e criador do termo “Education Throug Art (1943), como “um dos melhores métodos educativos” (Read, citado em Sousa, 2003, p.20). Sendo o jogo dramático uma forma natural de expressão, facilitador do processo de cooperação e de interação, é objetivo deste projeto analisar qual o contributo que a Expressão Dramática poderá proporcionar no desenvolvimento da cooperação e da interação entre as crianças em idade pré-escolar. Para isso foi desenvolvido um projeto com 25 crianças em idade pré-escolar, de modo a dar resposta à questão de investigação colocada: Poderá a Expressão Dramática fomentar o desenvolvimento da cooperação e da interação? Esta investigação segue uma metodologia qualitativa, nomeadamente a investigação-ação, privilegiando-se a observação participante propriamente dita. Como instrumentos de recolha de dados contemplaremos as reflexões pessoais, as grelhas de avaliação e o registo fotográfico, sendo que a avaliação passará pela análise destes instrumentos. Podemos referir que, no que à comunicação e interação diz respeito, a implementação destas atividades veio proporcionar um apelo à interação e à comunicação das crianças, uma vez que este tipo de jogo evoca à cooperação e à interação entre os seus elementos. Torna-se assim possível concluir, que a implementação de atividades de jogo dramático favorece o desenvolvimento da cooperação e da interação.