RCAAP Repository

Sunflower

Some people are born with the wish of being different: some want to be politicians to mark the History in their country, others want to be football players, others want to have an “ability” that makes them special, like flying, reading people’s minds, mind control, etc, but aren’t we perfect as we are? Normality is the only perfection in our lives, but the thirst for power prevents us from doing the right thing. Even if we have a good heart, we are always prone to corruption, so as to fulfill our thirst for power.  We have the example of some politicians and other people in charge of enterprises who had power but used it for their own good, even if that meant harming people others. The short story that I present is completely original, but it’s a criticism of the corruptive influence of power. We can say that “If you want to know a man, give him power”.

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2016

Creators

Ferreira, Ricardo Daniel Gomes

Editorial

Celebra-se este ano o 15º aniversário de Millenium. A revista, enquanto publicação periódica do Instituto Politécnico de Viseu (IPV), lança o seu 1º número em Fevereiro de 1996 e, desde então até ao presente, tem cumprido com aquela que tem sido a sua periodicidade ao longo dos anos. Esta regularidade e continuidade editoriais que a revista tem conseguido manter ao longo destes 15 anos não é coisa de pouca monta, como bem o sabem os editores de publicações periódicas. Mas é essa regularidade que mantém viva uma publicação deste tipo, dando-lhe consistência e conferindo-lhe credibilidade. Assim, a publicação dos seus sucessivos números, de forma contínua e ininterrupta e em tempo oportuno, tem dado corpo e configurado a identidade de Millenium, assegurando-lhe a fidelidade e a confiança dos seus leitores habituais, garantindo-lhe um espaço próprio e permitindo o seu crescimento junto do público que a procura. Para isso muito contribuiu e continua a contribuir a sua disponibilização on-line em acesso livre, iniciada em 1997, e consumada em 1998 com a colocação on-line da versão integral e completa de cada número da revista.

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2016

Creators

Fonseca, Maria de Jesus

O Papel dos Ácidos Gordos na Nutrição Humana e Desenvolvimentos Sobre o Modo Como Influenciam a Saúde

Ao longo dos tempos tem-se verificado que os ácidos gordos fazem, cada vez mais, parte da alimentação, independentemente do continente, país e/ou cultura. Estes ácidos englobam vários constituintes e cada um deles tem a sua especificidade. Os ácidos gordos mais importantes são os essenciais, caso do omega-3 e do omega-6, e desempenham um papel bastante significativo na saúde humana. Além disso, é necessário referir que desempenham funções de protecção, redução de risco e de inflamação em relação a determinadas doenças, tais como asma, cancro, hipertensão, lúpus, doenças de pele e oculares, depressão, entre outras. Segundo alguns estudos realizados, a maior parte destes efeitos está comprovada, mas nem todos os casos estão ainda cientificamente aceites e existem casos em que, muitos dos autores entram em “conflito” devido a divergência de opiniões, por via de resultados eventualmente contraditórios obtidos em estudos quer “in vitro” quer “in vivo”. É, então, necessário verificar e comprovar todos estes potenciais efeitos, no sentido de verificar que os ácidos gordos, provavelmente, na sua maioria, podem funcionar muitas vezes como nutracêuticos ou complementar uma medicação em variadas situações.

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2016

Creators

Guiné, Raquel Henriques, F.

Motivação para o Aleitamento Materno: Variáveis Intervenientes

Enquadramento: A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o aleitamento Materno (AM) exclusivo até aos 6 meses e, a partir desta idade, a introdução oportuna de alimentos complementares adequados e seguros em termos nutricionais, enquanto se continua a amamentar durante um período de dois anos ou mais que, no puerpério, o estado emocional da mãe e outras condições psicológicas, incluindo a própria personalidade pode levá-la a desistir do aleitamento materno, e/ou a sentir-se pouco motivada para amamentar. Objectivos: Assim, o objectivo do nosso estudo é analisar a relação entre os traços de personalidade e a motivação para o AM nas puérperas Metodo: O estudo realizado é de natureza quantitativa, não experimental, transversal e descritivo. Foi aplicado um questionário a 144 puérperas, no dia da alta médica (após 48horas), constituído pela caracterização sócio – demográfica e obstétrica, e por duas escalas, a Escala de Motivação para Amamentação (EMA) de Nelas, Ferreira e Duarte. (2008), para avaliar a motivação para a amamentar e a Escala de Avaliação de Sintomas (SCL-90) de Degoratis (1977), para avaliar os traços de personalidade materna. Resultados: Os resultados sugerem que são as mulheres mais velhas (70,8%), com maior grau de escolaridade (50%) e que já tiveram experiências anteriores agradáveis (61,8%), que se encontram mais motivadas para o aleitamento materno (AM). Relativamente à nossa variável independente, a hostilidade é o traço de personalidade materna que possui maior valor preditor na  dimensão cognitiva (0,063), psicossocial (0,184) e motivação total (0,088); na dimensão fisiológica é a somatização (0,115). Conclusão: Este estudo sugere-nos que o traço de personalidade que influencia a motivação para o AM foi a hostilidade com valores preditores superiores.

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2016

Creators

Ferreira, M. Nelas, P. Duarte, J.

Aleitamento Materno: O Porquê do Abandono.

privilegiado na comunhão mãe - filho, este deve ser sentido como um acto natural. No entanto, o abandono precoce é uma realidade. O presente estudo tem como objectivo principal conhecer as razões que levam ao abandono do aleitamento materno exclusivo, em crianças com menos de quatro meses. Para responder a esta questão, foram entrevistadas 23 mães que abandonaram o aleitamento materno antes do quarto mês da vida do seu filho. Como objectivos específicos, pretendeu-se conhecer as vantagens e desvantagens do aleitamento materno, sentidas pelas mães, assim como os sentimentos vivenciados no momento do abandono. Pretendeu-se, ainda, conhecer alguns factores institucionais que influenciaram o sucesso do aleitamento materno. Tratou-se de um estudo exploratório - descritivo, onde se analisou o conteúdo das entrevistas efectuadas às mães. Os resultados do estudo mostram que as razões principais para o abandono precoce do aleitamento materno exclusivo, apontadas pelas mães, foram o choro intenso do bebé e o leite insuficiente da mãe. A maior vantagem apontada relativamente ao aleitamento natural foi a comodidade e a maior desvantagem foi a dependência mãe-bebé, ou seja, o facto da mãe não se poder afastar, durante muito tempo, do bebé. Esta forma de amamentar provoca na mãe sentimentos positivos e de proximidade.

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2016

Creators

Natal, S. Martins, R.

Auto‐Conceito da Grávida – Factores Associados

A gravidez, sendo um momento privilegiado de transformações pessoais e sociais, muda inevitavelmente a vida de uma mulher, ao ponto de questionar a sua própria identidade e conceito pessoal, em todo o processo de adaptção a uma nova condição e papel. A forma como a grávida vivencia todas as mudanças e os acontecimentos significativos exige, em termos desenvolvimentais, um duplo esforço físico e psicológico, nem sempre fáceis de gerir, no sentido de prevenir desequilíbrios e perturbações emocionais. Realizou-se um estudo quantitativo, transversal, decritivo-correlacional e analítico, com o objectivo de analisar o auto-conceito da grávida, bem como a influência de variáveis socio-demográficas e obstétricas. Utilizou-se para o efeito um questionário destinado à caracterização da amostra e o Inventário Clínico de Auto-Conceito de Vaz Serra (1986), tendo sido inquiridas 219 grávidas. Do estudo conclui-se que o exercício da actividade profissional influencia a auto-eficácia da grávida, mas não as outras dimensões do auto-conceito; o estado civil influencia o auto-conceito da grávida, excepto a dimensão maturidade pscológica; a paridade influencia a dimensão impulsivide/actividade; a patologia obstétrica, a idade da grávida, o tempo de gestação e a aceitação por parte da mulher não influenciam o seu auto-conceito.

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2016

Creators

Silveira, C. Ferreira, M.

Promoção da Saúde de Grávidas Adolescentes: Estudo prévio de identificação de necessidades

A gravidez na adolescência é vivida de distintas formas, dependendo da complexidade dos contextos familiares, sociais e culturais em que cada uma das grávidas se insere. O presente estudo tem como objectivos: identificar as necessidades das grávidas adolescentes e sensibilizá-las para tomarem consciência dos seus problemas e recursos disponíveis. Para a recolha de dados, utilizámos como instrumento de avaliação o questionário. Os participantes do estudo foram grávidas adolescentes, que fizeram vigilância pré-natal na Unidade de Intervenção Precoce da Maternidade Bissaya Barreto em Coimbra, com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos. Este estudo permitiu a identificação dos medos, dificuldades, necessidades e desejos das grávidas adolescentes. O contexto familiar, social e cultural onde se inserem as grávidas adolescentes do nosso estudo influencia directamente as experiências relatadas. Os cuidados dos profissionais de saúde devem ser adequados ás necessidades, expectativas e crenças de cada grávida adolescente.

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2016

Creators

Brás, C. Pereira,, A.

Outra Forma de Olhar a Mãe Imigrante numa Situação de Transição

A situação de transição que a mulher vivencia, a diversidade cultural, os direitos de acessibilidade reduzidos dos imigrantes ao sistema de saúde, entre outros, são situações que colocam quer utentes quer profissionais de saúde numa situação de vulnerabilidade nos cuidados. Neste contexto, delinearam-se os seguintes objectivos: Compreender os significados que emergem do processo de transição, na situação de maternidade; Compreender como a mulher imigrante perspectiva os cuidados face ao seu projecto de maternidade (gravidez, parto e puerpério); Desocultar crenças e valores inerentes à mãe imigrante numa situação de transição de vida; Identificar de que forma o processo de cuidados difere do sistema do seu país de origem. Estudo qualitativo, exploratório descritivo. Realizado a partir da seguinte questão de partida: Que significados emergem do processo de transição na mulher / mãe imigrante que vivencia um processo de maternidade? Os critérios de inclusão dos participantes foram: Residir em Portugal há pelo menos 3 meses; Ter vivenciado ou estar a vivenciar um processo de maternidade; Ter sido vigiada durante a gravidez no sistema de saúde português e aceitar participar no estudo. Amostra não probabilística, intencional (12 mães imigrantes). Amostragem determinada pelo princípio de saturação dos dados. Instrumento de colheita de dados: a entrevista semi-estruturada, com recurso a gravação áudio com obtenção prévia do consentimento informado. Análise dos dados efectuada por análise de conteúdo, feita codificação  aberta, codificação axial e codificação selectiva, com ajuda do software NUD*IST 8.0 ® Emergiram 8 categorias: Comunicação difícil; existência de divergências no processo de cuidar; mitos e crenças divergentes; práticas culturais divergentes; informação desajustada; descriminação; acessibilidade dificultada às consultas; gratuitidade do sistema de saúde. As conclusões emergentes apontam para a inexistência, em Portugal, de rituais inerentes aos cuidados que conflituem com a sua cultura de origem. A maior barreira com que estes imigrantes se depararam foi a comunicação. Na cultura muçulmana, ressalta a especificidade da questão de género: o homem não deverá ser cuidador da mulher. Na perspectiva dos participantes, os cuidados de saúde tendem a ser culturalmente congruentes. Exemplo: no Uzbequistão os cuidados prestados não diferem dos do nosso país, à excepção da tecnologia utilizada que referem ser “superior”. Os resultados deste estudo têm implicações para a prática, na medida em que ao desocultar os significados sobre os cuidados, as crenças e valores, os profissionais de saúde adquirem conhecimentos específicos sobre a etnoculturalidade, o que lhes permite evitar atitudes negativas e comportamentos de etnocentrismo, ajudando assim a mulher/casal numa situação de transição para a parentalidade, já que a falta de respeito pela cultura pode originar um choque cultural.

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2016

Creators

Coutinho, Emília Parreira, Maria Vitória

Olhar dos Pais sobre o Estado Nutricional das Crianças Pré‐escolares

Portugal é um dos países europeus com maior prevalência de obesidade infantil, o que se traduz num problema de saúde crescente não só na geração actual, mas que se repercutirá na próxima, dada a grande probabilidade da doença transitar para a idade adulta. Estudos em diversos países têm revelado que os pais se mostram despreocupados e pouco conscientes do estado nutricional das crianças, dada a tendência para subestimarem o peso excessivo dos seus filhos. Ajudar os pais a reconhecerem que a obesidade nas crianças é um problema de saúde e a identificarem o verdadeiro estado nutricional dos seus filhos, pode ser o primeiro passo na promoção de um estilo de vida mais saudável. Com este artigo pretendeu-se identificar a percepção dos pais (mãe e pai) acerca do estado nutricional do filho em idade pré-escolar e analisar a sua relação com variáveis sócio-demográficas e clínicas.

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2016

Creators

Aparício, G. Cunha, M. Duarte, J. Pereira, A.

Percepção e Satisfação Corporal em Adolescentes e a Relação com a sua Saúde Oral.

Introdução: A autopercepção e satisfação com a imagem corporal são factores preponderantes na auto-aceitação dos adolescentes e entre os seus pares. Uma das muitas implicações da Saúde Oral na adolescência é, sem dúvida, a alteração da sua percepção corporal. Cada vez mais a melhoria da aparência se torna numa necessidade. As doenças orais têm consequências psicológicas, físicas e sociais na vida dos adolescentes. Os adolescentes, dependendo do seu sexo, valorizam de forma diferente a imagem corporal. Esta imagem é individual, subjectiva, dinâmica e sujeita às alterações referentes ao crescimento e desenvolvimento. Se o adolescente não se encontra satisfeito com a imagem, vai notar-se a repercussão na sua auto-estima. Um  sorriso saudável favorece a auto estima, assumindo, assim, a saúde oral um importante relevo entre os factores que influenciam esse indicador. Neste contexto, este estudo tem como objectivo, avaliar a percepção e satisfação corporal em adolescentes e a relação com a sua saúde oral. Métodos: Estudo transversal e descritivo levado a cabo numa amostra de 323 adolescentes (idade média = 13.58 anos; Sd = 1.459), dos quais 55.42% eram rapazes e 44.58% raparigas. Material: Questionário sobre saúde oral, Escala de Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde Oral, (Slade e Frias- Bulhosa, 2003) e Escala de Evaluación de Insatisfacción Corporal en Adolescentes, (Grima, Landíver e Baile, 2003). Resultados: A maioria dos adolescentes tem alguma cárie (47.06%), 33.17% estão livres de cáries. A existência de cáries é maior nas raparigas (52.08%) que nos rapazes (43.02%). 86.07% dos adolescentes estão em situação de risco para o aparecimento de cáries, 13.93% apresentam risco baixo. O aparecimento de placa é visível a olho nú em 54.35% dos casos, (51.12% nos rapazes; 58.34% nas raparigas). Relativamente ao índice de Dentes Cariados, Perdidos ou Obturados (CPOD), A média foi 2.73 (SD=3.209) (a média das raparigas foi 3.18, e 2.36 nos rapazes). A maioria dos adolescentes (86.38%) considera que dentes saudáveis e bonitos são importantes para a imagem corporal; contudo, 12.07% dizem não atribuir importância a este factor. A QVRSO é boa para 60.06% dos adolescentes, fraca para 22.60% e 17.34% foi classificada como razoável, as raparigas estão mais satisfeitas (60.42%) que os rapazes (23.46%). A maioria dos adolescentes está bastante satisfeito com a própria imagem (82.04%), 2.79% está muito satisfeito e 15.17% não está satisfeito. As raparigas parecem mais satisfeitas com a sua imagem corporal (média = 89.88; SD = 23.533), que os rapazes (média = 77.446; SD = 13.418); (Rank Sun= 24539.50; U= 8429.500; Z= -5.344; p=.000). A satisfação corporal foi associada com a QVRSO, (r=.418; p=.000), mostrando que quanto melhor a QVRSO melhor a satisfação com a imagem corporal dos adolescentes. Conclusão: Os resultados sugerem que a Saúde Oral deveria ser promovida para que a satisfação com a imagem corporal e a QVRSO dos adolescentes melhorassem.

Comportamento Violento em Adolescentes. Uma Evidência numa Escola Secundária

Introdução: É incontestável que um adolescente com condutas violentas perturba toda uma dinâmica familiar. Mas será que ele não é a vítima das disfunções familiares preexistentes? Será que o comportamento violento não é um sinal de alerta? O adolescente, muitas vezes vulnerável, expõe-se a situações de vida até então desconhecidas, podendo adoptar condutas associais, como comportamentos violentos, com consequências para a sua saúde mental. Objectivos: Propomo-nos analisar a influência das variáveis sócio-demográficas no comportamento violento em adolescentes e identificar a interferência das variáveis de contexto familiar no comportamento violento em adolescentes. Metodologia/Métodos: Tendo em consideração a nossa Questão de investigação “Será que o comportamento violento em adolescentes é influenciado pelas variáveis sócio-demográficas e de contexto familiar?”, realizámos um estudo quantitativo, analítico, descritivo, correlacional, transversal e não experimental, numa amostra de 920 indivíduos de ambos os sexos com uma média de idades de 16 anos. Para proceder à colheita de dados utilizamos um questionário de dados pessoais e o Inventário de Hostilidade Buss-Durkee. Resultados/Conclusões: Amostra constituída por adolescentes, com idades compreendidas entre os 14 e 20 anos (34,7%); Sexo feminino (54,5%); Frequentam o 10º ano  (35,5%); A zona de residência familiar é a cidade (68,7%); Coabitam com os pais (82,9%); Estado civil dos pais, casados (86,3%); Habilitações literárias do pai, ensino superior (33,9%); Habilitações literárias da mãe, ensino superior (41,2%); Rendimento mensal dos pais, médio (53,6%). Podemos afirmar que as variáveis: sexo, local de residência, habilitações literárias do pai, habilitações literárias da mãe e o rendimento mensal, influenciam o comportamento violento em adolescentes. Sugestões: Consideramos a escola, como meio promotor de saúde mental; De primordial importância, a figura do professor de referência, que poderá ser o director de turma ou o professor mais significativo para o aluno e para os encarregados de educação. Este professor desempenha um papel fundamental no acompanhamento do indivíduo, desde idades mais precoces até á adolescência, identificando factores desencadeantes, intrínsecos e extrínsecos, do comportamento violento, intervindo junto dos jovens e família, evitando a evolução deste tipo de comportamento, promovendo a saúde mental e prevenindo a doença mental e, consequentemente, a marginalidade e a delinquência.

Year

2016

Creators

Cruz, C. Almeida, M. Pinto, R. Aleluia, S.

Comportamentos Suicidários em Estudantes do Ensino Superior: Factores de Risco e de Protecção

Neste artigo abordam-se algumas questões relacionadas com os comportamentos suicidários em estudantes do Ensino Superior, tendo por base uma revisão sistemática da literatura. Neste contexto, faz-se o enquadramento conceptual dos comportamentos suicidários, clarificando os conceitos de Ideação suicida, Tentativa de suicídio, Para-suicídio e Suicídio. Partindo de alguns dados epidemiológicos disponíveis, faz-se uma reflexão sobre a dimensão desta problemática, possíveis causas dos comportamentos suicidários e dos factores mais recorrentemente associados ao risco de suicídio nos jovens. Procura-se realçar a importância do reconhecimento de possíveis indicadores de risco e de protecção nos domínios da promoção da saúde mental dos jovens e da prevenção do suicídio em meio académico.

Year

2016

Creators

Gonçalves, A. Freitas, P. Sequeira, C.

Adaptação dos Idosos Institucionalizados

Neste artigo é estudada a adaptação dos idosos institucionalizados. Pretendemos determinar em que medida as respostas dadas pela instituição e as relações com a família estão associadas à adaptação e expectativas da qualidade de vida do idoso institucionalizado. O estudo realizado é de natureza qualitativa e quantitativa, correlacional e transversal. Para tal, analisámos uma população de 120 idosos institucionalizados na Santa Casa da Misericórdia de Cinfães, no distrito de Viseu, através de um inquérito por questionário, aplicado durante o mês de Novembro de 2009. A variável em estudo refere-se às condicionantes e características da adaptação do idoso à instituição e é medida por indicadores quantitativos, isto é, por variáveis independentes de natureza pessoal e sócio-demográficas e por variáveis relativas à experiência do idoso na instituição. Apesar dos elevados níveis de satisfação relativamente aos cuidados prestados pela instituição e às instalações, os idosos inquiridos revelaram níveis de insatisfação e tristeza no que toca ao contexto familiar, à falta de autonomia, à existência de doenças e outras limitações físicas. Verificou-se, ainda, que o meio de onde provêm os idosos tem influência no processo de adaptação, uma vez que são pessoas com uma ligação forte ao local onde nasceram e constituíram família. Foi ainda possível constatar a existência de uma ligação forte entre o ambiente familiar e o processo de adaptação à instituição, sendo o primeiro determinante na integração bem sucedida do idoso.

Year

2016

Creators

Carvalho, P. Dias, O.

Funcionalidade Familiar e Qualidade de Vida dos Idosos

O crescimento significativo do envelhecimento da população surge como tema de grande actualidade nas ciências sociais, relatando a literatura que o suporte familiar, a par do estado de saúde e do contexto situacional do idoso, constitui um pilar importante na promoção da Qualidade de Vida (QDV) dos idosos. Neste contexto, realizámos um estudo analítico correlacional, com a finalidade de avaliar a qualidade de vida dos idosos e analisar a influência das variáveis sócio-demográficas e de contexto familiar na qualidade de vida. Objectivo: Avaliar a qualidade de vida dos idosos e analisar a influência das variáveis sócio-demográficas e de contexto familiar com a variabilidade da qualidade de vida dos idosos. Metodologia: Estudo transversal realizado numa amostra de 210 idosos do concelho de Tondela, com idades compreendidas entre os 60 e os 95 anos (M=72,91; Dp=6,095); Resultados: A qualidade de vida é mais elevada nos idosos de menor idade (r = -0,192; p = 0,005) e com melhor funcionalidade familiar (r = 0,297; p = 0,000); Conclusão: Face às evidências apresentadas, inferimos que as variáveis estudadas, designadamente a idade e a funcionalidade familiar influenciam a QDV, impondo-se considerá-las quando se planeiam acções de promoção da Qualidade de Vida dos Idosos.

Year

2016

Creators

Andrade, A. Martins, R.

Adesão ao regime Terapêutico na Doença Crónica: Revisão da Literatura

Na actualidade, uma percentagem significativa da população mundial depara-se com a necessidade de tomar medicação e de adoptar medidas para controlar e tratar, tanto as patologias agudas como as crónicas. Os doentes portadores de patologia crónica são os que menos aderem à terapêutica. Estima-se que, nos países desenvolvidos, apenas 50% dos doentes crónicos cumprem o tratamento acordado com o profissional de saúde, condicionando a economia, o bem-estar e a qualidade de vida da sociedade. A compreensão deste fenómeno implica tomar conhecimento dos vários modelos conceptuais existentes, bem como analisar os seus pressupostos teóricos. É de capital interesse conhecer os factores que influenciam a adesão, percebendo a associação estabelecida entre variáveis internas e externas ao doente, assim como as variáveis relacionais. Desta forma, poder-se-ão delinear estratégias que promovam a adesão ao regime terapêutico, quer a nível educacional, quer comportamental, ou conjugando as duas dimensões. Na avaliação da adesão terapêutica poder-se-á recorrer a métodos directos e indirectos, sendo os directos mais fidedignos, mas menos utilizados devido ao seu elevado custo.

Year

2016

Creators

Dias, A. M. Cunha, M. Santos, A. Neves, A. Pinto, A. Silva, A. Castro, S.

Editorial

O número 39 de Millenium que agora se publica, sendo o último de 2010, apresenta-se com algumas novidades quanto à forma, sem contudo de algum modo comprometer ou beliscar a identidade da revista, laboriosamente construída ao longo dos anos. De tais novidades são exemplo, entre outras, a existência, em cabeçalho, de um lembrete bibliográfico, identificando bibliograficamente cada artigo, a existência de resumo e de palavras-chave em duas línguas, na língua original em que foi escrito o artigo e em inglês, a inclusão, no final de cada texto, das respectivas datas de recepção e de aceitação, a identificação dos autores da contribuição, incluindo a sua afiliação institucional, se a tiver, e respectivo endereço de correio electrónico, privilegiando e possibilitando-se, deste modo, o contacto directo entre leitores e autores… A introdução destas inovações insere-se no percurso, paulatinamente seguido por Millenium, para se adequar e corresponder às exigências de uma revista científica, que possa candidatar-se a indexação em bases de dados de revistas científicas, de acesso aberto, nacionais e internacionais, como por exemplo a scielo.pt, e, por esta via, a scielo.org, bem como latindex, redalyc ou redepisteme, entre outras.

Year

2016

Creators

Fonseca, Maria de Jesus

A Imigração Lusófona na Região do Quebec: Reflexões sobre a Escolarização em Língua Portuguesa no Ano em que Saramago morreu

Este artigo é um tributo a José Saramago. O texto apresenta algumas reflexões acerca do papel da escolarização em língua portuguesa para imigrantes brasileiros instalados na região do Quebec, Canadá. A partir de pesquisa exploratória – estudo de caso/ narrativa autobiográfica – faz-se uma análise de aspectos relativos à política de emigração deste país da América do Norte. Este trabalho foi executado durante o período em que sua autora atuou como professora visitante na Université du Quebec à Trois-Rivières (UQTR) no ano de 2008 e durante os quatro primeiros meses de 2009, já como professora associada. Os dados coletados indicam desvalorização da escolarização feita na língua portuguesa e da cultura lusófona pela sociedade receptora. Tal situação se traduz em segregação no mercado de trabalho quebequense dos sujeitos desta pesquisa – selecionados como imigrantes qualificados justamente por serem escolarizados.

Percepção Estudantil da Qualidade do Ensino Superior Público no Alentejo (Portugal)

O problema da qualidade do ensino tem vindo a mobilizar muitos investigadores e recursos, como resposta à necessidade de se analisar a qualidade dos sistemas educativos. O presente artigo insere-se num projecto1 de investigação, tendo como propósito contribuir para a identificação e avaliação dos níveis de qualidade do ensino superior proporcionados pelos estabelecimentos de ensino superior do Alentejo, tomado a partir do indicador sucesso escolar. Neste sentido, foi construído um inquérito por questionário, o qual foi aplicado a estudantes que frequentavam cursos de licenciatura com melhor e pior rendimento académico da Universidade de Évora, do Instituto Politécnico de Beja e do Instituto Politécnico de Portalegre. Os dados obtidos traduzem uma satisfação globalmente positiva dos respondentes em relação às respectivas percepções do ensino que lhes é ministrado.

Year

2016

Creators

Cid, M. Saraiva, M. Pereira, D. Sampaio, A. Bonito, J.

Processo Ensino‐Aprendizagem: Características do Professor Eficaz

Com o objectivo de se conhecer a percepção dos dois principais intervenientes do processo ensino-aprendizagem acerca do significado de “bom professor”, consubstanciado, na prática, pelas características do professor eficaz, efectuou-se um estudo de natureza qualitativa, tendo-se recorrido à opinião de 40 alunos e 40 professores. Os depoimentos colhidos pela pesquisa de opinião, com recurso á técnica da entrevista, foram trabalhados seguindo os pressupostos da análise de conteúdo, sendo as opiniões categorizadas com o auxílio de uma matriz teórica que incorpora as seguintes dimensões: a) conhecimento específico; b) comunicação e linguagem; c) relacionamento; d) exigência; e) motivação; f) valores pessoais; g) cordialidade; h) recursos didácticos; e i) avaliação da aprendizagem. O facto de se ter optado por docentes de diferentes níveis de ensino, levou a identificar aspectos coincidentes e divergentes entre as opiniões expressas. O mesmo se veio a verificar com a inclusão de alunos de diferentes faixas etárias, que, retratando diferentes etapas do desenvolvimento, possibilitaram um conhecimento diferenciado relativamente aos factores que caracterizam um professor eficaz, em função do nível de ensino frequentado (superior versus secundário). Permitiu também uma comparação de opiniões entre alunos e professores. Sintetizando os resultados relativos à opinião dos professores, em função do nível de ensino onde exercem funções, podem-se identificar como aspectos importantes para reflexão: a) para os professores do ensino superior o atributo mais relevante que caracteriza um professor eficaz refere-se aos “valores pessoais”, já para os professores do ensino secundário é o “conhecimento específico”; b) a “comunicação  e linguagem” merece evidência por parte de ambos os grupos de professores, ao ser referenciada como uma variável de significativa importância para 60% dos mesmos, independentemente do nível de ensino onde exercem funções; c) a “motivação” e a “cordialidade” são referenciadas por 40% dos professores do ensino secundário como importantes características, contrapondo a opinião dos professores do ensino superior que não lhe atribuem qualquer referência. Uma análise global sobre o conjunto dos indicadores que, na opinião dos alunos, incorporam cada dimensão associada ao professor eficaz, permite identificar a preocupação e o reconhecimento da importância do “conviver”, do “conhecer”, e “do saber comunicar” como “os três pilares” em que assenta a qualidade do ensino/educação.

Year

2016

Creators

Albuquerque, C.

O Ensino Superior e a SIDA

Pensarmos, comprometermo-nos e agirmos em prol de uma escola melhor é um contributo para a construção de uma sociedade mais justa. Na escola não podemos apenas ensinar, necessitamos de aprender, questionarmos a situação actual, tentarmos melhorá-la e incentivar mudanças construtivas. A infecção VIH/sida, é categorizada como doença crónica, em que há a responsabilidade individual pela sua prevenção e pelos comportamentos que levaram à aquisição da mesma. Com a infecção VIH/sida surge o estigma, a discriminação, o isolamento imposto e o sofrimento apesar da resposta terapêutica, dependendo dos contextos sociais, familiares, culturais em que cada indivíduo está inserido. A infecção VIH/sida não escolhe idade, sexo ou estatuto social, mas é vivenciada por todos embora de formas diferentes. Estes factos levam a que jovens adultos, poderão estar em risco sem se aperceberem ou terem consciência de tal, porque na maioria dos casos ignoram os avisos relativos ao risco. Alguns estudos têm vindo a referenciar que este grupo não toma as precauções adequadas relacionadas com os comportamentos de risco contra a gravidez e contra as infecções sexualmente transmissíveis. O grupo dos adolescentes e jovens adultos constitui um desafio particularmente difícil na luta contra a SIDA.  Alguns destes jovens adultos constituem um grupo que faz a “ponte” entre os que se encontram infectados e o grupo mais vasto dos adolescentes e jovens adultos que não tem infecção ou que poderão já ser portadores assintomáticos. Perante a demora no desenvolvimento de uma vacina para a prevenção da infecção e na ausência de um tratamento eficaz da doença, a prevenção ocupa um lugar primordial no contexto de formas a utilizar contra esta grande ameaça colectiva. Devemos pois utilizar todos os recursos que nos proporcionam a informação e educação para a saúde, não esquecendo a luta contra a discriminação e marginalização dos doentes infectados como pilar fundamental.

Year

2016

Creators

Chaves, C. Pereira, A. Martins, R. Duarte, J. Dionísio, R.