RCAAP Repository
Equivalência de doçura entre os edulcorantes estévia e sacarose em kefir
Os alimentos elaborados a partir da inserção de microrganismos probióticos, são considerados como alimentos funcionais. Neste âmbito, o kefir pode ser classificado como um alimento funcional. Normalmente, o kefir é preparado sem adição de açúcar e devido ao fato do mesmo apresentar sabor ácido acentuado, a sua aceitação perante o consumidor é comprometida. Concomitantemente a sacarose tem sido considerada um vilão para a saúde humana, o que faz com que o maior desafio para a indústria de alimentos encontrar edulcorantes alternativos a sacarose e seguro para consumo. Diante disso o objetivo do presente trabalho foi determinar o equivalente de doçura do estévia em relação a sacarose. Foram preparados kefir com diferentes concentrações de sacarose e estévia. Ambos os tratamentos foram submetidos a testes sensoriais afetivos e discriminatórios, para a determinação da equivalência de doçura foi determinado a concentração de doçura ideal (de sacarose) a ser adicionado à amostra; sabe-se que a aceitação do kefir adicionado de sacarose é maior que do produto in natura. Com o acréscimo de diferentes concentrações de sacarose ao kefir foi determinada a concentração de doçura preferida pelos provadores. Em seguida provadores mais sensíveis selecionados por meio do teste de sensibilidade aos gostos básicos paara determinarem a equivalência de doçura por meio da estimação de magnitude. A equivalência de doçura do edulcorante estévia para a sacarose foi de 1,23% e sua potência edulcorante foi 6,5 vezes mais doce que a sacarose. A utlização do estévia em substituição a sacarose na elaboração do kefir torna-se uma alternativa para a indústria de alimentos.
2022-12-06T15:42:50Z
Grayce Laiz Lima Silveira Durães
Influência do fermento natural sobre as características microbiológicas, físico-químicas e perfil de textura do queijo minas artesanal da região Campo das Vertentes
O fermento natural tradicionalmente conhecido como pingo é amplamente utlizado na fabricação de queijos Minas artesanais. Ao mesmo é atribuído o papel de um dos principais agentes que confere identidade a esse alimento. Tal premissa implica que sem o fermentonatural haveria menor diversidade de queijos dentre as regiões e diante disso o uso do fermento natural tornou-se obrigatório para o queijo Minas artesanal. Todavia é preciso testar cientificamente essa premissa para comprovar a necessidade de utilização desse fermento edar respaldo a legislação vigente. Diante disso objetivou-se com este trabalho investigar o efeito da adição do fermento natural sobre as características microbiológicas, físico-químicas e perfil de textura dos queijos Minas artesanais da Região do Campo das Vertentes. Para isso, antes do experimento, fez-se uma revisão bibliográfica para buscar na literatura científica estudos correlatos ao objetivo supracitado. Sob uma perspectiva contrária, estudos mostram a existência de patógenos e alteradores nesse fermento o que abre a possibilidade para que omesmo comprometa a qualidade dos queijos. Para o experimento foram coletadas amostras de fermento natural de diferentes propriedades da região e levadas para a produção dos queijos com a utilização do fermento e sem o mesmo. As análises foram realizadas nos tempos: 7, 14, 21, 28 e 35 dias, com três repetições. Os resultados mostraram que o fermento exerceu algum efeito inibitório em grupos microbianos de queijos Minas artesanais dessa região. Todavia essa diferença não determina ação positiva ou negativa para os queijos. A continuidade dos estudos é necessária dada à obrigatoriedade da utilização do fermento e sob as condições estudadas não foi verificada a necessidade da sua utilização.
2022-12-06T15:40:48Z
Carolina Campos Cabrini
Atividade antioxidante e antimicrobiana de extrato aquoso de couve e potencial suplementar em bebida láctea fermentada
Devido às características da couve e a conscientização dos consumidores por produtos benéficos à saúde, objetivou-se avaliar o potencial antioxidante e antimicrobiano de extrato aquoso de couve e verificar a viabilidade de sua adição em bebida láctea fermentada. As folhas foram submetidas a quatro tratamentos: frescas trituradas em liquidificador, frescas pulverizadas em nitrogênio líquido, secagem em estufa por 72 h (45°C) e congelamento (-20°C), em seguida preparou-se os extratos aquosos na concentração de 0,1 g mL-1. Avaliou-se a atividade antioxidante com radical DPPH e determinou-se EC50 dos tratamentos. Foram determinadas a concentração de compostos fenólicos totais e flavonoides. A atividade antimicrobiana foi analisada pelo método de difusão em placas com discos de papel frente as bactérias: Staphylococcus aureus ATCC 43300, Escherichia coli ATCC 8759 e Salmonella choleraesuis ATCC 10708. Para a adição na bebida escolheu-se o tratamento que apresentou resultados satisfatórios nas análises de atividade antioxidante, determinação de fenólicos e flavonoides em função do extrato. Preparou-se a bebida láctea fermentada adicionada do extrato de couve de folhas secas nas concentrações de 5%, 10%, 15%, 15% com sorbato e o controle (sorbato de potássio a 3,0%). A análise antioxidante da bebida também foi feita utilizando-se o radical DPPH. Em todas as bebidas produzidas foram feitas as contagens de bactérias láticas. O delineamento foi inteiramente casualizado e as médias comparadas pelo teste Tukey a 5% de significância. As folhas recém-colhidas submetidas às técnicas de trituração (63,16%) e pulverização (62,04%) não se diferiram estatisticamente. Já as folhas secas (78,75%) e congeladas (71,20%) apresentaram os maiores valores de atividade antioxidante. As folhas secas e as congeladas apresentaram valores de EC50, respectivamente, 10 e 43,8 mg mL-1 e as folhas frescas pulverizadas e frescas trituradas apresentaram maiores valores de EC50 (61,77 e 76,15 mg mL-1), portanto quanto menor a EC50 maior é a atividade antioxidante. As folhas secas, congeladas e frescas pulverizadas não diferiram estatisticamente quanto aos compostos fenólicos apresentando valores médios de 43,53; 42,94; 40,22 mg EAG/g peso seco, respectivamente. Já as folhas frescas trituradas apresentaram menor teor de fenólicos, com média de 29,89 mg EAG/g peso seco, mas não se diferiram das frescas pulverizadas. As folhas secas, congeladas e frescas trituradas não se diferiam estatisticamente quanto aos flavonoides, com valores médios de 14,59; 11,53; 9,22 mg EQ/g peso seco, respectivamente. E as folhas frescas pulverizadas apresentaram o maior teor de flavonoides (26,83 mg EQ/g peso seco). Nesse experimento, os extratos aquosos de couve não apresentaram atividade antibacteriana frente aos microrganismos estudados. A bebida láctea com 15% de extrato e a bebida com 15% com sorbato não diferiram estatisticamente e apresentaram maior atividade antioxidante. A bebida láctea fermentada já possui o potencial antioxidante e a adição de 15% do extrato aquoso de folha de couve seca aumentou mais de três vezes este potencial. Quanto à contagem de bactérias láticas, todas as bebidas preparadas atenderam a legislação vigente com valores superiores a 106 UFC mL-1. Portanto, o extrato aquoso de couve é promissor para adição em bebida láctea fermentada, pois apresenta alta atividade antioxidante, compostos fenólicos e flavonoides, pode inibir a oxidação da bebida e é de fácil manipulação por utilizar água como solvente.
2022-12-06T15:42:35Z
Luana Cristina Rodrigues da Silva
Eficiência da uréia com inibidor de urease no cultivo irrigado da forrageira Tithonia diversifolia
A Tithonia diversifolia destaca-se como planta forrageira pela elevada produção de biomassa, alto valor nutritivo, boa aceitação pelos animais, rusticidade e por apresentar ciclo de vida perene. Entretanto existem poucos estudos sobre a demanda nitrogenada dessa forrageira, bem como o uso da ureia com inibidores de urease em sistemas irrigados, com a finalidade de aumentar a eficiência de utilização do nitrogênio em cultivos agrícolas. O objetivo com este estudo foi avaliar a eficiência de utilização da ureia com o inibidor de urease N-(n-butil) tiofosfóricotriamida (NBPT®) no cultivo irrigado de T. diversifolia. Utilizou-se o delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições, em esquema fatorial 2 x 5, sendo o primeiro fator a ureia associada ou não com inibidor de urease NBPT® e o segundo as doses 0, 50, 100, 150 e 200 Kg ha-1 de N. A eficiência de utilização da ureia com ou sem inibidor foi caracterizada por meio da avaliação de perdas de N por volatilização e pela capacidade de produção da T. diversifolia. As perdas de N no solo foram mensuradas aos 3, 6, 9, 12, 15 e 18 dias após a aplicação dos tratamentos. Caracterizou-se nas plantas a massa seca, o teor de clorofila a, clorofila b, clorofila total e a taxa fotossintética. As maiores perdas de N-NH3 foram observadas no 6º dia após aplicação, nos tratamentos sem inibidor de urease e nas maiores doses de ureia. Para taxa fotossintética na dose de 135,43 kg ha-1 de N no tratamento com NBPT®, obteve-se a maior taxa fotossintética de 42,36 cmol CO2 m-² s-¹ aos 60 dias após adubação. Com o aumento da dose de N no solo obteve-se incremento nos teores de clorofila com o uso do NBPT®, sendo observada na dose 153,50 Kg ha-1 de N, aos 60 dias o máximo teor de clorofila a, e na dose de 176,16 e 147,00 Kg ha-1 de N o máximo teor de clorofila b e total. A utilização de NBPT® reduz a perda de N-NH3 a menos de 5% das doses aplicadas. A adubação com ureia na dose de 50 kg ha-1 de N com NBPT® apresenta maior eficiência agronômica e menor custo por kg ou biomassa produzido, em comparação com as demais doses de fertilizantes aplicado. O uso do inibidor promove resposta positiva nos teores de clorofila, taxa fotossintética e, consequentemente, maior crescimento e produtividade da T. diversifolia.
2022-12-06T15:45:12Z
Éden Eduardo Alves Ribeiro
Influência de óleos essenciais na microbiota intestinal de frangos de corte
A busca por produtos naturais que apresentam atividade antimicrobiana tem se intensificado devido ao surgimento de cepas bacterianas resistentes a antibióticos. Entre os produtos que podem ser usados em substituição aos melhoradores de desempenho, encontram-seos produtos de origem vegetal, como os óleos essenciais os quaistêm se destacado pela ação antimicrobiana. Assim o presente estudo foi desenvolvido para avaliar a influência dos óleos essenciais de capim-limão (Cymbopogon flexuosus) e chá-de-pedestre (Lippia aff. rotundifolia) sobre a microbiotaintestinal de frangos de corte, alimentados com dietas contendo óleos essenciais. As dietas consistiram de: ração controle (sem antimicrobiano ou melhorador de desempenho), ração controle com antibióticos (Enramicina e Salinomicina), ração controle com 120mg de óleo essencial de capim-limão e ração controle com 120mg de óleo essencial de chá-de-pedestre. O experimento foi conduzido no delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e três repetições. Foram avaliadas a contagem de aeróbios mesófilos, coliformes totais e coliformes termo tolerantes e a presença de E.coli e Salmonellasp, nos seguimentos duodeno, jejuno e íleo. Não houve diferenças significativas entre os tratamentos (P<0,05),portanto o uso dos óleos essenciais como aditivos em rações para frangos de corte, não afetou a microbiota intestinal.
2022-12-06T15:44:39Z
Edna Helenice de Almeida
Folhas de Mangifera indica como alternativa nutricional e para o controle de Haemonchus contortus em ovinos
Essa pesquisa foi conduzida com o objetivo de avaliar os parâmetros parasitológicos e sanguíneos de ovinos infectados experimentalmente com Haemonchus contortus tratados com extrato aquoso (EA) das folhas de manga ubá (Mangifera indica L., var. ubá), assim como, avaliar a influência do feno triturado das folhas para borregas desmamadas antes e após a infecção com esse nematódeo. No primeiro experimento foram avaliadas coproculturas quantitativas com sete tratamentos e cinco repetições: fosfato de levamisol (0,3 mg/g), controle (H2O destilada) e cinco concentrações do EA entre 1,81 - 29,1 mg/g. In vivo foi avaliada a ação anti-helmíntica do EA de M. indica em cordeiros Santa Inês, divididos em dois grupos homogêneos contendo 10 animais cada, sendo um grupo tratado com o EA da mangueira a 0,601 g/kg/PC e outro não tratado. Foram realizadas coletas de sangue para análise dos parâmetros hematológicos e bioquímicos séricos. Amostras de sangue foram coletadas nos dias 0, 7, 14, 21 e 28 do experimento. Observaram-se eficácias entre 42,5 a 88,7% para inibição do desenvolvimento larval, diferindo estatisticamente do tratamento com água destilada, e constatou-se dose dependência (p<0,05). No teste in vivo o EA apresentou eficácia de 41,8% para redução de ovos nas fezes após 28 dias do tratamento. No segundo experimento as folhas da planta desidratadas e moídas foram incluídas na dieta de borregas mestiças Santa Inês x Dorper, tratadas inicialmente com Albendazol para eliminar infecção com nematódeos. Os animais foram divididos em grupos homogêneos, um alimentado com o feno das folhas da mangueira e o outro não. As borregas foram confinadas em baias individuais com piso de areia e receberam dieta para crescimento contendo 50% de volumoso e 50% de concentrado. As borregas tratadas receberam o feno triturado na proporção 5g/kg de peso corporal (PC) em substituição a silagem de sorgo. O crescimento, consumo alimentar (CA) e desempenho foram avaliados semanalmente e os animais foram inspecionados para verificar possíveis alterações clínicas ou comportamentais. Uma vez por semana as borregas foram pesadas em balança digital e avaliou-se o consumo alimentar e para cada período foram avaliadas as medidas morfométricas. No 21º dia do experimento, os animais de ambos os grupos foram inoculados com 800 larvas infectantes de H. contortus/kg de PC. O feno das folhas da mangueira foi fornecido até os 35o, antes que os nematódeos completassem a maturidade sexual no abomaso. Para análise dos parâmetros hematológicos, foram realizadas três coletas em cada animal referentes ao período um (antes dos animais começarem a receber a dieta contendo as folhas durante o período de adaptação, dia -14), período dois (os animais estavam recebendo o tratamento e não estavam infectados, dia 7) e período três (final do tratamento e animais já infectados com H. contortus, dia 30). Posteriormente as fezes foram coletadas nos dias 42, 44, 46 e 48 dias para quantificação do número de ovos por grama de fezes (OPG) pela técnica de Mc-Master. O experimento foi conduzido em delineamento em parcelas subdivididas (dois tratamentos x dois períodos) com oito repetições. As médias foram comparadas utilizando o teste de Scott-Knott a 5% de significância. Quanto ao segundo experimento, o ganho de peso corporal foi menor no segundo período para ambos os grupos de borregas desmamadas, período que estavam infectadas. Não houve diferença na CA entre os grupos de animais e entre os períodos avaliados. No segundo período as borregas infectas e tratadas com o FFM apresentaram EA superior ao grupo não tratado. Não constatou-se diferenças significativas entre as médias do OPG para os grupos de borregas e para os dias avaliados. Entretanto, verificou-se interação significativa dos tratamentos e períodos avaliados para as contagens de eosinófilos, que apresentaram concentrações superiores no grupo tratado nos dois últimos períodos avaliados. Concluiu-se que a administração do EA de manga ubá reduz OPG animais infectados após 21 dias do tratamento e promove melhor escore de Famacha© e concentrações de eritrócitos, hemoglobina, hematócrito e -globulinas superiores em relação ao grupo controle. Adicionalmente, a utilização do feno triturado das folhas de M. indica na alimentação de cordeiros desmamados apresentou se como uma alternativa viável, já que não comprometeu o desempenho e melhorou a EA quando os animais estavam infectados com H. contortus.
Emissão de inflorescência, biologia reprodutiva e armazenamento de grãos de pólen em Butia capitata (Mart) Becc sob condições de cultivo
O coquinho azedo (Butia capitata (Mart.) Becc.) é uma palmeira nativa do cerrado com grande importância econômica e ecológica. Atualmente, o extrativismo, associado ao desmatamento, contribuíram para enquadrar o coquinho azedo na categoria de vulnerável à extinção. Os objetivos do trabalho foram caracterizar a emissão de inflorescências, descrever aspectos da biologia reprodutiva e avaliar o potencial de armazenamento dos grãos de pólen de Butia capitata (Mart.) Becc. No primeiro experimento, foi marcada uma folha flecha por indivíduo, uma em maio e outra em novembro de 2016, acompanhado-as até a colheita do cacho na sua axila. No segundo experimento, 15 inflorescências foram avaliadas da abertura até a senescência de cada flor, para a caracterização da biologia floral, observando alterações na sua morfologia. Para avaliação da receptividade estigmática, durante dez dias, as flores de oito indivíduos foram imersas em solução de peróxido de hidrogênio (H2O2) 6%, durante 5 minutos. Também, quinze inflorescências foram monitoradas, diariamente, quanto à presença de flores estaminadas e pistiladas em antese, além da ausência de flores em antese. No terceiro experimento, foi avaliada a capacidade de armazenamento dos grãos de pólen os quais foram armazenados por seis meses em três condições: ambiente (± 25°C), geladeira (4°C ± 2) e freezer (-20°C ± 2). A vitalidade desses grãos foi determinada por meio da germinação in vitro. No quarto experimento, foram realizados os testes com o sistema reprodutivo: xenogamia, autopolinização manual, autopolinização espontânea, apomixia e polinização aberta. As folhas marcadas, em novembro de 2016, apresentaram crescimento vegetativo mais rápido, reduzindo o tempo necessário para o aparecimento de espatas na sua axila. Além disso, o número de espatas produzidas por essas folhas foi maior do que as folhas marcadas em maio. Consequentemente, a produção de cachos e peso dos frutos também foi maior. A ausência de antese das flores dos dois sexos na inflorescência demonstra que o fluxo de pólen dentro dela é raro, predominando, na espécie, a polinização cruzada. Os grãos de pólen armazenados na geladeira e no freezer apresentaram crescimento do tubo polínico até os 180 dias, diferindo-se, significativamente, dos grãos armazenados em temperatura ambiente, que apresentaram pequena taxa de germinabilidade somente no primeiro mês. A polinização cruzada e a aberta foram superiores aos demais tratamentos. Para a autopolinização espontânea e apomixia, não foram observados fixação de frutos, enquanto à autopolinização artificial, apesar de uma pequena taxa, houve frutificação.
2022-12-06T15:49:23Z
Wlly Polliana Antunes Dias
Produtividade e qualidade física e fisiológica de sementes de genótipos de alface produzidas sob o manejo orgânico
No Brasil, grande parte do cultivo orgânico de hortaliças é feita com sementes convencionais e, apesar da demanda, a oferta de sementes nesse sistema ainda é pequena, assim como os estudos acerca do assunto. O presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de avaliar a produtividade e qualidade de sementes de genótipos de alface produzidas em dois anos consecutivos no sistema de manejo orgânico. O trabalho foi conduzido no Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais. Foram instalados dois plantios em condições de campo aberto correspondendo às estações de outono/inverno em 2016 e 2017. Foram avaliados 10 genótipos de alface, sendo sete delas oriundas do banco de germoplasma da Embrapa Hortaliças e três adquiridas do comercio local, em quatro repetições, e o manejo orgânico consistiu na utilização de biofertilizante suíno e a colheita das sementes ocorreu de forma manual. Foram realizadas as avaliações: produtividade das sementes em kg ha-1; testes físicos (grau de umidade e peso de 1000 sementes); teste de germinação e de vigor (primeira contagem de germinação, índice de velocidade de germinação e massa seca de plântulas). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância conjunta e, em caso de efeito significativo, de acordo com o teste F para tratamentos, foi utilizado o teste de Scoot Knott a 5% de probabilidade para agrupamento das médias. O genótipo Cubana e os dois genótipos Grand Rapids produtividades foram superiores nas condições testadas. Em 2016, foram registrados os maiores graus de umidade nas sementes e, em 2017, os maiores pesos de sementes. Somente os dois genótipos Grand Rapids atingiram o padrão mínimo de germinação estabelecido para a comercialização (80%). Vanda e AC 5058 apresentaram melhores desempenho nos dois anos para os testes de vigor de IVG e primeira contagem de germinação, e Cinderela para o teste de massa seca de plântulas.
2022-12-06T15:44:56Z
Josiany Thamara Alves Souza
Floroglucinol no cultivo in vitro da bananeira
O flogroglucinol é um composto fenólico conhecido por suas propriedades associadas à promoção do crescimento das plantas, entretanto aplicações e efeitos no cultivo in vitro vegetal raramente são relatados. O presente trabalho teve como objetivo determinar a melhor concentração do floroglucinol para o crescimento e multiplicação das bananeiras Prata Gorutuba e Grand Naine em três sistemas de cultivo. No primeiro trabalho, foram avaliadas as características altura, diâmetro, número de folhas e número de raízes de três clones da bananeira Prata Gorutuba em meio líquido e semissólido. No segundo trabalho, foram avaliadas as características altura, diâmetro, número de folhas, comprimento de folhas, número de raízes e comprimento de raízes das cultivares Prata Gorutuba e Grand Naine em biorreatores de imersão temporária. Para meio líquido e semissólido, observou-se que o floroglucinol associado ao BAP e ANA, influenciou no desenvolvimento dos explantes dos clones da banana Prata Gorutuba, indicando, também, um comportamento diferente sob os meios (líquido e semissólido) empregados. Já para o cultivo em biorreatores, o floroglucinol teve influência sobre o desenvolvimento dos explantes dos clones de Prata Gorutuba e da cultivar Grand Naine. No entanto a testemunha (sem floroglucinol) apresentou resultados significativamente superiores aos tratamentos com o floroglucinol o qual, associado à citocinina e à auxina, influencia no desenvolvimento das cultivares Prata Gorutuba e Grand Naine, mostrando diferenças sob os meios empregados.
Composição bromatológica de genótipos de sorgo no município deSão João del-Rei
Objetivou-se avaliar a composição bromatológica de genótipos de sorgo silageiro. O experimento foi conduzido no Campus Tancredo Neves da Universidade Federal de São João del-Rei no período de dezembro de 2015 a julho de 2017. O delineamento utilizado foi em blocos ao acaso em esquema fatorial 2 × 11, constituído por dois anos de avaliação e 11 genótipos, sendo 9 experimentais e duas testemunhas comerciais. As plantas de sorgo foram colhidas após 95 dias, próximo ao ponto de grãos pastosos para farináceos (entre 30 e 40% de matéria seca na planta). Foram avaliados os teores de proteína bruta (PB), conteúdo celular (CCEL), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), celulose (CELU), hemicelulose (HEMI) e lignina (LIG). Foi observado efeito significativo de genótipo para todas as variáveis do estudo (P<0,05), já o efeito de ano foi observado sobre os teores de HEMI, não sendo encontrada interação genótipo x ano significativa para nenhuma variável. Os teores de PB variaram entre 6,55 e 9,36%, e os de CCEL variaram entre 32,55% e 44,13%. Os teores encontrados de FDN variaram entre 55,87% e 67,45%, e FDA 29,21% e 41,55%. Dentre os genótipos avaliados, o 13F26005 e 13F23019 possuem melhor perfil bromatológico, apresentando menores teores de FDN e FDA, e maiores teores de PB e CCEL.
2022-12-06T15:46:46Z
Bárbara Martins Rodrigues
Avaliação de aminoácidos como palatabilizantes hídricos para gatos
Foram conduzidos dois experimentos com objetivo de avaliar a palatabilidade; o coeficiente de digestibilidade aparente dos nutrientes; características fecais e urinárias; parâmetros hematológicos e concentrações séricas de ureia e creatinina, para gatos adultos. Noexperimento 1, foi realizado o teste de palatabilidade e de consumo de água que avaliou a inclusão de 0,5% de L-prolina, L-ornitina ou L-cisteína na água. Foram avaliados a primeira escolha, primeiro consumo e consumo total de água com aminoácido comparada com a água controle. O experimento 2 foi composto pelo teste de digestibilidade e avaliação da qualidade fecal, parâmetros urinário, hemograma e concentrações séricas de ureia e creatinina, em gatosconsumindo água com a inclusão de 0,5% de L-prolina. Os gatos não demonstraram preferência entre à água contendo aminoácido. Dentre os aminoácidos a água contendo Lcisteína foi a de menor abordagem no primeiro consumo. O mesmo foi observado para o consumo. No segundo experimento a inclusão da L-prolina na água não alterou o consumo de alimento, a sua digestibilidade e a qualidade fecal dos animais. O consumo de água foi o mesmo entre os tratamentos, não modificando também os nos parâmetros urinários. Para as avaliações sanguíneas, não houve diferença significativa entre tratamentos. Todos os parâmetros se apresentaram dentro dos limites fisiológicos para a espécie, exceto para os parâmetros de monócitos, eosinófilos e ureia, que se mostraram acima do preconizado. A adição dos aminoácidos na concentração estudada não foi suficiente para aumentar oconsumo de água. No entanto, a água adicionada de L-prolina a 0,5% não influenciou a digestibilidade da dieta, os parâmetros urinários e os parâmetros sanguíneos avaliados.
2022-12-06T15:40:16Z
Lizia Cordeiro de Carvalho
Atributos sensoriais da carne de codorna de corte alimentada com farinha de barata de Madagascar
Este estudo avaliou o efeito da inclusão de farinha de Barata de Madagascar (Gromphadorhina portentosa) em dietas para codornas europeias sobre atributos sensoriais por meio de testes de aceitação, intenção de consumo, intenção de compra e teste triangular. Utilizou-se de 234 codornas de corte da linhagem ICA1 de um dia de idade e ambos os sexos. Estas foram aleatoriamente submetidas a 3 dietas distintas: grupo controle (0% de farinha de barata de madagascar), 6% e 18% de farinha de barata de madagascar em relação ao g/kg de ração. As dietas foram isoproteicas e isoenergeticas. Foram realizadas 6 repetições com 13 codornas em cada gaiola. Os animais foram abatidos aos 35 dias de idade. Os testes de aceitação foram avaliados por meio de escala hedônica de 9 pontos enquanto o de intenção de consumo e compra foram por escala de 7 e 5 pontos respectivamente. Esses testes foram avaliados por 55 avaliadores não treinado, enquanto o teste triangular foi com 60 avaliadores não treinados. Não houve diferenças significativas (P>0,05) no teste de aceitação para nenhuma das variáveis analisadas (cor, aroma, sabor, maciez, avaliação global, intenção de compra e intenção de consumo). Não houve diferenças significativas (P>0,05) no teste triangular. Tal fato, comprova potencial substituição da soja por farinha de barata de Madagascar na alimentação de codorna, uma vez que não houve prejuízos sensoriais na carne para os avaliadores não treinados.
Residenciais de habitação de interesse social em Montes Claros/MG: estratégias e/ou adaptações de seus moradores
VIEIRA, Eliana de Araújo Vieira. 2018. 159f. Residenciais de Habitação de Interesse Social em Montes Claros/MG: estratégias e/ou adaptações de seus moradores. Dissertação (Mestrado em Sociedade, Ambiente e Território) Universidade Federal de Minas Gerais associada à Universidade Estadual de Montes Claros, 2018. Este estudo se propôs a analisar as estratégias utilizadas para o enfrentamento de entraves vivenciados no cotidiano de famílias de baixa renda moradoras em residenciais de Habitação de Interesse Social, do Programa Minha Casa Minha Vida, na área urbana do município de Montes Claros (MG). Inicialmente se realizou pesquisa bibliográfica, que buscou conceitos e formulações de autores que discutem a temática, partindo-se dos princípios de direito à moradia de todo cidadão, requisito fundamental para inclusão e justiça social. Posteriormente, breve retrospectiva histórica possibilitou compreender o percurso das políticas públicas brasileiras destinadas à habitação, desde a década de 1940 até a implantação do Programa Minha Casa Minha Vida, a partir de 2009, sendo explicitadas leis, normativas e critérios que o legitimam. Para coleta de dados, foram aplicadas entrevistadas semiestruturadas à famílias moradoras nos residenciais (Vitória I e Montes Claros), localizados em áreas periféricas nos extremos sul e norte da cidade de Montes Claros, permitindo análise comparativa dos dados coletados, que foram devidamente sistematizados e contabilizados. Os resultados alcançados foram analisados à luz do referencial teórico. Concluiu-se que devido à distância dos residenciais em relação à área central da cidade, além da infraestrutura precária de onde se localizam, não oferecendo fácil acesso à serviços públicos e privados, ao trabalho, ao comércio em geral, ao lazer, muitas têm sido as dificuldades cotidianas enfrentadas pelas famílias que neles residem, exigindo delas estratégias de enfrentamento nem sempre possíveis à todas, pois comprometem a renda familiar. A dificuldade com a locomoção tem exigido desde o percurso de longas distâncias a pé, até deixar filhos em casas de parentes para permanecerem nas escolas. Famílias chegam a pagar consultas médicas, buscar atendimentos em outros bairros, ou até mesmo não ter acesso a serviços da saúde. A ausência dos serviços de Casas Lotéricas exige deslocamento das famílias a bairros mais próximos ou à área central. Pessoas com deficiência chegam a informar senhas a familiares para pagarem contas e/ou receberem benefícios. O tamanho das casas nem sempre atende à quantidade de integrantes, fazendo com que famílias se esforcem para adequá-las, quando têm condições. As famílias com menor renda chegam ao ponto de utilizarem sala e cozinha como locais para dormir. Para garantir mais segurança e privacidade, famílias contam com ajuda de familiares e vizinhos para murarem os lotes. Contudo, nem todas o fazem. A infraestrutura básica não adequada dos residenciais faz com que os moradores convivam com ruas escuras, esgotos entupidos e ausência de segurança, mesmo já tendo sido solicitada pela comunidade solução a partir do poder público. Além desses aspectos, identificou-se que famílias separam valor da renda mensal, deixam de pagar outras contas, ou até mesmo de comprar alimentos, para garantir o pagamento das parcelas dos imóveis. Porém, devido a razões diversas, outras têm infringido essa norma do programa, comprometendo a permanência no imóvel. Todavia, mesmo com tantas dificuldades enfrentadas, comprometendo principalmente a renda familiar, gerando diversas insatisfações, famílias têm o interesse de permanência nos residenciais e aguardam melhorias futuras, para melhor qualidade de vida na casa própria.
2022-12-06T15:47:18Z
Eliana de Araújo Vieira
Propagação e estabelecimento de plantas de pequizeiro
Ainda são escassas as informações sobre o estabelecimento do C. brasiliense, após o plantio no campo, bem como estratégias que deveriam ser adotadas para garantir a sua sobrevivência, principalmente, do ponto de vista da necessidade hídrica. Neste sentido, o presente trabalho teve como objetivo avaliar métodos de propagação irrigados e não irrigados quanto à emergência, crescimento e fisiologia de plantas de pequizeiro em fase inicial de estabelecimento. O trabalho foi conduzido no delineamento em blocos casualisados em parcelas subdividas. As parcelas constituíram da presença e ausência de irrigação, enquanto as subparcelas foram constituídas pela semeadura de pirênios: recém-dispersos, recém-dispersos tratados com GA3, armazenados por 30 dias em galpão e armazenados tratados com GA3, e o plantio de mudas. Avaliaram-se a emergência e a sobrevivência de plantas, o desenvolvimento vegetativo, por meio do diâmetro do caule, altura da planta, número de folhas e área foliar. Obtiveram-se, ainda, taxas de carbono assimilado, condutância estomática, transpiração, além da eficiência no uso da água. Os dados foram submetidos à ANOVA, as médias comparadas pelo teste Tukey ao nível de 5% de significância. Nas parcelas irrigadas, o tratamento armazenado com GA3 apresentou emergência de plântulas superior de três meses do plantio. Após 16 meses do plantio, a emergência de plântulas estabilizou-se, com incrementos no tratamento recém- disperso sem GA3, de 2,5% para 21,8%, enquanto os tratamentos armazenados com e sem GA3 atingiram 28,6 e 31%, respectivamente. Nas parcelas sem irrigação, a emergência de plântulas não atingiu 6%. Pirênios recém-dispersos com GA3 permitiram maior sobrevivência de plântulas, já em mudas, mesmo irrigadas, a taxa de sobrevivência foi baixa, inferior a 50%, não diferindo das mudas não irrigadas. Independente do uso da irrigação, o incremento na taxa de crescimento das mudas foi superior às plântulas oriundas de pirênios, à exceção daqueles armazenados tratados com GA3. Em relação aos aspectos fisiológicos, a maior taxa de carbono assimilado, condutância estomática e maior eficiência no uso da água foram observados nas plantas irrigadas; embora a transpiração não tenha sido afetada pela irrigação, apresentou redução em julho. A irrigação influencia nos aspectos fisiológicos e na emergência de plântulas, assim como tratamentos pré-germinativos; o plantio de mudas e pirênios armazenados tratados com GA3 são alternativas mais indicadas no plantio de pequizeiro.
Polimorfismo floral e sistema reprodutivo da erva-baleeira (Varronia curasavica Jacq.) em banco de germoplasma
Varronia curassavica Jaqc. é um arbusto nativo, com uso medicinal e caracterizado pela presença de um polimorfismo floral. Diante disso, objetivou-se investigar a biologia floral, a morfometria floral e o sistema reprodutivo de Varronia curassavica Jacq. em banco de germoplasma no Norte de Minas Gerais. Foi descrita a biologia floral, dinâmica das inflorescências, caracterização morfométrica, calculado o índice de reciprocidade das flores, quantificação do número de grãos de pólen por morfo e viabilidade desses grãos e definição do sistema reprodutivo. Foram realizados os testes de polinização: polinização natural (controle), autopolinização espontânea e manual, apomixia, polinização cruzada intermorfos (cruzamento legítimo) e polinização cruzada intramorfos (cruzamento ilegítimo). A análise morfométrica demonstrou a presença de quatro morfos distintos, divididos em duas categorias de tamanho: 1) Longistila Grande (LG), 2) Brevistila Grande (BG), 3) Longistila Pequena (LP) e 4) Brevistila Pequena (BP). Foi observada reciprocidade dentro das duas categorias de tamanho, confirmando a herostilia. O número de grãos de pólen foi menor nas flores LG (1627), em que se diferenciou significativamente das demais, enquanto a menor viabilidade polínica foi observada nas flores LP (82%), que se distinguiram das demais. A abertura floral se inicia pela manhã com maior receptividade estigmática até as 11 h. V. curassavica é não apomítica, alógama obrigatória e dependente de polinizadores para a frutificação para os morfos LG, LP e BP, no entanto o morfo floral BG rompeu as barreiras da autoincompatibilidade e incompatibilidade heteromórfica. O sucesso reprodutivo da polinização natural foi acima de 20% nas flores LG, BG, LP (21-27%), enquanto BP apresentou frutificação média de 11%. Na autopolinização manual, apenas o morfo BG (21%) apresentou frutificação. As polinizações legítimas formaram frutos com os morfos longistilo e brevistilo atuando como doador e receptor de pólen. Foi observada frutificação média de 23% nos morfos de categoria pequena (LPxBP e BPxLP) e 53% nos de categoria grande (LGxBG e BGxLG). No teste dos cruzamentos ilegítimos entre as categorias, foi observada formação de frutos apenas, quando os morfos de categoria grande atuaram como progenitor feminino e os pequenos como progenitor masculino (LGxLP 14%) e BGxBP (23%). Esses resultados mostram que há flexibilização da compatibilidade diferenciada entre morfos, permitindo a proposição de distintos cruzamentos entre populações de interesse.
2022-12-06T15:46:31Z
Isabella Caroline Meira Pereira
Uso de resíduos de papel em compostagem agrícola
Nos dias atuais, a destinação correta de resíduos sólidos gerados no ambiente urbano tem sido tema de debates constantes por parte da sociedade civil e dos órgãos ambientais. É preciso garantir que os recursos naturais utilizados possam de alguma forma retornar ao ambiente e, de preferência, que este retorno seja vantajoso. O presente trabalho teve por objetivo avaliar compostos orgânicos produzidos a partir de esterco bovino com resíduos de papel de ambientes escolares, brancos e impressos com tinta preta. Em recipientes de 6 dm3 de capacidade produziu-se três composto orgânicos a partir de esterco bovino e resíduos de papel sulfite branco (relação 4:1) (RPB), composto de esterco bovino e papel sulfite impresso (relação 4:1) (RPI) e somente de esterco bovino (EPC). Nos compostos orgânicos produzidos, os teores de Pb e Cd ficaram abaixo dos limites de quantificação da metodologia utilizada. Realizaram-se dois cultivos consecutivos de alface. O primeiro cultivo foi realizado em vasos de 3 dm3, em delineamento inteiramente casualizado no esquema 4x3+1 com quatro repetições. Os tratamentos foram: quatro doses de composto orgânico, equivalentes a 20, 40, 80, 160 Mgha-1, três compostos (RPB, RPI e EPC) e a dose zero como tratamento adicional, sem adição de composto orgânico. O segundo cultivo foi realizado 90 dias após o primeiro, sem adubação adicional. No solo, houve aumento do pH, CTC, COS, teores de P, K, Ca e Mg, após 2 cultivos consecutivos. Os metais Ni, Cr, Pb e Cd não foram absorvidos pela planta após incorporação do composto orgânico ao solo após um período de três meses. A utilização de resíduos de papel de ambientes escolares em compostagem agrícola melhorou as propriedades do solo e aumentou a produção da alface, sendo as maiores produtividades obtidas no segundo cultivo. Os resultados indicam que esse tipo de composto apresenta efeito residual para um segundo cultivo de alface, sendo indicado como um condicionador e que esta tecnologia pode ser utilizada como descarte final de resíduos de papel.
2022-12-06T15:41:49Z
Rejane Pereira de Souza
Produção de mudas de eucalipto em vermicomposto com lodo de esgoto, resíduos vegetais e terra diatomácea
A busca por aproveitamento de resíduos tem sido a melhor maneira de contribuir para a sustentabilidade ambiental. Unindo o resíduo formado no tratamento do esgoto e o resíduo formado na produção de biocombustível é possível formar um substrato rico em minerais e matéria orgânica por meio da vermicompostagem. Os benefíciosquímicos do lodo de esgoto (LE) e os benefícios físicos da terra de diatomácea (TD) podem ter ação sinérgica e se tornar ótimos condicionantes do solo para várias culturas, inclusive o eucalipto. Dessa maneira, objetivou-se produzir um vermicomposto a partir de um pré-composto (PC) de lodo de esgoto e podas de jardinagem comdiferentes proporções de TD proveniente de processo de fabricação de óleo biocombustível. Os substratos foram acondicionados em recipientes de 100 L juntamente com minhocas Eisenia foetida com as seguintes proporções de PC e TD: T1:100%PC e 0%TD, T2: 92,47%PC e 7,53%TD, T3: 84,94%PC e 15,06%TD, T4: 77,41%PC e 22,59%TD e T5: 69,88%PC e 30,12%TD. O experimento no delineamentoem blocos casualizados foi constituído de 5 tratamentos e 5 repetições. Transcorridos 4 meses, foram retiradas amostras de cada tratamento e analisados os nutrientes e metais pesados. Um segundo experimento foi implantado com os substratos citados anteriormente e uma testemunha com substrato comercial, no qual foram cultivadasmudas de Eucalipto urophylla. O experimento foi feito no delineamento em blocos casualizados, com 6 tratamentos e 5 repetições. Transcorridos 90 dias, foi recolhido uma amostra de cada unidade experimental e levado ao laboratório para as análises denutrientes e metais pesados e análises físicas na planta, tais como diâmetro do coleto (DC), altura da planta (H), relação DC/H, índice de qualidade de Dickson (IQD) e massa frescae massa seca da planta. Os resultados foram analisados aplicando-se o 8 teste de Dunnett para a testemunha e ajustadas às equações de regressão para os demais tratamentos. O vermicomposto de lodo de esgoto, resíduos vegetais e terra diatomácea na proporção de 30,12% v/v atendeu a todos os critérios estabelecidos para uso agrícola e registro e comercialização do produto como composto orgânico, conforme estabelecido na Resolução CONAMA nº 375 e nas Instruções Normativas do Ministério da Agricultura (IN SDA 27/2006). De uma maneira geral, concluiu-se que ossubstratos formados a partir de vermicomposto e TD proporcionaram condições químicas e físicas adequadas e próximas do substrato comercial para o crescimento de mudas de E. urophylla.
Produção de adubo orgânico a partir do lodo de esgoto cultivado com Pennisetum purpureum e Urochloa brizantha, na presença e ausência de aeração e compostado
A compostagem é um dos principais processos de estabilização do lodo de esgoto, em que ocorre a mineralização da matéria orgânica e aumento da disponibilidade de nutrientes. Já a fitorremediação é um processo em que ocorre a extração, estabilização e/ou imobilização de metais pesados e compostos orgânicos tóxicos pelas plantas. Essas técnicas, isoladas ou em conjunto, visam à obtenção de um composto orgânico mais seguro a ser utilizado na agricultura. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi avaliar os atributos físicos, químicos e microbianos e o teor de HPAs em lodo de esgoto compostado, após cultivo com Pennisetum purpureum ou Urochloa brizantha na presença e ausência de aeração. O experimento foi conduzido em área experimental do ICA/UFMG, em DBC, com quatro repetições e esquema fatorial 2x2+2. Os fatores consistiram em cultivo de P. purpureum ou U. brizantha (densidade de plantio de 50 plantas/m2) em lodo de esgoto, com aeração intermitente (30 min on/off) por 60 dias (vazão de 0,14 m³ min-1 m-3) ou sem aeração. Os tratamentos adicionais foram sem cultivo com ou sem aeração. Após 90 dias de cultivo, a gramínea foi cortada, triturada e incorporada ao lodo de esgoto. Durante 60 dias, o material foi revolvido quinzenalmente e irrigado assim que necessário. Após esse período, o material foi coletado e levado para o laboratório, onde foram realizadas análises físicas, químicas, microbianas e de HPAs. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância com desdobramento dos tratamentos em contrastes ortogonais a 5% de probabilidade pelo teste F. Os atributos granulometria, densidade aparente e de partícula, porosidade, condutividade elétrica e capacidade de retenção de água apresentaram valores que adequa o lodo de esgoto produzido como substrato para produção de mudas. Em relação aos atributos químicos, houve aumento da CTC, relação CTC/C, disponibilidade de N e teores totais de P e Ca, com redução da relação C/N e teores totais de K e Mg, quando comparados à amostra inicial de lodo de esgoto. Os teores totais de Zn, Cu, Pb e Ni ficaram abaixo do limite máximo estabelecido pela resolução CONAMA nº 375. A atividade microbiana, avaliada pela respiração basal e acumulada, o C da biomassa microbiana e os quocientes metabólico e o microbiano demonstraram que os compostos orgânicos produzidos apresentaram-se estáveis. Dentre os 16 HPAs sugeridos pela resolução proposta pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA) para monitoramento, apenas seis foram quantificados no lodo de esgoto, dos quais seu somatório apresentou teor médio de 1,15 mg kg-1 ao final do experimento, sendo este valor, aproximadamente, cinco vezes inferior ao limite máximo permitido pela legislação. Pode-se concluir que o composto de lodo de esgoto produzido pode ser utilizado de forma mais segura em áreas agrícolas, diminuindo-se os riscos de contaminação do ambiente.
2022-12-06T15:41:34Z
Paulo Henrique Silveira Cardoso
Monitoramento de flavonoides totais e rotina em frutos de fava-danta (Dimerphandra mollis Benth.)
A fava danta (Dimorphandra mollis Benth) é uma espécie do Cerrado e, por suas inúmeras potencialidades fitoquímicas, possui alto potencial econômico. O fruto tem importância econômica, pois é de onde a indústria extrai princípios ativos como rutina, quercetina e ramnose, usados na fabricação de medicamentos e cosméticos. O ponto de colheita de plantas medicinais varia de acordo com o órgão da planta, estágio de desenvolvimento, época do ano e hora do dia. A determinação do melhor período de colheita permite o máximo aproveitamento pós-colheita do produto vegetal, por apresentar melhor qualidade dos compostos de interesse, sem o mínimo de perdas. Assim, objetivou-se avaliar a influência da época de coleta dos frutos e folhas de fava-danta sobre o teor de flavonoides totais e de rutina nos frutos. As coletas foram realizadas na zona rural do município de Montes Claros-MG. Realizaram-se cinco coletas, no período final de maturação dos frutos (0, 7, 14, 21, 28 dias), com intervalos de 7 dias e as épocas de 0, 7 e 14 dias apresentaram frutos ainda com coloração verde. Ao 21 dias, foram observados frutos marrons e outros verdes. No 28º dia, todos os frutos tinham coloração marrom. O estudo foi conduzido em delineamento em blocos casualizados. Foram selecionadas 10 árvores em produção, sendo coletados frutos e folhas em cada época de coleta. Para análises morfológicas, o comprimento, a largura e a espessura dos frutos foram mensurados. Foram determinados a matéria seca e o teor de umidade dos frutos. Folhas e frutos foram submetidos à análise de flavonoides totais, e o teor de rutina foi analisado em frutos por CLAE. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e, quando significativo o teste F, foram ajustadas equações de regressão para as variáveis, em função das épocas de coleta. O comprimento, a espessura e a largura do fruto não foram influenciados pela época de coleta dos frutos, assim como o teor de flavonoides, por espectrofotometria, no fruto e na folha. Para as características peso seco e umidade, o comportamento foi quadrático. O teor de rutina analisado por CLAE no fruto diferiu estatisticamente, sendo a primeira época com o maior teor médio de 14,3%. Conclui-se que as épocas de coleta avaliadas não influenciam o teor de flavonoides totais de fava-danta, entretanto há maior teor de rutina quando os frutos estão verdes.
2022-12-06T15:42:35Z
Iago Thomaz Dorosario Vieira
Controle de brotações de eucalipto por glyphosate em regime de reforma
O eucalipto apresenta grande capacidade de emitir brotações após o corte, o que permite a adoção da talhadia, manejo que apresenta vantagens como o rápido desenvolvimento do novo povoamento e menor impacto ao ambiente. No entanto alguns fatores podem impedir a adoção da talhadia, sendo necessária a reforma do povoamento. Ao reformar uma floresta de eucalipto, é necessário realizar o controle das brotações indesejáveis, favorecendo o desenvolvimento do novo plantio e o método químico é o mais adotado. Em razão de sua eficiência e ação sistêmica, o herbicida glyphosate é o mais adotado para essa operação. No entanto, muitas vezes, a eficiência de controle das brotações é variável, podendo ser atribuída às formulações utilizadas, à dose de produto empregada e à tecnologia de aplicação envolvida. Diante disso, realizaram-se dois experimentos com o objetivo de avaliar a eficiência de diferentes formulações de glyphosate e suas doses e duas formas de aplicação no controle de brotações indesejáveis de eucalipto em área de reforma. O primeiro ensaio foi realizado em esquema fatorial 3 x 5, contendo três formulações de glyphosate (sal de isopropilamina, sal de potássio e sal de amônio), mediante a aplicação em cinco doses 1080, 1440, 1800, 2160 e 2520 g ha-1 de glyphosate. O segundo ensaio foi realizado em esquema fatorial 2 x 5, contendo duas formas de aplicação (barra curta equipada duas pontas XT020 e barra longa, contendo 2 pares de ponta AI11003, angulados a 45 o e direcionados às brotações e cinco doses (1080, 1440, 1800, 2160 e 2520 g ha-1). As formulações de glyphosate interferiram no controle das brotações de eucalipto. Inicialmente aos 15 dias, após a aplicação (DAA), a formulação sal de potássio se destacou com controle superior às demais, no entanto, nas outras avaliações, as plantas tratadas com as demais formulações apresentaram controle semelhante. O nível de controle aumentou, proporcionalmente, à dose de produto aplicado durante todo o período avaliado. Plantas tratadas com doses menores apresentaram recuperação com a emissão de novos ramos. A altura das plantas tratadas também foi influenciada pela dose de glyphosate. Menores alturas foram observadas para as brotações submetidas à dose de 2520 g ha-1. Para os tratamentos com doses menores, a emissão de novas brotações foi elevada, com índices próximos a 40%. A aplicação com barra longa proporcionou melhor cobertura do alvo, resultando em controle superior das brotações ao final do período avaliado. O controle das brotações aumentou, de acordo com a dose de glyphosate aplicada, interferindo também na altura das brotações sobreviventes. Aplicações com doses menores permitiram recuperação das plantas com emissão de novos ramos oriundos do toco sem a presença de sintomas de intoxicação. O emprego da barra longa, associada à utilização de doses maiores de glyphosate, é eficiente para controlar as brotações de eucalipto em regime de reforma.
2022-12-06T15:49:06Z
Wendel Marlon Nascimento Costa