RCAAP Repository

Purificação e caracterização cinética da calicreína tecidual do rato (rk1) com os inibidores da tripsina: benzamidina, 4-aminobenzamidina e 4-nitrobenzamidina, e estudo comparativo com dados da literatira para a inibição da tripsina

O presente estudo consiste em purificar e determinar as características cinéticas da calicreína tecidual do rato (rK1), para futuramente formular inibidores enzimáticos seletivos para as calicreínas humanas. A princípio sintetizou-se e caracterizou-se o composto 4-nitrobenzamidina. A seguir, purificou-se a rK1, pelas etapas: DEAE-Sepharose (cromatografia de troca iônica) e Sepharose-aprotinina (cromatografia de afinidade). O peso molecular e a pureza da rK1 foram determinados por cromatografia em coluna de Superose 12 HR em equipamento FPLC. Os estudos da cinética da calicreína tecidual do rato rK1 com o substrato Bz-Arg-Nan na ausência e na presença da benzamidina, 4- aminobenzamidina e 4-nitrobenzamidina indicaram que a BzA é um inibidor competitivo enquanto que a ABzA e NBzA parecem ser inibidores do tipo misto

Year

2022-12-06T15:45:12Z

Creators

Daniel Tulio Alves Gontijo

Nanocápsulas: preparação, caracterização e marcação com 99mTC-HMPAO para estudos de biodistribuição em modelo experimental de inflamação

A identificação ou a correta exclusão da existência de focos inflamatórios é muito importante para o tratamento adequado de pacientes, possíveis portadores desses processos. Técnicas de medicina nuclear são conhecidas por sua sensibilidade no diagnóstico de condições patológicas como a inflamação. Alguns radiofármacos já têm sido utilizados para este fim, porém o aparecimento de efeitos colaterais, a difícil preparação e manipulação desses radiotraçadores têm incentivado a pesquisa por melhores agentes de diagnóstico. A proposta deste trabalho foi preparar, caracterizar e marcar nanocápsulas (NCs)convencionaisefurtivascomTecnécio-99m-D,Lhexametilpropilenoamina oxima (99mTc-HMPAO) para identificação de focosinflamatórios. O tamanho, a homogeneidade e o potencial zeta daspreparações de NCs foram determinados no equipamento Zetasizer 3000HS. A morfologia e a organização estrutural foram avaliadas por microscopia de força atômica (MFA). A estabilidade in vitro das NCs foi avaliada em meio contendo plasma de rato a 70%. Ratos Wistar machos, pesando entre 180 e 210g, foram utilizados para o desenvolvimento do foco inflamatório, induzido por carragenina 1% p/v, e para os estudos de biodistribuição. Os resultados deencapsulação mostraram que o azul de metileno aumenta significativamente a encapsulação do 99mTc-HMPAO no núcleo oleoso destas nanoestruturas(p _ 0,05). O diâmetro médio calculado por espectroscopia de correlação de fótons (ECF) variou de 216 a 323 nm, enquanto o diâmetro médio determinado por MFA variou de 238 a 426 nm. A relação diâmetro/altura das NCs mostrou maior homogeneidade das nanocápsulas furtivas. A liberação in vitro do 99mTc-HMPAO de NCs convencionais foi mais rápida, quando comparada com asNCs furtivas. Nestas, 60% da radioatividade permaneceram em seu interior,mesmo após 12 horas de incubação. Os estudos de biodistribuição mostraramuma maior captação, estatisticamente significativa, das 99mTc-HMPAO-NCsfurtivas pelas patas inflamadas, quando comparada com os respectivoscontroles, nos diversos tempos investigados. Por outro lado, não houvediferença estatisticamente significativa na captação 99mTc-HMPAO-NCsconvencionais e do 99mTc-HMPAO livre entre as patas inflamada e controle. Osx resultados sugerem que as 99mTc-HMPAO-NCs furtivas podem ser utilizadas para a identificação de focos inflamatórios.

Year

2022-12-06T15:44:56Z

Creators

Maira Alves Pereira

Avaliação da toxicidade pré-clínica de compostos iodado e mesilado, análogos ao metronidazol

O metronidazol (MTZ), é uma droga com atividade antibacteriana e antiprotozoárias, utilizada no tratamento de várias infecções. O presente estudo tem por objetivo avaliar a segurança de dois análogos ao.metronidazol, o 1-[2-metanosulfonatoetil]-2-metil-5-nitroimidazol] (MTZ-Ms) e o 1-[2-iodoetil]-2-metil-5-nitroimidazol] (MTZ-I), por meio detestes de toxicidade pré-clínica, agudo e sub agudo. Nos teste de toxicidade aguda foram avaliadas as doses de 300 e 2000 mg/kg. Para o produto MTZ-MS não foi observada morte de nenhum animal. Para o MTZ-I foi detectada a morte de um animal na dose de 2000 mg/kg.Nos testes de toxicidade sub aguda, foram empregadas doses de 200, 400 e 600 mg/kg e para o MTZ-Ms foi utilizada a dose de 1000 mg/kg. Não foi observada alteração no comportamento dos animais tratados com MTZ-MS e com metronidazol, entretanto no grupo tratado com MTZ-I foi observada diminuição do ganho de peso além da morte de doisanimais. Na avaliação bioquímica, alguns parâmetros mostraram diferença significativa embora sem correlação clínica. Na avaliação hematológica foi observado aumento significativo na contagem de linfócitos, leucócitos e hemácias nos grupos tratados commetronidazol e MTZ-MS. Na avaliação histopatológica foi observada hiperplasia das placas de Peyer e hiperplasia da polpa branca do baço em todos os grupos tratados com metronidazol e MTZ-MS e degeneração dos testículos e atresia dos ovários nos grupos tratados com metronidazol na dose de 600 mg/kg e MTZ-MS. Podemos concluir que o aumento dos linfócitos associados à hiperplasia das placas de Peyer e aumento da polpa branca do baço, sugerem um mecanismo de imunoestimulação. MTZ-I demonstrou baixa segurança não sendo interessante prosseguir os estudos, entretanto para o MTZ-MS, maiores investigações são sugeridas uma vez que este fármaco demonstrou ser um produto seguro.

Year

2022-12-06T15:49:23Z

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Carla Bonanato de Avelar

Tipagem molecular do papilomavírus humano e estudo imunocitoquímico da P16INK4A em pacientes com e sem lesão escamosa intra-epitelial e invasora do colo uterino

O objetivo deste trabalho foi investigar a presença de Papilomavírus Humano (HPV) e de seus subtipos virais 16 e 18, através da técnica de reação em cadeia da polimerase, em pacientes com e sem lesão escamosa intraepitelial e neoplasia invasora do colo uterino, diagnosticadas ao exame citopatológico, e correlacionar estes resultados com a expressão imunocitoquímica da proteína p16INK4A em esfregaços cervicais. Foram analisadas 129 amostras cervicais de pacientes provenientes de dois serviços públicos de Belo Horizonte-MG, Brasil. O índice de detecção de HPV foi maior (91,5%) nas amostras com diagnóstico citológico positivo. A detecção de HPV -16 ou HPV-18 foi verificada em 70,83% das amostras com lesão escamosa intraepitelial de alto grau (LAG)/carcinoma invasor, em 40% das amostras com lesão escamosa intraepitelial de baixo grau (LBG) e em 50% dos casos de células escamosas atípicas de significado indeterminado/célulasglandulares atípicas de significado indeterminado (ASCUS/AGUS). Dentre as amostras em que foi detectado HPV-18, 44,4% apresentaram imunorreatividade positiva para p16INK4A. Para as amostras com HPV-16, HPV não determinado e HPV negativo, essa positividade foi de 28,6%, 25,9% e 17,6%, respectivamente, não se constatando associação estatisticamente significativa entre a imunorreatividade parap16INK4A e os tipos virais de alto risco oncogênico pesquisados neste trabalho. A imunorreatividade para p16INK4A foi detectada em 47,8% das amostras com LAG, em 26,7% naquelas com LBG, em 25% com ASCUS/AGUS e em 16% das amostras com diagnóstico citopatológico negativo, havendo associação estatisticamente significativa entre a expressão aumentada da p16INK4A e a presença de LAG (p<0,01;OR=4,813; ICOR95%=1,580-14,661).

Year

2022-12-06T15:41:49Z

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Taise Palmeiras de Freitas

Avaliação de marcadores hemostáticos e pró-inflamatório na doença arterial coronariana

As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morte no mundo, justificando assim numerosas investigações sobre o assunto.O presente estudo teve como objetivo investigar a associação de parâmetros hemostáticos e proteína C reativa (PCR) com a gravidade da doença arterial coronariana (DAC) em 123 pacientes submetidos à angiografia coronariana distribuídos em três grupos: a) angiograficamente normais (AnN, n=35); b) ateromatose leve/moderada (ALM, n=31) e c) ateromatose grave (AG, n=57), sendo este último grupo subdividido de acordo com o número de artérias acometidas peloprocesso aterosclerótico. Os parâmetros hemostáticos incluíram a avaliação dos níveis plasmáticos do dímero D (D-DI), do inibidor do ativador do plasminogênio tipo1 (PAI-1), do inibidor da fibrinólise ativado pela trombina (TAFI) e da trombomodulina (TM). A PCR foi também avaliada como um marcador de processo inflamatório. A análise e interpretação dos resultados permitiram concluir que o sistema fibrinolítico se mostrou pouco eficiente no grupo com ateromatose graveconsiderando os níveis significativamente mais elevados de PAI-1 (p<0.001) neste grupo em comparação aos outros grupos de pacientes. Este fato sinaliza para um paralelismo entre os níveis deste inibidor e o grau de estenose das artérias, embora o número de artérias acometidas não tenha influenciado os resultados. Quanto aos outros parâmetros avaliados, nenhum apresentou diferença significativa com oagravamento do processo aterosclerótico, exceto a PCR, cujos resultados foram superiores nos grupos com ateromatose leve/moderada e grave em relação ao grupo angiograficamente normal. O presente estudo fornece evidências que confirmam achados prévios referentes ao comprometimento do sistema fibrinolítico, bem como o envolvimento de processo inflamatório nas doenças ateroscleróticas.Todavia, o número de artérias acometidas, dado até agora não explorado, parece não contribuir para elevar os níveis plasmáticos dos marcadores avaliados.

Year

2022-12-06T15:47:18Z

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Adriano Basques Fernandes

Biodistribuição do fluconazol marcado com 99m tecnécio, livre e encapsulado em nanocápsulas, em um modelo experimental de infecção com Candida Albicans

Diversas classes de antifúngicos têm sido utilizadas no tratamento dascandidíases, porém, pacientes que apresentam imunodeficiência avançada podem apresentar resultados insatisfatórios após a terapia. Nestes casos, muitas vezes utilizam-se altas doses dos fármacos ou administração de múltiplos agentes, aumentando o risco de efeitos adversos graves. Considerando estas dificuldades, a encapsulação de agentes antifúngicos em carreadores nanoparticulados tem sido utilizada com o objetivo de alterar a farmacocinética dos fármacos, possibilitando tratamentos mais eficazes e com menor incidência de efeitos colaterais. A proposta deste trabalho foi avaliar abiodistribuição do fluconazol marcado com 99mtecnécio, livre e encapsulado em nanocápsulas convencionais e furtivas, em um modelo de infecção por Candida albicans. A marcação do fluconazol com 99mTc foi avaliada por cromatografia de camada delgada. A estabilidade de marcação do 99mTc-fluconazol foi investigada em meio plasmático. O tamanho, a homogeneidade e o potencial zeta das preparações de NCs foram determinados no equipamento Zetasizer 3000 HS (Malvern Instruments, UK). A morfologia e a organização estrutural foram avaliadas por microscopia de força atômica (MFA). O estudo deliberação in vitro das NCs foi avaliado em NaCl 0,9% e em meio contendo plasma de camundongo a 70%. Camundongos Swiss machos, pesando entre 20 a 25g, foram utilizados para o desenvolvimento do foco infeccioso induzido por Candida albicans e para os estudos de biodistribuição. A marcação do fluconazol com 99mTc apresentou uma eficiência de 94% e mostrou-se estávelpor até 24 horas. O percentual de encapsulação do 99mTc-fluconazol em NCs convencionais e furtivas foi de aproximadamente 30%. O diâmetro médio calculado por espectroscopia de correlação de fótons (ECF) variou de 236 a 356 nm, enquanto que o diâmetro médio determinado por MFA variou de 238 a 411 nm. A relação diâmetro/altura diminuiu significativamente quando se utilizou glutaraldeído 25% para fixação das NCs. O potencial zeta variou de -55 a -69 mV e as NCs furtivas apresentaram valores absolutos menores quando comparadas às NCs convencionais. A liberação in vitro do 99mTc-fluconazol deNCs convencionais e furtivas, em meio plasmático, foi maior que no meio Danielle Nogueira de Assis xi contendo NaCl 0,9%. No meio plasmático, a liberação do fármaco de NCs convencionais foi mais rápida quando comparada com as NCs furtivas. Os estudos histológicos e de captação do 99mTc-fluconazol mostraram que o foco infeccioso induzido por 108 UFC/mL de C. albicans, em um período de 48 horasapresentou resposta inflamatória mais intensa que o foco de 24 horas, induzido por 106 UFC/mL. Os estudos de biodistribuição mostraram que o 99mTcfluconazol livre foi mais rapidamente eliminado pelo sistema renal quando comparado com o fármaco encapsulado em NCs. Transcorridos 240 minutos da injeção das formulações estudadas, os resultados mostraram níveis reduzidos de 99mTc-fluconazole livre no sangue, enquanto que o 99mTcfluconazole encapsulado em NCs permaneceu circulando em níveis significativamente maiores (p<0,05). As NCs convencionais foram mais captadas pelo sistema monocítico fagocitário do que as NCs furtivas. Além disso, as formulações de NCs permaneceram mais tempo retidas no foco infeccioso quando comparadas ao 99mTc-fluconazol livre (p<0,05). Os resultados obtidos sugerem que as NCs podem contribuir para retenção do fármaco no foco infeccioso por um período mais prolongado.

Year

2022-12-06T15:45:27Z

Creators

Danielle Nogueira de Assis

Síntese de ligantes para tecnécio -99m derivado da D-glicose e avaliação como marcador tumoral

O câncer é uma das principais causas de morte na atualidade, e por isso, tem-se a busca incessante por técnicas de diagnóstico precoce que facilitem o tratamento, aumentando as chances de cura. Uma técnica que está sendo muito utilizada em medicina nuclear, atualmente, é a cintilografia realizada em câmaras de tomografia por emissão de pósitron (PET) utilizando o 2-fluoro-2-desoxi-D-glicose ([18F]FDG).Essa técnica baseia-se no fato de que células de tumores em estágios iniciais apresentam metabolismo acelerado e, consequentemente, maior avidez por glicose. Porém, esta técnica apresenta baixa disponibilidade na rotina clínica devido ao seu alto custo. Na grande maioria dos procedimentos em medicina nuclear convencional sãoutilizados átomos de tecnécio-99m como emissores das radiações que irão gerar as imagens cintilográficas, pois este apresenta adequada meia-vida (6,01 h), emissão g de baixa energia (140 keV), além de um custo relativamente baixo. Buscam-se, então, substâncias que, complexadas ao tecnécio-99m, seriam capazes de detectartumores em estágios iniciais. Com base no exposto realizou-se a síntese, em oito etapas, de â-Dglicopiranosídeo de 4-N-[N3-(benzoil-mercaptoacetil)glicilglicilglicil]aminofenila(Bz-MAG3-G), um derivado da D-glicose. Inicialmente, realizou-se a síntese de mercaptoacetiltriglicina (MAG3), um agente complexante para o tecnécio-99m, e a síntese de â-D-glicopiranosídeo de 4-aminofenila. Em seguida, acoplou-se o derivado glicosídico ao MAG3 em presença de N-(3-dimetilaminopropil)-N- etilcarbodiimida (EDAC) em DMF, com rendimento de 32%. O derivado de carboidrato sintetizado foi estruturalmente caracterizado por espectroscopia no infravermelho e por espectrometria de ressonância magnética nuclear de ¹H e ¹³C.Os produtos Bz-MAG3 e Bz-MAG3-G foram convertidos nos correspondentes complexos com tecnécio-99m e, em seguida, realizaram-se os estudos comparativos de biodistribuição em camundongos SWISS, machos. Inicialmente os estudos foramrealizados em camundongos sadios. Os complexos 99mTc-MAG3 e 99mTc-MAG3-G apresentaram padrões de biodistribuição diferentes, observando-se o perfil de depuração bifásica para o 99mTc-MAG3 que é ausente no derivado sacarídico. Em seguida, realizaram-se os estudos de biodistribuição em camundongos com tumor de Ehrlich implantados na pata posterior direita. O derivado da D-glicose apresentouconcentração cerca de duas vezes maior no tumor em relação à pata posterior esquerda (controle) para todos os tempos analisados (5, 30, 120 e 240 minutos). Tal característica não foi observada para o 99mTc-MAG3.

Year

2022-12-06T15:42:50Z

Creators

Andre Luis Branco de Barros

Detecção citopatológica e molecular da infecção por papilomavirus humano e sua tipagem em amostras penianas de pacientes atendidos em serviço público de atenção à saúde de Belo Horizonte - MG

Foi objetivo desse estudo detectar a infecção por HPV em amostras penianas de 104 pacientes atendidos na Policlínica da região Centro-Sul - Centro de Treinamento em Doenças Sexualmente Transmissíveis (CTDST) da Prefeitura de Belo Horizonte por meio das técnicas molecular (PCR) e citopatológica (citologia em meio líquido).Foram coletadas ainda 26 amostras cervicais das parceiras de alguns dos homens envolvidos no estudo. A tipagem de HPV foi conduzida também por PCR. A prevalência de infecção por HPV detectada foi de 94,23%. HPV do tipo 16 foi detectado em 46,15% das amostras, HPV-18 em 30,77%, HPV-31 em 19,23%, HPV- 33 em 4,81%, HPV-45 em 1,92% e HPV-6/11 em 75% das amostras. Infecções por mais de um tipo viral foram detectadas em 61% dos pacientes. HPVs de alto risco foram detectados em 77% dos pacientes com condiloma acuminado e em 62,8% dos homens parceiros de mulheres com diagnóstico de infecção por HPV. A concordância global entre os tipos virais detectados nos parceiros foi de apenas 3,8%. A idade dos pacientes (OR=4,29; IC95%=1,82-10,12; p=0,001) e a existência de parceiros múltiplos (OR=4,43; IC95%=1,28-16,28; p=0,01) foram fatores significativamente associados à presença de múltiplas infecções por HPV. A detecção citopatológica da infecção por HPV por meio da técnica da citologia emmeio líquido foi baixa (24%), não se constituindo em um método de diagnóstico adequado à detecção da infecção por HPV em amostras penianas. A alta prevalência da infecção por HPVs de alto risco e múltiplas infecções em pacientes jovens e com múltiplos parceiros sexuais indica a necessidade de programas educacionais voltados para a população masculina com o objetivo de reduzir a transmissão da infecção por HPV e, consequentemente, o câncer cervical.

Year

2022-12-06T15:41:19Z

Creators

Maria Gabrielle de Lima Rocha

Caracterização cinética da inibição da calicreína tecidual do rato, isolada da glândula submandibular, com a aprotinina

As calicreínas são um sub-grupo da família das serino-proteases conhecidas por apresentarem importantes funções fisiológicas dependentes dos tecidos e das circunstâncias de expressão. Elas são encontradas no pâncreas, glândulas salivares, intestinos, rins, glândula pituitária, plasma, soro e outros tecidos. Evidências sugerem que as calicreínas teciduais estão envolvidas em diferentes processos patológicos, incluindo doenças no Sistema Nervoso Central, tais como epilepsia, Alzheimer e câncer, sendo, portanto, futuras candidatas a marcadores tumorais em diferentes órgãos. O objetivo deste trabalho foi a purificação da calicreína tecidual do rato (rK1), isolada da glândula submandibular, a caracterização cinética da sua inibição pela aprotinina e a comparação dos resultados obtidos com dados publicados na literatura. A rK1 foi purificada a partir do pó liofilizado de 300 glândulas submandibulares de ratos Wistar adultos rK1. A purificação constou de: preparação do extrato bruto, seguida de três cromatografias, a saber: cromatografia de troca iônica em coluna de DEAESepharose, cromatografia de afinidade em coluna de Sepharose-aprotinina ecromatografia de filtração molecular em coluna de Superose 12 HR 10/30 em equipamento FPLC. Proteínas foram dosadas segundo Bradford, 1976 e a atividade amidásica foi determinada com o substrato Bz-Arg-Nan, segundo Erlanger et al., 1961. O fator de purificação foi de 32 vezes e o rendimento foi de 5%. Como critérios de pureza, foram realizadas a eletroforese em gel de poliacrilamida com gradiente 5-15% e SDS 0,1% e a espectrometria de massa. A massa molecular da rK1 foi de 28 kDa. A titulação da solução da rK1 purificada com a aprotinina revelou uma concentração de 692 nM, em centro ativo. A18 hidrólise do substrato D-Val-Leu-Arg-Nan, catalisada pela rK1, em pH 9,0, 37oC, foi estudada na ausência e na presença de concentrações crescentes de aprotinina. Os resultados mostraram que a hidrólise seguiu à cinética de Michaelis-Menten na faixa de concentrações do substrato utilizadas (120 a 640 mM). Os valores calculados de Km e kcat foram 104,2 + 24,6 mM e 8641 + 572 min-1, respectivamente. A inibição da rK1 pela aprotinina é competitiva parabólica, um tipo raro de inibição, onde duas moléculas de aprotinina se ligam a uma moléculada enzima. Os valores calculados de Ki e Kii foram 26,4 + 12 nM e 16,9 8,8 nM, respectivamente. A inibição da hK1 pela aprotinina, com o substrato D-Val-Leu-Arg-Nan, é competitiva parabólica e, portanto, semelhante à inibição da calicreína tecidual humana (hK1) com o mesmo substrato.

Year

2022-12-06T15:47:03Z

Creators

Carolina Matias Diniz

Uso de citometria de fluxo para análise de óxido nítrico intracelular em monócidos e neutrófilos do sangue periférico de pacientes com nefropatia crônica do enxerto

O óxido nítrico (NO) constitui uma das mais importantes moléculas biossintetizadas e participa como mediador em diversos processos biológicos. A determinação laboratorial do NO representa um desafio devido, principalmente, à sua ínfima meia-vida e concentração em amostras biológicas. Recentemente, a citometria de fluxo foi proposta como método para determinação de NO intracelular, utilizando-se o diacetato de 4,5-diaminofluoresceína (DAF-2DA). Evidências crescentes sugerem um papel do NO resultante da NO-sintase induzível (iNOS) como mediador do processo de rejeição a enxertos. O transplante renal é o tratamento de escolha para pacientes que se encontram no estágio final da doença renal e a nefropatia crônica do enxerto (NCE) constitui a causa mais importante de perda do rim transplantado. Neste estudo, foi otimizado o protocolo para determinação de NO intracelular em monócitos e neutrófilos circulantes por citometria de fluxo e foi determinado o perfil de produção desse composto em pacientes transplantados renais com NCE (n=11) e indivíduos saudáveis (n=10). Não foi observada diferença na produção de NO, comparando-se os dois grupos. A produção de NO em monócitos e neutrófilos circulantes em pacientes com NCE provavelmente encontra-se suprimida devido à ação de imunossupressores.

Year

2022-12-06T15:46:46Z

Creators

Natalia Castro de Carvalho Schachnik

Eventos trombóticos arteriais: avaliação de fatores genéticos e bioquímicos predisponentes em pacientes atendidos em serviço médico especializado em hematologia

A Trombose arterial (TA) é considerada uma doença multifatorial resultante da interação entre fatores genéticos e adquiridos. Entre os fatores adquiridos, tabagismo, dislipidemias, obesidade e diabetes mellitus são relatoados como fatores frequentemente relacionados à TA. Os fatores genéticos não se encontram completametne esclarecidos, mas as mutações nos genes do fator V(FV Leiden - G1691A), da protrombina (G20210A) e da metilenotetrahidrofolato redutase ( MTHFR - C677T) têm sido relatoados como fatores de risco para TA. O objetivo principal deste estdo foi investigar, a presença destes fatores genéticos, além de polimorfismos nos genes do sistema sanguíneo ABO,do inibidor do ativador plaminogênio trecidual (PAI - 1) e a associação com os seus respectivos níveis plamáticos e apolipoproteina E (ApoE) e a interação destes com os níveis de colesterol total e frações e das apolipoproteinas A-I (Apo A-I) e B (ApoB) e proteína C reativa. Foram avaliados 97 pacientes jovens que apresentaram quadro de acidente vascular cerebral (AVC - 48) e doença arterial periférica (DAP - 49), atendidos no serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Análise similar foi realizada em 201 indivíduaos sem história pregressa de trombose (grupo controle). As mutações/polimorfismos foram investigados por PCR-RFLP ou PCR alelo-específica. Odds ratio (OR), chi-quadrado e teste exato de Fisher foram utilizados para análise estatística dos polimorfismos e ANOVA para as variáveis quantitativas. Análise por regressão logística múltipla foi empregada para ajuste de possíveis fatores de confusão. Foi observada a ocorrência do evento trombótico em indivíduos jovens(média de 35,51 +- 14,86 anos). Entre os fatores de risco adquiridos, o tabagismo e hipertensão foram os mais frequêntes. Entre as mutações e polimorfismos investigados, significância estatística foi observada para FVL (OR 5,41; IC 95%:0,91 a 41,0, p =0,04), alelos O1 (OR 0,59; IC 95%: 0,40 a 0,88, p= 0,008) e B (OR 2,66; IC 95%: 1,44 a 4,89, p=0,0001). Foram observadas ainda diferenças significativas para o perfil lipídico e apolipoprotéico e proteína C reativa, quando comparados pacientes e controles, e a´pos ajuste por regressão logística múltipla, ApoB, ApoA-I, indiceAPOB?ApoA-I, proteína C reativa foram apontados como fatores independentes para a ocorrência do evento, e o alelo O1 foi associado à menor predisposição para ocorrência de AVC e PAD. Os dados deste estudo reforçam o fato de a trombose arterial é uma doença multifucional, onde atuam fatores concomitantes, sejam genéticos ou adquiridos, envolvendo alterações do sistema hemostástico, lípides e processo inflamatório.

Year

2022-12-06T15:49:23Z

Creators

Adriano de Paula Sabino

Avaliação das linhagens Vero e MDCK na sinalização celular e como alternativas para estudo da nefrotoxicidade utilizando Anfotericina B

Devido à grande pressão da sociedade e da comunidade científica para reduzir, refinar e substituir (3Rs) o uso de animais emtestes de toxicidade, métodos alternativos (in vitro) estão sendo desenvolvidos e aceitos por instituições em diversos países.Atualmente, há grande disponibilidade de linhagens em banco de células e as técnicas de cultivo celular são os métodos in vitromais largamente empregados em Farmacologia e Toxicologia, pois o desenvolvimento de fármacos e as investigaçõestoxicológicas começam a partir desses estudos. A nefrotoxicidade é um dos principais efeitos tóxicos do uso de medicamentos, oque torna fundamental a identificação precoce dos mesmos. Nesse contexto, o uso de células e de fármacos comprovadamente nefrotóxicos são importantes para a validação de métodos capazes de estudar esse efeito. A Anfotericina B é um agente antifúngico amplamente utilizado para tratar infecções fúngicas sistêmicas, entretanto a nefrotoxicidade é comum aos seususuários. Alguns estudos sugerem que a Anfotericina B exerce seu efeito tóxico via fosforilação da proteína cinase C (PKC), uma importante proteína envolvida na sinalização celular. Assim, o objetivo geral do nosso estudo foi avaliar o emprego das linhagens celulares renais VERO (macaco) e MDCK (cão) em estudos de nefrotoxicidade utilizando Anfotericina B. As duas linhagens foram expostas a oito diferentes concentrações desse fármaco (2, 4, 6, 8, 10, 15, 20 e 30 g/mL) por 1, 6, 18, 24 e 48 horas e o método empregado para avaliar a citotoxicidade foi o Vermelho Neutro, um corante que avalia a integridade lisossomal. Ambas apresentaram diminuição significativa (p<0,05) da viabilidade celular após exposição às concentrações de 15, 20 e 30 g/mL noscinco tempos avaliados. Com 1 e 6 horas de exposição nenhuma das duas linhagens apresentaram diferenças significativas entreas três concentrações. Entretanto, com 18, 24 e 48 horas essas concentrações apresentaram diferenças significativas (p<0,05).Dessa maneira, a linhagem MDCK apresentou um perfil distinto da linhagem VERO. Além disso, com apenas uma hora deexposição ao fármaco nas duas linhagens se conseguiu prever a toxicidade ocorrida nos tempos posteriores. No estudo dasinalização celular via PKC as duas linhagens foram expostas à Anfotericina B (30 g/mL) por 1 e 18 horas. Ambas possuem a viade sinalização PKC, mas na linhagem VERO a Anfotericina B preferencialmente não utilizou essa via para exercer o seu efeitocitotóxico. Na MDCK a inibição da via PKC potencializou o efeito citotóxico da Anfotericina B. Portanto, os nossos resultadosmostraram que as duas linhagens foram eficientes para o estudo da nefrotoxicidade ocasionada pela Anfotericina B, além dessas linhagens serem eficazes para estudos de sinalização celular, como foi demonstrado pela potencialização do efeito citotóxico daAnfotericina B pela via de sinalização de PKC.

Year

2022-12-06T15:40:48Z

Creators

Flavia Dayrell Franca

Parâmetros bioquímicos, hemostáticos e moleculares em indivíduos submetidos à angiografia coronariana

A doença arterial coronariana (DAC) apresenta origem multifatorial, compreendendo vários processos bioquímicos envolvidos na formação e na progressão da placa de ateroma. Alterações do metabolismo lipídico, do endotélio vascular, da coagulação sangüínea ou da fibrinólise, bem como a resposta inflamatória da aterosclerose, podem ser os responsáveis diretos ou apenas estar associados à doença. O presente estudo teve como objetivo investigar as correlações entre as possíveis alterações dos perfis bioquímico e hemostático, bem como a presença de alguns polimorfismos genéticos e a gravidade da DAC emindivíduos submetidos à angiografia coronariana. Níveis plasmáticos de colesterol total, HDLc, LDLc, triglicérides, lipoproteína(a), apolipoproteínas A-I, B e E, homocisteína, anti- LDL oxidada, proteína C reativa ultra-sensível (PCRus), fosfolipase A2, inibidor do ativadordo plasminogênio tipo 1 (PAI-1), fator tissular (TF), inibidor da via do fator tissular (TFPI), bem como a identificação dos alelos do gene da apolipoproteína E, da mutação C677T no gene da enzima metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) e do polimorfismo (-675 4G/5G) no gene do PAI-1 foram determinados em amostras de sangue de 35 indivíduos angiograficamente normais (AnN), 31 indivíduos apresentando ateromatose leve/moderada (ALM) e 57 indivíduos apresentando ateromatose grave (AG). A análise univariada demonstrou que os níveis plasmáticos dos parâmetros lipoproteína(a), homocisteína, TF, anti-LDLoxidada, fosfolipase A2, PCRus e PAI-1 foram significativamente mais elevados no grupo AG quando comparado com o grupo AnN (p<0,05). Para os demais parâmetros não foram observadas diferenças significativas. Na análise multivariada, apenas os parâmetros lipoproteína(a), fosfolipase A2 e PAI-1 foram associados de forma independente com a gravidade da DAC, considerando-se também os fatores de risco clássicos para o desenvolvimento da doença. Foram observadas correlações significativas entre váriosparâmetros estudados, inclusive entre a presença do genótipo 4G/4G e o aumento dos níveis plasmáticos de PAI-1. A freqüência dos alelos da apolipoproteína E e da mutação C677T na enzima MTHFR foi similar à observada em estudos prévios. Os dados obtidos com o presente estudo refletiram o caráter multifatorial da DAC nos indivíduos estudados, com o envolvimento de parâmetros bioquímicos, inflamatórios e hemostáticos no agravamento do processo aterosclerótico. Dentre todos os parâmetros avaliados, a lipoproteína(a), a fosfolipase A2 e o PAI-1 podem constituir importantes ferramentasadicionais com potencial valor para se inferir sobre a gravidade da DAC, considerando a sua associação independente com o agravamento da doença, demonstrado pela regressão logística múltipla.

Year

2022-12-06T15:48:50Z

Creators

Luciana Moreira Lima

Parâmetros bioquímicos, hemostáticos e moleculares em mulheres com "Diabetes mellitus" tipo 2 e diferentes graus de acometimento de carótida

O risco de doença cardiovascular em mulheres com diabetes tipo 2 (DM2) é cinco vezes maior que em mulheres não diabéticas. Alterações no sistema hemostático precedem o diabetes e acompanham a progressão da lesão macrovascular. O objetivo deste estudo foi investigar as alterações bioquímicas, hemostáticas e genéticas de mulheres com diabetes tipo 2 segundo o grau de acometimento da carótida avaliado pelo Doppler. Foram avaliadas 64 mulheres com diabetes tipo 2, sendo 25 sem alteração no Doppler (íntima-média menor que 1mm), 15 com espessamento de íntima-média (maior que 1mm e sem placa) e 24 com placa aterosclerótica (com estenose menor que 50%). Como covariável foi avaliada a influência do uso dos medicamentos mais utilizados pelas pacientes. Após análise e discussão dos resultados pode-se concluir que a avaliação isolada do perfil lipídico de mulheres diabéticas, após intervenção clínica e farmacológica, não permite inferir sobre o grau de lesão macrovascular. Todavia, mulheres com diabetes tipo 2 e maior comprometimento macrovascular apresentam aumento dos níveis plasmáticos de dímero D, fibrinogênio e notadamente do fator VIII. O aumento dos níveis de PAI-1 não está associado à progressão da lesão macrovascular, bem como a presença das mutações nos genes da enzima metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR) e da glicoproteína IIIa não estão associadas ao diabetes tipo 2. Os resultados analisados como um todo sugerem, à exceção do fibrinogênio, dímero D e do fator VIII, que o agravamento da doença macrovascular, ainda em estágio precoce, não está associado aos parâmetros laboratoriais avaliados em mulheres com DM2, nas condições deste estudo.

Year

2022-12-06T15:48:03Z

Creators

Anna Leticia Soares

Estudo dos polimorfismos inserção/deleção, Xba I e Eco RI no gene da apolipoproteína B e PLA1/A2 no gene da glicoproteína IIB/IIIA em pacientes jovens com acidente vascular cerebral

O Acidente Vascular Cerebral Isquemico (AVCi) e uma doenca multifatorial, caracterizada por manifestacoes clinicas resultantes de processos tromboticos arteriais. Estes processos tem como principal causa a aterosclerose, um processo inflamatorio cronico resultante de lesao vascular e deposicao lipidica na parede das arterias. Esteestudo teve como objetivo investigar a associacao entre polimorfismos Xba I, I/D e Eco RI no gene da apoB, PLA1A2 no gene da glicoproteina GPIIB/IIIA e AVCi em um grupo de pacientes jovens, atraves da tecnica de PCR-RFLP. Foram avaliados 113 pacientes, sendo 48 deles provenientes do estado de Minas Gerais e 65 do estado do Rio deJaneiro. O grupo controle foi composto por 291 individuos saudaveis provenientes do estado de Minas Gerais. Nao houve diferenca significativa entre os pacientes de Minas Gerais e do Rio de Janeiro quando comparada a frequencia de cada um dos polimorfismos. Foi observada uma maior frequencia do alelo mutante E- (Eco RI) nogrupo de pacientes quando comparado ao grupo controle. Os alelos X+, D e A2 associados a predisposicao a doenca apresentaram frequencias significativamente maiores no grupo de pacientes apenas quando a comparacao foi feita com, pelo menos, dois polimorfismos simultaneamente. Alem disso, a presenca do alelo A1 (GPIIb/IIIa), combinada a ausencia do alelo mutante E- (Eco RI), mostrou-se fortemente associada a uma menor predisposicao ao desenvolvimento de AVCi. Assim, pode-se concluir para os polimorfismos estudados que a presenca do alelo mutante Econfigura-se como possivel fator de risco para desenvolvimento de AVCi.

Year

2022-12-06T15:41:34Z

Creators

Caleb Guedes Miranda dos Santos

Avaliação da atividade amidásica da calicreína tecidual humana na urina de pacientes com diabetes mellitus gestacional e de mulheres sadias gestantes e não gestantes

O diabetes mellitus (DM) é um grupo de desordens do metabolismo dos carboidratos no qual a glicose é subutilizada, produzindo hiperglicemia. O DM gestacional (DMG), é uma intolerância a carboidrato de severidade variável com o aparecimento ou primeiro reconhecimento durante a gravidez. Ela pode persistir ou desaparecer após o parto. O papel da calicreína tecidual humana (hK1) urinária no DM ainda não está esclarecido. Estudos prévios relatam o envolvimento da hK1 urinária na patogênese do DM tipo 1. O presente estudo tem como objetivo avaliar o comportamento da hK1 urinária em pacientes com DMG. Trinta pacientes com DMG foram selecionadas. Trinta gestantes sadias e trinta não gestantes sadias foram usadas como controles. Uma amostra aleatória de urina foi utilizada. Proteína foi determinada com o Azul Brilhante de Coomassie G-250. Creatinina foi determinada pelo método de Jaffé. A atividade amidásica da hK1 foi estimada com o subtrato D-Val-Leu Arg-Nan e expressa em ìM . min1 . mg1 de creatinina paracorrigir as diferenças na concentração da urina. A atividade amidásica específica da hK1 foi significativamente maior na urina das gestantes com DMG do que na urina das gestantes sadias e das não gestantes sadias. Por outro lado, não foi observada diferença significativa da atividade amidásica específica da hK1 entre as gestantes sadias e as não-gestantes sadias. A excreção da creatinina não foi significativamente diferente entre as pacientes com DMG e os outros grupos de mulheres. Por outro lado, a excreção da creatinina foi significativamente mais alta nas não-gestantes sadias do que nas gestantes sadias. O PCR foi mais alto nas pacientes com DMG do que nos outros grupos de mulheres. Acredita-se que a hiperglicemia seja responsável pelo aumento da atividade amidásica específica dahK1 nas gestantes com DMG.

Year

2022-12-06T15:45:43Z

Creators

Carolina Antunes Magalhaes

Avaliação hemostática e molecular em mulheres com câncer de mama receptor hormonal negativo

O câncer de mama é a causa mais comum de morte por câncer em mulheres. Os mecanismos envolvidos no processo de metástase estão pouco elucidados, especialmente as alterações hemostáticas que ocorrem no desenvolvimento do câncer e que parecem estar associadas à gravidade da doença. O presente estudo teve como objetivo investigar em mulheres com câncer de mama, receptor hormonal negativo, em um período de dois anos, possíveis alterações hemostáticas e moleculares associando-as com marcadores de prognóstico já estabelecidos, em três momentos distintos: logo após o diagnóstico do câncer de mama, ao final do tratamento quimioterápico e aos dois anos após o diagnóstico da doença. Foram estudadas 33 pacientes com câncer de mama receptor hormonal negativo e um grupo controle com 63 mulheres sem história da doença. Como marcadores hemostáticos, foram avaliados os níveis plasmáticos de dímero-D e fator tissular. A pesquisa das freqüências de mutações/polimorfismos nos genes da metileno tetra hidro folato redutase (MTHFR), do receptor 4 do fator de crescimento de fibroblastos (FGFR4) e da hemocromatose (HFE) foram realizadas em busca de novos marcadores moleculares de interesse diagnóstico e/ou prognóstico para o câncer de mama. As variáveis de prognóstico como idade, triplo negativo, status linfonodal, HER2, p53, ki67, tamanho do tumor e grau de diferenciação foram analisados em função da presença ou não de metástases/óbito e em função dos níveis plasmáticos de dímero-D e de fator tissular. Os dados deste estudo analisados em conjunto, permitem inferir que o sistema hemostático está ativado em pacientes com câncer de mama ao diagnóstico, traduzido por níveis significativamente mais elevados do dímero-D e do fator tissular, confirmando relatos prévios da literatura sobre um estado de hipercoagulabilidade em pacientes com doenças malignas. No entanto, os níveis de dímero-D não foram capazes de funcionar como um marcador de prognóstico ao diagnóstico, todavia, foram capazes de refletir o agravamento da doença traduzida por iminente óbito. Além disso, a avaliação deste marcador não permitiu inferir sobre sobrevida livre de doença. As variáveis de prognóstico não se mostraram associadas ao desenvolvimento de metástasess/óbito e nem com os níveis dos marcadores hemostáticos, tais como dímero-D e fator tissular. A mutação H63D em homozigose no gene HFE apresentou associação com o câncer de mama, enquanto a mutação C677T no gene MTHFR apresentou associação com metástase/óbito, comprometimento de linfonodos e superexpressão de HER2 e Ki67. A presença do polimorfismo Gly388Arg no gene FGFR4, se apresentou associada à variável Ki67 e à maior probabilidade de risco de desenvolver metástase/óbito quando comparado às outras alterações genéticas. Os resultados promissores do dímero-D como um marcador de evolução da doença, bem como os resultados preliminares das análises moleculares, sinalizaram para a necessidade de estudos adicionais envolvendo uma contínua avaliação deste marcador hemostático e outras técnicas moleculares, em um maior número de mulheres com câncer de mama receptor hormonal negativo.

Year

2022-12-06T15:47:18Z

Creators

Anna Paula de Borba Batschauer

Estudo de parâmetros potencialmente trombogênicos em usuárias de terapia hormonal (TH)

A ativacao da cascata da coagulacao e fibrinolise, o grupo sanguineo ABO, o polimorfismo -675 4G/5G no gene do inibidor do ativador do plasminogenio-1 (PAI- 1), bem como o perfil lipidico e apolipoproteico foram investigados em mulheres usuarias de terapia hormonal (TH) oral (n=61) e no grupo controle (n=101). Na avaliacao dos marcadores de hipercoagulabilidade foi observado aumento significativo nos niveis de D-Di (335,67 ± 132,68 vs 527,15 ± 420,51) e FVIII (100,22± 29,25 vs 112,73 ± 35,42), e diminuicao dos niveis de PAI-1 (38,47 ± 22,61 vs 29,57 ± 16,89) em usuarias de TH oral. A frequencia dos grupos sanguineos entre controles e usuarias de TH nao apresentou diferenca significativa. Neste estudo, as mulheres pertencentes aos grupos sanguineos nao-O comparadas as mulheres grupo O, apresentaram aumento significativo de FVIII e FvW, independente do usoou nao da TH (p<0,05). Mulheres pertencentes aos grupos sanguineos nao-O usuarias de TH apresentaram aumento significativo dos niveis de FVIII (p=0,023) e D-Di (p=0,003), comparadas com as mulheres controles tambem nao-O. Os niveis de PAI-1 foram significativamente menores em mulheres sob TH oral pertencentes ao grupo sanguineo O (p=0,007). As usuarias de TH oral e pertencentes aos grupossanguineos nao-O apresentaram risco 25 vezes maior de apresentar niveis de D-Di acima do valor de referencia (OR= 25,14; IC: 5,61-109,24), comparando com o grupo de nao-usuarias portadoras do tipo sanguineo O. Nao foi observada diferenca estatistica na composicao dos grupos controle e usuarias de TH em relacao a frequencia dos genotipos do polimorfismo 4G/5G. No grupo controle niveis de PAI-1significativamente mais baixos foram observados comparando os genotipos 4G/4G com 5G/5G e 4G/5G com 5G/5G, enquanto nas mulheres usuarias de TH oral nao foi observada diferenca significativa. Comparando os dois grupos em relacao ao polimorfismo 4G/5G observou-se diminuicao significativa nos niveis de PAI-1 emusuarias de TH homozigotas 4G/4G (p=0,027) e nas heterozigotas 4G/5G (p=0,018). Usuarias de TH oral apresentaram diminuicao dos niveis de colesterol total (CT) (207,08 ± 44,28 vs 192,18 ± 48,01), LDLc (130,90 ± 37,11 vs 118,53 ± 41,40), e apo B (108,04 ± 21,01 vs 101,35), alem do aumento significativo nos niveis de HDLc(45,89 ± 9,48 vs 49,55 ± 11,11) e apo A-I (179,62 ± 26,25 vs 188,72 ± 33,60). Foi observada tambem uma diminuicao significativa no indice apoB/apoA-I (0,62 ± 0,16 vs 0,56 ± 0,14). Mulheres, usuarias de TH oral por cerca de 3 meses, apresentaram tendencia a hipercoagulabilidade demonstrada por aumento nos niveis de FVIII e DDi bem como tendencia ao aumento da fibrinolise devido a reducao nos niveis dePAI-1. A TH e os efeitos do locus ABO nos niveis do FVIII e D-Di em mulheres pertencentes aos grupos sanguineos nao-O podem aumentar o risco de apresentar niveis de D-Di acima dos valores de referencia, sugerindo efeito sinergico entre grupos sanguineos nao-O e TRH sobre a ativacao da cascata da coagulacao. Considerando o grupo sanguineo ABO e o polimorfismo 4G/5G como variaveis importantes, estudos adicionais devem ser realizados em mulheres na posmenopausaem uso de TH com o objetivo de avaliar o significado clinico dasalteracoes nos marcadores de hipercoagulabilidade e o risco de trombose.

Year

2022-12-06T15:48:34Z

Creators

Daniela Amorim Melgaco Guimaraes do Bem

Pré-eclâmpsia: avaliação de fator VIII, fator de Von Willebrand e Adamts-13 e do grupo sanguíneo ABO

A pré-eclâmpsia (PE) pura caracteriza-se pelo aparecimento, em gestantes normotensas, após a vigésima semana de gestação de hipertensão e proteinúria. A etiologia da PE ainda não é conhecida. Sua incidência é de aproximadamente 10% nas primigestas e essa doença é responsável por elevada morbiletalidade perinatal. O estado de hipercoagulabilidade, fisiológico da gravidez normal, é ainda mais acentuado na PE. Sabe-se que o grupo sanguíneo ABO está relacionado à ocorrência de eventos trombóticos, uma vez que indivíduos do grupo não O (A, B e AB) apresentam níveis aumentados de F VIII e de FvW em relação a indivíduos do grupo O. A ADAMTS-13 é a enzima responsável pela regulação dos níveis plasmáticos de FvW. O objetivo do estudo foi avaliar a relação da atividade de F VIII, dos níveis plasmáticos de FvW e de ADAMTS-13 e do grupo sanguíneo ABO e a ocorrência de PE grave. Foram avaliadas 160 mulheres, das quais 60 eram gestantes com PE grave (grupo I), 50 gestantes normotensas (grupo II) e 50 mulheres não gestantes (grupo III). As gestantes dos grupos I e II foram segregadas em dois subgrupos, com idade gestacional (IG)29semanas e IG<29 semanas, para avaliação dos parâmetros hemostáticos. Foram avaliados a atividade de F VIII, os níveis plasmáticos de FvW e de ADAMTS-13 e a frequência do grupo sanguíneo ABO. Para as gestantes com IG29semanas, o F VIII e o FvW foram significativamente aumentados no grupo I em relação ao II (p=0,01 e p=0,05, respectivamente). A ADAMTS-13 foi significativamente menor no grupo I em relação ao grupo II (p=0,02). A comparação dos grupos I e III revelou um aumento de F VIII e FvW no grupo I (p=0,00, em ambos os casos) e uma diminuição de ADAMTS-13 (p=0,00). Comparando-se os grupos II e III, foram observados um aumento de F VIII e de FvW no grupo II (p=0,00 em ambos os casos) e uma diminuição de ADAMTS-13 (p=0,00).A comparação da frequência dos grupos sanguíneos entre as gestantes com PE grave e normotensas, não mostrou diferença (p=0,69; p=1,00; p=0,78 e p=0,73, para os grupos O, A, B e AB, respectivamente). A atividade de F VIII e os níveis plasmáticos de FvW mostraram-se diminuídos nas mulheres do grupo sanguíneo O em relação àquelas do grupo não O (p=0,01 e p=0,00, respectivamente). Os níveis plasmáticos de ADAMTS-13 não foram diferentes comparando-se os grupos sanguíneos O e não O (p=0,13). Não foram encontradas diferenças significativas, comparando fenótipos sanguíneos O e não O, para F VIII, FvW e ADAMTS-13 nos grupos I e II (IG29 semanas e IG<29 semanas). Para o grupo III observou-se aumento significativo de F VIII e FvW nas mulheres do grupo não-O em relação às do grupo O e não foi obtida diferença para ADAMTS-13. A fim de avaliar a associação dos parâmetros clínicos, hemostáticos e sistema ABO com o desenvolvimento da PE, foi realizada uma análise de regressão multivariada, considerando a presença e ausência de PE como variável dependente. Os resultados encontrados para os parâmetros hemostáticos foram: F VIII (OR=4,02 IC=1,53-10,55 p=0,01), FvW (OR=3,88 IC=1,45-10,39 p=0,01) e ADAMTS-13 (OR=8,77 IC=2,40-32,06 p=0,00). Estes resultados revelam um estado de hipercoagulabilidade na PE que pode ser devido ao aumento dos níveis de FvW e da atividade de F VIII. Os níveis de ADAMTS-13 estão reduzidos nesta doença e o tipo sanguíneo não está relacionado à ocorrência da mesma.

Year

2022-12-06T15:49:06Z

Creators

Patricia Nessralla Alpoim

Polimorfismos dos genes apolipoproteínas E e A5 e relação com parâmetros bioquímicos e hemostáticos em dislipidêmicos

A aterosclerose é um processo complexo, resultante de múltiplas interações genéticas e ambientais, envolvendo não somente o metabolismo dos lípides, mas também o sistema hemostático e a resposta inflamatória. A dislipidemia é um dos fatores de risco mais importantes no desenvolvimento da aterosclerose e, conseqüentemente, das doenças cardiovasculares. O presente estudo teve como objetivo descrever as freqüências alélica e genotípica das apolipoproteínas E e A5, e correlacioná-las com o perfil lipídico e hemostático em indivíduos dislipidêmicos e normolipêmicos. O estudo incluiu 216 indivíduos, distribuídos em dois sub grupos: 109 indivíduos dislipidêmicos (41 mulheres e 68 homens, faixa etária = 48,4 ± 6,8 anos) e 107 indivíduos normolipêmicos saudáveis (63 mulheres e 44 homens, faixa etária = 46,7 ± 6,6). Os níveis de lípides foram determinados de acordo com a classificação das dislipidemias pela Sociedade Brasileira de Cardiologia 2001. As freqüências alélica e genotípica do polimorfismo APOE foram homogêneas entre os dois grupos. Quando se analisou o polimorfismo APOE em relação aos níveis de lípides entre os grupos dislipidêmico e normolipêmico, não foram observadas diferenças significativas entre os agrupamentos 2, 3 e 4 e os níveis de lípides e lipoproteínas no grupo de dislipidêmicos. Entretanto, no grupo normolipêmico, os níveis plasmáticos de colesterol total, LDLc e não-HDLc foram significativamente menores em indivíduos 2 quando comparados com 3 e 4 (E2 < E3 = 4, p < 0,05). Em indivíduos dislipidêmicos, também se observou que portadores do alelo 2 apresentavam níveis aumentados de TAFI, quando comparados com portadores do alelo 4. As freqüências do alelo C e genótipo TC do polimorfismo da APOA5 -1131T>C foram maiores em indivíduos dislipidêmicos em comparação ao grupo de normolipêmicos. O alelo C APOA5 se associou a risco aumentado de dislipidemia na população avaliada. Quando os dados foram analisados distribuindo todos os participantes em dois agrupamentos APOA5: T (genótipo TT) e C (genótipos TC e CC), o alelo raro APOA5 -1131 foi associado com níveis elevados de colesterol total, triglicérides, VLDLc e não-HDLc. Dislipidêmicos com o genótipo TT apresentaram níveis de dímero D superiores aos portadores do alelo C. Em relação aos parâmetros hemostáticos, entre os grupos e sexos, foram observados em mulheres com dislipidemia níveis aumentados de TAFI. Esses resultados indicam que os polimorfismos da APOE e APOA5 -1131T>C podem afetar os níveis plasmáticos de lípides e lipoproteínas nos grupos de indivíduos normolipêmicos e todos os participantes agrupados, respectivamente. Além disso, os níveis plasmáticos de TAFI se correlacionaram com os parâmetros do perfil lipídico, sugerindo que a dislipidemia exerce algum efeito na síntese de TAFI, possivelmente acarretando prejuízo da fibrinólise.

Year

2022-12-06T15:48:03Z

Creators

Claudia Natalia Ferreira