RCAAP Repository
Avaliação do ranelato de estrôncio no reparo de defeitos ósseos intrabucais em ratos
Objetivos: O tratamento de defeitos ósseos intrabucais tem sido um desafio na área odontológica e a pesquisa de novas drogas para otimizar os resultados cirúrgicos regenerativos é de extrema importância. Este estudo experimental em modelo animal teve como objetivo avaliar o efeito do Ranelato de Estrôncio (RSr) administrado via oral, no reparo de defeitos ósseos intrabucais em ratos. Metodologia: Foram utilizados 20 ratos Lewis, divididos em 4 grupos, sendo 2 grupos controles e 2 grupos testes, sacrificados em 14 e 42 dias. Ambos os grupos passaram pelo procedimento cirúrgico, para criação de um defeito ósseo padronizado na região dos alvéolos distais do 1 molar superior. Os grupos testes receberam uma dose diária de 625 mg/kg de RSr via oral e os grupos controle receberam placebo. Fragmentos dos maxilares operados foram processados para análise histológica e morfometria da neoformação óssea. Resultados: No período de 14 dias, os resultados histológicos apontaram padrões de cicatrização semelhantes entre os grupos comparados. Entretanto aos 42 dias, o grupo teste apresentou aspectos sugestivos de melhor organização tecidual, compativel com um nível de maturação óssea levemente avançada. A avaliação histomorfométrica revelou maior taxa de deposição óssea no grupo tratado 14 dias quando comparado ao controle de mesmo período (p<0,05). Os animais acompanhados por 42 dias não mostraram diferença estatística nos parâmetros histomorfométricos avaliados. Conclusão: O RSr parece acelerar o processo de neoformação óssea. Estes resultados abrem perspectivas favoráveis para aplicação do RSr como uma terapia coadjuvante onde a aceleração do reparo ósseo pode antecipar o restabelecimento funcional dos pacientes.
2022-12-06T15:46:16Z
Sérgio Antonucci Amaral
Avaliação da viscosidade e fluxo salivar em relação a condição periodontal e os níveis de compostos sulfurados voláteis
Embora haja vários relatos na literatura acerca da composição da saliva, são escassas as pesquisas científicas que investigam as propriedades físicas da saliva. A finalidade deste estudo foi avaliar a viscosidade e o fluxo salivar na condição periodontal e avaliar a associação destes parâmetros com os compostos sulfurados voláteis. Materiais e Métodos: Estudo transversal no qual cento e vinte e quatro indivíduos foram divididos em periodontalmente saudável, gengivite, periodontite leve-moderada e periodontite avançada, de acordo com parâmetros periodontais. Viscosidade salivar clínica, viscosidade laboratorial da saliva estimulada, pelo reômetro de Brookfield DV-III, fluxo salivar e parâmetros periodontais de profundidade de sondagem, nível de inserção clínico e sangramento à sondagem foram avaliados. Mensurou-se as concentrações de compostos sulfurados voláteis pelo método de cromatografia gasosa, OralChromaTM. Os resultados foram analisados por meio do programa SPSS versão 17.0, com nível de confiança de 95%. Resultados: Viscosidade salivar clínica foi negativamente correlacionada com parâmetros periodontais, exceto sangramento à sondagem. Hipossalivação foi positivamente correlacionada com os parâmetros periodontais, concentrações de sulfidreto (H2S) e metilmercaptana (CH3SH). Concentrações mais elevadas de H2S foram observadas em grupos periodontite avançada e gengivite. H2S e altas concentrações de CH3SH foram positivamente correlacionados com parâmetros periodontais. Conclusão: As propriedades físicas da saliva, baixa viscosidade e fluxo, estão correlacionadas com a doença periodontal e com altas concentrações de H2S e CH3SH. Além disso, a hipossalivação sob estímulo está correlacionada com a concentração de H2S e CH3SH. Apoio: FAPEMIG (APQ-01835-13).
2022-12-06T15:47:18Z
Maiza Luiza Vieira Silva
Efeito da terapia fotodinâmica como coadjuvante ao tratamento periodontal não-cirúrgico sobre o quadro periodontal e controle metabólico em pacientes portadores de Diabetes Mellitus tipo 2
O estudo teve como objetivo avaliar o efeito da terapia fotodinâmica antimicrobiana (aPDT) como coadjuvante ao tratamento periodontal não-cirúrgico (TPNC) sobre o quadro periodontal e controle metabólico em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 com periodontite crônica (moderada/grave). Foram incluídos 12 pacientes diabéticos divididos em dois grupos aleatórios de tratamento: 6 pacientes receberam TPNC associada à aPDT (G1) e 6 pacientes receberam a TPNC (G2). O estudo constou de cinco momentos, T0, T1, T2, T3 e T4 respectivamente, preparo do paciente, tratamento, 30, 90, 180 dias. Em todos os períodos, exceto T0, foi realizada avaliação dos parâmetros clínicos periodontais e dosagem de frutosamina, sendo realizada ainda, em T1 e T2, a coleta de fluido crevicular gengival para exame de PCR (reação de polimerase em cadeia) em tempo real de citocinas e marcador da resposta inflamatória e, em T1, T3 e T4 as dosagens de hemoglobina glicada (HbA1c). A amostra foi composta por 8 pacientes do sexo feminino e 4 do sexo masculino, sendo 5 pacientes do sexo feminino no grupo teste e 3 no controle, 1 paciente do sexo masculino no grupo teste e 3 no controle. A idade média foi de 52,17 anos e o tempo médio de diabetes foi de 9,58 anos. Em relação à medicação utilizada, 67% dos pacientes faziam de hipoglicemiante oral, 8,3% de insulina e 24,7% associavam estas medicações. Os grupos não apresentaram diferenças estatisticamente significantes quando analisados os parâmetros clínicos e metabólicos iniciais. Foi utilizado o teste de Mann Whitney para comparação entre os grupos e o teste de Wilcoxon para avaliar a evolução dentro de cada grupo nos períodos de avaliação. O índice de placa não sofreu variações significativas dentro de cada grupo, mas em T2 (30 dias) foi demonstrado que o grupo teste apresentava este índice significativamente menor que o grupo controle (p = 0,02). Em relação ao sangramento à sondagem, ambos os grupos demonstraram redução significativa entre T1 e T2 (p = 0,046 e p = 0,04, G1 e G2 respectivamente), não havendo diferença entre os grupos. Em relação à profundidade à sondagem e nível de inserção clínica, os grupos não apresentaram diferenças entre si, mas houve redução das mesmas, que foram mantidas em todos os períodos de avaliação quando comparadas a T1. Em relação à hemoglobina glicada e frutosamina, não houve diferença significativa entre os grupos ou dentro dos mesmos em nenhum momento. A análise por PCR em tempo real dos níveis de expressão do mRNA demonstrou não haver diferença significativa na expressão TNF-, IL-1, MCP-1 e TGF- antes e após o tratamento periodontal porém, no período de 30 dias após o tratamento observou-se uma redução significativa na expressão gênica da citocina IFN- e marcador celular CD4+CD28+ e aumento na expressão de IL-10. Dentro das limitações deste estudo, pode-se concluir que: a) a TPNC, associada ou não à aPDT melhora o quadro periodontal em pacientes diabéticos de forma semelhante; b) a TPNC, associada ou não à aPDT não interferem no controle glicêmico de diabéticos e c) o tratamento periodontal não cirúrgico parece influenciar a expressão de citocinas inflamatórias no fluido crevicular gengival de pacientes diabéticos.
2022-12-06T15:41:03Z
Flavia Isabela Barbosa
Biomecânica, previsibilidade e aplicação clínica de prótesesunitárias sobre implantes curtos: revisão de literatura
A redução da altura óssea pós-extração em áreas posteriores dosmaxilares é uma situação clínica comumente encontrada durante oplanejamento reabilitador. Procedimentos cirúrgicos extensos de enxertia óssea são necessários para que se possa utilizar implantes de tamanho convencional nestes sítios, o que aumenta o tempo, custo e morbidade do tratamento. Os implantes curtos aparecem dessa forma como importante alternativa e com resultados bastante previsíveis para estes casos, desde que a utilização siga algumas regras durante a sua aplicação clínica. Este artigo faz uma revisão de literatura sobre a eficácia, previsibilidade, aspectos biomecânicos e clínicos de próteses unitárias colocadas sobre implantes curtos.
2022-12-06T15:40:31Z
Cláudio Sales Joviano Pereira
Avaliação da expressão de integrina alfa2, proteína de choque térmico 47, e mediadores pro-inflamatórios e imunorregulatórios em resposta à infecção endodôntica
Analisar a expressão de integrina alfa2, mediadores moleculares, citocinas e quimiocinas, a partir de células presentes no líquido intersticial periapical adjacente a dentes portadores de infecção dos canais radiculares. Metodologia: Os 13 pacientes incluídos no estudo foram encaminhados à Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte, MG, Brasil). As amostras foram retiradas de dentes com necrose pulpar e nenhum paciente apresentou sintomas periapicais agudos no momento das coletas. Após a limpeza e formatação dos sistemas de canais de radiculares (SCR), 3 cones de papel absorventes foram introduzidos no SCR. De forma passiva, o cone de papel ultrapassou o ápice radicular em 2 mm e permaneceu por 1 minuto. As amostras foram coletadas imediatamente após a limpeza do canal radicular e 7 dias após, para caracterizar as expressões dos genes ITGA2, Hsp47, FAK, OPN, IL-1, TGF-,IL-17A , IL-10, IFN-, IL-8, CCL2/MCP-1, CCL5, utilizando-se a PCR em Tempo Real. Resultados: Observaram-se níveis significativamente mais baixos de TNF-, CCL5, CCL2 / MCP-1 e IL-8 em dentes com cargas bacterianas reduzidas (segunda coleta), quando comparada à primeira coleta. Do mesmo modo, a expressão do mRNA das proteínas SSP1 / OPN e FAK diminuiu nas amostras coletadas na segunda amostragem (7 dias). A expressão gênica da IL-10 foi significativamente superior nas amostras coletadas 7 dias após a limpeza e formatação dos SCR quando comparada àquela coletada no dia 0. As expressões gênicas da IL-1, IL-17A, IFN-, ITGA2 e Hsp47 / SERPINH1 foram semelhantes nos dois momentos avaliados.
2022-12-06T15:45:12Z
Wilson Bambirra Júnior
Comportamento dimensional de gessos dos tipos IV e V na confecção de modelos obtidos de moldes em duas diferentes temperaturas: 22 e 35 °C
O experimento foi idealizado com objetivo de comparar os procedimentos do reaquecimento de moldagens ao vazamento de moldes resfriados com gesso dos tipos IV e V. Os materiais utilizados foram Adsil Vigodent, Express e Impregum 3M Espe, Zeta Plus e Oranwash Zhermack. Os moldes passaram, sem exceção, por uma temperatura de 350C onde foram obtidos, para 220C onde foram armazenados. O delineamento dos experimentos seguiu a divisão dos seguintes grupos quanto ao tratamento térmico: Alguns grupos receberam vazamento dos gessos IV e V após o reaquecimento dos moldes para 350C, enquanto outros receberam os mesmos gessos à 220C. A técnica de moldagem selecionada para o primeiro experimento foi de dupla mistura. Os elastômeros empregados foram Impregum 3M Espe, Express 3M Espe e Adsil Vigodent e os materiais de modelos foram os gessos Vel-Mix Kerr e Exadur Polidental. A análise estatística mostrou significância nos moldes resfriados e vazados com gesso tipo V, e que o procedimento de reaquecimento dos moldes produziu modelos adequados quando nestes moldes são vazados gessos do tipo IV. No segundo experimento, a técnica de moldagem empregada foi a de dupla moldagem. Os materiais moldadores foram Zeta Plus e Oranwash Zhermak, Adsil Vigodent e Express 3M Espe, esta técnica é conhecida como dupla moldagem. Os materiais de modelo foram os mesmos utilizados no primeiro experimento assim como se repetiu o tratamento térmico empregado anteriormente. Visto que esta técnica foi utilizada em dois tempos distintos de moldagem, foi necessária a confecção de um alívio entre as etapas do procedimento, este foi calibrado para produzir um espaço de 2 mm no interior do material denso do primeiro passo operatório. Neste experimento os materiais elastoméricos não influíram no resultado, sendo então equivalentes estatisticamente. O que pudemos concluir é que a mudança na temperatura, ou seja, o reaquecimento dos moldes, ou no material de modelo, substituição do gesso tipo IV pelo V, é que foram estatisticamente significantes. Na terceira avaliação analisou-se a influência das técnicas de moldagem frente às variações térmicas propostas para duas siliconas, Adsil e Express, que segundo o fabricante podem ser utilizadas na técnica de dupla mistura e dupla moldagem, onde se percebeu diferença nos resultados e que a dupla mistura obteve um comportamento mais uniforme e adequado.
2022-12-06T15:40:16Z
Eduardo Lemos de Souza
Gel de própolis mucoadesivo versus solução de cloridrato de benzidamina na prevenção da mucosite oral em pacientes irradiados em região de cabeça e pescoço.: ensaio clinico, cego, randomizado - fase II.
Os efeitos colaterais mais conhecidos em cavidade bucal, durante a radioterapia para o tratamento de câncer em região da cabeça e pescoço, são a mucosite e a candidose. Essas alterações são potencializadas pela hipossalivação em decorrência de alterações nas glândulas salivares. Existem diversos protocolos para o controle da mucosite, hipossalivação e candidose bucais nesses pacientes, entretanto, nenhum deles é totalmente eficaz. A Própolis possui atividade analgésica, anti-inflamatória, antifúngica e cicatrizante. Essas características farmacológicas conferem à Própolis um grande potencial para prevenir as alterações na cavidade bucal dos pacientes que serão submetidos à radioterapia. O objetivo deste trabalho foi avaliar a efetividade do Gel contendo Própolis na prevenção da mucosite e candidose em comparação com o cloridrato de benzidamina. Vinte e seis pacientes foram incluídos no estudo. Os pacientes foram aleatorizados em dois grupos, sendo que o grupo 1 usou o cloridrato de benzidamina e o grupo 2 o gel de Própolis. Tanto os pacientes do grupo 1 , como os pacientes do grupo 2 usaram os produtos 3 (três) vezes ao dia, durante todo o período da radioterapia e duas semanas após o término do tratamento e todos foram avaliados semanalmente. Os resultados obtidos mostraram que 84,6% dos pacientes eram do sexomasculino e que 19,2% dos pacientes mantinham o hábito de fumar e consumir bebidas alcoólicas. A dose média de radioterapia foi 6466,1 Gys. Após a análise final dos dados, observou-se que o Gel de Própolis apresentou melhor efetividade na prevenção da mucosite, a partir da 17a sessão de radioterapia, quando comparado ao grupo cloridrato de benzidamina. Setenta e oito por cento (78,6%) dos pacientes avaliaram o produto como bom, enquanto 85,7% o indicariam para pacientes com a mesma condição. O estudo mostrou que o controle da inflamação na mucosa bucal pelo Gel contendo Própolis foi melhor.
2022-12-06T15:41:03Z
Vladimir Reimar Augusto de Souza Noronha
Maloclusão, qualidade de vida e vulnerabilidade social em crianças brasileiras: estudo de base populacional
O presente estudo, apresentado na forma de dois artigos científicos, teve como objetivos avaliar em pré-escolares brasileiros: 1) a associação entre a malolcusão e a qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB); e 2) a associação entre vulnerabilidade social, hábitos de sucção e sobressaliência. No artigo 1, foi realizado um estudo caso controle em uma amostra de 425 crianças (5 anos de idade) na cidade de Belo Horizonte. 85 crianças pertencentes ao grupo caso (crianças que apresentaram impacto negativo na QVRSB) e 340 crianças incluídas no grupo controle (crianças que não apresentaram impacto negativo na QVRSB). Este estudo foi aninhado a um estudo de base populacional e, para cada criança identificada como caso, foram selecionadas 4 crianças para o grupo controle, pareadas de acordo com o gênero e renda mensal familiar. QVRSB foi determinada utilizando a versão brasileira do ECOHIS (B-ECOHIS) e os exames clínicos foram realizados por um examinador calibrado. Análises descritivas, bivariadas e regressão logística condicional foram realizadas. A frequência de crianças com maloclusão foi maior no grupo caso (52,9%) do que no grupo controle (46,8%). Observou-se uma associação significativa entre a presença de cárie dentária (OR=2,43; 95%IC=1,49-3,94) e a avaliação da saúde bucal relatada pelos pais/responsáveis (OR=2,96; 95%IC=1,78-4,93) com QVRSB, resultados estes confirmados através da regressão múltipla, que mostrou significante associação entre avaliação de saúde bucal relatada pelos pais/responsáveis (OR=2,26; 95%IC=1,31-3,91) e OHRQoL ao nível de significância de 5%. No artigo 2, um estudo transversal foi realizado em uma amostra de 1069 crianças (5 anos de idade, de Belo Horizonte, MG), pertencentes a escolas públicas e privadas. A avaliação clínica da sobressaliência foi realizada por um dentista calibrado. Os pais e responsáveis responderam a um questionário contendo dados sócio-demográficos. Para determinação sócio-economômica foi utilizado o IVS (Índice de Vulnerabilidade Social). Análises descritiva e regressão de Poisson foram realizadas. As crianças que apresentaram sobressaliência acentuada pertenciam a regiões com menor vulnerabilidade social quando comparado àquelas crianças com sobressaliência normal (p= 0,006, tamanho do efeito= 0,19). Crianças cujo pais/responsáveis relataram usar mamadeira e chupeta apresentaram melhor status social (p= 0,082, tamanho do efeito= 0,19 e p= 0,001 e tamanho do efeito= 0,19 respectivamente). Entre pais que recebiam 5 ou mais salários mínimos e tinham mais que 8 anos de estudo, observou-se que suas crianças apresentaram maior prevalência de hábitos de sucção como mamadeira e chupeta. Os achados indicam que a maloclusão não provoca impacto na QVRSB das crianças avaliadas e, menor vulnerabilidade social está associada a crianças que apresentaram sobressaliência acentuada e cujos pais relataram que as mesmas utilizaram mamadeira e chupeta.
Função da prostaglandina durante o movimento ortodôntico: revisão de literatura
Este trabalho faz uma revisão da literatura acerca do papel exercido por um mediador químico capaz de desencadear uma série de reações fisiológicas responsáveis pelos processos inflamatórios: a prostaglandina. Elas são sintetizadas a partir da quebra enzimática do ácido aracdônico e também são considerados fatores locais importantes para a realização do processo de movimentação ortodôntica. Será feita uma revisão sobre suas formas, bem como sua origem, produção, liberação local e seu papel especifico no movimento dentário induzido desse mediador.
2022-12-06T15:43:05Z
Rafael Carvalho e Fidelis
Efeito de sistemas resinosos e acesso ao conduto na resistência de união de pinos de fibra de vidro cimentados à dentina radicular
O sistema de cimentação e sua fotoativação, a profundidade do conduto radicular e a morfologia da dentina podem influenciar a resistência de união de pinos cimentados ao conduto radicular. Este estudo in vitro, em caráter hipotético, avaliou o efeito de sistemas resinosos e dos níveis de acesso ao conduto na resistência de união de pinos de fibra de vidro cimentados ao conduto radicular. Foram utilizados 135 dentes bovinos, distribuídos de acordo com um delineamento em blocos completos aleatorizados. As coroas foram seccionadas na junção cemento-esmalte e as raízes receberam tratamento endodôntico, preparo e cimentação de pinos de fibra de vidro Reforpost no3 (Angelus), usando os seguintes sistemas: RelyX ARC/ Adper Scotchbond Multi-Purpose plus (3M ESPE); C&B/All-Bond 2 (Bisco) e RelyX U200 (3M ESPE). As raízes foram então divididas, de acordo com o nível de acesso ao conduto: coronal, médio e apical, formando 9 grupos em estudo (n=15). Depois da cimentação, foram obtidos dois espécimes em cada terço radicular, com 1,0 mm de espessura. Foi realizado o ensaio de resistência ao cisalhamento por extrusão, usando célula de carga de 20N e velocidade de 0,5mm/min, e registrada a força máxima (MPa) para o deslocamento do pino. Os espécimes foram examinados em estereoscópio para identificação do modo de fratura. Imagens foram obtidas por microscopia eletrônica de varredura para a avaliação da linha de cimentação. O efeito dos fatores em estudo e de sua interação sobre a resistência de união nos terços coronal, médio e apical do conduto foi verificado por ANOVA e teste de Tukey (p0,05). Quando o acesso ao conduto foi feito no terço coronário, o sistema de cimentação (p=0,790), o terço radicular avaliado (p=0,224), e a interação (p=0,443) não mostraram efeito significativo. Quando foi avaliada a resistência de união apenas no terço apical, o nível de acesso ao conduto apresentou efeito significativo (p=0,029), mas o sistema de cimentação (p=0,775) e a interação (p=0,420) não foram significativos. Quando a resistência de união foi avaliada no mesmo nível de acesso ao conduto, houve efeito significativo do nível de acesso (p=0,001), porém, o sistema de cimentação (p=0,56) e a interação (p=0,809) não foram significativos. Sob as condições estudadas, os sistemas de cimentação resinosos apresentaram resistências de união similares e o nível de acesso ao conduto influenciou a resistência de união de pinos de fibra de vidro à dentina radicular. Independentemente do sistema de cimentação usado, o acesso direto ao terço apical favoreceu a resistência de união nesse terço. Recomenda-se o uso de materiais e técnicas de cimentação que facilitem o acesso para preparo do substrato e polimerização dos sistemas resinosos, em toda a extensão do conduto radicular.
Estado da arte da implantação imediata
Com a evolução das técnicas da implantodontia oral, surgiram protocolos com o propósito de encurtar o tempo da terapia reabilitadora, frente a uma indicação de exodontia. O objetivo geral deste trabalho foi buscar na literatura atualmente disponível descrever a técnica de implantação imediata. Os objetivos específicos foram: (I) abordar as taxas de sucesso dos implantes imediatos; (II) apontar indicações e contraindicações, (III) avaliar vantagens e desvantagens desta técnica; (IV) relatar requisitos cirúrgicos, protocolos e técnicas utilizados com maior previsibilidade. Desta forma, uma busca de artigos publicados entre 2000 a 2014 foi conduzida, através do acesso ao portal CAPES, na base de dados MEDLINE, utilizando a página de busca Pubmed Central (PMC), disponibilizada no site <http: //www.ncbi.nlm.nih.gov/PMC>. A pesquisa limitou-se a estudos feitos em animais e humanos, publicados em língua inglesa. Citações de livros com abordagens clínicas de 1997 e 2009 também foram utilizadas como complemento desta revisão. Através da pesquisa bibliográfica, utilizando as palavras-chave implantes dentais, implantes imediatos, alvéolos frescos, extração dental, carregamento imediato do implante foram encontrados inicialmente 118 artigos e, após leitura prévia dos resumos, 37 foram selecionados para revisão e discussão deste trabalho. Diante desta revisão de literatura, as principais conclusões do trabalho foram que: os implantes imediatos apresentam altas taxas de sucesso em osseointegração; evitam um segundo estágio cirúrgico, logo, diminuem o tempo total e o custo do tratamento; podem necessitar de enxertos de tecido ósseo, associados ao uso de membrana; devem ser realizados por profissionais experientes, familiarizados com técnicas de regeneração óssea, especialmente em casos de fenótipo periodontal fino e área estética.
2022-12-06T15:41:19Z
Debora Martins Alvarenga Alves
Próteses parciais removíveis na implantodontia
A presente revisão bibliográfica objetivou estudar as próteses parciais removíveis (PPRIS) na implantodontia, reconhecendo o estado da arte, vantagens, desvantagens e parâmetros clínicos que interferem na biomecânica das PPRIS associadas à tensão e deslocamento da prótese. Para tal, foram utilizados estudos de casos clínicos, estudos in vivo, in vitro, estudos retrospectivos e de elementos finitos. Fez-se uma busca em livros, revistas e principalmente na base de dados do Portal PubMed e Portal Capes, a partir dos seguintes descritores: Dental Prosthesis, Implant-Supported e Denture Partial Removable. Adotou-se também, como fonte de pesquisa, revistas eletrônicas livros de odontologia, que apresentavam conteúdo seguro, capaz de agregar qualidade à pesquisa. Não foram estabelecidos limites de datas nos estudos devido à escassez de trabalhos e pesquisas relevantes ao tema. Foram selecionados artigos, abrangendo estudos no período de 1974 a 2014. O tratamento com PPRIS deve ser considerado como alternativa, sempre que a restauração fixa não se apresentar como uma opção válida. Vantagens como retenção, conforto, suporte, estabilidade, estética, fonética e facilidade de higienização, são consideradas relevantes. A instalação dos implantes altera a distribuição da tensão e diminui o deslocamento da prótese removível. Porém, para aumentar a sua segurança e previsibilidade na prática clínica diária, estudos clínicos longitudinais são necessários para a avaliação das PPRIS.
2022-12-06T15:48:19Z
Leonardo Franchini Pan Martinez
Perda óssea peri-implantar associada à prótese cimentada e aparafusada
A implantodontia teve um notável progresso nos últimos anos, mas ainda existem muitos questionamentos, a respeito do tratamento protético sobre implantes. Muitas dessas indagações referem-se às vantagens, desvantagens e limitações das próteses cimentadas e aparafusadas, sendo que o melhor o tipo de restauração sobre implante é uma controvérsia entre os cirurgiões dentistas. Somado a isso, a ocorrência de complicações biológicas é um achado comum no tratamento com implantes, havendo uma preocupação crescente em relação ao desenvolvimento da mucosite e peri-implantite. Portanto, a avaliação de fatores como, passividade na adaptação, saúde dos tecidos peri-implantares e necessidade de manutenção, devem ser ponderados durante a escolha do tipo de restauração. Diante deste cenário, o implantodontista deve compreender os conceitos que determinam a escolha das próteses suportadas por implante. Através de uma revisão de literatura, procurou-se, um melhor entendimento sobre a associação entre a perda óssea peri-implantar e as próteses, cimentada e aparafusada. De acordo com a literatura revisada, não há dados que suportem a superioridade de um sistema de retenção sobre outro, em relação à saúde dos tecidos perimplantares. Embora, haja resultados contraditórios sobre a existência de diferenças significativas de perda óssea peri-implantar entre próteses cimentadas e aparafusadas, parece haver uma relação entre a presença de cimento residual e o desenvolvimento de doenças peri-implantares.
Comparação da expressão de torque entre fios de NiTi convencionais e estéticos
Objetivo: O propósito deste estudo foi comparar o comportamento de fios retangulares de Níquel-Titânio (NiTi) estéticos e convencionais submetidos à testes de torção. Materiais e métodos: Foram testados fios comerciais de NiTi pré-contornados estéticos e convencionais de4 marcas comerciais (American Orthodontics, Eurodonto, Orthometric® e TP Orthodontics®) de secção transversal 0.016x0.022. Os testes foram realizados em máquina de torção com rotação de 0 a 90° e foi analisado o comportamento na desativação em 20° e no torque máximo (90°). Resultados: Aos 20° no descarregamento, os fios estéticos e convencionais da American Orthodontics tiveram maior torque, enquanto que os fios da Eurodonto convencional e TP Orthodontics® estético apresentaram menor torque. No torque máximo (90°), os fios quetiveram maior torque foram o TP Orthodontics® convencional e American Orthodontics estético, e os fios de menor torque foram da Eurodonto convencional e Orthometric® estético. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas quando os fios estéticos foramcomparados entre si. Ao comparar fios estéticos e convencionais de mesma marca, a única que apresentou diferença estatisticamente significativa foi a Eurodonto. Conclusão: Quando comparados os torques dos fios estéticos e convencionais de mesma marca, não foramencontradas diferenças estatisticamente significativas, exceto o da marca Eurodonto, que apresentou menor torque para os fios convencionais.
2022-12-06T15:47:34Z
Isadora de Oliveira Silvares
Aumento horizontal de rebordo: técnicas preconizadas
Pacientes que perderam seus dentes, total ou parcialmente, podem ser reabilitados com implantes osseointegráveis. No entanto, a perda do dente é frequentemente associada à perda óssea subsequente, muitas vezes resultando em dimensões ósseas inadequadas para a colocação do implante dental em uma posição protética ideal. Diversas técnicas de reconstrução têm sido propostas para o aumento das dimensões ósseas alveolares horizontais, a fim de se obter um volume suficientepara a reabilitação. Esta revisão de literatura teve como objetivo avaliar os trabalhos publicados sobre as técnicas de aumento ósseo horizontal, como regeneração óssea guiada (ROG), enxerto ósseo autógeno em bloco, distração osteogênica, técnica da expansão Split crest, aplicação de fatores de crescimento (rhBMP-2 e rhPDGF), considerando-se as aplicabilidades de cada técnica nos processos de regeneração óssea horizontal e suas complicações. Concluiu-se que, apesar da evolução das inúmeras técnicas cirúrgicas para aumento de rebordo ósseohorizontal, o enxerto em bloco autógeno ainda é considerado o padrão ouro na reabilitação. Todas as técnicas estudadas apresentam alta previsibilidade e baixas taxas de complicações. Sendo que os destaques são para a maior sobrevida dos implantes na técnica do enxerto em bloco, boa previsibilidade da técnica Split Crest e para a técnica da distração osteogênica que apresenta grande vantagem estética e não necessita de área doadora.
Necessidade de preenchimento dos espaços de peri-implantares em implantes imediatos
Implantes imediatos se tornaram uma modalidade cirúrgica bastante popular nos dias atuais pelo encurtamento do tempo do tratamento, menor número de cirurgias e melhor aceitação do paciente em relação a um dente que será extraído na cavidade oral. Um espaço entre a superfície do implante e a parede interna do alvéolo se forma neste tipo de procedimento, pois as dimensões do implante normalmente não coincidem com as dimensões do alvéolo dentário. Devido às alterações ósseas que ocorrem fisiologicamente após extrações dentárias, várias técnicas de aumento ósseo foram propostas na literatura para tentarcompensar os níveis de reabsorção das paredes dos rebordos alveolares. Uma destas técnicas abordadas pela literatura é o preenchimento do espaço que se forma em implantes imediatos com biomateriais, foi o tema principal deste estudo. Apesar de controverso, muitos trabalhos têm demonstrado que quando um espaço menor do que 2 mm existir, não é necessário utilizar qualquer tipo de biomaterial para o seu preenchimento. Sua cicatrização ocorrerá espontaneamente, levando a um preenchimento ósseo com bastante previsibilidade e com resultados estéticos similares quando se usa biomaterial como material de enxertia. Em espaços maiores ou igual a 2 mm, o uso de biomateriais se faz necessário, pois o preenchimento ósseo do defeito peri-implantar não ocorre com tanta frequência. Este fato pode resultar em uma bolsa peri-implantar profunda podendo evoluir para um comprometimento da osseointegração e culminar com a perda do implante.
2022-12-06T15:48:34Z
Creumarton Alex de Oliveira
Perda óssea peri-implantar em diferentes conexões protéticas sobre implantes
A utilização de implantes para substituir dentes de pacientes completamente ou parcialmente edêntulos tem permitido a devolução de função sem algumas das desvantagens das próteses removíveis, como a inerente falta de estabilidade. A longo prazo, o dentista precisa ser rigoroso quanto aos critérios de sucesso avaliados e quanto aos problemas que podem surgir a partir do uso de implantes, como a perda óssea precoce peri-implantar e a inflamação dos tecidos de sustentação. Diversos sistemas de implantes surgiram a fim de minimizar esses problemas. O objetivo desse trabalho é estudar a perda óssea peri-implantar relacionando-a ao tipo de conexão do componente protético ao implante, para os três tipos mais comuns: hexágono externo, hexágono interno e cone morse. De acordo com a literatura revisada, existem indícios que os implantes com conexãointerna possuem tendência a apresentar menores perdas ósseas, especialmente aqueles com conexões cônicas. No entanto, não há dados que permitem relacionar diretamente a perda óssea com os diferentes sistemas de conexão implante/prótese.
Uso de células em procedimentos de regeneração óssea alveolar na implantodontia: revisão de literatura
A perda de elementos dentários causa alterações estruturais no rebordo alveolar, levando a necessidade de serem realizados procedimentos de regeneração óssea previamente ao tratamento reabilitador com implantes. Diante da variedade de técnicas e materiais utilizados para reconstruções teciduais, o enxerto autógeno é considerado o padrão ouro. Contudo, sua utilização pode ser limitada pela disponibilidade óssea, necessidade de outra área cirúrgica e grande morbidade da área doadora. Assim, técnicas alternativas para reconstruções alveolares são extensamente investigadas, como os métodos que envolvem a engenharia tecidual. O presente estudo teve como objetivo revisar a literatura científica, visando avaliar a eficácia das diferentes abordagens terapêuticas com células tronco derivadas damedula óssea, empregadas para a regeneração óssea alveolar na implantodontia, enfocando os métodos de processamento e arcabouços utilizados, além de sua eficácia, reprodutibilidade e segurança para a aplicação clínica. Foram incluídas revisões de literatura, estudos in vitro e in vivo, em modelo animal ou em humanos, que apresentaram a utilização de uma ou mais abordagens terapêuticas com células tronco derivadas da medula óssea para reconstrução alveolar. Concluiu-se que a literatura científica apresenta evidências de que a utilização de abordagens terapêuticas com células tronco mesenquimais derivadas da medula óssea é eficaz para a regeneração óssea alveolar, porém, mais estudos são necessários para que estas novas abordagens possam se tornar práticas clínicas confiáveis, seguras, e reproduzíveis.
2022-12-06T15:44:39Z
Luiza Silva Araujo Cortez
Medicamentos que influenciam na osseointegração: uma revisão a respeito de anti-inflamatórios, bisfosfonatos e estatinas
A administração de fármacos pode influenciar vários aspectos metabólicos do organismo e com a osseointegração não poderia ser diferente. Dos fármacos aqui estudados, os anti-inflamatórios não esteroides ainda são motivo de grande discussão na literatura. É indiscutível que as prostaglandinas exercem influência na homeostaseóssea, porém não se sabe se os efeitos da inibição da síntese destas, pelos antiinflamatórios não esteroides, são suficientes para algum motivo de preocupação durante a instalação de implantes. O uso prolongado de anti-inflamatórios esteroides e bisfosfonatos pode serpreocupante. O primeiro por causar inúmeras alterações fisiológicas, sendo de relevância o surgimento de osteoporose e a inibição do eixo hipotálamo-hipofisário. O segundo pelo surgimento de osseonecrose dos maxilares Assim como as estatinas, o uso tópico de bisfosfonatos tem parecido promissor, pois aumentam a taxa de formação óssea , através da promoção da atividade osteoblástica e inibindo a atividade osteoclástica. Não existem relatos de osseonecrose dos maxilares associado ao uso de estatinas, ao contrário dos bisfosfonatos.Apesar de extensas discussões e controvérsias na literatura algunsmedicamentos aqui estudados podem ter influências tanto positivas quanto negativas no sucesso de implantes ou enxertos ósseos.
Adaptação vertical de componentes protéticos metálicos sobre implantes
A implantodontia nos ultimos anos foi uma das maiores conquistas na Odontologia para substituir a perda de dentes. A adaptacao proteses sobre implantes e considerada fator primordial para o sucesso do tratamento restaurador, pois proteses com o minimo desajuste vertical sao desejadas, acreditando-se na geracao de menores valores detensao as fixacoes. A desadaptacao de componentes proteticos sobre os implantes podem provocar problemas biologicos, mecanicos e ate mesmo a perda da osseointegracao, sendo importante o assentamento passivo da protese sobre o implante livre de tensao. Apesar de muitos estudos na literatura nao existem parametros para considerar os niveis de desajuste clinicamente aceitaveis. O presente estudo tem comoobjetivo realizar uma revisao de literatura sobre os niveis do desajuste vertical entre componentes proteticos metalicos e os implantes. Os resultados revelaram valores aceitaveis entre 10 a 150 m de desadaptacao vertical.