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O tratamento odontológico hospitalar para pacientes com necessidades especiais no Sistema Único de Saúde do estado de Minas Gerais

Este trabalho tem como fio condutor a interface entre pessoas com deficiência e pessoas com necessidades especiais para fins da assistência odontológica. Foi realizado com o objetivo de conhecer o perfil dos serviços que realizaram o tratamento odontológico sob sedação ou anestesia geral, assim como o das pessoas que foram atendidas, no SUS de Minas Gerais durante o período de julho/2011 a junho/2012. Caracteriza-se como um estudo censitário, descritivo e exploratório. Os resultados e discussão são apresentados no formato de dois artigos. O estudo identificou as características demográficas dos indivíduos e as características assistenciais do tratamento odontológico sob sedação e/ou anestesia geral em ambiente hospitalar no SUS-MG. Foram avaliadas todas as Autorizações de Internações Hospitalares (AIH) para execução do procedimento Tratamento Odontológico para Pacientes com Necessidades Especiais no período acima citado. Foram mensuradas variáveis demográficas e assistenciais de cada atendimento. As taxas de internações por 10.000 habitantes e cobertura assistencial realizada no estado de Minas Gerais e em cada uma das Regiões Ampliadas de Saúde foram calculadas. A análise descritiva das variáveis foi feita por meio de cálculo da frequência e medidas de tendência central e variabilidade. Foi realizado também agrupamentos das características das 1.063 AIH, por meio da análise de cluster. Foram analisadas quatro variáveis demográficas e assistenciais referentes aos pacientes que foram atendidos. A idade foi dicotomizada pelo valor mediano e o sexo foi categorizado entre masculino e feminino. O diagnóstico médico foi dicotomizado em transtornos mentais e comportamentais e doenças do sistema nervoso, que somados, foram os diagnósticos com maior proporção (78,8%) entre os pacientes atendidos; e na categoria outros, que representou os demais diagnósticos pertencentes a 11 grupos da CID-10. Além disso, foi avaliado se o atendimento havia sido realizado exclusivamente por cirurgião-dentista clínico geral ou se houve a presença de algum especialista. A taxa de internações por 10.000 habitantes foi igual a 0,54. A maioria dos indivíduos era adulta, do sexo masculino, com diagnóstico de transtornos mentais ou comportamentais e residente em 27,7% dos municípios de Minas Gerais. Os procedimentos foram realizados em 39 municípios, sendo executados, na sua maioria, por cirurgiões-dentistas clínicos gerais. A cobertura assistencial foi igual a 1,58%. Três clusters foram formados e analisados, e estratificados por cada uma das 13 Regiões Ampliadas de Saúde de Minas Gerais. O cluster 1 caracterizou-se pela ausência de diagnóstico de transtornos mentais e comportamentais e doenças do sistema nervoso. O cluster 2 apresentou o maior agrupamento de AIH. O cluster 3 foi o menos frequente em todas as Regiões Ampliadas de Saúde. Entre as Regiões Ampliadas de Saúde do estado de Minas Gerais, os clusters distribuem-se de forma desigual. O estudo revelou um perfil clássico do paciente atendido. Foram identificadas dificuldades em se estabelecer uma rede de atenção à saúde bucal.

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2022-12-06T15:46:46Z

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Jacqueline Silva Santos

Uso de serviços públicos de saúde bucal pela população adulta

Estudar os fatores associados ao uso de serviços odontológicos pode fornecer conhecimentos necessários sobre os motivos que levam os indivíduos à busca pelo atendimento e à formulação de políticas públicas mais adequadas à realidade. O estudo utilizou a amostra de adultos constante do banco de dados do SB Minas Gerais - Pesquisa das condições de saúde bucal da população mineira, estudo epidemiológico transversal, representativo para o estado de Minas Gerais, que investigou os principais agravos de saúde bucal, bem como aspectos socioeconômicos relacionados e teve como objetivo conhecer a prevalência e os fatores associados ao uso de serviços públicos pela população adulta mineira. A variável dependente foi o tipo de serviço utilizado, categorizada para público e privado. As variáveis independentes foram selecionadas e agrupadas para inserção no modelo de análise de acordo com uma adaptação do modelo comportamental de Andersen e Davidson. Para a análise dos dados no primeiro artigo foi utilizado um modelo hierarquizado. Para cada bloco de variáveis nos níveis hierárquicos foram estimados, por meio de regressão logística, Odds Ratio brutas e ajustadas e respectivos intervalos de confiança a 95%. Foi utilizado o módulo Complex Samples do programa SPSS 19.0, considerando o delineamento amostral utilizado. Estiveram associados ao uso de serviços públicos por adultos no modelo final ser da raça/cor preta, pertencer a famílias com mais de 4 residentes e com menor renda familiar, residir em municípios de menor porte e ter mais dentes necessitando tratamento. Já no segundo artigo, foi utilizado o programa STATA 12.0. As variáveis de contexto de vida dos indivíduos foram inseridas e para a análise foi utilizado o modelo multinível. As variáveis do nível de vizinhança foram provenientes do Censo Demográfico do ano de 2010 e as variáveis do nível municipal foram provenientes de bancos de dados públicos disponíveis relativos aos serviços de saúde bucal. Ainda no nível municipal foi escolhida a variável IDHM para representar qualidade de vida nos municípios da pesquisa. Em relação às variáveis individuais, foram utilizadas aquelas que se mantiveram significativas no artigo anteriormente citado. No modelo final, em relação às variáveis individuais, estiveram associadas a uma maior utilização do serviço público odontológico: menor renda familiar, maior número de residentes no domicílio e maior número de dentes necessitando de tratamento. Em relação às variáveis de contexto, a pior infraestrutura leva a uma menor utilização do serviço público. Desta forma conclui-se que o uso de serviços públicos está associado à renda familiar, à forma como esta renda está dividida nos domicílios, à necessidade de tratamento apresentada pelo indivíduo e à organização da infraestrutura de serviços de saúde bucal existente no município. O SUS vem desempenhando o seu papel no sentido de se fazer presente àqueles que mais necessitam. As desigualdades em saúde precisam ser enfrentadas por meio de políticas públicas intersetoriais e que possibilitem a modificação dos determinantes sociais.

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2022-12-06T15:47:03Z

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Rafaela da Silveira Pinto

Estudos da associação entre diabetes mellitus gestacional e periodontite: caso-controle, coorte e revisão sistemática com meta-análise

A periodontite na gestante poderia induzir uma resposta inflamatória sistêmica e manifestação de um quadro de resistência à insulina. Três estudos foram realizados com o objetivo de analisar a associação entre periodontite e diabetes mellitus gestacional (DMG), a associação entre periodontite e o desenvolvimento do diabetes mellitus tipo 2 (DM tipo-2), em mulheres com DMG prévio, bem como a evidência científica sobre a associação entre periodontite e DMG. O estudo caso-controle incluiu 20 gestantes com DM tipo-1 ou DM tipo-2, 20 mulheres com DMG e 40 gestantes sem alterações endócrinas. Foram coletados dados sobre idade gestacional, peso, altura, níveis glicêmicos e realizado exame clínico periodontal. Os resultados demonstraram que mulheres com DMG apresentam alto índice de massa corporal (IMC) e idade materna elevada. Alta prevalência de periodontite foi observada, entretanto sem diferença estatística entre os grupos. O estudo longitudinal incluiu 49 mulheres portadoras de DMG prévio. Foram solicitados exames de glicemia em jejum, hemoglobina glicada e quantificação de proteína c-reativa (PCR) sanguínea. Foi realizado exame clínico periodontal durante a gestação e aproximadamente três anos, após o parto. Foi feita coleta de amostra de saliva total estimulada para quantificação dos níveis de interleucina 6 (IL-6), interleucina 10 (IL-10), fator de necrose tumoral (TNF-), metaloproteinase 2 (MMP-2) e metaloproteinase 9 (MMP-9). A incidência de DM tipo-2, observada, foi de 18,4%. Não houve diferença significativa entre os grupos para a frequência de periodontite. Foi observada significativa associação entre elevados níveis de PCR e DM tipo-2. Demais parâmetros imunológicos não diferiram entre os grupos. Na amostra estudada, não foi observado impacto da periodontite no desenvolvimento do DM tipo-2, em mulheres com DMG prévio. A associação entre PCR sanguínea e o desenvolvimento do DM tipo-2 pode evidenciar a importância de um processo inflamatório na etiopatogênese do diabetes mellitus (DM). Um estudo de revisão sistemática com meta-análise foi conduzido por meio de pesquisa em três bases de dados eletrônicas. Dois pesquisadores foram responsáveis pela seleção dos estudos, avaliação qualitativa e extração dos dados. Cento e noventa estudos foram selecionados. Desse total, 15 estudos foram selecionados para análise integral do texto. Oito estudos foram considerados elegíveis e 7 estudos entraram na meta-análise. Foi observada uma significante associação entre periodontite e DMG na meta-análise de quatro estudos transversais (OR 1,67; 95% IC 1,20-2,32). Entretanto, o teste de sensibilidade para estudos caso-controle demonstrou falta de consistência dos dados (meta-análise de três estudos caso-controle: OR 1,69; 95% IC 0,68-4,21). Foi observada substancial heterogeneidade clínica, metodológica e estatística entre os estudos. A evidência científica não confirma a associação entre periodontite e DMG.

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2022-12-06T15:43:20Z

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Rafael Paschoal Esteves Lima

Avanços em cirurgia guiada e no planejamento virtual

Hoje em dia, encontra-se disponível uma literatura crescente sobre implantodontia assistida por computador. Os estudos relatam a respeito da precisão no posicionamento dos implantes, comparando as posições planejadas virtualmente com as posições reais obtidas e demonstrando os resultados clínicos das diferentes técnicas. Como muitas dessas técnicas já estão disponíveis na prática clínica ouencontram-se no caminho de se firmar como opções de tratamento rotineiras, é de grande importância analisar os diferentes sistemas atualmente disponíveis, discutindo as possibilidades e limitações da implantodontia assistida por computador e suas aplicações clínicas. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi avaliar a literatura científica com relação à precisão, efetividade e ao desempenho clínico dediferentes aplicações de tecnologia de informática na implantodontia, procurando entender os diferentes sistemas tecnológicos utilizados e avaliar as diferentes técnicas de cirurgias assistidas estáticas e dinâmicas.

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2022-12-06T15:44:07Z

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Vinicius Silveira Nogueira Reis

Efeito dos tratamentos de superfície no manchamento e na rugosidade do esmalte após clareamento dentário

O esmalte dentário submetido ao clareamento com peróxidos pode tornar-se mais rugoso e mais susceptível ao manchamento que o esmalte não clareado, especialmente logo após o tratamento clareador. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de diferentes tratamentos de superfície e do tempo de espera para o contato com pigmentos, na rugosidade e na manutenção da cor do esmalte, após clareamento dentário. Cem espécimes de dentes bovinos foram clareados com peróxido de hidrogênio 35% (Whiteness HP, FGM) e tratados de acordo com a divisão em 5 grupos: G1 saliva artificial (controle), G2 fluoreto de sódio neutro 2% (Flugel, DFL), G3 pasta de fosfopeptídeos da caseína-flúor fosfato de cálcio amorfo (CPP-ACPF, MI Paste Plus, GC), G4 líquido para manutenção dos resultados do clareamento dentário (Keep White Rinse, DMC), G5 polimento coronário com discos de feltro impregnados com óxido de alumínio (Super Buff Disk, Shofu). Cinquentaespécimes foram imersos em café, por 24 horas, imediatamente após a aplicação dos tratamentos de superfície, e os outros cinquenta, uma hora após. As diferenças de cor (E) foram analisadas por espectrofotometria (Vita EasyShade) antes do tratamento clareador (L1), depois do clareamento (L2) e após o manchamento (L3).A rugosidade (Ra m, Rq) foi analisada por perfilometria (NewView 7300, Zygo Corporation) antes do tratamento clareador (R1), após o clareamento (R2) e após os tratamentos de superfície (R3). O efeito dos tratamentos de superfície e do tempo de espera foram analisados por ANOVA para dois critérios, Friedman e Kruskal-Wallis (p<0,05). ANOVA demonstrou que os tratamentos de superfície (p=0,878), o tempo de espera (p=0,105) e a interação (p=0,145) não foram relevantes para omanchamento no café. Houve diferença significativa na rugosidade entre os diferentes momentos de avaliação (R1, R2 e R3) (p<0,001), mas os tratamentos de superfície não diferiram entre si (G1, G2, G3, G4, G5) (p>0,05). Concluiu-se que os tratamentos de superfície não diferiram do controle quanto à manutenção da cor do esmalte clareado. O tempo de espera de uma hora para o contato com pigmentos não foi relevante para a manutenção da cor obtida com o clareamento. O clareamento aumentou a rugosidade do esmalte. Todos os tratamentos de superfícieexerceram um efeito similar e significativo na diminuição da rugosidade após clareamento.

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2022-12-06T15:44:23Z

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Debora Drummond Hauss Monteiro

Bruxismo noturno, bullying verbal escolar e satisfação de vida em adolescentes brasileiros

O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre o provável bruxismo noturno, bullying verbal escolar, classe econômica e satisfação de vida em adolescentes. : o primeiro com delineamento transversal de base populacional e o segundo, um estudo caso-controle aninhado ao estudo transversal. O estudo transversal de base populacional foi realizado com uma amostra de 1344 adolescentes de 13 a 15 anos de idade, matriculados em escolas de Itabira, Brasil. Os dados sobre o provável bruxismo noturno e classificação econômica foram obtidos por meio de questionário respondido pelos pais. Por sua vez, as informações sobre o envolvimento em episódios de bullying verbal escolar e satisfação de vida foram coletadas por meio de questionário respondido pelos adolescentes. O bruxismo noturno foi identificado à partir dos critérios mínimos da International Classification of Sleep Disorders (ICSD), enquanto as questões sobre o bullying verbal escolar foram baseadas no questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE). Para se classificar economicamente às famílias, foram adotados os critérios formulados pela Associação Brasileira de Empresa de Pesquisa (ABEP). A satisfação de vida foi avaliada através da Escala Multidimensional de Satisfação de Vida para Adolescentes (EMSVA). Os dados foram analisados mediante testes bivariados e regressão de Poisson com variância robusta. De acordo com o relato dos pais, 205 (15,3%) adolescentes apresentavam provável bruxismo noturno. Em relação ao bullying verbal escolar, 10,9% dos adolescentes eram vítimas, 17,2% eram agressores e 5,9% eram tanto vítimas quanto agressores. A maior prevalência de bruxismo noturno foi observada entre adolescentes vítimas de bullying verbal escolar (RP: 6,31; IC95%: 4,78-8,32) e vítimas/agressores (RP: 5,27; IC95%: 3,82-7,27). O bruxismo noturno associou-se também à alta classe econômica (RP: 1,51; IC95%: 1.23-1,86), aos maiores escores de satisfação de vida nos domínios self (RP: 1,04; IC95%: 1,00-1,08), escola (RP: 1,05; IC95%: 1,02-1,09) e autoeficácia (RP: 1,07; IC95%: 1,03-1,12) e aos baixos escores de satisfação no domínio não violência (RP: 0,96; IC95%: 0,93-0,99). No estudo caso-controle, os adolescentes que participaram do estudo transversal foram distribuídos em dois grupos de acordo com a presença/ausência do provável bruxismo noturno. O grupo caso foi composto por 103 adolescentes com bruxismo noturno e o grupo controle tinha 206 participantes sem bruxismo noturno. Os grupos foram pareados de acordo com gênero e idade dos adolescentes e adotou-se uma proporção de dois controles para cada caso. A associação entre a variável dependente (bruxismo noturno) e as variáveis independentes (classe econômica e bullying verbal escolar) foi verificada por meio de modelos de regressão logística condicional não ajustado e ajustado. À partir da análise dos dados, verificou-se que os adolescentes com bruxismo noturno tiveram uma chance seis vezes maior de terem sido expostos a episódios de bullying verbal escolar (OR: 6,08; IC95%: 4,25-8,72), em comparação aos adolescentes do grupo controle. Diante destes resultados, concluiu-se que o bruxismo noturno associou-se significativamente ao bullying verbal escolar em ambos os estudos. Em contrapartida, a associação entre o bruxismo noturno e a classe econômica foi observada apenas no estudo transversal.

Year

2022-12-06T15:42:04Z

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Livia Bonfim Fulgencio

Associação dos indicadores socioeconômicos, fatores pre e perinatais na ocorrência de defeitos de desenvolvimento de esmalte na dentição decídua: estudo de base populacional

Os defeitos de desenvolvimento de esmalte (DDE) são alterações comuns na dentição decídua e podem estar associados a intercorrências nos períodos pré, peri e pós natais bem como a indicadores socioeconômicos. A literatura é escassa de evidências científicas de base populacional, sendo que a maioria das pesquisas é realizada principalmente com amostras específicas. O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência de DDE em crianças de cinco anos de idade e verificar a associação com prematuridade, peso ao nascer, intercorrências na gravidez (síndrome hipertensivo, infeções urinarias e diabetes gestacional) e indicadores socioeconômicos (renda mensal per capita, escolaridade materna, tipo de escola frequentada pela criança). Realizou-se um estudo transversal representativo com uma amostra de 1350 crianças de cinco anos de idade em Belo Horizonte - MG. Brasil. Após o consentimento dos pais, as crianças foram examinadas para o diagnóstico do DDE utilizando os critérios do índice DDE modificado (FDI,1992), e, através de um questionário, as mães forneceram os dados socioeconômicos bem como peso ao nascer, tempo de gestação e às intercorrências durante a gravidez relacionadas a parto pre-termo e baixo peso. A análise dos dados foi realizada utilizando-se o programa SPSS para Windows versão 19.0 e incluiu a distribuição de frequência, qui-quadrado de Pearson e Teste Exato de Fisher e regressão de Poisson com variância robusta adotando um valor de p <0,05. A prevalência de DDE foi de 40,6%. A opacidade demarcada foi o tipo de defeito mais frequente (22,7%) Através da análise bivariada, verificou-se associação estatisticamente significativa entre o DDE e gênero, peso ao nascer, idade da mãe durante a gestação, escolaridade materna, intercorrência na gravidez (síndrome hipertensivo) e tipo de escola da criança. A partir do modelo de regressão de Poisson ajustado, observou-se maior prevalência de DDE entre as crianças do gênero masculino (RP: 1,177, 95% IC 1,033 1,342), com baixo peso ao nascer (RP: 1,387; 95% IC 1,161 1,656) e muito baixo peso ao nascer (RP: 1,667; 95% IC: 1,150 2,416). A partir destes resultados conclui-se que os defeitos de desenvolvimento de esmalte foram mais comuns entre as crianças do gênero masculino, com peso ao nascer baixo ou muito baixo.

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2022-12-06T15:40:16Z

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Bertha Angelica Chavez Gonzalez

A armazenagem de medicamentos em casa: perfil da população retrita ao domicílio adscrita ao centro de saúde Jaqueline I, Brasil

Esse estudo investigou o estoque caseiro de medicamentos de todos os indivíduos restritos ao domicílio da área de abrangência de um Centro de Saúde em Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. As variáveis sociodemográficas e econômicas dos indivíduos restritos; o tipo de medicamento, sua validade e o local de armazenamento e suas patologias foram coletados por meio de um questionário. Análise descritiva foi realizada. Foram visitados 43 pacientes em 42 casas, com predominância de mulheres (67,44%), idosos (72,10%) com baixa renda familiar (66,67% recebiam de 1 a 3 salários mínimos). Os medicamentos mais encontrados foram para os sistemas cardiovascular, nervoso e para o metabolismo e trato alimentar. Apenas um (2,4%) único lar não apresentava medicamento estocado. Do total de 14.385 doses/unidades encontradas, 12.350 (85,86%) eram de uso contínuo e 2.966 (20,62%) foram consideradas como inservíveis (validade vencida, sem data de validade ou sem identificação). O elevado estoque de medicamentos encontrados coaduna com as patologias crônico-degenerativas apresentadas. Uma estratégia de controle deste volume de medicamentos pode trazer benefícios para as famílias desses indivíduos, uma economia para o serviço e um controle do descarte de medicamentos inservíveis.

Year

2022-12-06T15:46:16Z

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Gilberto Rocha Filho

Neoplasias malignas em região de cabeça e pescoço: perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à radioterapia/quimioterapia e atendidos na Faculdade de Odontologia da UFMG

No Brasil, a mortalidade por doenças crônico-degenerativas vem mostrando uma ascensão progressiva, destacando-se as neoplasias malignas como a segunda causa de morte. O câncer bucal possui uma predominância em países em desenvolvimento, em especial na classe social com níveis socioeconômicos mais baixos. Diante disso, o objetivo do trabalho foi verificar o perfil epidemiológico dos pacientes submetidos à radioterapia/quimioterapia e atendidos na Faculdade de Odontologia da UFMG. Para tanto realizou-se um estudo quanti-qualitativo, documental, analítico, do tipo transversal. Foram analisados todos os registros dos pacientes atendidos no projeto Atendimento de suporte odontológico ao paciente portador de neoplasia maligna e irradiado em região de cabeça e pescoço, no intervalo de 2005 a 2104. Após a coleta, os dados foram digitados em um banco criado no programa R versão 3.0.3 e analisados por estatística descritiva. Dos 458 registros analisados entre 2005 e 2014 351(76,6%) corresponderam a indivíduos do sexo masculino e 107(23,4%), ao sexo feminino, sendo a idade média encontrada de 55,57 (±12,2) anos. Verificou-se que o carcinoma de células escamosas foi o mais prevalente com 334(73,2%) dos casos. Em relação à localização do tumor, a cavidade oral apareceu com 193(43,0) dos casos, já os tumores localizados em faringe e laringe, apareceram com 156(34,7%). Em relação ao tratamento, a radioterapia foi realizada em 409(89,7%) dos pacientes, já a quimioterapia foi realizada em 237(52,7%) dos casos. Ao analisar as complicações pós-radioterapia, foram registrados 144(32,6%) casos de mucosite, 76(17,2%) de candidose e apenas 40(10,6%) de osteorradionecrose. Diante do exposto, podemos concluir que houve uma maior prevalência de pacientes do sexo masculino, com a sexta década de vida, como a mais acometida, sendo expressivo o número de casos em que o tratamento preconizado foi a radio e quimioterapia. O tipo de Câncer mais frequente foi o de células escamosas, localizados principalmente na cavidade oral e a complicação pós-radioterápica mais encontrada foi a mucosite.

Year

2022-12-06T15:40:02Z

Creators

Igor Figueiredo Pereira

Análise do sistema de referência e contrarreferência da endodontia em um município da região metropolitana de Belo Horizonte MG

A avaliação nos serviços de saúde compreende a utilização de indicadores gerais de monitoramento dos serviços. A pesquisa avaliativa objetiva estudar o desempenho dos serviços e produzir recomendações que orientem soluções para os problemas identificados. As avaliações de serviços em atenção secundária em saúde bucal no Brasil estão em fase incipiente de construção de evidências, sobretudo após a implantação dos Centros de Especialidades Odontológicas. Este estudo teve como objetivo analisar o processo de referência e contrarreferência entre a Atenção Primária e a Atenção Secundária no serviço de Endodontia do CEO do município de Contagem, Minas Gerais e subsidiar o aperfeiçoamento do protocolo de encaminhamento para o serviço. Foram coletados dados secundários, dos sistemas de informação municipais, bem como de prontuários contidos nos arquivos do CEO em estudo, relativos ao universo dos 512 pacientes atendidos entre 2009 e 2014. Falhas nos registros impediram a verificação do tempo médio de espera pela primeira consulta. O tempo médio decorrido entre a primeira consulta e a conclusão do tratamento foi em média de 3,12 meses. Houve maior frequência relativa dos indivíduos oriundos das regiões administrativas municipais onde há maior população e maior número de unidades básicas de saúde. Houve números bastante semelhantes entre dentes uni radiculares e não uni radiculares tratados. Grande número de pacientes chegou ao serviço de endodontia do CEO apresentando dentes já sem possibilidade de tratamento. Foram gerados dados que pudessem subsidiar a renovação do protocolo de funcionamento vigente para o serviço estudado.

Year

2022-12-06T15:48:50Z

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Valéria Maria Barbosa Moreira de Mello

Estudo coorte prospectivo em terapia de manutenção periodontal: análise de parâmetros clínicos periodontais, progressão de periodontite, perda dentária e de modelo multifuncional para avaliação do risco periodontal

Este estudo de coorte aberto prospectivo teve como objetivo avaliar a progressão da periodontite, a influência de variáveis preditoras de risco e avaliar a incidência e motivos para a ocorrência de perda dentária (PD) em indivíduos inseridos num programa de terapia de manutenção periodontal (TMP) em ambiente universitário. Metodologia: 250 indivíduos com diagnóstico de periodontite crônica moderadaavançada, que finalizaram terapia periodontal ativa foram recrutados na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil. Todosforam submetidos a um exame clínico periodontal completo (TMP1) e a uma coleta de variáveis sociais, demográficas e biológicas de interesse. Avaliou-se o grau de cooperação destes indivíduos (cooperadores, cooperadores irregulares e não cooperadores) quanto à adesão ao programa de TMP em re-chamadas trimestrais (TMP2, TMP3 e TMP4) pelo período de 12 meses. Assim, 150 indivíduos considerados cooperadores completos (60%) foram elegíveis para esta pesquisa. Emtodas as re-chamadas foram coletados os seguintes dados: índice de placa (IP), sangramento a sondagem (SS), profundidade de sondagem (PS), níveis clínicos de inserção (NCI), supuração (S) e envolvimento de furca (EF), em todos dentes presentes (com exceção de terceiros molares). Identificou-se, pela plausibilidade biológica, quais variáveis preditoras de risco poderiam influenciar a condição clínica periodontal e a progressão da periodontite. O efeito de variáveis de interesse econfundimentofoi testado por análise univariada e regressão logística multivariada, assim como motivos e tipos de dentes perdidos. Resultados: Observou-se uma melhora considerável nos parâmetros clínicos periodontais na maioria dos indivíduos. Durante o período de monitoramento, 130 indivíduos (86,7%) tiveram estabilidade periodontal e 20 indivíduos (13,3%) apresentaram progressão de periodontite.Diabetes não foi associada à progressão de periodontite (p=0,67) e o tabagismo foi significantemente associado a maior progressão de periodontite (RC=2,7; 95% IC: 1,01-7,22). 28 indivíduos (18,66%) apresentaram perda dentária os quais somaram 47 dentes perdidos (1,4%). Os motivos e números de dentes perdidos foram respectivamente: doença periodontal (n=34; 72,3%), cárie (n=3; 6,4%), motivos protéticos (n=9; 19,2%), perfuração radicular (n=1; 2,1%). Molares apresentaram maior mortalidade dental do que não molares e homens 3 vezes mais chances de PD do que mulheres (RC=3,16; 95% IC: 1,28-7,78). Indivíduos com 10% de sítios com PS entre 4 e 6 mm apresentaram 5 vezes mais chances de PD (RC= 5,13; IC 95%: 2,04-12,09). A determinação do risco individual pelo modelo ARP (Avaliação do Risco Periodontal) resultou na classificação dos indivíduos em 02(1,3%) de baixo risco, 83 (55,3%) de moderado risco e 65 (43,4%) de alto risco àrecorrência de periodontite. Conclusões:Os programas de manutenção periodontalem ambiente universitário podem estabilizar a condição periodontal obtida apósterapia ativa e, adicionalmente, controlar e/ou minimizar a ação de variáveispreditoras de risco a progressão da periodontite. Neste estudo, a incidência de PDfoi pequena e restrita a poucos indivíduos. A adoção do modelo ARP contribui para adeterminação do risco individual dos indivíduos,permitindo que os escores de riscosejam comparados ao longo do tempo. Assim, este instrumento pode ser válido paramonitorar particularmente variáveis mutáveis de risco e auxiliar na estratégia,determinação e cooperação nos programas de TMP. Aestabilidade dos tecidosperiodontais, controle de variáveis de risco e redução da PD podem ser metasalcançáveis pelos programas de TMP, refletindo a sua eficiência e propiciandomelhor qualidade de vida para indivíduos periodontalmente susceptíveis.

Year

2022-12-06T15:41:03Z

Creators

Telma Campos Medeiros Lorentz

Fibroma ossificante juvenil em mandíbula: relato de caso

Lesões fibro-ósseas benignas são processos patológicos comumente encontrados em ossos do esqueleto maxilofacial. O fibroma ossificante verdadeiro é uma entidade rara, com muitos casos previamente relatados sendo reconhecidos hoje como displasia cemento óssea focal. O fibroma ossificante juvenil é uma variante dos fibromas ossificantes, tendo como características peculiares o crescimento rápido, entre 5 15 anos, e o comportamento clínico agressivo. O presente trabalho relata um caso de paciente jovem (15 anos), do sexo feminino, com diagnóstico de fibroma ossificante juvenil em região posterior de mandíbula, tratada com ressecção em bloco e reconstrução imediata com enxerto ósseo não vascularizado de crista ilíaca. A paciente encontra-se em acompanhamento ambulatorial sem indícios de recidiva da lesão. O fibroma ossificante juvenil que apresenta comportamento clínico agressivo merece atenção especial no seu tratamento, nos casos em que o crescimento é rápido e destrutivo uma abordagem mais agressiva se faz necessário.

Year

2022-12-06T15:47:34Z

Creators

Gustavo Marques de Oliveira Chiavaioli

Influência de parâmetros clínicos, radiográficos, cirúrgicos e histopatológicos na taxa de recidiva dos ceratocistos odontogênicos: uma análise retrospectiva de coorte

Não existe, na literatura, um consenso sobre o protocolo ideal de tratamento do Ceratocisto Odontogênico (CO). Isso se deve a alguns fatores, dentre eles à falta de padronização adequada dos dados avaliados nos trabalhos científicos. Essa falha é, muitas vezes, inerente a estudos retrospectivos. O objetivo deste estudo é avaliar a influência de parâmetros clínicos, radiográficos, cirúrgicos e histopatológicos no índice de recidiva do CO. Como diferencial, foram selecionados casos tratados de maneira uniforme e detalhada, pelo mesmo cirurgião. O tratamento foi a enucleação associada à ostectomia periférica, precedida ou não por descompressão da lesão. A amostra (n=24) foi composta por pacientes, com uma média de idade de 32.1 anos, que se apresentaram para tratamento inicial de uma lesão única de CO. Quatorze lesões (58.4%) foram submetidas a descompressão prévia. O tempo médio de acompanhamento dos pacientes foi de 60.5 meses (DP=31.3). Oito indivíduos (33%) apresentaram recidiva dos Cos e o tempo médio para desenvolvimento da recidiva foi de 19 meses (DP=4.9). Todas as recidivas foram diagnosticadas nos dois primeiros anos de acompanhamento e estavam significativamente associadas com: 1) pobre resposta clínica à descompressão (p=0.027); 2) preservação de dentes com evidência radiográfica de envolvimento de lesão entre as raízes dentárias (p=0.009) e 3) presença de brotamento epitelial da camada basal com ou sem formação de ilhas epiteliais na cápsula fibrosa (p=0.019). Este estudo sugere que parâmetros clínicos, radiográficos e microscópicos podem influenciar a recidiva do CO e têm a possibilidade ser avaliados individualmente como guia terapêutico.

Year

2022-12-06T15:43:52Z

Creators

Joanna Farias da Cunha

Infecções odontogênicas complexas: revisão de literatura

As infecções odontogênicas podem progredir para abscessos cervicais profundos, mediastinites e abscesso cerebral, dentre outras patologias. Sendo necessários, uma terapêutica correta e o acompanhamento multidisciplinar do paciente. O diagnóstico correto das infecções odontogênicas é imprescindível para o estabelecimento da terapia o quanto mais rápido possível, evitando desta forma maiores complicações para o paciente, que apesar de serem infrequentes não devem ser desconsideradas devido à sua morbidade. O propósito do presente trabalho foi de realizar uma revisão de literatura contendo informações sobre Infecções Odontogênicas, tais como: Anatomia das regiões afetadas, microbiologia, abordagem imunológica da infecção, causas, diagnóstico, tratamento e principais complicações, aprofundando os conhecimentos a respeito dessa enfermidade, comum no cotidiano do cirurgião dentista. A revisão baseou-se nos periódicos retirados dos sites para busca de literatura em saúde, tais como: Portal Capes, Scielo, PubMed e Bireme . Os descritores utilizados foram: Odontogenic infection, Antimicrobial treatment of odontogenic infection, Sistemic disease and odontogenic infection e Ludwig`s Angina. Através da leitura dos resumos de cada artigo, foram selecionados os que pareciam ser mais pertinentes ao assunto, sendo analisados os artigos em língua Portuguesa, Espanhola e Inglesa.

Year

2022-12-06T15:44:56Z

Creators

Marcelo Simião Neto

Influência da experiência odontológica negativa na infância e do conhecimento em saúde bucal no medo odontológico na idade adulta

Os objetivos deste estudo foram verificar a associação entre o relato de experiência odontológica negativa na infância e o alto medo odontológico entre universitários da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Brasil e avaliar a influência do conhecimento em saúde bucal no medo odontológico entre universitários de odontologia, após cinco anos de curso. Este estudo será apresentado em formato de dois artigos científicos. O primeiro apresenta um estudo caso-controle aninhado a um estudo transversal, cujos participantes eram universitários de odontologia, psicologia e matemática. O segundo artigo descreve um estudo longitudinal de cinco anos, realizado entre universitários de odontologia. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFMG (COEP/UFMG) protocolo (# 0201.0.203.000-10). Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram o Dental Fear Survey (DFS) e um questionário autorrelatado sobre experiência odontológica. A variável dependente em ambos os artigos foi o medo odontológico. No primeiro artigo, os universitários foram alocados em dois grupos: alto medo e baixo medo odontológico, pareados por gênero, curso de graduação e condição sociodemográfica (1 caso: 4 controles). O grupo caso incluiu universitários com alto medo (n=65) e o grupo controle incluiu aqueles com baixo medo (n=260), definidos pela análise de cluster. O segundo artigo incluiu 48 universitários de odontologia da UFMG que responderam os mesmos instrumentos quando iniciaram o curso, em 2010 e no final do curso, em 2015. No primeiro artigo a análise estatística incluiu análise descritiva, bivariada e regressão logística multivariada condicional com nível de significância de 5%. No segundo artigo foram utilizados os testes de Wilcoxon e Qui-quadrado de McNemar com nível de significância de 5%. O estudo caso-controle demonstrou que os estudantes com maior chance de apresentar alto medo odontológico relataram experiência odontológica negativa nainfância (OR= 2,97; 95% IC: 1,44 - 6,14), experiência de dor de dente nos últimos 12 meses (OR=11,31; 95% IC: 4,79 - 26,68), incômodo durante o tratamento odontológico (OR=5,36; 95% IC: 2,53 - 11,36) e autoavaliação da saúde bucal ruim (OR=3,62; 95% IC: 1,61-8,11). Os resultados do estudo longitudinal mostraram que houve redução de visitas/ano ao dentista dos estudantes de odontologia, ao finalizarem o curso (p=0,012). As médias dos escores totais do DFS foram semelhantes nas duas ocasiões: no início do curso (31,7 ± 9,3) e no final do curso de odontologia (29,6 ± 6,6) (p=0,318). Universitários no final do curso de odontologia apresentaram menores escores médios em relação ao fator estrutural do DFS medo de situações e estímulos específicos do tratamento dentário (12,3 ± 3,5) do que quando iniciaram o curso (14,0 ± 5,4) (p=0,042). Concluiu-se que experiências odontológicas negativas na infância influenciaram o alto medo odontológico entre os universitários, mesmo na presença de outros fatores. O percurso curricular no curso de odontologia diminuiu o medo de estímulos específicos do tratamento odontológico, mas não contribuiu para a redução dos níveis de medo odontológico de maneira geral. As faculdades de odontologia devem enfatizar temas do comportamento humano para a compreensão do medo odontológico.

Year

2022-12-06T15:46:16Z

Creators

Mauricio Antonio de Oliveira

Avaliação da ocorrência de ramificações dos canais mandibulares em regiões afetadas ou não por inflamação por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico

O canal mandibular precisa ser considerado em diversos procedimentos odontológicos, com vistas a evitar injúrias do nervo alveolar inferior. A ocorrência de variações anatômicas do canal mandibular aumenta o risco de lesões neurovasculares. Sensibilidade aumentada e falhas em procedimentos anestésicos em mandíbulas, especialmente em casos com inflamação, também podem estar relacionadas com alterações da inervação local. Este estudo visou avaliar a ocorrência de ramificações dos canais mandibulares em regiões afetadas por inflamação dentária, por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), com o intuito de verificar se há algum relacionamento entre ramificações e inflamação. Uma base de dados de 2.484 TCFCs foi revisada para identifica ramificações dos canais mandibulares e inflamação dentária. A amostra final foi pareada para idade e gênero. As ramificações próximas aos dentes posterioresforam consideradas como variável dependente. A ocorrência e localização de inflamação dentária, assim como as medidas dos níveis de cinza nas mesmas regiões, foram consideradas como variáveis independentes. Os testes de Kolmogorov-Smirnov, Qui-quadrado, teste-T e análise por regressão logística foram aplicados para verificar o relacionamento estatístico dos dados (P<0,05). As lesões mais relacionadas às ramificações foram lesões endoperio e lesões apicais. Gênero (P=0,308) e idade (P=0,728) não mostraram associação com a ocorrência de ramificações dos canais mandibulares. A ocorrência de inflamação aumentou o risco para a ocorrência de ramificações dos canais mandibulares próximas aos dentes posteriores. (P<0,001; OR=11,640; IC-95%: 4.327-31.311). As lesões mais frequentemente associadas com as ramificações apresentaram origem endodôntica.Foi verificada associação entre as ramificações dos canais mandibulares e inflamação dentária na região dos dentes posteriores.

Year

2022-12-06T15:49:06Z

Creators

Mauricio Augusto Aquino de Castro

Avaliação dos serviços públicos de endodontia nos centros de especialidades odontológicas de Minas Gerais

Objetivo do estudo foi avaliar serviços de Endodontia na atenção secundária dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) de Minas Gerais (MG), em 2014. Dados de produtividade foram extraídos do TABWIN, segundo Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde dos CEO/MG. Variáveis de caracterização dos municípios (porte populacional, IDH, Índice de Gini), e dos serviços (cobertura PSF, tempo de credenciamento, tipo de CEO, produtividade) foram extraídas do IBGE e DATASUS. Avaliação dos gestores de saúde bucal dos municípios foi feita por um questionário. Análise descritiva e Correlação de Spearman foram realizadas a um nível significância de 5%. Distribuídos por 70 municípios, 76 CEO credenciados compuseram amostra, dos quais 65,8% eram tipo II. Tempo mediano de credenciamento foi 8 anos. A maioria das cidades apresentou porte populacional <50 mil habitantes (39,4%), IDH e Índice de Gini com 52,6% e 65,8%, respectivamente, acima da mediana e 93,4% das cidades com cobertura de PSF 50%. Endodontia de dentes unirradiculares apresentou maior mediana de produção, seguidos pelos trirradiculares e birradiculares, mas a maioria dos CEO não atingiu metas de produtividades estabelecidas pelo Ministério da Saúde (MS) e 52,63% alcançaram metas em menos de 25% dos meses disponíveis para análise. Houve correlação positiva, respectivamente, entre total de procedimentos de endodontia e média mensal de produtividade e porte populacional (p = 0,006; p = 0,003) e tipo de CEO (p= 0,004; p = 0,001); além de porcentagem de meses com meta alcançada e porte populacional (p = 0,015) e número de meses com meta alcançada e número de meses disponíveis para análise de produção (p=0,011). Houve retorno de 94,29% dos questionários dos gestores, a maioria era dentista (89,4%) e estava há mais de 2 anos no cargo (53%). A maioria das cidades tinha apenas um CEO em funcionamento (92,4%) com 2 dentistas (30,3%). Em 87,9% das cidades, endodontia era realizada apenas no CEO. Assistência em endodontia a outros municípios foi observada em 69,7% dos CEO, sendo 59,1% municípios da mesma microrregião de saúde. Haviam protocolos de referenciamento da atenção primária para CEO em 87,9% da amostra e, destes, 37,9% tinham protocolo municipal próprio e 34,8% seguiam o do MS. A maioria dos CEO tinha lista de prioridades no atendimento (65,2%) e 84,8% tinham meta de produtividade a seguir, sendo que 60,6% destes seguiam metas do MS. Em 50% dos CEO, tempo de espera para início da endodontia foi 1-6 meses. A maioria dos CEO não tinha recursos tecnológicos (42%) para endodontia e, após conclusão desta, 50% dos pacientes eram contra referenciados à atenção primária. Houve uma correlação positiva entre o número de dentistas que realizaram tratamento endodôntico no CEO com o total de procedimentos endodônticos (p=0,0013) e porcentagem de meses com meta alcançada (p=0,029); e correlação negativa entre recursos tecnológicos disponíveis com total de procedimentos endodônticos (p=0,010) e porcentagem de meses com meta alcançada (p=0,012). A maioria dos serviços de Endodontia nos CEO avaliados não alcançaram as metas. Observou-se que gestores desconhecem diretrizes do MS, demandando que medidas de gestão e metas sejam reavaliadas.

Year

2022-12-06T15:40:31Z

Creators

Jose Leonardo Barbosa Melgaco da Costa

Efeito da terapia periodontal não cirúrgica sobre a expressão de beta defensina-1 e índices glicêmicos em indivíduos com periodontite crônica saudáveis e portadores de Diabetes Mellitus tipo 2

As beta defensinas humanas (hBDs) podem ter um papel chave na susceptibilidade às doenças na cavidade bucal. Além do efeito antimicrobiano direto, as hBDs aumentam a imunidade adaptativa. Condições de glicose elevada, in vitro, mostraram ser capazes de inibir a expressão de hBDs e contribuir para a ocorrência de doenças infecciosas associadas com feridas diabéticas. O presente estudo teve como objetivos avaliar a expressão de beta defensina 1 (hBD-1) no fluido crevicular gengival (FCG) de indivíduos saudáveis (H), indivíduos com periodontite crônica (P), e indivíduos com periodontite crônica e portadores de diabetes mellitus compensados (PDMc) e descompensados (PDMd). Além disso, avaliar a influência da terapia periodontal nãocirúrgica (TPNC) nesta expressão e no controle glicêmico. Assim, esta tese foi dividida em 5 estudos, sendo: 1) estudo transversal para avaliar a expressão de hBD-1 no FCG de H e P; 2) estudo de intervenção para avaliar o efeito da TPNC sobre a expressão de hBD-1 no FCG de H e P; 3) estudo transversal para avaliar a expressão de hBD-1 no FCG de H, P e PDMc e PDMd; 4) estudo de intervenção para avaliar o efeito da TPNC sobre a expressão de hBD-1 no FCG de PDMc e PDMd; 5) ensaio clínico controlado para avaliar o efeito da TPNC sobre os índices glicêmicos de PDMc e PDMd. A amostra global foi composta por 80 indivíduos, sendo: 20 H, 20 P, 20 PDMc, e 20 PDMd. Amostras de FCG foram coletadas de sítios saudáveis (h), sítios com gengivite (g) e periodontite (p) do mesmo indivíduo, totalizando 800 amostras de FCG, no baseline (T0) e após 2 meses da TPNC (T1). Glicemia em jejum e hemoglobina glicada (HbA1c) foram registradas em T0 e T1. A quantificação de hBD-1 foi realizada pelo teste ELISA sanduíche. No estudo 1, os níveis de hBD-1 em Hh foram maiores que em Ph. Em P, não houve diferença significativa nos níveis de hBD-1 entre todos os sítios. No estudo2, a TPNC aumentou os níveis de hBD-1 em todos os sítios de P. No estudo 3, não foram observadas diferenças significativas intragrupo. Foram encontradas diferenças significativas entre Hh vs. Ph, Ph vs. PDMc(h), Hh vs. PDMd(g), Pg vs. PDMc(g), Hh vs. Pp, Hh vs. PDMd(p) e Pp vs. PDMc(p). No estudo 4, PDMc(p) foi significativamente maior em T1 em relação a T0. Em indivíduos do grupo PDMd, não foram encontradas diferenças significativas em todos os sítios entre T1 e T0. No estudo 5, houve melhora significativa nos parâmetros periodontais de T0 para T1 em ambos os grupos PDMc e PDMd. Houve uma redução significativa da HbA1c no grupo PDMd de T0 para T1. Dessa forma, os resultados indicam que a expressão de hBD-1 em indivíduos com periodontite parece ser menor em relação aos indivíduos saudáveis, sugerindo um potencial papel protetor na hBD-1 na susceptibilidade à periodontite crônica. A TPNC foi capaz de aumentar os níveis de hBD-1 em indivíduos com periodontite em todos os sítios, além de promover uma redução da HbA1c em indivíduos diabéticos descompensados.

Year

2022-12-06T15:45:27Z

Creators

Lidiane Cristina Machado Costa

Disjunção patalina apoiada em mini-implante.: Revisão de literatura

A disjunção palatina foi descrita pela primeira vez em 1861, desde então é tem sido utilizada amplamente para correção da atresia maxilar. Sabe-se que com o aumento da idade o prognóstico para a disjunção piora. A expansão palatina é uma opção viável para pacientes adultos, desde que a deficiência transversal seja leve ou moderada. A disjunção palatina assistida cirurgicamente é uma alternativa de tratamento eficiente para pacientes em que a maturação das suturas craniofaciais está em estágio mais avançado. A disjunção palatina apoiada em mini-implantes é uma nova proposta de tratamento para a mordida cruzada posterior, que tem como objetivo alcançar a ampliação do arco dentário superior em adultos jovens, sem causar dano ao periodonto. O objetivo do estudo foi analisar os benefícios advindos desta nova técnica e reconhecer as principais indicações da disjunção maxilar apoiada por mini-implantes como método terapêutico. Foi realizada uma revisão de literatura através de um levantamento bibliográfico de artigos científicos nas principais bases de dados nacionais e internacionais. A disjunção palatina apoiada em mini-implante é um método promissor para a correção de deficiências transversais, mas ainda deve ser melhor estudada para que se estabeleça um protocolo de instalação, ativação e avaliação da manutenção dos resultados a longo prazo.

Year

2022-12-06T15:49:06Z

Creators

Gabriela Cristina de Andrade

Análise da resistência à fadiga flexural de instrumentos fabricados com a tecnologia CM após ensaios de flexão e ciclos de esterilização

A tecnologia Controlled Memory (CM), que envolve o emprego de tratamentos térmicos em instrumentos já usinados, é uma das novas estratégias propostas pelos fabricantes de instrumentos endodônticos de NiTi para aumentar sua flexibilidade e resistência à fadiga. O objetivo desse trabalho foi avaliar a capacidade de recuperação de forma e a manutenção das propriedades mecânicas dos instrumentos Hyflex CM (HF; Coltene/Whaledent, USA) e Typhoon CM (TYP; Clinicians Choice Dental Products, USA), de diâmetro e conicidade 30/.06, após serem submetidos a ciclos de flexão até 45º (especificação ISO 3630-1) e esterilização em autoclave. Dez instrumentos de cada sistema foram submetidos a dobramento a 45º, esterilizados em autoclave a 134° por 20 minutos e fotografados com uma câmera de alta resolução em lupa estereoscópica, para mensuração da deformação residual. Foram realizados cinco ciclos de flexão, alternados com ciclos de esterilização. As imagens foram analisadas no software Image J 1.48V. O número médio de ciclos até a fratura por fadiga (Nf) de instrumentos novos e de instrumentos submetidos à flexão e esterilização foi obtido em um dispositivo de bancada que simula um canal curvo. Ambos os instrumentos apresentaram valores semelhantes de momento de dobramento a 45º (Mb45) (p=0,239) e verificou-se uma redução nestes valores após os ciclos de flexão e esterilização, porém com resultado estatístico apenas para HF (p=0,005). Quando submetidos à esterilização, os instrumentos HF recuperaram totalmente sua forma inicial reta, ao contrário dos instrumentos TYP (p=0,000), que apresentaram deformação residual média em torno de 2,7º. Instrumentos TYP submetidos a cinco ciclos de flexão e esterilização apresentaram queda na sua resistência à fadiga (p=0,006), o que não ocorreu com HF (p=0,825). Os instrumentos avaliados no presente trabalho, embora produzidos empregando tratamentos térmicos referenciados como tecnologia CM, apresentaram capacidade de recuperação de forma e resistência à fadiga distintas.

Year

2022-12-06T15:47:03Z

Creators

Luiza Cruz Guimarães