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Estudo comparativo entre levobupivacaína a 0,5% e bupivacaína racêmica a 0,5% associadas ao sufentanil na anestesia peridural para cesariana
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Apesar do uso freqüente de anestésicos locais em procedimentos cirúrgicos e obstétricos, a bupivacaína racêmica é associada à cardiotoxicidade potencialmente fatal. Estudos sugerem que a levobupivacaína apresenta ação anestésica local semelhante à bupivacaína racêmica, com a vantagem de menor toxicidade tanto no sistema nervoso central como cardiovascular. Os trabalhos têm demonstrado melhor qualidade anestésica com uso de bupivacaína racêmica associada à sufentanil, via peridural para cesariana. O presente estudo compara a eficácia da bupivacaína racêmica 0,5% com levobupivacaína 0,5%, ambas associadas o sufentanil, via peridural, em parturientes submetidas a cesariana. MÉTODO: Foram investigadas 52 gestantes, submetidas à anestesia peridural para cesariana eletiva. Neste estudo duplamente encoberto, as pacientes foram distribuídas aleatoriamente em dois grupos: Grupo I (n = 26): receberam 27 ml de levobupivacaína 0,5% e 30 µg de sufentanil, Grupo II (n = 26) receberam 27 ml de bupivacaína 0,5% e 30 µg de sufentanil. Foram avaliados as características dos bloqueios motor e sensorial, o tempo necessário para solicitação de analgésicos e a incidência de efeitos adversos no período pós-operatório. RESULTADOS: Os bloqueios motor e sensorial, o tempo para solicitação de analgésicos e os efeitos adversos não diferiram entre os grupos. Entretanto, quando se comparou a duração do bloqueio motor da levobupivacaína com da bupivacaína racêmica, observou-se duração significantemente prolongada para levobupivacaína (p < 0,05). CONCLUSÕES: Apesar da duração do bloqueio motor ser mais prolongado para a levobupivacaína associada ao sufentanil, a eficácia anestésica de ambos os anestésicos locais investigados associados ao sufentanil em cesariana por via peridural, foram iguais.
2001
Garcia,João Batista Santos Oliveira,José R Silva,Elismar P A Privado,Marcelo S Yamashita,Américo M Issy,Adriana M
Concentração analgésica mínima da bupivacaína durante infusão peridural contínua após bloqueio subaracnóideo no período pós-operatório de cirurgias ortopédicas da perna, tornozelo e pé
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A concentração analgésica mínima de um anestésico local (CAM-AL) corresponde à concentração efetiva em 50% das pacientes durante o primeiro estágio do trabalho de parto. Pode ser utilizada para determinar a potência relativa de diferentes agentes e estimar o efeito de drogas analgésicas co-administradas no espaço peridural. O objetivo deste estudo foi o de determinar a CAM-AL da bupivacaína para analgesia peridural de cirurgias ortopédicas. MÉTODO: Foi aplicada a técnica de alocação seqüencial não aleatória duplamente encoberta a 23 adultos submetidos a cirurgias ortopédicas sobre a perna, tornozelo ou pé. A anestesia constou de bloqueio subaracnóideo lombar com bupivacaína hiperbárica. Um cateter peridural colocado em L4-L5 foi avançado 3 a 5 cm em direção cefálica. No período pós-operatório imediato, foram administrados 20 ml de bupivacaína seguida de infusão de 0.15 ml.kg-1.h-1, na concentração apropriada. Escores analógicos visuais de dor e de Bromage foram registrados após 4, 8 e 12 horas. A concentração foi considerada eficaz quando os escores de dor foram inferiores a 10 mm em todas as avaliações. A concentração inicial foi de 0,3% e diminuiu ou aumentou 0,1% caso a resposta do paciente anterior tenha sido ineficaz ou eficaz, respectivamente. A CAM-AL foi calculada pela fórmula de Massey e Dixon. RESULTADOS: A CAM-AL da bupivacaína (limites de 95% de confiança) foi de 0,16% (0,11% e 0,21%). Bloqueio motor intenso foi observado na maioria dos pacientes. CONCLUSÕES: Para uma taxa de infusão de 0.15 ml.kg-1.h-1, a CAM-AL da bupivacaína foi de 0,16%. No entanto, o modelo utilizado pode não ter sido adequado para a avaliação dos efeitos motores das concentrações testadas.
2001
Oliveira Filho,Getúlio Rodrigues de Gesser,Nilton Ghellar,Márcia Regina Goldschmidt,Ranulfo Dal Mago,Adilson José
Dor a injeção venosa de propofol em crianças: efeitos da adição de lidocaína e da inalação de óxido nitroso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: O meio hospitalar tem inúmeros fatores de apreensão e medo para as crianças. Entre eles injeções venosas são um dos mais importantes, principalmente se dolorosas. Propofol tem sido largamente utilizado para a indução da anestesia, mas tem o inconveniente de causar dor à injeção. O objetivo deste estudo foi comparar dois métodos de analgesia para a injeção venosa de propofol em crianças. MÉTODO: Sessenta e nove crianças admitidas ao centro cirúrgico para procedimentos de rotina sob anestesia geral, previamente com uma via venosa instalada no dorso de uma das mãos, foram aleatoriamente divididas em quatro grupos. No grupo 1, as crianças inalaram previamente, durante 2 minutos, O2 e a indução foi feita somente com propofol. No grupo 2, inalaram O2 e a cada 90 mg de propofol foram acrescentados 10 mg de lidocaína na forma de solução a 1%. No grupo 3, as crianças inalaram N2O 66% e O2 33% e o propofol foi usado puro. No grupo 4, os dois métodos foram combinados: as crianças inalaram N2O 66% com O2 33% e a indução foi feita com propofol diluído com lidocaína. A dor à indução foi avaliada, assim como a freqüência cardíaca antes e após a injeção. RESULTADOS: O grupo 4 foi o único no qual não se observou alteração da freqüência cardíaca após a injeção de propofol. No grupo 1, as crianças apresentaram mais dor e no grupo 4 tiveram menos. No grupo 2, a analgesia não foi suficiente e no grupo 3 houve somente uma tendência estatística à analgesia. CONCLUSÕES: Nas condições deste estudo, a inalação prévia de N2O antes da injeção venosa de propofol associado à lidocaína mostrou ser o método de analgesia mais eficaz para a indução da anestesia geral com propofol em crianças.
2001
Udelsmann,Artur Silva,Waston V Conceição,Virgínia Maia da Pereira,Rosa Inês Costa
Eficácia do ondansetron e da alizaprida na prevenção de náusea e vômito em laparoscopia ginecológica
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A laparoscopia ginecológica é procedimento que determina alta incidência de náusea e vômito no pós-operatório. Este estudo teve por finalidade comparar a eficácia do ondansetron e da alizaprida na prevenção de náusea e vômito em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica. MÉTODO: Participaram do estudo 52 pacientes, estado físico ASA I ou II, com idades entre 21 e 50 anos, sem queixas gástricas prévias, submetidas à laparoscopia para diagnóstico ou cirurgia. As pacientes foram divididas em 2 grupos: o grupo 1 recebeu ondansetron (4 mg) e o grupo 2, alizaprida (50 mg), por via venosa, antes da indução da anestesia. Todas as pacientes receberam midazolam (7,5 mg) por via oral como medicação pré-anestésica, sufentanil (0,5 µg.kg-1) e propofol (2 mg.kg-1) para indução, propofol (115 µg.kg-1) e N2O/O2 em fração inspirada de O2 a 40% para manutenção e atracúrio (0,5 mg.kg-1) como bloqueador neuromuscular. A analgesia pós-operatória foi realizada com cetoprofeno (100 mg) e buscopam composto®. RESULTADOS: Ambos os grupos foram idênticos quanto aos dados antropométricos e à duração da cirurgia e da anestesia. No grupo 1 (n=27) uma paciente apresentou náusea, No grupo 2, uma paciente apresentou náusea e três vomitaram, resultados estatisticamente não significativos. CONCLUSÕES: O ondansetron e a alizaprida foram similares na prevenção de náusea e vômito em pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica.
2001
Ganem,Eliana M Fabris,Paula Moro,Marlene Z Castiglia,Yara Marcondes Machado
Lombociatalgia: comparação da analgesia entre metilprednisolona, fentanil e metilprednisolona com fentanil, associados à bupivacaína, por via peridural
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Os corticosteróides têm sido empregados no espaço peridural, como alternativa de tratamento da lombalgia refratária às medidas conservadoras. Os opióides têm efeito analgésico através da ligação a receptores da medula espinhal e poderiam ter efeito somatório. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia, os efeitos colaterais e as complicações de opióide e corticosteróide associados ao anestésico local, para tratamento da lombalgia e lombociatalgia aguda, provocadas por hérnia de disco. MÉTODO: Foram avaliados 45 pacientes adultos portadores de hérnia de disco. O grupo G-I recebeu 8 ml de bupivacaína a 0,25% com metilprednisolona (80 mg); o grupo G-II, 8 ml de bupivacaína a 0,25% com fentanil (100 µg) e o grupo G-III, 6 ml de bupivacaína a 0,25% com fentanil (100 µg) e metilprednisolona (80 mg). Havendo necessidade de repetição, nova injeção foi feita após 1 semana e 2 semanas no espaço intervertebral, ou próximo ao da localização da hérnia de disco. O efeito analgésico foi mensurado através de escala verbal. RESULTADOS: Aos 30 minutos, 6, 12 e 24 horas após o procedimento não houve diferença entre os grupos quanto ao alívio da dor. No quarto, sétimo e 14º dias, os grupos GI e GIII mostraram melhor alívio da dor, não havendo diferença estatística entre esses grupos. No grupo GII houve maior necessidade para repetir a injeção no 7º dia (GI= 33,3%; GII= 100% e GIII= 33,3%), e no 14º dia (GI= 6,6%; GII= 86,6% e GIII= 6,6%). A utilização de tramadol foi maior no GII. No GI, houve cefaléia (1 paciente); no GII, sonolência (2 pacientes) e prurido (1 paciente) e no GIII, prurido (1 paciente) e sonolência (1 paciente). CONCLUSÕES: O citrato de fentanil não tem efeito duradouro no controle da dor da hérnia de disco e não melhora o efeito analgésico quando associado a bupivacaína e metilprednisolona por via peridural.
2001
Rocha,Quitéria Maria Wanderley Sakata,Rioko Kimiko Issy,Adriana Machado
Parestesia no território do nervo mediano: efeito adverso do estimulador de nervo periférico? Relato de caso
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A Anestesiologia tem-se desenvolvido continuamente e vem sucessivamente melhorando suas técnicas, fármacos bem como seus equipamentos especialmente aqueles para monitorização. Dentre estes, o estimulador de nervo periférico destaca-se para avaliação adequada do nível de relaxamento neuromuscular e sua recuperação. Objetivou-se mostrar neste relato que, embora a monitorização moderna seja importante, por vezes, pode não ser inócua, gerando suspeição sobre sua suposta ausência de efeitos adversos. RELATO DO CASO: Uma paciente de 56 anos foi submetida a cirurgia estética mamária. Seus antecedentes continham relato de diabetes mellitus, hipotireoidismo, hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade, todos com bom controle clínico, medicamentoso e laboratorial, sem menção de complicações anestésicas em cirurgias anteriores. O procedimento transcorreu sem intercorrências e ao seu término, a paciente foi encaminhada à sala de recuperação pós-anestésica. Nesta, antes de receber alta, apresentou queixa importante de parestesia no território do nervo mediano da mão esquerda, ou seja, exatamente no local onde ficou o estimulador de nervo periférico. Tal queixa se reduziu nas próximas 48 horas, tendo a paciente recebido alta hospitalar, sem outros problemas ou alterações do exame físico. CONCLUSÕES: A monitorização com o estimulador de nervo periférico é importante e deve ser preconizada. Para tanto, deve-se fixar e posicionar o membro adequadamente. Não obstante, esta posição pode, em alguns casos, trazer quadros neurológicos compatíveis com compressões nervosas agudas, no pós-operatório. Desta forma, deve-se atentar para diagnósticos diferenciais e, neste caso, o efeito adverso possivelmente não foi ocasionado pelo estimulador de nervo e, sim, pelo posicionamento do membro superior esquerdo.
2001
Castro,Carlos Henrique Viana de Santos,Giovanni Menezes Toledo,Niwton Carlos Costa,José Roberto de Rezende
Monitor de profundidade da hipnose. A eletroencefalografia bispectral
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A monitorização da profundidade da hipnose e da anestesia é um ato complexo. A maioria das propostas para monitorizar os níveis adequados da hipnose, durante a anestesia, envolve o EEG usando as ondas do EEG, ou mais recentemente, usando a forma processada. A análise bispectral é o método que permite analisar o EEG nas diferentes fases de freqüências. CONTEÚDO: O EEG processado é iniciado com a conversão do sinal de EEG para a forma digital. O EEG digitalizado pode ser matematicamente transformado pelo processo conhecido como análise de Fourier, que separa o complexo sinal do EEG em vários componentes da onda, ou seja, em cada porção de diferente amplitude, mas cuja soma corresponde à forma original da onda. Com o emprego deste método surgem vários parâmetros. O Índice Bispectral, ou simplesmente BIS (100 - acordado até 0 - isoelétrico), é derivado dos melhores parâmetros (p.ex.: freqüência da borda spectral, freqüência mediana e o "burst supression" ou surto de supressão) que foram avaliados através de análise estatística. CONCLUSÕES: A experiência clínica tem mostrado que o BIS pode predizer uma resposta à incisão da pele durante a anestesia. Entretanto, o BIS não é independente da técnica anestésica usada. Há diferentes respostas, a depender do hipnótico e analgésico empregado.
2001
Vianna,Pedro Thadeu Galvão
Contaminação por chumbo na serrapilheira do Parque Nacional da Tijuca - RJ
As matas formadoras do Parque Nacional da Tijuca, Rio de Janeiro, apresentaram em sua serrapilheira um teor médio de chumbo de 16,2 µg/g ao longo de um ano. A entrada do metal no sistema via queda da serrapilheira foi de 140 g/ha/ano. O Pb atinge o sistema florestal pela deposição atmosférica, e tem origem provável na queima de combustíveis (gasolina e petróleo)
1987
Oliveira,Rogério Ribeiro de Lacerda,Luiz Drude de
Sementes de Cássia tora L: estudo da germinação visando o controle em áreas cultivadas
O trabalho é um estudo das condições de germinação das sementes de Cassia tora L., planta invasora das culturas em geral e, principalmente, da cultura da soja. Nesta pesquisa, estudou se a quebra da dormência, o efeito da profundidade de semeadura sobre a emergência de plântulas e o potencial de armazenamento, considerando o envelhecimento natural e precoce com o objetivo de um controle mais racional desta espécie. As profundidades de semeadura de 4 a 6 cm apresentaram as porcentagens mais altas de emergência das plântulas. A porcentagem de germinação de sementes, logo após a colheita, encontra-se próxima de 42%, decrescendo para 40%, 39% e 30%, aproximadamente, nos períodos de armazenamento por 90, 180 e 270 dias, respectivamente, evidenciando uma porcentagem média de germinação próxima de 38% nos períodos considerados. O processo de escarificação mecânica mostrou-se o mais eficiente para quebra da dormência das sementes
1987
Andreani Junior,Roberto Barbosa,José Marcos Silva,Theophilo Salem da Pitelli,Robinson Antônio Barbosa,Luiz Mauro
Estudos em sempre-vivas: importância econômica do extrativismo em Minas Gerais, Brasil
Neste trabalho foram estudadas as sempre-vivas como sendo um produto natural de importância para decoração de interiores. Como sempre-vivas são considerados escapos e inflorescencias que conservam a aparência de estruturas vivas, mesmo depois de destacados das plantas. O presente trabalho objetivou estudar as atividades econômicas relacionadas com esse grupo de plantas, mostrando sua importância como geradora de renda e de emprego, nos arredores de Diamantina (Minas Gerais) e de divisas para o País, pois a maior parte da produção é exportada para os Estados Unidos e Europa. Através do levantamento de quantidades comercializadas, preços pagos aos coletores e preços de atacado das principais espécies comercializadas na região (18 de Eriocaulaceae, 10 de Gramineae, 3 de Xyridaceae e 2 de Cyperaceae), calculou-se o valor da produção e da comercialização, tendo-se idéia da geração de renda e volume comercializado. Procurou-se mostrar também, através da exportação, a importância na geração de divisas. Infere-se, da análise dos dados, um decréscimo na exportação, que pode estar relacionado à queda da produção devido a fatores como sobresforço na coleta, dificultando a recuperação das populações, ou concorrência de outros países no mercado. Sugere-se pois incremento das pesquisas no sentido de tornar viável a cultura sistemática de espécies cultiváveis, como fator econômico importante para as regiões de campos rupestres
1987
Giulietti,Nelson Giulietti,Ana Maria Pirani,José Rubens Menezes,Nanuza Luiza de
Duas espécies novas de Velloziaceae de Minas Gerais
Duas novas especies brasileiras de Velloziaceae são descritas: Pleurostima riparia N. Menezes & Mello-Silva, conhecida somente de Grão-Mogol e Vellozia luteola Mello-Silva & N. Menezes, de Grao-Mogol e Itacambira, ambas do campo rupestre da Cadeia do Espinhaço, ao norte de Minas Gerais. São apresentadas descrições incluindo características morfológicas das partes vegetativas e florais e características anatômicas das folhas, além de ilustrações do hábito, flores e frutos. Também são discutidos os atributos característicos de cada espécie, assim como suas relações com táxons afins
1987
Mello-Silva,Renato de Menezes,Nanuza Luiza de
Fitoplâncton de rede da Lagoa do Campelo, Campos, Rio de Janeiro, Brasil: uma contribuição a seu conhecimento
Este estudo visa contribuir ao conhecimento taxonômico do fitoplâncton de rede da Lagoa do Campelo, Município de Campos, Rio de Janeiro. Analisaram-se amostras referentes aos períodos de chuva e estiagem, tendo sido identificados 42 táxons a níveis específicos e infra-específicos, destes, 8 constituem primeira ocorrência para o Estado. O período de chuvas é caracterizado por maior riqueza de espécies.
1987
Huszar,Vera Lúcia de Moraes Nogueira,Ina de Souza Silva,Lúcia Helena Sampaio da
A vegetação arbórea do Parque Estadual do Morro do Diabo, município de Teodoro Sampaio, Estado de São Paulo
Fez-se o levantamento florístico da vegetação arbórea da floresta mesófila do Parque Estadual do Morro do Diabo, Município de Teodoro Sampaio, Estado de São Paulo (22º30'S, 52º20'W) pelos métodos de quadrantes e parcelas, incluindo as árvores com diâmetro à altura do peito igual ou superior a 10 cm. A utilização dos dois métodos deu-se em função das características fisionômicas, solo e drenagem dos locais amostrados. O método de quadrante envolveu 462 pontos com intervalos de 30 m., e o método de parcelas ca. 26.900 m² (ca. 2,7 ha.). Os parâmetros fitossociológicos serão abordados em futuros trabalhos. Os dados florísticos subsidiaram o reassentamento dos grupos faunísticos, em especial o Leontopithecus chrysopygus Mikan, 1823 (mico-leão-preto), dentro das áreas remanescentes. O "check list" inclui também algumas espécies coletadas aleatoriamente em outras áreas do Parque. Constatou-se nas áreas de amostragem e adjacentes 113 espécies, 95 gêneros e 42 famílias, das quais 6 contribuíram com 56% das espécies levantadas. As famílias mais representativas no Parque, envolvendo todos os locais de coleta são: Leguminosae (13 Faboideae, 6 Caesalpinioideae e 6 Mimosoideae), Rutaceae 11, Meliaceae 8, Lauraceae 7, Euphorbiaceae 7 e Myrtaceae 6. A listagem das espécies revela que o Parque Estadual do Morro do Diabo apresenta uma vegetação de grande heterogeneidade florística.
1987
Baitello,João Batista Pastore,João Aurélio Aguiar,Osny Tadeu de Sério,Francisco Corrêa Silva,Carlos Eduardo F. da
Projeto urbanístico para o Vale do Rio Jahu (perímetro urbano do município de Jahu): projeto paisagístico
Em 1974 a Prefeitura Municipal de Jahu interessada na urbanização do vale do Rio Jahu no trecho urbano propôs a abertura de avenidas marginais, conforme previa o plano diretor. Os autores preocupados com as potencialidades de uso do vale, sugeriram que se afastasse as avenidas do rio e se desse a oportunidade da criação de um parque às margens do rio. Esse parque teria a função de integrar o rio à paisagem urbana, compatibilizando, ao mesmo tempo, os interesses sociais da população com as necessidades da conservação da natureza.
1987
Picchia,Paulo Celso Dornelles Del Cavalheiro,Felisberto
Produção e decomposição de folhedo em um trecho de Mata Atlântica de encosta no município do Guarujá, SP
A produção de folhedo e a taxa de decomposição de folhedo (k) foram estimadas, no período de 2.8.85 a 10.8.86, numa área de 1 ha de mata atlântica de encosta (60º de inclinação e altitude de 140m), no município do Guarujá (Lat. S 24º16'; Long. W 46º19'), Estado de São Paulo. A queda pluviométrica anual média é de 2050 mm e não há estação seca definida. O solo é argilo-arenoso e ácido, com pH variando entre 3 e 4. A produção anual de folhedo foi de 7925 kg/ha. A fração folhas contribuiu com 5040 kg/ha seguida pelas frações ramos (1950 kg/ha), flores (491 kg/ha), frutos (222 kg/ha) e material de origem animal (222 kg/ha). A produção de folhedo e das frações componentes foi contínua durante todo o ano. Os valores mensais de produção não revelaram nenhum padrão sazonal. A taxa de decomposição (k) foi estimada para condições de equilíbrio dinâmico (0,72) e também utilizando a porcentagem de peso remanescente da fração foliar (0,83). O tempo médio para a decomposição de 50% do folhedo foi de 350 dias.
1987
Varjabedian,Roberto Pagano,Sergio Nereu
Fitossociologia da mata do Morro da Quixaba no território de Fernando de Noronha
O território de Fernando de Noronha localiza-se a 32º 25'30" W de longitude e 3º 50' 10" S de latitude e é composto por 21 ilhas. Este trabalho foi realizado na ilha principal na região do Morro da Quixaba até a Ponta da Sapata, onde a vegetação foi menos perturbada nas últimas décadas. Utilizou-se o método de quadrantes para a amostragem de indivíduos com diâmetro mínimo de 5 cm a 30 cm do solo. A distância entre os pontos foi estabelecida em 10 m. No total foram aplicados 100 pontos de amostragem, em diversas picadas alocadas na área de estudo. Foram encontradas 13 famílias sendo dominantes, Nyctaginaceae, Bignoniaceae, Anacardiaceae, Rubiaceae e Euphorbiaceae. Dentre as 16 espécies encontradas, Guapira sp. ocupou a primeira posição em importância com IVI de 100,67%, seguida de Tabebuia roseoalba (55,14%), Spondias mombin (52,17%), Guettarda sp. (21,72%) Allophylus sp. (17,27%).
1987
Silva Júnior,Manoel Cláudio da Felfili,Jeanine Maria Proença,Carolyn Elinore Barnes Brasileiro,Ana Cristina Miranda Melo Filho,Benício de Silva,Paulo Ernane Nogueira da Costa,Kátia Lemos
Características microclimáticas de primavera-verão, no Horto Florestal (São Paulo)
O Horto Florestal de São Paulo localiza-se ao norte da cidade de São Paulo, nos primeiros contrafortes da Serra da Cantareira e faz divisa com a reserva florestal situada nessa serra. O embasamento geológico corresponde ao Pré-Cambriano, aí representado por granitos. Os solos são basicamente Podzólicos vermelho-amarelo, intergrade para o Latossolo vermelho-amarelo. A área era coberta por floresta latifoliada tropical de planalto. No setor norte ainda existe uma ampla mancha florestal. Na área abrangida por esse Horto, foi desenvolvido um estudo procurando caracterizar o comportamento microclimatico, no decorrer da primavera-verão, em função de alguns aspectos da topografia e dos vários povoamentos vegetais. Notou-se que existe uma diversidade microclimática que se evidencia ora pela variação das condições térmicas, ora pela variação da umidade.
1987
Mello,Maria Helena de A Oliveira,Manoel Carlos de Nunes,Lucí H Garcia,Amauri D
Anatomia foliar de Eugenia sulcata Spring ex Mart. (Myrtaceae)
A lâmina foliar de Eugenia sulcata Spring ex Mart, é analisada, ressaltando-se aspectos de suas epidermes, à luz da microscopia óptica e da microscopia eletrônica de transmissão e de varredura. As paredes anticlinais destas células são sinuosas e as periclinais externas têm espessura não uniforme, em decorrência de projeções internas destas paredes. Ao microscópio eletrônico de transmissão tais paredes apresentam-se constituidas por 3 camadas distintas. O microscópio eletrônico de varredura mostra completa ausência de estriações na superfície externa da epiderme abaxial. Os estômatos são classificados como anomoestaurocíticos quanto ao numero e arranjo das células subsidiárias e considerados graminóides em função do espessamento desigual das células estomáticas. A lâmina foliar tem estrutura dorsiventral, ocorrendo no mesofilo bolsas secretoras em posição subepidérmica.
1987
Machado,Raul D Costa,Cecília G Fontenelle,Gerusa B
Polymorphism in the desmid Cosmarium abbreviatum var. minus (Zygnemaphyceae) and its taxonomic implications
Polymorphism in a population of the desmid (Zygnemaphyceae) Cosmarium abbreviatum Raciborski var. minus (West & West) Krieger & Gerloff is reported from material collected from 3 stations at the Lily Pond located in the Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo City, southern Brazil. From the examination of approximately 200 plants, 6 different morphological expressions were described and the following remarks made: 1) a detailed analysis of sample populations is absolutely necessary for the definition of species and infraspecific categories among desmids; 2) the morphological characteristics presently used for the delimitation of certain species, which are built up of individuals of very small size, seem to have no great taxonomical significance when only isolated individuals are analysed; and 3) taxa, such as Cosmarium angulosum Bréb. var. angulosum f. angulosum, C. abbreviatum Rac. var. minus (West & West) Krieg. & Gerl., C. succisum G.S. West var. jaoi Krieg. & Gerl., C. tinctum Ralfs var. tinctum, and C. minimum West & West var. minimum are of doubtful validity and may prove to be merely polymorphic expressions of C. abbreviatum var. minus.
1988
Bicudo,Carlos E. de M
Nostocophyceae (Cyanophyceae) da Lagoa Bonita, Distrito Federal, Brasil: parte 1
A Lagoa Bonita situa-se na região nordeste do Distrito Federal, com um espelho d'água de aproximadamente 120ha. Do estudo pormenorizado de 101 amostras coletadas durante 13 meses, de janeiro de 1984 a janeiro de 1985, foram identificadas 21 espécies de algas nostocofíceas, representando as cinco famílias seguintes: Chroococcaceae, Stigonemataceae, Scytonemataceae, Rivulariaceae e Nostoccaceae. Destas espécies, seis são citadas pela primeira vez para o Brasil e 12 para o Distrito Federal. A família mais bem representada foi Chroococcaceae com 16 espécies.
1988
Campos,Irani F.P Senna,Pedro A.C