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A via rupturista: o Movimiento de Izquierda Revolucionaria e o Governo de Salvador Allende (1970-1973)
Fundado em 1965, o Movimiento de Izquierda Revolucionaria (MIR) foi a maior organização de esquerda do Chile a não integrar a Unidad Popular (UP), a ampla coalizão que levou o socialista Salvador Allende à Presidência da República em setembro de 1970. Visto como uma organização “extremista” pela direita e por setores moderados da esquerda, o MIR defendeu a necessidade de preparar o povo para um conflito armado contra as classes dominantes, mesmo durante o governo Allende. Sua posição, definida por Casals (2010) como a “via rupturista”, contrariava a postura hegemônica da UP: o projeto político liderado por Salvador Allende propunha realizar uma transição ao socialismo através da “via sistêmica”, isto é, seguindo os ritos democráticos e a legislação pré-existente. Este artigo analisa os posicionamentos do MIR durante o governo da UP, suas tentativas de radicalizar o restante da esquerda e suas discordâncias em relação aos partidos moderados, diferenças que acabariam persistindo até o golpe de Estado liderado por Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973.
2022-12-06T14:18:53Z
Marques Brum, Maurício
Os “camaleões” e a história da ditadura militar: a memória sobre a militância arenista de Dercy Furtado
O artigo pretende discutir a memória construída pós-ditadura militar por políticos gaúchos da extinta Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Nesse sentido, o texto pretende discorrer sobre a trajetória política de Dercy Furtado, ex-vereadora e deputada estadual pela Aliança Renovadora Nacional (ARENA) do Rio Grande do Sul entre 1972 e 1979, a partir de um conjunto de memórias elaboradas pela ex-arenista após o final da ditadura brasileira. A proposta é verificar como e por que Furtado construiu sua trajetória política distante de quaisquer cumplicidades com o "regime dos militares", descrevendo sua carreira parlamentar voltada para a defesa de ideais democráticos e de esquerda. O objetivo, nesse sentido, não é o de "corrigir" nem apontar as falsidades e os erros da memória, mas o de procurar entender como e por que antigos defensores da ditadura silenciam a respeito de sua atuação ao longo do regime. Ou seja, busco entender a historicidade dessas narrativas, suas permanências, mudanças, omissões, seleções e esquecimentos. Sendo assim, para a elaboração deste trabalho, enfatizo os depoimentos como novas metodologias que passaram a fazer parte do universo da história política, o que trouxe uma revalorização de suas concepções. Essa revalorização perpassa também a ideia de que a história política deve ser pensada como um campo mutável através do tempo e do espaço.
2022-12-06T14:18:53Z
Chaves, Eduardo dos Santos
A República radical: a formação dos movimentos sociais na França (1880-1914)
A estabilização institucional ocorrida na França no período de 1880 a 1930, proporcionada pela vitória dos republicanos, retomou os ideais da revolução de 1789 através da democracia liberal e, ao mesmo tempo, garantiu a ordem e a coesão necessárias, pela via do nacionalismo, para que o país fosse bem sucedido na guerra, principal problema vivido desde o conflito com a Prússia em 1870. Nesse processo, a chamada III República absorveu e moldou as mobilizações sociais, cada vez mais próximas ao parlamentarismo e à forma institucional pela produção de um estado social. Ao mesmo tempo, formaram-se agrupamentos que procuraram radicalizar a ideia de República, ou mesmo combater a democracia liberal que encaminhava sua dominação enquanto forma de governo. Entre esses grupos, destacaram-se os que se identificavam na esquerda radical, como as diversas tendências libertárias do período. Tendo esses problemas em vista, este artigo se concentra no processo de formação dos repertórios de ação das mobilizações coletivas nesse período, e toma como exemplo uma mobilização específica, a que correspondeu ao sindicalismo de ação direta da Conféderation Générale du Travail (CGT).
2022-12-06T14:18:53Z
Mundim, Luiz Felipe Cezar
A situação da mídia impressa brasileira e os impactos da era digital
Sabe-se do papel fundamental que a imprensa escrita exerceu nas sociedades ao longo do tempo e como foi responsável não por apenas divulgar os fatos ocorridos, mas também por ser um agente histórico capaz de intervir nos rumos de diversas situações fossem de caráter político ou cultural. Mesmo diante do surgimento de novos meios de comunicação que diversificaram a transmissão das opiniões e da notícia como foi o caso do rádio e da televisão, os jornais e revistas continuaram a manter seu status quo. No entanto, nas últimas décadas, esses tipos de impressos estão perdendo cada vez mais espaço frente ao advento do meio digital ao qual aliado a crises econômicas, fazem a mídia impressa não ser mais alvo do interesse popular. Assim, o presente artigo tem por finalidade discutir a importância da imprensa escrita e fazer um balanço acerca dos problemas financeiros e de circulação que alguns jornais têm enfrentado não só em nível internacional, mas também levando em consideração a imprensa brasileira. Também se procurou elencar algumas tentativas por parte de periódicos em encontrar soluções para evitar o débâcle, sejam reestruturando seus perfis ou se rendendo e migrando de vez para o meio eletrônico.
2022-12-06T14:18:53Z
Trindade Trizotti, Patrícia
Por dentro da biografia: trajetória intelectual e “campo literário” em Júlia Lopes de Almeida
Este texto tem como objetivo analisar a trajetória intelectual de Júlia Lopes de Almeida e suas estratégias a fim de inserir-se em uma seara literária predominantemente masculina. Para além da discussão, cabe destacar que a entrevista concedida pelo casal Júlia Lopes de Almeida e Filinto de Almeida ao cronista João do Rio fornece pistas interessantes das relações familiares da escritora carioca e, consequentemente, reforça os estudos macroestruturais no que diz respeito à biografia histórica. Esses trabalhos postulam que em uma história individual/biográfica deve-se examinar os atores como reflexos, como reveladores de uma época. Portanto, a história intelectual de Júlia Lopes de Almeida pode ser interpretada como uma história de indivíduos ou grupo de indivíduos que, neste caso específico, reivindicavam a harmonização de direitos entre homens e mulheres.
2022-12-06T14:18:53Z
Costruba, Deivid Aparecido
Contra o etnocídio do profeta ’Ēliyyāhû, o Tišĕbî: conflito e apropriação de lugar sagrado em um pequeno reino do Levante - estudo de fonte hebraica
Esta pesquisa tem por objetivo abordar o documento textual hebraico, presente entre os anais da Bíblia hebraica, no qual um profeta lidera um etnocídio no reino norte de Yiśrā’ēl. A nossa hipótese é que a textualização sincroniza os conflitos culturais na Síria-Palestina do período Persa Aquemênida em relação ao século 9º A.E.C.; por isso, a análise transdisciplinar contextualiza a cultura de sociedade baseada em linhagem de parentesco, problematizando as interações e as trocas materiais transformadoras do meio ambiente. O etnocídio contra as religiosidades canaanitas resultantes das interações culturais recebe o plano de fundo dos símbolos e divindades locais, a fim de sacralizar o acontecimento de política estatal.
2022-12-06T14:18:53Z
Santos, João Batista Ribeiro
A campanha da higiene na cidade de campo grande: décadas de 1960-70
O propósito deste artigo é analisar a campanha da higiene na cidade de Campo Grande. Através de matérias publicadas no periódico Correio do Estado, impresso em circulação desde os anos 1950, tentaremos recuperar alguns aspectos do cotidiano desta urbe, dando ênfase às situações ocorridas entre as décadas de 1960-70, período de grande migração campo-cidade. Os textos veiculados no periódico não mostram propriamente a história da cidade de Campo Grande, e nem dos sujeitos que nela estavam, mas, sobretudo, a história da atuação deste meio de comunicação como agente político e ideológico, visto que representou determinados grupos e valores sociais, bem como agiu de diversos modos sobre a cidade e a população de Campo Grande. Além de um projeto que visava beneficiar a sociedade, a campanha da higiene pode ser tomada como um indicativo dos projetos e das ações realizadas por este impresso.
2022-12-06T14:18:53Z
Moro, Nataniél Dal
Feminismos em debate: disputas, contradições e tensões (1930-1937)
O artigo analisa a militância feminista de um grupo de mulheres do Partido Comunista do Brasil, atualmente denominado Partido Comunista Brasileiro (PCB) entre 1930 e 1937, bem como as relações estabelecidas com outros grupos feministas do período. A preocupação central é evidenciar a forma como as pecebistas concebiam a luta e as críticas que fizeram a outros grupos feministas. No início do século XX, tornou-se crescente o número de mulheres organizadas em prol de mudanças político-sociais para o gênero feminino. No período, surgiram organizações feministas que lutaram por mais direitos para as mulheres. A luta pela emancipação feminina era permeada por tensões. Uma parcela das mulheres do PCB entendia o feminismo como um movimento “pequeno-burguês”, por isso, inadequado para as mulheres que estavam verdadeiramente preocupadas com a emancipação feminina. Não se assumir feminista não significava, necessariamente, falta de engajamento com as pautas comuns aos feminismos. Afora todas as tensões, a luta das mulheres dentro do PCB e as relações intrapartidárias também foram marcadas por tensões e contradições. Nesse sentido, o texto visa refletir sobre parte do debate presente nas lutas feministas na primeira metade do século XX.
2022-12-06T14:18:53Z
Alves, Iracélli da Cruz
Modernity for whom?: the black people and the paulistana urbe.
This paper establishes a context from the migration field processes for urban territory, with the black groups actors and immigrants, especially Italians to reflect on the processes of urbanization in São Paulo. Guided by an elitist and Eurocentric modernity character, printed - in the second half of the nineteenth century and the first decades of the twentieth century - in the central areas of the metropolis, it leads us to identify consequences of the presence of black groups inhabiting their regions. On behalf of a civilizational project based on the European projection beautification and progress, carried forward by an incipient urban bourgeoisie, hygienic actions of extreme violence and expelled segregate such populations. So we ask: Modernity for whom? More than a city seeking a pseudo development, his ideal was white, European, there was space for blacks. The sought modernity became selective and discriminatory, a materialized movement in the urban fabric that highlighted a privilege at the expense of others invisibility.
2022-12-06T14:18:53Z
Silva, Sheila Alice Gomes da de Leão Esteves, Felipe Eugênio
História da violência e sociedade brasileira
Desenvolvemos, no presente artigo, a hipótese de que a violência humana é histórica. Ela é um elemento que constrói e transforma as estruturas, as conjunturas e os cotidianos de distintas formas em várias temporalidades. Nesta perspectiva, abordaremos as características que a violência se circunscreveu em alguns períodos históricos, como nas sociedades Antigas, de fins da Idade Média, Antigo Regime, Modernidade e Pós-Modernidade. No Brasil, a História foi marcada pelo constante uso da violência, tendo suas origens com o processo de colonização, primeiramente, na violenta política de subjugamento do indígena subsidiado pela ideologia da guerra justa, das jurisdições e dos aldeamentos. Com a prática da escravidão ocorrida durante séculos, que suprimiu a vida humana de maneira selvagem, e ainda de forma mais suave, com a política de subterfúgio empregada ao imigrante europeu, submetendo-o à escravidão simbólica. Essas práticas colonizatórias construíram um Brasil pautado na concentração de riquezas refletidas na desigualdade social que se proliferou no cotidiano, marcada, também, pelo uso constante da violência. Também abordaremos como os processos criminais são fontes profícuas para o entendimento da violência processada no Brasil. Essas discussões forçam a tese de que a violência é intrínseca à vida social, seja ela caracterizada de forma física ou simbólica.
2022-12-06T14:18:53Z
Bernaski, Jóice Sochodolak, Helio
Environmentalist movements in Rio Grande Do Sul (from 1970 Through The 1980’s)
The present article examines the trajectory of environmentalist movements in Rio Grande do Sul in the second half of the 20th century. This work represents an initial effort to start filling the gaps concerning the history of the first entities that appeared both in the capital and in inner cities, in the decades of 1970 and 1980, in an attempt to provide an overview, even if incomplete, of the environmentalist movements in Rio Grande do Sul from the perspective of environmental history. In order to do so, academic research, bibliographical sources, and documents from archives and from the Internet were used.
2022-12-06T14:18:53Z
Pereira, Elenita Malta
Apresentação
No summary/description provided
2022-12-06T14:18:53Z
Maia, Tatyana de Amaral
Apresentação Dossiê: Radicalismos Políticos
No summary/description provided
2022-12-06T14:18:53Z
Neto, Odilon Caldeira Gonçalves, Leandro Pereira Marchi, Riccardo
Entrevista - Radicalismo na política: reflexões com António Costa Pinto e André Freire
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2022-12-06T14:18:53Z
Neto, Odilon Caldeira Gonçalves, Leandro Pereira Marchi, Riccardo
Fiando a tapeçaria em um fim de tarde: uma discussão sobre o fim e o princípio
Este artigo objetiva discutir questões relacionadas à velhice tendo como fonte o documentário O fim e o princípio (2005) do cineasta Eduardo Coutinho. O documentário traz um conjunto de histórias aparentemente aleatórias e contadas por idosos. O espaço escolhido pelo diretor para “coletar” esses relatos é a Paraíba. Partimos dessa produção para escrever outra trama que envolve a reflexão entre a narrativa e o envelhecer.
2022-12-06T14:18:53Z
da Silva, Fábio Ronaldo Souto Maior Júnior, Paulo Roberto
Produção literária e contexto histórico no século XIX: O Mulato, de Aluísio Azevedo
Tomando o romance O Mulato, de Aluísio de Azevedo, como pretexto, o artigo pretende analisar as representações político-literárias que ele comporta, sobre a presença negra no Brasil, no final do oitocentos. A obra transita por entre as estruturas sociais que projetavam múltiplos discursos indicando as relações de poder inferiorizantes do negro, como clérigos, comerciantes e Estado. As representações de manutenção do modo de produção escravo em face do desenvolvimento econômico e construção identitária nacional, convergem na lógica de que a emancipação negra não apenas é uma ameaça ao status quo da elite como perpassa o atraso brasileiro apreendido pelo viés da degeneração racial advindo da mestiçagem. Publicado em 1881, período de grandes mudanças estruturais (processo abolicionista, campanha e proclamação republicana, crescimento da imigração europeia), o livro coincide com a recepção no Brasil de várias perspectivas analíticas, que estimularam e condicionaram o pensar das elites nacionais sobre a participação negra, vista principalmente como entrave a consolidação de uma nação civilizada.
2022-12-06T14:18:53Z
Magalhães, Magna Lima Moreira, Paulo Roberto Staud Stelter, Rafael Eduardo
Nós, o Povo: as redes das Casas do Povo nos alinhamentos corporativos (1933–1974)
A ênfase da investigação na produção discursiva nos planos ideológico, jurídico e propagandístico (e também em matéria económica) faz denotar o laconismo das pesquisas acerca do impacto dos organismos primários no mundo rural (Grémios da Lavoura e Casas do Povo) - na esteira dos trabalhos pioneiros de Manuel Lucena e de estudos recentes (Estevão, Freire, Garrido). Este artigo pretende explorar as dinâmicas sociais internas das Casas do Povo (1934-1973) e as inter-relações tecidas com os organismos corporativos primários, centrais e regionais (Grémios da Lavoura, Junta Central das Casas do Povo, 1945; Federação Distrital das Casa do Povo de Braga, 1957), através de um estudo intensivo, por amostragem (a rede em estudo é composta por mais de 100 Casas do Povo do Distrito de Braga), tendo como principais fontes os inquéritos às Casas do Povo, um dos mecanismos encontrados pelo Estado para conhecer e acompanhar estes organismos e o mundo rural. Procura-se assim contribuir para a problematização destas entidades enquanto veículos de disseminação política, jurídica e social da estrutura pretensamente massiva do corporativismo.
2022-12-06T14:18:53Z
Pereira, Natália
New perspectives in the sources of the story of corporatism in Italy
The historical reconstruction of the Italian corporatism, during the fascist period, has become intertwined and has been hampered by the story of a lost archive. The story of the archive dispersion is interesting because it is not just an archival history but weaves and holds the political and economic history of the Fascist period, but also that of the previous period and the next. The archive that we are talking about is that of the Ministry of Corporations: the main body of the Italian economy government under fascism. The subject of this work is the analysis of "fanciful" theories over the years justified the archive disappeared and the reconstruction through archive subsidiary sources same. The idea of seeking the documentation, fragmented in various locations, and then to set up a guide sources for the history of the Ministry of Corporations, was founded in 2009 by some considerations, much discussed in recent Italian historiography, on the economic policy of the fascist period and little verifiable in the absence of direct institutional sources that enable it to give a confirmation or denial to initial hypotheses, taking into account the subject of an institutional point of view the role of which (long little rated) appears very significant today. It is, in fact, reasonable to believe that there was a continuity between the policies of state intervention economy of fascism and those applied prior to the liberal governments and then in the first fifty years of Republican history, both in the administrative structures in both the strictly industrial.
2022-12-06T14:18:53Z
Nemore, Francesca
Corporativismo e proteção laboral no Estado Novo português: o caso dos acidentes de trabalho e doenças profissionais (1936-1974)
O objetivo do seguinte artigo é analisar a relação entre os trabalhadores e o Estado Novo que constituiu um elemento relevante na compreensão do impacto da doutrina corporativa na sociedade portuguesa. Para cumprir tal objetivo, este ensaio centrar-se-á num aspeto específico: os acidentes laborais e as doenças profissionais. No que diz respeito à forma jurídica e mais precisamente à questão social e a sua relação com o regime corporativo, a ditadura portuguesa criou leis que envolviam a saúde e a segurança laboral que serão analisadas neste artigo.
2022-12-06T14:18:53Z
Pires, Leonardo
Breves considerações sobre a recepção de António Oliveira Salazar no panorama intelectual da Nova Ordem dos anos 30
Em Le Siècle du Corporatisme, Mihail Manoilescu encapsulava o percepcionado triunfo do corporativismo integral sobre a democracia liberal e o comunismo em meados dos anos 30. Na sua mente, o corporativismo integral teria sido um passo inevitável na evolução filosófica de Homem (e das suas instituições políticas), alcançando maturidade política no início dos anos 30, marcando uma nova e hegemônica era na cena política e ideológica Europeia. Publicando Le Siècle du Corporatisme em 1934, o intelectual romeno estava plenamente consciente de que o Espírito do seu tempo favorecia a verificação de seus postulados, especialmente no rescaldo da crise de 1929 e o consequente colapso e incapacidade reactiva do sistema liberal-capitalista. António Oliveira Salazar emergiu deste caldo cultural, simbolizando o que Manoilescu e outros descreveram como a capacidade das Nações entenderam a necessidade de depositar nas mãos de certos selecionados indivíduos a iniciativa de transformação social. No final dos anos 30 a sua prática política e intervenções doutrinárias (publicadas regularmente na imprensa internacional), transformaram o português num dos principais intérpretes do corporativismo, especialmente após a publicação na França de Salazar. Le Portugal et son Chef (1934), Une Révolutions dans la Paix (1937) e Comment un relève un État (1937). Partindo deste conjunto de publicações, este trabalho pretende interpretar a recepção do Ditador português no panorama europeu dos anos 30.
2022-12-06T14:18:53Z
Santos, José