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Empresários emigrantes portugueses na rede Facebook: o fim das fronteiras ou a eternização dos muros?

<p>Inserido num trabalho lato e multidisciplinar, o presente estudo debruça-se sobre a presença dos migrantes portugueses na internet e mais especificamente na rede social Facebook.<br /> Por um lado, procuramos perceber até que ponto as comunidades da diáspora estão conectadas em rede com os seus territórios de origem e, por outro lado, tentamos refletir acerca da importância das redes sociais – para os empreendedores migrantes –, enquanto ferramenta potenciadora dos seus negócios.<br /> Finalmente, mas não menos relevante, enquadramos todos estes processos numa dimensão histórico-cronológica, sem deixar de tentar compreender os paralelismos com as inquietantes vagas migratórias da atualidade.</p>

A previsão do fracasso empresarial utilizando a análise discriminante e o logit no setor hoteleiro português

<p>O turismo é um setor em forte expansão em Portugal e com um importante contributo na economia portuguesa. Por isso, o equilíbrio financeiro das empresas neste setor reveste-se da maior relevância, quer para os agentes económicos, quer para os decisores políticos. Apesar disso, não existem em Portugal trabalhos de investigação que analisem o fracasso empresarial no setor da hotelaria.<br /> O objetivo principal deste estudo é propor um modelo de antecipação do fracasso empresarial, especificamente desenvolvido para o setor hoteleiro português. Para esse efeito, utilizamos uma amostra de empresas do sector à qual aplicamos a análise discriminante e a técnica logit.<br /> Os resultados obtidos mostram um elevado grau de ajustamento do modelo aos dados e indicam que o modelo utilizado constitui um importante contributo na definição de políticas macroeconómicas e programas de apoio ao desenvolvimento do turismo, sendo igualmente relevantes para as decisões de investidores e credores.</p>

Perceção dos residentes e profissionais do Centro do Porto sobre o desenvolvimento do turismo na cidade

<p>Este estudo tem como objetivo estudar a perceção que os residentes e profissionais do Centro do Porto têm sobre o turismo, nessa zona. Para o efeito, foi feita uma revisão da literatura sobre o tema e, seguidamente, foi aplicado um questionário a uma amostra de 94 trabalhadores e residentes nas freguesias selecionadas do Centro do Porto. O estudo permite-nos concluir que os inquiridos consideram que o turismo no Porto está a crescer de forma harmoniosa e que a atividade turística tem uma influência direta na melhoria global do Centro do Porto. A componente que tem uma maior relevância na perceção positiva sobre o turismo na cidade é a boa interação existente entre os turistas e a comunidade, o que evidencia que o processo de desenvolvimento turístico no Porto se encontra numa fase inicial, pois nesta fase os turistas são tratados pela comunidade recetora como parte das relações tradicionais, favorecendo a sua imagem mútua e a sua interação. As componentes Economia e Emprego e Animação e Cultura, embora valorizadas pelos inquiridos, não são a principal razão da perceção positiva que a comunidade recetora possui em relação ao turismo. Assim, este estudo apresenta, como maior contributo, o facto de analisar, simultaneamente, a perceção dos profissionais e residentes do Centro do Porto, acerca do desenvolvimento do turismo na cidade, precisamente durante o período em que este setor se encontra em grande crescimento.</p>

O “Carnaval mais português de Portugal” evento âncora na consolidação da marca Torres Vedras

<p>As cidades constituem-se como produtos turísticos e, por isso, podem ser concebidas e geridas como marcas. Mas a criação de uma marca de cidade implica necessariamente a afirmação de uma identidade comum e a existência de objetivos partilhados. O city branding é entendido como meio para alcançar vantagem competitiva, através da atração de investimento, de talentos e de turistas, bem como do desenvolvimento da comunidade, pela via do reforço da identidade local e da identificação dos cidadãos com a sua cidade. Os grandes eventos são também considerados como uma valiosa oportunidade para difusão da identidade e dos valores fundamentais da cidade anfitriã. Através do seu Carnaval, Torres Vedras conseguiu criar, sem grandes custos, uma imagem distintiva, posicionando a cidade como aquela que promove o “Carnaval mais português de Portugal”, beneficiando do impacto nacional do Carnaval na promoção da marca de cidade. A presente comunicação resume os principais resultados de um estudo de monitorização do impacto económico do Carnaval, realizado em 2013 e 2014, que demonstra que o impacto financeiro direto do evento foi de cerca de dez milhões de euros, muito acima do valor investido pela autarquia. Paralelamente, este evento tem impactos intangíveis ao nível da significação da marca Torres Vedras, os quais são também analisados no presente estudo.</p>

Caracterização dos estabelecimentos hoteleiros para o turismo de negócios e eventos e suas implicações: um estudo de caso para o município de Jundiaí/SP

<p>O objetivo do presente trabalho é caracterizar o perfil dos estabelecimentos hoteleiros do município de Jundiaí/SP em relação a atender as implicações e necessidades do turismo de negócios e eventos demandados na região. Foram feitas pesquisa bibliográfica e de campo. A pesquisa de campo foi realizada por meio de questionário semiestruturado e entrevistas telefônicas com gerentes e funcionários de estabelecimentos hoteleiros na cidade. Observou-se que a taxa de ocupação dos leitos oferecidos nos estabelecimentos se encontra entre 61% e 80% durante a semana e que o público-alvo são os executivos. Destaca-se a participação do turismo de negócios na cidade de Jundiaí/SP e que os estabelecimentos hoteleiros da cidade tem estrutura, serviços e equipamentos para atender as necessidades desse ramo.</p>

As ordenações inéditas da Ordem de Cristo de 1319 e 1323 – estudo comparativo com as ordenações de 1321 e 1326

<p>A identificação de duas ordenações inéditas da Ordem de Cristo originou este estudo comparativo entre os quatro textos normativos da milícia, produzidos no século XIV. A primeira ordenação, de novembro de 1319, reflete a premência com que o mestre, D. Gil Martins, e o convento se confrontaram para localizar e organizar a herança patrimonial que receberam da extinta Ordem do Templo. A segunda ordenação inédita da milícia de Cristo, de 1323, é de D. João Lourenço, segundo mestre da milícia, e continua a traduzir a preocupação da gestão e reorganização patrimonial dos bens da Mesa Mestral, convento e comendas. Quatro textos normativos em sete anos, 1319-1326, é revelador, por um lado, do desconhecimento da localização, dimensão e rendimentos exatos dos bens da recém-criada Ordem de Cristo, e por outro, da inquietação dos seus mestres para os gerir e controlar.</p>

João Lopes da Cruz, system builder da Linha de Bragança

<p>No dealbar do século XX, Bragança estava desligada da rede ferroviária nacional. O lobbying de alguns influentes brigantinos e a ação dos governos desde 1899 levaram à abertura do concurso para o prolongamento da linha do Tua até àquela cidade. No entanto, parecia não haver interessados em concorrer. É então que surge João Lopes da Cruz, um desconhecido no panorama ferroviário de então, emigrante de retorno do Brasil e apenas com experiência a nível da construção de estradas. Neste artigo, procuraremos descortinar as razões que levaram este homem a concorrer à empreitada e as consequências decorrentes dessa decisão. Usaremos o método biográfico para acompanhar o seu percurso e carreira e também para determinar a persona do empreiteiro de obras públicas nacional, comparando-a com as características de outros empreiteiros ferroviários, sobretudo ingleses.</p>

Literacia financeira: estudo aplicado a uma amostra de alunos de uma escola do 3.º ciclo do Ensino Básico e Secundário português

<p>Este trabalho tem como principal objetivo estudar o nível de educação e formação financeira de uma amostra da população escolar da Área Metropolitana do Porto, em Portugal. O método utilizado é quantitativo e exploratório, tendo sido efetuado um inquérito a uma amostra dos alunos da população em estudo. A fundamentação teórica do estudo tem por base a consciencialização sobre a necessidade de formação nesta área, nomeadamente a implementação do Plano Nacional de Formação Financeira. Conclui-se que o currículo escolar deve facultar aos alunos as condições necessárias a fim de tomarem decisões financeiras informadas e conscientes ao longo da sua vida. Os resultados apresentam quatro fatores com relevância na formação e educação financeira de crianças e jovens: a família, a escola, o conhecimento sobre a poupança e o preço do dinheiro. Termina-se referindo que é necessário tornar a instrução financeira obrigatória no currículo escolar, aproveitando as boas práticas já implementadas noutros países.</p>

População e Sociedade n.º 26

<p>A revista <em>População e Sociedade </em>apresenta o seu segundo número semestral de 2016. Assim, o dossier temático da presente edição surge sob o título “Turismo e Desenvolvimento Regional – Desafios e Oportunidades”, com seis estudos em torno do impacto do turismo no nosso País. Já a secção Varia é composta de quatro artigos sobre tópicos diversos: as ordenações inéditas da Ordem de Cristo entre 1319 e 1323; João Lopes da Cruz, um importante empreendedor de obras públicas nacionais; análise à literacia financeira aplicada a uma escola do ensino básico e secundário; e, por último, um artigo que aborda a política externa dos EUA desde o presidente Bush até ao presidente Obama.</p> <p>A direção da revista <em>População e Sociedade</em> aproveita para agradecer a cooperação de todos quantos participaram no presente número, designadamente autores mas também avaliadores científicos, reconhecendo a sua imprescindível colaboração.</p>

Year

2017

Creators

Vânia Gonçalves Costa Pedro Nunes Conceição Castro Paula Odete Fernandes José Manuel Pereira Amélia Ferreira da Silva Mário Basto Maria José Lampreia dos Santos Isabel Andrés Marques Maria Teresa Candeias Isabel Andrés Marques Carla Magalhães Angelina Maria Santos Angelina Maria Santos Angelina Maria Santos Francisco Dias Rui Martins Dulcineia Ramos Fabrício José Piacente Vanessa de Cillos Silva Bruno Bianchini de Barros Freire Lúcia de Assis Círio da Costa Joana Lencart Hugo Silveira Pereira Luís Pacheco Eugénia Ribeiro Fernando Oliveira Tavares Pedro Mendes

D. Lopo Dias de Sousa, mestre da Ordem de Cristo. Na passagem para o séc. XV, a representação de um rumo

<p>Orar e combater são o ser e o destino das instituições religioso militares. Compreender como os seus mestres e, em particular, D. Lopo Dias de Sousa, mestre da Ordem de Cristo entre 1373?-1417 viveu e agiu, é um exemplo entre os demais que, de igual forma, assumiram o mestrado ou o governo das ordens militares. Acresce, provavelmente, a circunstância de ser mestre de uma instituição cuja fundação tem na sua raiz uma intencionalidade: a de reforçar e expandir a atuação do poder régio. A indicação de Lopo Dias de Sousa, quer pelos particulares do seu processo de eleição, quer pela forma como pautou a sua atuação num período crucial da história nacional, merece reflexão. Correspondendo a um momento último de uma fase evolutiva da Ordem de Cristo, D. Lopo Dias de Sousa, sem contrariedades e de uma forma modelar, assegurou a passagem do tempo dos mestres eleitos para o tempo dos príncipes de Portugal e governadores de mestrado.</p>

Modelo de avaliação hedónico de terrenos rústicos e seus desafios: o estudo de caso da realidade da região do Porto, norte de Portugal

<p>A avaliação de terrenos com capacidade construtiva e de prédios urbanos mereceu a atenção dos investigadores no passado e recentemente. A avaliação de terrenos agrícolas não mereceu igual importância junto dos investigadores, sendo muitas vezes difícil explicar as diferenças de preços entre os diversos terrenos rústicos, no caso concreto em Portugal. Neste artigo, realizamos a revisão da literatura sobre a avaliação de prédios rústicos, com particular incidência nos modelos hedónicos de avaliação, dada a incapacidade dos modelos de avaliação tradicionais em explicar a evolução dos preços dos terrenos rústicos a nível internacional. Focados neste objetivo, criamos um modelo hedónico que inclui as variáveis explicativas usualmente evidenciadas na literatura internacional para explicar o valor dos terrenos rústicos e verificamos a adequação desta avaliação com os preços por metro quadrado solicitados em diversas regiões do Grande Porto, em concreto Porto e Braga. O nosso modelo mostra que fatores como a proximidade de zonas muito povoadas e o possível uso da terra explicam a grande variação nos preços solicitados por metro quadrado.</p>

População e Sociedade n.º 23

<p>A revista População e Sociedade apresenta, no ano de 2015, mudanças substanciais. Desde logo, a nível da periodicidade, já que passa a ser semestral, e a nível do suporte de divulgação, a partir de agora exclusivamente digital.<br /> Estas alterações surgiram como naturais, tendo em conta a tendência geral das publicações periódicas científicas, que se pretendem ágeis e compatíveis com a celeridade que a dinâmica de produção e divulgação do conhecimento impõe.<br /> O CEPESE deseja participar neste movimento, sem contudo modificar a estrutura da revista fixada em 2010, que desde então contempla a repartição dos estudos por duas secções – o dossier temático, contribuindo para o aprofundamento de tópicos selecionados para cada edição, e a Varia, constituída por artigos sobre matérias diversificadas.<br /> Se a sua estrutura interna se conserva inalterável, o mesmo se deve dizer da sua determinação em manter os parâmetros internacionais das publicações científicas em que se destacam o sistema de arbitragem científica, com double peer review sob estrito regime de anonimato, e a existência da comissão editorial (10 elementos) e da comissão consultiva (30 elementos) agora remodeladas em função da reestruturação interna dos grupos de investigação do CEPESE.<br /> Assim, as transformações operadas não colocam em causa a identidade da População e Sociedade, antes reforçam o seu desejo de valorização e observação das melhores práticas na produção de uma revista científica.<br /> Sob a coordenação da professora Paula Pinto, o presente número integra o dossier temático Homens de oração e homens de ação: da matriz fundadora aos compromissos dos mestres no séc. XIV, com quatro estudos que aduzem novas reflexões sobre a problemática em causa.<br /> No tocante à secção Varia, os quatro artigos que a compõem refletem a diversidade de cronologias e objetos de estudo no domínio das ciências sociais e humanidades que esta revista vem contemplando ao longo das suas edições.<br /> A direção da revista aproveita para agradecer a cooperação de todos quantos participaram no presente número, designadamente autores mas também avaliadores científicos, reconhecendo o mérito e esforço do trabalho de ambos.</p>

Year

2015

Creators

Saul Gomes José Carlos Ribeiro Miranda Maria do Rosário Ferreira Paula Pinto Costa Isabel Morgado Sousa e Silva Leandro Ribeiro Ferreira Isidro Dubert António Mourato Antonieta Maria Sousa Lima Vasco Salazar Soares

Mulheres portuguesas empreededoras em Andorra

<p>O presente trabalho refere-se ao empreendedorismo feminino português em Andorra e insere-se no Projeto de Investigação intitulado “Empreendedorismo Emigrante português em Andorra, Londres, Nice e Mónaco”. Apresenta os seguintes objetivos: caracterizar a sociedade onde as mulheres estão a trabalhar; aferir estratégias da sua inclusão social e contribuir para um melhor conhecimento do empreendedorismo feminino fora do país de origem. Este estudo integra formas e dinâmicas da integração económica, política e social dos emigrantes portugueses em Andorra, cuja ação inovadora importa a Portugal, países de acolhimento e comunidade científica. Foi usado um enfoque quantitativo, utilizando para o efeito um inquérito por questionário para a caracterização sociodemográfica das mulheres e das empresas, usando uma amostra por conveniência de 51 empreendedores.</p>

Vera Cruz de Marmelar: a intervenção de Afonso Peres Farinha

<p>A criação do senhorio de Portel em 1258 e a associação da Ordem do Hospital ao lugar que hoje é a Vera Cruz permitiram o recentrar do território de Marmelar no seguimento da criação da comenda, na década de setenta do século XIII, em detrimento da sua zona mais periférica junto à fronteira concelhia entre Évora e Beja. A igreja de Vera Cruz, que fazia parte do complexo conventual hospitalário, foi feita de raiz a partir da década de sessenta do século XIII por iniciativa de frei D. Afonso Peres Farinha com a reutilização de peças visigóticas e/ ou moçárabes provenientes do monasterium de Marmelar. No século XIV, a relíquia da Vera Cruz e o significado que lhe é atribuído no contexto da batalha do Salado vão justificar a renovada importância da igreja e a fixação do topónimo idendificativo da paróquia.</p>

A presença do oriental em O Mundo Português

<p>Este estudo tem como objetivo demonstrar a forma como os habitantes das colónias portuguesas do Oriente foram utilizados, no campo discursivo, pelo Estado Novo de maneira a serem o exemplo do sucesso do empreendimento colonizador português. Integrados no “lar” lusitano, os orientais foram chamados a participar numa trama em que a sua identidade e cultura eram rejeitadas em nome de um ideal de integração em algo superior, a nacionalidade portuguesa. Contudo, da mesma forma que a propaganda do regime promove o orgulho e a felicidade dos indígenas em serem portugueses, não deixa de evidenciar o quanto ainda são primitivos e o quanto necessitam dos portugueses para alcançarem o estatuto de “civilizado”. Esta ambivalência do estereótipo do colonizado é evidente na revista de propaganda colonial O Mundo Português, fonte do trabalho desenvolvido, visto que concentrava nas suas páginas um elevado número de artigos que procuravam formar o espaço multifacetado do Oriente português.</p>

A questão europeia no Marcelismo: o debate geracional

<p>Este artigo analisa o debate político em torno do dilema integrativo português que ocorreu durante o marcelismo. Neste período emergiu uma questão europeia em Portugal que se centrou na possibilidade de uma reorientação europeia da política externa portuguesa e que teve importantes reflexos na política interna. Deste modo, o texto que se segue visa contribuir para uma melhor compreensão do debate ocorrido na Assembleia Nacional entre os defensores de uma política externa imperial-continuista e os defensores de uma política externa europeia-reformista. A nossa análise concentra-se nos discursos percepcionais dos principais atores que participaram neste debate, nas sua imagens e visões relativamente ao posicionamento internacional de Portugal. É, portanto, partindo da problemática da análise das atitudes percepcionais destes atores que procuramos evidenciar a internalização dos assuntos de política externa nos últimos anos do regime autoritário português.</p>

A evolução das políticas de imigração e asilo em Portugal no contexto de uma Europa Comunitária

<p>Tradicionalmente ligado a fluxos de emigração, Portugal tornou-se, ao aderir à Comunidade Europeia, num dos mais atrativos novos países de imigração do final do século XX. A evolução da sua relação com o fenómeno migratório está, desde aí, intimamente ligada aos progressos do próprio projeto europeu. O presente artigo analisa tal percurso focando-se sobre a evolução histórica do fenómeno em território português, referido como “in medias res” porque dividido entre a experiência, relativamente recente, como país de imigração e a realidade de um país que tem na diáspora um elemento construtor da sua própria identidade. Serão ainda analisados aspetos mais formais do tratamento dos imigrantes através de um resumo das leis que regulam internamente a entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros. Por último, uma reflexão acerca dos esforços da União Europeia rumo ao objetivo desde há muito apresentado como uma das pedras basilares da sua construção: uma política comum de imigração.</p>

Casas de fundição e da moeda no Brasil e em Portugal: purificar o ouro, apurar as técnicas

<p>Este estudo trata, principalmente, os aspetos históricos, técnicos, materiais e os conhecimentos da época para se purificar o ouro e transformá-lo em barras durante o funcionamento das casas de fundição e intendências, no Brasil (1725-1735 e 1751-1833), entidades responsáveis pelo recolhimento do imposto do quinto devido à Fazenda Real portuguesa. Está aqui consignado o levantamento e interpretação de documentação histórica oficial referente ao trânsito, fabricação, uso e comércio do sublimado corrosivo (cloreto de mercúrio II) e uma discussão sobre a precária intermediação pela metrópole desse item usado na purificação do ouro e as estratégias testadas localmente para substituí-lo. Discutem-se, também, os métodos e técnicas empregados para fundir o ouro, a partir de relatos de alguns autores naturalistas que visitaram as casas de fundição, no Brasil, e a Casa da Moeda de Lisboa.</p>

A emigração do concelho de Vila do Conde para o Brasil (1954-1967)

<p>A Junta de Emigração outorgou às câmaras municipais a função de organizar o processo emigratório. Este quadro legal deu origem ao registo dos processos de emigração organizados em cada municipalidade. A partir, principalmente, do ficheiro informatizado constituído pelos citados registos, analisa-se, em termos quantitativos e qualitativos, a corrente migratória legal que fluiu do concelho de Vila do Conde em direção ao Brasil entre 1954-1967, realçando as suas particularidades e dinâmicas intrínsecas. No sentido de proporcionar uma visão mais abrangente do fenómeno migratório concelhio no mesmo período, em concomitância com a análise do fluxo para o Brasil efetuou-se o levantamento estatístico do êxodo para os restantes países do globo e refletiu- -se sobre o contexto histórico e a política emigratória do Estado Novo.</p>

População e Sociedade n.º 21

<p>O 21.º número da revista <em>População e Sociedade</em> aborda, no seu dossier temático, questões do âmbito das Relações Externas de Portugal, com oito estudos inseridos num arco temporal que se inicia nos meados de Oitocentos e se alonga até ao final do século XX, abordando temáticas diversificadas desenvolvidas através de metodologias selecionadas em função da variedade das fontes e das problematizações em análise, englobando assuntos que se prendem com realizações de política externa e reflexões de diversa índole sobre o relacionamento internacional do País – assumindo particular relevância o Brasil e a Europa – quer na dimensão de iniciativas governamentais quer de grupos e personalidades individuais. A secção <em>Varia</em> compõe-se de cinco artigos que na sua maioria se debruçam sobre a centúria de Novecentos, evocando temáticas diferenciadas na área das humanidades e ciências sociais.</p>

Year

2013

Creators

Camilo Jesus Fernández Cortizo Isilda Monteiro Luís Farinha Patrícia Ferraz de Matos Marcos Couto Pedro Mendes Daniel Cravino Marques Reginaldo Barcelos Adelina Piloto Augusto da Silva Rosalina Costa Maria Isabel João Belkis Oliveira Juan Antonio Moriano Vasco Salazar Soares