RCAAP Repository
As gravuras não sabem nadar
<p>O parque arqueológico de Foz Côa ganhou pergaminhos de património mundial. A decisão da UNESCO era esperada. Já era essa a opinião dos peritos em arqueologia que visitaram o vale do Côa quando a extensão territorial do achado ainda se limitava a algumas centenas de metros e não aos vinte quilómetros actualmente conhecidos.</p>
2015
Eurico Figueiredo
A declaração de Tomar e a globalização
<p>A actual situação política está cheia de paradoxos e perplexidades exigindo uma apurada reflexão. Mas a reflexão não imediatista, que agora mais do que nunca é indispensável, desapareceu quase por completo dos partidos, organizações que em democracia têm a obrigação de a fazer, dada a responsabilidade que o sistema político lhes confere.</p>
2015
Eurico Figueiredo
Democracia e desenvolvimento: uma perspectiva histórica
<p>É hoje habitual considerar a existência de um regime político democrático como uma das características definidoras do verdadeiro desenvolvimento das sociedades humanas. Se se admitir essa definição de desenvolvimento, é claro que todas as sociedades humanas altamente desenvolvidas têm regimes políticos democráticos (se não tivessem não seriam altamente desenvolvidas), embora possa haver sociedades humanas com regimes políticos democráticos que não sejam altamente desenvolvidas (por lhes faltarem outras características relevantes); e é claro que a existência de um regime político democrático tem de preceder o atingir de um elevado grau de desenvolvimento ou ser concomitante com ele.</p>
Confiança e democracia
<p>Nas sociedades actuais, marcadas por dois aspectos que desde a modernidade não deixaram de se acentuar, o individualismo e a divisão social do trabalho, a questão da confiança tem ganho uma crescente importância, na própria medida em que, como consideram os cientistas sociais, a confiança funciona como um mecanismo social fundamental, sem o qual não se estabeleceriam relações interpessoais e relações nas instituições. Isto porque, como veremos, o aumento do individualismo e da liberdade pessoal, assim como a especialização do trabalho, requerem a confiança. Mostraremos que as relações de confiança são próprias dos tempos modernos e das sociedades modernas desenvolvidas, aquelas que, precisamente, assentam numa maior liberdade individual e, por isso mesmo, numa maior abertura a acções possíveis.</p>
2015
Isabel Babo Lança
População e Sociedade n.º 5
<p>Esta edição da revista "População e Sociedade" apresenta vários estudos sobre história contemporânea, demografia portuguesa e história industrial, abarcando temas como a transição demográfica na ilha da Madeira, a dinâmica populacional no concelho de Setúbal, a industria das sedas em Trás-os-Montes, a emigração do distrito de Bragança, a dinâmica da população ativa e a problemática do envelhecimento, a guerra civil de Espanha e o êxodo para Vila de Conde ou o cooperativismo e a eletrificação rural.</p>
2012
António Monteiro dos Santos † Fernando Jorge A. Diogo Fernando de Sousa Gilberta Rocha Isabel Tiago de Almeida Manuel Nazareth Jorge Fernandes Alves Jorge Manuel Bastos da Silva Jorge Ramada Licínio Tomás Adelina Piloto Maria Elvira Castanheira Maria da Graça Martins Isolina Pereira Maria José Ferraria Maria de Lurdes Reizinho Silva Octávio Medeiros
Aspectos recentes do ensino superior
<p>O desenvolvimento do ensino superior em Portugal, desde o início do nosso século à actualidade, acompanha as diferentes fases da evolução sócio-política da sociedade portuguesa testemunhado, por esta via, as fases mais significativas da sua evolução. Com efeito, englobando até ao início da década de setenta apenas o ensino universitário e a existência de quatro Universidades públicas: Coimbra, Lisboa, Porto e a Universidade Técnica d e Lisboa, só depois desta época, com a criação do ensino politécnico, encontra mos dados sugestivos da sua expansão (cf: ARROTEIA, 1996).</p>
2015
Jorge Carvalho Arroteia
Prismas da memória. Emigração e desenraizamento
<p>«A memória dos que envelhecem (e que transmite aos filhos, aos sobrinhos, aos netos, a lembrança dos pequenos fatos que tecem a vida de cada indivíduo e do grupo com que ele estabelece cantatas, correlações, aproximações, antagonismos, afeições, repulsas e ódios) é o elemento básico na construção da tradição familiar. Esse folclore jorra e vai vivendo do cantata do moço com o velho..., cuja evocação é uma esmagadora oportunidade poética». Pedro Nava , Baú de Ossos</p>
2015
Maria Arminda Arruda
Linhagens historiográficas contemporâneas. Por uma nova síntese histórica
<p>O enfrentam ento desse tema pressupõe, antes de tudo, uma reflexão sobre a natureza da historiografia ou a História da História. Em síntese, a História se refere tanto ao conjunto da produção humana, ações e/ou práticas humanas concretas, quanto à obra histórica, ou seja a História-Conhecimento. Não obstante, quando nos referimos à «obra histórica », ou à produção de obras de História, o termo passa a ter também o significado de «resultado de uma investigação». Por decorrência, um subproduto imediato do termo é o próprio «ofício do historiador».</p>
Mudanças económicas, género e família no Brasil (1836-1996)
<p>Análises recentes relativas á sociedade brasileira contemporânea têm apontado mudanças importantes na estrutura da família, com o aumento das mulheres com o chefes de domicílio, especialmente no Nordeste. Este «fenómeno», deacordo com a literatura, pode ser explicado por várias razões como a disseminação da pobreza nas áreas urbanas e fatores demográficos, dentre eles, a diferença numérica entre os sexos.</p>
2015
Eni de Mesquita Samara
População e família de uma vila açoriana: as velas da ilha de S. Jorge (1766-1799)
<p>Na sequência da investigação que estamos a empreender sobre a dinâmica populacional e social do arquipélago dos Açores durante o Antigo Regime, o presente estudo tem como principal objectivo a exploração e análise dos róis de confessados da vila das Velas, na ilha de S. Jorge, para os anos de 1766 – o mais antigo rol conhecido para esta ilha – e 1 794, seleccionado pelo conteúdo da sua informação.</p>
2015
Artur Boavida Madeira † José Damião Rodrigues
Casa e família. As “ilhas” no Porto em finais do século XIX
<p>Nos estudos de história da família, a «casa» aparece frequentemente como unidade de análise social, dada a importância que assume enquanto espaço onde convergem múltiplas funções e se estabelecem relações complexas. Os trabalhos pioneiros do Grupo de Cambridge (Laslett e Wall, 1972), nomeadamente, centrados em grande parte dos casos no estudo dos fogos, permitiram contribuições valiosas para a ruptura decisiva com uma forte tradição sociológica que assentava nas teses da «nuclearizarão progressiva» e da «desorganização familiar». No entanto, entre as maiores críticas que se se fizeram aos trabalhos deste Grupo, destaca-se a sua excessiva concentração no fogo, conduzindo «to a límited víew of the family as strictly a residential unit», a uma identificação forçada entre «fogo» e «família» (Hareven, 1982: 5). Taís críticas, longe de negarem a importância da casa enquanto unidade social, procuravam sobretudo chamar a atenção para a necessidade de ter em consideração as relações familiares mais amplas e complexas para além da família co-residencíal, o que equivalia a relativizar a própria dicotomia entre famílias nucleares e famílias complexas.</p>
2015
Gaspar Martins Pereira
O temor do divino na paternidade de quatro expostos
<p>Vila do conde tem a sua cidade situada na margem direita do rio Ave, junto à sua foz e é atravessada pela estrada nacional n.º 13, Porto – Valença, distando cerca de 20 km da cidade do Porto. Só a implantação do Liberalismo em Portugal permitiu a ampliação territorial do Concelho, até então, sem termo.</p>
2015
Adelina Piloto
El colegio de la "alliance israélite" en tetuan: semillero de emigrantes su centenario y ocaso en 1962
<p>El proyecto inicial de abrir un colegio judio en Tetuán, según el modelo de los existentes en Europa, se remonta a 1857. Se debe ai barón Salomón Rothschíld, vivamente impresionado por el panorama de atraso y miseria existentes en la populosa juderia de Tetuán, con ocasión de una breve visita a esta ciudad, cuya colectividad israel ita, cifrada en unos 10.000 indivíduos, era por entonces la más numerosa del norte de Marruecos.</p>
As crises de mortalidade na freguesia de Campanhã (1790-1900)
<p>A freguesia de S.ª M.ª de Campanhã ficava situada na província de Entre Douro e Minho no bispado do Porto, comarca de Penafiel, termo velho da cidade do Porto. Situava-se nos arrabaldes da zona oriental da cidade do Porto. A oriente confinava com as freguesias Valbom, S. Cosme de Gondomar e S. Salvador de Fânzeres (desde a Quinta do Freixo até à ponte de Rio Tinto); a ocidente confronta com as freguesias de Santo Ildefonso e de S. Veríssimo de Paranhos (desde a cruz da Regateira até à quinta do prado); a norte confinava com as freguesia de Rio Tinto (desde a ponte até à cruz da Regateira e a sul confrontava-se com o rio Douro).</p>
2015
Precília Pinto Rodrigues
População e Sociedade n.º 2
<p>O segundo número da revista <em>População Portuguesa </em>inclui as comunicações apresentadas ao II Encontro "População Portuguesa. História e Prospetiva", realizado pelo CEPESE em 1996, e inclui artigos subordinados a temas como a população portuguesa no século XIX, a prospetiva do envelhecimento demográfico na União Europeia, a demografia escolar, a prospetiva da comunidade portuguesa em Espanha, o crescimento urbano no Portugal oitocentista ou as ilhas no Porto em finais do século XIX.</p>
2012
Fernando de Sousa Manuel Nazareth Jorge Carvalho Arroteia Lorenzo Lopéz Trigal Carlos Aranda Vasserot Maria Luís Rocha Pinto Teresa Rodrigues Gaspar Martins Pereira Luís Miguel Duarte Sebastião Matos Artur Boavida Madeira † José Damião Rodrigues Paula Guilhermina de Carvalho Fernandes Geralda dos Santos Adelina Piloto Juan B. Vilar Precília Pinto Rodrigues
A situação demográfica da família nos Açores
<p>Este trabalho tem como principal objectivo uma análise da Família no âmbito da Demografia, de um modo particular no que respeita à dimensão e caracterização da estrutura demográfica do agregado familiar açoriano nos finais deste século. Todavia, pareceu-nos ser igualmente importante apresentar a dinâmica populacional dos últimos cinquenta anos e sua interligação à estrutura da família, realçando as variáveis demográficas que em nosso entender mais contribuíram para a situação actualmente existente nesta instituição. Neste sentido, iremos apresentar a evolução da população e do número de famílias nos Açores e ntre 1940 e 1991, fazer uma breve análise da dimensão familiar, bem como da estrutura etária e por sexo das famílias em 1991.</p>
2015
Gilberta Rocha
A população portuguesa na idade média: uma revisão bibliográfica
<p>Este texto tem como objectivo único referenciar os trabalhos em que são avançados quantitativos, totais ou parciais, sobre a população portuguesa na Idade Média. A primeira fonte a ser utilizada com esse o bjectivo foi o roldos besteiros do conto, datável de 1421-1422 . Rebello da Silva propôs um valor ligeiramente superior a um milhão de habitantes para a população portuguesa, para tal socorreu-se da relação esta belecida por soares de Barros, entre o número de besteiros e o de habitantes de Lisboa e Porto.</p>
Reconstituição de paróquias. Uma proposta de diálogo entre historiadores e demógrafos
<p>"El método de reconstitución de las familias, que forma la entrana de la demografia histórica, ha sido concebido para el estudio de la fecundidad, no para el de la mortalidad (...). Asi, las monografias parroquiales han renovado nuestro conocimiento de las actitudes y de los mecanismos reproductores de la especie, pero han anadido bien poco a lo que ya se sabia acerca de su extinción. (...) Las in vestigaciones individua les componen un rompecabezas de imposible ensamblamiento. Las mon ografias no han franqueado el acesso a la sin tesis. Los arboles impiden ver el bosque". Desta forma se exprimia Jordi Nadai em 1980 no Prólogo de Las crisis de mortalidad en la Espãna interior (siglas XVI-XIX) de Vicente Pérez Moreda.</p>
Padrões de mortalidade e transição sanitária no Porto (1880-1920)
<p>As características da evolução da mortalidade nos países europeus, cuja experiência serviu de fundamento a uma teoria da transição demográfica, têm suscitado há já bastante tempo a atenção de demógrafos, economistas, epidemiologistas, etc. O debate sobre as razões que estão por de trás da evolução desta variável demográfica, sobretudo a partir do séc. XVIII, tem-se constituído como lugar privilegiado de interdisciplinaridade. Na maior parte dos casos, a discussão limitou-se sobretudo à análise da evolução dos indicadores sintéticos de mortalidade, sendo menos frequente, porque mais difícil, o estudo das mudanças estruturais que as diferentes causas de morte e respectivos processos mórbidos sofreram ao longo desta transição. O objectivo deste artigo não é mais do que a identificação da natureza, em termos de causas de morte, de algumas das crises de mortalidade que afectaram a população do Porto entre 1880 e 1920, procurando enquadrar esta evolução num a situação tipificada da transição demográfica.</p>
2015
José João Maduro Maria
Aspectos sociodemográficos da freguesia de Nossa Senhora da Encarnação da Ameixoeira (1740-1760)
<p>Em 1215, o IV concílio de Latrão impôs um preceito religioso a que os católicos se submetiam regularmente: a confissão e a comunhão, por altura da Páscoa. Do cumprimento desta prática e do seu respectivo registo, iriam surgir os Liber Status Animarum, vulgo, Róis de Confessados, que se revelam como uma das fontes mais ricas para estudos demográficos em épocas recuadas da nossa história, onde os "numeramentos" populacionais não abundam e os recenseamentos são ainda uma realidade distante.</p>