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Flora da Usina São José, Igarassu, Pernambuco: Lecythidaceae, Marcgraviaceae e Primulaceae
Resumo A ordem Ericales nos remanescentes de Floresta Atlântica da Usina São José foi previamente tratada com a monografia da família Sapotaceae. Dando continuidade aos estudos dessa flora, neste trabalho o tratamento da ordem Ericales é atualizado com a monografia das famílias Lecythidaceae, Marcgraviaceae e Primulaceae. Nestas três famílias foram registradas oito espécies classificadas em seis gêneros. Em Lecythidaceae foram identificados três gêneros e quatro espécies, em Marcgraviaceae dois gêneros e duas espécies e Primulaceae um gênero e duas espécies. Eschweilera e Myrsine foram registradas duas espécies cada, enquanto os demais gêneros foram representados por apenas uma espécie. Este trabalho é composto por uma chave de identificação e descrições morfológicas das espécies, além de comentários ecológicos e taxonômicos sobre os gêneros e espécies registrados.
2016
Amorim,Bruno S. Maciel,Jefferson R. Melo,Aline Alves,Marccus
Flora do Ceará, Brasil: Polygonaceae
Resumo Polygonaceae tem ampla distribuição no Brasil e foi registrada em diferentes domínios fitogeográficos. Os representantes desta família são reconhecidos por apresentar folhas simples, alternas e inteiras, caules e ramos com nós e entrenós bem delimitados e estípulas concrescidas que envolvem completamente o caule (ócrea). O presente trabalho teve como objetivo realizar o levantamento florístico e atualizar a distribuição geográfica das espécies de Polygonaceae ocorrentes no estado do Ceará. Para as análises morfológicas, descrições e elaboração dos mapas de distribuição foram consultadas coleções herborizadas e amostras obtidas em expedições de campo realizadas no período de março/2012 a maio/2015. As identificações foram baseadas em coleções-tipos e literatura especializada. No estado do Ceará foram registradas 13 espécies e quatro gêneros. Coccoloba (6) foi o mais representativo em número de espécies, seguido de Polygonum (5), Ruprechtia (1) e Triplaris (1). As espécies ocorrem predominantemente em ambientes mais secos como floresta estacional decidual (mata seca) e savana estépica (caatinga). Esta família constitui um importante componente da flora do Ceará, onde foram registrados 44% dos gêneros e 13,68% das espécies ocorrentes no país. Coccoloba parimensis, Polygonum acuminatum e Ruprechtia laxiflora constituem novas ocorrências para o estado.
2016
Tabosa,Francisco Romário Silva Almeida,Élida Machado Melo,Efigênia Loiola,Maria Iracema Bezerra
Licófitas e samambaias da Serra do Itauajuri, município de Monte Alegre, Pará, Brasil
Resumo Neste estudo são apresentadas as licófitas e samambaias inventariadas na Serra do Itauajuri, estado do Pará. Foram registradas 64 espécies distribuídas em 36 gêneros e 21 famílias, sendo uma família, um gênero e quatro espécies pertencentes à linhagem das licófitas e 20 famílias, 35 gêneros e 60 espécies à linhagem das samambaias. As famílias mais representativas foram Pteridaceae (19 spp.), Polypodiaceae (8) e Selaginellaceae (4). Os gêneros com maior riqueza específica foram Adiantum (9 spp.) e Selaginella (4). A maioria das espécies foi coletada como terrestre (35 spp., ca. 55%), ocorrendo em matas ripárias (51 spp., ca. 80%), com padrão de distribuição americana (46 spp., ca. 72%). São apresentados dois novos registros para a Região Norte do Brasil (Asplenium pumilum e Marsilea ancylopoda) e dois para o estado do Pará (Ophioglossum nudicaule e Selaginella minima). A área estudada possui características ambientais bastante distintas do que comumente se observa na Amazônia brasileira, sendo uma área biologicamente importante. Os resultados obtidos neste trabalho reúnem informações que podem subsidiar a criação e a implementação da Unidade de Conservação da Serra do Itauajuri, o que garantirá a preservação de suas riquezas históricas e naturais.
2016
Pallos,Julieta Góes-Neto,Luiz Armando de Araújo Costa,Jeferson Miranda Souza,Filipe Soares de Pietrobom,Marcio Roberto
Aspidosperma (Apocynaceae) no estado de Mato Grosso do Sul, Brasil
Resumo Aspidosperma compreende 55 espécies, das quais 41 ocorrem no Brasil. A maior riqueza está na região Centro-Oeste com 28 espécies. O presente trabalho teve como objetivo contribuir para o conhecimento da diversidade de Aspidosperma no Mato Grosso do Sul. Baseou-se na análise de amostras coletadas em 22 expedições de campo, visitas e consultas online aos herbários. No estado, o gênero está representado por 14 espécies. Aspidosperma quirandy e A. verbascifolium foram coletadas e descritas pela primeira vez no Mato Grosso do Sul. No presente estudo são apresentadas: chave de identificação para as espécies, descrição, distribuição geral e ecologia, dados de floração/frutificação, status de conservação e comentários taxonômicos.
2016
Machate,David Johane Alves,Flávio Macedo Farinaccio,Maria Ana
Campanulaceae no Parque Nacional do Itatiaia, Brasil
Resumo O presente manuscrito apresenta o tratamento florístico de Campanulaceae no Parque Nacional do Itatiaia. A família está representada na área por três gêneros, Lobelia com duas espécies: L. camporum e L. fistulosa, Siphocampylus, com quatro espécies: S. duploserratus, S. longepedunculatus, S. umbellatus e S. westinianus e Wahlenbergia, com uma espécie: W. linarioides. As espécies foram encontradas majoritariamente na parte alta do parque, geralmente associadas a afloramentos rochosos dos campos de altitude, com vegetação graminoide ao redor. Somente S. longepedunculatus foi coletado em sub-bosque de floresta ombrófila, em local úmido. São fornecidas descrições, chave de identificação, além de comentários sobre distribuição geográfica, hábitat e variação morfológica das espécies.
2016
Rollim,Isis de Mello Trovó,Marcelo
The genus Piper (Piperaceae) in the Mata das Flores State Park, Espírito Santo, Brazil
Abstract The conservation and management of the Atlantic Forest depends upon reliable knowledge about how many and which species this biome shelters. Floristic inventories have an important role in this process, especially when conducted in poorly known remnants, with a high conservation priority. This paper presents the study of the genus Piper (Piperaceae) in the Mata das Flores State Park, Castelo municipality, Espírito Santo state (ES). The study was based on the analysis of dried specimens, as well as those observed in the field, from February 2012 to August 2015. Twenty species of piper were identified. Amongst these species, Piper dilatatum, P. macedoi and P. piliovarium were recorded for the first time for the Espírito Santo state. Piper bicorne, an endemic species from ES and known only for the Santa Leopoldina municipality, had its geographical distribution expanded to the Castelo municipality. Most of the Piper species in the MFSP occur in valleys, and they are commonly found near watercourses. This is worrying given that these areas are just the most affected by the expansion of the rural and urban areas that surround the Park.
2016
Christ,Jheniffer Abeldt Sarnaglia-Junior,Valderes Bento Barreto,Lucas Mesquita Guimarães,Elsie Franklin Garbin,Mário Luís Carrijo,Tatiana Tavares
Flora da Usina São José, Igarassu, Pernambuco: Sapindaceae
Resumo Sapindaceae é uma família predominantemente tropical com aproximadamente 1.900 espécies em todo o mundo. No Brasil ocorrem 418 espécies, que têm como principais centros de diversidade a Floresta Amazônica e a Floresta Atlântica. A Usina São José, localizada ao norte do estado de Pernambuco, é formada basicamente por fragmentos de Floresta Estacional Semidecidual. Nela foram registrados sete gêneros e 14 espécies de Sapindaceae. Cupania o mais rico com quatro espécies, seguido de Paullina com três espécies, Serjania e Talisia ambos com duas espéices e Allophylus, Cardiospermum e Matayba todos com uma espécie. Este tratamento apresenta chave de identificação, descrições, ilustrações e comentários taxonômicos das espécies.
2016
Pereira,Luiz de Aquino Amorim,Bruno Sampaio Alves,Marccus Somner,Genise Vieira Barbosa,Maria Regina de Vasconcellos
Identidad taxonómica de Diodia angustata (Rubiaceae) y su transferencia a Planaltina
Resumen Como parte de los estudios del género Diodia en América, se presenta aquí una discusión de la identidad taxonómica de Diodia angustata. En base al estudio de colecciones recientes y materiales originales, se propone transferir la especie al género Planaltina, P. angustata. Se presenta una clave dicotómica con todas las especies del género. Se analiza la morfología polínica y se compara con las otras especies de Planaltina. Se presentan imágenes de la planta en su ambiente. De acuerdo a criterios de IUCN, P. angustata debería ser considerada en peligro: EN B2a,b(iii).
2016
Fader,Andrea A. Cabaña Salas,Roberto M. Cabral,Elsa L.
Beltraniopsis rhombispora and Hemibeltrania decorosa from leaf litter in the Atlantic Forest in southern Bahia, Brazil
Abstract Species of the Beltrania group are constantly identified in association with a variety of plant debris in Brazil and different localities of the world. Leaf litter samples of Myrcia splendens and Pera glabrata were collected in the Reserva Biológica de Una, municipality of Una, Bahia state, Brazil, in August 2012, and incubated in moist chambers. Two specimens related to Beltrania group were isolated and identified by morphological criteria. This study aimed to describe and illustrate Beltraniopsis rhombispora for the first time in Brazil. Hemibeltrania decorosa previously reported from Caatinga Biome, Bahia state, has been cited for the first time for Atlantic Forest.
2016
Santos,Marcos Vinícius Oliveira dos Barbosa,Flávia Rodrigues Luz,Edna Dora Martins Newman Bezerra,José Luiz
Baixas concentrações de macronutrientes beneficiam a propagação in vitro de Vriesea incurvata (Bromeliaceae), uma espécie endêmica da Floresta Atlântica, Brasil
Resumo A cultura in vitro é uma ferramenta eficiente para a propagação de plantas de importância ecológica e econômica e permite o entendimento acerca de aspectos ecofisiológicos das espécies. Este estudo teve por objetivo avaliar a influência de diferentes concentrações de macronutrientes sobre o desenvolvimento in vitro e a sobrevivência ex vitro de plântulas de Vriesea incurvata, visando à conservação desta bromélia epifítica endêmica da Floresta Atlântica. A germinação in vitro foi avaliada aos 60 dias e as plântulas foram cultivadas por 180 dias em meio MS com 25 ou 50% dos macronutrientes, 25 ou 50% dos sais nitrogenados, bem como com 100% da formulação original do meio. As sementes apresentaram 95% de germinação. Em todos os tratamentos, houve 100% de sobrevivência das plântulas cultivadas in vitro. A redução de todos os macronutrientes ou dos sais nitrogenados mostrou-se benéfica, proporcionando maior comprimento da parte aérea e da raiz maior, maior número de folhas e de raízes, bem como maior massa fresca, além de ter propiciado 97% de sobrevivência das plântulas aclimatizadas ex vitro. Os dados obtidos permitem o estabelecimento de um protocolo de propagação in vitro de V. incurvata, com o objetivo de sua futura reintrodução no habitat natural.
2016
Sasamori,Márcio Hisayuki Endres Júnior,Delio Droste,Annette
Cultivo in vitro de Epidendrum nocturnum (Orchidaceae) ocorrente no Cerrado da região Centro-Oeste
Resumo As orquídeas podem ser propagadas in vitro em meios de cultivo assépticos ou em simbiose com fungos micorrízicos. Epidendrum nocturnum ocorre em áreas de Cerrado e neste estudo objetivou-se a visualização de fungos micorrízicos em suas raízes bem como o cultivo assimbiótico de suas plântulas em diferentes meios e a micorrização in vitro. No desenvolvimento assimbiótico testou-se três meios de cultura em um ensaio e, em outro ensaio, foram testadas formulações alternativas do meio Knudson C modificado, com a adição de polpa de frutas. Fungos micorrízicos de orquídeas foram usados na micorrização in vitro. Pelotons foram visualizados nas raízes de E. nocturnum. O meio Knudson C modificado diferiu estatisticamente dos demais, nas duas intensidades luminosas, no primeiro ensaio. No segundo ensaio, após sete meses, os meios com formulação alternativa não diferiram estatisticamente entre si. Na micorrização in vitro as plântulas com o isolado fúngico En07 (Waitea circinata) apresentaram maior vigor visual em relação aos demais tratamentos, mas não houve diferença estatística com o controle. Os meios com formulação alternativa e o Knudson C modificado podem ser utilizados no desenvolvimento in vitro de E. nocturnum e o isolado En07 pode ser usado na micorrização visando estratégias de conservação desta orquídea.
2016
Silva,Carlos de Sousa Araújo,Leila Garcês de Sousa,Kellen Cristhina Inácio Carvalho,Jacqueline Campos Borba de Gonçalves,Letícia de Almeida Carneiro,Luciano Lajovic
Duas novas ocorrências de hepáticas folhosas (Marchantiophyta) para o estado da Bahia, Brasil
Resumo Estão sendo apresentados dois novos registros de hepáticas folhosas da família Lejeuneaceae para o estado da Bahia: Colura calyptrifolia e Cololejeunea dauphinii, esta última está sendo referida pela primeira vez para o Brasil. São fornecidos material examinado, comentários taxonômicos, ecológicos, distribuição geográfica e fotomicrografias de caracteres distintivos de cada espécie.
2016
Bôas-Bastos,Silvana B. Vilas Bastos,Cid José Passos
Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: história, área de estudos e metodologia
Resumo No final da década de 1960, pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) iniciaram as coletas botânicas na Serra dos Carajás, resultando em um expressivo acervo e interessantes descobertas sobre a flora local, marcada por endemismos e pressão por atividades mineradoras. Em 2014, foi estabelecido o projeto "Flora das cangas da Serra dos Carajás" através da cooperação entre o MPEG e o Instituto Tecnológico Vale de Desenvolvimento Sustentável (ITVDS), visando especialmente a elaboração da flora das cangas da FLONA Carajás. Um acervo de cerca de quinze mil exsicatas, depositadas principalmente nos herbários MG e BHCB além de HCJS, INPA, IAN, NY e RB constitui a base para o desenvolvimento da flora. Até o momento, a flora inclui 151 famílias de angiospermas, gimnospermas, licófitas e samambaias e briófitas (musgos e hepáticas). Neste trabalho apresentamos um breve histórico dos estudos botânicos na região, caracterização da área de estudo, e procedimentos metodológicos adotados no desenvolvimento do projeto. Também, constitui a introdução para o volume 1 da Flora das cangas de Carajás composto por 55 famílias, sendo quatro de briófitas, duas de licófitas, oito de samambaias, uma de gimnospermas e 40 de angiospermas, incluindo 139 gêneros e 248 espécies.
2016
Viana,Pedro Lage Mota,Nara Furtado de Oliveira Gil,André dos Santos Bragança Salino,Alexandre Zappi,Daniela Cristina Harley,Raymond Mervyn Ilkiu-Borges,Anna Luiza Secco,Ricardo de Souza Almeida,Thaís Elias Watanabe,Mauricio Takashi Coutinho Santos,João Ubiratan Moreira dos Trovó,Marcelo Maurity,Clóvis Giulietti,Ana Maria
Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Bartramiaceae
Resumo Este estudo reúne as espécies de Bartramiaceae registradas nas áreas de canga na Serra dos Carajás, estado do Pará, incluindo descrição detalhada, ilustração e comentários sobre a morfologia das espécies. Foram registradas duas espécies de Bartramiaceae para a área de studo, Philonothis hastata e Philonothis uncinata.
2016
Oliveira-da-Silva,Fúvio Rubens Ilkiu-Borges,Anna Luiza
Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Calypogeiaceae
Resumo Este estudo representa um tratamento para Calypogeiaceae registrada nas áreas de canga na Serra dos Carajás, no estado do Pará, incluindo a descrição detalhada, ilustração e comentários morfológicos sobre a espécie Calypogeia lechleri, única registrada na área de estudo.
2016
Ilkiu-Borges,Anna Luiza Oliveira-da-Silva,Fúvio Rubens
Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Lepidoziaceae
Resumo A única espécie, Telaranea nematodes, de Lepidoziaceae registrada nas áreas de canga na Serra dos Carajás, no estado do Pará, é descrita detalhadamente, ilustrada e sobre a mesma são apresentados comentários morfológicos.
2016
Ilkiu-Borges,Anna Luiza Oliveira-da-Silva,Fúvio Rubens
Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Stereophyllaceae
Resumo Este estudo reúne as espécies de Stereophyllaceae registradas para as áreas de canga na Serra dos Carajás, no estado do Pará, incluindo descrição detalhada, ilustração e comentários sobre a morfologia das espécies. Na área de estudo, foram registradas duas espécies da família: Pilosium chlorophyllum, espécie Neotropical e Entodontopsis leucostega, espécie Pantropical.
2016
Oliveira-da-Silva,Fúvio Rubens Ilkiu-Borges,Anna Luiza
Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Aspleniaceae
Resumo Este estudo trata dos táxons de Aspleniaceae encontrados nas formações ferríferas da Serra dos Carajás, estado do Pará, com descrições, ilustrações, distribuição geográfica e comentários. Na área estudada foram registrados um gênero e quatro espécies: Asplenium formosum, Asplenium salicifolium, Asplenium serratum, Asplenium stuebelianum.
2016
Moura,Ingridy Oliveira Arruda,André Jardim Salino,Alexandre
Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Cyatheaceae
Resumo Este estudo trata os táxons de Cyatheaceae encontrados nas formações ferríferas da Serra dos Carajás, estado do Pará, com descrições, ilustrações, distribuição geográfica e comentários. Na área estudada foi registrada apenas Cyathea pungens.
2016
Salino,Alexandre Arruda,André Jardim
Flora das cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil: Dennstaedtiaceae
Resumo Este estudo trata dos táxons de Dennstaedtiaceae encontrados nas formações ferríferas da Serra dos Carajás, estado do Pará, com descrições, ilustrações, distribuição geográfica e comentários. Na área estudada foi registrada apenas Pteridium arachnoideum.
2016
Salino,Alexandre Arruda,André Jardim