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Viagens, tremores e conchas: aspectos da natureza da América em escritos de José Bonifácio de Andrada e Silva, José Hipólito Unanúe e Dámaso Antonio Larrañaga

Este artigo apresenta aspectos da produção científica de três ilustrados que atuaram na América do Sul: José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), José Hipólito Unanúe (1755-1833) e Dámaso Antonio Larrañaga (1771-1848). Os três naturalistas - de trajetórias, territórios e crenças diferenciadas - construíram suas versões sobre aspectos da natureza da América. Em comum, contribuíram com seus trabalhos científicos para a construção da geohistória americana. Foram escolhidos para análise por critérios de dispersão territorial e por suas diferentes abordagens sobre aspectos específicos das Ciências da Terra - temas que ainda hoje têm merecido menor atenção, mesmo entre os historiadores latino-americanos das ciências. Este artigo argumenta que estes personagens não só construíram seus próprios conhecimentos sobre temperamentos (climas) e territórios, como também utilizaram seu conhecimento científico no implemento de ações políticas para os seus respectivos países em conformação.

Year

2010

Creators

Lopes,Maria Margaret Varela,Alex Gonçalves

"A natureza concedeu a cada país ou a cada clima seus privilégios exclusivos": a natureza brasileira na obra de Manuel Arruda da Câmara

Este artigo se propõe a analisar a trajetória de Manuel Arruda da Câmara (1752-1810), expressão no campo da botânica e da medicina no final do século XVIII, destacando sua visão sobre a natureza brasileira. Os conceitos mais representativos da Ilustração, como a crença no poder da razão, o conhecimento da natureza, as ideias de felicidade e de progresso, se evidenciaram, igualmente, no Brasil colonial. A história natural e seus ramos atraíram o interesse de estudiosos, como Manuel Arruda da Câmara, destacando-se os importantes estudos sobre botânica, e sua relação com outras áreas de conhecimento, como a medicina, a agricultura e a química. Na formulação destes conhecimentos também foi decisivo o impacto das teorias de inferioridade e de imaturidade conferidas à natureza americana, na segunda metade do século XVIII, por pensadores europeus, como Buffon e De Pauw. Estas teorias pautavam-se na afirmação de uma estreita conexão orgânica do ser vivo com a natureza, de forma determinista. Ilustrados procuraram responder a estas afirmações elaborando estudos que refutavam a caracterização negativa do continente americano. Importava, desta forma, enfatizar o potencial e as virtudes da natureza local

Year

2010

Creators

Fonseca,Maria Rachel de Gomensoro Fróes da

Os estudos etnográficos no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (1840-1860): história, viagens e questão indígena

O artigo aborda a etnografia do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) em meados do século XIX, dando destaque à produção etnográfica do sócio da instituição, Antônio Gonçalves Dias. Chama a atenção para alguns aspectos que caracterizaram os estudos indígenas do momento: a visão dicotômica entre índios do passado e índios do presente que se desdobrava na percepção dos grupos de origem tupi e os 'tapuias', conhecidos também como não falantes do tupi ou índios do sertão; e a dependência da disciplina etnográfica do campo da história, então em pleno desenvolvimento no IHGB. Tais aspectos, que invariavelmente anunciavam uma perspectiva 'decadentista' sobre os índios, repercutiram nas ações políticas que os envolveram no período e, ao mesmo tempo, impossibilitaram a percepção da imensa variabilidade étnica existente no interior do Brasil, quando os intelectuais da instituição seguiram em viagem às províncias do Norte. Não obstante o anúncio constante do desaparecimento dos índios, algum legado dessa viagem permite entrever a riqueza do material coletado junto àquelas populações, que, sob formas distintas de presença na atualidade, continuam a nos fornecer reflexões sobre a complexidade da formação nacional.

Ciência e natureza nas expedições astronômicas para o Brasil (1850-1920)

É fato conhecido que, ao longo de todo o século XIX, o território brasileiro foi palco de frequentes expedições científicas realizadas por naturalistas interessados em conhecer, estudar e, eventualmente, explorar os recursos naturais ali contidos. Este trabalho pretende examinar outro tipo de expedição científica comum entre meados do século e início do século XX, mas relativamente esquecido pela historiografia: as expedições astronômicas para observação de eclipses totais do Sol. Por meio da análise dos relatórios produzidos pelos astrônomos que viajaram para o Brasil com esse objetivo, é possível perceber padrões na organização e na divulgação dessas expedições, os quais revelam, sob uma nova e inesperada perspectiva, as estreitas relações existentes entre astronomia e sociedade.

Year

2010

Creators

Barboza,Christina Helena da Motta

Etnoastronomia no Brasil: a contribuição de Charles Frederick Hartt e José Vieira Couto de Magalhães

Após uma breve revisão bibliográfica sobre arqueoastronomia e etnoastronomia, o artigo analisa algumas obras do final do século XIX que trazem informações sobre a etnoastronomia de índios brasileiros. Estes relatos são de autoria do naturalista canadense Charles Frederick Hartt (1840-1878) e do polimata brasileiro José Vieira Couto de Magalhães (1837-1898). Embora moldados pelas cosmovisões dos seus autores e pelas teorias científicas da etnologia da época, registram uma pequena fração dos sistemas de conhecimento indígenas sobre a natureza, seus mitos celestes, constelações e calendários. Os autores são contemporâneos e se corresponderam, mas registraram de forma independente alguns conhecimentos comuns aos povos que falavam uma língua tupi.

Year

2010

Creators

Lima,Flavia Pedroza Figueirôa,Silvia Fernanda de Mendonça

Bacteriologia e medicina tropical britânicas: uma incursão a partir da Amazônia (1900-1901)

Em junho de 1899, começou a funcionar a Liverpool School of Tropical Medicine. No ano seguinte, dois de seus quadros, Herbert Edward Durham (1866-1945) e Walter Myers (1872-1901), viajaram para Belém, no Brasil, para investigar a febre amarela. Uma escala da viagem, em Havana, possibilitou o encontro com os norte-americanos que aí pesquisavam também a doença. Durham e Myers traziam a hipótese da transmissão por inseto hospedeiro, à semelhança do que acontecia com a malária, cujo modo de transmissão acabara de ser decifrado por ingleses e italianos. Mas, no Brasil, mantiveram-se presos à etiologia bacteriana e não acompanharam a ruptura na abordagem da febre amarela que o programa da medicina tropical propiciava. Tal paradoxo pode ser explicado examinando-se as trajetórias prévias de Durham e Myers, que se entrelaçam à de outro investigador, Alfredo Antunes Kanthack (1863-1898), nascido na Bahia, um dos principais protagonistas da instituição da microbiologia e imunologia na Inglaterra.

Ciência, fronteiras e nação: comissões brasileiras na demarcação dos limites territoriais entre Brasil e Bolívia, 1895-1901

O artigo trata de três expedições brasileiras à Amazônia Ocidental que tiveram por missão demarcar os limites entre Brasil e Bolívia nos anos 1895-1901. O objetivo é apreender o papel que a ciência desempenhou em uma negociação que contribuiu para que o Brasil tivesse as feições territoriais da atualidade. O artigo procura abordar, sob o ponto de vista da história da ciência, um tema tradicionalmente estudado pelo viés da geopolítica, ou seja, a formação das fronteiras internacionais, evidenciando uma intercessão entre institucionalização da ciência e formação da nação.

Médicos, doenças e ocupação do território na Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas de Mato Grosso ao Amazonas (1907-1915)

O artigo tem por objetivo analisar os relatórios elaborados pelos médicos que participaram da Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas do Mato Grosso ao Amazonas (CLTEMTA), ou Comissão Rondon, que percorreu estes estados brasileiros entre 1907 e 1915. A comissão tinha como meta a expansão do telégrafo até as fronteiras do Brasil com a Bolívia e o Peru. A atividade construtora foi acompanhada, ainda, por estudos científicos para a 'ocupação produtiva' da região e por levantamentos médicos das localidades percorridas. Esses últimos produziram uma interpretação dos então chamados 'sertões do noroeste', na qual se destacava a onipresença das doenças, como a malária. A intenção é compreender o impacto provocado por esta doença nos trabalhos da CLTEMTA. Nossa hipótese é a de que um dos seus principais efeitos foi a elaboração de estudos médicos cada vez mais detalhados sobre as possíveis causas das doenças naquelas regiões.

Year

2010

Creators

Caser,Arthur Torres Sá,Dominichi Miranda de

Drought in the sertão as a natural or social phenomenon: establishing the Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas, 1909-1923

This paper examines interpretations of the drought problem in Brazil's northeast sertão during the First Republic. It compares analysis of drought as primarily a natural or climatic phenomenon - embraced by civil engineers working for the Inspetoria [Federal] de Obras Contra as Secas (IFOCS) - with analyses emphasizing social and political conditions that made drought a crisis for the sertanejo poor. The latter are evident in the report of doctors Belisário Penna and Artur Neiva describing their expedition through the sertão sponsored by IFOCS in 1912. This comparison allows for consideration of the intersection between natural (geographic, climatic) and social (political, cultural) factors that produced the region's periodic crisis. The analysis is informed by the work of social scientists who highlight the multi-dimensional causes underlying natural disasters in politically marginal communities. Technocrats' faith in the context-independent utility of their expertise lay at the heart of IFOCS's ultimate failure to rescue sertanejos from famine, migration and poverty. Because the drought agency's technical personnel never had the political will or muscle to confront the social organization underlying the sertão's recurrent calamity, their ability to alleviate the human suffering that droughts precipitated was severely limited.

Do "inferno florido" à esperança do saneamento: ciência, natureza e saúde no estado do Amazonas durante a Primeira República (1890-1930)

Nas duas primeiras décadas do século XX, as publicações de Euclides da Cunha, Alberto Rangel e Carlos Chagas sobre a Amazônia apresentaram, sob diferentes perspectivas, uma crítica ao que consideravam visões fantasiosas, originárias dos relatos de viagem dos naturalistas dos séculos XVIII e XIX. Como alternativa, propunham a análise da região sob a ótica dos novos conhecimentos científicos, que incluíam domínios diversos - da geologia à medicina tropical. Trabalhos recentes vêm apontando a necessidade de maior investigação sobre as instituições e práticas científicas locais, tanto na elaboração de ideias sobre a região como na definição de políticas públicas. É nessa perspectiva que se propõe o presente artigo. Sua proposta consiste em refletir sobre as diferentes ideias que foram construídas pelo pensamento médico-científico sobre a natureza e a sociedade no estado do Amazonas, no período da Primeira República, em que se verificou o auge e o declínio da borracha. Considera-se que os médicos locais participaram ativamente dos debates científicos próprios à medicina tropical e colocaram em prática as principais teses sobre o combate e a profilaxia de endemias como a malária e a febre amarela. Esse conjunto de ideias e práticas contribuiu para a definição de ações de saneamento da cidade de Manaus e do interior do Amazonas.

Year

2010

Creators

Schweickardt,Júlio César Lima,Nísia Trindade

Coleções de aranhas, redes científicas e política: a teia da vida de Cândido de Mello Leitão (1886-1948)

Cândido de Mello Leitão (1886-1948) iniciou sua carreira como médico pediatra. Sua extrema dedicação ao estudo das aranhas o tornou um dos maiores aracnólogos de seu tempo, amplamente reconhecido por seus pares. Este artigo analisa alguns aspectos de sua trajetória profissional norteado pela seguinte pergunta: como um biólogo se formava na primeira metade do século XX no Brasil, época em que inexistiam cursos específicos de ciências biológicas e a profissão não era oficialmente reconhecida? Os resultados da pesquisa - realizada em livros, jornais e documentos pessoais de Mello Leitão - mostram como essa especialização surgiu no entrecruzamento entre as experiências práticas vividas em várias instituições científicas, as relações de colaboração nacionais e internacionais e o devir das condições sociais e históricas. Estudioso de aranhas, Mello Leitão era realmente grande conhecedor de redes, e foi nelas que se formou. No seio dessas relações pessoais e institucionais, construiu e divulgou conhecimentos, projetou papéis para si e seus colegas, para as diversas instituições nas quais atuou e para a biologia que praticou.

Entre ciência e política: o positivismo de Paulo Carneiro na Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio de Pernambuco (1935)

O artigo analisa a atuação do cientista positivista Paulo Estevão Berredo Carneiro (1901-1982) na Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio de Pernambuco (SAICP) em 1935. Sua carreira foi construída no Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio (MAIC) ao longo das décadas 1920 e 1930, ocupando cargos em instituições científicas e órgãos governamentais. Em meados dos anos 1930, foi convidado por Lima Cavalcanti, governador de Pernambuco, a dirigir a SAICP. Em sua gestão, procurou implementar políticas públicas para o meio rural com base numa visão cientificista. A análise da atuação de Paulo Carneiro em Pernambuco nos distancia de uma parte da literatura sobre a história do positivismo no Brasil, que o concebe como uma ideologia em declínio a partir dos anos 1910. O credo positivista, que atribuía à ciência e à técnica papéis fundamentais para o progresso social, esteve a um só tempo em diversos espaços científicos e políticos nos anos 1920 e 1930, como também deu a tônica das iniciativas adotadas por Carneiro na SAICP. Identificando-se como um técnico que teria por missão a condução de projetos reformistas, sua atuação despertou críticas das elites locais, em contexto de radicalização política e avanço do autoritarismo no governo de Getúlio Vargas. O positivismo e suas premissas persistiram durante a década de 1930 como elementos chave para a compreensão do reformismo social do período.

Year

2010

Creators

Bhering,Marcos Jungmann Maio,Marcos Chor

"Conquistar a terra, dominar a água, sujeitar a floresta": Getúlio Vargas e a revista "Cultura Política" redescobrem a Amazônia (1940-1941)

O artigo analisa a Amazônia no pensamento social do Estado Novo (1937-1945), quando acontecimentos e projetos governamentais, como a "Marcha para o Oeste" e o "Discurso do rio Amazonas", representaram uma maior atenção do poder central à região. A partir de 1941, artigos sobre a Amazônia foram publicados no periódico "Cultura Política", produzido pelo Departamento de Imprensa e Propaganda, sendo um dos principais meios de divulgação do pensamento social do Estado Novo. Conceitos de Euclides da Cunha, Alberto Rangel e Alfredo Ladislau sobre clima, raça e civilização foram apropriados para a produção destes textos com o objetivo de construir um ideário capitaneado pelo Estado. Desta forma, nossa análise aponta continuidades e descontinuidades entre a produção literária da Primeira República e o ideário oficial formulado pela ditadura de Getúlio Vargas.

O Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura e a institucionalização da ciência no Brasil, 1946-1966

O Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (IBECC) foi criado como Comissão Nacional da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de atuar em projetos naquelas áreas. O artigo analisa o desenvolvimento desse projeto, em particular em São Paulo, onde cientistas e educadores se engajaram em uma experiência inovadora em termos de divulgação científica e ensino de ciências, por meio de feiras, concursos, produção de material didático e kits de experimentação.

Year

2010

Creators

Abrantes,Antonio Carlos Souza de Azevedo,Nara

Os escritos de Giovanni Angelo Brunelli, astrônomo da Comissão Demarcadora de Limites portuguesa (1753-1761), sobre a Amazônia brasileira

O texto apresenta breve introdução à vida e à obra de Giovanni Angelo Brunelli (1722-1804), astrônomo bolonhês que participou da primeira Comissão Demarcadora de Limites entre as possessões de Portugal e Espanha na América do Sul, de 1753 a 1761, a serviço da Coroa lusitana. Em seguida, são publicados os três trabalhos de Brunelli sobre a Amazônia brasileira, tendo como temas a pororoca (1767), a mandioca (1767) e o rio Amazonas (1791); e dois outros documentos relacionadas à comissão, um ofício no qual Brunelli reclama a coordenação dos trabalhos de cartografia (1752) e um rascunho do diário de viagem do astrônomo até o rio Negro (1754). Todos esses documentos foram traduzidos ao português, pela primeira vez, do latim e do italiano.

Year

2010

Creators

Papavero,Nelson Sanjad,Nelson Chiquieri,Abner Overal,William Leslie Mugnai,Riccardo

Oleaginosas da Amazônia

No summary/description provided

Urban agriculture in Santarém, Pará, Brazil: diversity and circulation of cultivated plants in urban homegardens

Urban agriculture, including urban homegardens, is vital for urban survival of many people in various cities around the world, including those in the Amazon region of Brazil. These spaces, through daily praxis, become important for incidental agrodiversity conservation as food plants are cultivated and their plant material circulated. Utilizing data from a year-long intensive qualitative study of 25 rural-urban migrant households, this article considers the diversity of plant material in urban homegardens in the Amazonian city of Santarém, Pará, Brazil. The purpose of the study was to understand the social systems that maintain cultivated plant diversity in homegardens. Our objectives in this article are twofold: a) to demonstrate that plant agrodiversity in homegardens persists in a setting which is located 'at the market'; and b) to document the ways in which flows of plant material help maintain this agrodiversity.

Year

2010

Creators

WinklerPrins,Antoinette Oliveira,Perpetuo Socorro de Souza

Fatores que influenciam no comportamento territorial de ribeirinhos sobre ambientes de pesca em áreas de várzea do baixo Solimões, Amazônia Central, Brasil

Regiões de várzea apresentam alta produtividade biológica e são habitadas por populações que praticam atividades agropesqueiras, baseadas no uso múltiplo dos recursos. A economicidade do sistema conduz os ribeirinhos à apropriação de territórios e a dependência conjunta dos recursos ao estabelecimento de acordos internos, definindo-se critérios de acesso e intensidades de extração. Este estudo, por meio de 244 entrevistas com pescadores e reuniões em 16 comunidades do baixo Solimões, identificou fatores que influenciam na magnitude e finalidade das pescarias, especialmente em pesqueiros de uso coletivo, descrevendo mecanismos de apropriação e conflitos. O trecho abriga dois sistemas de lagos de terra firme e um de lagos de várzea. Para pescarias de subsistência e comercial, foram estimadas área, extensão e frequência de uso por período do ano (seca/cheia). Cada comunidade explorou os ambientes de pesca de acordo com a proximidade e/ou acessibilidade, revelando uso dentro das delimitações territoriais, havendo sobreposição naqueles explorados para subsistência e comércio. Existem conflitos por pesca comercial, esportiva, com pescadores externos à comunidade e com fazendeiros. Não existem proibições ou controle de acesso aos igapós, mas regras informais. Para o manejo integrado na área de estudo, são propostos três cenários de atuação, considerando a diversidade de ambientes e os interesses dos grupos envolvidos.

Year

2010

Creators

Garcez,Danielle Sequeira Sánchez-Botero,Jorge Iván Fabré,Nidia Noemi