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MICROMORFOLOGÍA Y ESTRUCTURA DE LA CUBIERTA SEMINAL DE CUATRO ESPECIES DE LOASACEAE JUSS. PRESENTES EN VENEZUELA
RESUMO Se realizó el estudio morfológico y anatómico de la cubierta seminal de Gronovia scandens L., Klaprothia fasciculata (Presl.) Poston & Nowicke, Mentzelia aspera L., y Nasa triphylla (Juss.) Weigend, especies pertenecientes a las Loasaceae. El estudio se llevó a cabo con material fresco y material herborizado. La caracterizaciónmorfológica serealizó bajomicroscopio estereoscópico. Para lacaracterizaciónhistológica se obtuvieron secciones transversales y longitudinales las cuales se estudiaron bajo un microscopio óptico, adicionalmente serealizaronpruebas histoquímicas. Lamicromorfología de lacubiertaseminal fue observada en un microscopio electrónico de barrido. Se encontraron diferencias en el tamaño, color y forma de las semillas, con las cuales se puede diferenciar fácilmente cada una de las especies. En el estudio de la microescultura y la anatomía de la cubierta seminal también se observaron rasgos específicos que permiten diferenciar las cuatro especies estudiadas.
2022-12-06T13:14:02Z
Noguera,Eliana Jáuregui,Damelis
TRICOMAS FOLIARES EM ESPÉCIES DE CROTON L. (CROTONOIDEAE-EUPHORBIACEAE)
RESUMO Foi realizado estudo da ultraestrutura dos tricomas foliares em microscopia eletrônica de varredura (MEV) de 14 espécies do gênero Croton, ocorrentes nas zonas do litoral e da mata do estado de Pernambuco, com o objetivo de caracterizar morfologicamente cada tipo de tricoma, como recurso auxiliar na delimitação das espécies e ainda relacionálos à classificação de Webster. Foram registrados 10 tipos de tricomas: estrelado-porrecto, fasciculado, multiradiado, dendrítico, lepidoto, estrelado-rotado, estrelado-lepidoto, dentado-lepidoto, simples e glandular. Na maioria dos taxa predomina o tipo estrelado-porrecto; apenas uma espécie apresenta tricoma do tipo lepidoto. Foi possível observar que cada espécie mantém constante seu (s) tipo(s) de tricoma revelando, portanto, ser o tipo de tricoma um caráter relevante na taxonomia do gênero.
2022-12-06T13:14:02Z
Lucena,Maria de Fátima de Araújo Sales,Margareth Ferreira de
LEGUMINOSAE ARBUSTIVAS E ARBÓREAS DA FLORESTA ATLÂNTICA DO PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA, SUDESTE DO BRASIL: PADRÕES DE DISTRIBUIÇÃO
RESUMO O PARNA Itatiaia, com 28.155,97ha, localiza-se na Serra da Mantiqueira (22º15’e 22º30’S; 44º30’e 44º45’W) no sudeste do Brasil. Leguminosae é uma das famílias com maior riqueza de espécies na composição e estrutura florestal. O principal objetivo deste trabalho foi identificar os padrões de distribuição geográfica de 48 táxons de Leguminosae presentes na formação florestal do PARNA. A metodologia abrangeu pesquisas bibliográficas, excursões e consultas a herbários. Foram reconhecidos os seguintes padrões de distribuição: Neotropical (9 spp.), América do Sul ocidental-centro-oriental (5 spp.), Brasil centro-oriental (10 spp.), Brasil atlântico nordeste-sudeste-sul (9 spp.), Brasil atlântico sudeste-sul (5 spp.) e Brasil atlântico sudeste (10 spp.). Os táxons, quanto à preferência de hábitat, foram tratados também como elementos florísticos generalistas (56%) e como especialistas do Domínio Atlântico (44%). No domínio atlântico as espécies predominam nas floresta ombrófila densa e floresta estacional semidecidual, ocorrendo também nas restingas e na floresta de araucária.
2022-12-06T13:14:02Z
Morim,Marli Pires
FLORA DA PARAÍBA, BRASIL: TILLANDSIA L. (BROMELIACEAE)
RESUMO Este trabalho teve como objetivo elaborar o tratamento taxonômico das espécies do gênero Tillandsia L. ocorrentes no estado da Paraíba, como parte do projeto “Flora Paraibana”. Foram identificadas 12 espécies para o estado: T. bulbosa Hook.f., T. gardneri Lindl., T. juncea (Ruíz & Pav.) Poir., T. kegeliana Mez, T. loliacea Schult. & Schult. f., T. polystachia L., T. recurvata (L.) L., T. streptocarpa Baker, T. stricta Sol. ex Sims., T. tenuifolia var. surinamensis (Mez) L.B.Sm., T. usneoides (L.) L. e T. globosa Wawra var. globosa. Dentre estas, T. bulbosa e T. stricta são referidas pela primeira vez para o estado.
2022-12-06T13:14:02Z
Pontes,Ricardo Ambrósio Soares de Agra,Maria de Fátima
FRAGMENTAÇÃO FLORESTAL: BREVES CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS SOBRE EFEITOS DE BORDA
RESUMO Os processos de fragmentação florestal atualmente representamum dosprincipais riscosà biodiversidade global. Nestecontextoé muito importante considerar estas transformações artificiais aos ecossistemas para compreender até mesmo padrões e processos ecológicos naturais. Neste trabalho é feita uma sinopse teórica que inclui o desenvolvimento de alguns conceitos e uma análise crítica destes, mesmo na falta de um arcabouço conceitual unificador sobre fragmentação florestal. São discutidas algumas teorias sobre limites (i.e. bordas) artificiais e naturais tendo como base as transformações ao longo do tempo e fenômenos de retração e expansão de comunidades e ecossistemas. A sucessão ecológica é brevemente discutida com base nas visões conflitantes de Clements e Gleason e mencionamos a importância de rever alguns modelos sucessionais para elucidar determinados aspectos dos efeitos de borda. Sobre estes efeitos é esboçada uma breve perspectiva histórica da evolução de alguns conceitos. Embora exista um conhecimento relativamentevastosobreosefeitosdebordaafirmamosqueaindaémuito difícilprever atrajetóriados processos ecológicos em bordas assim como as transformações nos padrões naturais.
2022-12-06T13:14:02Z
Rodrigues,Pablo José Francisco Pena Nascimento,Marcelo Trindade
SOLANACEAE NA RESERVA RIO DAS PEDRAS, MANGARATIBA, RIO DE JANEIRO - BRASIL
RESUMO Foi realizado um estudo morfológico e taxonômico da família Solanaceae na Reserva Rio das Pedras, município de Mangaratiba situado no estado do Rio de Janeiro, um fragmento de floresta pluvial atlântica. Registrou-se 33 espécies pertencentes a 10 gêneros, sendo Solanum o mais expressivo. Solanum hirtellum e Solanum pensile são documentados pela primeira vez nesse estado. São apresentadas chave de identificação, descrições e ilustrações.
2022-12-06T13:14:02Z
Carvalho,Lúcia d’Ávila Freire de Bovini,Massimo G.
DUAS ESPÉCIES NOVAS DE POLYGALA L. (POLYGALACEAE ) PARA O BRASIL
RESUMO O subgênero Polygala é caracterizado dentro do gênero Polygala, sobretudo, por apresentar flores com carena cristada. Ele engloba, em território brasileiro 88 espécies e 22 variedades. Polygala abreui Marques & J.Pastore e Polygala ceciliana Marques & J.Pastore pertencem a este subgênero e aqui são descritas, ilustradas e dadas suas distribuições geográficas: para a primeira, o Distrito Federal e os estados de Goiás e Minas Gerais e, para segunda, o Distrito Federal e Goiás.
2022-12-06T13:14:02Z
Marques,Maria do Carmo Mendes Pastore,José Floriano Barêa
COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA DO COMPARTIMENTO ARBÓREO DE CINCO REMANESCENTES FLORESTAIS DO MACIÇO DO ITATIAIA, MINAS GERAIS E RIO DE JANEIRO
RESUMO Para composição de uma lista florística de espécies arbóreas das florestas do maciço do Itatiaia, foram inventariadas cinco áreas de floresta ombrófila montana situadas nos municípios de Bocaina de Minas e Aiuruoca, sul de Minas Gerais, e Resende, sudoeste do Rio de Janeiro. A listagem de espécies resultou de levantamentos florísticos conduzidos nas cinco áreas, acompanhados de levantamentos fitossociológicos em três delas. Para avaliar as variações da composição da flora arbórea da região, foi extraída da literatura uma listagem adicional de espécies arbóreas de uma área de floresta na vertente sul do maciço Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro. A amostra da flora arbórea das cinco áreas estudadas no Maciço do Itatiaia foi composta por 450 espécies, 191 gêneros e 69 famílias, muitas das quais são reconhecidas como características de floresta de altitude (acimade 1.000m). A flora arbórea das florestas do maciço do Itatiaia pode ser considerada como uma das de maior riqueza florística entre áreas de floresta ombrófila montana no sudeste do Brasil. Uma análise de agrupamento identificou padrões de similaridade florística entre as seis áreas de floresta do maciço do Itatiaia, que foram relacionados à ocorrência de inundações periódicas em uma área de floresta ombrófila aluvial, a diferenças em exposição de vertentes (continental ou oceânica) entre as cinco áreas de floresta ombrófila montana e ao estágio sucessional inicial de uma destas. A maior similaridade foi obtida entre duas áreas maduras de floresta ombrófila montana da vertente continental, em Aiuruoca e Bocaina de Minas, apesar da distância geográfica entre as duas ser consideravelmente maior que as distâncias entre a última delas e as áreas de floresta aluvial e em estágio inicial de sucessão.
2022-12-06T13:14:02Z
Pereira,Israel Marinho Oliveira-Filho,Ary Teixeira de Botelho,Soraya Alvarenga Carvalho,Warley Augusto Caldas Fontes,Marco Aurélio Leite Schiavini,Ivan Silva,Alexandre Francisco da
NOVIDADES TAXONÔMICAS EM ESPÉCIES BRASILEIRAS DE CROTALARIA SECT. CALYCINAE WIGHT &ARN. (LEGUMINOSAE-PAPILIONOIDEAE)
RESUMO São propostas as sinonimizações de quatro espécies e de duas variedades: Crotalaria brasiliensis Windler & S.G. Skinner em Crotalaria grandiflora Benth., Crotalaria barretoensis Windler & S.G.Skinner em Crotalaria martiana Benth.subsp. martiana, Crotalaria hatschbachii Windler& S.G.Skinner, Crotalaria hatschbachii var. sericea Windler & S.G.Skinner, Crotalaria bellii Windler & S.G. Skinner e Crotalaria flavicoma var. major Micheli em Crotalaria martiana subsp. mohlenbrockii (Windler & S.G.Skinner) Planchuelo. Também são propostos a transferência de C. paraguariensis da sinonímia de C. martiana subsp. martiana para C. martiana subsp. mohlenbrockii e o restabelecimento de C. subdecurrens Mart. ex Benth. à categoria específica.
2022-12-06T13:14:02Z
Flores,Andréia Silva Filliettaz,Andrea Martinelli Tozzi,Ana Maria Goulart de Azevedo
ACACIA GLOBOSA E ACACIA LIMAE, DUAS NOVAS ESPÉCIES DE LEGUMINOSAE-MIMOSOIDEAE PARA O BRASIL
RESUMO Acacia globosa e A. limae são descritas e ilustradas. Acacia globosa é semelhante à A. riparia, da qual difere pelo número de pares de folíolos 5-7, pelo pecíolo, ráquis foliar e foliólulos seríceos. Acacia limae também é próxima de A. riparia, diferindo pelas glândulas do pecíolo estipitadas e clavadas. Acacia globosa é endêmica no estado da Bahia e Acacia limae é encontrada nos estados da Bahia, Pernambuco e Minas Gerais.
2022-12-06T13:14:02Z
Bocage,Ana Luiza Du Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia
ANNONACEAE DA RESERVA BIOLÓGICA DA REPRESA DO GRAMA, DESCOBERTO, MINAS GERAIS, BRASIL, COM UMA NOVA ESPÉCIE, UNONOPSIS BAUXITAE
RESUMO São apresentadas as espécies de Annonaceae da Reserva Biológica da Represa do Grama. A Reserva está localizada em Descoberto, Minas Gerais, e abrange uma área de 263,8 hectares de floresta estacional semidecidual. São encontrados cinco gêneros e sete espécies: Annona cacans, Guatteria nigrescens, G. sellowiana, Rollinia dolabripetala, Unonopsis bauxitae, Xylopia brasiliensis, X. sericea e a nova espécie Unonopsis bauxitae, aqui descrita. São apresentadas chave de identificação das espécies, descrições, ilustrações, e informações sobre floração, frutificação, distribuição geográfica e hábitats.
2022-12-06T13:14:02Z
Lobão,Adriana Quintella Forzza,Rafaela Campostrini Mello-Silva,Renato de
Caracterização fisionômico-florística e mapeamento da vegetação da Reserva Biológica de Poço das Antas, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO Os tipos de vegetação ocorrentes na área da Reserva Biológica de Poço das Antas, estado do Rio de Janeiro, Brasil (22º30' e 22º33'S; 42º15' e 42º19'W) foram identificados, descritos e mapeados. Foram identificadas seis unidades fisionômicas, sendo duas florestais (floresta aluvial e floresta submontana) e quatro não florestais (formação pioneira com influência fluvial, capoeira aluvial, capoeira submontana e campo antrópico). As características fisionômicas e florísticas mais relevantes de cada unidade foram descritas e discutidas com base na análise comparativa entre as seis unidades fisionômicas e com outros trechos de mata atlântica. O mapeamento foi realizado com emprego de fotointerpretação analógica, em escala de 1:20.000. Na avaliação da cobertura vegetal atual foram estimados 2.608 hectares de remanescentes florestais em variados estados de preservação (floresta aluvial - 17,9% e floresta submontana - 34,3%), indicando a expressiva representatividade de formações não florestais com influência fluvial (20,0%) ou antrópica (27,9%).
2022-12-06T13:14:02Z
Lima,Haroldo C. de Pessoa,Solange de V. A. Guedes-Bruni,Rejan R. Moraes,Luis Fernando D. Granzotto,Sérgio V. Iwamoto,Shoji Ciero,Jorge Di
Análise estrutural da vegetação arbórea em três fragmentos florestais na Reserva Biológica de Poço das Antas, Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO Investigou-se aspectos do efeito da fragmentação e isolamento de habitats sobre a estrutura dos elementos arbóreos encontrados em três fragmentos florestais de diferentes tamanhos e formas, situados na Reserva Biológica de Poço das Antas, Silva Jardim, RJ. Foram demarcados transectos de 10 m de largura e comprimento variado de acordo com a extensão do fragmento, com orientações norte-sul e leste-oeste, subdivididos em parcelas contíguas de 10 x 25 m, sendo todos os indivíduos arbóreos com DAP $ 5 cm marcados e coletados dados de altura e diâmetro. Registraram-se 1.771 indivíduos, distribuídos em 43 famílias, 107 gêneros e 207 espécies. As áreas apresentam alta diversidade, onde as famílias Euphorbiaceae, Sapotaceae, Annonaceae, Moraceae e Nyctaginaceae configuram-se como as de maior valor de importância. A proporção elevada de espécies (70%) em baixa densidade representa risco potencial de extinção para muitas populações locais, por outro lado a presença de espécies comuns em diferentes estágios de desenvolvimento, aliado ao arranjo espacial e a distância entre as áreas, permitindo a ação de polinizadores e dispersores atuam no sentido de minimizar este efeito.
2022-12-06T13:14:02Z
Pessoa,Solange de V. A. Oliveira,Rogério R. de
Composição florística e estrutura de trecho de Floresta Ombrófila Densa Atlântica aluvial na Reserva Biológica de Poço das Antas, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Brasil
Resumo Os remanescentes de Floresta Ombrófila Densa submontana aluvial Atlântica, fortemente submetidos à fragmentação no RJ, carecem de estudos florísticos e estruturais. Inventariou-se 1 ha de floresta aluvial empregando parcelas, adotando como critério de inclusão DAP ≥ 5 cm e, através de relações alométricas, estabeleceu-se como dossel os limites de DAPs e alturas superiores a 10 cm e 10 m, respectivamente. Foram amostrados 486 indivíduos, de 97 espécies e 31 famílias. O índice de diversidade de Shannon (H´) foi de 3,98 nats/ind e o de eqüabilidade (J) de 0,87, valores inferiores aqueles encontrados para trechos conservados de Floresta Ombrófila Densa submontana ou montana no estado. Dentre as famílias com maiores riquezas, reunindo 73% das espécies, destacam-se: Fabaceae, Euphorbiaceae, Lauraceae, Moraceae, Myrtaceae, Annonaceae, Bignoniaceae, Melastomataceae, Clusiaceae, Meliaceae e Sapotaceae. Destacam-se como espécies com maiores VIs: Eriotheca pentaphylla, Symphonia globulifera, Tabebuia umbellata, Xylopia brasiliensis, Calophyllum brasiliense, Euterpe edulis, Tabebuia cassinoides, Platymiscium floribundum e Guarea kunthiana. Caracterizam-se como espécies indicadoras para o trecho analisado de Floresta Ombrófila Densa submontana aluvial: Eriotheca pentaphylla, Calophyllum brasiliense e Eugenia expansa. Apesar do grau de interferência antrópica, os resultados indicam elevadas riqueza e diversidade para a Floresta Ombrófila Densa submontana aluvial, de várzea ou paludosa, decorrentes da distribuição espacial heterogênea, resultante dos diferentes tipos de habitats estabelecidos, numa área de transição ecológica temporal.
2022-12-06T13:14:02Z
Guedes-Bruni,Rejan R. Silva Neto,Sebastião José da Morim,Marli P. Mantovani,Waldir
Composição florística e estrutura de dossel em trecho de Floresta Ombrófila Densa Atlântica sobre morrote mamelonar na Reserva Biológica de Poço das Antas, Silva Jardim, Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO (Florística e estrutura de dossel em floresta sobre morrote mamelonar no Rio de Janeiro, Brasil) Os remanescentes de Floresta Ombrófila Densa submontana Atlântica, ocorrentes nos mamelões da baixada do Rio de Janeiro, carecem de estudos florísticos e estruturais. Inventariou-se 1 ha, empregando parcelas, adotando como critério de inclusão DAP ≥ 5 cm e, através de relações alométricas, estabeleceu-se como árvores de dossel aquelas com limites de DAPs e alturas superiores a 10 cm e 10 m, respectivamente. Foram amostrados 580 indivíduos, de 174 espécies e 45 famílias. O índice de diversidade de Shannon (H´) foi de 4,57 nats/ind e a eqüabilidade (J) de 0,88, valores próximos aos encontrados para a Floresta Ombrófila Densa submontana Atlântica no estado. Dentre as famílias com maiores riquezas, reunindo ca. 74% das espécies destacam-se: Euphorbiaceae, Fabaceae, Moraceae, Lauraceae, Melastomataceae, Myrtaceae, Monimiaceae, Clethraceae, Flacourtiaceae, Annonaceae, Rubiaceae, Meliaceae, Sapindaceae e Myristicaceae. Destacam-se como espécies com maiores VIs: Senefeldera verticillata , Siparuna reginae, Mabea piriri, Casearia sylvestris, Clethra scabra, Tibouchina scrobiculata, Pseudopiptadenia inaequalis, Guapira opposita, Apuleia leiocarpa e Brosimum guianense. Caracterizam-se como espécies indicadoras de morrote: Apuleia leiocarpa, Eugenia macahensis, Simarouba amara e Pseudopiptadenia contorta.
2022-12-06T13:14:02Z
Guedes-Bruni,Rejan R. Silva Neto,Sebastião José da Morim,Marli P. Mantovani,Waldir
Tendências ecológicas na anatomia da madeira de espécies da comunidade arbórea da Reserva Biológica de Poço das Antas, Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO O trabalho propõe a utilização dos caracteres anatômicos da madeira na interpretação da estrutura da comunidade arbórea da Reserva Biológica de Poço das Antas, RJ, Brasil (22º30' e 22º33'S e 42º15' e 42º19'W). Foram analisadas 26 espécies de 14 famílias, totalizando 72 espécimens. A alta incidência de características anatômicas comuns - camadas de crescimento distintas, porosidade difusa, placas de perfuração simples, fibras de paredes delgadas a espessas, raios com freqüência de 4 a 12/mm', com 1-3 células de largura, - foi corroborada pelas análises estatísticas, o que sugere a ocorrência de um padrão anatômico. Os resultados descritos se enquadram nas tendências ecológicas para espécies de planícies tropicais, que se caracterizam por uma menor freqüência de elementos de vaso mais largos e com placas de perfuração simples. Tais caracteres propiciam o transporte de grandes volumes de água por unidade de tempo e área transversal da madeira.
2022-12-06T13:14:02Z
Barros,Claudia Franca Marcon-Ferreira,Micheline Leite Callado,Cátia Henriques Lima,Helena Regina Pinto Cunha,Maura da Marquete,Osnir Costa,Cecília Gonçalves
Aporte de serrapilheira ao solo em estágios sucessionais florestais na Reserva Biológica de Poço das Antas, Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO Foram definidos mosaicos de fitofisionomias temporais em sistemas tropicais de baixada localizados na REBIO de Poço das Antas, RJ - Brasil. A serrapilheira foi quantificada com coletas quinzenais e determinada sua concentração de nutrientes via fração foliar em intervalos bimestrais. A floresta avançada apresentou o maior aporte de 6,9 ± 1,1 ton ha-1 ano-1 total, o estágio intermediário com 5,5 ± 0,5 ton ha-1 ano-1 total e para o plantio 3 ± 0,7 ton ha-1 ano-1 total. As concentrações via serrapilheira (fração foliar) dos nutrientes N, P, K e Ca foram maiores com o uso de Mimosa bimucronata (DC.) O. Kuntze nos reflorestamentos, demostrando ser esta uma espécie de potencial elevado quanto ao conteúdo nutricional à recomposição de ecossistemas. Sua estratégia de renovação foliar ocorre sob o ritmo perenifólio, com maior contribuição na estação chuvosa e sincronizado a fase reprodutiva. A magnitude de transferência dos nutrientes na fração foliar para os estágios estudados segue a ordem de concentração: P < K < Mg < Ca < N < C. Não foram encontradas diferenças significativas quanto as concentrações de entrada dos nutrientes entre as estações nos estágios estudados.
2022-12-06T13:14:02Z
Barbosa,Jose Henrique Cerqueira Faria,Sérgio Miana de
Plantio de espécies arbóreas nativas para a restauração ecológica na Reserva Biológica de Poço das Antas, Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO O plantio de espécies arbóreas nativas tem por objetivo acelerar a regeneração natural durante o processo de restauração de áreas degradadas. Este estudo apresenta a avaliação de 26 espécies plantadas nas áreas de baixada da Reserva Biológica de Poço das Antas, no município de Silva Jardim, RJ. Foram avaliados três plantios, com áreas variando de 0,64 a 1,17 ha. O modelo sucessional utilizado se baseou na separação das espécies em três grupos funcionais: pioneiras e secundárias iniciais, como sombreadoras, e secundárias tardias, como sombreadas. Para avaliar o desempenho das espécies, foi feito o monitoramento da adaptabilidade (taxa de sobrevivência) e do desenvolvimento (altura e diâmetro à altura do solo - DAS) das mudas plantadas. Todas as espécies de estágios iniciais utilizadas mostraram bom desempenho quanto à taxa de sobrevivência e desenvolvimento, com destaque para os valores de altura média apresentados por Citharexylum myrianthus, Schinus terebinthifolius e Trema micrantha. Após o estabelecimento das espécies sombreadoras, as tardias foram claramente favorecidas, como observado em Calophyllum brasiliense, Copaifera langsdorffii e Guarea guidonia. As espécies tardias Jacaratia spinosa e Plathymenia foliolosa apresentaram, desde o início, crescimento similar ao proporcionado pelas espécies de estágios iniciais, e podem ser classificadas como espécies pioneiras antrópicas. O modelo de plantio utilizando espécies autóctones arbóreas testado neste trabalho teve um excelente desempenho, e têm grande potencial para restabelecer processos ecológicos nas áreas degradadas da Reserva Biológica de Poço das Antas e em áreas vizinhas com características semelhantes.
2022-12-06T13:14:02Z
Moraes,Luiz Fernando Duarte de Assumpção,José Maria Luchiari,Cíntia Pereira,Tânia Sampaio
Plant community structure and function in a swamp forest within the Atlantic rain forest complex: a synthesis
ABSTRACT This paper synthesises a decade of research on a swamp forest within the Atlantic forest complex in the state of Rio de Janeiro, Brazil. I propose that this swamp is a fragile ecosystem, since its diversity and functioning are highly dependent on a specific interaction between two functional groups: shade-providers (locally rare trees) and providers of safe germination sites (terrestrial bromeliads). This conclusion is based on a broad set of data regarding plant ecophysiology, population and community ecology and phytogeography, which I review here. I discuss the implications of these findings for conservation and restoration of swamps at the Atlantic forest complex.
2022-12-06T13:14:02Z
Scarano,Fabio Rubio
Estrutura da comunidade arbórea da floresta atlântica de baixada periodicamente inundada na Reserva Biológica de Poço das Antas, Rio de Janeiro, Brasil
RESUMO Este estudo teve por objetivo descrever a estrutura e composição florística arbórea de dois fragmentos naturais de florestas periodicamente inundadas na Reserva Biológica de Poço das Antas e compará-los a outros tipos florestais da região. Seis parcelas de 30 m x 20 m foram alocadas em cada fragmento. Todas as árvores (DAP ≥ 10 cm) foram amostradas. Os dois fragmentos, denominados ARI e CM, apresentaram estrutura muito similar. Ao todo foram amostradas 628 árvores pertencentes a 31 espécies e 16 famílias, com forte dominância de espécies heliófilas tolerantes à inundação, como Calophyllum brasiliense, Symphonia globulifera (Clusiaceae) e Tabebuia cassinoides (Bignoniaceae). Estas três espécies foram responsáveis por 73% do valor de cobertura em ARI e 67% em CM. Os índices de diversidade de espécies (H' = 1,75 e 1,99, para ARI e CM respectivamente) foram próximos aos de outras florestas inundáveis do sudeste brasileiro. Os fragmentos apresentaram elevada similaridade florística devido à dominância destas espécies heliófilas. Entretanto, a similaridade de espécies foi baixa em relação às florestas bem drenadas adjacentes. Aparentemente, o alagamento do solo é o maior fator regulador da composição florística desta vegetação.
2022-12-06T13:14:02Z
Carvalho,Fabrício Alvim Nascimento,Marcelo Trindade Braga,João Marcelo Alvarenga Rodrigues,Pablo José Francisco Pena