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O gênero Inga (Leguminosae-Mimosoideae) na Província Petrolífera de Urucu, Coari, Amazonas, Brasil
Resumo Este trabalho trata do estudo taxonômico de Inga Mill. da Província Petrolífera de Urucu, Coari-AM. O gênero está representado na área por nove táxons, distribuídos em cinco seções: Pseudinga Benth., composta por Inga nobilis Willd. subsp. nobilis e Inga stenoptera Benth.; Bourgonia Benth., por Inga laurina (Sw.) Willd., Inga alba (Sw.) Willd. e Inga pezizifera Benth.; Longiflorae (Benth.) T.D. Penn., por Inga rubiginosa (Rich.) DC. e Inga calantha Ducke; Inga e Leptinga Benth., respectivamente, por Inga edulis Mart. e Inga heterophylla Willd. São apresentadas chave de identificação, descrições e ilustrações dos táxons, bem como dados adicionais sobre distribuição geográfica, comentários e hábitat dos mesmos.
2022-12-06T13:14:02Z
Sousa,Julio dos Santos de Bastos,Maria de Nazaré do Carmo Gurgel,Ely Simone Cajueiro
Ulmaceae, Cannabaceae e Urticaceae das restingas do estado do Rio de Janeiro
Resumo As restingas são planícies arenosas ao longo da costa litorânea que exibem uma rica e peculiar vegetação. As Ulmaceae, Cannabaceae e Urticaceae nativas do Brasil englobam plantas herbáceas a lenhosas que ocorrem preferencialmente em ambientes em regeneração. Através de pesquisa bibliográfica especializada, consultas a herbários e pesquisas de campo, objetivou-se descrever as espécies e reconhecer a distribuição, o habitat e o estado de conservação das espécies dessas famílias nas restingas fluminenses. Ulmaceae está representada por duas espécies, distribuídas em dois gêneros, Cannabaceae por quatro espécies em dois gêneros, e Urticaceae por seis espécies em quatro gêneros. Na formação de mata seca acham-se presentes oito espécies, na arbustiva fechada seis e na mata inundável uma. Dessas, sete encontram-se ameaçadas de extinção: Ampelocera glabra Kuhlm., Cecropia glaziovi Snethl, Celtis spinosa Spreng., Laportea aestuans (L.) Chew, Phyllostylon brasiliense Capan. ex Benth, Urera aurantiaca Wedd e U. nitida (Vell.) Brack.
2022-12-06T13:14:02Z
Pederneiras,Leandro Cardoso Costa,Andrea Ferreira da Araujo,Dorothy Sue Dunn de Carauta,Jorge Pedro Pereira
Two new species of Anthurium sect. Urospadix (Araceae) for Brazil
Abstract Two new species of Anthurium are described for Brazil, Anthurium cipoense Temponi endemic of the Serra do Cipó National Park, Minas Gerais and Anthurium polynervium Temponi & Nadruz, endemic to municipality of Santa Maria Madalena, Rio de Janeiro state. Both have restricted distributions and studies on their conservation are needed. Descriptions, illustrations and commentaries on geographic distribution, ecology, phenology and conservation status are provided for both species.
2022-12-06T13:14:02Z
Temponi,Lívia Godinho Coelho,Marcus A. Nadruz
Composição, estrutura e similaridade florística da Floresta Atlântica, na Serra Negra, Rio Preto - MG
Resumo A Serra Negra, no município de Rio Preto (MG), estende-se por uma região com fisionomias florestais serranas da Mantiqueira e campos altimontanos, entre as elevações do maciço do Itatiaia (RJ, SP e MG) e da Serra do Ibitipoca (MG). Com o objetivo de investigar o comportamento das variáveis comunitárias da flora arbórea em condições diferentes de altitude e alagamento, determinou-se a composição florística, estrutura e similaridade entre três fragmentos de floresta (aluvial, montana e nebular) e a suas relações florísticas com estudos da região. Foram amostrados 2.572 indivíduos, identificados em 194 espécies, distribuídas em 59 famílias e 118 gêneros. As famílias com maior riqueza foram Myrtaceae (30 espécies), Lauraceae (20), Melastomataceae (17) e Fabaceae (13). Os três tipos de vegetação estudados, associados a diferentes condições ambientais, diferem entre si em sua composição e estrutura. A floresta aluvial revelou-se com reduzida diversidade, baixa estatura e alta dominância ecológica. A floresta nebular destacou-se por apresentar elementos típicos de altitude em detrimento de espécies freqüentes na região abaixo da escarpa da serra, onde a diversidade foi maior. A flora arbórea da Serra Negra, formada pelo conjunto das áreas estudadas, apresenta um conjunto considerável de elementos com distribuição característica de ambientes montanhosos do Sudeste do Brasil.
2022-12-06T13:14:02Z
Valente,Arthur Sérgio Mouço Garcia,Paulo Oswaldo Salimena,Fátima Regina Gonçalves Oliveira-Filho,Ary Teixeira de
Floristics and life-forms along a topographic gradient, central-western Ceará, Brazil
Abstract To test whether the flora is organized in discrete or continuous units along a topographic gradient, three physiognomies were assessed on different soil classes in a semi-arid region of northeastern Brazil: caatinga (xeric shrubland) at altitudes from 300 to 500 m, deciduous forest at altitudes from 500 to 700 m and carrasco (deciduous shrubland) at 700 m. In each physiognomy a species inventory was carried out, and plants were classified according to life- and growth-forms. Species richness was higher in the deciduous forest (250) than in the carrasco (136) and caatinga (137). The caatinga shared only a few species with the carrasco (6 species) and the deciduous forest (18 species). The highest species overlap was between the deciduous forest and the carrasco (62 species). One hundred and four species occurred only in the caatinga, 161 only in the deciduous forest and 59 only in the carrasco. Woody species predominated in physiognomies on sedimentary soils with latosol and arenosol: 124 species occurred in the deciduous forest and 68 in the carrasco. In the caatinga on crystalline basement relief with predominance of planosol, herbs showed the highest species richness (69). Comparing the biological spectrum of Brazilian plant life-forms, the caatinga stood out with higher proportion of therophytes and chamaephytes. Considering the flora of the three phytophysiognomies studied here, we can affirm that the caatinga is a discrete floristic unit.
2022-12-06T13:14:02Z
Araújo,Francisca Soares de Costa,Rafael Carvalho da Lima,Jacira Rabelo Vasconcelos,Sandra Freitas de Girão,Luciana Coe Souza Sobrinho,Melissa Bruno,Morgana Maria Arcanjo Souza,Sarah Sued Gomes de Nunes,Edson Paula Figueiredo,Maria Angélica Lima-Verde,Luiz Wilson Loiola,Maria Iracema Bezerra
Estrutura do estrato herbáceo de uma restinga arbustiva aberta na APA de Massambaba, Rio de Janeiro, Brasil
Resumo A APA de Massambaba está inserida no Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio, que se destaca na costa sul-sudeste por sua elevada riqueza de espécies. As restingas, predominantes nessa região, estão sujeitas a estresses ambientais e têm sofrido histórica pressão antrópica. Este trabalho objetivou levantar florística e estruturalmente o estrato herbáceo de uma comunidade arbustiva aberta na APA de Massambaba. O estrato herbáceo foi amostrado através do método de parcelas, totalizando 200 m2. Os parâmetros de frequência e cobertura das espécies foram calculados, assim como os respectivos valores de importância. Os resultados foram comparados com a formação aberta de Clusia (Macaé, RJ), utilizando-se os índices de similaridade de Sorensen (qualitativo e quantitativo), diversidade de Shannon e equabilidade de Pielou. Foram encontradas 33 espécies pertencentes ao estrato herbáceo, que apresentou estrutura oligárquica e as seguintes dominantes: Panicum trinii, Allagoptera arenaria, Vriesea neoglutinosa, Chamaecrista ramosa, Sebastiania glandulosa, Couepia ovalifolia, Diodella apiculata e Cuphea flava. O estrato herbáceo de Jurubatiba foi similar ao de Massambaba (Cs=0,59) e este último apresentou maior diversidade (H'C=2,32 nats/m2).
2022-12-06T13:14:02Z
Carvalho,Daniele Andrade de Sá,Cyl Farney Catarino de
Physiognomy and structure of a seasonal deciduous forest on the Ibiapaba plateau, Ceará, Brazil
Abstract The Brazilian semiarid region is dominated by caatinga. However, other vegetation formations occur, including deciduous and semi-deciduous forests. This study describes physiognomy and structure of a forest on the sedimentary Ibiapaba plateau. All plants within one hectare were separated into three components: woody plants with perimeter at soil level (PSL) ≥ 9 cm (WCLP), woody plants with PSL ≥ 3 and ≤ 8.9 cm (WCSP), and herb/subwoody plants (HSwC). WCLP included 88 species (33 families), WCSP 50 species (23 families) and HSwC only 7 species (5 families). Total density, basal area, and maximum and average height of WCLP were 5683 plants/ha, 47 m2/ha, 18 and 5 m respectively. Total density and basal area of WCSP were 17500 plants/ha and 2.8 m2/ha, respectively. Density of HSwC was 9 plants/m2 and only 31% of the sampled area was occupied by this component.
2022-12-06T13:14:02Z
Lima,Jacira Rabelo Sampaio,Everardo Valadares de Sá Barretto Rodal,Maria Jesus Nogueira Araújo,Francisca Soares
Composição florística e fisionomia de floresta estacional semidecídua submontana na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil
Resumo O estudo visou conhecer a composição florística e descrever a fisionomia de um trecho de floresta estacional semidecídua submontana e investigar as relações florísticas na Chapada Diamantina. A fisionomia foi caracterizada pelo perfil e hábitos das espécies. Foram identificadas 117 espécies de 85 gêneros em 49 famílias. Alguns táxons mais ricos em espécies são recorrentes em outras florestas estudadas no Brasil, destaque às famílias Fabaceae, Myrtaceae, Lauraceae e Apocynaceae, e aos gêneros Ocotea, Myrcia, Casearia e Inga. O dossel apresenta árvores de 10 a 16 m de altura, destacando-se Micropholis gardneriana e Pogonophora schomburgkiana, com emergentes até 26 m de altura. O subdossel é formado por indivíduos com 6 a 9 m de altura, representado pela grande maioria das espécies de árvores. O sub-bosque é formado, em sua maioria, por indivíduos jovens das espécies dos estratos superiores, espécies de Rubiaceae e Melastomataceae e Parodiolyra micrantha (Poaceae). Comparações com outras florestas revelaram táxons de maior constância relativa e maior riqueza do componente arbóreo na Chapada Diamantina: Myrtaceae, Fabaceae, Anacardiaceae, Apocynaceae, Sapotaceae, Simaroubaceae, Calyptranthes, Pouteria, Simarouba, Tapirira, Clusia, Miconia, Myrcia e Protium. O estudo revelou distinção entre a floresta estacional semidecídua submontana e as demais formações florestais da Chapada Diamantina, reforçando a necessidade de ampliação dos estudos florísticos e estruturais dessas florestas.
2022-12-06T13:14:02Z
Couto,Ana Paula Lima do Funch,Lígia Silveira Conceição,Abel Augusto
Composição florística e estrutura de um fragmento de vegetação savânica sobre os tabuleiros pré-litorâneos na zona urbana de Fortaleza, Ceará
Resumo O crescimento urbano promove redução na cobertura vegetal, introdução de espécies exóticas e tem sérias implicações na conservação biológica. Um fragmento com vegetação savânica (24 ha - 3º47'55"S e 38º29'10"W) localizado na zona urbana de Fortaleza, Ceará, teve sua flora amostrada por coletas assistemáticas e teve um hectare inventariado em um estudo fitossociológico. Para a listagem florística foram coletadas espécies de todas as formas de crescimento presentes no fragmento. Para a descrição da estrutura da vegetação foram alocadas de forma aleatória oito transeções de 5 ´ 250 m totalizando 1ha, nas quais foram medidos os perímetros e altura dos indivíduos lenhosos com perímetro no nível do solo (PNS) maior ou igual a 9 cm. Foram coletadas 151 espécies (138 indígenas e 13 exóticas) no levantamento florístico e 37 (35 indígenas) no levantamento fitossociológico. A densidade e a área basal total da comunidade foram, respectivamente, 1218 ind/ha e 7,34 m2/ha e a altura e diâmetro médios foram, respectivamente, 2,53 ± 1,29 m e 6,68 ± 5,67 cm, o que enquadra a área estudada dentro da amplitude de variações encontradas em áreas de cerrado sensu stricto e campo cerrado. Os resultados alcançados incrementam as poucas informações sobre as savanas costeiras do nordeste.
2022-12-06T13:14:02Z
Moro,Marcelo Freire Castro,Antônio Sérgio Farias Araújo,Francisca Soares de
Changes in the structure of a savanna forest over a six-year period in the Amazon-Cerrado transition, Mato Grosso state, Brazil
Abstract Vegetation changes in transition zones are still poorly studied. Changes in the vegetation structure of a savanna forest (cerradão) were assessed in the Amazon-Cerrado transition (14º42'2.3"S; 52º21'2.6"W), eastern Mato Grosso, within a period of six years (2002, 2005 and 2008). In 2002, fifty plots of 10 × 10 m were set up, where all trees with DSH30 ≥ 5 cm were measured; in 2005 and 2008 the plots were re-inventoried. In 2008, 84 species from 70 genera and 37 families were sampled; absolute density was 1,998 individuals/ha and basal area was 25.95 m2.ha-1. On the one hand, the absolute density of live individuals decreased from 2005 to 2008 (2,066 individuals/ha); on the other hand, the basal area increased in 2008 compared to 2005 (23.56 m2.ha-1) and 2002 (1,884 individuals/ha and 21.38 m2.ha-1). The species with the highest importance value in the period were Hirtella glandulosa, Tachigali vulgaris and Xylopia aromatica. Except for these three species, all other species underwent hierarchic changes in the importance value, indicating that most species frequently alternate. Community structure exhibited changes throughout the period; hence, we suggest investigations on the role of T. vulgaris in these changes, since environmental conditions caused by gap opening from the fall of senile individuals of this pioneer species with a short life cycle may contribute to community dynamics.
2022-12-06T13:14:02Z
Franczak,Daniel David Marimon,Beatriz Schwantes Hur Marimon-Junior,Ben Mews,Henrique Augusto Maracahipes,Leandro Oliveira,Edmar Almeida de
Ontogênese do pericarpo de Temnadenia violacea (Apocynaceae s.l.)
Resumo Este trabalho teve como objetivo descrever a ontogenia do pericarpo de Temnadenia violacea (Vell.) Miers. O ovário é glabro, súpero, bicarpelar e de placentação sutural. Cada carpelo apresenta um único lóculo onde se dispõem vários óvulos inseridos em um tecido placentário bem desenvolvido. A parede do ovário é composta de epiderme externa, mesofilo ovariano e epiderme interna. O fruto é um folicário constituído de dois frutículos geminados, cilíndricos, alongados e lenhosos. Nesse estudo foram consideradas duas fases distintas de desenvolvimento: fruto jovem e fruto maduro. No fruto jovem, o epicarpo é unisseriado e o mesocarpo pode ser dividido em duas regiões distintas. O endocarpo é formado por células alongadas em seção transversal. No fruto maduro o epicarpo é recoberto por uma cutícula espessa e papilosa, no mesocarpo a última camada de células próximas ao endocarpo torna-se esclerificada e juntamente com as células do endocarpo formam o endocarpo funcional. No mesocarpo do fruto maduro foram observados laticíferos não articulados e ramificados, fibras lignificadas e fibras não lignificadas.
2022-12-06T13:14:02Z
Martins,Fabiano Machado Lima,Jamile Fernandes
Taxonomic and ecological aspects of Myrceugenia mesomischa (Myrtaceae), an endemic tree from southern Brazil
Abstract Myrceugenia mesomischa (Burret) D. Legrand & Kausel (Myrtaceae), a tree species poorly cited in floristic and phytosociological surveys in its area of known occurrence, was recorded as one of the species with the highest importance value in a fragment of Araucaria forest in São Francisco de Paula municipality, Rio Grande do Sul state, Brazil. The species was abundant in the understory strata of the forest, showing the highest frequency and density of the survey. Considering the paucity of data on the species, its degree of rarity and endemism (occurring only in the states of Rio Grande do Sul and Santa Catarina, Brazil), more studies are needed to evaluate the true current state of conservation of populations of this species.
2022-12-06T13:14:02Z
Setubal,Robberson Bernal Grings,Martin Pasini,Eduardo Seger,Guilherme Dubal dos Santos
Phytotoxicity of petroleum-contaminated soil and bioremediated soil on Allophylus edulis
Abstract This study aimed to assess the effect of petroleum-contaminated and bioremediated soils on germination, growth and anatomical structure of Allophylus edulis. We tested oil-contaminated soil, bioremediated soil and non-contaminated soil. We evaluated germination percentage, germination speed index (GSI), biomass and length of roots and shoots, total biomass, root and hypocotyl diameter, thickness of eophylls and cotyledons, leaf area, eophyll stomatal index and seedling anatomy. Germination percentage, GSI, biomass and leaf area did not differ between treatments after 30 days. Root biomass and plant height were lower in the noncontaminated treatment. Root biomass and leaf area differed between treatments after 60 days. Thickness of cotyledons was higher in bioremediated soil than in other treatments. Root and eophyll structure showed little variation in contaminated soil. We conclude that A. edulis was not affected by petroleum in contaminated and bioremediated soils and that this species has potential for phytoremediation.
2022-12-06T13:14:02Z
Nogueira,Lucas Inckot,Renata Charvet Santos,Gedir de Oliveira Souza,Luiz Antonio de Bona,Cleusa
Seedling growth of Schizolobium parahyba on different substrates and irrigation levels
Abstract The present study aimed to assess the behavior of seedlings of Schizolobium parahyba (Vell.) Blake growing on different substrates and irrigation levels, and to study the use of urban waste compost in substrates. The experiment was carried out in the College of Agricultural Sciences, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Department of Agricultural Engineering, Jaboticabal Campus, state of São Paulo, Brazil. The experimental design used was completely randomized, consisting of 30 treatments in a factorial design with 15 substrates and two irrigation levels in four replicates. The substrates were composed of different materials: urban waste, Plantmax(r), dry cattle manure, vermiculite and soil. For the study of seedling growth, the following characteristics were evaluated: height (H), root-collar diameter (D), number of leaves, shoot dry weight, root dry weight, total dry weight, H/D ratio, Dickson's quality index, and the ratio between height and shoot dry weight (H/SDW). Assessments of the first three characteristics were carried out 20, 35, 50 and 65 days after sowing. Results showed that urban waste compost increased the growth of Schizolobium parahyba. There were significant differences for the irrigation levels tested; with better results for 150% ET compared to 100% ET irrigation level.
2022-12-06T13:14:02Z
Sabonaro,Débora Zumkeller Galbiatti,João Antonio
Pericarp ontogeny and histochemistry of the exotesta and pseudocaruncle of Euphorbia milii (Euphorbiaceae)
Abstract Several types of fruit occur in Euphorbiaceae, notably the explosively dehiscent dry fruit, and different seed-coat anatomies with taxonomic importance. This paper aims to describe the pericarp ontogeny and structure in Euphorbia milii Desmoul., and evaluate the presence of the secretory exotesta and caruncle. The fruit is a schizocarp, whose the pericarp development begins with a periclinal division of the inner epidermal cells. The derived cells divide, forming about four layers of obliquely elongated cells. Then, the adjacent parenchyma cells elongate, giving rise to a palisade layer and finally, the cells between this layer and the vascular strands undergo mitosis, originating about four layers of elongated cells perpendicularly to the inner oblique cells. These three zones lignify, while the region between the vascular strands and the exocarp, where idioblasts, hypodermis and laticifers are present do not show significant changes. Before the dehiscence, a lysis of cells of the septa and the desiccation of the fruit occur, which causes contraction of the non-lignified tissues and tension between the lignified zones, promoting rupture of each mericarp from central columella and on the dorsal strand, ejecting the seeds. The seeds have pseudocaruncle and the exotesta secretes mucilage, facilitating their imbibition.
2022-12-06T13:14:02Z
Demarco,Diego Carmello-Guerreiro,Sandra Maria
Flora epifítica vascular em três unidades vegetacionais do Rio Tibagi, Paraná, Brasil
Resumo Este trabalho teve como objetivo avaliar a composição florística dos epífitos vasculares ao longo do rio Tibagi, Paraná, em 23 áreas distribuídas em distintas altitudes, tipos climáticos e unidades vegetacionais. Foram analisadas as características ecológicas e a distribuição das espécies ao longo do gradiente estabelecido de montante para jusante do rio. Os epífitos vasculares foram representados por 188 espécies, pertencentes principalmente às famílias Orchidaceae, Polypodiaceae e Bromeliaceae e ao grupo dos holoepífitos característicos. As comunidades epifíticas do rio Tibagi foram enquadradas, de montante para jusante do rio, em duas unidades vegetacionais, floresta ombrófila mista e floresta estacional semidecidual, e na transição entre ambas, o ecótono. Estas apresentam distintas riquezas e composições florísticas, o que ressalta sua importância na conservação e manutenção da diversidade de epífitos no estado do Paraná. A vegetação do ecótono, situada na porção intermediária do rio, apresentou maior riqueza epifítica, o que se deve, provavelmente, ao contato entre as unidades vegetacionais, ao bom estado de conservação das florestas e à presença de corredeiras e cachoeiras.
2022-12-06T13:14:02Z
Bonnet,Annete Curcio,Gustavo Ribas Lavoranti,Osmir José Galvão,Franklin
Flora da Usina São José, Igarassu, Pernambuco: Myrtaceae
Resumo Myrtaceae é representada no Brasil por 928 espécies e tem a Floresta Atlântica como um de seus centros de diversidade, apresentando 636 espécies, das quais 77,5% são endêmicas. Neste estudo foram tratadas as 23 espécies da família encontradas em fragmentos de Floresta Atlântica de Terras Baixas na Usina São José ao norte do estado de Pernambuco. Eugenia é o gênero mais representativo com dez espécies (E. candolleana, E. dichroma, E. excelsa, E. florida, E. hirta, E. aff. prasina, E. punicifolia, E. umbelliflora, E. umbrosa, E. uniflora), seguido de Myrcia com oito espécies (M. bergiana, M. guianensis, M. racemosa, M. spectabilis, M. splendens, M. sylvatica, M. tomentosa, M. verrucosa), Psidium com duas espécies (P. guajava e P. guineense) e Calyptranthes, Campomanesia, e Myrciaria com uma espécie cada (Calyptranthes dardanoi; Campomanesia dichotoma; M. ferruginea). São apresentados chave de identificação e comentários sobre as espécies, além de ilustrações dos caracteres diagnósticos.
2022-12-06T13:14:02Z
Amorim,Bruno Sampaio Alves,Marccus
Poaceae de uma área de floresta montana no sul da Bahia, Brasil: Chloridoideae e Panicoideae
Resumo Foi realizado o levantamento das espécies pertencentes às subfamílias Chloridoideae e Panicoideae (Poaceae) em um remanescente de floresta montana (RPPN Serra Bonita), situado entre os municípios de Camacan e Pau Brasil, microrregião Litoral Sul da Bahia, bioma Mata Atlântica. Panicoideae está representada na área de estudos por 15 gêneros e 31 espécies, e Chloridoideae, por quatro espécies reunidas em três gêneros. Dichanthelium hebotes (Trin.) Zuloaga, Ocellochloa rudis (Nees) Zuloaga, Parodiophyllochloa cordovensis (E. Fourn.) Zuloaga & Morrone e Urochloa arrecta (Hackel ex T. Durand & Schinz) Morrone & Zuloaga representam novos registros para a Bahia; Paspalum millegrana Schrad. e P. nutans Lam. estão sendo citadas pela primeira vez para uma área de floresta montana. São aqui apresentadas chaves de identificação para gêneros e espécies, além de descrições, ilustrações e comentários sobre as mesmas.
2022-12-06T13:14:02Z
Mota,Aline Costa da Oliveira,Reyjane Patrícia de
Estudos taxonômicos do gênero Calea (Asteraceae, Neurolaeneae) no estado da Bahia, Brasil
Resumo Asteraceae é a maior família das angiospermas com ca. 24.000 espécies e 1600-1700 gêneros com distribuição cosmopolita. Calea L. contém aproximadamente 125 espécies que ocorrem em regiões tropicais e subtropicais do Novo Mundo, sendo que o maior número de espécies é registrado para o Brasil. O gênero é facilmente confundido com espécies de Aspilia e Wedelia. No entanto, Calea possui flores do raio pistiladas e pápus de páleas livres, enquanto em Aspilia as flores do raio são neutras e o pápus geralmente é aristado e Wedelia, por sua vez, possui flores do raio pistiladas e pápus coroniforme. O presente trabalho consiste no levantamento e estudo taxonômico das espécies de Calea no estado da Bahia. Para esse estudo, foram realizadas viagens de campo, além da análise de materiais depositados em herbários. No estudo realizado foram encontradas 10 espécies de Calea para o estado: C. angusta S.F. Blake, C. candolleana (Gardner) Baker, C. gardneriana Baker, C. harleyi H. Rob., C. microphylla (Gardner) Baker, C. morii H. Rob., C. pilosa Baker, C. pinheiroi H. Rob., C. purpurea G.M. Barroso e C. villosa Baker. As espécies diferenciam-se basicamente pelo arranjo da sinflorescência (número de capítulos e tamanho do pedúnculo), tipo de capítulo (radiado × discóide), receptáculo (paleáceo × epaleáceo), número de flores e tamanho das páleas do pápus. Dentre as espécies, C. angusta é restrita à vegetação arbustiva sobre dunas litorâneas (Bahia e Sergipe), C. candolleana é a espécie de maior distribuição geográfica no estado (BA, TO, GO, MG e PE), C. morii e C. pilosa são registradas apenas para o estado da Bahia. As demais espécies dividem sua distribuição entre os estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais: C. gardneriana e C. purpurea (BA, GO), C. microphylla (BA, DF, GO), C. harleyi e C. pinheiroi (BA e MG) e C. villosa (BA, GO, MG). Os resultados são apresentados por meio de chave de identificação, descrições, distribuição geográfica, comentários e ilustrações inéditas das espécies.
2022-12-06T13:14:02Z
Roque,Nádia Carvalho,Vitor Cavalcanti