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COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA DO PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA, PIAUÍ, BRASIL
RESUMO Dos grandes biomas brasileiros, a caatinga é um dos mais desconhecidos do ponto de vista florístico e fitogeográfico. No Piauí, este bioma reveste cerca de 37% do seu território, apresentando uma única Unidade de Conservação, o Parque Nacional Serra da Capivara. Este trabalho objetivou listar as espécies coletadas na área do Parque. Para isso, foi realizado um levantamento do material coletado na região, depositado no Herbario "Graziela Barroso" da Universidade Federal do Piauí - TEPBIUFPI, acrescidos de material resultante de coletas realizadas em duas unidades geomorfológicas (sedimentar e cristalino) no período de dois anos. Foram registradas um total de 210 espécies distribuídas em 149 generos e 62 famílias. As famílias com maior riqueza foram Caesalpiniaceae, Fabaceae, Mimosaceae, Bignoniaceae, Euphorbiaceae e Myrtaceae com 46% das espécies. Verificou-se que a heterogeneidade do ambiente físico influencia na distribuição das espécies nos diferentes biótopos da região. No que se refere a região semi-árida como um todo, observou-se que, com exceção de um pequeno grupo de espécies, há semelhança florística entre a área de estudo com outras áreas de caatinga do semi-árido nordestino, quer sejam instaladas em terrenos sedimentares ou sobre o embasamento cristalino.
2004
Lemos,Jesus Rodrigues
NOVOS SINÔNIMOS PARA ESPÉCIES DE SCHULTESIA MART. E XESTAEA GRISEB. (GENTIANACEAE)
RESUMO Foram sinonimizados seis táxons (Schultesia apiculata Huber, S. pallens Bunbury, S. stenophylla γ pallens (Bunbury) Progel, S. guianensis f. lutescens Standl. & Steyerm., S. hassleriana Chodat, S. brachyptera Cham. f. heterophylla (Miq.) Jonker) em espécies do gênero Schultesia e dois (Schultesia lisianthoides (Griseb.) Benth. & Hook. ex Hemsl., S. peckiana B.L. Rob.) em uma espécie de Xestaea (Gentianaceae).
2004
Guimarães,Elsie Franklin
Myrceugenia (Myrtaceae) ocorrentes no Parque Nacional do Itatiaia, Rio de Janeiro
RESUMO Realizou-se o estudo morfológico e taxonômico dos táxons de Myrceugenia O. Berg (Myrtaceae) do Parque Nacional do Itatiaia e avaliou-se a utilização dos caracteres vegetativos e elementos florais como informação diagnóstica. O estudo consta de descrições, chave analítica, observações de campo efetuadas durante as coletas e levantamento de herbários. Foram assinalados para a area oito táxons: Myrceugenia alpigena (DC.) Landrum var. alpigena; M bracteosa (DC.) D. Legrand & Kausel; M campestris (DC.) D. Legrand & Kausel; M cucullata D. Legrand; M glaucescens var. latior Burret (Landrum); M miersiana (Gardner) D. Legrand & Kausel, M ovata var. regnelliana (O. Berg) Landrum e M seriatoramosa (Kiaersk.) D. Legrand & Kausel. Os caracteres diagnósticos considerados para os táxons foram forma da inflorescência, do botão floral, dos prófilos e lobos calicinais bem como presença e ausência de nervura intramarginal. Os caracteres vegetativos por si só não constituíram elementos suficientemente diagnósticos para os táxons ocorrentes na área. Foram registradas duas novas ocorrências para o estado do Rio de Janeiro: M campestris e M cucullata.
2004
Lima,William Gomes Guedes-Bruni,Rejan R
SWARTZIA (LEGUMINOSAE, PAPILIONOIDEAE, SWARTZIEAE S.L.) NA RESERVA NATURAL DA COMPANHIA VALE DO RIO DOCE, LINHARES, ES, BRASIL
RESUMO Este trabalho consiste da taxonomia, com o auxílio de observações de campo dos táxons, de Swartzia na Reserva Natural da Companhia Vale do Rio Doce. Além da chave de identificação e descrições detalhadas para cada um dos oito táxons detectados neste trabalho, são apresentadas observações sobre o porte, aspecto externo e interno da casca, com fotografias para todas as espécies, sendo que foram atribuídos padrões da casca externa para cada um dos táxons. Swartzia apetala var. apetala é encontrada nos mais diversos habitats presentes na área de estudo, enquanto S. acutifolia, S. apetala var. glabra, S. linharensis, S. myrtifolia var. elegans e S. simplex var. ochnacea são encontradas somente na Floresta Alta de Terra Firme e S. macrostachya var. macrostachya, na área focada aqui, é exclusiva do Campo Nativo. S. myrtifolia var. elegans e S. simplex var. ochnacea são os únicos táxons que não apresentam casca descamante.
2004
Mansano,Vidal de Freitas Tozzi,Ana Maria Goulart de Azevedo
A FAMÍLIA PALMAE NA RESERVA BIOLÓGICA DA REPRESA DO GRAMA DESCOBERTO, MINAS GERAIS, BRASIL
RESUMO O presente trabalho trata do levantamento das espécies de Palmae ocorrentes na Reserva Biológica da Represa do Grama, localizada na Zona da Mata do estado de Minas Gerais, no município de Descoberto. A Reserva abrange uma área de 263,8 hectares, de floresta estacional semidecidual. Foram encontradas para a família sete espécies distribuídas em seis gêneros: Astrocaryum aculeatissimum, Attalea oleifera, actris vulgaris, Euterpe edulis, Geonoma brevispatha, G. rubescens e Syagrus romanzoffiana. São fornecidas chave de identificacao, descricoes, ilustracoes, dados sobre distribuicao geografica e comentarios para cada especie.
2004
Pivari,Marco Otávio Forzza,Rafaela Campostrini
Pteridófitas da Reserva Rio das Pedras, Mangaratiba, RJ, Brasil
RESUMO A Reserva Rio das Pedras situa-se no Município de Mangaratiba, estado do Rio de Janeiro, nas coordenadas 22º59'S e 44º05'W, com cerca de 1.260 ha. E uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), de propriedade do Clube Mediterranée, compreendendo um remanescente de Floresta Atlântica e altitudes que variam de 20 a 1.050 m alt., em diversos estágios de regeneração decorrentes de ações antrópicas distintas. A análise da flora pteridofítica indica a ocorrência de 17 famílias, 45 gêneros e 117 espécies. São apresentadas chaves de identificação e comentários para os táxons encontrados.
2004
Mynssen,Claudine M. Windisch,Paulo G.
FLORA DA RESERVA DUCKE, AMAZONAS, BRASIL
RESUMO A Reserva Ducke na Amazônia central foi o alvo de um estudo florístico intensivo entre 1992 e 1999. O projeto mostrou que a biodiversidade na Reserva era bem maior do que havia sido estimada anteriormente. São apresentados dados ilustrando a história de exploração botânica na área. Baseando-se na experiência do projeto, são feitas recomendações sobre procedimentos para realização inventário de espécies vegetais em floresta tropical.
2005
Hopkins,Michael J.G.
OS PRIMEIROS ANOS DA RODRIGUÉSIA - 1935-1938: EM BUSCA DE UMA NOVA COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
RESUMO Buscamos analisar os três primeiros anos do periódico científico Rodriguésia, publicado desde 1935. Essa primeira fase refere-se ao período em que a revista foi editada pelo Instituto de Biologia Vegetal, Jardim Botânico e Estação Biológica de Itatiaia e tinha uma proposta de alcançar um público mais amplo que a divulgação entre pares e abranger um escopo além da taxonomia botânica, como a entomologia agrícola, fitopatologia, genética e ecologia agrícola.
2005
Bediaga,Begonha
DIVERSIDADE E IMPORTÂNCIA DAS ESPÉCIES DE BRIÓFITAS NA CONSERVAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESUMO Este trabalho representa uma contribuição ao “Projeto Flora do Estado do Rio de Janeiro” e objetiva: apresentar lista de táxons de briófitas para o estado; elaborar diagnóstico da diversidade e importância destes na conservação dos ecossistemas; criar banco de dados para os táxons. No total são reconhecidos 1.039 táxons, em 308 gêneros e 95 famílias de briófitas para o estado, das quais 11 são novas ocorrências. As 10 famílias com maior riqueza compreendem 50% do total de táxons. Para as hepáticas, predomina o padrão neotropical e, para os musgos, o endêmico do Brasil. Em relação à variação altitudinal, as hepáticas ocorrem desde a terra baixa até a montana, enquanto os musgos predominam nas faixas montana e altomontana. Dos 91 municípios levantados apenas 34 apresentam registros de briófitas. Quanto ao status de conservação, 125 táxons são consideradas vulneráveis (VU), 25 ameaçadas (EN) e 147 com dados deficientes (DD), as restantes incluídas na categoria de baixorisco (LR). Das 38 Unidades de Conservação do estado, nove são consideradas prioritárias para levantamentos florísticos de briófitas e 13 importantes centros de diversidade no estado. Dezoito áreas são indicadas como prioritárias para a implantação de novas Unidades de Conservação ou ampliação das já existentes.
2005
Costa,Denise Pinheiro da Imbassahy,Caio A. A. da Silva,Victor Paulo A. V.
ESTUDO ANATÔMICO DA FLOR DE MARSDENIA LONICEROIDES E. FOURNIER (ASCLEPIADOIDEAE - APOCYNACEAE)
RESUMO Este trabalho visa contribuir para o melhor conhecimento da flor de Marsdenia loniceroides e fornecer subsídios à taxonomia de Asclepiadoideae. São apresentados dados relativos ao desenvolvimento e à anatomia floral da espécie e é analisada a origem da corona e dos transladores, assim como das estruturas localizadas entre as sépalas e o tubo da corola, que são consideradas emergências glandulares. As coronas de Marsdenia loniceroides têm origem estaminal e são desprovidas de vascularização. Os transladores (retináculo e caudículas) são originados pela atividade secretora das células que revestem a cabeça estilar e as emergências glandulares têm origem na face interna das sépalas. Esses três aspectos - origem das coronas, formação dos transladores e origem e natureza das emergências - caracterizam a espécie em análise. Deve-se ressaltar que os demais aspectos anatômicos correspondem ao padrão da subfamília. Neste trabalho, denomina-se tubo floral ao conjunto formado pelo tubo da corola e pelo tubo estaminal.
2005
Valente,Maria da Conceição Costa,Cecília Gonçalves
NOVAS ESPÉCIES DE MYRSINE L. (MYRSINACEAE) PARA O BRASIL
RESUMO São descritas e ilustradas três novas espécies de Myrsine: Myrsine altomontana M. F. Freitas & L. S. Kinoshita, M. cipoensis M. F. Freitas & L. S. Kinoshita e M. rubra M. F. Freitas & L. S. Kinoshita.
2005
Freitas,Maria de Fátima Kinoshita,Luiza Sumiko
QUANDO APARECE A PRIMEIRA ESCAMA? ESTUDO COMPARATIVO SOBRE O SURGIMENTO DE ESCAMAS DE ABSORÇÃO EM TRÊS ESPÉCIES DE BROMÉLIAS TERRESTRES DE RESTINGA
RESUMO O aparecimento de tricomas foliares de absorção (escamas) é analisado em propágulos oriundos de reprodução sexuada (sementes) e assexuada (rametes) de três espécies de bromélias terrestres ocorrentes na restinga aberta de Barra de Maricá, Rio de Janeiro(22º58´S-42º53´W): Aechmea nudicaulis (L.) Griseb.; Neoregelia cruenta (Graham) L. B. Sm. e Vriesea neoglutinosa Mez. Nas três espécies, a germinação (emissão da radícula) ocorreu após três dias de tratamento. Os eventos “emissão da plúmula” e “completa expansão da plúmula com emissão da segunda folha” ocorreram respectivamente até 11 e 15 dias após a emissão da radícula em A. nudicaulis e N.cruenta. A análise morfológica em microscopia ótica e eletrônica não detectou escamas até 17 dias após a emissão da radícula. Entretanto pêlos radiculares ocorreram logo nos três primeiros dias de germinação em A. nudicaulis e N. cruenta. Para V. neoglutinosa, a análise morfológica detectou escamas na plúmula ainda em expansão, porém as escamas estavam em fase inicial de formação. Não foram detectados pêlos radiculares em plântulas de V. neoglutinosa durante o experimento. Escamas com desenvolvimento estrutural completo foram observadas nos primórdios foliares junto ao meristema apical do caule dos rametes das três espécies analisadas. Propõe-se aqui que o aparecimento de escamas nas primeiras folhas dos rametes confere alta capacidade de estabelecimento por via vegetativa para as bromélias estudadas na restinga de Barra de Maricá. Tal fato auxiliaria as espécies estudadas a superar a fase de estabelecimento de plântulas, intensamente limitada pelas condições abióticas vigentes nas restingas.
2005
Mantovani,André Iglesias,Ricardo Rios
ANNONACEAE DAS RESTINGAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, BRASIL
RESUMO A família Annonaceae está representada nas restingas do estado do Rio de Janeiro por nove espécies: Anaxagorea dolichocarpa Sprague & Sandwith, Annona acutiflora Mart., A. glabra L., A. montana Macfad., Duguetia sessilis (Vell.) Maas, Guatteria nigrescens Mart., Oxandra nitida R.E.Fr., Xylopia ochrantha Mart. e X. sericea A.St.-Hil. Apresentam-se chave de identificação das espécies, breves descrições, ilustrações e comentários sobre fenologia, distribuição geográfica, habitats e usos.
2005
Lobão,Adriana Quintella Araujo,Dorothy Sue Dunn de Kurtz,Bruno Coutinho
O ENSINO ACADÊMICO DA ETNOBOTÂNICA NO BRASIL
RESUMO A etnobotânica vem sendo definida como o estudo das sociedades humanas em suas relações com as plantas. É uma disciplina antiga em sua prática, mas jovem em sua teoria. A pesquisa etnobotânica cresceu na última década, especialmente na América Latina. Esse crescimento exigiu o entendimento da disciplina na sua diversidade teórico-metodológica, conseqüência do seu caráter interdisciplinar e necessidade da sistematização da mesma. Este trabalho buscou resgatar e avaliar o ensino formal da etnobotânica em instituições brasileiras, a partir de questionários enviados a Instituições de ensino e pesquisa no país. Utilizou-se ainda a via eletrônica para atualizações referentes aos cursos de graduações. Foram encontradas 13 instituições que oferecem etnobotânica como disciplina específica, e 27 instituições, em que a etnobotânica não é oferecida formalmente, sendo abordada apenas como tópico, principalmente relacionada aos cursos da área de Ciências Biológicas. Tanto os cursos com disciplinas específicas quanto aqueles em que consta como tópico, concentram-se nas instituições das Regiões Sudeste (51%)e Nordeste (31%). O trabalho incluiu também uma avaliação dos conteúdos programáticos das disciplinas e bibliografias utilizadas. Os dados mostraram uma tendência de crescimento do ensino formal da etnobotânica tanto na graduação quanto na pós-graduação no Brasil.
2005
Fonseca-Kruel,Viviane Stern da Silva,Inês Machline Pinheiro,Cláudio Urbano B.
ANATOMIA E VASCULARIZAÇÃO DAS FLORES ESTAMINADAS E PISTILADAS DE SMILAX FLUMINENSIS STEUDEL (SMILACACEAE)
RESUMO São apresentados dados sobre a anatomia das flores estaminadas e pistiladas de Smilax fluminensis, objetivando fornecer subsídios que auxiliem na delimitação da espécie. As características anatômicas do pedicelo e das tépalas são semelhantes nas flores estaminadas e pistiladas. As flores estaminadas têm seis estames, dois dentre eles têm dois feixes colaterais, enquanto os outros quatro são vascularizados por um só feixe; as anteras são bisporangiadas, introrsas e de deiscência rimosa. As flores pistiladas possuem seis estaminódios, não vascularizados; o gineceu é sincárpico, tricarpelar com um rudimento seminal (óvulo) por lóculo; os três estigmas são sésseis e sulcados, com epiderme papilosa na face adaxial; cada carpelo apresenta dois feixes vasculares, o dorsal e o ventral, que vascularizam, respectivamente, o estigma e o rudimento seminal. Nectários e osmóforos ocorrem em ambas as flores. Nectários estão presentes no ápice das tépalas, estames, estaminódios e na surperfície adaxial dos estigmas. Além dos nectários, ocorrem osmóforos na base das tépalas nas flores estaminadas e pistiladas. As características analisadas, tais como a presença de número variável de estames (seis-sete) nas flores estaminadas, sugerem que, no curso da evolução, tenha havido redução no número de estames em S. fluminensis.
2005
Souza,Rosangela Cristina Occhi Sampaio de Toni,Karen Lucia Gama De Andreata,Regina Helena Potsch Costa,Cecília Gonçalves
DISTRIBUIÇÃO DAS ALGAS CALCÁRIAS INCRUSTANTES (CORALLINALES, RHODOPHYTA) EM DIFERENTES HABITATS NA PRAIA DO FORNO, ARMAÇÃO DOS BÚZIOS, RIO DE JANEIRO
RESUMO As algas calcárias incrustantes ocupam grande variedade de habitats nos substratos duros. Neste estudo as características morfológicas destas algas foram relacionadas à influência de fatores ambientais. Coletas foram realizadas na Praia do Forno (RJ) utilizando transectos de linha com 10 m de comprimento com 30 pontos aleatórios para quantificação das algas calcárias. Aspectos morfológicos externos foram observados no estereomicroscópio e seções histológicas preparadas para identificação dos grupos/táxons. Seis grupos morfo-funcionais foram identificados sendo quatro mais abundantes: Hydrolithon samoënse (Foslie) D. Keats & Y. Chamberlain dominou naregião do mesolitoral(53%)eno sublitoral(57-87%)junto à clorofícea Codium spongiosum Harvey e em locais desprovidos de outras algas, expostos à ação das ondas e alta densidade de ouriços herbívoros. Spongites sp. foi abundante próximo às fendas nas rochas do mesolitoral(39-40%). Lithophyllum sp. dominou desde o mesolitoral (44%) até o sublitoral junto à Codium (43-74%) e Sargassum (74-93%). Houve discreta variação temporal na distribuição de H. samoënse e Lithophyllum sp. Talos protuberantes em Lithophyllum dominaram em locais de maior sedimentação enquanto talos planos de H. samoënse e Spongites sp. dominaram em locais de maior herbivoria. A distribuição dos grupos morfo-funcionais nos diferentes habitats concorda com padrões associados aos distúrbios bióticos e abióticos, previstos para comunidades de costões rochosos.
2005
Tâmega,Frederico Tapajós de Souza Figueiredo,Marcia Abreu de Oliveira
RESERVA ECOLÓGICA DO IBGE - OPILIACEAE
RESUMO O trabalho trata da família Opiliaceae na área da Reserva Ecológica do IBGE, situada em Brasília, Distrito Federal, com base na representatividade da família em coleções de herbários e observações de campo. Registrou-se para esta área apenas a ocorrência de Agonandra brasiliensis Miers ex Benth. & Hook. f. subsp. brasiliensis. O estudo taxonômico consiste em descrições, comentários, material examinado, além de informações sobre a distribuição geográfica, habitat, floração e frutificação.
2005
Marquete,Ronaldo
LISTAGEM, DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA E CONSERVAÇÃO DAS ESPÉCIES DE CACTACEAE NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESUMO Este trabalho apresenta a listagem, distribuição geográfica e estado de conservação das espécies de Cactaceae no estado do Rio de Janeiro. Foram utilizadas como referência as coleções dos principais herbários do estado e a literatura especializada. Os resultados apontam a ocorrência de 45 espécies subordinadas a 13 gêneros. Dez espécies foram listadas dentro de categorias de ameaça e sete são endêmicas para o estado. A maior riqueza para a família foi encontrada no município do Rio de Janeiro que, apesar da alta pressão antrópica, apresenta 30 espécies. Destaca-se, no levantamento, o gênero Rhipsalis, como o mais representativo, com 23 espécies.
2005
Calvente,Alice de Moraes Freitas,Maria de Fátima Andreata,Regina Helena Potsch
COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E ESPECTRO BIOLÓGICO DE UM CAMPO DE ALTITUDE NO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DO BRIGADEIRO, MINAS GERAIS - BRASIL,
RESUMO Nas elevadas altitudes do sudeste brasileiro são encontrados os campos de altitude. A fisionomia mais freqüentemente encontrada nos platôs relativamente extensos é a de arbustos inseridos em uma matriz de touceiras de gramíneas, com esparsas ervas e pteridófitas. Os objetivos deste trabalho foram elaborar a lista florística de plantas vasculares e determinar o espectro biológico florístico, de uma campo de altitude localizado no Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, Minas Gerais, Brasil. Para tanto, foram realizadas expedições mensais entre julho de 2000 a janeiro de 2002. As espécies foram classificadas nas classes de formas de vida de Raunkiaer, modificadas segundo Braun-Blanquet. Para a comparação do espectro biológico da flora estudada com o espectro normal de Raunkiaer foi realizado um teste de qui-quadrado de independência. Foram coletadas 81 espécies de plantas vasculares. A família mais rica foi Orchidaceae, seguida por Asteraceae, ambas bem representadas nos campos de altitude. O elevado número de espécies exclusivas de cada sinúsia indica que as mesmas estão bem delimitadas na vegetação local. O espectro biológico florístico mostrou um predomínio dos hemicriptófitos, seguido pelos caméfitos, formas de vida relacionadas à fisionomia campestre. O teste de qui-quadrado mostrou que o espectro biológico da vegetação estudada diferedo normal de Raunkiaer. É necessária, a realização de um maior número de estudos florísticos e ecológicos em campos de altitude, pois a carência atual de estudos não permite análises comparativas, ferramentas importantes para se aferir relações fitogeográficas, e para avaliar o estado de conservação das áreas possuidoras de tal formação vegetacional.
2005
Caiafa,Alessandra Nasser Silva,Alexandre Francisco da
HETEROPTERYS JARDIMII (MALPIGHIACEAE), UMA NOVA ESPÉCIE PARA A BAHIA, BRASIL
RESUMO Uma nova espécie de Heteropterys (Malpighiaceae) para a Bahia, Brasil, H. jardimii Amorim é descrita, ilustrada e suas afinidades taxonômicas são discutidas.
2005
Amorim,André M.