RCAAP Repository

Padrões de distribuição geográfica das espécies brasileiras de Pfaffia (Amaranthaceae)

RESUMO (Padrões de distribuição geográfica das espécies brasileiras de Pfaffia (Amaranthaceae)) O gênero Pfaffia Mart. é neotropical, sendo o Brasil considerado o centro de diversidade com 20 espécies, das quais 19 ocorrem na província biogeográfica do Cerrado. Suas espécies apresentam padrões de distribuição geográfica desde amplos até endêmicos. As províncias mais pobres em número de espécies foram a Amazônica e a Pampeana com três espécies em cada uma. O estado de Minas Gerais pode ser considerado o centro de diversidade e de endemismo do gênero, com espécies ocorrendo principalmente nos cerrados e campos rupestres.

Year

2009

Creators

Marchioretto,Maria Salete Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia Siqueira,Josafá Carlos de

Trepadeiras do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO As trepadeiras têm alta representatividade em várias formações vegetais, correspondendo a cerca de 25% da diversidade taxonômica das florestas tropicais. Ainda assim, elas são mal representadas em levantamentos florísticos. Estudos na floresta ombrófila densa são raros e o presente trabalho vem contribuir para o conhecimento da flora de trepadeiras dessa formação vegetal. Foram feitas coletas no Parque Estadual da Serra da Tiririca, localizado nos municípios de Niterói e Maricá, estado do Rio de Janeiro. O levantamento florístico registrou 38 famílias, 107 gêneros e 215 espécies. Leguminosae (com 29 espécies), Sapindaceae (23), Bignoniaceae (22), Malpighiaceae (19) e Apocynaceae (15) foram as famílias com maior número de espécies, totalizando 50,5% das espécies registradas. Houve um predomínio de trepadeiras lenhosas e de formas volúveis. O grande número de espécies encontradas é possivelmente resultado de um mosaico de vegetações em diferentes estádios sucessionais resultante do processo de uso e abandono da terra.

Year

2009

Creators

Barros,Ana Angélica Monteiro de Ribas,Leonor de Andrade Araujo,Dorothy Sue Dunn

Estrutura da comunidade arbórea de fragmentos de floresta atlântica ombrófila submontana na região de Imbaú, município de Silva Jardim, Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO Este trabalho teve por objetivo avaliar a estrutura da comunidade arbórea de cinco fragmentos de floresta ombrófila densa submontana (FODS) na região de Imbaú, município de Silva Jardim, RJ, Brasil. Partiu-se da hipótese de que o processo de fragmentação ocasionou uma redução local na riqueza e diversidade de espécies arbóreas. Em cada fragmento foram alocadas sistematicamente quatro parcelas de 100 × 5 m. Todas as árvores vivas com DAP ≥ 5,0 cm foram medidas (DAP e altura) e identificadas. As famílias e espécies mais importantes foram: Meliaceae, Sapindaceae e Fabaceae, e Guarea guidonia e Cupania oblongifolia, respectivamente. Estas espécies não haviam se destacado em outras FODS nesta região. As espécies secundárias iniciais predominaram nos fragmentos, indicando efeitos do processo de fragmentação e que estes se encontram em estádio sucessional secundário. O índice de diversidade de espécies (H') por fragmento variou de 2,88 a 3,62 nats.ind-1, próximo a outras FODS secundárias, mas inferior aos valores para FODS maduras e preservadas nesta região. Entretanto, quando os fragmentos foram analisados em conjunto, o remanescente apresentou diversidade (4,01 nats.ind-1) próxima à de áreas preservadas, corroborando a hipótese inicial. Estes resultados indicam que a região de Imbaú ainda detém alta riqueza e diversidade de espécies, com uma flora arbórea peculiar, ressaltando a importância desta área para conservação.

Year

2009

Creators

Carvalho,Fabrício Alvim Braga,João Marcelo Alvarenga Nascimento,Marcelo Trindade

Quantificação de custo e tempo no processo de informatização das coleções biológicas brasileiras: a experiência do herbário do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

RESUMO Este estudo resume o processo de digitação de cerca de 300.000 espécimes do herbário RB, apresentando os principais resultados em termos de tempo e custo por espécime informatizado (digitado, validado e/ou digitalizado). Tais resultados permitiram apontar o melhor modelo de gestão entre os quatro experimentados no decorrer do período estudado (29 de agosto de 2005 a 12 de julho de 2007). O projeto foi tomado como exemplo de viabilidade para iniciativas similares, e seus resultados indicados como valores de referência. Como tal, foram comparados às estimativas de custo e tempo utilizadas no documento "Diretrizes e estratégias para a modernização de coleções botânicas brasileiras tendo como foco a formação de taxonomistas e a consolidação de sistemas integrados de informação sobre biodiversidade" (Peixoto et al. 2006) e as principais conclusões foram que a estimativa de custo por espécime digitado está de acordo com sugerido pela literatura, porém o tempo foi superestimado.

Orthotrichaceae e Rhizogoniaceae (Bryophyta - Bryopsida) do Parque Estadual das Sete Passagens, Bahia, Brasil

RESUMO Orthotrichaceae e Rhizogoniaceae são representadas no Parque Estadual das Sete Passagens por 14 espécies distribuídas em cinco gêneros (quatro de Orthotrichaceae e um de Rhizogoniaceae). Destas espécies, quatro representam novas citações para o estado da Bahia, sendo três novas para a região Nordeste. Ilustrações são apresentadas somente para as primeiras referências. Caracterização morfológica, comentários, grupos briocenológicos, ambiente, distribuição geográfica no mundo e no Brasil são apresentados para todas as espécies.

Year

2009

Creators

Ballejos,Jana Bastos,Cid José Passos

Desenvolvimento inicial de Pleopeltis lepidopteris (Polypodiaceae-Polypodiopsida)

RESUMO Frondes férteis de Pleopeltis lepidopteris (Langsd. & Fisch.) de la Sota foram coletadas em Florianópolis, SC. Esporos foram separados dos esporângios por filtragem em papel entretela e armazenados a 7 ± 1oC, esterilizados superficialmente e inoculados em frascos contendo 20 ml de meio mineral proposto por Mohr e modificado por Dyer, suplementado por Benlate® (25 mg.l-1). A germinação ocorreu em sala de cultivo a 25 ± 2ºC (30mmol m-2s-1) e fotoperíodo de 16 horas. Esporos de P. lepidopteris foram considerados potencialmente viáveis quando totalmente preenchidos com substâncias de coloração amarela. Os esporos são monoletes, com aproximadamente 40 x 62 µm, apresentando depósitos esféricos na superfície do perisporo papilada-granulada. Após 15 dias de inoculação de esporos, os gametófitos filamentosos apresentam uma célula rizoidal alongada, aclorofilada, uma fileira de quatro a sete células clorofiladas. Aos 30 dias a fase laminar espatulada está mais evidente e mostra um meristema apical central; após 45 dias os gametófitos são laminares e cordiformes; e após 120 dias de cultivo, o meristema apical é nítido enquanto tricomas unicelulares e estruturas reprodutivas são mais evidentes. Foi estudada a morfoanatomia de esporófitos de P. lepidopteris obtidos após a inoculação de esporos. A morfoanatomia das frondes de esporófitos jovens mostra que essa espécie apresenta escamas em ambas as faces das frondes, epiderme uniestratificada e mesofilo constituído por parênquima esponjoso. Estômatos do tipo anomocítico ocorrem na face abaxial e as células subsidiárias possuem paredes anticlinais sinuosas. O feixe vascular da raque é anficrival delimitado por endoderme.

Year

2009

Creators

Viviani,Daniela Santos,Marisa Randi,Áurea Maria

Poaceae em uma área de floresta montana no sul da Bahia, Brasil: Bambusoideae e Pharoideae

RESUMO Foi realizado o levantamento das espécies pertencentes às subfamílias Bambusoideae e Pharoideae (Poaceae) em um remanescente de floresta montana (RPPN Serra Bonita), dentro do bioma Mata Atlântica, situado entre os municípios de Camacan e Pau Brasil, na microrregião Litoral Sul da Bahia. Bambusoideae está representada na área de estudos por seis gêneros e nove espécies, e Pharoideae, apenas por Pharus lappulaceus Aubl. Em Bambusoideae, Chusquea Kunth foi o gênero que apresentou maior número de espécies (quatro spp.), enquanto os demais gêneros estão representados por uma espécie cada. Dentre os materiais coletados, apenas dois não foram satisfatoriamente identificados, pois não se enquandraram em nenhuma das descrições conhecidas dos seus respectivos gêneros (Chusquea sp. e Diandrolyra sp.). São aqui apresentadas chaves de identificação para subfamílias, gêneros e espécies, além de descrições, ilustrações e comentários.

Year

2009

Creators

Mota,Aline Costa da Oliveira,Reyjane Patrícia de Filgueiras,Tarciso de Souza

Diversity of Cyperaceae in Brazil

ABSTRACT The purpose of this catalogue was to combine the available data from publications, theses, databases, and herbarium specimens from around 120 Herbaria, and colections sampled in Brazilian vegetation during the last 15 years to produce the most complete list, as possible as, of Cyperaceae species for Brazil. We catalogued ca. 1,700 names for 678 species in 42 genera occurring in Brazil. These values represent ca. 15 percent of the species and 40 percent of the genera found in the world. Both subfamilies of Cyperaceae are found in Brazil with Cyperoideae being the most diverse at both generic and specific levels. Although lower species were recorded for the tribes Cryptangieae, Sclerieae, and Trilepideae, these tribes represent a much higher percentage of the world's totals for genera and species. The most diverse genera are Rhynchospora (157 spp.), Cyperus (101 spp.), Scleria (82 spp.) and Eleocharis (69 spp.). Fifteen genera have one species in Brazil, although five of them are monospecific. The most species-rich regions in Brazil are the North and Southeast. There are no genera endemic to Brazil. There are, however, around 200 endemic species, of which 40 are in the genus Rhynchospora. Taxonomic and nomenclatural problems found are pointed under the species. For each catalogued species, the principal synonyms, bibliographic references, distribution within Brazil's five regions, vegetation type, and citation of selected material examined are provided.

Year

2009

Creators

Alves,Marccus Araújo,Ana Claudia Prata,Ana Paula Vitta,Fabio Hefler,Sonia Trevisan,Rafael Giol,André dos Santos Bragança Martins,Shirley Thomas,Wayt

O gênero Hebanthe (Amaranthaceae) no Brasil

RESUMO Este estudo apresenta uma revisão taxonômica do gênero Hebanthe Mart. (Amaranthaceae) no Brasil. Seis espécies são confirmadas para o Brasil: Hebanthe eriantha (Poir.) Pedersen, H. grandiflora (Hook.) Borsch & Pedersen, H. occidentalis (R.E.Fr.) Borsch & Pedersen, H. pulverulenta Mart., H. reticulata (Seub.) Borsch & Pedersen e H. spicata Mart. São feitas sinonimizações de variedades e formas. As espécies de Hebanthe são encontradas em formações florestais, principalmente no interior e em bordas de matas ciliares, semi-decíduas e pluvial-atlântica. Além da chave para identificação das espécies são apresentadas descrições, ilustrações, informações sobre o hábitat e distribuição geográfica, comentários taxonômicos e nomenclaturais.

Year

2009

Creators

Marchioretto,Maria Salete Miotto,Silvia Teresinha Sfoggia Siqueira,Josafá Carlos de

Revisão taxonômica das espécies de Anthurium (Araceae) seção Urospadix subseção Flavescentiviridia

RESUMO Apresenta-se o estudo taxonômico de 35 espécies de Anthurium seção Urospadix subseção Flavescentiviridia, com base em análises dos caracteres morfológicos vegetativos e reprodutivos, a partir de material coletado em campo e de exsicatas de diversos herbários nacionais e internacionais. A subseção caracteriza-se pela lâmina foliar de consistência membranácea a cartácea, esverdeada discolor, com nervuras secundárias geralmente impressas adaxialmente e proeminentes abaxialmente em diversos graus, são geralmente ombrófilas e esciófilas. Registros inéditos de morfologia vegetativa e reprodutiva estão sendo apresentados, especialmente em relação às bagas (A. acutum, A. urvilleanum, A. hoehnei, A. ianthinopodum, A. loefgrenii, A. longicuspidatum, A. luschnathianum, A. marense e A. mourae). Apresenta-se uma chave para identificação das espécies, descrições detalhadas, comentários sobre a distribuição geográfica, ecologia, fenologia, conservação e ilustrações para cada uma delas.

Year

2009

Creators

Coelho,Marcus A. Nadruz Waechter,Jorge L. Mayo,Simon J.

O gênero Strychnos (Loganiaceae) no estado do Rio de Janeiro, Brasil

RESUMO Strychnos L. (Loganiaceae) é um gênero pantropical compreendendo cerca de 70 espécies no Novo Mundo; sendo 54 delas encontradas no Brasil, cujo centro de diversidade é a Amazônia. Habitam principalmente florestas ombrófilas densas, mas também restingas e cerrados. São arbustos ou lianas, inermes ou armados, ricos em alcalóides indólicos, com estípulas, folhas opostas, simples, inteiras, gavinhas presentes ou não, e flores em panículas ou cimeiras. Neste estudo, é apresentada a flora de Strychnos do estado do Rio de Janeiro. Nove espécies ocorrem no estado; são apresentadas chave de identificação, descrições e comentários para as espécies.

Year

2009

Creators

Manoel,Evelin Andrade Guimarães,Elsie Franklin

O gênero Croton (Euphorbiaceae) na microrregião do Vale do Ipanema, Pernambuco, Brasil

RESUMO O gênero Croton é o segundo maior e mais diverso em Euphorbiaceae, possuindo cerca de 1.200 espécies, difundidas predominantemente no continente americano. Este estudo foi baseado na análise morfológica de materiais herborizados e na observação das plantas em campo. Foram registradas 15 espécies, apenas C. heliotropiifolius com ampla distribuição na área de estudo, ocorrendo em vegetação de caatinga. Croton adamantinus, C. corchoropsis, C. nummularius, C. rudolphianus e C. virgultosus são encontradas apenas no complexo arenítico das serras da chapada de São José, em Buíque, crescendo em vegetação rupestre. São fornecidos chave para identificação, comentários sobre as afinidades entre os táxons e distribuição geográfica, bem como ilustrações de todas as espécies estudadas.

Year

2009

Creators

Silva,Juliana Santos Sales,Margareth Ferreira de Carneiro-Torres,Daniela Santos

A família Asteraceae em um fragmento florestal, Viçosa, Minas Gerais, Brasil

RESUMO Este trabalho consiste no levantamento florístico e estudo taxonômico da família Asteraceae, da Estação de Pesquisa, Treinamento e Educação Ambiental, Viçosa, Minas Gerais. Foram amostradas 61 espécies circunscritas a 39 gêneros e 10 tribos. As tribos mais ricas em número de espécies foram Eupatorieae, com 22 espécies, Heliantheae com 11 spp., Astereae, com 10 spp. e Vernonieae com 8 spp. Os gêneros com maior abundância em número de espécies foram Mikania Willd. com oito spp., Baccharis L., com sete spp., Vernonia Schreb. com seis spp e Chromaloena DC. com três spp. Os demais gêneros apresentaram uma ou duas espécies. São fornecidas nesse trabalho chaves analíticas, descrições, ilustrações, comentários taxonômicos e distribuição geográfica para cada espécie.

Year

2009

Creators

Ferreira,Silvana da Costa Carvalho-Okano,Rita Maria de Nakajima,Jimi Naoki

Baccharis sect. Caulopterae (Asteraceae, Astereae) no Rio Grande do Sul, Brasil

RESUMO Foi realizado um estudo sobre a diversidade taxonômica de Baccharis sect. Caulopterae DC. no estado do Rio Grande do Sul, Brasil. É apresentada a descrição morfológica com ênfase nas espécies ocorrentes na área de estudo. Três lectótipos são designados e sete novos sinônimos são reconhecidos. A ocorrêcia de 22 espécies foi confirmada, sendo que duas representam novas ocorrências. Chave e descrições morfológicas para o reconhecimento das espécies são fornecidas, adicionalmente são apresentados ilustrações, dados referentes à distribuição geográfica e observações ecológicas no Rio Grande do Sul, além de comentários sobre similaridades morfológicas e taxonômicas.

Year

2009

Creators

Heiden,Gustavo Iganci,João Ricardo Vieira Macias,Leila

Verbenaceae sensu stricto na região de Xingó: Alagoas e Sergipe, Brasil

RESUMO Este trabalho consiste no estudo taxonômico da família Verbenaceae s. s. em uma área de influência da Usina Hidrelétrica de Xingó, situada sob o domínio da região semi-árida, no nordeste brasileiro. A vegetação predominante é a Caatinga com diferentes fisionomias ainda pouco estudadas. Foram encontradas oito espécies distribuídas em três gêneros: Lantana camara L., Lantana canescens Kunth, Lippia alba (Mill.) N. E. Br., Lippia gracilis Schauer, Lippia microphylla Cham., Lippia pedunculosa Hayek, Stachytarpheta angustifolia (Mill.) Vahl e Stachytarpheta microphylla Walp. Nesta área, as espécies distribuem-se principalmente em ambientes secos, em solos areno-argilosos ou pedregosos, sendo as espécies do gênero Stachytarpheta Vahl encontradas em ambientes úmidos ou alagados. São fornecidas chaves de identificação para os gêneros e espécies, bem como ilustrações dos caracteres diagnósticos e comentários sobre distribuição geográfica dos táxons.

Year

2009

Creators

Santos,Juliana Silva dos Melo,José Iranildo Miranda de Abreu,Maria Carolina de Sales,Margareth Ferreira de

Flora do Parque Nacional do Itatiaia – Brasil: Manekia e Piper (Piperaceae)

RESUMO O Parque Nacional (PARNA) do Itatiaia foi a primeira unidade de conservação criada no Brasil, protegento atualmente 28.155 ha de remanescente florestal atlântico na Serra da Mantiqueira. Este trabalho tem como objetivo dar continuidade à flora de Piperaceae do PARNA do Itatiaia, apresentando o tratamento dos gêneros Piper e Manekia. Manekia obtusa é a única espécie do gênero no PARNA e constitui um novo registro para a região. Piper está representado por 28 espécies na área de estudo e sete são citadas pela primeira vez para a localidade. Uma nova variedade, P. permucronatum var. cilliatum D. Monteiro & E.F. Guim., e um novo nome P. strictifolium D. Monteiro & E.F. Guim. (Ottonia angustifolia Rizzini) são propostos. São fornecidas chave de identificação, além de descrições, comentários para os táxons e ilustrações para aqueles pouco conhecidos ou registrados pela primeira vez na região.

Year

2009

Creators

Monteiro,Daniele Guimarães,Elsie Franklin

Padrões de distribuição geográfica das espécies de Euploca e Heliotropium (Heliotropiaceae) no Brasil

RESUMO Baseando-se na análise de espécimes advindos de 71 herbários nacionais e estrangeiros, trabalhos de campo e literatura especializada, foram determinados os padrões de distribuição geográfica das espécies dos gêneros Euploca e Heliotropium no Brasil. Foram detectados quatro padrões de distribuição geográfica e onze padrões biogeográficos. O centro de diversidade das espécies de Euploca no Brasil é a Região Nordeste. As espécies do gênero Heliotropium concentram-se, na sua maioria, na Região Sul, com o estado do Rio Grande do Sul representando o centro de diversidade do gênero no país. São apresentadas tabelas, mapas e discussões sobre a distribuição e respectivos padrões biogeográficos reconhecidos.

Year

2009

Creators

Melo,José Iranildo Miranda de Alves,Marccus Semir,João

Estrutura do componente arbóreo de floresta estacional semidecidual montana secundária no Alto Rio Doce, Minas Gerais, Brasil

RESUMO A Estação de Pesquisa e Desenvolvimento Ambiental de Peti, um mosaico sucessional, localizase na região mineradora do Alto Rio Doce, bacia do rio Santa Bárbara. Os objetivos deste estudo foram determinar a estrutura fitossociológica de cinco áreas de floresta em diferentes estádios sucessionais e avaliar relações entre vegetação e solo. Em cada área foram amostrados 48 pontos-quadrantes e medidas as alturas e circunferências (≥ 15 cm) dos troncos das árvores. No total, foram identificadas 45 famílias, 116 gêneros e 191 espécies. As famílias com maior número de espécies foram Fabaceae, Myrtaceae, Lauraceae, Melastomataceae, Euphorbiaceae, Rubiaceae. Pogonophora schomburgkiana, Cupania ludowigii, Astronium fraxinifolium e Mabea fistulifera foram espécies de maior valor de importância. A altura média dos indivíduos variou, entre as áreas, de 7,1 ± 2,1 a 9,2 ± 3,4 m e o diâmetro médio de 8,9 ± 5,1 a 12,1 ± 7,1 cm. Duas áreas apresentaram constituição florística diferentes, de acordo com o resultado da análise de similaridade. O índice de diversidade de Shannon para espécies foi 4,58 nats/indivíduo, o que indica alta diversidade, resultante da presença de mosaico sucessional. A área que sofreu corte seletivo apresentou maior riqueza florística em comparação as demais áreas estudadas, estando todas sobre solos pobres em nutrientes e com altos níveis de alumínio.

Year

2009

Creators

Lopes,Renata de Melo Ferreira França,Glauco Santos Silva,Fernanda Raggi Grossi Sposito,Tereza Cristina Souza Stehmann,João Renato

Composição florística e análise fitogeográfica de uma floresta semidecídua na Bahia, Brasil

RESUMO As florestas semidecíduas na Bahia mostram-se bastante fragmentadas e têm sido pouco estudadas em relação à florística e à fitogeografia. Estas florestas estão situadas principalmente no semi-árido e isoladas da Mata Atlântica costeira por extensas áreas de caatinga. Este trabalho apresenta o levantamento florístico de um fragmento de floresta semidecídua na Serra da Fazenda Retiro (SFR), localizada no município de Feira de Santana, Bahia, com o objetivo principal de avaliar a sua posição fitogeográfica em relação às caatingas e à Mata Atlântica. Foram amostradas 173 espécies incluídas em 143 gêneros e 59 famílias. Myrtaceae foi a família que apresentou o maior número de espécies (15 spp.), seguida por Euphorbiaceae (13), Leguminosae (12), Malvaceae (7), Orchidaceae (7) e Rubiaceae (7). Além disso, foram coletadas três novas espécies dos gêneros Neomarica (Iridaceae), Pseudobombax (Malvaceae) e Solanum (Solanaceae). As análises de agrupamento pelo método UPGMA e de composição de espécies da SFR mostram que a área, apesar de estar situada dentro do Bioma Caatinga, apresenta uma maior relação florística com as florestas semidecíduas do Domínio da Floresta Atlântica.

Year

2009

Creators

Cardoso,Domingos Benício Oliveira Silva França,Flávio Novais,Jaílson Santos de Ferreira,Marcio Harrison dos Santos Santos,Rubens Manoel dos Carneiro,Vinícius Mendes Souza Gonçalves,Jacqueline Miranda

Florística e zonação de espécies vegetais em veredas no Triângulo Mineiro, Brasil

RESUMO A riqueza e a distribuição das espécies vegetais, a profundidade do lençol freático e a textura do solo nas zonas de borda, meio e fundo foram determinadas em cinco veredas em Uberlândia e Uberaba, Minas Gerais. A amostragem florística foi desenvolvida, mensalmente de janeiro de 2002 a janeiro de 2003 em cada vereda. As coletas de solo e as medidas do lençol freático foram feitas na parte central de cada zona das veredas. Na amostragem florística foram encontradas 436 espécies pertencentes a 59 famílias e 206 gêneros. O número de espécies encontrado nas seis veredas variou de 146 a 219. Na zona de borda, foram coletadas entre 26 e 87 espécies enquanto na zona de meio, em geral, com maior riqueza específica foram registradas entre 78 e 111 espécies. A ordenação florística mostrou variabilidade entre as veredas situadas em solo argiloso e arenoso e entre as zonas com maior e menor umidade do solo. A maior retenção de água no solo argiloso pode ter interferido na variação da flora entre as veredas em solo argiloso e arenoso.

Year

2009

Creators

Oliveira,Geraldo Célio Araújo,Glein Monteiro Barbosa,Ana Angélica Almeida