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Conservação de sementes de Myrciaria dubia (H.B.K.) McVaugh
As sementes de Myrciaria dubia apresentam baixa longevidade e demandam a ampliação do conhecimento sobre fatores interferentes na sua conservação. Assim, o objetivo deste trabalho foi verificar as influências do grau de umidade e da temperatura do ambiente na manutenção da qualidade dessas sementes. Para tanto, sementes com 48%, 43%, 40%, 34%, 30%, 24%, 18% e 14% de água, acondicionadas em sacos de polietileno, foram armazenadas sob temperaturas controladas de 10 ºC, 20 ºC e 30 ºC, durante 280 dias, e submetidas, periodicamente, à avaliação do grau de umidade, da germinação, do vigor e da sanidade. Constatou-se que as sementes têm a conservação favorecida pela associação do grau de umidade de 43% com a temperatura de armazenamento de 10 °C.
2022-12-06T13:20:00Z
Gentil,Daniel Felipe de Oliveira Silva,Walter Rodrigues da Ferreira,Sidney Alberto do Nascimento
Conservação do jiló em função da temperatura de armazenamento e do filme de polietileno de baixa densidade
O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da temperatura de armazenamento e da embalagem plástica na conservação de jiló (Solanum gilo Raddi), cv. 'Tinguá'. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com três repetições e cinco frutos por parcela. Os frutos foram armazenados em três temperaturas, 25 °C ± 2 °C (ambiente); 13 °C e 5 °C, embalados e não embalados em sacos de polietileno de baixa densidade (PEBD) com 80 µm de espessura. Avaliaram-se a perda de massa fresca, a injúria por frio, a coloração da casca, os teores de sólidos solúveis totais (SST) e a acidez total titulável (ATT). A perda de massa foi de 2,37%, 0,91% e 0,84% por dia, nos frutos armazenados sem a proteção do PEBD, a 25 °C ± 2 °C, 13 °C e 5 °C respectivamente; nos frutos embalados, as perdas foram de 0,079%, 0,037% e 0,029% respectivamente. Frutos armazenados a 25 °C ± 2 °C, sem PEBD, apresentaram teores menores de SST, enquanto os armazenados a 5 °C, com PEBD, os teores foram maiores. Nos frutos com PEBD, houve aumento linear nos teores de ATT a 5 °C e 13 °C e quadrático a 25 °C ± 2 °C. Frutos armazenados sem PEBD a 25 °C ± 2 °C, a partir do nono dia, apresentaram teores menores de ATT. Nessas mesmas condições, houve rápida mudança na coloração, a partir do terceiro dia. Na temperatura de 5 ºC, sem e com PEBD, os frutos apresentaram sintomas da injúria por frio após seis dias de armazenamento.
2022-12-06T13:20:00Z
Neres,Cláudio Rodrigo Lacerda Vieira,Gerival Diniz,Ellen Rúbia Mota,Wagner F. da Puiatti,Mário
Caracterização morfogenética e reação de resistência de genótipos de tangerineira a Alternaria alternata f. sp. citri
RESUMO Este trabalho teve como objetivo a caracterização morfogenética de dez isolados de Alternaria alternata f. sp. citri coletados no estado da Paraíba e avaliar a reação de cinco genótipos de tangerineira inoculados com A. alternata f. sp. citri. O experimento foi realizado na Universidade Federal da Paraíba. Dez isolados de A. alternata foram avaliados quanto à produção de conídios, índice de velocidade de crescimento micelial e crescimento micelial final. As inoculações de A. alternata foram em folhas destacadas e em mudas de tangerineiras de cinco genótipos, Tangelo Robinson’, Tangerina ‘Clementina’, Tangerina ‘Nova’, Tangerina ‘Lee’ e Tangerina ‘Swatow’ e em frutos de tangerineira cv. “Dancy”. Na inoculação das mudas foi utilizado o isolado 7, de Lagoa seca-PB que apresentou as melhores características morfológicas. As avaliações foram realizadas 48h após a inoculação do patógeno, utilizando uma escala de notas. Os isolados 2 e 7 apresentaram maior velocidade de crescimento micelial e os isolados 6 e 7 causaram maior severidade da doença em frutos de cv. ‘Dancy’. Sete grupos divergentes de A. alternaria f. sp. citri foram obtidos pelo marcador ISSR. Os genótipos ‘Tangelo Robinson’, Tangerina ‘Swatow’ e Tangerina ‘Nova’ apresentaram maior resistência a Mancha Marrom de Alternaria nas condições desse trabalho.
2022-12-06T13:20:00Z
Porcino,Mirelly Migue Nascimento,Luciana Cordeiro do Souza,Jean de Oliveira Souza,Breno Oliveira de Nunes,Marciano Costa
Incidência da doença de Petri na videira ‘Niagara Rosada’ no estado de São Paulo - Brasil
RESUMO A doença de Petri causada, principalmente, por Phaeomoniella chlamydospora e espécies de Phaeoacremonium é grave, complexa, ataca plantas jovens de videira e é de difícil controle no mundo. No Brasil, o estado de São Paulo está entre os maiores produtores da uva ‘Niagara Rosada’ e não há relato oficial desta doença no estado. Assim, os objetivos do presente trabalho foram avaliar a incidência da doença de Petri na videira ‘Niagara Rosada’ no estado de São Paulo e comparar metodologias para isolar os agentes causais da doença. O delineamento foi inteiramente casualizado, testando-se três meios de isolamento [ágar-água (AA), batata dextrose ágar (BDA) e isca de maçã-verde], com amostras de plantas doentes desinfestadas ou não, nove localidades de coleta e oito repetições (placa de Petri com os meios e quatro fragmentos das plantas por amostra). Anotou-se o número de colônias dos agentes causais por fragmento por placa de cada meio de cultura por localidade. Identificaram-se os isolados dos fungos obtidos por extração de DNA e sequenciamento da região ITS-5.8S do rDNA [ITS1 TCCGTAGGTGAACCTGCGG e ITS4 TCCTCCGCTTATTGATATGC] e partes dos genes da alfa elongase [EF1 ATGGGTAAGGARGACAAGAC e EF2 GGARGTACCAGTSATCATGTT] e da beta tubulina [Bt2a GGTAACCAAATCGGTGCTGCTTTC e Bt2b ACCCTCAGTGTAGTGACCCTTGGC]. Teste de patogenicidade foi feito com um isolado de Phaeomoniella spp. e um de Phaeoacremonium spp. A incidência e a severidade da doença (comprimento das estrias escuras no sistema vascular) foram avaliadas. Os municípios de Louveira B, Vinhedo, Jundiaí, Jarinú, Porto Feliz, São Miguel Arcanjo e Jales foram os que apresentaram a presença dos agentes causais da doença, demonstrando ocorrência da doença de Petri em todo o estado de São Paulo. A espécie de Phaeoacremonium prevalente foi P. minimum (= P. aleophilum). Somente na cidade de Jales, além de P. minimum detectou-se, também, a espécie P. venezuelense. Phaeomoniella chlamydospora foi a única espécie identificada neste gênero. A porcentagem de isolamento foi maior para P. chlamydospora do que para Phaeoacremonium spp. O isolamento dos agentes causais da doença deve ser feito retirando fragmentos do sistema vascular da região do colo das plantas sintomáticas seguido de desinfestação superficial e plaqueamento de fragmentos em meio de cultura BDA. Incuba-se em BOD, a 23ºC, por até 21 dias. O método de isca e depois repicagem para BDA não permitiu isolar nenhum dos agentes causais da doença. Todas as plantas inoculadas desenvolveram sintomas externos e internamente a média do comprimento das estrias escuras para P. chlamydospora foi de 7,9 cm e de P. minimum foi de 5,2 cm. As plantas controle (testemunha) permaneceram sadias. Os fungos foram re-isolados das plantas doentes, completando os postulados de Koch e oficializando a doença de Petri na videira ‘Niagara Rosada’ no estado de São Paulo - Brasil.
2022-12-06T13:20:00Z
Ferreira,Ana Beatriz Monteiro Leite,Luís Garrigós Harakava,Ricardo Padovani,Carlos Roberto Bueno,César Júnior
Temperaturas e períodos de molhamento foliar no desenvolvimento da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar (Puccinia kuehnii)
RESUMO Devido à escassez de estudos epidemiológicos da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar no Brasil e a importância dessa cultura no agronegócio brasileiro, objetivou-se neste trabalho determinar a influência da temperatura e do período de molhamento foliar na epidemiologia dessa doença. Foram utilizadas plantas da cultivar SP89-1115 com vinte dias de idade inoculadas com o fungo Puccinia kuehnii na concentração de 2 x104 de uredósporos/mL. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado (DIC) em esquema fatorial 5x7 sendo cinco temperaturas (17,5 ; 20,0 ; 22,5 ; 25,0 e 27,5°C) e sete períodos de molhamento foliar (0 ; 4; 8; 12; 16; 20 e 24 horas), com três repetições. As melhores temperaturas para o desenvolvimento da ferrugem alaranjada foram 20,0; 22,5 e 25,0°C sendo esta última a melhor. Nas temperaturas de 22,5 e 25,0°C com 20 horas de molhamento foliar foram observadas que as pústulas apresentaram-se em maior número decrescendo com 24 horas de molhamento. Não foi observado sintomas da doença nos períodos de molhamentos foliares de 0, 4 e 8 horas em todas as temperaturas testadas. Também não ocorreu a doença na temperatura de 27,5°C em todas as combinações dos períodos de molhamentos foliares testados. Estudos de epidemiologia dessa doença são importantes para traçar estratégias de controle e futuramente desenvolver um sistema de previsão para a ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar.
2022-12-06T13:20:00Z
Lima,Lonjoré Leocádio de Scaloppi,Érika Auxiliadora Giacheto Barreto,Lívia Felício Barreto,Modesto
Controle químico da mela-das-sementes e do carvão em cultivares de Brachiaria brizantha
RESUMO O Brasil é o maior produtor, consumidor e exportador mundial de sementes de espécies forrageiras tropicais. Contudo, a produção tem sido ameaçada pela presença de fungos e fitonematoides, os quais podem reduzir a produtividade e/ou a qualidade das sementes produzidas, além de constituírem barreiras sanitárias para vários países importadores dessas sementes. Em Brachiaria spp., as principais doenças são a mela-das-sementes e o carvão, causadas, respectivamente, pelos fungos Claviceps maximensis e Ustilago operta. Apesar da grande demanda pelo setor produtivo, poucos são os estudos relacionados a estratégias de controle das doenças. Assim, realizou-se este trabalho objetivando-se avaliar a eficiência de fungicidas no controle das referidas doenças. Implantaram-se quatro experimentos, sendo dois na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande-MS, e dois em Paraíso das Águas-MS. Foram utilizadas as cultivares BRS Piatã e Xaraés, ambas pertencentes à Brachiaria brizantha. Foram avaliados os efeitos de vários fungicidas (g ia/ha), os quais foram aplicados em três épocas para Campo Grande: plantas com 10% de antese, 20 e 40 dias após a primeira aplicação. Em Paraíso das Águas, os fungicidas foram aplicados uma única vez, nas plantas com 10% de antese. Na cultivar BRS Piatã, para Campo Grande, os melhores resultados obtidos para o controle da mela-das-sementes foram com os tratamentos T7 (trifloxistrobina + ciproconazole (150,0 + 64,0)) e T11 (primeira aplicação: piraclostrobina (97,5) + epoxiconazole (60,0), segunda aplicação: tebuconazole (120,0), terceira aplicação: piraclostrobina (97,5) + epoxiconazole (60,0)). Na cultivar Xaraés, a doença foi menos expressiva nos tratamentos T4 (piraclostrobina (175,0)), T6 (azoxistrobina + ciproconazole (80,0 + 32,0)), T9 (primeira aplicação: piraclostrobina (175,0); segunda e terceira aplicações: piraclostrobina + epoxiconazole (99,75 + 37,5)) e T11 (primeira aplicação: piraclostrobina (97,5) + epoxiconazole (60,0), segunda aplicação: tebuconazole (120,0), terceira aplicação: piraclostrobina + epoxiconazole (97,5 + 60,0)). Não houve ocorrência de carvão para ambas as cultivares em Campo Grande. Para BRS Piatã, no experimento de Paraíso das Águas-MS, apesar da intensidade de mela-das-sementes e de carvão não terem sido expressivas, no tratamento T4 (piraclostrobina (175,0) a produtividade de sementes puras foi 69,6% maior que a testemunha, produzindo 456,78 kg/ha, demonstrando alta relação benefício/custo com o referido tratamento. Tal resultado em T4 pode ter sido expressão de efeitos fisiológicos proporcionados pela piraclostrobina. A aplicação de fungicidas na parte aérea das plantas de BRS Xaraés de Brachiaria brizantha em Campo Grande, onde houve alta incidência dos fungos Alternaria spp., Bipolaris spp., Curvularia spp., Fusarium spp. e Phoma spp. nas sementes, revelou o efeito benéfico do tratamento, sobretudo do T7 (trifloxistrobina + ciproconazole (150,0 + 64,0)), o qual reduziu significativamente a ocorrência de Bipolaris spp., Fusarium spp. e Phoma spp. Em Paraíso das Águas, onde a incidência dos referidos patógenos foi menor, os resultados não foram conclusivos.
2022-12-06T13:20:00Z
Fernandes,Celso Dornelas Verzignassi,Jaqueline Rosemeire Mallmann,Guilherme Queiróz,Carolina de Arruda
Impacto do controle do mofo-branco com fluazinam na produtividade da soja no Sul do Paraná: metanálise
RESUMO O controle químico de Sclerotinia sclerotiorum pode prevenir infecção, e reduzir a incidência e severidade da doença. Analisar resultados de ensaios individuais nem sempre fornecem conclusões confiáveis. Com isso, técnicas estatísticas como a metanálise, pouco utilizada na fitopatologia, podem ser úteis. Basicamente a técnica sumariza quantitativamente resultados de diversos estudos os ponderando de acordo com sua variabilidade. Assim, foram analisados trabalhos publicados e relatórios técnicos fornecidos por entidades de pesquisa, contendo o tratamento químico com o ingrediente ativo fluazinam usado no controle de S. sclerotiorum e seu efeito na produtividade da soja. Foram analisados 18 experimentos, totalizando 50 entradas de dados. A variável utilizada para o modelo de efeitos aleatórios foi obtida pela diferença entre o tratamento com o fungicida e a testemunha (sem aplicação). A estimativa metanalítica indicou acréscimo de 413,9 kg.ha-1 com amplitude de 344,6 a 483,1 kg.ha-1. A probabilidade de haver qualquer acréscimo de produtividade foi de 89,1%, sendo que para 120, 300, 600, 900 e 1.200 Kg.ha-1 as chances foram 82,8; 69,6; 41,7; 17,6 e 4,9%, respectivamente. Considerando-se R$50,00 o preço da saca 60 kg e R$ 170,00.ha-1 o custo do fungicida, estimou-se em 77,1% a probabilidade de retorno econômico. Concluiu-se que a aplicação de fluazinam contribuiu para o aumento de produtividade de soja atacada por S.scleotiorum.
2022-12-06T13:20:00Z
Tupich,Fernando Luiz Buss Fantin,Lucas Henrique Silva,André Luis da Canteri,Marcelo Giovanetti
Progresso temporal da ferrugem em diferentes genótipos de pessegueiro
RESUMO A ferrugem do pessegueiro causada por Tranzschelia discolor é uma das doenças que comprometem a área foliar da cultura durante todo o período vegetativo, causando prejuízos à produção e a qualidade dos frutos. Considerando que o progresso temporal desta doença é pouco conhecido, esse trabalho teve como objetivo avaliar o progresso da doença ao longo do ciclo produtivo entre diferentes genótipos. O experimento foi realizado em pomar de pessegueiro do Instituto Federal Catarinense (IFC) Campus Rio do Sul. Foram avaliados os genótipos Granada, Dourado 1, Dourado 2, Douradão, Ouro, Chimarrita, Flordaprince, Premier, Aurora e Della Nona. Selecionaram-se quatro plantas de cada genótipo e avaliou-se a severidade da doença semanalmente, após o inicio da brotação, em 16 folhas de cada planta com auxilio de uma escala diagramática. A curva de progresso da doença para cada um dos genótipos foi ajustada a um modelo logístico, já que a severidade observada correspondeu ao modelo e foi confirmada pela coerência entre os pontos estimados e pelo resíduo. Foi verificado que o genótipo Dourado1 apresentou a maior taxa da doença (0,645), enquanto Aurora, a menor (0,330). Verificou-se que o genótipo Douradão apresentou o pico máximo da doença com 2,4% de severidade e que Chimarita e Dourado 1 tiveram o menor acúmulo da doença com 0,5%. Os genótipos apresentaram diferentes comportamentos de progresso da ferrugem do pessegueiro.
2022-12-06T13:20:00Z
Marcuzzo,Leandro Luiz Santos,Juliano Evandro dos
Avaliação da eficiência de extratos de plantas nativas da caatinga sobre o controle da podridão seca (Lasiodiplodia theobromae) em cachos da videira cv. Itália
RESUMO Com a realização deste trabalho objetivou-se verificar o controle de L. theobromae através da utilização de extratos vegetais. Inicialmente, foi avaliada a inibição do crescimento micelial de L. theobromae em placas de Petri contendo o meio BDA suplementado com os extratos de Boldo Baiano, Jurema Preta, Pata de Vaca e Pau-ferro, nas concentrações 10, 20 e 30%, para todos os extratos. Posteriormente, foram realizados dois experimentos in vivo com o objetivo de avaliar o efeito direto e protetor dos extratos vegetais testados in vitro sobre a intensidade da podridão seca em cachos da videira cv. Itália, utilizando-se a concentração de 30%, sendo a água destilada esterilizada (ADE) utilizada como testemunha. Os resultados mostraram que extratos de Pau-ferro, Pata de vaca, Jurema preta e Boldo baiano com concentrações de 30% inibiram o crescimento micelial em 85,6; 83,3; 85,6 e 88,9%, respectivamente, contudo, os extratos testados não foram eficientes para inibir a incidência e a severidade da doença.
2022-12-06T13:20:00Z
Peixinho,Georgia de Souza Santos,Caio Márcio Guimarães Valtemir,Gonçalves Ribeiro Amorim,Edna Peixoto da Rocha Bispo,Jaciara de Souza Carvalho,Valdeir Nunes
Extratos de Aroeira, Angico, Umburana e Quebra-faca no controle de Lasiodiplodia theobromae em cachos da videira cv. Itália
RESUMO O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito dos extratos vegetais sobre L. theobromae pela utilização de produtos como método alternativo. Foi analisado o crescimento micelial de L. theobromae em placas de Petri contendo o meio BDA suplementado com os extratos de Aroeira, Angico, Umburana e Quebra-faca nas concentrações de 10, 20 e 30%. Para avaliação do efeito direto dos extratos sobre o desenvolvimento de L. theobromae, cachos da cv Itália foram inoculados com o patógeno e, após 4 h, pulverizados com os diferentes extratos: Angico e Umburana (30%) e Quebra-faca (10%). Água destilada esterilizada (ADE) foi utilizada como testemunha. Posteriormente, para avaliar o potencial dos extratos como indutores de resistência, cachos da cv Itália foram submetidas aos mesmos tratamentos e, inoculados após 4 horas com L. theobromae. Os resultados mostraram que os extratos de Angico e Umburana nas concentrações de 30%, inibiram o crescimento micelial in vitro em 61,66 e 60% respectivamente, contudo os extratos testados não foram eficientes em inibir a incidência e a severidade da doença.
2022-12-06T13:20:00Z
Peixinho,Georgia de Souza Santos,Caio Márcio Guimarães Ribeiro,Valtemir Gonçalves Amorim,Edna Peixoto da Rocha Carvalho,Valdeir Nunes Bispo,Jaciara de Souza
Sobrevivência e viabilidade de escleródios de Sclerotium cepivorum no solo
RESUMO Em experimento de campo quantificou-se a sobrevivência e a viabilidade de escleródios de Sclerotium cepivorum no solo. Cem escleródios multiplicados em meio de cultura BDA foram colocados em saquinhos feito de tecido. Em armação de madeira contendo solo, colocaram-se 12 repetições respectivamente na superfície e enterrados a 10 centímetros. Mensalmente os saquinhos foram retirados de cada posição, lavados em água corrente e submetidos à compressão com agulha histológica para constatar-se os mesmos mantinham-se intactos. Os escleródios intactos foram submetidos à assepsia com álcool 70% durante um minuto, hipoclorito de sódio 1,25% por três minutos e em água estéril para lavagem, em seguida depositado em placas contendo meio BDA e acondicionado em câmara de crescimento a 20ºC sem luz. Durante os dias de incubação realizava-se a contagem dos escleródios germinados, até o sétimo dia. Os escleródios coletados na superfície perderam sua viabilidade após três meses e os enterrados permaneceram viáveis até sétimo mês. Os escleródios de S. cepivorum na superfície tendem a perderem sua viabilidade num período de tempo menor que os enterrados
2022-12-06T13:20:00Z
Marcuzzo,Leandro Luiz Schmoeller,Josué
Detached wheat leaf assay for assessing the sensitivity of Puccinia triticina races to fungicides
ABSTRACT In experiments conducted in a growth chamber and in laboratory, the preventive, curative and eradicative action of fungicides was assessed for the control of Puccinia triticina races MFT-MT and TFP-HT. The effect of fungicides tebuconazole (triazole) and azoxystrobin (strobilurin) was evaluated separately. Seedlings were inoculated with a suspension of 50 x 103 uredospores/mL distilled water added of 120 μL adjuvant (polyoxyethylene sorbitan monolaurate Tween 20 - Synth). Fungicides were applied 24 hours before inoculation (preventive control), 96 hours after inoculation (curative control) and ten days after inoculation (eradicative control), both in seedlings (in vivo) grown in pots and in leaf segments (in vitro) on Petri dishes. The effect of treatments based on the number of uredia/cm2 and the production of uredospores/uredium were tested in vivo and in vitro. When applied preventively, for both races, the two fungicides controlled 100% leaf rust, and when applied curatively, only azoxystrobin led to 100% control. The tested races remain sensitive to azoxystrobin but maintain the reduction in sensitivity to tebuconazole. Detached wheat leaf assay was efficient in assessing the sensitivity of P. triticina races to fungicides and leaves remained green for 18 days.
2022-12-06T13:20:00Z
Turra,Camila Reis,Erlei Melo Barcellos,Amarilis Labes
Adaptabilidade e danos potenciais de Rhizoctonia oryzae-sativae ao milho
RESUMO Espécies do gênero Rhizoctonia estão associadas ao complexo de manchas da bainha do arroz, sendo que R. oryzae-sativae, em particular, causa a mancha agregada da bainha. Neste estudo objetivou-se determinar o potencial adaptativo de duas populações de Rhizoctonia oryzae-sativae à cultura do milho, uma das culturas comerciais amplamente cultivadas no estado de São Paulo e que pode ser utilizada em rotação com o arroz irrigado. Não há relatos da doença em milho no Brasil. Foram inoculados, em plantas de milho, isolados de duas populações de R. oryzae-sativae e determinou-se componentes de evolucionabilidade ou do potencial adaptativo de uma população (i.e., medidas de resposta à seleção) como os coeficientes de variância genotípica (IG), variância ambiental (IE) e a herdabilidade (h2) para os níveis de agressividade da doença. Comparou-se também a diferenciação fenotípica por caracteres quantitativos (QST) e a diferenciação genética neutra (baseada em dados de microssatélites) nas duas populações (FST). Experimentos similares usando plantas de arroz inoculadas com as duas populações do patógeno foram conduzidos como controle. Os isolados das populações de R. oryzae-sativae foram patogênicos e apresentaram variação na agressividade ao milho, com predominância de baixa herdabilidade para este atributo. Os valores estimados de QST não diferiram significativamente de FST indicando que a neutralidade teve importante papel na adaptação regional de populações do patógeno.
2022-12-06T13:20:00Z
Vicentini,Samara Nunes Campos Santos,Danilo Augusto Pereira dos Castroagudín,Vanina Lilián Dorigan,Adriano Francis Ceresini,Paulo Cezar
Sobrevivência, viabilidade e controle de Alternaria sp. em sementes de feijão
RESUMO O objetivo deste trabalho foi avaliar a sobrevivência, a viabilidade e o controle do fungo Alternaria sp. em sementes de feijão carioca das cultivares BRS Estilo (lotes 07, 12, 201, 202, 203), BRS Tangará (lotes 01, 02, 37, 46) e preto da cultivar IPR Tuiuiu (lotes 10 e 11), IPR Uirapuru (lotes 07, 08, 12) totalizando 14 amostras. A cada 45 dias desde maio de 2014 até o final do beneficiamento (novembro de 2014), duzentas sementes por amostra foram desinfestadas e submetidas ao teste de sanidade de sementes em meio de cultura de batata-dextrose-ágar + antibiótico. Sementes de feijão colhidas na safra de 2015 no município de Muitos Capões, das cultivares BRS Estilo e IPR Tuiuiu foram submetidas a teste com fungicidas para o controle de Alternaria sp. O teste foi realizado tratando as sementes com fungicida e semeando-as em meio de cultura batata-dextrose-ágar + antibiótico, com 200 sementes por tratamento. Os dados de incidência de Alternaria sp. em função do tempo de armazenamento foram submetidos a análise de regressão. O fungo foi detectado em todas as cultivares, lotes e épocas de amostragem. Houve redução média na incidência de Alternaria sp. das cultivares em função do tempo de 48,4% para 16,7%. Ao termino do período de armazenamento o fungo manteve 34,5% de viabilidade na média das cultivares. Fungicidas com o princípio ativo fluazinam, carboxina e fludioxonil proporcionaram maior controle de Alternaria sp.
2022-12-06T13:20:00Z
Soldatelli,Pâmella Casa,Ricardo Trezzi Lima,Amanda de Ribeiro,Yasmin Caroline Klöckner Martins,Flávio Chupel
Potencial antagonista e controle in vitro de Alternaria solani por fungos sapróbios
RESUMO Alternaria solani, agente etiológico da pinta preta, é considerado um fitopatógeno de grande impacto econômico na cultura do tomate, gerando grandes prejuízos aos agricultores. O objetivo deste trabalho foi verificar o potencial antagonista por confronto direto, produção de voláteis e atividade antimicrobiana in vitro de filtrado de fungos sapróbios contra A. solani. Assim, confrontou-se o fitopatógeno A. solani com os fungos sapróbios Volutella minima, Memnoniella echinata, M. levispora, Curvularia eragrostidis, C. inaequalis, Gonytrichum chlamydosporium, G. macrocladum, Pseudobotrytis terrestris, Pithomyces chartarum, Lappodochium lageniforme, Dictyochaeta simplex, Stachybotrys nephrosfora e S. globosa, observando a formação de halo de inibição e agressividade dos fungos por meio de uma escala de nota. Foi avaliado também o crescimento do fitopatógeno na concentração 20% para selecionar filtrado de sapróbios com atividade antimicrobiana. Posteriormente os filtrados dos sapróbios selecionados foram estudados nas concentrações 5; 10; 15 e 20%, avaliando o crescimento micelial de A. solani. Os sapróbios L. lageniforme e G. macrocladum, apresentaram maior crescimento micelial em relação a A. solani sete dias após a repicagem do fitopatógeno. Aos 15 dias somente o L. lageniforme conteve o patógeno. No teste de confrontação direta os fungos L. lageniforme e G. macrocladum ocuparam uma maior área na placa de Petri que o patógeno. Os filtrados dos fungos G. macrocladum, C. inaequalis, P. terrestris, S. globosa e C. eragrostidis na concentração de 20% promoveram redução no crescimento micelial de A. solani de 34, 21, 19, 10 e 10%, respectivamente. Ao analisar o efeito das concentrações dos filtrados no crescimento micelial de A. solani, observou dose-dependência em todos os tratamentos, com máxima inibição do crescimento para os filtrados de G. macrocladum, C. inaequalis, P. terrestris, S. globosa e C. eragrostidis, respectivamente, na concentração 20%.
2022-12-06T13:20:00Z
Solino,Antônio Jussiê da Silva Oliveira,Juliana Batista Santos Schwan-Estrada,Kátia Regina Freitas Alencar,Marianna Santos Rodrigues Ribeiro,Lilianne Martins
Produtos naturais disponíveis comercialmente induzem o acúmulo de fitoalexinas em cotilédones de soja e mesocótilos de sorgo
RESUMO O objetivo deste trabalho foi determinar o potencial de diferentes doses do extrato da alga marinha Ascophyllum nodosum (AN), do fosfito de potássio (FP), do óleo de nim (ON) e do extrato pirolenhoso (EP), todos produtos naturais disponíveis comercialmente, em induzir o acúmulo de fitoalexinas em cotilédones de soja e mesocótilos de sorgo. Foram utilizadas 5 doses para cada produto, sendo: 0,0, 0,1, 0,2, 0,3 e 0,4 mL/L para o FP e 0,0, 0,1, 0,3, 0,5 e 1,0 mL/L para os demais. Além destes, o tratamento com o acibenzolar-S-metílico (ASM) serviu de controle positivo. A análise de variância demonstrou que todos os produtos testados foram eficientes em induzir fitoalexinas em cotilédones de soja e mesocótilos de sorgo, com destaque especial para o AN que, nas duas maiores doses, diferiu significativamente tanto da dose zero quanto do controle positivo. Além disso, o AN foi, numericamente, superior aos demais produtos. O aumento progressivo das doses resultou em aumentos também progressivos de fitoalexinas em soja e em sorgo, demonstrando alta correlação do ‘fator dose’ com a quantidade de fitoalexina produzida. Esses resultados apontam para a possibilidade de utilização desses produtos como componentes bastante promissores no manejo integrado de doenças de plantas.
2022-12-06T13:20:00Z
Melo,Thiago Anchieta de Araújo,Marcela Uli Peixoto Serra,Ilka Márcia Ribeiro de Souza Pascholati,Sérgio Florentino
Óleos essenciais no controle da pinta bacteriana e na ativação de respostas bioquímicas em tomateiro
RESUMO O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito dos óleos essenciais (OEs) de Cymbopogon sp. (Critonela - CI) e Cymbopogon citratus (Capim limão - CL) na redução da pinta bacteriana (Pseudomonas syringae pv. tomato- Pst) e na ativação de algumas respostas bioquímicas de defesa em tomateiro. Foi realizado um teste in vitro para avaliar a presença ou ausência do halo de inibição de Pst pelos OEs, um experimento in vivo para avaliar a melhor concentração desses dois óleos para o controle da pinta bacteriana e um experimento para avaliar o potencial desses óleos e do acibenzolar-S-metil na ativação de algumas respostas bioquímicas em planta de tomate (cv. Santa Cruz). Halos de inibição foram observados para os OEs de CI e CLa partir da concentração de 1%.Os óleos essenciais de CI a uma concentração de 2.000 µL L-1 e CL na concentração de 1.500 µL L-1, bem como o ASM 0,2g L-1 foram eficientes no controle da pinta bacteriana quando aplicados em uma única vez sete dias antes da inoculação do patógeno. O óleo essencial de CI e o ASM conferiram capacidade parcial de proteção em plantas de tomateiro desafiadas por Pst. Os óleos e o ASM também promoveram um aumento na quantidade de fenol total e lignificação da parede celular. Portanto por meio dos resultados obtidos neste trabalho foi demonstrado que existe um potencial uso de OEs no controle da pinta bacteriana do tomateiro, evidenciando a indução de resistência como o principal modo de ação atuante.
2022-12-06T13:20:00Z
Silva,Érika Oliveira da Alves,Eduardo Ferreira,Thiago Costa Albuquerque,Carlos Alberto Cavalcante de
Aspectos epidemiológicos do míldio da cebola na região do alto vale do Itajaí em Santa Catarina
RESUMO Com objetivo de estudar a epidemiologia do míldio da cebola causada por Peronospora destructor na região do alto vale do Itajaí/SC, um ensaio foi conduzido com plantas naturalmente infectadas, nas safras 2014 e 2015. A cada sete dias e, durante 19 semanas, foi quantificada a população de esporângios no ar, registrada as condições ambientais e avaliada a severidade nas plantas. Observou-se, que mesmo com ambiente favorável à doença, seu início ocorreu após nove semanas após o transplante das plantas. Constatou-se que a epidemia iniciou uma semana antes da primeira detecção do inóculo no ar. O progresso da doença foi representado pelo modelo de Gompertz y = 0,42636*(exp(-442,06555*exp(-0,50749*x))). A produção foi de 34.930 e 15.773 Kg.ha-1 de bulbos nos respectivos anos de avaliação. Este estudo epidemiológico pode fornecer informações do momento do início da epidemia e ser útil na validação de um sistema de previsão do míldio da cebola.
2022-12-06T13:20:00Z
Marcuzzo,Leandro Luiz Carvalho,Jaqueline Nascimento,Aline
Progresso do míldio da cebola sob diferentes regimes de pulverização
RESUMO O míldio da cebola é controlado por meio de pulverizações foliares com agrotóxicos seguindo um calendário fixo, sem considerar o progresso da doença. O regime de pulverização baseado em um sistema de previsão pode predizer seu progresso e com isso possibilitar a redução do número de pulverizações e maximizar o controle da doença. Regimes de pulverização foram baseados no sistema de Wallin (1962) com valores de severidade (VDS) acumulado de 6, 8, 10 e 12 comparados ao controle padrão (intervalo de pulverizações de 5 e 7 dias) nas safras agrícolas de 2014 e 2015. Com o objetivo de avaliar o progresso do míldio sob os diferentes regimes de pulverização foi aplicada a técnica de modelagem estatística conhecida por modelos mistos. Estes modelos não incluem apenas os efeitos fixos, mas também os efeitos aleatórios para cada um dos indivíduos da população em estudo. A severidade acumulada do míldio em função do tempo, nos seis regimes de pulverização foi calibrada com um modelo Gompertz ajustado pelo modelo misto e o efeito aleatório ajustado à assíntota superior. Este parâmetro representa o potencial de severidade da doença para cada um dos tratamentos. Como resultado da calibração do modelo, o tratamento com regime de pulverização com VDS 12 com sete pulverizações em ambos os anos não diferiu no controle e na produtividade do sistema convencional utilizado pelo produtor com a vantagem de reduzir o número de pulverizações e com a mesma eficiência do controle.
2022-12-06T13:20:00Z
Marcuzzo,Leandro Luiz Carvalho,Jaqueline Nascimento,Aline
Efeito de fungicidas para o controle da Ramularia areola na cultura do algodoeiro
RESUMO Entre as doenças que causam manchas foliares no algodoeiro, a mancha de ramulária tem se tornado importante em ambientes tropicais, porque as condições climáticas são favoráveis para o desenvolvimento do patógeno. Objetivou-se nesse trabalho avaliar o desempenho dos fungicidas difenoconazol, trifenil hidróxido de estanho, trifloxistrobina, protioconazol e mancozebe, isolados ou em misturas, no controle da mancha de ramulária no algodoeiro. O experimento foi conduzido na safra 2014/2015, em uma fazenda localizada no município de Sapezal, estado do Mato Grosso. O delineamento experimental foi em blocos casualizados e quatro repetições, com parcelas subdivididas no tempo. Foram realizadas sete avaliações de níveis de severidade da mancha da ramulária nos sete tratamentos. Os fungicidas foram aplicados oito vezes, em intervalos de 15 dias. Ao final do período experimental, foi avaliada a produtividade e a eficiência de controle dos fungicidas em comparação com a testemunha. A aplicação de fungicidas reduziu os danos de produtividade devido ao ataque italico fungo Ramularia areola. O trifenil hidróxido de estanho, isolado ou em mistura com o difenoconazol permitiu maior controle da severidade da mancha de ramulária do que a combinação de trifloxistrobina + protioconazol com difenoconazol, ou difenoconazol com mancozebe.
2022-12-06T13:20:00Z
Lopes,Liliane Oliveira Lacerda,Julian Junio de Jesús Mielezrski,Fabio Ratke,Rafael Felippe Lira,Dalliane Nogueira de Souza Pacheco,Leandro Pereira