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Análise epidemiológica da evolução temporal da meleira do mamoeiro
RESUMO A análise da evolução temporal da meleira fornece subsídios para entender a etiologia, verificar sua dispersão e gerar informações sobre a influência de fatores culturais, biológicos e do ambiente na dinâmica populacional do patógeno/doença e fornecer dados para o delineamento de estratégias de manejo da doença. Nesse sentido o objetivo desse trabalho foi caracterizar a evolução temporal em plantas afetadas pela meleira em pomares comerciais no município de Linhares, no Norte do Estado do Espírito Santo. O experimento foi conduzido em áreas comerciais de mamoeiro cv. ‘Sunrise Golden’, onde avaliou-se a intensidade da doença em cada pomar, sendo que ao final foram geradas curvas de progresso da doença. Os dados das curvas foram submetidos à análise de regressão linear simples, ajustados nos modelos empíricos Logístico, Monomolecular e de Gompertz. O período do ano mais favorável ao desenvolvimento da doença foram os meses mais frios e secos, enquanto os mais quentes e chuvosos favorecem a atenuação dos sintomas. Por fim, o modelo que melhor se ajustou às epidemias da meleira do mamoeiro foi o modelo de Gompertz.
2022-12-06T13:20:00Z
Cosmi,Fernando Carrara Alves,Kaique dos Santos Moraes,Wanderson Bucker Ventura,José Aires Moraes,Simone de Paiva Caetano Bucker Moraes,Willian Bucker Jesus Júnior,Waldir Cintra de
Ação in vitro de fontes de silício sobre isolados de Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens
RESUMO O objetivo deste estudo foi avaliar a ação in vitro do silicato de potássio e de alumínio, em várias concentrações (0,0; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0 e 10,0 %), sobre dez isolados de Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens (Cff). O fungicida tolylfluanid foi utilizado como testemunha positiva. Os discos de papel embebidos nos produtos, em diferentes concentrações, foram colocados no centro de cada placa de Petri após a solidificação do meio de cultura (NSA) contendo a bactéria e as aferições dos halos de inibição foram realizadas após 48 h de incubação. Verificou-se que o silicato de potássio (Supa Sílica®) não afetou o crescimento de Cff, enquanto que o silicato de alumínio (Rocksil®) teve ação inibitória aos isolados avaliados.
2022-12-06T13:20:00Z
Guazina,Renato Anastácio Theodoro,Gustavo de Faria
Sucessão crambe-soja no manejo de Pratylenchus brachyurus e Meloidogyne javanica
RESUMO A implantação do sistema de sucessão de culturas, possibilitando a inserção de espécies vegetais antagonistas ou não hospedeiras à patógenos da soja no período de entressafra, é uma alternativa sustentável em sistemas de cultivo. Neste contexto, recomenda-se cuidado na seleção de plantas de sucessão que não possibilitem a multiplicação de nematoides, especialmente, os parasitas da soja, Pratylenchus brachyurus e Meloidogyne javanica. Desta forma, objetivou-se avaliar o potencial de redução da população de P. brachyurus e M. javanica, pelo cultivo de espécies utilizadas em sucessão com a soja, comparando-as com o crambe. Sementes de soja cv. 5909RR Nidera foram semeadas em vasos com capacidade para 18 L e após 15 dias foram inoculadas, em experimentos separados, com 1000 espécimes de P. brachyurus e 3000 ovos e eventuais juvenis de segundo estádio (J2) de M. javanica. Aos 60 dias da inoculação, a parte aérea das plantas foi descartada e as culturas de sucessão (milho cv. IPR114, feijão cv. IPR Tangará, nabo forrageiro, aveia-preta cv. IAPAR 61 e crambe cv. MS Brilhante) foram semeadas. As plantas foram cultivadas por 90 dias, quando a parte aérea foi cortada, semeando-se novamente a soja, a qual foi cultivada por mais 60 dias. No final desse período, as plantas foram retiradas dos vasos para determinação de parâmetros vegetativos e nematológicos na soja. A introdução do crambe no sistema de sucessão de culturas reduziu a população de P. brachyurus. A reprodução de M. javanica foi menor na sucessão com o crambe quando comparado com os demais sistemas, entretanto o mesmo apresentou elevado fator de reprodução.
2022-12-06T13:20:00Z
Tavares-Silva,Carolina Amaral Dias-Arieira,Claudia Regina Puerari,Heriksen Higashi Silva,Elizeu Junior da Izidoro Junior,Adão
Seleção precoce de espécies de Passiflora resistente a fusariose
RESUMO O maracujazeiro azedo é uma importante fruteira amplamente produzida e consumida no Brasil. A produção e produtividade estão ameaçadas por vários problemas fitossanitários. Uns dos mais importantes é a fusariose, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae. Esta doença não tem controle eficiente. Neste sentido o objetivo deste trabalho foi avaliar a resposta de plantas, em estágio de muda, de 14 espécies de Passiflora mediante a inoculação de F. oxysporum f. sp. passiflorae cultivadas em solução nutritiva. As espécies utilizadas no Screening foram: P. quadrangularis, P. nitida, P. foetida, P. tenuifila, P. alata, P. setacea, P. cincinnata, P. mucronata, P. micropetala, P. suberosa, P. morifolia, P. eichleriana P. edulis e P. coccinea. Quatro mudas de cada genótipo foram inoculadas por imersão das raízes numa suspensão de 1x106 esporos mL-1, durante 24 horas e, em seguida, transplantada para potes contendo solução nutritiva. As plantas foram avaliadas diariamente por 40 dias para a ocorrência de sintomas de murcha e morte. Foram obtidos o período de sobrevivência e a taxa de mortalidade. O método de imersão das raízes por 24 horas e a substituição de solo por solução nutritiva foi eficiente na distinção dos genótipos resistentes. Houve variabilidade intraespecíficas em relação a doença. As espécies mais resistentes foram P. foetida. P. mucronata. P. nitida e P. morifolia.
2022-12-06T13:20:00Z
Preisigke,Sandra da Costa Silva,Lucas Pereira da Serafim,Milson Evaldo Bruckner,Claudio Horst Araújo,Kelly Lana Neves,Leonarda Grillo
Microcyclus ulei races in Brazil
ABSTRACT The fungus Microcyclus ulei is the causative agent of leaf blight in rubber trees, which is one of the most important diseases affecting this crop, since it causes intense defoliation. Several races of this pathogen have been described in Brazil based on a series of diverse differential clones. According to the reactions of 11 differential clones already reported in the literature (MDF 180, Fx 3844, Fx 985, Fx 4098, Fx 2261, Fx 2804, Fx 3899, IAN 6158, IAN 3087, IAN 717 and PA 31), containing the species Hevea brasiliensis. Hevea benthamiana and Hevea pauciflora, a cluster analysis of the binary data referring to virulence of this disease was performed by using the Jaccard method. The cluster analysis was fitted according to the centroid method. Results indicated the existence of 53 different races of this pathogen in Brazil.
2022-12-06T13:20:00Z
Bevenuto,João Alberto Zago Passos,José Raimundo de Souza Furtado,Edson Luiz
Influência de metodologias de inoculção de Macrophomina phaseolina no desempenho de cultivares de soja
RESUMO A podridão de carvão causada pelo fungo Macrophomina phaseolina é uma das principais doenças que causa podridões no sistema radicular e caule das plantas de soja, e sua ocorrência vem aumentando a cada safra. Com isso objetivou-se avaliar a influência de metodologias de inoculação de M. phaseolina no desempenho de cultivares de soja. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em parcelas sub-subdivididas no tempo, contendo duas cultivares de soja (NA 7337 RR e CD 2737 RR), seis métodos de inoculação (semente não inoculada, semente inoculada por 48 horas, semente inoculada por 72 horas, infestação do solo com três grãos de arroz, infestação do solo com seis grãos de arroz e infestação do solo com nove grãos de arroz) e 3 períodos de avaliações (20, 40 e 60 dias após a semeadura) com 6 repetições. As avaliações foram realizadas medindo-se a altura de plantas, diâmetro do colo, número de folhas, comprimento e largura de folhas e incidência do fungo Macrophomina phaseolina. Os resultados dos experimentos indicaram que o método de inoculação utilizando grãos de arroz inoculado com o fungo M. phaseolina proporcionou maiores prejuízos à cultivar NA 7337 RR, porém a cultivar CD 2737 RR foi influenciada pelo método de inoculação diretamente na semente de soja. A cultivar NA 7337 RR demostrou ser mais tolerante ao fungo Macrophomina phaseolina. Nos períodos de avaliações os parâmetros de quantificação indireta da doença evoluíram progressivamente aos 20, 40 e 60 dias. Observou-se também que apenas o tratamento testemunha não apresentou o fungo M. phaseolina e todos os métodos de inoculação empregados proporcionaram o desenvolvimento do fungo nas plantas de soja. Todos os métodos de inoculação utilizados foram eficientes na inoculação de M. phaseolina em soja. O método de inoculação diretamente na semente por 48 e 72 horas, desenvolveu sintomas precoces.
2022-12-06T13:20:00Z
Cruciol,Giovana Carolina Dourado Costa,Maria Luiza Nunes
Relações lineares entre incidência e severidade foliar do míldio da cebola
RESUMO A ocorrência do míldio da cebola pode reduzir o rendimento e comprometer a qualidade do bulbo. O objetivo do trabalho foi avaliar a relação entre incidência e severidade na intensidade do míldio cebola. O experimento foi conduzido com o cultivar Empasc 352 – Bola Precoce no Instituto Federal Catarinense/Campus Rio do Sul. O delineamento foi de blocos casualizados, com quatro repetições e seis tratamentos constituídos da pulverização de fungicida conforme o sistema de previsão proposto por Wallin (1962) com valores de severidade diária (VDS) acumulado de 6, 8, 10, 12 em comparação a aplicação a cada 5 e 7 dias e testemunha sem pulverização com objetivo de gerar um gradiente de intensidade de doença no ano de 2014 e 2015. Semanalmente foi avaliada a intensidade da doença pela severidade e incidência. Os dados obtidos foram submetidos à análise de regressão linear. Utilizando a equação com melhor ajuste nas duas safras e substituindo o valor de severidade de 1% obtém-se incidência de 5,7%. A severidade estimada com base na incidência e vice-versa possibilita seu uso pela assistência técnica no monitoramento do míldio da cebola. Como a avaliação da incidência é mais rápida, precisa e reproduzível, segundo os dados obtidos, a severidade pode ser estimada pela incidência facilitando a quantificação do míldio pela assistência técnica.
2022-12-06T13:20:00Z
Marcuzzo,Leandro Luiz Carvalho,Jaqueline
Validação de um sistema de previsão para o míldio da cebola
RESUMO Com o objetivo de validar um sistema de previsão, com diferentes níveis de valores diários de severidade comparados à pulverização convencional no controle do míldio da cebola, foram conduzidos experimentos em Rio do Sul/SC durante os ciclos de cultivo de 2014, 2015 e 2016. Os programas de pulverização foram estabelecidos de acordo com valores diários de severidade (VDS) do sistema de Wallin (1962) atribuindo-se valores acumulados de 6, 8, 10 e 12 VDS e no sistema convencional com pulverizações a cada 5 e 7 dias em comparação com a testemunha não tratada com fungicidas. Com exceção da testemunha, não houve diferença significativa entre os tratamentos quanto à produtividade em todos os ciclos. A AACPD, severidade final e a taxa de progresso da doença não diferiram entre os tratamentos, mas no sistema de previsão com VDS 12 o número de pulverizações foi de 42; 30 e 40% menor em relação ao sistema de aplicação semanal nos três anos de avaliação.
2022-12-06T13:20:00Z
Marcuzzo,Leandro Luiz
Mecanismos de defesa do trigo contra a ferrugem da folha por genes e proteínas
RESUMO O agente causal da ferrugem da folha do trigo é o fungo Puccinia triticina. Essa doença causa danos elevados que podem comprometer a produtividade da cultura do trigo em até 80%, quando a infecção é intensa antes do florescimento e do enchimento de grãos. A utilização de cultivares resistentes é a melhor estratégia de controle da ferrugem da folha. Porém, devido à variabilidade do patógeno, a resistência dos genótipos é superada em até três anos após o seu lançamento. Para se defender da infecção do patógeno a planta desencadeia mecanismos de defesa, os quais têm a finalidade de evitar que o fungo colonize os tecidos do hospedeiro. Esses mecanismos de defesa podem estar associados com a expressão de genes que possuem a função de codificar proteínas envolvidas na resistência. Esta revisão discute a importância da interação planta-patógeno bem como das proteínas envolvidas. Também apresenta as principais técnicas de proteômica que visam identificar e quantificar as diferentes proteínas expressas nas células vegetais.
2022-12-06T13:20:00Z
Finger,Geísa Heckler,Leise Inês Silva,Gerarda Beatriz Pinto da Chaves,Márcia Soares Martinelli,José Antônio
Induction of defense enzymes and control of anthracnose in cucumber by Corymbia citriodora aqueous extract
ABSTRACT Secondary compounds of medicinal plants can activate defense mechanisms in plants against pathogens. The aqueous extract (AE) of Corymbia citriodora has shown that activity, but there is scarce information about the involved mechanisms of action. Therefore, this study aimed to evaluate the effect of AE on the induction of defense enzymes and protection of cucumber from Colletotrichum lagenarium. Thus, the AE, autoclaved or not, was evaluated for its capability of protecting and inducing peroxidases, polyphenoloxidases, chitinases and β-1.3-glucanases, and phenylalanine ammonia-lyase. Distilled water and acibenzolar-S-methyl (50 mg a.i. L-1) were used as controls. The effect of AE at the concentrations of 1, 5, 10, 15 and 20% was also evaluated, as well as its local and systemic effect, and the effect of one or two applications. Pathogen inoculation or sample collection for determination of enzyme activity was performed at 72 hours after treatments. The AE reduced the severity of C. lagenarium and induced peroxidases and β-1.3-glucanases by 37.6, 67.2 and 122.7%, respectively. There was a reduction in the disease severity and an increase in peroxidases from the concentration of 5% AE. The latter showed only local effect and greater reduction in severity when two applications were performed. These results suggest the effect of AE in inducing resistance in cucumber and inducing peroxidases and β-1.3-glucanases.
2022-12-06T13:20:00Z
Franzener,Gilmar Schwan-Estrada,Kátia Regina Freitas Moura,Gabriela Silva Kuhn,Odair José Stangarlin,José Renato
Identificação de isolados de Citrus tristeza virus (CTV) protetivos para Citrus sinensis (L.) Osbeck
RESUMO O Citrus tristeza virus (CTV) causa significativas perdas na produtividade de laranja doce [Citrus sinensis (L.) Osbeck] e seu controle tem sido realizado principalmente com a premunização. O trabalho teve como objetivo analisar a variabilidade de isolados fortes e fracos de CTV provenientes de plantas de citros inoculadas e mantidas em casa de vegetação e amostras de campo, coletadas em pomar comercial situado no município de Rolândia, PR. Para a determinação da variabilidade e diversidade genética dos isolados foi realizada avaliação dos sintomas e empregadas as técnicas de RT– PCR e RFLP, utilizando os oligonucleotídeos específicos HCP1/HCP2 e posterior sequenciamento dos fragmentos amplificados. Na avaliação de canelura, os isolados mantidos em casa de vegetação induziram sintomas leves, com exceção do isolado severo Capão Bonito. Os sintomas mais severos ocorreram em amostras situadas no campo. De acordo com as análises multivariadas os isolados de CTV tendem a se agrupar conforme a severidade dos sintomas e condições ambientais as quais foram expostas formando agrupamentos distintos entre amostras provenientes do campo e casa de vegetação. O dendrograma gerado a partir do sequenciamento dos isolados e as análises multivariadas revelaram que o isolado proveniente da amostra “Forte Arapongas” apresentou maior similaridade com o controle padrão forte proveniente de Capão Bonito. Os isolados identificados como fracos e provenientes das amostras Pêra IAC e Rolândia 5 apresentaram maior similaridade. Pode-se aferir que plantas hospedeiras mantidas em campo possuem maior variabilidade de isolados.
2022-12-06T13:20:00Z
Gonçalves,Ana Paula Santos,Karina Silva dos Silva,Camila de Cassia Novaes,Tanara Garcia de Molina,Rúbia de Oliveira
Caracterização morfofisiológica e patogênica de isolados de Armillaria na região Sul do Brasil
RESUMO Armillaria sp. é patógeno causador de podridão de raízes e a morte de árvores de Pinus na região Sul do Brasil. Pouco se conhece sobre aspectos morfofisiológicos e patogênicos dessa espécie. Este trabalho objetivou caracterizar a morfologia, fisiologia, patogenicidade e produção de basidiomas in vitro de isolados de Armillaria da região Sul do Brasil. A análise da morfologia do micélio e rizomorfa foi feita em colônias cultivadas em meio BDA (batata-dextrose-ágar) a 20 ºC, no escuro, por 30 dias e em fragmentos de placas miceliais produzidas em seções de tronco inoculadas com o fungo, com microscopia de luz e de varredura. A fisiologia abordou a análise da biomassa produzida em caldo BD (batata-dextrose) em seis temperaturas. O teste de patogenicidade foi realizado em mudas de Pinus taeda. A indução de basidiomas foi feita em seções de tronco de P. taeda inoculados em frascos com meio BDA. As colônias apresentaram variação na morfologia do micélio, crescimento irregular sem simetria radial, coloração variando do branco, cinza ao marrom, e na maioria das vezes com rizomorfas. A análise da hifa revelou estruturas típicas do gênero Armillaria, como grampos de conexão, septos, pilosidades e massas resinosas sobre a superfície de hifas. A morfologia das rizomorfas mostrou-se variável de acordo com o ambiente, apresentando pilosidades quando em crescimento aéreo e superfície lisa quando desenvolvidas no interior do meio de cultura. A placa micelial mostrou-se crostosa com hifas verrucosas. A temperatura ótima para os isolados de Armillaria variou de 16 a 24 ºC. Somente uma planta inoculada morreu demonstrando a dificuldade de se reproduzir a doença in vivo. Um basidioma foi produzido demonstrando a possibilidade de frutificação in vitro de Armillaria sp.
2022-12-06T13:20:00Z
Silva,Francine Bontorin Mazarotto,Edson José Santos,Álvaro Figueredo dos Auer,Celso Garcia
Influência de metodologias de inoculação de Macrophomina phaseolina no desempenho de cultivares de soja
RESUMO A podridão de carvão causada pelo fungo Macrophomina phaseolina é uma das principais doenças que causa podridões no sistema radicular e caule das plantas de soja, e sua ocorrência vem aumentando a cada safra. Com isso objetivou-se avaliar a influência de metodologias de inoculação de M. phaseolina no desempenho de cultivares de soja. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, em parcelas sub-subdivididas no tempo, contendo duas cultivares de soja (NA 7337 RR e CD 2737 RR), seis métodos de inoculação (semente não inoculada, semente inoculada por 48 horas, semente inoculada por 72 horas, infestação do solo com três grãos de arroz, infestação do solo com seis grãos de arroz e infestação do solo com nove grãos de arroz) e 3 períodos de avaliações (20, 40 e 60 dias após a semeadura) com 6 repetições. As avaliações foram realizadas medindo-se a altura de plantas, diâmetro do colo, número de folhas, comprimento e largura de folhas e incidência do fungo Macrophomina phaseolina. Os resultados dos experimentos indicaram que o método de inoculação utilizando grãos de arroz inoculado com o fungo M. phaseolina proporcionou maiores prejuízos à cultivar NA 7337 RR, porém a cultivar CD 2737 RR foi influenciada pelo método de inoculação diretamente na semente de soja. A cultivar NA 7337 RR demostrou ser mais tolerante ao fungo Macrophomina phaseolina. Nos períodos de avaliações os parâmetros de quantificação indireta da doença evoluíram progressivamente aos 20, 40 e 60 dias. Observou-se também que apenas o tratamento testemunha não apresentou o fungo M. phaseolina e todos os métodos de inoculação empregados proporcionaram o desenvolvimento do fungo nas plantas de soja. Todos os métodos de inoculação utilizados foram eficientes na inoculação de M. phaseolina em soja. O método de inoculação diretamente na semente por 48 e 72 horas, desenvolveu sintomas precoces.
2022-12-06T13:20:00Z
Cruciol,Giovana Carolina Dourado Costa,Maria Luiza Nunes
Seleção de cultivares de soja para resistência à podridão negra da raiz (Macrophomina phaseolina)
RESUMO A seleção a campo de materiais resistentes à podridão negra da raiz, além de ter alto custo, apresenta alta variabilidade, uma vez que muitos fatores externos podem afetar o comportamento das plantas e, inclusive, do fungo, de local para local e de ano para ano. Seleção de variedades com resistência à podridão causada por Macrophomina phaseolina em casa de vegetação apresenta maior uniformidade e estabilidade dos resultados, uma vez que as condições são controladas. No entanto, é recomendado que os resultados obtidos em ambiente protegido, para serem adotados como protocolo de screening, apresentem boa correlação com resultados obtidos em campo. Assim, este trabalho teve por objetivo comparar a eficiência de métodos de screening em casa de vegetação e verificar suas correlações com o comportamento de variedades de soja em ensaio de campo. Os métodos de screening avaliados foram disco de micélio sobre haste cortada; punção da haste com palito colonizado; solo infestado por inóculo produzido em arroz (1g, 5g e 10g por kg de solo); e rega com suspensão de microescleródios (3 x 104 e 6 x 104 UFC/mL) sobre raízes de plântulas. O ensaio de campo foi montado em área com histórico de ocorrência da doença, e o solo foi infestado com sementes de sorgo colonizadas por M. phaseolina, no sulco de semeadura. Plantas inoculadas na haste, em casa de vegetação, foram submetidas a duas condições de umidade: câmara úmida por três dias após a inoculação, e ausência de câmara úmida. A severidade da doença foi avaliada através do comprimento da lesão no método do disco de micélio sobre haste cortada, e, para os métodos da punção da haste com palito colonizado, suspensão de microescleródios e inoculação por infestação do solo, por escala de notas referente à lesão na raiz. Para o último, avaliou-se ainda a altura das plantas. Os métodos do corte da haste e do palito colonizado apresentaram melhores resultados para discriminar os genótipos, e a ausência de câmara úmida proporcionou maior severidade da doença. De maneira geral, BMX Apolo foi mais suscetível à doença, enquanto GDM15I029 e BMX Elite apresentaram maior resistência. Houve redução na altura das plantas inoculadas por infestação do solo, principalmente para a maior concentração do inóculo. A inoculação por suspensão de inóculo foi eficiente somente no maior nível de inóculo, e foi possível diferenciar dois genótipos quanto à severidade, sendo BMX Tornado mais suscetível que GDM15I029. Verificou-se correlação significativa com os dados de campo somente para o método do disco de micélio sobre a haste cortada, com (rs = 0,84) e sem câmara úmida (rs = 0,80). Os resultados sugerem que a seleção de cultivares em casa de vegetação para resistência a podridão negra da raiz realizado pelo método da haste cortada é eficiente e representativa do comportamento dos genótipos de soja em condições de campo.
2022-12-06T13:20:00Z
Ishikawa,Mayra Suemy Ribeiro,Neucimara Rodrigues Oliveira,Eli Carlos Almeida,Adriély Alves de Balbi-Peña,Maria Isabel
Indução de resistência à Macrophomina phaseolina em soja tratada com extrato de alecrim
RESUMO Extratos vegetais podem induzir mecanismos de resistência de plantas em função da presença de compostos com características eliciadoras. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do extrato bruto de alecrim nas concentrações 0%; 1%; 2,5% e 5% sobre a atividade de peroxidase, polifenoloxidase e fenilalanina amônia-liase (FAL) em soja inoculada com Macrophomina phaseolina. Foram retiradas amostras nos tempos 0, 36, 72, 120, 168, 216 e 264 h após o tratamento. Nas amostras retiradas do colo das plantas, para peroxidase, as concentrações mais elevadas do extrato proporcionaram dois picos de indução. Houve constante incremento na atividade de polifenoloxidase desde 36 até 120 h após o tratamento para a concentração 5%. Para FAL apenas a concentração 5% promoveu incremento 83% e 130% maior nos tempos 168 e 216 h após o tratamento, respectivamente. Para as atividades na raiz, peroxidase novamente apresentou dois picos de incremento para concentração 5%, a polifenoloxidase foi 426% maior na concentração 5% às 216 h após o tratamento e a atividade de FAL apresentou incremento de 340% no tempo 216 h após o tratamento com 5% do extrato. Estes resultados indicam o potencial do extrato de alecrim em induzir a atividade de enzimas de defesa em colo e raiz de soja.
2022-12-06T13:20:00Z
Lorenzetti,Eloisa Stangarlin,José Renato Kuhn,Odair José Portz,Roberto Luis
Análise geoestatística do “vira-cabeça” na cultura do tomateiro
RESUMO Em relação às diversas doenças que reduzem a produção da cultura do tomateiro, destaca-se a ocorrência da virose conhecida como “vira-cabeça”. Epidemias dessa doença são frequentes com altas taxas de progresso e danos significativos. Nesse caso, estudos sobre a variabilidade espaço-temporal podem auxiliar em propor estratégias de manejo. Portanto, o objetivo desse estudo foi mapear a distribuição espacial da incidência do “vira-cabeça” ao longo do tempo em lavoura de tomateiro, para entender os mecanismos de dispersão do patógeno e progresso da doença. Para isso, a presença ou ausência de sintomas da doença foi monitorada ao longo do tempo em 120 plantas georreferenciadas, dispostas em malha regular e distribuídos num espaçamento de 1,0 x 0,5 m. Os dados de incidência da doença foram submetidos à análise geoestatística. Após o ajuste dos semivariogramas foi realizada a interpolação dos dados por krigagem. Houve epidemia da doença na lavoura de tomate, e a taxa de progresso (Dy/Dt) variou de 4,7 a 6 plantas doentes/dia, e 100% das plantas apresentaram sintomas aos 20 dias após a primeira detecção da doença na lavoura. Houve dependência espacial forte da distribuição das plantas de tomateiro com sintomas de “vira-cabeça” em todas as avaliações, e valor de alcance variando de 4,3 a 1,69 m. Ao longo do tempo surgiram focos secundários da doença, expansão lateral e coalescência desses, caracterizando dispersão por ação do agente vetor associado às fontes de inóculo inicial, internas e externas à lavoura. O padrão aleatório de distribuição da doença evoluiu para agregado, e posteriormente regular.
2022-12-06T13:20:00Z
Quartezani,Waylson Zancanella Hell,Leonardo Raasch Cunha Junior,Jadier de Oliveira Moraes,Willian Bucker Belan,Leônidas Leoni Moraes,Simone de Paiva Caetano Bucker Jesus Junior,Waldir Cintra de Furtado,Edson Luiz
Validação de escala diagramática para quantificação da severidade da antracnose da folha do milho
RESUMO A ocorrência de doenças foliares no milho (Zea mays) causadas por fungos é facilmente observada no campo. Entretanto são necessárias ferramentas para obter informações precisas sobre a quantificação de doenças. O objetivo deste trabalho foi elaborar uma escala diagramática para estimar a severidade da antracnose foliar causada por Colletotrichum graminicola na cultura do milho. Para elaboração da escala diagramática foram coletadas 100 folhas de milho com diferentes severidade da doença e levadas a laboratório para seleção e captação das imagens com o aplicativo Quant v.1.0.2. As imagens foram analisadas por 22 avaliadores experientes e por 13 avaliadores inexperientes. Conhecendo o grau de severidade real pode-se através da análise de regressão, determinar a relação entre o grau de severidade real e o grau de severidade estimado com o uso e sem o uso da escala. A precisão do avaliador foi determinada pelo coeficiente de determinação (R2) e pela variância. A escala proposta, com 18 severidades distintas, apresentou-se como uma ferramenta assertiva para a quantificação da severidade da antracnose. A acurácia e precisão de todos os avaliadores, aumentou quando usaram a escala; pois entre os avaliadores experientes 14 dos 22 aumentaram a acurácia e, entre os inexperientes, nove também tiveram sua acurácia melhorada pelo uso da escala proposta. Portanto os ganhos foram maiores para os avaliadores sem experiência, 69,2%.
2022-12-06T13:20:00Z
Trojan,Daiane Garabeli Pria,Maristella Dalla
Óleos essenciais e tratamento térmico no controle pós-colheita de bolor verde em laranja
RESUMO O bolor verde é a principal doença de frutos cítricos pós-colheita. Produtos e processos alternativos para controle de doenças de plantas vêm sendo cada vez mais requeridos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antifúngica de óleos essenciais sobre Penicillium digitatum em laranjas, isoladamente ou em combinação com tratamento térmico. Para tanto, um isolado do fungo foi submetido, in vitro, a diferentes concentrações dos óleos de canela, capim-limão e palmarosa, em meio de cultura BDA, sendo avaliada também a atividade antifúngica dos compostos voláteis dos óleos. Além disso, foi realizado um estudo do efeito dos óleos sobre laranjas inoculadas, de modo curativo e protetivo. Laranjas foram inoculadas com 10 uL de suspensão de conídios (105 conídios mL-1), em dois períodos de incubação (4 h antes ou 24 h após os tratamentos). Os tratamentos com óleos essenciais por aspersão foram: testemunha, canela, capim-limão e palmarosa, a 0,5 e 1,0 g L-1, acrescidos de Tween20. Outro teste com óleo de canela, para verificar a melhor dose, foi realizado com 0,0; 0,12; 0,25; 0,5 e 1,0 g L-1 e um blend de canela (0,12 g L-1) e capim-limão (0,12 g L-1). O armazenamento foi a 25 °C e 80% de umidade relativa (UR) por até 6 dias. Posteriormente, efetuou-se um teste em laranjas inoculadas 4 h antes dos tratamentos: testemunha; canela (0,12 g L-1); termoterapia (60 °C por 20 s); termoterapia + óleo de canela; imazalil (1000 mg L-1). Armazenaram-se os frutos a 10 °C/85% UR por 6 dias mais 3 dias em condições ambiente. In vitro, o óleo de canela foi o mais fungitóxico para P. digitatum, inibindo totalmente o índice de crescimento micelial em concentrações superiores a 0,5 g L-1 por contato e, reduzindo significativamente pelos seus constituintes voláteis. Sobre laranjas inoculadas, o óleo de canela foi mais efetivo como curativo e, capim-limão como protetivo. No teste screening, a dose de 0,12 g L-1 do óleo de canela mostrou melhor resultado frente às doses superiores e ao blend de canela mais capim-limão. A combinação termoterapia seguida de aspersão de óleo de canela reduziu significativamente o desenvolvimento do bolor verde (AACPD) nos frutos (40,5%), quando armazenados sob refrigeração; entretanto, o fungicida imazalil proporcionou um controle mais efetivo (97%) durante o armazenamento prolongado.
2022-12-06T13:20:00Z
Benato,Eliane Aparecida Belletti,Thatyane Cristina Terao,Daniel Franco,Daniel Andrade de Siqueira
Antagonismo de Trichoderma spp. ao agente etiológico da Murcha de Ceratocystis em cacaueiro
RESUMO O controle biológico da Murcha de Ceratocystis do cacaueiro (Ceratocystis cacaofunesta) pode ser uma alternativa promissora ainda inexplorada para controlar esta doença. Testaram-se doze isolados de Trichoderma spp. como agentes de biocontrole (BCAs) para C. cacaofunesta. Neste estudo, avaliou-se: i) antagonismo por confronto in vitro entre BCAs e patógeno, e por inibição da germinação de esporos do patógeno pelo secretoma dos antagonistas; ii) efeito dos BCAs na formação de peritécios do patógeno sobre discos de folhas; iii) efeito dos BCAS no controle da Murcha de Ceratocystis em mudas de cacaueiro em condição de casa de vegetação. Os BCAs testados inibiram 100% do crescimento in vitro do patógeno no terceiro dia; e reduziram a germinação de esporos do patógeno. Trichoderma virens (T68), T. harzianum (2927), T. loningiopsis (Tc26) e T. atroviride (7CC) inibiram entre 98,5 e 92,3% a formação de peritécios do patógeno. Os isolados 7CC, T68, Tc26 e 2729 são promissores como BCAs. Em BCAs combinados, maior inibição ocorreu nos tratamentos incluindo T68. Não se evidenciou a eficiência esperada nos testes com mudas.
2022-12-06T13:20:00Z
Rodrigues,Giselle de Souza Magalhães,Dilze Maria Argôlo Costa,Andréa Miura da Luz,Edna Dora Martins Newman
Eficácia de Fusarium spp. no controle da murcha-de-curtobacterium do feijoeiro
RESUMO O presente trabalho teve como objetivos avaliar a ação inibitória de Fusarium oxysporum f. sp. phaseoli e Fusarium spp. in vitro sobre isolados de Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens (Cff) e ação de Fusarium spp. no controle da murcha-de-curtobacteriurn, em plantas de feijoeiro cultivar IAC Carioca, conduzidas em vaso com substrato infestado pelo fungo em quatro concentrações. Os isolados de F. oxysporum f. sp. phaseoli e Fusarium spp. cultivados sobre discos de papel-de-filtro em meio de cultura agarizado produziram metabólitos que inibiram o crescimento dos isolados de Cff. Porém, extratos obtidos por filtragem de cultivos dos isolados fúngicos em meio líquido não inibiram, in vitro, o crescimento dos isolados de Cff. Os isolados de Fusarium spp. infestados no substrato, independente da concentração utilizada, não foram eficazes no controle da murcha-de-curtobacterium nas plantas de feijoeiro.
2022-12-06T13:20:00Z
Soares,Rafael Moreira Maringoni,Antonio Carlos