RCAAP Repository
Wound healing strategies - hyaluronic acid (HA) and chitosan (CS) as wound dressing materials
A pele é o maior órgão do corpo humano, com função de proteção, regulação da temperatura corporal e suporte de vasos sanguíneos e nervos. Quando esta barreira é danificada, criando uma ferida, inicia-se um processo de cicatrização. Este é habitualmente dividido em quatro fases, que se sobrepõe. A primeira, a homeostase, visa o bloqueio imediato do sangramento da ferida, por mecanismos de vasoconstrição e coagulação. Subsequentemente, dá-se um processo inflamatório, com o recrutamento de neutrófilos, macrófagos e linfócitos para o local da agressão, seguindo-se uma fase de proliferação, com a formação de novo tecido de granulação, re-epitelização e angiogénese. Finalmente, ocorre a formação da cicatriz, na fase de remodelação. A sequência destes eventos determina a formação de uma ferida aguda ou crónica. As feridas agudas passam por todos os passos do processo no espaço de poucos dias, ou semanas, enquanto uma ferida crónica se prolonga no tempo, tendo muitas vezes fatores externos e internos associados. Entre estes, destacam-se a presença de infeção, doença crónica, como diabetes, imunossupressão e a idade. O tratamento das feridas crónicas, e a sua manutenção, assume custos elevados para os sistemas de saúde, com perspetivas de aumento devido ao envelhecimento da população. Assim, a emergência de tratamentos mais eficazes tem sido uma área de grande exploração científica nas últimas décadas. Os novos tratamentos para feridas atualmente em estudo têm em consideração todos os passos da cicatrização, assim como os mecanismos envolvidos. Entre os materiais usados, destacam-se os biopolímeros, pela sua biocompatibilidade e biodegradabilidade, assim como o baixo custo e natureza renovável. Pelo seu papel na cicatrização das feridas, o ácido hialurónico e o quitosano são dois dos biopolímeros mais usados. Desse modo, esta monografia pretende explorar a utilização destes polímeros como materiais para o tratamento de feridas, nas formulações atualmente em estudo.
2025-10-28T12:23:40Z
Nascimento, Adriana Batista
De Santa Catarina a ... São Vicente... : questões em torno do levantamento de repintes na pintura portuguesa
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Assim vai o mundo...
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Representações de alunos filhos de imigrantes e não imigrantes acerca dos seus direitos na escola
Mais de cinquenta anos depois da aprovação da Declaração Universal dos Direitos do Homem, em dez de Dezembro de 1948, depara-se ainda com situações de sistemáticas transgressões dos direitos humanos. Centrado nos alunos e na escola, este estudo teve como objectivo a determinação do grau de existência dos direitos dos alunos, por um lado, e, por outro, a análise da relação entre tais direitos e a nacionalidade, ao longo da escolaridade ocorrida na adolescência. Foi constituída uma ampla amostra de sujeitos pertencentes a escolas da Grande Lisboa, diferenciados ainda quanto ao género e à escolaridade. Os direitos foram avaliados com o instrumento multidimensional Children’s Rights Scale, que apresenta as dimensões: provisão, protecção, relação, estima, instrução, e autodeterminação. Os resultados obtidos permitiram registar que os alunos declararam a existência de tais direitos na escola, num decréscimo significativo ao longo da escolaridade; a variação dos direitos com a nacionalidade foi encontrada apenas em situações muito específicas e conjugadas com o ano de escolaridade. No âmbito da discussão dos resultados, são relevadas implicações — e consequentes recomendações —, num destaque à ideia da falta de intervenções no sentido da promoção dos direitos dos alunos, dos direitos humanos e dos direitos em geral.
Ter "queda" para a máscara
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Habito a possibilidade : casas, tectos e céus; jardins e paisagens, mundos e outras ficções (para colher o paraíso)
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Soirée chez lui ou Concerto de Amadores
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Soirée diáfana, matérica e subtil : outro Columbano entre nós
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Liberating host–virus knowledge from biological dark data
Connecting basic data about bats and other potential hosts of SARS-CoV-2 with their ecological context is crucial to the understanding of the emergence and spread of the virus. However, when lockdowns in many countries started in March, 2020, the world's bat experts were locked out of their research laboratories, which in turn impeded access to large volumes of offline ecological and taxonomic data. Pandemic lockdowns have brought to attention the long-standing problem of so-called biological dark data: data that are published, but disconnected from digital knowledge resources and thus unavailable for high-throughput analysis. Knowledge of host-to-virus ecological interactions will be biased until this challenge is addressed. In this Viewpoint, we outline two viable solutions: first, in the short term, to interconnect published data about host organisms, viruses, and other pathogens; and second, to shift the publishing framework beyond unstructured text (the so-called PDF prison) to labelled networks of digital knowledge. As the indexing system for biodiversity data, biological taxonomy is foundational to both solutions. Building digitally connected knowledge graphs of host–pathogen interactions will establish the agility needed to quickly identify reservoir hosts of novel zoonoses, allow for more robust predictions of emergence, and thereby strengthen human and planetary health systems.
2025-10-28T12:25:40Z
Upham, Nathan S Poelen, Jorrit H Paul, Deborah Groom, Quentin J Simmons, Nancy B Vanhove, Maarten P M Bertolino, Sandro Reeder, DeeAnn M Bastos-Silveira, Cristiane Sen, Atriya Sterner, Beckett Franz, Nico M Guidoti, Marcus Penev, Lyubomir Agosti, Donat
Somos moçambicanos, mas antes Makonde: dinâmicas de etnicidade e identidade nacional no bairro PSK, distrito de Boane, sul de Moçambique
Esta tese propõe uma análise das dinâmicas da etnicidade e da identidade nacional, a partir dos Makonde residentes no bairro Paulo Samuel Kankhomba (PSK), no distrito de Boane, província de Maputo, sul de Moçambique. O material empírico que sustenta essa discussão resulta de doze meses de trabalho de campo no bairro. Durante esse período interagi, entrevistei e convivi com os Makonde residentes no bairro e com algumas pessoas de outros grupos etnolinguísticos. Explorei temas como a formação e povoamento do bairro, a convivência entre os diferentes grupos etnolinguísticos residentes no bairro e observei momentos importantes para os Makonde como os ritos de iniciação, as performances de mapiko e o uso que estes fazem do Shimakonde. Igualmente presenciei algumas reuniões entre a chefia do bairro e a população, assim como alguns feriados. Distancio-me das abordagens essencialistas que concebem a etnicidade e a identidade nacional como entidades estáticas, dadas como adquiridas e inalteráveis ao longo do tempo. Nesse sentido, olho para a etnicidade e para a identidade nacional em sintonia com os tempos e como idiomas que podem existir de forma paralela com outros. Esse posicionamento teórico significa conceber a etnicidade como ferramenta de sociabilidade e interacção entre os indivíduos e não como algo que amordaça os actores sociais dentro das suas fronteiras e que os mantém apenas próximos das pessoas com quem partilham o grupo etnolinguístico. Argumento que a identidade Makonde é um processo ainda em curso e que a sua manifestação é diferente em função do momento sociopolítico e económico. Igualmente, argumento que a etnicidade, assim como a identidade nacional, manifesta-se em momentos específicos e de forma também específica para os Makonde da primeira e da segunda geração.
Transmissão do hiv: interação com as células das mucosas sexuais
Atualmente, a principal via de transmissão do HIV é a via sexual. As vias de transmissão incluem a vagina e outros compartimentos do aparelho genital feminino, o pénis (prepúcio e uretra), o ânus/reto bem como o trato GI superior. Estas mucosas apresentam diferentes características entre elas, o que leva a diferentes suscetibilidades. O estudo das mucosas sexuais, das interações entre o vírus e estes tecidos e da forma como o vírus atravessa a mucosa e infeta células-alvo, contribui para o desenvolvimento de estratégias de prevenção desta via de transmissão.
2025-10-28T12:25:00Z
Antunes, Laura Campanela Simões
Cannabis-based skin products: where are we at?
A dermatologia e os cuidados com a pele são um setor inovador e em constante pesquisa e desenvolvimento, visando satisfazer as necessidades cada vez mais exigentes dos consumidores na melhoria da aparência e das condições da pele. Recentemente inúmeras empresas têm apostado em ingredientes à base de plantas, reflexo da crescente preocupação com a sustentabilidade ambiental, procurando também ingredientes nunca antes utilizados no contexto da pele, como fator de inovação de modo a se destacarem num mercado que é bastante competitivo. Como resultado, os produtos à base da planta Cannabis sativa ganharam protagonismo na fileira da inovação, apresentando elevadas taxas de crescimento e de diversificação em produtos para a pele. No entanto, perdura alguma confusão relativamente aos benefícios destes produtos principalmente pela incerteza nas suas composições. As propriedades terapêuticas da planta de canábis são principalmente devido a dois fitocanabinóides produzidos na planta: o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinoide (THC). Estes dois canabinóides são produzidos e depositados nos tricomas glandulares da planta Cannabis sativa, e encontram-se principalmente nas flores, podendo também estar presentes nas folhas e, ocasionalmente, nos caules das plantas. No entanto, enquanto que o THC possui efeitos psicotrópicos e, por isso tem restrições regulamentares estreitas, o CBD não exerce efeitos a nível psíquico havendo uma maior liberdade de aplicações a nível do mercado, apesar de também estar sujeito a regulamentação própria. Desta forma, entre os produtos de canábis para os cuidados da pele, destaca-se o óleo de CBD (com alto potencial terapêutico e sem efeitos psicotrópicos indesejáveis) e o óleo de semente de cânhamo (que não contém praticamente canabinóides na sua composição). Assim, o cânhamo é uma variedade de canábis praticamente sem efeitos psicoativos e que pode ser usada para produzir óleos com altos níveis de CBD, mas com níveis muito baixos e praticamente insignificantes de THC (< a 0,2%). No entanto, tem havido alguma heterogeneidade na forma como é regulada a planta de canábis e os seus derivados a nível internacional. Relativamente à regulamentação do uso de canábis para fins medicinais, a planta de canábis é controlada internacionalmente conforme as 3 convenções internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o uso de substâncias psicotrópicas. Todavia, o baixo risco de dependência e de abuso do CBD, o facto deste fitocanabinóide ter benefícios potenciais em determinadas patologias e de não estar explicitamente listado nas convenções das Nações Unidas, tem levado à existência de um ambiente regulatório europeu ambíguo e dependente de cada país. Como consequência, existem inúmeros produtos de CBD com alegações para fins medicinais (descrevendo benefícios à saúde, mas muitas vezes sem evidências), como suplementos em cápsulas para várias doenças, cosméticos (por exemplo, óleos de cânhamo), etc., que estão a ser fabricados e distribuídos sem supervisão regulamentar e, por vezes, com conteúdo não verificado. Por outro lado, existem muitas evidências de que compostos presentes na canábis, como o óleo de CBD e o óleo de semente de cânhamo, têm resultados favoráveis no controlo e prevenção de certas doenças da pele. Isto deve-se à capacidade antioxidante, anti-inflamatória e reguladora de sebo do CBD e aos efeitos reparadores, hidratantes e antioxidantes do óleo de semente de cânhamo na pele. O sistema endocanabinóide (ECS) é expresso na pele, e engloba recetores canabinóides (CB1 e CB2), os seus ligantes lipídicos produzidos endogenamente no corpo humano (os endocanabinóides, como AEA e 2-AG) e as enzimas envolvidas na síntese e degradação de endocanabinóides. Se por um lado, a sinalização do ECS pode influenciar vários aspetos da biologia da pele, por outro lado, a sua desregulação pode contribuir para o desenvolvimento de várias patologias cutâneas. Portanto, o CBD ao atuar farmacologicamente na sinalização do sistema ECS, pode ser uma ferramenta potencial no tratamento de condições da pele. De facto, através de vários estudos de evidência, o CBD demonstrou ter um potencial eficaz no controlo da acne, seborreia, dermatite alérgica de contato, psoríase e fotoenvelhecimento. Quanto à regulamentação do uso de canábis para fins cosméticos, de acordo com as convenções da ONU, se as plantas forem cultivadas para fins cosméticos estas estão excluídas do controlo internacional. Além disso, a Convenção Única de 1961 define "canábis" como os "topos em flor ou frutificação da planta (excluindo sementes e folhas quando não acompanhados de topos) da qual a resina não foi extraída”. Portanto, e do ponto de vista da Legislação Cosmética da União Europeia, o uso de CBD derivado de extrato de canábis, tintura ou resina é proibido. No entanto, este pode ser usado se for proveniente de folhas (não acompanhada pelos topos de flor ou frutificação da planta) ou se for produzido sinteticamente em laboratório. Adicionalmente, e conforme legalizado no Artigo n.º 32 do Regulamento (UE) N.º 1307/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho, “as áreas destinadas à produção de cânhamo só serão elegíveis se as variedades utilizadas tiverem um teor de THC não superior a 0,2%”. Como tal, desde que os níveis de THC não ultrapassem o limite estipulado, muitos óleos de CBD e óleos de semente de cânhamo podem ser legalmente vendidos no mercado cosmético. Não obstante, subsistem ainda alguns desafios regulamentares, dada a inexistência de um quadro normalizado para todos os estados membros da EU. Como resultado, existem algumas variações nos limites autorizados de THC e das partes extraídas das plantas, levando a que haja regras mais restritivas em determinados países do que noutros. Portanto, é fulcral a existência de um quadro regulamentar mais claro, coerente e atualizado em toda a Europa, permitindo um mercado mais estável e seguro para medicamentos e cosméticos à base de canábis, com padrões de teste mais abrangentes e supervisão rigorosa para garantir que os produtos à base da planta Cannabis sativa contêm exatamente o que é alegado. O óleo de semente de cânhamo tem demonstrado efeitos benéficos na pele, principalmente devido à sua elevada riqueza em ácidos gordos poliinsaturados e às suas quantidades significativas em vitaminas antioxidantes, nomeadamente de vitamina E. Na realidade, o óleo de semente de cânhamo em estudos experimentais demonstrou ter efeitos hidratantes e restauradores da barreira cutânea, com implicação direta na hidratação da pele seca e na diminuição da perda de água transepidérmica (TEWL), levando concominantente com os seus constituintes antioxidantes à eficácia anti-envelhecimento. No entanto, muitos estudos até aos dias de hoje são pré-clínicos (in vitro) e carecem ainda de estudos in vivo. Como tal, é fundamental existirem ensaios que apresentem provas evidentes e inequívocas relativamente à segurança e aos efeitos produzidos (terapêuticos e/ou cosméticos) pelos CBD e do óleo de semente de cânhamo de modo a clarificar a população e abrir novos caminhos no tratamento de diversas afeções cutâneas.
O despertar da notação musical enquanto pintura melódica
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Atitudes dos jovens face a si próprios e ao meio ambiente
0 objectivo do presente estudo foi a análise das relações entre as atitudes dos jovens alunos face a si próprios e face ao meio ambiente, por grupos de pertença a variáveis de natureza sociodemográfica. A amostra foi constituída por 289 sujeitos de diferentes anos de escolaridade, de escolas da periferia de Lisboa. Foram utilizados os seguintes instrumentos de avaliação: a Escala de Atitudes dos Jovens face ao Ambiente, EAJFA (Martins & Veiga, 1996), com os factores: acções de protecção ambiental, sensibilidade em relação ao sofrimento de animais, preocupação com os problemas gerais do ambiente, concordância com as normas de protecção ambiental; e o Piers-Harris Children Self-Concept Scale, PHCSCS (Piers, 1988), com os seguintes factores: aspecto comportamental, ansiedade, estatuto intelectual, popularidade, aparência física, e satisfação-felicidade. Na análise dos resultados, encontraram-se algumas relações significativas que, apelando embora a posteriores estudos de aprofundamento, salientam a necessidade de os currículos académicos incluírem conteúdos especificamente virados para a valorização quer do ambiente quer dos próprios alunos.
Talkin bout my generation - a juventude, com o volume no máximo
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Juventude absolument alternative : uma hipótese ou uma incerteza?
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Aqueles dias, sempre irrepetíveis
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Cartógrafos para toda a Terra. Produção e circulação do saber cartográfico ibero-americano: agentes e contextos
Obra que reúne os trabalhos apresentados no IV Simpósio Ibero-Americano de História da Cartografia, que decorreu na Biblioteca Nacional de Portugal, em 2012. São 51 textos de 69 autores e abordam um extenso conjunto de mapas, de cartógrafos e de cartólogos do século XVI ao século XX. Adquirem especial relevo os estudos dedicados às representações cartográficas da Península Ibérica e do Brasil, para além de outros espaços ibero-americanos. Além de um número significativo de textos também abordar outras parcelas do mundo: a Ásia do Sul, a Ásia do Sueste e o Pacífico, assim como diversos territórios europeus, o Mediterrâneo, o Atlântico e África.
2025-10-28T12:22:21Z
Oliveira, Francisco Roque De
Cinquenta e um ensaios ibero-americanos de História da Cartografia
Os cinquenta e um estudos que integram este eBook foram originalmente apresentados no âmbito do iv Simpósio Ibero-Americano de História da Cartografia, que decorreu na Biblioteca Nacional de Portugal, em Setembro de 2012. Tratou-se de um evento organizado pelo Centro de Estudos Geográficos do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, em colaboração com o Centro de História d'Além- -Mar da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores e a própria Biblioteca Nacional de Portugal, o qual deu continuidade à série de reuniões similares organizadas, sucessivamente, pela Facultad de Filosofía y Letras da Universidad de Buenos Aires (2006), pelo Instituto de Geografía da Universidad Nacional Autónoma de México (2008) e pelas Faculdades de Geografia, História e Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2010) (ver troncoso, 2006; oliveira, 2008; pedrosa, 2010; oliveira; esteves, 2014).
2025-10-28T12:26:46Z
Oliveira, Francisco Roque De
Francisco de Borja Garção Stockler versus António Ribeiro dos Santos: os primeiros estudos de cartografia antiga em Portugal, 1805-1817
É conhecido o confronto ocorrido em finais do século XVIII entre António Ribeiro dos Santos (1745-1818), lente jubilado de Cânones da Universidade de Coimbra e bibliotecário-mor da Real Biblioteca Pública da Corte, e o matemático, militar e professor na Academia Real da Marinha Francisco de Borja Garção Stockler (1759-1829) a propósito daquele que parece ter sido o primeiro projecto pós-pombalino de reforma dos estudos em Portugal. Apresentado anonimamente à Academia Real das Ciências de Lisboa, em 1799, sabe-se que este projecto foi elaborado por Garção Stockler a partir de directrizes por certo concertadas com D. João Carlos de Bragança, 2.º duque de Lafões, presidente da Academia e seu protector. O documento em causa seria avaliado por uma comissão académica composta por três censores, um dos quais Ribeiro dos Santos, a quem coube redigir o parecer desfavorável que acabaria por condenar o “Plano de Instrução Nacional” delineado por Stockler (carvalho, 2001: 507-512).
2025-10-28T12:13:33Z
Oliveira, Francisco Roque De