RCAAP Repository
Dissimilaridade genética em mutantes de aveia tolerantes e sensíveis a ácidos orgânicos
Para que o cultivo da aveia (Avena sativa L.) seja também alternativa economicamente viável em solos de várzea, faz-se necessário a utilização de cultivares tolerantes aos principais ácidos orgânicos produzidos pela decomposição da matéria orgânica gerada em cultivos com plantio direto. Este trabalho objetivou determinar a dissimilaridade genética entre famílias mutantes M3 e a cultivar UFRGS 14 de aveia mediante a utilização de marcadores ISSR, e detectar regiões genômicas associadas ao caráter tolerância a ácidos orgânicos. Foram avaliadas 30 famílias mutantes (M3), pertencentes ao banco de mutantes de aveia do Centro de Genômica e Fitomelhoramento da Faculdade de Agronomia "Eliseu Maciel". As famílias estudadas foram originadas da cultivar UFRGS 14 irradiada com raios gama (Co60) na dose de 400 Gy. A caracterização genética foi realizada utilizando-se a técnica de marcadores ISSR. Pelos resultados verifica-se que os oligonucleotídeos UBC 854, 855, e 811 permitiram detectar regiões genômicas relacionadas à tolerância à toxicidade por ácidos orgânicos, enquanto os oligonucleotídeos UBC 850 e 826 possibilitaram identificar regiões genômicas associadas à sensibilidade.
2022-12-06T13:20:00Z
Souza,Velci Queiroz de Pereira,Arione da Silva Kopp,Mauricio Marini Coimbra,Jefferson Luiz Meirelles Carvalho,Fernando Irajá Félix de Luz,Viviane Kopp da Oliveira,Antônio Costa de
Diversidade química de cafeeiros na espécie Coffea canephora
Este trabalho teve por objetivo caracterizar seis variedades de C. canephora do Banco de Germoplasma de Café do Instituto Agronômico, em Campinas. Para tanto, considerou-se a caracterização química de quarenta e sete exemplares analisando-se as variáveis sólidos solúveis, lipídios, trigonelina, ácidos clorogênicos e cafeína nas sementes. Observou-se a existência de grande variação entre e dentro dos diferentes materiais analisados, com valores extremos de 24,53% a 30,68% para sólidos solúveis; 6,61% a 12,27% para lipídios; 0,73% a 1,59% para trigonelina; 3,30% a 6,30% para ácidos clorogênicos e 1,94% a 3,29% para cafeína, indicando a possibilidade de seleção de plantas de interesse para o melhoramento dessa espécie.
2022-12-06T13:20:00Z
Aguiar,Adriano Tosoni da Eira Fazuoli,Luiz Carlos Salva,Terezinha de Jesus Garcia Favarin,José Laércio
Produtividade do cafeeiro e cultivos intercalares sob diferentes regimes hídricos
O efeito de diferentes regimes hídricos na produtividade do cafeeiro e cultivos intercalares foi determinado em um experimento em Latossolo Vermelho distroférrico, em Londrina, PR, durante sete anos. Os tratamentos consistiram de aplicação de irrigação para manter a camada de solo de 0,7 m com mais de 50% da água disponível (40 kPa a 0,25 m) e 30% de água disponível (70 kPa a 0,25 m), além de um tratamento não irrigado. Após o terceiro ano de implantação da lavoura, na fase reprodutiva do cafeeiro, a camada de manejo de irrigação foi aumentada para 1 m e os tratamentos irrigados foram desdobrados em dois tratamentos: com irrigação durante o ano todo e com irrigação de setembro a março. Durante os dois anos iniciais de formação da lavoura, foram cultivados feijão, seguido de arroz, intercalares ao cafeeiro. Em média, a irrigação aumentou a produtividade de café de 15% a 22%, em relação à testemunha, quando aplicada no período de setembro-março, e em cerca de 10%, quando aplicada durante o ano todo. A maturação, porém, foi mais desuniforme e não se eliminou o efeito bienal de variação da produção de café. Além de proporcionar produtividade significativamente superior à testemunha, com a irrigação aplicada de setembro a março, mantendo-se o solo com umidade acima de 30% da água disponível (tensões menores que 70 kPa a 0,25m), houve menor consumo de água que nos demais tratamentos irrigados. Para as culturas intercalares, a irrigação aumentou a produtividade de 240% a 300% para o feijão e em cerca de 50% para o arroz.
2022-12-06T13:20:00Z
Faria,Rogério Teixeira de Siqueira,Rubens
Crescimento e desenvolvimento da planta daninha capim-camalote
O capim-camalote (Rottboelia exaltata L.f.) é uma planta daninha com rápida disseminação nas áreas canavieiras do Brasil, causando significativas perdas de produtividade na cultura. Assim, esta pesquisa teve por objetivo avaliar o crescimento, o desenvolvimento vegetativo e a capacidade reprodutiva do capim-camalote, como mecanismo de melhoria do manejo a ser adotado. O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação da ESALQ/USP, entre julho e outubro de 2004, quando foram realizadas 14 avaliações periódicas de crescimento, determinando-se: massa fresca e seca (total, parte aérea e raízes), área foliar e fenologia das plantas. Realizou-se a contagem do número de rácemos florais de 16 plantas e do número de sementes de 100 rácemos após florescimento. Pôde-se observar um rápido crescimento inicial das plantas, de tal forma que o início do florescimento ocorreu aos 49 dias após a semeadura. No fim do ciclo, verificaram-se nas plantas valores próximos a 120 g, 25 g e 1.600 cm² de massa fresca total, massa seca total e área foliar, respectivamente. Na ocasião das contagens, as plantas haviam emitido, em média, o total de 163 rácemos com 12 sementes cada uma, o que corresponde a mais de 2.000 sementes por planta. Pelos resultados alcançados verifica-se elevada capacidade de crescimento e habilidade reprodutiva do capim-camalote, explicando as razões que fazem dessa planta daninha um novo problema em potencial para a agricultura brasileira.
2022-12-06T13:20:00Z
Carvalho,Saul Jorge Pinto de Moreira,Murilo Sala Nicolai,Marcelo López Ovejero,Ramiro Fernando Christoffoleti,Pedro Jacob Medeiros,Daniel
Teores de Ca e variáveis meteorológicas: relações com a incidência da mancha fisiológica do mamão no Norte Fluminense
No Brasil e no mundo, o mamoeiro (Carica papaya L.) tem apresentado um distúrbio fisiológico no fruto denominado de Mancha Fisiológica do Mamão (MFM). Na literatura, pouco se conhece sobre as causas desta anomalia que afeta sensivelmente a comercialização dos frutos da espécie. Com o objetivo de se buscar informações relacionadas às causas da MFM, foi realizado um estudo, durante um ano, em um plantio comercial localizado em São Franscisco do Itabapoana (RJ), no norte fluminense. Foram feitas relações entre algumas variáveis do clima (temperatura, déficit de pressão de vapor, precipitação pluvial e radiação solar global) e os teores de Ca na planta [limbo, pecíolo, pedúnculo, epicarpo não-exposto (face do fruto próxima ao tronco) e epicarpo exposto (face do fruto oposta ao tronco)] com a incidência da MFM. Observou-se que a maior incidência de MFM foi durante setembro/2000. Em janeiro/2001, a incidência da MFM foi praticamente nula. A amplitude térmica, nos três meses que antecederam a setembro/2000, foi a variável do clima que mais se relacionou com a incidência da MFM. Em setembro, os teores de Ca em todas as partes do fruto (pedúnculo, epicarpo exposto e não-exposto) estudadas foram maiores. Na época que antecedeu o mês de setembro, as relações Ca/K e Ca/Mg foram estatisticamente maiores no epicarpo exposto e não-exposto e, nesta época, a relação Ca/P foi estatisticamente maior no pedúnculo e no epicarpo não-exposto. Os efeitos da amplitude térmica sobre a incidência da MFM são discutidos e a hipótese de que os teores baixos de Ca no fruto poderiam causar desestabilização na parede celular, o que facilitaria o extravasamento do látex e provocaria a MFM, deve ser reavaliada.
2022-12-06T13:20:00Z
Campostrini,Eliemar Lima,Heber Cruz Oliveira,Jurandi Gonçalves de Monnerat,Pedro Henrique Marinho,Cláudia Sales
Avaliação da suscetibilidade à Xylella fastidiosa em diferentes espécies de cafeeiro
A bactéria Xylella fastidiosa Wells et al. foi detectada pela primeira vez em cafeeiro no Brasil, em 1995, entretanto acredita-se que a cultura foi infectada por essa bactéria há muitos anos, embora os sintomas fossem atribuídos a um estresse nutricional. Até o momento têm sido realizados estudos principalmente com espécies de C. arabica e C. canephora, porém, em outras espécies do gênero, somente foi detectada sua presença. Neste trabalho, objetivou-se avaliar a proporção de elementos de vaso do xilema obstruídos, total e parcialmente, pela X. fastidiosa, naturalmente infectadas, em diferentes espécies de cafeeiro do Banco de Germoplasma do IAC, visando identificar material resistente a essa bactéria para ser utilizado no programa de melhoramento genético. Os acessos estudados foram: C. canephora (progenitora da 'Guarini'), C. liberica var. liberica, os quatro acessos de C. liberica var. dewevrei (Ugandae, Dibowskii, Abeokutae, Excelsa) e o híbrido interespecífico Piatã (C. arabica X C. liberica var. dewevrei). Todos eles mostraram-se menos suscetíveis à X. fastidiosa. A porcentagem de obstrução dos elementos de vasos na folha não foi maior que 0,6% na maioria dos acessos, com exceção de Excelsa e do híbrido Piatã com até 2% de obstrução, sendo bem menos suscetíveis a essa bactéria do que as cultivares de C. arabica. Trata-se, portanto, de materiais genéticos importantes para serem utilizados no programa de melhoramento do cafeeiro visando à resistência ao agente dessa doença.
2022-12-06T13:20:00Z
Queiroz-Voltan,Rachel Benetti Cabral,Luciane Perosin Fazuoli,Luiz Carlos Paradela Filho,Osvaldo
Flutuação populacional do bicho-mineiro em cultivares de café arábica resistentes à ferrugem
A intensidade de infestação pelo bicho-mineiro, Leucoptera coffeella (Guérin-Méneville) (Lepidoptera: Lyonetiidae) foi investigada nas cultivares Obatã IAC 1669-20 e Tupi IAC 1669-33, com resistência à ferrugem das folhas do cafeeiro, Hemileia vastatrix Berk. et Br., e Ouro Verde Amarelo IAC 4397, suscetível à doença, em ensaios de campo, localizados em Campinas (SP), Brasil. A incidência de ferrugem e a ocorrência de inimigos naturais da praga, assim como o enfolhamento das plantas, foram também observados nas três cultivares. As curvas de flutuação populacional obtidas para Obatã IAC 1669-20 e Tupi IAC 1669-33 revelaram maior incidência do bicho-mineiro entre abril e novembro. Já na cultivar Ouro Verde Amarelo IAC 4397, observaram-se dois picos de infestação, sendo o primeiro em abril-maio e o segundo em agosto-setembro. No entanto, a elevada percentagem de folhas minadas nas cultivares Tupi IAC 1669-33 e Obatã IAC 1669-20 em relação à Ouro Verde Amarelo IAC 4397 não é evidência de maior suscetibilidade à praga, mas sim devido à maior retenção foliar dessas cultivares, em conseqüência da resistência à ferrugem das folhas observada em ambas. De maneira oposta, na cultivar Ouro Verde Amarelo IAC 4397, os sintomas de ataque do bicho-mineiro ocorreram em menor nível especialmente devido a maior queda de folhas. Com base nas diferenças observadas entre as cultivares, sugere-se a adoção de estratégias distintas de manejo da praga.
2022-12-06T13:20:00Z
Conceição,Celso Henrique Costa Guerreiro-Filho,Oliveiro Gonçalves,Wallace
Efeito da aplicação de extratos aquosos em couve na alimentação de largatas de Ascia monuste orseis
Os efeitos de extratos aquosos de amêndoas de Azadirachta indica e frutos de Sapindus saponaria, aplicados em discos de folhas de couve (Brassica oleracea var. acephala) nas concentrações de 0,0117% e 1,0342% (p/v), respectivamente, foram estudados sobre a alimentação das lagartas de Ascia monuste orseis. Avaliou-se a atratividade e o consumo de área foliar de lagartas de primeiro e terceiro ínstar durante 24 horas, em condições de laboratório (T = 25 ± 2ºC, UR = 60 ± 10% e fotofase = 12 horas). Nos testes com e sem chance de escolha, para lagartas de primeiro ínstar e teste sem chance de escolha para lagartas de terceiro ínstar, não houve diferença quanto à atratividade das lagartas. No teste com chance de escolha para lagartas de terceiro ínstar, houve menor atratividade das lagartas pelos discos de folhas tratadas com S. saponaria, diferindo da testemunha. No decorrer de 24 horas de avaliações, pode-se observar 58,3% de lagartas atraídas na testemunha, não diferindo de A. indica e diferindo de S. saponaria, com 39,3% e 2,4% das lagartas atraídas, respectivamente. Quanto ao consumo de área foliar, o extrato de S. saponaria diminuiu o consumo de lagartas, em todos os testes realizados. Quando não tinham opção de escolha para se alimentar de folhas sem os extratos, as lagartas consumiram as folhas tratadas nas concentrações testadas, porém em menor quantidade. Os extratos testados neste experimento demonstram ter efeitos sobre a alimentação das lagartas de A. monuste orseis, possivelmente com propriedades deterrentes e/ou supressoras de alimentação.
2022-12-06T13:20:00Z
Medeiros,Cesar Augusto Manfré Boiça Júnior,Arlindo Leal
Doses de fósforo e crescimento radicular de cultivares de arroz de terras altas
O estudo de crescimento radicular de arroz de terras altas em função da disponibilidade de fósforo é, praticamente, inexistente. O objetivo deste trabalho foi avaliar o crescimento de diversas cultivares de arroz de terras altas em diferentes condições de disponibilidade de fósforo. O experimento foi desenvolvido em casa de vegetação, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 4 x 4, com quatro doses de P (0, 50, 100 e 200 mg dm-3) e quatro cultivares: Maravilha (grupo moderno), IAC 201, IAC 202 e Carajás (grupo intermediário). A cultivar Carajás possui sistema radicular que melhor se desenvolveu sob baixa disponibilidade de P. Sob baixa disponibilidade de P as cultivares IAC 201 e IAC 202 priorizaram o desenvolvimento do sistema radicular em relação a parte aérea. A cultivar Maravilha requer níveis elevados de fósforo para atingir o máximo desenvolvimento. Sob baixa disponibilidade de fósforo as cultivares de arroz diminuíram o diâmetro radicular.
2022-12-06T13:20:00Z
Crusciol,Carlos Alexandre Costa Mauad,Munir Alvarez,Rita de Cassia Felix Lima,Eduardo do Valle Tiritan,Carlos Sérgio
Efeito do nitrogênio em características agronômicas da mandioca
Para avaliar o efeito do nitrogênio em características agronômicas de mandioca (Manihot esculenta Crantz) foi desenvolvido um experimento na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Vitória da Conquista (BA), no período de abril de 2002 a março de 2003. Estudou-se a aplicação de seis doses de nitrogênio (0, 50, 100, 200, 300 e 400 kg ha-1 de N) em duas variedades de mandioca, Sergipe e Lisona, adotando-se o delineamento experimental em blocos casualizados, com os tratamentos arranjados segundo um esquema fatorial (2x6). Foi verificado efeito do nitrogênio na altura das plantas, na produção da parte aérea, produtividade de raízes tuberosas, porcentagem de matéria seca e de amido em raízes tuberosas e rendimento de farinha. O número de brotações por planta, o índice de colheita e o índice de área foliar não foram influenciados pelo nitrogênio. Na variedade Sergipe observaram-se resultados superiores aos da variedade Lisona para as características produtividade de parte aérea, produtividade de raízes tuberosas, produção de matéria seca e amido da raiz e rendimento de farinha.
2022-12-06T13:20:00Z
Cardoso Júnior,Nelson dos Santos Viana,Anselmo Eloy Silveira Matsumoto,Sylvana Naomi Sediyama,Tocio Carvalho,Fábio Martins de
Macronutrientes em folhas e frutos de cultivares de café arábica de porte baixo
O presente trabalho teve como objetivo avaliar a mobilização de macronutrientes de folhas para frutos em diferentes cultivares de café arábica, através de análises foliares periódicas. O experimento foi plantado em 1994 em solo Rhodic Hapludox, em Campinas Estado de São Paulo, Brasil. Foram coletadas folhas de ramos plagiotrópicos com frutos, o terceiro par a partir do ápice, para determinação de macronutrientes, em dezembro de 2002, fevereiro e maio de 2003. A colheita do experimento e a amostragem de frutos para análise química ocorreram em junho de 2003. Houve decréscimo no teor dos macronutrientes nas folhas do cafeeiro, durante a estação de crescimento do fruto, a exceção do cálcio que apresentou aumento, observando-se maior evidencia para o potássio. As cultivares de alta produtividade mostraram concentrações de macronutrientes ligeiramente superiores às de média produtividade. A diferença mais marcante ocorreu para o cálcio que acumulou mais nas ccultivares mais produtivas. Na casca e no grão de café, pela análise estatística, não houve diferença significativa na composição química entre as cultivares, à exceção para o cálcio presente na casca. Verificou-se uma relação inversa entre produtividade e o índice relativo de remobilização de nutrientes das folhas. Cultivares mais produtivas conseguiram produzir a mesma quantidade de matéria seca de grãos com valores mais baixos de remobilização dos nutrientes N, P e K das folhas dos cafeeiro.
2022-12-06T13:20:00Z
Valarini,Valdemar Bataglia,Ondino Cleante Fazuoli,Luiz Carlos
Vida de prateleira de minicrisântemos em vaso tratados com tiossulfato de prata
Para estender a vida de plantas envasadas, soluções preservativas são aspergidas diretamente na parte aérea da planta, destacando-se as soluções à base de prata, as quais atuam como inibidoras da ação do etileno. Assim, para avaliar a eficácia desse metal na vida de prateleira de minicrisântemo de vaso, variedades Rage, Summer Time e Davis, utilizou-se o tiossulfato de prata (STS) nas concentrações 0,5, 1,0, 1,5 e 2,0 mM. O ensaio foi montado no delineamento em blocos casualizados, com arranjo fatorial (3 variedades X 4 concentrações), mais o controle, que consistiu da aplicação de água destilada. Foram avaliados os números de dias para abertura da primeira inflorescência, dias para início da vida de prateleira e descarte, vida de vaso e a vida de prateleira. A senescência de 50% das inflorescências determinou o ponto de descarte para as variedades, recomendando-se usar STS na concentração 0,5 mM para aumentar a longevidade da variedade Rage.
2022-12-06T13:20:00Z
Barbosa,José Geraldo Tavares,Ana Rita Rangel Finger,Fernando Luiz Leite,Roberto de Aquino
Qualidade fisiológica e sanitária de sementes de milho colhidas e secas em espigas
A injúria mecânica nas fases de colheita e secagem é tida como sério problema no controle de qualidade de sementes de milho. Para verificar os efeitos da colheita e despalha manuais e mecânicas de milho em espigas e da temperatura de secagem, na qualidade fisiológica e sanitária das sementes recém-colhidas e armazenadas por sete meses, foram utilizadas sementes da cultivar 30F80, híbrido simples de endosperma duro. A umidade de colheita foi de 29% e a secagem efetuada nas temperaturas de 35 ºC e 42 ºC. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 12 repetições. A capacidade de germinação foi avaliada pelo teste de germinação e o vigor foi avaliado pelos testes de envelhecimento acelerado, frio, emergência de plântulas, índice de velocidade de emergência de plântulas e massa seca da parte aérea de plântulas. O processo de colheita das espigas não afetou a qualidade das sementes quando as espigas foram secadas a 35 ºC de acordo com os testes de qualidade; no entanto, a colheita e despalha mecânica afetaram negativamente a qualidade das sementes quando as espigas foram secas a temperatura de 42 ºC. O efeito no vigor das sementes secas a 42 ºC foi detectado antes do armazenamento, ou seja, na ocasião da colheita e, na germinação, após sete meses de armazenamento. Assim, concluiu-se que o processo de colheita e despalha mecânicas conciliados com altas temperaturas de secagem afetam a qualidade fisiológica das sementes.
2022-12-06T13:20:00Z
Jorge,Marçal Henrique Amici Carvalho,Maria Laene Moreira de Von Pinho,Edila Vilela de Resende Oliveira,Joao Almir de
Aplicação de molibdênio e cobalto na semente para cultivo da soja
A aplicação de molibdênio e cobalto nas sementes tem sido uma prática comum para o cultivo de soja no Brasil. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da aplicação de molibdênio e cobalto na nodulação da soja, na nutrição da planta e seus reflexos sobre o rendimento de grãos. O experimento foi realizado no município de Ponta Grossa (PR), em Latossolo Vermelho textura argilosa, com pH (CaCl2 0,01 mol L-1) 5,2. O delineamento experimental empregado foi o de blocos completos ao acaso, em esquema fatorial 2 x 4, com quatro repetições. Os tratamentos constituíram-se de duas doses de Mo (0 e 48 g ha-1) e quatro doses de Co (0, 2, 4, e 8 g ha-1), aplicadas via semente. Não se observou interação significativa entre esses dois elementos. A aplicação de molibdênio e, ou cobalto na semente de soja não alterou a nodulação e a eficiência do processo biológico de fixação de N2, avaliada pela absorção de nitrogênio e pela concentração de nitrogênio nas folhas e nos grãos. O molibdênio aplicado na semente reduziu o teor de ferro nas folhas e não alterou a produtividade da soja. Houve redução linear na altura das plantas, na concentração foliar de zinco e no rendimento de grãos de soja com as doses de cobalto aplicadas. Pelos resultados observou-se que a aplicação de molibdênio na semente de soja não é necessária em solo com pH (CaCl2 0,01 mol L-1) 5,2 e que o cobalto aplicado na semente em doses superiores a 3,4 g ha-1 é tóxico para a cultura da soja.
2022-12-06T13:20:00Z
Marcondes,José Alfredo Prestes Caires,Eduardo Fávero
Avaliação e adaptação do Índice de Severidade de Seca de Palmer (PDSI) e do Índice Padronizado de Precipitação (SPI) às condições climáticas do Estado de São Paulo
O Índice de Severidade de Seca de Palmer (PDSI) acusa o início de uma seca quando a precipitação pluvial de uma região diminui consideravelmente em relação a que seria climatologicamente esperada. Tal déficit é ponderado por um fator K de caracterização climática. Com base no ajuste de séries de precipitação à distribuição gama, o Índice Padronizado de Precipitação (SPI) quantifica o excesso ou o déficit de chuva, acumulados em diferentes escalas de tempo, em um determinado local. O presente trabalho avaliou e adaptou a metodologia do PDSI e do SPI às condições climáticas do Estado de São Paulo e comparou seus valores a parâmetros do balanço hídrico climático de treze localidades. De maneira geral, essa comparação foi realizada entre os quantificadores e o desvio (anomalia) que se observava nos parâmetros do balanço hídrico climático de um determinado período, em relação aos valores climatologicamente esperados para o intervalo de tempo em questão. O SPI teve seus resultados analisados em diversas escalas de tempo. O ajuste do PDSI (PDSIadap) teve como foco principal o fator K e a equação final do índice. As análises permitiram concluir que, o PDSI adap é uma ferramenta consistente para o monitoramento, da seca meteorológica, na escala mensal no Estado de São Paulo. Constatou-se também que o SPI é um método apropriado para a quantificação do déficit de precipitação pluvial, em diversas escalas de tempo. Ambos os índices devem, portanto, ser utilizados em decisões governamentais de planos de combates aos efeitos do fenômeno natural seca.
2022-12-06T13:20:00Z
Blain,Gabriel Constantino Brunini,Orivaldo
Caracterização agromorfológica interpopulacional em Oryza glumaepatula
O gênero Oryza apresenta duas espécies cultivadas e 21 espécies silvestres, sendo quatro originárias da América do Sul e Central. Dentre essas, a única espécie diplóide é Oryza glumaepatula Steud., compatível em cruzamentos com a espécie cultivada O. sativa L. O objetivo deste trabalho foi caracterizar, por meio de caracteres agromorfológicos, oito populações de O. glumaepatula, coletadas em diferentes bacias hidrográficas brasileiras. O experimento foi realizado em casa de vegetação utilizando-se o delineamento em blocos ao acaso com oito tratamentos e seis repetições. Cada parcela foi constituída de quatro plantas, obtendo-se o total de 24 plantas por população. Foram avaliadas três características agronômicas e 18 características morfológicas. Os dados foram analisados utilizando-se estatísticas univariadas e multivariadas. Os resultados mostraram diferenças significativas entre populações para todos os caracteres avaliados, o que indica a grande variabilidade genética observada para todas as populações. Os resultados da análise de componentes principais foram similares aos da análise de agrupamento que classificou as populações em quatro grupos, sendo um grupo para cinco populações da Amazônia, um grupo para uma população do Rio Negro, e dois grupos, um para cada população originária do Rio Xingu e do Rio Paraguai, no Pantanal. A população com características agronômicas mais desejáveis, maior produção de sementes e maior número de perfilhos foi a PG-4, originária do Pantanal Matogrossense, seguida da população JA-4, do Rio Japurá.
2022-12-06T13:20:00Z
Rosa,Mariana Silva Santos,Patrícia Pimentel dos Veasey,Elizabeth Ann
The effects of sooty mold on photosynthesis and mesophyll structure of mahogany (Swietenia macrophylla King., Meliaceae)
The aim of present study was to evaluate the effects of the sooty mold on anatomy and photochemical activity of mahogany (Swietenia macrophylla) leaves. The photochemical features of shade-developed leaves with or without sooty mold were compared to those of sun leaves using chlorophyll a fluorescence measurements. Leaf anatomy was also evaluated using conventional techniques. The degree of blockage of the photosynthetic active photon flux density (PPFD) by sooty mold and its effect on photochemistry were evaluated. Sun leaves showed thick mesophyll with palisade parenchyma disposed in a uniseriate layer, whereas shade leaves showed narrow mesophyll, independently of sooty mold presence. The effective quantum yield (deltaF/Fm') and the apparent electron transport rate (ETR) of sun leaves were higher than those of shade leaves. The values of ETR suggested that photochemistry saturation occurred at lower PPFD in shade-grown plants. Lower values of the deltaF/Fm' and, consequently, lower values of ETR were observed in leaves with sooty mold. A reduction of 40% of the incident light was seen due to physical blockage by sooty mold which is presumably responsible for an additional decrease of ETR values. Our data indicated that sooty mold did not directly damage the leaf, but reduce leaf photochemistry capacity, by decreasing light availability.
2022-12-06T13:20:00Z
Lemos Filho,José Pires de Paiva,Élder Antônio Sousa
Similaridade genética de variedades crioulas de arroz, em função da morfologia, marcadores RAPD e acúmulo de proteína nos grãos
Em experimentos em casa de vegetação e câmara de crescimento, estudou-se o possível aparecimento de réplicas em 20 variedades crioulas de arroz do Maranhão, mantidas no Banco Ativo de Germoplasma (BAG), do Centro Nacional de Pesquisa em Arroz e Feijão (CNPAF). As vinte variedades, divididas em seis grupos, com nomes similares e números de acessos diferentes no BAG foram avaliadas quanto à similaridade morfológica e molecular. As características morfológicas foram avaliadas e utilizadas para a construção de um dendrograma de similaridade. Após a colheita determinou-se o teor de proteína bruta dos grãos. No experimento em câmara de crescimento além das vinte variedades, utilizou-se a cultivar melhorada (IAC47). O DNA da parte aérea dessas plantas foi amplificado pela técnica do RAPD (DNA Polimórfico Amplificado ao Acaso), para se avaliar a similaridade genética entre as variedades. O dendrograma utilizando as características morfológicas revelou dois grupos, sendo um formado pelas plantas de nome "Lageado" e outro com as demais variedades. A análise genética confirmou os dados de morfologia, separando o grupo "Lageado" (com mais de 70 % de similaridade) das demais variedades, que formaram um grupo com dois subgrupos. Em um dos subgrupos, agruparam as variedades com maiores teores de proteína bruta nos grãos, confirmando a alta diversidade das variedades estudadas. Os resultados revelaram que algumas plantas de nome semelhante e número de acesso distinto são provavelmente a mesma variedade, e as plantas de nome "Lageado" formam um grupo à parte, cujas características, inclusive produtividade, merecem maiores estudos.
2022-12-06T13:20:00Z
Areias,Rogeria Gregio de Biase Martins Paiva,Diogo Mendes de Souza,Sonia Regina Fernandes,Manlio Silvestre
Propagação de mudas de helicônia em biorreator de imersão temporária
Novas técnicas de micropropagação têm sido estudadas visando à otimização da produção e redução dos custos de produção. Dentre elas, a técnica de micropropagação em biorreator de imersão temporária destaca-se pela utilização do meio de cultivo líquido em um sistema automatizado. Neste experimento avaliou-se, em três repetições, um biorreator artesanal de imersão temporária, utilizando explantes de Heliconia champneiana Griggs cv. Splash, submetidos a três subcultivos com quinze minutos de imersão em intervalos de uma hora (T1), quatro horas (T4), seis horas (T6) e oito horas (T8), em que foram avaliados o volume final de meio de cultivo, pH final, número de brotações, massa da matéria fresca, massa unitária e a funcionalidade do sistema. Resultados das avaliações entre os tratamentos de imersão temporária demonstraram que o melhor desempenho ocorreu no tratamento T1, sendo inviável o tratamento T8 para esse tipo de cultura. Na comparação com o método convencional (C), os tratamentos T1 e T4 foram superiores, demonstrando melhor eficiência da imersão temporária na produção de brotos. O protótipo do biorreator de imersão temporária teve bom desempenho, sendo funcional, de fácil manuseio e podendo ser utilizado no estudo de outras culturas.
2022-12-06T13:20:00Z
Rodrigues,Paulo Hercílio Viegas Teixeira,Fabiano Moura Lima,Ana Maria Liner Pereira Ambrosano,Gláucia Maria Bovi
Efeitos da luz, temperatura e estresse de água na germinação de sementes de Caesalpinia peltophoroides Benth. (Caesalpinoideae)
As sementes de Caesalpinia peltophoroides absorvem água rapidamente e após 9 horas acumulam o conteúdo de 56% de água e perdem mais lentamente, necessitando de cerca de 20 horas para perder completamente a água absorvida. As sementes de Caesalpinia peltophoroides germinam na faixa de temperaturas de 15 a 25 °C, e não possuem fotossensibilidade independentemente dos tratamentos luminosos e das temperaturas testadas. Verificou-se que com a diminuição do potencial de água, ocorre nas sementes uma redução na germinabilidade e na velocidade de germinação sob luz branca. Sob condições de estresse de água, observa-se fotossensibilidade, em sementes de Caesalpinia peltophoroides, sendo a germinação inibida pela luz branca mediada pelo pigmento fitocromo.
2022-12-06T13:20:00Z
Ferraz-Grande,Fernanda Gollo A. Takaki,Massanori